Tuesday, May 01, 2007

O Brasil é um grande “Navio Negreiro”.










































13 DE MAIO – FIM DA ESCRAVIDÃO
por Prado

Esta mensagem é alusiva ao próximo dia 13 de maio, data comemorativa do fim definitivo da escravidão negra em nosso Brasil. Desafortunadamente, vivemos ainda sob outras escravidões não menos degradantes. Somos escravos de uma “democracia” que serve a uns poucos em nome da maioria que não tem discernimento para bem escolher.

Somos escravos de um sistema corrupto até a medula, que nos torna campeões mundiais da roubalheira. Somos escravos de um arraigado esquecimento a coisas elementares: o Brasil precisa de ORDEM E PROGRESSO para crescer e acompanhar os ventos que sopram no mundo.

Somos escravos do MEDO, porquanto quem pode falar não fala, quem pode impedir o desastre não impede, quem pode banir a podridão apenas tapa o nariz para não sentir o mau cheiro. Somos escravos da MIDIA a serviço de uma ideologia que não se afina com as nossas tradições históricas.

Recentemente, o ilustre General Torres de Melo divulgou mensagem aos homens que dirigem o País citando ÉVOLA, para quem “QUANDO UMA NAÇÃO SE TORNA CORRUPTA E CÍNICA, PREFERINDO O GOVERNO DOS HOMENS E NÃO O GOVERNO DA LEI, É QUE COMEÇOU A SUA DESTRUIÇÃO”.

Lembro a inscrição esculpida pelos bravos trezentos espartanos nas pedras do Desfiladeiro das Termópilas, onde, com o sacrifício de suas vidas, impediram a tomada da Grécia pelos persas: “Á ESPARTA QUE AQUI MORREMOS, EM OBEDIÊNCIA ÁS SUAS SANTAS LEIS”.

OS MILITARES TÊM UM JURAMENTO DE FIDELIDADE Á LEI, JAMAIS A GOVERNOS.

NÃO SE PRETENDA PROMOVER DIVISÕES NAS FORÇAS ARMADAS EIS QUE, MESMO QUE POSSAM EXISTIR DIVERGÊNCIAS PROFUNDAS NO MODO DE ENCARAR O CAMINHO EM BUSCA DA LUZ DO FIM DO TÚNEL, ESTÃO ELAS LIGADAS, ACIMA DE TUDO, PELO AMOR Á PÁTRIA, PELO SENTIMENTO FORTE DE DISCIPLINA, PELA INSPIRAÇÃO DE QUE EXISTE UM DEVER A SER CUMPRIDO.

CONTRA AS FORÇAS ARMADAS SÃO ASSACADAS AS MAIORES INFÂMIAS. NÃO SE TRATA APENAS DO REVANCHISMO DOS DERROTADOS DE ONTEM QUE, HOJE, PELO ARDIL E PELA VILANIA, LOGRARAM OBTER O GOVERNO.

O QUE SE DESCORTINA É UM PROPÓSITO TEIMOSO, REPETITIVO, OBSTINADO, DE DESTRUIR O ÚNICO OBSTÁCULO Á COMUNIZAÇÃO DO BRASIL E SEU INGRESSO NO EIXO HAVANA-CARACAS.

OS MILITARES NÃO TÊM GROSELHA NAS VEIAS, MAS SANGUE POSTO Á DISPOSIÇÃO DE QUALQUER SACRIFÍCIO PELO BRASIL. NÃO PODEM PERMITIR SEREM ENXOVALHADAS PELOS DESPROVIDOS DE ÉTICA E MORAL. NÃO PODEM CONTINUAR ADMITINDO O GRACEJO OFENSIVO E A OBSCENA PROMISCUIDADE COM A MAIOR GERAÇÃO DE RATOS QUE ESTE PAÍS CONHECEU.

O POVO BRASILEIRO NÃO É ESSA MALTA DE VAGABUNDOS QUE ENXAMEIA OS PODERES DA REPÚBLICA.

POVO NÃO É MASSA. MASSA NÃO PENSA. POVO É EXPRESSÃO DE NACIONALIDADE, DE PATRIOTISMO, EM TODOS OS TEMPOS E EM TODAS AS NAÇÕES CONSTITUÍDAS.

O POVO PODE SER A MINORIA PENSANTE, MAS ELE É O ÚNICO E SOBERANO DEPOSITÁRIO DAS TRADIÇÕES, DA HONRA, DA HISTÓRIA.

SOMENTE O POVO TEM COMPROMISSO COM O FUTURO E COM O PROGRESSO. A MASSA É COMO UMA BOIADA SEM CONTROLE NO PASTO.

TODO O PODER EMANA DO POVO E EM SEU NOME DEVE SER EXERCIDO. NÃO EXISTE PODER DERIVADO DA VONTADA DA MASSA IMBECILIZADA.

AS FORÇAS ARMADAS ENCARNAM O ESPÍRITO DEMOCRÁTICO QUE LOGROU A INDEPENDÊNCIA, A REPÚBLICA E O DESENVOLVIMENTO DO BRASIL NOS ANOS SETENTA. NÃO LHES INCUMBE POSTAR-SE Á DISPOSIÇÃO DA LEI. CABE-LHES A DEFESA DO CUMPRIMENTO DA LEI E DA CONSTITUIÇÃO.

O POVO BRASILEIRO SABERÁ ARREBATAR A ESPADA ÁQUELES QUE NÃO A SOUBEREM USAR.

A INDIGNAÇÃO, O ASCO, O NOJO A TUDO QUE NOS RODEIA, IMPÕE RECORDAR IDÊNTICA REPULSA BRILHANTEMENTE RETRATADO PELO POETA CASTRO ALVES EM SUA PARTE FINAL DO POEMA “NAVIO NEGREIRO”:

Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!



Prado é um membro do Grupo Guararapes.

Publicado no site do Grupo Guararapes.
Terça-feira, 01 de maio de 2007.



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