Thursday, April 03, 2008

O "cacique" da tribo dos traíras.

Foto: Mas que jeitinho de baitolo... Será que é? Não duvido!







































Bem aparelhados pelo indigenismo internacional, foi-se o tempo em que os índios queriam só apito. Agora, exigem terras em dimensões descabidas e outras benesses que, mais cedo ou mais tarde, poderão evoluir para territórios autônomos e "soberanos" (sob a soberania da Grã Bretanha, da Alemanha, da França. da Itália, da China, etc. Menos sob a soberania do Brasil).


Fato Curioso e Grave
por Armando Soares

O governo brasileiro e o paraense, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) transformaram a atividade econômica da Amazônia e do Pará, em atividade ilegal, enquadrando-a como crime inafiançável.

Pouco importa que essas atividades produzam legalmente alimentos, matérias-primas, gere empregos, renda e promovam o desenvolvimento, pois no entender do governo, todas estão profanando a sacrossanta floresta amazônica, considerada por europeus e americanos, como patrimônio da humanidade.

O fato curioso dessa questão, próxima da insanidade, é que pouco ou nenhum valor está se dando a economia amazônida, principalmente a paraense, a responsável por retirar os estados amazônicos do sono letárgico, do isolamento territorial e da pobreza crescente crônica, um círculo vicioso que transformava os estados amazônicos em regiões economicamente inviáveis, sem auto-sustentação econômica, de custo elevado para a União, um verdadeiro elefante branco na opinião da elite dominante política e econômica localizada no Sudeste brasileiro.

Os valorosos empreendedores amazônidas e paraenses e suas células produtivas, responsáveis pelo avanço da economia e da melhoria de qualidade de vida nos centros urbanos amazônicos, antes reconhecidos como construtores de civilizações, recentemente foram reclassificados pelo aparato ambientalista como produtores ilegais, nocivos à saúde da floresta e, portanto, passíveis de responderem por crimes inafiançáveis e, sujeitos ainda a perderem seu patrimônio, construído, a maioria a duras penas, confiscada através de medidas provisórias, atos normativos e outros atos flagrantemente ditatoriais que se chocam com a liberdade econômica e o direito.

Curioso também nesse cenário dantesco que se instalou nos estados amazônicos é o fato de que não existe no bojo da política ambiental dominante na região, uma proposta que dinamize, desenvolva a região, apenas e somente uma política ambiental de perfil policialesco, sustentada por extraordinários recursos nacionais e internacionais, objetivando, como demonstra a nossa realidade, o desmantelamento da economia.

Diante desse cenário restritivo ao desenvolvimento e de cunho estagnante, por mais boa vontade e intenções que tenha o governo, e admitindo, apenas como argumento, a boa qualidade do modelo ambiental proposto, mesmo considerando esta hipótese, ainda assim a transição de um modelo para outro, demandaria um tempo mínimo de dez anos para sua consolidação, tempo suficiente para sangrar e debilitar a economia, produzindo conseqüências sociais imprevisíveis.

Se porventura existem ilegalidades, como de fato devem existir no campo da titulação e posse de terras; na exploração madeireira; no desmatamento irregular e em outras atividades econômicas, a solução não é criminalizar o produtor e a atividade, mas buscar soluções racionais, pacíficas, democráticas, legais e de bom senso, até porque, se alguma ilegalidade existe se deve muito mais aos equívocos de política pública e do vazio de poder na região.

Em nenhuma região ou país no mundo se verifica ou verificou ações do governo contra quem produz alimentos e matérias-primas e contribui para a geração de empregos, renda e imposto, para o desenvolvimento, sob qualquer pretexto. No Brasil, bastou a pressão da governança global criando uma proposta mascarada de ambiental que encobre razões de ordem econômica, para que sucessivos governos aceitassem a priori o engessamento territorial e econômico da Amazônia, transformando a floresta em um santuário intocável e produtores e trabalhadores em pecadores, sem perdão.

A respeito desse tipo de equívoco e de imprevidência de grandes conseqüências econômicas e sociais, é bom lembrar que o povo alemão idolatrava Hitler e os nazistas, idolatria que levou a total destruição da Alemanha, de sua economia e do bem-estar do povo alemão.

É chegada a hora do governo, produtores, políticos, mídia, igrejas, movimentos sociais se despirem de qualquer preconceito, ideais, de projetos egoísticos se unirem em torno dos verdadeiros interesses do Pará e da Amazônia, tendo como prioridade maior o homem, caso contrário quem lucrará com essa luta e desunião insensata são os que cobiçam a região e sustentam os conflitos e diferenças.


Armando Soares é economista e Diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará.
E-mail: asoares37@yahoo.com.br


Publicado no site "Alerta".
Quinta-feira, 03 de abril de 2008, 01h38.





A história do mundo para crianças ou Historietas da América – Olavo de Carvalho

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