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Monday, September 07, 2009

Excelente "lembrado" para um medíocre 7 de Setembro!
Seria, O. de C. um profeta? Não! "Apenas" um sábio.

Foto: O Professor Olavo de Carvalho durante uma transmissão ao vivo do seu talk show: "TRUE OUTSPEAK".

































LULA NA TV
por Reinaldo Azevedo

Lula falou ontem em rede nacional de rádio e TV. Fez campanha eleitoral desavergonhada. Não se limitou ao nacionalismo de ocasião, com as fantasias do pré-sal. Aproveitou para exaltar as virtudes do seu governo e, de modo nada discreto, insuflar a população contra o Congresso. Eu os convido a ler o que segue.

*
Os apóstolos do Estado nacional, que espumam de indignação patriótica à simples idéia de privatizar alguma empresa estatal, tornam-se de repente globalistas assanhados quando um poder supranacional vem defender os interesses deles contra os interesses da pátria.

Essa conduta é tão repetida e uniforme que só um perfeito idiota não perceberia nela um padrão, e por trás do padrão uma estratégia. Desde logo, "a pátria" que eles celebram se constitui exclusivamente de estatais, onde têm sua base de operações e de onde dominam não somente uma boa fatia do Estado, mas também os sindicatos de funcionários públicos e seus monumentais fundos de pensão.

Defendendo sua toca com a ferocidade de javalis acuados, desprezam tudo o mais que compõe a noção de "pátria" e não se inibem de colocar-se a serviço de ONGs e governos estrangeiros quando atacam as instituições nacionais, desmoralizam as Forças Armadas, desmembram o território brasileiro em "nações indígenas" independentes, impõem normas à educação de nossas crianças, fomentam conflitos raciais para destruir o senso de unidade nacional e, em suma, arrebentam com tudo o que constitui e define a essência mesma da nacionalidade. Da pátria, só uma coisa lhes interessa: o dinheiro e o poder que lhes vêm das estatais.

Em segundo lugar, o nacionalismo que ostentam é de um tipo peculiar, desde o ponto de vista ideológico. É um nacionalismo seletivo e negativo, que enfatiza menos o apego aos valores nacionais do que a ojeriza ao estrangeiro - e mesmo assim não ao estrangeiro em geral, como seria próprio da xenofobia ordinária, mas a um estrangeiro em particular: o americano.

Assim, por exemplo, não sentem a menor dor na consciência quando, sob o pretexto imbecil de que toda norma gramatical é imposição ideológica das classes dominantes, demolem a língua portuguesa e acabam suprimindo do idioma duas pessoas verbais (mutilação inédita na história lingüística do Ocidente); mas, ante o simples ingresso de palavras inglesas no vocabulário - um processo normal de assimilação que jamais prejudicou idioma nenhum, e que aliás é mais intenso no inglês do que no português -, saltam ao palanque, com os olhos vidrados de cólera, para denunciar o "imperialismo cultural". (v. AQUI )

Ser nacionalista, para essa gente, não é amar o que é brasileiro: é apenas odiar o americano um pouco mais do que se odeia o nacional. Mas, para cúmulo de hipocrisia, seu alegado antiamericanismo não os impede de celebrar o intervencionismo ianque quando lhes convém, por exemplo quando ajudam alegremente a desmoralizar a cultura miscigenada que constitui o cerne mesmo do estilo brasileiro de viver e lutam para impor entre nós a política americana das quotas raciais, em consonância com as campanhas milionárias subsidiadas pelas fundações Ford e Rockefeller.

Do mesmo modo, seu antiamericanismo fecha os olhos à entrada de novos códigos morais - feministas e abortistas, por exemplo - improvisados em laboratórios americanos de engenharia social com a finalidade precisa de destruir os obstáculos culturais ao advento da nova civilização globalista.

Redução do nacionalismo à defesa das estatais, substituição do antiamericanismo ao patriotismo positivo, adesão oportunista ao que é americano quando favorece a esquerda: desafio qualquer um a provar que a conduta constante e sistemática da chamada "esquerda nacionalista" não tem sido exatamente essa que aqui descrevo, definida por esses três pontos.

Nunca, na História, houve patriotas a quem se aplicasse tão exatamente, tão literalmente e com tanta justiça a observação de Samuel Johnson, de que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas.

(*)
Gostaram? O título do artigo é "O nacionalismo de esquerda é uma fraude" e foi escrito por Olavo de Carvalho em maio de 2001. Parece-me uma excelente análise da fala de Lula, feita com mais de oito anos de antecedência…


Reinaldo Azevedo é formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e em Jornalismo pela Universidade Metodista, foi professor de literatura e redação dos colégios Quarup, Singular e do curso Anglo, foi também redator-chefe das revistas República e Bravo!, diretor de redação da revista Primeira Leitura, além de coordenador de política da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo. Escreve freqüentemente sobre política nos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo". Reinaldo atualmente é articulista da revista "VEJA" e escreve o blog político mais influente da rede, "Blog Reinaldo Azevedo". Polêmico, irônico, ferino, Reinaldo Azevedo é autor dos livros "Contra o Consenso: Ensaios e Resenhas", pela Editora Barracuda, do best seller "O país dos Petralhas" e por último "Máximas de um País Mínimo", ambos da Editora Record.





