Tuesday, December 16, 2008

VERGONHA SEM FIM!

Nota: Prestem atenção na entrevista de um sujeito chamado Rogério Longeen, o típico "brasiles-luliste",
é gente assim que dá 100% de aprovação ao ladrão-mor, eles se identificam pelo cheiro, à moda "canina".




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Flagrante - Reportagem registra furto de donativos
Material deveria ser doado a pessoas afetadas pelas chuvas no Vale do Itajaí

matéria do jornal "Diário Catarinense"

Uma reportagem veiculada ontem à noite na RBS TV mostrou voluntários e soldados do Exército que trabalham na Vila Germânica, em Blumenau, furtando roupas e mantimentos doados para as vítimas da enchente que atingiu Santa Catarina. As imagens mostram pessoas saindo com o carro cheio de donativos.

Os furtos ocorreram no Pavilhão 1 do Parque Vila Germânica, administrado pelo governo do Estado. O local funciona como uma central de triagem de produtos doados pelo Brasil inteiro.

O material destinado aos flagelados era furtado de duas maneiras. A primeira ocorria logo que os caminhões chegavam com os donativos. Os soldados descarregavam os produtos e empurravam os volumes em um monte. Outro grupo experimentava o material e, se servisse, colocava em separado. Em seguida, saíam com mochilas cheias.

A reportagem gravou o seguinte diálogo entre soldados:

- O que tu vai fazer com esse sutiã aí? - pergunta um deles.

- Vou levar pra minha mãe. Esse eu peguei pra minha namorada - responde o colega.

O grupo aparece pegando roupas, tênis e outros objetos. Cada um sai com pelo menos duas mochilas cheias.

O outro grupo que furtava os donativos chegava de carro. Seriam conhecidos dos soldados.

As imagens mostraram uma mulher empurrando um carrinho de supermercados até o automóvel, enquanto ela descarregava os produtos no porta-malas, o marido chegava com mais mantimentos.

As imagens foram feitas com uma microcâmera na última sexta-feira. Somente os produtos de melhor qualidade eram desviados.

A resposta do Exército:

O tenente-coronel Edson Rosti, comandante do 23º Batalhão da Infantaria, e responsável pelos soldados e oficiais envolvidos na pilhagem, classificou as imagens como estarrecedoras e afirmou que não deixam dúvidas do que aconteceu. Ele declarou que o caso será apurado e o relatório apresentado em 20 dias. Um Inquérito Policial Militar deve ser instaurado.

O general Manoel Luiz Narvaz Pafiadache, comandante da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, classificou o caso como lamentável e doloroso, ele disse que foi uma situação isolada e que por isso fugiu ao processo de controle do Exército. Afirmou ainda que os furtos foram praticados por soldados que não estavam alinhados com as diretrizes da corporação.

O general Manoel Luiz Narvaz Pafiadache, afirma também, segundo a reportagem, que foi aberto processo administrativo para responsabilizar culpados. Segundo o general, desde que o Exército tomou conhecimento dos furtos, no sábado (13), tomou providências para apurar o caso e chamou envolvidos para prestar depoimento.

Publicado no jornal "Diário Catarinense".
Segunda-feira, 15 de dezembro de 2008.




N.R.: EIS O "EXÉRCITO DO PERI": SEMPRE A JUSTIFICATIVA DO "FATO ISOLADO".
DE EXCEÇÃO EM EXCEÇÃO LOGO CHEGAREMOS A NORMALIZAÇÃO.


O PENSAMENTO DA RESERVA


UM DEPRIMENTE ESPETÁCULO
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Ontem, ao assistir à execrável cena protagonizada por militares do Exército que partilhavam entre si as doações enviadas para os flagelados de Santa Catarina, ficamos desolados.

Se nós, militares da Reserva, ainda usássemos a boina, seria o caso de enfiá-la até o queixo e aproveitar a cordinha de ajuste da cabeça para amarrá-la em volta do pescoço. Tal foi a nossa vergonha.

