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Sunday, April 20, 2008

SELVA!!!

Foto: O País só encontrará soluções para a questão indígena se ouvir os Guerreiros da Selva.






























Ouça quem sabe, presidente
por Augusto Nunes

"Você sabe falar português?", pergunta o médico João da Silva Couto Lima, numa sala do Hospital de São Gabriel da Cachoeira, à jovem índia que ali chegara na véspera, acompanhando a avó doente. O balanço horizontal do rosto informa que não. O nervoso movimento pendular dos olhos acrescenta que a garota percorre a linha que separa o medo do pânico. "Quantos anos você tem?", Lima quer saber. Um fiapo de voz diz algo parecido com diezisseis.

"Ela tem 16 anos", compreende o major João da Silva Couto Lima. Para dirigir o único hospital da região batizada de Cabeça do Cachorro, nos cumes da Amazônia profunda, Lima trocou a farda pelo jaleco. Todos os médicos e enfermeiros são militares do Exército, engajados na 2ª Brigada de Infantaria de Selva. Todos os pacientes são índios.

Como a menina e sua avó, costumam percorrer centenas de quilômetros em busca da salvação. "Pelo sotaque, elas vivem perto da fronteira com a Colômbia ou com a Venezuela", diz Lima. "Mas não ignoram de que lado estão. Os índios que vêm de lá não sabem onde acaba um país e começa outro".

Mas dominam a arte de encurtar distâncias numa região onde as viagens são medidas em muitas horas, ou alguns dias. Caminhando por trilhas invisíveis a olhares forasteiros, tripulando barcos que avançam em segurança por igarapés, acabam chegando à cidade que ocupa o terceiro lugar no ranking das mais populosas do Amazonas.

Além dos 30 mil habitantes do centro urbano, espalha-se pelo município um número de filhos da selva rigorosamente incalculável. Os recenseadores do IBGE jamais conseguirão radiografar com precisão um universo formado por 22 etnias distribuídas por 610 comunidades. Decerto passam de 20 mil. Gente demais para nenhuma estrada.

"São Gabriel é a cidade mais indígena do Brasil", informa o general Antônio Hamilton Martins Mourão, comandante da Brigada. Gaúcho, 52 anos, Mourão é considerado o melhor soldado de selva do país. É mais que isso, contam os moradores da cidade à beira do Alto Rio Negro, a 850 quilômetros (sete dias de barco) de Manaus.

Se não estivessem por lá os 1.700 homens comandados por Mourão, não existiria, por exemplo, o hospital. Concluído em 1988, começou a funcionar há quatro anos, por teimosia da Brigada. Em tese, a tropa deveria limitar-se a vigiar e proteger 1.500 quilômetros de fronteira. Não é pouca coisa, sobretudo quando o território a defender é freqüentemente invadido por garimpeiros vizinhos e infestado de narcotraficantes associados às Farc colombianas.

Mourão cuida disso tudo – e de muito mais. Entre 2006 e 2007, acabou involuntariamente promovido a governador militar da cidade flagelada pelo sumiço dos braços do Estado. O juiz de direito passou nove meses em Manaus, ajudando a mãe a perder a eleição. A promotora, licenciada por gravidez, protagonizou o mais demorado parto da história. Consumiu quase um ano. O delegado se foi. Ficou quem não faria falta: o prefeito corrupto. O general enfrentou tais problemas enquanto combatia dois exterminadores de tribos: o alcoolismo e a subnutrição.

Nenhum governo resolverá a questão indígena sem ouvir quem sabe. Ouça os soldados da Amazônia, presidente Lula.

A polícia chega sempre depois

No resto do mundo, a polícia acredita que o criminoso acaba voltando ao local do crime. No Brasil, a bandidagem chega bem antes ao lugar onde ocorrerá a delinqüência – e, enquanto planeja a ação ilegal, avisa gentilmente a polícia, que sempre chega depois. Desde o começo do mês, por exemplo, até os trilhos da ferrovia de Carajás sabiam que, nesta quinta-feira, o MST impediria a passagem dos trens administrados pela Vale. Na segunda-feira, milhares de sem-terra acamparam em Paraupebas para planejar o ataque. O bandido agiu com pontualidade. A PM chegou oito horas depois do ataque.