Publicado no "Blog Reinaldo Azevedo".
Segunda-feira, 07 de setembro de 2009, 6h33.




A Candidata Dilma – Ipojuca Pontes





Monday, December 15, 2008

AÇÃO MAÇÔNICA





MANIFESTO À NAÇÃO BRASILEIRA


Nós, do Conselho Maçônico de Sorocaba e Votorantim, tendo jurado "Glorificar a Verdade e a Justiça" e " ...promover o bem estar da Pátria e da Humanidade", vimos, por meio deste manifesto, demonstrar nosso veemente repúdio para com as espoliações anunciadas de nosso Território, que se quer perpetrar contra o Povo Brasileiro, inclusive afetando as gerações futuras, decorrente da demarcação da Reserva Indígena Raposa da Serra do Sol (RIRSS), em áreas contínuas e com superfície desproporcional ao número de índios, de diversas etnias, que nela habitam.

Não somos contra os direitos das tribos indígenas, desde que tais direitos não se amparem em ingerências de organismos nacionais e internacionais, que possam colocar em risco a Soberania Nacional.

I - DIRIGIMO-NOS:

1 - Ao Poder Judiciário, particularmente ao Supremo Tribunal Federal (STF), responsável precipuamente pela guarda da Constituição da República Federativa do Brasil (Constituição) como redigida em seu Art. 102º e a quem cabe decidir em favor da união indissolúvel da Nação e de sua soberania, como reza seu Art. 1º;

2 - Aos integrantes do Poder Legislativo (Câmara dos Deputados e Senado), nossos representantes eleitos e Legais, responsáveis pela fiscalização dos atos exercidos pelos poderes constituídos;

3 - Às Forças Armadas, Instituições Nacionais Permanentes e Regulares, destinadas à defesa da Pátria (Art. 142º da Constituição);

4 - Às Associações de Classe, Empresariais e de Trabalhadores Brasileiros;

5 - Às Instituições Universitárias, Acadêmicas e Estudantis;

6 - À População Brasileira.

Para alertá-los sobre, fatos, decisões, concessões e constatações de extrema gravidade, no cenário Político-Estratégico da Amazônia Brasileira, neste início de século XXI, conclamando, a todos os nominados a agir, dentro de suas esferas de atuação, para que não exista a possibilidade de desmembramento do Território Nacional, em decorrência da política indigenista adotada desde Governos anteriores até ao Governo atual.

II - APRESENTAMOS OS FATOS

1 - Em decreto assinado pelo Exmo. Presidente Fernando Collor de Mello, em 15 de novembro de 1991, uma área demarcada de forma contínua de 96.649 km² na fronteira com a Venezuela, foi transformada na Reserva Indígena Ianomâmi (RII). Essa superfície foi e é destinada a cerca de 5.000 índios, e onde se encontram vastas riquezas minerais, inclusive as maiores reservas conhecidas no mundo de Titânio, Ouro e Diamantes. A assinatura de tal decreto foi o resultado de pressões diretas de Governos Estrangeiros, executadas com diligência e paciência, desde o final da década de 60.

2 - Em 15 de abril de 2005, o Exmo. Presidente Luis Inácio Lula da Silva assinou um decreto de homologação da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol (RIRSS), em área contínua, nas fronteiras com a Venezuela e Guiana (ex-Guiana Inglesa e hoje membro da "Commonwealth of Nations" - Comunidade das Nações - antiga Comunidade Britânica). A área abrange 160.000 km², habitada por cerca de 16.000 índios. Seu subsolo é rico em Diamantes, Ouro e Nióbio, sendo este um metal fundamental para as pesquisas de FUSÃO NUCLEAR, que promete acabar com a dependência da energia gerada pelo Petróleo.

Juntas as Reservas Indígenas totalizam uma área de 256.649 km² destinadas a 21.000 índios, ou seja, cada índio ocupa 12,22 km² (densidade populacional de 0,08 índios por km²).

Apenas para efeito de comparação, nos Estados Unidos da América a área total das Reservas Indígenas é de 225.000 km², para uma população indígena de 2.786.652, o que dá 0,081 km² para cada índio (densidade populacional de 12,38 índios por km²).

Se excluirmos a Reserva Indígena Ianomâmi e a Reserva Indígena Raposa Serra do Sol (território e população indígena) do cálculo de nosso Território e População (8.514.876 km² e População de 183.987.291 habitantes, segundo IBGE em 2007), teremos cada habitante ocupando 0,045 km² (densidade populacional de 22,28 habitantes por km²).

