Friday, February 15, 2008

A volta do "GORILA". 1964: O ANO QUE AINDA NÃO TERMINOU!


































































"Tudo como dantes no Quartel d’Abrantes!"


Reflexão I
por Aluisio Madruga

Partido dos Trabalhadores
Seu desgoverno e as Forças Armadas - a Revolução Petista em marcha

Este é o primeiro artigo de uma série de VI que tem como objetivo principal chegar àqueles com idade inferior a 40 anos, pois no meu entender, os de idade superior a esta e que ainda acreditam no comunismo e no Partido dos Trabalhadores, já estão, invariavelmente, com suas mentes doentes e são irrecuperáveis.

Sim, o comunismo é uma doença, semelhante a droga. Quem não se livra dela logo no início está fadado a morrer drogado ou comunista.

A Revolução Petista, que busca implantar no País o Partido Único, está em pleno desenvolvimento e muito perto de atingir seus objetivos.

Você tem conhecimento do que foi a tentativa de revolução dos sargentos, em Brasília, em setembro de 1963, portanto muito próximo do desencadeamento da Contra–Revolução de 1964? Sabe que esta teve origem em uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que retirava da legislação militar a “inelegibilidade” das praças? Não? Então saiba que, depois de tudo que o Governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) fez, e este Governo vem fazendo em termos de buscar a desmoralização das Forças Armadas, existe hoje na Câmara de Deputados a PEC 180/2007, apresentada pelo Deputado Federal/PT por Brasília Elton Bonfim Magela que, se aprovada, coloca a derradeira pá de cal nas estruturas das Forças Armadas.

Você acredita que o comunismo morreu? Caso positivo saiba que a estrela vermelha é símbolo do Comunismo Internacional, enquanto que no Brasil é o símbolo do Partido dos Trabalhadores (PT). Coincidência? Ninguém ou quase ninguém nos dias atuais faz ou acredita nessa relação PT - Comunismo Internacional. Mas é necessário e importante pensar nessa hipótese, porque ela é real, para que não sejamos surpreendidos, desgraçadamente, por conseqüências maiores e ainda mais trágicas do que estas de que já estamos sendo vítimas.

Não podemos ignorar que a humanidade constrói o presente inspirada no passado. Cada povo faz rigorosa seleção do que deseja, ou não, para si. Do que é importante ou desejável para viver bem e edificar um futuro promissor, com base nas suas lutas, derrotas e conquistas, considerando o progresso e o desenvolvimento, alcançados em todas as áreas do conhecimento, já que este é um todo fracionado. E estas frações são chamadas emprego, trabalho, saúde, educação, tecnologia, etc. Exemplificando: não podemos falar em sistema de saúde sem falar em fome, desnutrição, falta de saneamento básico e água potável, entre outros. Também não podemos falar em educação, sem pensar na importantíssima relação Escola – Família – Comunidade. É exatamente por esta razão que não existe neste País Sistemas de Saúde e Educacional condizentes com o nosso potencial. O que realmente existe é um amontoado de órgãos e pessoas “bolando” leis, projetos e estratégias desconexas, muitas delas inviáveis para a nossa realidade. São milhares de médicos e professores, quase todos mal pagos, fazendo o impossível, para atender os doentes nos hospitais e manter os alunos do ensino público fundamental nas salas de aula.

É importante destacar que este caso não diz respeito apenas ao governo do PT.

Se há milhares de crianças, adolescentes e jovens fora das escolas, onde estão as famílias, os responsáveis? E como anda o dever do Estado nas áreas da saúde, da segurança e nas demais áreas?

Como este dever de Estado anda se manifestando? Não anda!

E nós continuamos omissos. É devido à nossa atitude que as nossas Forças Armadas vivem hoje em estado de penúria, que se alastram as mazelas com a coisa pública, o desperdício dos impostos é incontrolável,e as roubalheiras parece não ter fim.

Precisamos nos conscientizar e refletir sobre o que está acontecendo no Brasil e buscar no passado caminhos, pistas e, talvez, até respostas efetivas a serem dadas para esse panorama político-social caótico e vergonhoso que ora vivemos e testemunhamos.

Com a palavra, e que se posicionem, as autoridades que ainda têm dignidade, caráter, honra, amor a Pátria e a família. Não esmoreçam, pois o Brasil do bem ainda crê em vocês, embora não se saiba até quando.

Na Rússia o povo e suas Forças Armadas estavam distraídos, exatamente como ocorre hoje entre nós, fragilizados e descrentes. O Comunismo se instalou em 1917, de forma sangrenta, cruel e assustadora, aliás como ocorreu nas demais partes do mundo onde se impôs. Reduziu o povo a nada, a uma multidão de miseráveis, sem direito à propriedade, às liberdades individuais, ao sonho, à religião. E este povo bebeu a lavagem do mesmo cocho, como porcos, por mais de 70 anos, enquanto que em Cuba continuam bebendo há 48 anos e sabe-se lá, até quando. Na Hungria, ninguém acreditava que aquela mesma tragédia fosse se repetir no País. Mas inesperadamente o comunismo surgiu e durante três meses fuzilou grandes massas de populares inocentes, burgueses, sacerdotes, industriais e comerciantes. E até hoje o país luta para erradicar as feridas deixadas na população por aqueles assassinos.