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, acha que é hora de conversar. A lei pode esperar.

Caboclo Resolvedô

Por achar que “polícia no palácio pega mal até no Brasil”, o Cabôco resolveu esclarecer com um depoimento voluntário o que chama de “caso do dossiê da Dilma”. Especialista em perguntas, interrogou- se na presença de um sherloque da PF, que reproduziu em linguagem de tira as respostas do depoimento. Resumo da ópera: “O declarante sabe que quando a imprensa começou a dizer que pessoas do governo, começando pelo presidente e sua família, gastavam demais com cartão corporativo, os acusados se assustaram e o senhor Lula mandou chamar a Dilma, que é como o supracitado presidente chama a ministra Dilma Rousseff, e disse que atacar é melhor que defender, e pediu que desse um jeito naquilo. O declarante sabe que uma assessora de dona Dilma foi conferir no computador os gastos do tempo do presidente Fernando Henrique Cardoso e sua esposa Ruth. (...); que ela achou que tinha muita compra de vinho bom e outras iguarias que mostravam que o casal supracitado gostava da vida de rico; (...) que o governo achou que tinha bala na agulha para enquadrar meio mundo da oposição e foi por isso que o governo pediu uma CPI que antes não queria para apurar quem gastou mais do que o outro. O declarante sabe que uma cópia do dossiê foi entregue por um funcionário da Casa Civil a um senador, que repassou para a imprensa; (...) que isso no começo foi bom para Lula, porque a imprensa passou a falar só do senhor Fernando e esposa e não dele, mas depois ficou ruim porque ficou muito claro que contar a todo mundo onde, quanto e em que produto o presidente, a esposa e a filharada andaram gastando não prejudica a segurança nacional nem a particular. O declarante acredita que os brasileiros que pagam a conta não fazem questão de saber quem divulgou o dossiê, e acham bem mais interessante saber como foi a gastança tanto no governo do senhor Fernando quanto no governo do senhor Lula; (...) que só precisam ficar em segredo coisas que merecem mesmo ser secretas; (...) que o governo deve deixar de falatório e mostrar sem disfarces nem delongas onde foi parar o dinheiro dos impostos; (...) que, na opinião do declarante, muita lambança e pouca vergonha os males do Brasil são. Nada mais disse nem me foi perguntado”.

Fagundes, o Magnífico

Constrangido com o soberbo desempenho no campeonato da gastança com cartões corporativos, Ulysses Fagundes Neto, reitor da Universidade Federal de São Paulo, comunicou ao país que é culpado, mas inocente. Admite que, em pouco mais de um ano e meio, torrou R$ R$ 84.800 em viagens pelo planeta, suavizadas por escalas em hotéis cinco estrelas e lojas que falam outros idiomas. Mas jura que só pecou por não saber que pecava. "Foi falta de informação", conta o Magnífico Fagundes. "Achava que era como uma diária, um dinheiro que você bota no bolso e não tem de explicar".

Para manter o emprego, o reitor esperto topa qualquer coisa. Até fingir que é débil mental.


Augusto Nunes da Silva é jornalista, nascido em Taquaritinga, interior de S. Paulo, foi redator-chefe da revista Veja, diretor de redação das revistas Época e Forbes e dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Zero Hora. Foi também apresentador do programa Roda Vida, da TV Cultura. Augusto Nunes escreveu diversos livros, entre os quais: "Minha Razão de Viver - Memórias de um Repórter" (livro de memórias de Samuel Wainer), "Tancredo" (biografia de Tancredo Neves), "O Reformador: um Perfil do Deputado Luís Eduardo Magalhães" e "A Esperança Estilhaçada", sobre a atual crise política, entre outros. É um dos personagens do livro "Eles Mudaram a Imprensa", da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que selecionou os seis jornalistas mais inovadores dos últimos 30 anos, além de ter ganho por quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Atualmente é colunista do Jornal do Brasil e apresentador do programa "Verso & Reverso" da TVJB.


Publicado no jornal "Jornal do Brasil".
Domingo, 20 de abril de 2008.





