Wednesday, January 09, 2008

O fanfarrão no mato sem cachorro.
Tira essa roupa camuflada, que você não é Soldado, você é moleque!













































Senhor Zero Um, peça pra sair!
por Paulo Carvalho Espíndola

O número um do Ministério da Defesa não comanda ninguém das Forças Armadas, na prática e ainda segundo a estrutura de comando. Essa coisa esdrúxula que o revanchismo político impôs aos militares no Brasil surtiu o efeito desejado. As Forças Armadas continuam comandadas por chefes legitimamente fardados e, mesmo sob a penúria a que são submetidas, permanecem disciplinadas e patrioticamente voltadas para a sua missão constitucional. Falta-lhes, entretanto, o peso específico que lhes fazia influir na vida nacional e, até, intervir no processo político, com o histórico estofo ético e moral sublimado desde a Independência e assegurador, até hoje, da confiança e da admiração do povo brasileiro. Golpismo nunca conformou a vocação dessa gente.

O Sr. Zero Um, nomeado ministro da deformidade chamada Ministério da Defesa, segue a mesma incompetência dos seus antecessores, seja do governo corrupto-socialistóide de Fernando Henrique, seja dessa excrescência alcunhada de “governo popular”, encabeçada por um apedeuta cego para as falcatruas dos “traidores” que o cercam e mudo-loquaz segundo as suas conveniências.

O Sr. Zero Um começou a mal falada gestão cheio de empáfia e de bravatas, começando por ameaçar a quem lhe desafiasse. Envergou uniforme de oficial-general, borrando a farda que não lhe pertence, nem por direito ou, muito mesmo, por um sagrado juramento que não fez, qual seja o de servir à Pátria com o sacrifício da própria vida. A primeira providência do Zero UM, no início do caos aéreo da aviação civil, foi determinar às companhias de aviação que aumentassem o tamanho das poltronas dos aviões, para que o seu corpanzil tivesse conforto. Nem as companhias mexeram nas configurações das aeronaves, nem o Zero Um sentou-se mais nessas espremidas poltronas. Deve ser porque os jatinhos da Força Aérea oferecem-lhe melhor comodidade. Ficou provado que autoridade nada tem a ver com avantajada estrutura corpórea de nenhum bravateiro.

O Sr. Zero Um prometeu mundos e fundos para as Forças Armadas, desde o premente reaparelhamento operacional, até o necessário e urgente reajuste de vencimentos dos militares e da família militar.

Depois de seguidos adiamentos de reuniões com o “companheiro” Lulla e adormecendo o traseiro em chás-de-cadeira impostos pela “equipe” econômica disso a que chamam de governo, o Zero Um manteve as suas promessas, falando a mesma linguagem dos geniais planejadores governamentais e acirrando a cizânia com que, de há muito, ameaçam os militares ativos, os inativos e as pensionistas, na perversidade da luta de classes. Desse modo, pela ótica marxista-leninista-imbecil, criar-se-ão remediados e oprimidos no público interno das Forças Armadas.

O Zero Um, agora, com a cara lavada pela incompetência, não tem coragem para admitir a nula autoridade do seu cargo, calando-se ante a cínica e infeliz declaração do ministróide do “pranejamento” lullista: “com o fim da CPMF, terão todos de fazer mais um furo em seus cintos”. Cintos de quem, cara pálida? Os seus, com a máxima certeza são largos o suficiente para envolver a barriga empanturrada por isso a que chamam de “poder”.

Sr. Zero Um, peça pra sair! O Sr. é um fanfarrão e, jamais, terá condições de fazer parte de nenhuma tropa de elite. Nem entre os escoteiros o Sr. obterá guarida, já que “sempre alerta e obediente”, para eles, é um compromisso sagrado de servidão, ao contrário da verdadeira compulsão de “V Exa” de enganar e de ser um servidor se si mesmo.

Sr. Zero Um, volta para o Congresso para fraudar, novamente, a Constituição, como o Sr. fez, fato do qual o Sr. se orgulha. Antes, no seu lugar, o sargento Garcia, o corpulento e disfarçado amigo do Zorro. Ao menos, teríamos uma espada certeira a marcar a cara dos caras-de-pau que desgraçam o Brasil.

Peça para sair, Sr. fanfarrão. Não ofenda mais a confiança de gente crédula e leal.

Assuma o Ministério do Turismo e viaje, confortavelmente, em camarotes de primeira classe, que o levem do nada a coisa nenhuma!

Relaxe e goze, antes que o Zorro venha aí.

Espada é coisa séria...


Paulo Carvalho Espíndola é Coronel do Exército Brasileiro.

Publicado no site "Ternuma – Terrorismo Nunca Mais".
Quarta-feira, 09 de janeiro de 2008.





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