É preciso lembrar que no Chile, em 23 dias o comunismo provocou um verdadeiro flagelo e assassinou pessoas que, exatamente como muitos brasileiros na atualidade, estavam distraídas por acreditarem que tragédias só acontecem em outros países e com outras pessoas.

Muitos pensam que as Forças Armadas brasileira nos garantirão a segurança e às das nossas famílias em qualquer situação. Este é um grande engano porque as Forças Armadas brasileiras começaram a ser destruídas no governo de Fernando Henrique Cardoso e, o governo do PT, sob a direção de Luís Inácio Lula da Silva, já levou esta destruição à um ponto de inflexão que, ou elas se impõem a partir de agora ou, certamente, se transformarão em guarda pretoriana.

Lembremos de 1935 e da Revolta de 1963.

É importante conhecer mais sobre o assunto para escolher que futuro você deseja para si e sua família.

Lutar enquanto há tempo ou permanecer omisso e vê-la escrava para sempre?

Em prosseguimento, estaremos difundindo o artigo Reflexão II.


Aluisio Madruga de Moura e Souza é Coronel do Exército Brasileiro e autor dos livros: "Movimento Comunista Brasileiro: Guerrilha do Araguaia - Revanchismo: A Grande Verdade" e "Documentário - Desfazendo Mitos da Luta Armada"

N.R. A leitura destes dois livros é imprescindível para aqueles que se interessam pela verdade dos fatos e não pelas versões mentirosas difundidas pelos comunas. Ambos estão à venda na Livraria Brasil.Net.

Publicado no site "Ternuma – Terrorismo Nunca Mais" - (Regional Brasília).
Quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008.



ABAIXO UMA PEQUENA AMOSTRA PARA ONDE SE ENCAMINHAVAM AS FORÇAS ARMADAS NA DÉCADA DE 60.

Foto: Reunião na Associação dos Sargentos no Automóvel Clube do Rio de Janeiro
em 30 de março de 1961.










































DÉCADA DE 60
por Thirso Naval Colvero

Há pouco tempo atrás, ao conversar com um tenente coronel ( turma de 1986 ), comentava o esvaziamento da AMAN na década de 60 e as razões que eu achava terem concorrido para que isso acontecesse. Contei-lhe parte de minha experiência por ter vivido aquela época, com muita intensidade, dada a situação política que se desenvolveu na primeira metade da década.

Diante de sua surpresa e por vezes estarrecimento sugeriu-me que escrevesse a minha experiência, visto o total desconhecimento de minúcias da época, e que somente um oficial subalterno poderia ter sentido.

O início da conversa localizou-se no ano de 1965, quando eu era instrutor do Curso Básico da AMAN. Revelei-lhe que nessa época, a AMAN, planejada para 1.500 cadetes, chegou a ter no seu efetivo total, em determinado momento, somente 598 cadetes distribuídos pelos diversos cursos. Poder-se-ia pensar que isso se devesse a mudança da duração do curso, a partir de 1964, cuja primeira turma de quatro anos, formou-se em 1967. Se nos reportarmos a atual conjuntura, quando a disponibilidade de empregos é muito pouca e quando todos recorrem a concursos públicos para suprir esta dificuldade, custa-nos acreditar que pudesse haver uma ocasião em que cada turma teria menos de 200 cadetes distribuídos pôr todas armas, quadro e serviço, sem que um fator externo de grande importância tivesse minado as bases da instituição.

O governo que se instalou após a renúncia do Presidente Jânio Quadros até o dia 31 de março de 1964, atingiu essas bases que me referi que nada mais são, que a Hierarquia e a Disciplina.

Fixemo-nos em alguns dos momentos por mim vividos, quando em 1961, cheguei ao 7º RI, Regimento Gomes Carneiro, em Santa Maria, RS, onde me criei e onde ainda viviam meus pais e irmãos. A deficiência de oficiais era muito grande e freqüentemente oficiais subalternos, incluindo aspirantes eram chamados a assumir o comando de uma das dez subunidades, ou outra função privativa de capitães. Os postos chave do Regimento eram ocupados por oficiais superiores simpatizantes do marxismo ou até mesmo pertencentes a agremiação política que representava a ideologia. A situação política nacional era de constante efervescência e tudo era desculpa para no quartel se realizassem verdadeiras reuniões políticas. Lembro-me de uma que, em função das eleições no Clube Militar no Rio de Janeiro, reuniu no auditório do quartel, os ex-combatentes, que eram liderados por um desses oficiais superiores a que me referi, sendo os sargentos da Unidade e os Aspirantes convidados a participar. Nesta ocasião desenvolveu-se verdadeiro comício em que além de firmar posição a respeito da chapa de esquerda, incitava os sargentos a tomar posições políticas, alegando defesa da constituição e outros temas que constituíam as chamadas palavras de ordem dos comunistas.