Dia do Exército! Qual exército, o "vermelho" ou o Verde-Oliva? - Bootlead

Friday, April 11, 2008

Reserva Indígena "Raposa – Serra do Sol": Reinaldo Azevedo
transforma em pó todos e quaisquer argumentos "ad populum".


































Raposa/Serra do Sol - Aos ministros do Supremo
por Reinaldo Azevedo

Atenção para estes números.

A reserva de Raposa/Serra do Sol tem, aproximadamente, 90 mil Km². É quase do tamanho de Santa Catarina, com 95.346,181 Km², ou de um país como Portugal, com 92.391 Km². Pois bem: no estado do Sul do Brasil, há perto de 6 milhões de habitantes. Na Terrinha, os irmãos somam 11 milhões. Na Raposa/Serra do Sol, os companheiros índios são, no máximo, 15 mil. Serão os maiores propietários do planeta.

"Oh, lá vai Reinaldo misturando tudo... E desde quando se comparam índios com uma população não-índia, que tem outra cultura, outros hábitos, sei lá o quê?..." Aqueles índios que lá estão já não vivem isolados há muito tempo. Ao contrário: dependem das ações do estado brasileiro para sobreviver. Dependem também da atividade econômica que instalada ali. Se ela for eliminada, jamais recuperarão os hábitos originais, que só existem na cabeça de alguns antropólogos da Funai.

Um pedaço do território brasileiro estará sendo entregue à selvageria, sim — mas não aos bons selvagens idealizados pelo onguismo do miolo mole ou falsificados pelo onguismo picareta, a serviço sabe-se lá de quem. A economia paralela vai-se instalar na região, já que o estado brasileiro não dispõe de recursos e de homens para garantir que, afinal, aquilo tudo será preservado como um verdadeiro paraíso indígena.

Cadê os índios? Cadê aquela gente? O que eles querem? Quais são os seus anseios? Os que vão expulsar os "não-índios" de lá pretendem viver de quê?

Estabelecer a área contínua para a reserva Raposa/Serra do Sol corresponde, na prática, a abrir mão da soberania sobre um pedaço do território brasileiro. Os rizicultores serão expulsos de lá. E as ONGs? Também vão? Deixarão de usar o então ex-território brasileiro, entregue às ditas “nações indígenas”, para produzir a sua droga ideológica?

Espero que os ministros do Supremo não se deixem patrulhar por essa gente sem rosto, cujos caciques estão muito longe do Brasil. Não estou exercitando nenhuma teoria conspiratória. Alguém realmente acredita que os minérios enterrados na Raposa/Serra do Sol lá permanecerão para sempre, intocados? Só se o Brasil, assombrando a lógica, afrontar os últimos, sei lá, seis mil anos de história da civilização.

Senhores ministros do STF, aquela região do Brasil, reitero, precisa de mais OG — Organização Governamental — e de menos ONGs. Se o governo prevarica, que a Justiça do estado brasileiro faça, enfim, Justiça.

Fazendo conta

Atenção, senhores ministros, a questão não resiste a uma regra de três. Estima-se que, em 1500, houvesse, no Brasil, 6 milhões de índios. Vamos supor que se espalhassem de maneira uniforme por todo o território brasileiro — o que não é verdade, mas vá lá. Se 15 mil índios merecem 90 mil km², que área teria sido necessária para abrigar os seis milhões? Respondo: 36 milhões de Km². Que pena! O Brasil conta com apenas 8,5 milhões de Km². Ou se quiserem: há, hoje, no país, 410 mil índios. No padrão da reserva Raposa/Serra do Sol, deveriam ter sob seu domínio 2.460.000 Km² — ou pouco menos de um terço do Brasil.

"Ah, mais um absurdo! O Reinaldo despreza as características de cada tribo". É mesmo? Os índios de Raposa/Serra do Sol são nômades? Cada indivíduo circula solitário como o leopardo na savana, precisando de uma vasta extensão de terra onde possa exercitar a sua solidão, ao abrigo de outros de sua espécie, só aceitando o gregarismo na hora de reproduzir a espécie? Mentira! Mistificação! Papo furado!

Já está claro. Não são nômades e querem vacina, antena parabólica, trabalho e trator. E têm o direito de sonhar com isso.