Outro dado importante: a área da Reserva Indígena Ianomâmi e a Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, somadas, equivalem a área da Grã-Bretanha (258.256 km²). Essa área é ocupada por cerca de 60.000.000 de habitantes, ou seja, cada habitante Britânico ocupa 0,004 km².

Como se verifica, a área destinada aos índios pelo Governo Brasileiro ultrapassa qualquer bom senso.

3 - Há vários anos, declarações importantes sobre a "internacionalização da Amazônia", a "soberania relativa dos Brasileiros sobre este território"e outras do gênero, vêm sendo feitas por entidades e dirigentes dos Países detentores de tecnologia, os maiores usuários de matérias primas, conforme "Declarações" no final deste documento.

4 - A Emenda Constitucional nº 45/2004, introduziu no Art. 5º da Constituição, os parágrafos 3º e 4º, que dizem, textualmente:

§ 3º - Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

§ 4º - O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.

5 - Os Diplomatas Brasileiros, cumprindo determinação do Exmo. Presidente Luis Inácio Lula da Silva, assinaram, em 13 de setembro de 2007, a Declaração da Organização das Nacões Unidas (ONU) sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Em que pese a ambígua e única redação, protegendo os direitos dos "Estados" (Art. 46º), os Art. 3º e 45º, dentre dezenas de outros, exemplificam bem a real intenção de tal documento.

Artigo 3º
Os povos indígenas têm direito à livre determinação. Em virtude desse direito, determinam livremente a sua condição política e perseguem livremente seu desenvolvimento.

Artigo 45º
Nada contido na presente Declaração interpretar-se-á no sentido de que se limitem ou anulem os direitos que os povos indígenas têm na atualidade, ou possam adquirir no futuro.

Como se verifica com uma simples leitura deste item, e do anterior (Emenda Constitucional), a Declaração da ONU tem que ser ratificada pelo Congresso, e se o for, tem força de Lei. Ou seja: um documento que possibilita nosso desmembramento territorial estará incluído em nossa Constituição. E os Brasileiros que agirem contra, serão submetidos ao Tribunal Penal Internacional!

Está aberto o caminho, sob tutela da ONU e endosso de nossos representantes, para que "Nações Indígenas" esquartejem o Brasil.

É fato também que, os Estados Unidos da América, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que têm indígenas em seus Territórios, não são signatários da Declaração da ONU, mas o primeiro tem assento permanente no seu Conselho de Segurança, e os demais são membros da Comunidade das Nações (Britânicas), e todos têm interesses específicos na região Amazônica.

6 - A Lei Federal nº. 11.284, de 02 de março de 2006, que dispõe sobre a gestão de florestas públicas, permite que empresas multinacionais com sede no Brasil, explorem áreas do tamanho de países, para "produção sustentável" e, no Art. 35º, prevê até 40 anos para exploração dessas florestas, de "acordo com o ciclo de colheita ou exploração", e até 20 anos, para exploração de "serviços florestais".

7 - Segundo a Polícia Federal e a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) existem ONGs (organizações não governamentais) estrangeiras e "Missões Religiosas" que, a pretexto de "filantropia ecológica", ou de apoio à cultura indígena, na realidade praticam o contrabando de minerais e madeiras, a biopirataria, e o aliciamento de indígenas para sua causa, efetuando, ainda, minuciosos levantamentos estratégicos das riquezas minerais do subsolo da Amazônia, notadamente das áreas das Reservas Indígenas, enviando-os aos Países patrocinadores, os maiores interessados na riqueza mineral da região.

8 - Existem "Missões Religiosas" e ONGs nacionais e estrangeiras, que estão aliciando nossos indígenas de modo que as tribos por eles influenciadas, por vezes, nem falam a Língua Portuguesa (exprimindo-se, porém, em inglês e francês), e seus membros são levados a estudar no exterior, voltando impregnados de ilusões e conceitos contrários aos interesses do Povo Brasileiro.

III – EXIGIMOS

Como Brasileiros, e preocupados com a Nação que iremos legar aos nossos descendentes, que:

1 - O Poder Executivo cesse imediatamente esta política indigenista equivocada, leniente, e conivente com os interesses internacionais, em detrimento de nossa autodeterminação enquanto Nação Soberana;

2 - Sejam responsabilizados, e punidos de acordo com as Leis Brasileiras, todos os indivíduos que se encontrarem em solo brasileiro, representantes de ONGs, "Missões Religiosas" e seus congêneres, envolvidos com a biopirataria, com o contrabando de minerais e madeira, com o aliciamento de indígenas Brasileiros, e a espionagem de nossas riquezas.

IV - SOLICITAMOS:

1 - Ao STF, em sintonia com suas obrigações constitucionais, parecer contrário à demarcação contínua, e em área de fronteira, da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, estendendo à Reserva Indígena Ianomâmi, e a outras em igual situação, sua decisão.