Numa dessas ocasiões, quando eu comandava a Companhia de Comando e Serviços, que reunia a maioria dos sargentos do Regimento, encontrava-me eu na Sargenteação, onde transmitia ordens ao encarregado de pessoal da companhia, a respeito do inconveniente de participação em determinado movimento, quando fui surpreendido por um outro sargento que estava presente, tratando de algum assunto, com a seguinte exclamação: "Puxa tenente, eu pensei que o senhor fosse um dos nossos". Em outra ocasião, quando os aspirantes da turma de 1961 chegaram à Unidade e que a escala de serviço estava reduzida a somente três oficiais e com grande sacrifício de um deles, foi-lhe aconselhado pôr um sargento de sua subunidade: "Fale com o Sargento W..., que ele consegue junto ao Comandante transformar a escala de serviço em superior de dia. Isto foi conseguido visto que, o referido sargento, despachava na primeira hora do expediente com o Comandante. Não se pense que seria um encarregado de obras ou granja ou qualquer departamento do Centro Social que tinham tal regalia. A praça em questão era auxiliar da Fiscalização Administrativa e liderava os sargentos levando àquela autoridade, como gostavam de dizer na época, as aspirações da "classe" dos Sargentos, em substituição ao termo Círculo dos Sargentos, pois como Classe entende-se a totalidade dos militares.

A primeira vez que assumi uma função de Capitão tive uma surpresa inacreditável em termos de hierarquia salarial. Para bem explicitar essa passagem, deve-se antes situar-se naquela conjuntura, em que oficiais não eram arranchados e se desejassem fazer a refeição, teriam seus nomes anotados pelo "cassineiro", para o devido desconto no final do mês, pois o pagamento era feito em envelopes com dinheiro vivo. Pois bem, ao fazer o pagamento para os membros da subunidade, constatei que o comandante da Companhia, só ganhava mais que o 3º Sargento, pois de 2º a subtenente, ganhavam mais do que eu. Isto se devia a uma estranha política salarial, na qual os sargentos tinham direito a desarranchar e recebiam a etapa em dinheiro, e pasmem etapa-tríplice para cada dia ( o equivalente a noventa etapas ). Naturalmente que isso não os impedia de fazerem a refeição no quartel, pois eram praças e tinham direito à alimentação. No cenário nacional, se era deflagrada uma greve no porto de Santos, SP, o Brasil inteiro entrava de prontidão, instrumento logo desmoralizado devido a grande repetição do evento. Nessas ocasiões, devido o descrédito, formavam-se dentro do quartel várias rodas de jogo de cartas, pois todos sabiam que a situação nada tinha de extraordinária. Enquanto isso, nos altos escalões do governo, funcionava um rolo compressor sobre os salários dos militares. Uma alta inflação jogava os militares a realizarem bicos. Havia até casos constatados no Rio de Janeiro, onde um major foi surpreendido dirigindo taxi durante o período noturno. O governo enviava ao Congresso um projeto de reajuste salarial e lá era realizado um jogo na qual uma das camaras aprovava com emendas, tendo que retornar a outra e após exaustivas sessões, novamente o jogo se repetia com novas emendas, prolongando-se o suplício por meses a fio.

Referi-me a quebra da Hierarquia e a Disciplina com que naquela época, trataram de sufocar a capacidade de reação das Forças Armadas. Por essas citações simples, na visão de um Aspirante a Oficial, podemos sentir que a exclusão da cadeia de comando, onde os sargentos se ligavam diretamente ao comandante, pondo de lado o círculo dos oficiais, o envolvimento em atividades políticas e de cunho ideológico, teve o seu maior desfecho de quebra dos princípios basilares da Instituição na reunião realizada no automóvel Clube do Rio de Janeiro. Nela o Presidente da República tratando diretamente com os sargentos, deixou claro, que o governo da Nação, ajudado por alguns oficiais, tentavam cooptar para a causa que as forças políticas defendiam, qual seja, a imposição de uma "República Sindicalista". Baixos soldos e instabilidade na profissão. Estas foram as grandes impulsionadoras do desinteresse dos jovens, na década de 60, pela carreira militar.

A nação sempre pode contar com as suas Forças Armadas. Quando se achou que estaria tudo perdido, surgiram chefes valorosos que souberam garantir o território, a federação e o determinismo do povo brasileiro. Foi assim no Império, quando o Exército sufocou as diversas revoltas e opôs-se à captura e a repressão de escravos, foi assim, na Proclamação da República cujo título de PATRIARCA E FUNDADOR DA REPÚBLICA BRASILEIRA, título concedido pelo Congresso Nacional, é do General BENJAMIN CONSTANT BOTELHO DE MAGALHÃES, foi assim na 1ª República com a garantia da legalidade em diversas "revoltas", foi assim na Década de 60.


Thirso Naval Colvero - Coronel do Exército Brasileiro.

Publicado no site "Resenet/Caserna".







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