Thursday, March 27, 2008

Não é que ainda tem "macho" neste país!
Claro que não é nenhum desses serviçais covardes que vestem verde-oliva.










































ESTADO SINDICAL, GOVERNO CONIVENTE, SUPREMO MST
por Ricardo Alfaya Saravia

No ônibus, voltando do trabalho eu lia a notícia que juízes e promotores do Rio Grande do Sul obtiveram dos deputados estaduais a derrubada do veto da governadora aos projetos que elevam consideravelmente os salários iniciais das carreiras dos primeiros. Segundo o texto, a decisão da Assembléia Legislativa poderá gerar por tabela aumentos para outras categorias com projeção de aumento de gastos de até R$ 190.000.000,00. Eu analisava a ganância dos homens públicos encarregados de fazer justiça, que mesmo já pertencendo àquela elite de 1% de brasileiros com salários acima de R$ 9.000,00 e prestando aos contribuintes serviços deficientes, sem constrangimento causaram aos cofres públicos a subtração legal de quantia pelo menos três vezes maior que a subtraída no famigerado esquema de corrupção do DETRAN do Rio Grande do Sul... Avaliava a leviandade perdulária e desleal dos homens públicos encarregados de fazer leis e zelar pelas finanças do Estado... E ponderava que “um outro mundo seria possível” se no Brasil os homens com ambição de fortuna se dirigissem à iniciativa privada, de onde legitimamente obteriam retorno financeiro tanto maior quanto maiores fossem o empreendedorismo e o risco. Seus aumentos de ganhos gerariam riquezas e mais postos de trabalho, em vez de aumentos de gastos para os contribuintes e diminuição de recursos disponíveis para obras públicas. Porém, num país onde empreendedorismo e lucro são castigados com burocracia sufocante e impostos escorchantes, enquanto o Estado pródigo concentra progressivamente a riqueza nacional proporcionando a suas corporações privilégios e os melhores salários, é natural que pessoas busquem o serviço público, não por espírito público, mas por ambição salarial e comodismo.

De repente minhas ponderações foram interrompidas. Não apenas pela voz da razão, mas por uma realidade ainda mais coercitiva: o ônibus fora obrigado a interromper a viagem devido a uma barreira do MST!

Após alguns minutos resolvi descer. Convidei algumas pessoas que se encontravam na estrada a nos dirigirmos aos militantes do MST e educadamente manifestarmos nosso repúdio. Com exceção de uma colega, todos os presentes demonstraram bravura, cultura e politização dignas das campanhas publicitárias que freqüentemente alardeiam o “orgulho de ser gaúcho”. As respostas variaram de “não vai adiantar” a “estás louco”. Então eu e minha colega nos dirigimos até a barricada.

Quando nos aproximamos avistamos um policial rodoviário federal, e ela perguntou a ele se a polícia não faria alguma coisa para desimpedir a passagem. Ele, bem humorado, perguntou-lhe se ela o ajudaria a enfrentar a turba. Ela respondeu que sim, e ele explicou que tinha ordem de não entrar em confronto. Então nos dirigimos aos militantes bandoleiros (geralmente chamados pela mídia pelega de agricultores sem terra), eu disse aos que estavam na linha de frente, que eles não tinham direito de nos impedir de ir ou vir, e que dessa maneira só despertariam a antipatia da população. Um deles me respondeu que eu era o único incomodado e que não se interessava por minha simpatia.

Minha colega entrou na conversa e então os baderneiros repetiram alguns chavões: “no campo não temos o conforto que vocês têm na cidade”, “nossas crianças passam dificuldades”, “produzimos alimentos para vocês”...

Respondi que em qualquer lugar do mundo há diferenças entre a viver no campo e na cidade. E que eles optam levar a vida que levam, pois se a militância do MST quisesse obteria do governo lotes urbanos e “bolsas” para viver na cidade. Disse também que essa estória de os militantes do MST produzirem alimentos para a população é uma falácia, pois grande maioria dos assentamentos da reforma agrária, além de devastar o meio ambiente vive às custas de subsídios. Não satisfeito, o MST ainda invade propriedades, depreda, saqueia e agride direitos de quem o sustenta através de impostos.

Um sujeito que carregava uma bandeira vermelha, se não me engano da “Via Campesina”, perguntou minha ocupação e respondi que sou engenheiro. Ele disse que eu não pago imposto algum e eu contestei que quase metade de tudo que eu consumo vai para o governo através de impostos.

A partir daí o nível da discussão baixou, e um segundo policial rodoviário, que até então eu não vira, aproximou-se com expressão apreensiva. Entendi que ele temia por nossa segurança. Quando os bandoleiros passaram a nos dirigir insultos e ameaças, chamei-os de parasitas terroristas e nos retiramos. Ao passarmos pelo policial com quem minha colega conversara, ela cobrou-lhe uma atitude, perguntou-lhe se a polícia seria conivente com aquilo. Eu disse a ela que ele nada podia fazer, pois obedece a um governo de esquerda e que o governo sim, é conivente com o terrorismo parasita do MST. E então voltamos ao ônibus.

Percorremos a enorme fila de veículos observando a submissão daquelas pessoas dos mais diversos perfis. Senhoras idosas, homens jovens, caminhoneiros, empresários, operários, professores, etc. Talvez houvesse lutadores de artes marciais também. Todos exercendo a concepção esquerdista de cidadania, privados de seus direitos individuais por um “movimento social” aguardavam passivamente, como um rebanho encurralado.