2 - Ao Congresso Nacional que não endosse a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas, preservando o Brasil, sem dar margem a possíveis ações dos atores globais, baseadas em nossos próprios equívocos, com o intuito de espoliar nosso território e nossas riquezas (Culturais, Étnicas, Naturais e outras)

3 - Às Forças Armadas, presentes na Amazônia, em especial nas regiões de fronteira, para que ocupem todos os espaços que lhes cabem, inclusive dentro das Reservas Indígenas, pois serão, como sempre, o último baluarte e argumento quando toda a Diplomacia falhar, no interesse de nosso País, agindo, como se espera que hajam, com a autoridade moral que sempre tiveram em defesa da Pátria.

E ainda zelem pelas nossas Leis, com base no Art. 142º do Código Penal Militar, agindo Legalmente contra indivíduos ou organizações que atentem contra nossa integridade e soberania:

Art. 142º - Tentar

I - submeter o território nacional, ou parte dele, à soberania de país estrangeiro;

II - desmembrar, por meio de movimento armado ou tumultos planejados, o território nacional, desde que o fato atente contra a segurança externa do Brasil ou a sua soberania;

III - internacionalizar, por qualquer meio, região ou parte do território nacional:

Pena - reclusão, de quinze a trinta anos, para os cabeças; de dez a vinte anos, para os demais agentes

4 - Às Associações de Classe, Empresariais e de Trabalhadores Brasileiros; às Instituições Universitárias, Acadêmicas e Estudantis; e a todo o Povo Brasileiro, que reflitam sobre a Nação que iremos legar aos nossos filhos e netos, e não se omitam, unam-se e participem dessa luta, que é de todos e por todos nós.

Sorocaba, SP, 30 de setembro de 2008.

Conselho Maçônico de Sorocaba e Votorantim
José Marcos de Souza Barros
Presidente

DECLARAÇÕES

"Se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar suas dívidas externas, que vendam suas riquezas,
seus territórios e suas fábricas"
(Margareth Tatcher, 1983, então Primeira-Ministra da Inglaterra).

"Só a internacionalização pode salvar a Amazônia"
(Grupo dos Cem, 1989, Cidade do México).

"A destruição da Amazônia seria a destruição do Mundo"
(Parlamento Italiano, 1989).

"Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós"
(Al Gore, 1989, então Vice-Presidente dos Estados Unidos).

"O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia"
(François Mitterrand, 1989, então Presidente da França).

"A Amazônia deve ser intocável, pois constitui-se no banco de reservas florestais da Humanidade"
(Congresso de Ecologistas Alemães, 1990).

"O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes"
(Mikhail Gorbachev, 1992, ex-Presidente da extinta União Soviética).

"As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum de todos no mundo. As campanhas ecologistas internacionais que visam à limitação das soberanias nacionais sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandística para dar início a uma fase operativa, que pode, definitivamente, ensejar intervenções militares diretas sobre a região"
(John Major, 1992, então Primeiro Ministro da Inglaterra).


"A Amazônia é um patrimônio da humanidade. A posse dessa imensa área pelos países mencionados (Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador) é meramente circunstancial"
(Conselho Mundial de Igrejas Cristãs, reunidas em Genebra, 1992).

"É nosso dever garantir a preservação do território da Amazônia e de seus habitantes aborígenes para o desfrute pelas grandes civilizações européias, cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico"
(Conselho Mundial de Igrejas Cristãs, reunidas em Genebra, 1992).

"Os países industrializados não poderão viver da maneira como existiram até hoje se não tiverem à sua disposição os recursos naturais não renováveis do planeta. Terão que montar um sistema de pressões e constrangimentos garantidores da consecução de seus intentos"
(Henry Kissinger, 1994, ex-Secretário de Estado americano).

"A liderança dos Estados Unidos exige que apoiemos a diplomacia com a ameaça da força"
(Warren Christopher, 1995, então Secretário de Defesa dos Estados Unidos).

"Se o Brasil quiser fazer um uso da Amazônia que ponha em risco o meio ambiente dos Estados Unidos, precisamos interromper esse processo imediatamente"
(General U. S. Army, P. Hugges, em 1998, então Diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos - DIA).

"Se definirmos as florestas tropicais como bem público, diante do papel fenomenal que elas têm, então se impõe um certo número de regras de gestão coletiva delas"
(Pascal Lamy, em 2005, então Comissário do Comércio da União Européia, e hoje Diretor-Geral da Organização Mundial do Comércio - OMC).

"A Amazônia é um recurso global"
(Barack Obama, candidato do Partido Democrata ao cargo de Presidente dos EUA, em 2008).


"A MAÇONARIA é UNIVERSAL - SEM FRONTEIRAS, em qualquer ORIENTE, de qualquer RITO, de qualquer POTÊNCIA, somos todos IRMÃOS".



Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais".



