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Monday, May 12, 2008

O comunismo, trará a maior "paz" que o homem jamais conheceu.
A "paz" dos cemitérios!




































PSICOPOLÍTICA E "CURA MENTAL"
por Maria Lucia Victor Barbosa

Ultimamente muito se tem falado em Antonio Gramsci (1891-1937), um dos principais dirigentes do Partido Comunista italiano que preso pelo regime fascista em 1926, morreu no cárcere.

Como vários teóricos marxistas do século XX, Gramsci não negou a importância da infra-estrutura, que segundo a teoria de Karl Marx é o modo de produção da vida material, mas ressaltou a importância e o papel da superestrutura que compreende as instituições políticas, o direito, a moral, a religião, as artes, a filosofia, a economia, etc.

Para Gramsci a superestrutura possui dois elementos fundamentais: "a sociedade política", onde se encontra o aparelho de coação e comando, isto é, o Estado ou governo, e a sociedade civil que assenta na persuasão. E se para os revolucionários russos, o essencial era derrubar o aparelho do Estado, para os revolucionários ocidentais o terreno essencial de luta se situa na sociedade civil que sempre aceitou os valores e a ideologia da classe dominante, portanto sua hegemonia.

Entendeu Gramsci que a hegemonia é assegurada por aqueles a quem chamou de intelectuais orgânicos (clero, intelectuais, universitários, tecnocratas), e os trabalhadores somente se afirmariam se conseguissem fazer prevalecer o seu próprio sistema de valores, sua própria visão de mundo, sua própria ideologia. Seria, então, imperativo que aqueles tomassem a direção cultural e moral da sociedade e passassem a ser uma classe dirigente antes de ser uma classe dominante.

Em suma, Antonio Gramsci elaborou uma "estratégia do consentimento" através dos intelectuais orgânicos que são o elemento organizador da sociedade civil. E isto é algo mais eficaz do que a tomada do poder pela força. Seria uma revolução sem armas rumo ao comunismo. Funcionaria como processo corrosivo trabalhado através da persuasão envolvendo mentes e sentimentos.

Sentimentos podem ser induzidos por intelectuais orgânicos e se conquistam com líderes eloqüentes e muita propaganda, coisas que não são difíceis de fabricar porque os homens não oram apenas pelo pão de cada dia, mas também por sua ilusão diária. Isso porque, a maioria vive em circunstâncias de frustração calada.

Ora, pessoas frustradas são mais crédulas na medida em que necessitam de algo em que acreditar. Gente frustrada precisa também de odiar e o ódio compartilhado com outros é a mais poderosa de todas as emoções unificadoras. Naturalmente é fácil odiar uns aos outros através da luta de classes. Estimular o ódio entre classes, raças ou etnias é, portanto, o caminho mais fácil para a conquista e a manutenção do poder.

Todavia Gramsci não foi tão inovador como se pensa. Lavrenty Pavlovich Beria (1899-1953), ministro do Interior e marechal da União Soviética, executado depois da morte de Stalin, também sabia que nem só de infra-estrutura vive o homem. Sua arma para dominar os incautos, os frustrados, os necessitados de ilusão, na verdade era uma espécie de ciência que ele denominou de Psicopolítica, através da qual se podia obter a "cura mental", ou algo que podemos chamar de lavagem cerebral.

Para entendermos melhor de Psicopolítica, observemos alguns trechos de um discurso que Beria proferiu para estudantes americanos, na Universidade Lênin:

"Vocês devem trabalhar para que todos os profissionais e professores somente professem a doutrina de 'cura' originária no comunismo e nos nossos propósitos".

"Vocês devem trabalhar para que tenhamos o domínio das mentes e dos corpos de todas as pessoas importantes de vossa Nação".

"Vocês devem conseguir tal descrédito pelo estado de insanidade e tal convicção sobre seu pronunciamento que nenhuma autoridade governamental assim estigmatizada possa novamente ter o crédito de seu povo".

"Vocês podem mudar a lealdade das pessoas pela Psicopolítica; podem alterar para sempre a devoção de um soldado, de um governante ou de um líder em seu próprio país; ou vocês podem destruir suas mentes".

"Usem as Cortes, usem os juízes, usem a Constituição do país, usem as sociedades médicas e suas leis para ampliar nosso fim".

"Tudo vale na nossa campanha para implementar e controlar a 'cura mental'; para disseminar nossa doutrina e para nos vermos livres dos nossos inimigos".

"Pela Psicopolítica criem o caos".