Pouco tempo depois foi permitida a passagem durante alguns minutos, e quando nosso ônibus passou pelos bandoleiros chamei-os novamente de terroristas e parasitas, enquanto minha colega lhes dizia que fossem trabalhar e cobrava providências da polícia.

Alguns quilômetros adiante, num posto da polícia rodoviária, nosso ônibus foi parado pelos policiais que encontráramos na barricada e eles educadamente nos convidaram a descer para registrar o ocorrido.

Descemos, fomos conduzidos ao interior do posto, apresentamos nossos documentos de identidade, e os dois policiais, que pareciam estar ofendidos com nossos protestos, perguntaram a um outro policial, que não víramos na barricada do MST, qual o procedimento burocrático mais indicado. Ele estava diante de um computador, levantou-se, olhou-nos com superioridade e passou a alertar-nos a respeito de nossas atitudes e argumentações. Disse-nos que a acusação de conivência policial era grave.

Expliquei que minha colega estava indignada com os ultrajes do MST e impulsivamente cobrou uma atitude mais enérgica da polícia. E que eu disse a ela que a conivência é do governo esquerdista que manda a polícia contemporizar os crimes do MST.

O policial me respondeu que a polícia não deve acabar com esses tumultos pelo uso da força.

Contestei que o uso da força para coibir situações como aquela em que fomos privados de nosso direito de ir e vir, é a própria razão de existir de uma policia.

Ele, demonstrando afinidade com as diretrizes do governo esquerdista, respondeu-me que não existem direitos absolutos. Contestei que o MST sim tem direito absoluto de fazer o que quiser. Ele advertiu-me que eu estava emitindo uma opinião política imprópria para a situação. Afirmei que não se tratava de uma opinião, mas de um fato amplamente constatável.

Então o jovem policial que durante a discussão com os terroristas manteve-se próximo, causando-me a impressão de que se preocupava com nossa segurança, disse-me que eu não tinha o direito de acusá-lo de conivência. Que ele estava há trinta e duas horas sem dormir, monitorando as movimentações do MST. Que se dependesse dele a estrada não teria sido obstruída, mas apenas ele e o outro policial não tinham condições de enfrentar toda aquela turba de militantes.

Expliquei que entendi a situação deles e foi por isso que disse a minha colega que a conivência é do governo.

O outro policial que presenciou os acontecimentos da barricada, que aparentava muitos anos de experiência, me disse que durante toda a interrupção do trânsito as únicas pessoas a protestar fomos nós, causando tumulto.

Eu respondi que havia uma inversão de valores, quem causou tumulto foram os terroristas, e não nós.

Ele então me disse que um contingente maior de policiais militares tentara desocupar uma área de florestamento invadida e depredada por milicianas da Via Campesina, no município de Rosário do Sul, e um coronel da brigada militar saíra ferido, sendo a Brigada Militar criticada na mídia. E perguntou-me se eu imaginava o que aconteceria se em caso de confronto físico eles ferissem algum militante do MST.

Respondi que eles seriam execrados e perseguidos. Como os policiais de “El Dorado do Carajás”, que apesar agir corretamente defendendo-se do ataque de militantes treinados em guerrilha, foram culpados por mortes que o MST e seus guerrilheiros causaram ao atacar deliberadamente uma força policial que lá estava para manter o Estado de Direito.

O policial perguntou se eu não gostaria de registrar a ocorrência e eu respondi que a inversão de valores é tão absurda atualmente, que se eu levasse o caso adiante provavelmente terminaria condenado a pagar indenizações ao MST ou ao governo.

Então fomos educadamente liberados para continuar nossa viagem.

Em casa busquei o noticiário da grande mídia. Em geral, foi dado destaque ao “elevado número de invasoras feridas” na reintegração de posse realizada pela polícia militar na Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul e à prisão da agressora que ferira o coronel comandante da operação. Sem questionar a utilização de crianças como escudos humanos, nem mencionar o Estatuto da Criança e do Adolescente, muito menos a omissão do Conselho Tutelar, foi relatada a presença de crianças entre os feridos.

Naquela noite ainda li na Internet, que o ouvidor-geral da secretaria de segurança pública do Rio Grande do Sul declarara ser muito preocupante o exagerado número de milicianas feridas, sem, no entanto ensinar a fórmula mágica que possibilitaria aos policiais remover incólumes centenas de milicianas treinadas em guerrilha - fanáticas e raivosas a ponto de usarem as próprias crianças como escudos - que lotaram dezenas de ônibus para perpetrar um atentado e se entrincheiraram no local do crime.

Estava encerrada com sucesso, mais uma apresentação de uma velha peça, com roteiro e direção esquerdistas, protagonizada pelo MST, com divulgação gratuita da mídia conivente.

A julgar pela aceitação do público, vai continuar em exibição por muito tempo, assegurando ao MST a condição de força suprema e a conivência de sucessivos governos, num país insano controlado por um Estado sindicalista.


Ricardo Alfaya Saravia é Cidadão Brasileiro.








Publicado no site "DIEGOCASAGRANDE.COM.BR".
Quinta-feira, 27 de março de 2008.





TEMOS O NOSSO MUSSOLINI – Gal Valmir Fonseca Azevedo Pereira

1 comment:

Carl Von Clausewitz said...

Parabéns pelo teu blog que já estava adicionado antes mesmo de sua visita. Obrigado por ter-me eleito como companheiro de trincheira e não o decepcionarei. Somos muitos e precisamos nos unir. Fique a vontade se quiser transcrever alguma matéria que eu postar lá no clausewitz. Abração

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