Como ser popular no Brasil moderno – Augusto Nunes


Lula surfando na marolinha – Carlos Alberto Cordella



Thursday, November 13, 2008

Deus ex machina








































Nota: "N W O" (New World Order ou The Illuminati)


O império do segredo
por Olavo de Carvalho

Desde que os eleitores americanos aceitaram confiar num candidato presidencial do qual não sabiam praticamente nada e que escondia deles sua certidão de nascimento, seu histórico escolar, sua lista de contribuintes e qualquer outro documento que comprovasse sua biografia oficial de campanha, ficou claro que a noção tradicional de "transparência" em política tinha sofrido um golpe mortal, do qual talvez não se recuperaria nunca mais.

O ritual funerário veio bem depressa: o Federal Reserve, que no início da crise financeira prometera tratar do assunto do modo mais "transparente" possível, agora recusa-se a divulgar os nomes dos recebedores de mais de US$ 2 trilhões em "empréstimos de emergência". O motivo não é difícil de imaginar: causas diretas da encrenca, esses empréstimos foram arrancados dos bancos à força, pela pressão das ONGs esquerdistas, como por exemplo a Acorn, que deu emprego a Obama, financiou sua candidatura e ainda distribuiu alguns milhões de títulos de eleitor falsos para garantir o investimento. É impossível remexer essa sujeira sem fazê-la respingar na imagem do presidente eleito. Bondosamente, o Federal Reserve poupa dessa cruel decepção os fãs de Obama, e o faz mediante o expediente obâmico usual: sumir com as informações. O pressuposto mais básico da democracia americana – o acesso público aos dados relevantes – está morto e sepultado.

Para todos os bocós que votam às tontas, guiados tão somente pelo show business, isso não fará a menor diferença. Nem perceberão a mudança. Cada vez que puderem dissolver-se de novo na massa, gritando "Obama! Obama", acreditarão estar exercendo a democracia. Para os eleitores conscientes, é a extinção de tudo o que entendem como "cidadania", "direitos civis", "império da lei", etc. Doravante o povo está separado do seu governante por um abismo de silêncio, preenchido tão-somente pela obrigação de acreditar sem questionar. Ao transformar Obama num deus, a propaganda conferiu o privilégio da invisibilidade ao personagem real oculto sob a máscara. Eleita a criatura, o privilégio foi estendido a toda a administração federal, deixando à mostra apenas os símbolos convencionais da democracia, para consumo da massa crédula.

No mesmo dia – parece brincadeira – a lista de promessas de campanha do presidente eleito desapareceu do site de transição, www.change.gov. Logo desaparecerá também da memória popular, e Obama estará apto a "distribuir riqueza" (sic) com a mesma generosidade com que, uma vez milionário, abandonou seus parentes em favelas – inclusive aquela tia que, segundo ele se gaba nas suas memórias, o ensinou a ser o provedor responsável da família – e com o mesmo senso de dever com que deixou milhares de funcionários de campanha, perplexos, esperando até agora o salário prometido.

Tenham paciência, irmãos. Com a experiência, pouco a pouco vocês irão conhecendo o verdadeiro Obama. Mas, por enquanto, não perguntem nada. O presidente eleito já tem livre acesso a todos os mais altos segredos de Estado da nação americana, mas a realidade da sua vida permanece um segredo inviolável. Pretender investigá-la é crime de racismo. Aguardem para breve a Fairness Doctrine, velho sonho democrata já em avançado estado de implementação, que acabará com as perguntas incômodas nas estações de rádio, e o advento da "Força Civil de Segurança Nacional", militância armada, do tamanho do Exército, a qual, nada tendo de sério a fazer na esfera policial, só servirá para perseguir "fundamentalistas" (não islâmicos, é claro), "homofóbicos", "extremistas de direita" e outros tipos abomináveis.

Se essa elitização sem precedentes vem em nome da igualdade, é algo que pode parecer uma ironia cruel, mas nada tem de inusitado. Ao longo da História, cada vez que um governante quis elevar seu coeficiente de poder, fez isso estrangulando, com a ajuda da massa idiotizada, as hierarquias intermediárias. Ivan o Terrível e Luís XIV deram a fórmula, que ainda funciona.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias.
E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no "Jornal do Brasil" (Opinião).
Quinta-feira, 13 de novembro de 2008, 02h00.



Eles só queriam trocar de ditadura – Augusto Nunes



Wednesday, August 27, 2008

A hora é agora Coronel! Já sabemos do resultado, para que esperar mais?
Aprestados! Ordene a Área de Concentração. SELVA!!!





















Contra a demarcação: Coronel vê risco de surgir "nação étnica" na fronteira
entrevista para a o jornal "Folha de S.Paulo", em Brasília

Gélio Fregapani, 72, diz conhecer como poucos o Estado de Roraima, onde pisou pela primeira vez no início dos anos 1960. Coronel reformado do Exército, foi um dos fundadores do Cigs (Centro de Instrução de Guerra na Selva), trabalhou por dez anos na Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Diz que o Exército é "fervorosamente contra" a demarcação contínua da reserva.

Apontado pela PF como um dos responsáveis por municiar os arrozeiros que atacaram índios, disse que, se isso tivesse ocorrido, a PF não estaria mais na região. "Esse pessoal não pode competir comigo".