"Tornem a nação sem líderes, matando assim os oposicionistas".

"E tragam para a Terra, através do comunismo, a maior paz que o homem jamais conheceu".

Um paciente trabalho de intelectuais orgânicos foi efetuado no Brasil. Padres, professores, intelectuais, artistas, profissionais liberais se empenharam para elevar ao poder não a classe trabalhadora, mas o Partido dos Trabalhadores. Não temos mais instituições, oposições, lideranças que resistam à "cura mental" que nos é ministrada dia a dia. Confiantes, aguardemos através do petismo a maior paz que o brasileiro jamais conheceu. O problema é que a História sempre se vinga dos que a ignoram.


Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem" e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido".
E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais"
Sexta-feira, 09 de maio de 2008.



PISICOPOLÍTICA E "CURA MENTAL" - Maria Lucia Victor Barbosa

Homenagem ao Dia das Mães – Bootlead

Lealdade e disciplina – Gen Rocha Paiva

Tuesday, August 28, 2007

BRADO DE ALERTA!




































O PREGADOR DO ÓDIO E CONSTRUTOR DO CAOS
por Sergio Tasso Vásquez de Aquino

Depois da estrondosa vaia no Maracanã, repetida nas seis vezes em que seu nome foi citado e forte de dezenas de milhares de vozes, na inauguração dos Jogos Pan-Americanos no Rio, que o vem perseguindo e sendo repetida pelo país afora, sempre que se apresente em público para auditórios não selecionados adrede e constituídos de áulicos amestrados, o Chefe de Estado, Sr. Lula da Silva passou por radical transformação.

Despiu-se das maneiras, do figurino e dos comedimentos da personagem “Lulinha paz e amor”, diabólica criação do marqueteiro Duda Mendonça, para vencer os receios e as resistências da classe média, dos verdadeiros cultores da democracia, da paz e do progresso para a Nação brasileira, e que o tornava mais palatável para um número de eleitores bem maior que os do PT, elevando-o ao governo já por duas vezes, em corrida acelerada e programada para o poder total.

Desde o Maracanazo, ressurgiu para o público o Lula de sempre, iracundo e furibundo, olhar esgazeado e avermelhado, bochechas escarlates, como se tomado por fortes espíritos, a pregar abertamente o ódio, a cizânia, a separação do Brasil e dos brasileiros em segmentos irreconciliáveis e divididos por diferenças abissais, a luta de classes, enfim, dos seus heróis, ídolos e mentores maiores. Assim tem percorrido o Brasil, a estimular o ódio, a divisão, ameaçando convocar suas tropas de choque dos “movimentos sociais” para o enfrentamento cruento das ruas, se e quando necessário.

O homem que detém o poder maior no Brasil vive imerso numa fantasia, segundo a qual é o maior e o mais dotado dos brasileiros já nascidos, condutor do mais completo e eficaz governo de todos os tempos, em plena e bem sucedida atuação de resgatar todos os erros e injustiças acumulados em quinhentos anos de História, e capaz de libertar, salvar e redimir o País. Em tal visão irreal e megalônama, do “nunca antes, nesse(sic) país”, expressão tão costumeiramente por ele repetida, não admite, nem aceita, quaisquer críticas, reparos ou chamamentos à realidade, contra os quais reage de forma violenta e irascível, como se crimes de lesa-majestade fossem...

Com as vendas que tem nos olhos e no espírito, não percebe a mega-ampliação do caos nacional, por ele realizada, e iniciada no tempo dos seus antecessores neoliberais, com ênfase para o seu grande eleitor, Fernando Henrique Cardoso, que, de tanto vender o patrimônio nacional e de tanto destruir o que o país tinha de bom, deu azo à vitória primeira de Lula e do PT, pela iludida esperança popular de que seriam diferentes, melhores, mais éticos e preocupados com o Bem Comum, com a segurança e o desenvolvimento do Brasil...

Não eram, nem nunca foram, e a realidade trágica dos últimos anos tem demonstrado isso à saciedade! Só temos andado para trás, e a destruição programada e sistemática de tudo o que o Brasil tem de bom tem continuado de forma terrível e aterrorizantemente eficaz!

O sucateamento constante da infra-estrutura de transportes, comunicações e energia, saúde, saneamento, educação, habitação, previdência, segurança tem cobrado o preço do atraso e de milhares de vidas, a cada ano, por acidentes nas estradas e aeroportos mal conservados, baixos padrões de higiene, de higidez e da assistência médica prestada aos desvalidos, miséria que se espraia por toda à parte, violência sem controle que toma conta das cidades e dos campos! É o holocausto brasileiro, a clamar aos céus!