Vexaminosa atitude que denegriu os mais comezinhos princípios. Pelo ralo, foram-se, em minutos, os Valores, e enterrados na falta de Ética, o Pundonor e a Probidade Militar.

Mais do que ao homem-militar, não interessando se Oficial, Sargento, Cabo ou Soldado, deslustrou-se a Instituição.

O dantesco e deplorável ato de um grupo de soldados presenciado pela Nação calou fundo, como uma nódoa de mau-exemplo que maculou a nossa Instituição.

Aparentemente, sem chefia e o mínimo e elementar controle, fiscalização e acompanhamentos exigidos em missões desta natureza, os marginais fardados, que tinham por missão cooperar com as medidas de auxílio para os flagelados pelas enchentes, se aproveitaram do infausto para usufruir vantagens.

Mas qual seria o cerne da Questão? Chefia e Liderança? Talvez. O descaso com os atributos da área afetiva? Quem sabe.

Após minuciosas pesquisas em muitas obras sobre o tema "Chefia e Liderança", e em várias nuances de suas múltiplas facetas, desde sua Doutrina, Estrutura, Tipo e uma infinidade de outros títulos, de uma forma geral, fixaram-se em nossa mente, que aquelas obras não foram dedicadas aos chefes ou líderes em geral, aos indivíduos de menor expressão, aos militares de menor posto ou graduação, aos meros comandantes de pequenas frações, que na sua ambiência, por menor que seja, devem possuir as qualificações que aureolam a figura do chefe ou do líder.

Aquelas obras, em sua maioria, ressaltam a magnitude e as qualidades de militares de proa do cenário mundial, de gênios militares, como se eles fossem onipresentes e transparentes, e seus comandados, e as tropas, pudessem à sua simples visão ver ou adivinhá-los detentores de uma gama de atributos quase divinos. Na verdade, é provável que sua influência fosse exercida sobre os seus subordinados mais diretos, aos quais caberia repassar, para os demais, as ordens e planos do comandante-geral. Como primeira e derradeira constatação, devemos admitir que apenas a partir de uma sucessiva cadeia vertical de chefes e líderes, encadeando homens capazes de repassar aqueles planos, até o último soldado, poderá, realmente, fazer funcionar com êxito aqueles exércitos.

Assim, o presente foco refere-se em especial ao militar comum, àquele a quem caberá normal ou esporadicamente, o exercício do comando de qualquer fração, por menor que ela venha a ser, uma situação corriqueira no ambiente da caserna, e não ao chefe ou líder maior de uma instituição militar, de um exército ou de uma substancial fração.

Por isso, interessa-nos, abordar, não as qualidades de competência que devam ornar o "líder" ou a "autoridade" em virtude do exercício da chefia, mas os atributos da "Área Afetiva" que devem compor a sua imagem. No caso do militar, constituir o arcabouço pessoal para o desenvolvimento de atributos que pavimentam a aquisição ou o atendimento dos Valores Militares é fundamental.

Todavia, sem aprofundarmos-nos sobre o tema, cabe breve escorço sobre o que foi aventado, considerando o tipo normal de atividade gregária desencadeada pelos militares, comumente envolvendo o esforço conjunto de um grupo de indivíduos, o que naturalmente determinará como imprescindível para o êxito da missão, a formação do binômio "comandante-comandado" ou "chefe-subordinado", e esta, não é uma percepção unicamente militarista, é consabido pela sociedade, que apesar de todas as teorias igualitárias, os homens sentem a necessidade de se apoiarem em alguém que os oriente.

Sabemos que o grupo, sem alguém que o conduza, constituir-se-á em fonte de anarquia, de desunião e dificilmente chegará a qualquer lugar ou concluirá com êxito qualquer trabalho. Sem chefe, o grupo é corpo sem cabeça, que independentemente da boa vontade de cada integrante, cujo esforço, eventualmente, poderá ser oposto ao de outrem, exaure energias sem necessidade, esforço que poderia ser empregado em benefício do conjunto, bastando que alguém do grupo adotasse a iniciativa de coordenar o empenho comum na direção desejada – atitude que se espera seja adotada pelo chefe militar.