FOLHA - Por que a Raposa/Serra do Sol deve ser demarcada em ilhas?

FREGAPANI - A demarcação contínua de uma grande área indígena, com diferentes etnias e culturas, provoca a criação de algo parecido com o Curdistão, uma nova nação étnica separada dos países. Se for em ilhas, não tem problema nenhum.

FOLHA - Há pressão internacional para formar uma nova nação?

FREGAPANI - Sim. Essa história de índios nômades é falácia. Claro que existe possibilidade de migrações, mas os índios não são nômades. Não é necessária uma área do tamanho de Portugal para isso tudo. Na fronteira é o perigo.

FOLHA - O sr. defende que os índios não levem em conta sua cultura e se considerem apenas brasileiros?

FREGAPANI - Sim. Se nós (fizermos isso), damos (permissão) à criação de nações dentro do Brasil, estamos contribuindo para desagregar o país. Os EUA desejam isso, a Inglaterra, a Alemanha. Porque querem aquelas jazidas que têm lá e querem lidar com um governo mais dócil, não com o governo brasileiro. Se o Brasil ganhar a Raposa, haverá condições de contestarmos outras (terras).

FOLHA - O governo diz que pode entrar a qualquer tempo nas terras.

FREGAPANI - O governo está dividido. Há uma parcela de traidores no governo. Além do mais, o Exército é fervorosamente contra essa reserva, a ponto de poder haver motins se a demarcação for contínua.

FOLHA - Quem são os traidores?

FREGAPANI - Não vou citar. Há um esforço para dividir o Brasil. Chega um momento em que nem o Exército consegue entrar. Nenhuma fronteira é sagrada. Só ficam razoavelmente definidas quando habitadas. Fala-se da floresta, mas é para desviar o assunto. Querem é a serra que separa o Brasil da Venezuela e das Guianas, por causa do potencial mineral.

FOLHA - Os índios não têm direito?

FREGAPANI - Eles têm toda a terra de que precisam. Aquilo é grande. É terra demais e os índios não estão ligados a isso. Isso é coisa de estrangeiro.

FOLHA - A PF o acusa de ajudar os arrozeiros com táticas de guerrilha.

FREGAPANI - Se tivesse ensinado táticas de guerrilha não tinha um policial federal lá. E quem afirmou isso estaria morto. Esse pessoal não pode competir comigo. Agora, quando a região se declarar independente, aí sim vou fazer guerrilhas.


Publicado na "Folha Online".
Quarta-feira, 27 de agosto de 2008, 08h15.



A Hora da Decisão – Cel Av Luís Mauro Ferreira Gomes



Podemos "chiar" à vontade.
Ele continua rindo e "avançando", "avançando" e rindo, inexoravelmente.








































ATENÇÃO: NÃO PERCA! Entrevista do Cel Ustra e do Gen Azevedo ao programa "E aí?" da Rede Gênesis de TV.




A Hora da Decisão
por Luís Mauro Ferreira Gomes

Mais uma vez, vive o Brasil um momento decisivo em sua História.

Sempre que a nacionalidade se viu ameaçada, fosse por quem fosse, não faltou quem, independentemente de quaisquer considerações, enfrentasse e batesse o inimigo, para devolver ao País a segurança indispensável ao desenvolvimento, e à paz e à harmonia dos que aqui vivem e trabalham honestamente.

Assim agia o Imperador, assim agiam os Militares, entre os quais, destacamos o Duque de Caxias, herói máximo que dedicou toda a vida a defender a nossa integridade territorial, que, hoje, um bando de terroristas apátridas, a serviço de ideologias e interesses espúrios, resolveu demolir.

Herói que o Presidente da República, com a falta de compostura e de decoro de sempre, mas fingindo uma ignorância maior do que a que lhe é peculiar, fez questão de desconhecer, em comício recente, mesquinho e desagregador.

No mesmo ato sectário e maniqueísta, o presidente, eterno candidato, cometeu, ainda, a apologia do seqüestro, do assalto, do assassinato e do terrorismo, e esbanjou dinheiro público para financiar meia dúzia de estudantes subversivos.

Desta vez, a responsabilidade por colocar esta grande Nação a salvo recai sobre os Ministros da Suprema Corte e, como sempre, sobre as nossas Forças Armadas.

No dia 27 próximo, o STF decidirá sobre a inconstitucionalidade da demarcação contínua das terras indígenas.

Na tentativa de garantir o sucesso de sua política indigenista deletéria e criminosa, o governo federal não tem poupado, nestes últimos dias, ataques preventivos a essas duas Instituições, não hesitando em, mais uma vez, afrontar a Constituição para constranger o Presidente do Supremo com uma cilada cuidadosamente preparada, numa interferência absolutamente indevida e intolerável em outro Poder da República, sepultando o que ainda restava da farsa de Estado de Direito em que vivemos.