A irresponsabilidade, a corrupção e a impunidade associada estenderam-se de forma assustadora, além de qualquer limite racional e tolerável em sociedades nacionais ainda sadias. A sucessão de escândalos, de roubalheiras, de desvios de recursos que deveriam ter o destino de desenvolver o Brasil, fruto dos impostos cobrados de forma escorchante da Nação – 40% da Renda Nacional ou o dobro do “quinto” (20%) espoliativo arrecadado por Portugal no tempo do Brasil-colônia -, mata a esperança e a fé no projeto nacional permanente do Brasil potência ou “país do futuro”.

Legislativo, Executivo e, até mesmo, Judiciário – poder que representaria a esperança de justiça e equilíbrio em qualquer sociedade nacional bem constituída – são alcançados diuturnamente por escândalos, denúncias de mal-feitos, apropriações indébitas ou desvios de recursos públicos, seguidos sempre da impunidade que se transforma em moda entre nós. O mais grave, porém, é que tudo isso faz parte de um esquema de desmoralização do tipo de “dar corda ao enforcado”, patrocinado por figuras sombrias em permanente maquinação e atuação e com respaldo poderoso, visando à tomada definitiva do poder e à transformação da ordem vigente, segundo o planejado pelo “Foro de São Paulo”, que congrega as organizações e pessoas de extrema esquerda do continente, em conluio com poderosos interesses neoliberais neocolonialistas, e da qual são co-fundadores e membros importantes e festejados o PT e o Sr. Lula da Silva. No mesmo cenário, orbitam Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales e outros corifeus da “pátria grande socialista latino-americana..."

O mais assustador é que tudo isso se vem passando sem a reação eficaz dos brasileiros. Parece que tudo e todos são vítimas de sinistro encantamento... Não há uma só instituição civil, militar, leiga, religiosa, sindical, empresarial, profissional, corporativa, legislativa, executiva, judiciária, beneficente... que, como tal, denuncie e combata energicamente a trágica situação em que estamos embarcados, em caminho célere para a grande desgraça nacional. Apenas vozes individuais ou de pequenos grupos, sem articulação ou união entre si, se têm feito ouvir até agora, em defesa da Pátria ameaçada e de um futuro promissor para ela e seus filhos. Parece que a maioria está apenas preocupada em “se dar bem”, obter lascas do butim ou um lugar ao sol nos despojos do patrimônio comum rateado entre os amigos do poder, ou completamente alienada pelo fatalismo e pelo comodismo, pela novela das oito, o “big brother Brasil”, o acompanhamento do futebol, as fofocas das revistas e jornais sensacionalistas...

A passividade geral é muito estranha, em verdade, e apenas a compra, por dinheiro ou outras tentações espúrias, das consciências das pessoas em funções e cargos de responsabilidade, com capacidade de influir e com repercussão de atuação não justifica o tamanho da inércia, da acomodação, da passividade, da conivência ou da cumplicidade a que vamos, tristemente, assistindo. Isso, e mais a incrível “blindagem” do sr. Lula da Silva diante da enxurrada, que não pára, de casos de imoralidade, desídia e incompetência administrativas e mau emprego dos recursos públicos, desmandos que vêm sendo associados ao seu governo e ao seu partido e “companheiros” e, já agora, a pregação aberta que ele mesmo vem fazendo, sistemática e publicamente e às escâncaras, sem qualquer reparo de quem quer que seja, da luta de classes e do ódio, leva-nos à necessidade de buscar um outro nível de explicação, com toda a seriedade que o caso requer. Nada o parece atingir, enquanto que os Poderes da República se vão esfacelando na credibilidade do povo, pelo menos a julgar pelas pesquisas de opinião, que se sucedem e são generosamente difundidas, buscando eternizar o erro. Parece ter o “corpo fechado”, protegido por tenebrosas forças ocultas...