Façam as contas, senhores ministros. Ou contestem as contas. E tenham a coragem de resistir a uma empulhação dos caciques sem rosto.


Reinaldo Azevedo é formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e em Jornalismo pela Universidade Metodista, foi professor de literatura e redação dos colégios Quarup, Singular e do curso Anglo, foi também redator-chefe das revistas República e Bravo!, diretor de redação da revista Primeira Leitura, além de coordenador de política da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo. Escreve freqüentemente sobre política nos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo". Reinaldo atualmente é articulista da revista "VEJA" e escreve o blog político mais influente da rede, "Blog Reinaldo Azevedo". Polêmico, irônico, ferino, Reinaldo Azevedo é autor dos livros "Contra o Consenso: Ensaios e Resenhas", pela Editora Barracuda, do best seller "O país dos Petralhas" e por último "Máximas de um País Mínimo", ambos da Editora Record.





Publicado no "Blog Reinaldo Azevedo".
Sexta-feira, 11 de abril de 2008, 06h13.


Leia mais artigos de REINALDO AZEVEDO no BOOTLEAD:

¤ Contra o falso óbvio 1 - É Raposa/Serra do Sol, mas pode chamar de Anta do Obscurantismo

¤ Depois daquela foto ou “O dever dos democratas”

¤ A Mídia do Contragolpe

¤ O ridículo dessa gente não conhece limites

¤ Revanchismo e mitologia esquerdopata querem rever Lei da Anistia

¤ Mais tentações totalitárias

¤ FAB mancha a sua história com as cinzas de 360 inocentes

¤ O bolivarianismo de Lula: como o PT pretende fazer da Rede Globo a sua RCTV

¤ Discursos delinqüentes. E chegou a hora de cobrar ingresso no Senado

¤ Universitário custa DEZ vezes mais do que aluno da escola fundamental em média. Aonde isso nos leva?

¤ Lula quer agora fundar uma religião

¤ O que não suportam na Igreja Católica? A liberdade e a consciência.

¤ A ministra Matilde Ribeiro tem de ser demitida e processada. Agora o rinoceronte arrombou a porta.

¤ STJ referenda madrassas do PT no jornalismo

¤ Foi um vexame: a "Síndrome Motorista de Táxi" derrubou Lula



Wednesday, April 09, 2008

RAPOSA - SERRA DO SOL: A PONTA DO ICEBERG.









































PERFEITO
Click AQUI e veja o que disse o excelente jornalista Alexandre Garcia da Rede Globo no Bom dia Brasil, em um lúcido e corajoso comentário a respeito do assunto "Raposa – Serra do Sol".


Contra o falso óbvio 1 - É Raposa/Serra do Sol, mas pode chamar de Anta do Obscurantismo
por Reinaldo Azevedo

Meu primeiro livro, vocês sabem, chama-se Contra O Consenso. Não é gosto por andar na contramão. É necessidade. Mal falo de política lá. O segundo, O País dos Petralhas, será publicado em meados de junho pela Editora Record. Aí, como fica claro já no título, trato das nossas mazelas. E de nossas esperanças. E não sem caminhar, com alguma freqüência, contra alguns absurdos vendidos como coisas óbvias. Querem um exemplo?

A demarcação da chamada reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, data de 1998, por sugestão do então ministro da Justiça, Nelson Jobim. A proposta previa terras descontínuas, que poderiam abrigar as diferentes comunidades índígenas da região sem expulsar os agricultores ali estabelecidos há décadas. Lula transformou a reserva em terras contínuas: 1.678.800 hectares para 15 mil índios. O STF pôs fim a todas as contestações judiciais, e estava formado o imbróglio.

Os produtores de arroz da região, com a ajuda dos índios contrários à expulsão dos não-índios, prometem resistir. Agentes da Polícia Federal que se preparam para fazer a desocupação, falavam ontem até em técnicas de guerrilha. É evidente que não endosso esse tipo de resistência. O estado tem de fazer valer a lei. Mas pergunto: por que só ali? Por que este governo protege tanto a área definida como indígena — afinal, convenham, qual não é? — e dá de ombros, de forma reiterada, às propriedades rurais constantemente ameaçadas pelo MST?