A tentativa não deu, de todo, certo, e o governo, com a covardia característica de seus militantes, temendo o agravamento da crise, teve de retroceder e admitir os abusos da Polícia Federal – não por desistência, mas, apenas, para ganhar tempo.

Antevendo o sério risco de derrota no STF, os marqueteiros devem ter orientado os jornalistas a soldo da traição, que já começaram a insinuar, quase como uma proposição, que "o Supremo poderia adotar uma solução intermediária que conciliasse todos os interesses envolvidos". Nova tentativa de dar os anéis para salvar os dedos.

Infelizmente, tal solução não existe. O governo é mal-intencionado e não desistirá dos seus propósitos e dos compromissos secretos já assumidos internacionalmente.

Se perdermos este momento histórico, enquanto ainda é possível por fim, definitivamente, a todas as mazelas que nos são impostas – uma das quais a demarcação das terras indígenas – eles se fortalecerão e logo voltarão aos objetivos clandestinos tradicionais, levando, inevitavelmente, a grande derramamento de sangue em confronto com a sociedade, que tem dado claras mostras de que não está mais disposta a tolerar as arbitrariedades de governos ditatoriais e populistas.

Não há, portanto, solução sem que se fulmine, como inconstitucional, a demarcação contínua das terras indígenas. Reservas, quando imprescindíveis, não deverão passar de pequenas ilhas indispensáveis à vida dos índios ainda não aculturados, sempre cercadas de Brasil por todos os lados, e bem longe das nossas fronteiras.
É primordial que os brasileiros lúcidos e ainda livres, que tenham acesso aos Ministros do STF, lhes digam que eles terão todo o apoio da sociedade brasileira para enfrentar as prováveis investidas retaliativas do Governo e dos que lhe são coniventes.

Isso ficou claro depois das denúncias do General Heleno, quando, praticamente, a unanimidade dos intelectuais, dos formadores de opinião, dos jornalistas, dos políticos, dos empresários, do povo, e, também, dos militares expressou-se contra a posição do governo, condenando-o a um isolamento absoluto.

Somente se disseram favoráveis o ministro da justiça, o presidente da FUNAI, o advogado da geral da União, e o próprio presidente da República, todos, partes integrantes do problema. Nem a "base aliada" ousou manifestar-se.

O que vimos, então? Mais uma vez, a covardia entrou em cena e, em um esforço infantil de dissimulação, essas mesmas autoridades passaram, a falar em soberania nacional (palavras cujo significado não conhecem), em controle das ONG (só agora descobertas) e, em aumentar a presença das Forças Armadas na Amazônia (com a ajuda de dois analfabetos em Defesa Nacional, os ministros Nelson Jobim e Mangabeira Unger).

Tudo falso, enganador, hipócrita, para esconder as verdadeiras intenções.

Mas vislumbramos dias melhores para o Brasil, cujos cidadãos nunca lhe faltaram. Sempre que algum falhou, logo apareceu outro para fazer o que deveria ser feito.

Neste grave momento, depositamos as nossas esperanças no Supremo Tribunal Federal, que saberá ficar com os brasileiros de bem, neutralizando as manobras dos aproveitadores, cujo apetite insaciável terminaria por nos levar ao esgotamento, caso não fosse detido.

Todos os dias vemos no que dá ser conciliador com quem não quer concerto. Foram eles que se posicionaram em termos de "nós ou eles".

Assim, o mal precisa se cortado pela raiz.

Não é possível conviver com que nos quer destruir.


Luís Mauro Ferreira Gomes é Coronel Aviador da Força Aérea Brasileira.








Publicado no site "Ternuma - Terrorismo Nunca Mais".
Segunda-feira, 25 de agosto de 2008.



A falácia do quadro de medalhas - Marcos Tavares Martins (O Globo)

EM MARCHA SOLDADOS DO BRASIL! (HOMENAGEM AO DIA DO SOLDADO)



Podem "chiar" à vontade! Ele continua rindo e "avançando", "avançando" e rindo, inexoravelmente.

Friday, May 09, 2008

Lealdade = Fidelidade aos compromissos assumidos.
Resta saber: Compromissos assumidos com "quem"?

































Lealdade e disciplina
por Luiz Eduardo Rocha Paiva

Hierarquia e disciplina são fundamentos das Forças Armadas em qualquer país. Sem esses princípios elas se transformam em instrumentos de opressão da sociedade, desintegram-se em segmentos controlados por caudilhos ou grupos de interesses diversos, lutando entre si pela tomada do poder. Perdem o caráter de instituições nacionais e sua razão de ser como "braço armado" para a defesa da nação.

As nossas Forças Armadas são instituições permanentes e se subordinam ao Estado, também perene, que difere de governo, que é temporário. A Constituição federal atribui-lhes a defesa da Pátria e a garantia dos Poderes constitucionais, da lei e da ordem. Situações extremas, que afetem a defesa da Pátria, a soberania e a integridade nacionais exigem posições firmes e destemidas de qualquer brasileiro, particularmente de chefes militares, cuja profissão lhes permite conhecer e avaliar cenários de evidentes ameaças. Nesses momentos pode ocorrer o dilema de ter de optar entre disciplina e lealdade, decisão difícil para um militar, como bem sabem os profissionais da carreira das armas.