O ambiente parece armar-se para a mudança previsível e radical da ordem vigente, a continuar tudo como agora, com o apoio aparente da maioria desavisada da população, traída pela ignorância dos fatos e pela maciça propaganda oficial, e atraída pela política “bolsista” do governo, de estagnação e exploração da miséria, e diante da inércia suicida das elites tão vergastadas, que teriam a missão e o dever de servir ao povo e de liderá-lo, pelo exemplo e pela doação de talentos, pelos caminhos do bem, da paz, da justiça e do progresso, e que tudo têm a perder, a começar pela liberdade. A maldade está de tal modo disseminada na antiga e sofrida “Pátria da Esperança e do Evangelho”, que se deve suspeitar do apoio do “príncipe das trevas” para a obra de destruição e de criação do caos em andamento. Torna-se necessário, pois, uma vez mais e sempre, orar a Deus Misericordioso, para que venha em apoio do seu povo e coloque São Miguel e suas legiões contra os anjos do mal que rondam nosso Brasil, tentando levá-lo à perdição de sua alma generosa e ao mergulho sem volta no desespero, e que protegem e inspiram os homens que pregam o ódio e constroem o caos, e para que suscite a união dos brasileiros de bem, corajosos e combativos, sob Suas bênçãos, para liderar os patrícios na luta pela salvação do Brasil. Impelidos pelo amor à Pátria, aos brasileiros e às suas instituições, pois só ele constrói!

Ao ódio que orienta o Sr. Lula da Silva, seus mentores e seguidores, respondamos com nossas ações, sentimentos, palavras e gestos inspirados pelo Amor de Deus e pelo Brasil!

TUDO PELA PÁTRIA!

Rio de Janeiro, RJ, 25 de agosto de 2007, Aniversário do Duque de Caxias.


Sergio Tasso Vásquez de Aquino é Vice-Amirante da Marinha do Brasil.









Recebido para divulgação através do "Grupo Inconfidência".
Segunda-Feira, 27 de agosto de 2007, 15h44.



Monday, August 20, 2007

PETISMO: A incompetência levada às últimas conseqüências.


























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PLANOS E MAIS PLANOS
editorial da Folha de S. Paulo

O governo federal deve anunciar hoje o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), um conjunto de cem ações antiviolência no qual promete investir R$ 6,7 bilhões até o final de 2012.

A sensação de "déjà-vu" é inescapável. A impressão que se tem é a de que, sempre que um governo se encontra diante de um problema para o qual não tem solução, providencia um caudaloso elenco de propostas que transitam entre o genérico (melhorar a formação dos policiais, combater a corrupção) e o apelativamente simpático (as indefectíveis bolsa-alguma-coisa, plano de financiamento habitacional para policiais e agentes penitenciários).

Em seguida, sorteia-se um número qualquer na casa dos bilhões e se o define como meta de investimentos a materializar-se num futuro distante, de preferência em outra administração.

Essa não é uma exclusividade do governo Lula. Em julho de 2000, logo após a comoção nacional causada pela morte de uma refém no ônibus 174, no Rio de Janeiro, a gestão Fernando Henrique Cardoso apressou-se em entregar seu Plano Nacional de Segurança Pública, um conjunto de 124 ações no qual pretendia investir R$ 3 bilhões.

Como agora, as autoridades de então tiveram de tirar leite de pedra para chegar ao número mágico de 124 medidas antiviolência. Recorreram até a programas de iluminação pública e a um concurso nacional de placas educativas de trânsito.

Entre platitudes e despautérios, tais planos costumam trazer propostas que fazem sentido. O Pronasci apresenta algumas, tais como a construção de penitenciárias, o aperfeiçoamento do Código de Processo Penal e a formação continuada para policiais. Fica, porém, a desconfiança de que alguém no governo está assistindo em demasia a seriados policiais americanos, pois os cursos pautados incluem balística, DNA, toxicologia, medicina, entomologia e fonética forenses.

Ninguém duvida de que nossas polícias sejam carentes de recursos materiais e humanos. Tampouco se ignora que o sistema judicial é moroso e ineficiente. É inegável que a criminalidade é agravada pelas mazelas sociais. Na verdade, já faz tempo que o problema de segurança pública no Brasil não sofre de ausência de diagnósticos. Eles existem, são relativamente precisos e mais ou menos unânimes.

A dificuldade está em implementar as mudanças, algumas complexas, custosas e de longa maturação. Sucessivas administrações parecem atribuir mais importância à divulgação de planos marqueteiros que nunca são cumpridos do que ao árduo trabalho cotidiano e discreto de criar e manter boas corporações policiais, uma Justiça ágil e um sistema prisional decente.

Preferem diluir sua incapacidade num mar de populismo, a exemplo do projeto Mães da Paz, que oferecerá bolsa de estudos para mulheres de comunidades carentes que se disponham a dar lições de "ética e cidadania" a "jovens em situação de risco".


Publicado no jornal “Folha de S. Paulo”.
Segunda-feira, 20 de agosto de 2007.



 
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