O exercício da chefia é uma prerrogativa de um cargo, desempenhado muitas vezes independentemente da capacidade de seu detentor, dado que o direito de comandar é mandato recebido legalmente. Todavia, é claro que um chefe não cumprirá bem o seu papel, a não ser que desenvolva em si próprio, as qualidades que o transformarão num indivíduo digno do seu título.

No presente caso, em se tratando de influenciar atitudes, de preencher lacunas na formação, de atuar sobre o caráter do subordinado para que ele aceite e professe os referenciais da Instituição, é necessário compreender que, independente da obrigação do chefe ou superior hierárquico de assumir o comando de uma fração para cumprir uma determinada tarefa, para o superior militar, em qualquer contexto, um de seus deveres permanentes é o de repassar para os demais, em especial para os seus subordinados, instruendos e similares, por atos e por ação educativa, as bases para o atendimento dos Valores Militares.

Pelo exposto, podemos concluir que cabe à Instituição analisar com profundidade onde rompeu-se ou deixou de existir o decantado Exercício da Chefia e da Liderança. Das autoridades, Comandante, Oficiais, Sargentos e Cabos? Ou da formação dos soldados, que falha, impediu que um deles, qualquer um, reverberasse e impedisse sua vergonhosa ação? Ou de ambas?

Brasília, DF, 16 de dezembro de 2008
Gen Bda R1 Valmir Fonseca Azevedo Pereira


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Recebido por e-mail.
Terça-feira, 16 de dezembro de 2008.




Amigos,as,
por Flavio Figueiredo Jorge de Souza

Também fiquei estarrecido e com o sono perturbado com as cenas de furto do material doado para as vítimas das enchentes de Santa Catarina, principalmente daqueles míseros soldados do Exército apanhados em flagrante.

Hoje pela manhã, ainda tentando compreender aqueles cenas tristes, cheguei à conclusão de que há uma explicação para aquele desvio de conduta.

Peço que acompanhem o meu raciocínio.

Aquela família composta de gente adulta, composta de marido, esposa e filhas, que se dedicavam ao furto das doações, é o retrato da realidade social e cultural do nosso tempo.

A sociedade está em decomposição moral há bastante tempo, a partir dos homens do governo e seus asseclas políticos no Congresso Nacional, todos ligados e sócios de falcatruas, mensalões, desvios de dinheiro. A ramificação da corrupção e decadência moral se estende para as Prefeituras, que usam falsas licitações para desviarem verbas públicas para seus sócios e amigos.

As escolas públicas e particulares são entregues a professores despreparados, o que já representa uma decadência moral.

Bandidos se misturam com as polícias organizando uma sociedade de lucros.

A Justiça, antes a última esperança do povo, está cheia de bandidos, desembargadores ladrões, vendas de sentenças, proteção aos amigos, emprego dos parentes despreparados.

O Presidente da República, analfabeto e mentiroso contumás, privilegia a bandidagem política, substituindo os Heróis da Pátria pelos terroristas derrotados no campo da batalha.

Os costumes sociais estão sendo, há bastante tempo, destruídos sistematicamente, pelas novelas da TV, principalmente as da Globo, onde se pregam a violência doméstica, a dissolução da família, a hipocrisia.

A sociedade como um todo está em fase de transformaçao e na direção do "salve-se quem puder".

Mas, e aqueles soldados do Exército ?

Há uma explicação que deve ser, de imediato, difundida para o povo que tomou conhecimento daqueles tristes fatos.

Esses rapazes, pela idade que aparentavam, são soldados que prestam serviço militar obrigatório e foram criados e educados nessas famílias em dissolução e nas escolas em decadência.

São jovens que estão fardados por apenas alguns meses, tempo insuficiente para a assimilação de novos hábitos sociais, novos padrões de conduta, nova moral.