"O que tem uma coisa a ver a com a outra?", perguntar-se-ão alguns. Tudo! Essa dedicação oficial para tirar no braço, com confronto armado, se necessário, os rizicultores da reserva Raposa/Serra do Sol é fruto do militantismo reparador: afinal, é uma das causas dos "oprimidos de manual". Os trabalhadores que ali estão e que perderão seus empregos também não são brasileiros? Data de quando a agricultura na área? É mesmo o conjunto dos índios que quer a saída ou só aqueles já devidamente instruídos por ONGs e outras entidades que sonham com comunidades indígenas vivendo em completo isolamento — o que, ali, de resto, é impossível? Estamos falando de índios já aculturados, que convivem há muito tempo com a nossa, vá lá, civilização.

A desocupação acabará acontecendo. E o jornalismo, que já não se interessava pelo assunto, não voltará lá nunca mais. Os índios já não vivem da caça, da pesca e da agricultura primitiva. Extinga-se a atividade econômica rentável da região, e o que fatalmente acontecerá? Mais pobreza. A agricultura que hoje é legalizada passará a ser ilegal. Os índios darão um jeito de sobreviver, então, com atividades ilegais, como venda de madeira e garimpo.

E o que fará a Polícia Federal, que agora está lá se preparando para o confronto? Ora, o que tem feito em outras áreas indígenas infiltradas pela economia clandestina: nada! Mas estará de bem com as ONGs, que passarão a ter o real domínio da região. Não! Não se trata de nenhuma paranóia ou de alguma exótica tese conspiratória. Elas já estão lá. O Brasil deve ser o único país do mundo que retira na porrada os próprios brasileiros de suas fronteiras. Os outros costumam colonizá-las.

Alguns antropólogos da Funai que justificam até infanticídio em nome da diversidade cultural devem estar contentes.


Reinaldo Azevedo é formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e em Jornalismo pela Universidade Metodista, foi professor de literatura e redação dos colégios Quarup, Singular e do curso Anglo, foi também redator-chefe das revistas República e Bravo!, diretor de redação da revista Primeira Leitura, além de coordenador de política da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo. Escreve freqüentemente sobre política nos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo". Reinaldo atualmente é articulista da revista "VEJA" e escreve o blog político mais influente da rede, "Blog Reinaldo Azevedo". Polêmico, irônico, ferino, Reinaldo Azevedo é autor dos livros "Contra o Consenso: Ensaios e Resenhas", pela Editora Barracuda, do best seller "O país dos Petralhas" e por último "Máximas de um País Mínimo", ambos da Editora Record.





Publicado no "Blog Reinaldo Azevedo".
Quarta-feira, 09 de abril de 2008, 06h21.


DEFININDO AS NOVAS DIVISAS TERRITORIAIS DO BRASIL
OU A ROTA DOS SUKHOIS?



































Leia mais artigos de REINALDO AZEVEDO no BOOTLEAD:

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¤ Discursos delinqüentes. E chegou a hora de cobrar ingresso no Senado

¤ Universitário custa DEZ vezes mais do que aluno da escola fundamental em média. Aonde isso nos leva?

¤ Lula quer agora fundar uma religião

¤ O que não suportam na Igreja Católica? A liberdade e a consciência.

¤ A ministra Matilde Ribeiro tem de ser demitida e processada. Agora o rinoceronte arrombou a porta.

¤ STJ referenda madrassas do PT no jornalismo

¤ Foi um vexame: a "Síndrome Motorista de Táxi" derrubou Lula




Thursday, April 03, 2008

O "cacique" da tribo dos traíras.

Foto: Mas que jeitinho de baitolo... Será que é? Não duvido!







































Bem aparelhados pelo indigenismo internacional, foi-se o tempo em que os índios queriam só apito. Agora, exigem terras em dimensões descabidas e outras benesses que, mais cedo ou mais tarde, poderão evoluir para territórios autônomos e "soberanos" (sob a soberania da Grã Bretanha, da Alemanha, da França. da Itália, da China, etc. Menos sob a soberania do Brasil).


Fato Curioso e Grave
por Armando Soares

O governo brasileiro e o paraense, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) transformaram a atividade econômica da Amazônia e do Pará, em atividade ilegal, enquadrando-a como crime inafiançável.