Pelo pouco tempo que têm de farda (não mais que alguns meses), compreende-se que ainda, em seus íntimos, trava-se um conflito psicológico entre os valores da educação doméstica em que foram criados e os valores do uniforme que vestem.

Sempre entendi coisas importantes nos 36 anos de vida militar que vivi.

Entre essas, aparece aquele princípio implantado na nossa fomação cultural desde a AMAN. A disciplina que não for consciente não é disciplina.

Isto quer dizer que as regras da caserna devem ser observadas mesmo quando não fiscalizadas.

Mas a natureza humana é muito complexa. E então, por experiência própria advinda das funções de mando que exerci, entendi que:

"ORDENS DADAS E NÃO FISCALIZADAS SÃO ORDENS NÃO CUMPRIDAS OU MAL CUMPRIDAS! ".

Quando as autoridades superiores procederem à sindicância sobre aqueles furtos dos soldados, devem obrigatoriamente procurar encontrar o responsável pela fiscalização do trabalho deles.

E PUNÍ-LO EXEMPLARMENTE!!!

Esse erro tem que ser assumido pela estrutura hierárquica !!!!


Flavio Figueiredo Jorge de Souza é Coronel do Exército Brasileiro.








Recebido por e-mail.
Terça-feira, 16 de dezembro de 2008.




MANIFESTO À NAÇÃO BRASILEIRA - Conselho Maçônico de Sorocaba e Votorantim


2 comments:

Mujahdin Cucaracha said...

Lamentavelmente, "Chefia e Liderança" são conceitos considerados ultrapassados pelo EB. Pelo que sei, não são sequer citados nos cursos da EsSA. É possível que também não sejam mais comentados na AMAN. EsAO, EsAEx e outras escolas, também dificilmente abordarão tais assuntos. Desde que se instalou na Instituição a política da "farinha pouca meu pirão primeiro", o espírito militar "foi pro saco"!!

Anonymous said...

De toda a sujeira apresentada neste vídeo, é claro que como Oficial R/2 do EB, o que mais me tocou foi ver soldados que deviam lá estar para cumprir uma missão humanitária, estarem mais preocupados com o butim do que com os flagelados. Mas este é o retrato do EB nos últimos 20 anos ou mais, uma instituição que perdeu o verdadeiro sentido de "ser". Veja bem a reação do Cmt do 23º BI, um Ten-Cel, nas entrelinhas ele tentou justificar a ocorrência, mais ou menos dizendo o seguinte: Ora bolas, o EB participou com mais de 5000 homens no socorro as vítimas o que são somente 10 gatos pingados cometendo crimes? Não eram só os soldados do EB que estavam saqueando, havia outras pessoas também. A culpa é da falta de fiscalização por parte dos responsáveis pelo material... e por aí em diante.

Pois bem, então quer dizer que aquela "fração militar", estava sem comando, ao Deus dará? O Cmt em questão então tem certeza absoluta que aquilo só ocorreu com aqueles + ou – 10 sob seu "comando"? Não coronel, o senhor está completamente errado, sua reação foi totalmente leniente, o senhor em nenhum momento tocou na cadeia de comando daquela operação, cujo chefe é o senhor mesmo coronel. Por esta e por outras o EB está indo para o brejo mais rápido do que um trem desgovernado, os cmts de OMs só estão aguardando a hora de irem para casa sem o mínimo comprometimento com a instituição, o lema é: NÂO ME COMPROMETA! Fosse eu no comando teria vergonha se apenas um soldado sob minhas ordens houvesse cometido tal ato, um só, e não justificaria como desvio de conduta de uns poucos.

Senhor Ten-Cel, Cmt do 23º BI, seu batalhão está apodrecendo.

Senhor Gen, Cmt da14ª Bda Inf Mtz, sua brigada está apodrecendo.

Senhor Gen, Cmt do CMS, seu comando está apodrecendo.

Senhor Gen, Cmt do EB, seu exército está apodrecendo.

TENHO DITO!

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