Pouco importa que essas atividades produzam legalmente alimentos, matérias-primas, gere empregos, renda e promovam o desenvolvimento, pois no entender do governo, todas estão profanando a sacrossanta floresta amazônica, considerada por europeus e americanos, como patrimônio da humanidade.

O fato curioso dessa questão, próxima da insanidade, é que pouco ou nenhum valor está se dando a economia amazônida, principalmente a paraense, a responsável por retirar os estados amazônicos do sono letárgico, do isolamento territorial e da pobreza crescente crônica, um círculo vicioso que transformava os estados amazônicos em regiões economicamente inviáveis, sem auto-sustentação econômica, de custo elevado para a União, um verdadeiro elefante branco na opinião da elite dominante política e econômica localizada no Sudeste brasileiro.

Os valorosos empreendedores amazônidas e paraenses e suas células produtivas, responsáveis pelo avanço da economia e da melhoria de qualidade de vida nos centros urbanos amazônicos, antes reconhecidos como construtores de civilizações, recentemente foram reclassificados pelo aparato ambientalista como produtores ilegais, nocivos à saúde da floresta e, portanto, passíveis de responderem por crimes inafiançáveis e, sujeitos ainda a perderem seu patrimônio, construído, a maioria a duras penas, confiscada através de medidas provisórias, atos normativos e outros atos flagrantemente ditatoriais que se chocam com a liberdade econômica e o direito.

Curioso também nesse cenário dantesco que se instalou nos estados amazônicos é o fato de que não existe no bojo da política ambiental dominante na região, uma proposta que dinamize, desenvolva a região, apenas e somente uma política ambiental de perfil policialesco, sustentada por extraordinários recursos nacionais e internacionais, objetivando, como demonstra a nossa realidade, o desmantelamento da economia.

Diante desse cenário restritivo ao desenvolvimento e de cunho estagnante, por mais boa vontade e intenções que tenha o governo, e admitindo, apenas como argumento, a boa qualidade do modelo ambiental proposto, mesmo considerando esta hipótese, ainda assim a transição de um modelo para outro, demandaria um tempo mínimo de dez anos para sua consolidação, tempo suficiente para sangrar e debilitar a economia, produzindo conseqüências sociais imprevisíveis.

Se porventura existem ilegalidades, como de fato devem existir no campo da titulação e posse de terras; na exploração madeireira; no desmatamento irregular e em outras atividades econômicas, a solução não é criminalizar o produtor e a atividade, mas buscar soluções racionais, pacíficas, democráticas, legais e de bom senso, até porque, se alguma ilegalidade existe se deve muito mais aos equívocos de política pública e do vazio de poder na região.

Em nenhuma região ou país no mundo se verifica ou verificou ações do governo contra quem produz alimentos e matérias-primas e contribui para a geração de empregos, renda e imposto, para o desenvolvimento, sob qualquer pretexto. No Brasil, bastou a pressão da governança global criando uma proposta mascarada de ambiental que encobre razões de ordem econômica, para que sucessivos governos aceitassem a priori o engessamento territorial e econômico da Amazônia, transformando a floresta em um santuário intocável e produtores e trabalhadores em pecadores, sem perdão.

A respeito desse tipo de equívoco e de imprevidência de grandes conseqüências econômicas e sociais, é bom lembrar que o povo alemão idolatrava Hitler e os nazistas, idolatria que levou a total destruição da Alemanha, de sua economia e do bem-estar do povo alemão.

É chegada a hora do governo, produtores, políticos, mídia, igrejas, movimentos sociais se despirem de qualquer preconceito, ideais, de projetos egoísticos se unirem em torno dos verdadeiros interesses do Pará e da Amazônia, tendo como prioridade maior o homem, caso contrário quem lucrará com essa luta e desunião insensata são os que cobiçam a região e sustentam os conflitos e diferenças.


Armando Soares é economista e Diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará.
E-mail: asoares37@yahoo.com.br


Publicado no site "Alerta".
Quinta-feira, 03 de abril de 2008, 01h38.





A história do mundo para crianças ou Historietas da América – Olavo de Carvalho
 
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