O presidente da República - na condição de chefe de Estado - é o comandante supremo das Forças Armadas no Brasil. No regime presidencialista, o chefe de Estado é também chefe de governo, que tem obrigação moral e funcional de colocar aspirações e interesses nacionais acima de programas de governo e de partido, bem como de ambições eleitorais, principalmente quando uma decisão afete a defesa, a soberania e a integridade nacionais.

No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o da Defesa (MD) deveriam ter o mesmo peso político ao assessorarem o chefe de Estado em temas relacionados com defesa e segurança nacional, mas isso não ocorre desde o início da década de 1990. Há um desequilíbrio perigoso, com a balança pendendo para o MRE, o que evidencia falta de preparo e visão estratégica da liderança nacional, incapaz de perceber vulnerabilidades daí decorrentes. Como disse Henry Kissinger, "diplomacia sem o respaldo de um forte poder militar não passa de mero exercício de retórica".

A criação do MD, necessária para a integração das Forças Armadas, não teve tal propósito, mas sim o de afastar o militar do núcleo decisório do governo. Os ministros da Defesa são escolhidos por critérios políticos, não conhecem a cultura organizacional militar e não são estudiosos dos assuntos de defesa. Até hoje não existe o secretário-executivo do MD, que deveria ser um militar (pelos motivos supramencionados), o que não se concretiza por diversos motivos, inclusive por revanchismo. Como conseqüências desse quadro, os ministros não defendem com ênfase as posições propostas por seus assessores militares ou não têm argumentação para fazer valer suas idéias.

Aí se insere a questão da Amazônia. Desde 1991, quando foi criada a Terra Indígena (TI) Ianomâmi, as Forças Armadas vêm alertando os sucessivos governos sobre o perigo de conceder imensas TIs em faixas de fronteiras; de se deixarem substituir, junto aos indígenas, por ONGs estrangeiras apoiadas por governos alienígenas e defendendo a autodeterminação daquelas terras; de retardar a ocupação e integração da Amazônia; e de relegar a segundo plano o desenvolvimento da capacidade de dissuasão militar. Os governos não deram a menor importância aos alertas feitos através da cadeia de comando, sempre de maneira discreta.

Hoje chegamos a um momento de decisão. A ONU aprovou a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas em setembro de 2007, que prevê, simplesmente, a autodeterminação para as TIs, além de outros direitos que as tornam enclaves dentro do território nacional. Considerando as dezenas de TIs nas faixas de fronteiras e no interior, o que vai ser uma "terra dividida em ilhas" é o próprio País. A Declaração recebeu, lamentavelmente, o voto favorável do Brasil. Desnecessário dizer que EUA, Austrália e Canadá votaram contra.

O governo, inexplicavelmente, adotou uma posição que cria condições objetivas para a perda de soberania e integridade territorial. Qual o motivo? Incompetência para gerir o futuro do País num mundo onde se vive em permanente disputa de interesses? Barganha por algum interesse imediato de governo?

Existem três eventos que, coincidência ou não, mostram sucessivos governos criando TIs ou unidades de conservação em faixas de fronteiras quando tinham algum interesse em negociação internacional. Em 1991, sob ameaça de boicote da conferência ecológica Rio-92, foi criada a TI Ianomâmi. Em 2002, quando houve a Conferência Rio+10 na África do Sul, foi criado o Parque Nacional do Tumucumaque, onde existe uma TI. Em 2005, quando o Brasil pleiteava um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, foi definida a TI Raposa Serra do Sol em terras contínuas, e não em "ilhas".

Eis, portanto, estabelecido o dilema entre disciplina e lealdade. Trata-se de um aparente dilema, pois a lealdade à Pátria, à Nação e ao Estado é, em síntese, manifestação de disciplina em seu grau mais elevado, considerando a missão constitucional das Forças Armadas e o juramento do militar à Bandeira Nacional. Esta lealdade se mostra, inicialmente, pela coragem de alertar a sociedade, claramente, sobre a ameaça que se está concretizando, depois de esgotados os meios de sensibilizar a liderança nacional. Cabe à sociedade, por meio de seus representantes, exercer o poder que emana do povo numa democracia. Que demonstre maturidade, dignidade e amor à Pátria, pois é hora de evidenciar que não precisa ser tutelada e se interessa pelo futuro soberano do País num mundo onde o jogo do poder é uma realidade permanente.

As Forças Armadas devem continuar alertando a Nação para não serem responsabilizadas por se omitirem em momento tão delicado como o que vive o Brasil.


Luiz Eduardo Rocha Paiva é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Quarta-feira, 07 de maio de 2008.



NR. O artigo acima, do Gen Rocha Paiva, foi também reproduzido pelo excelente e combativo site "A Verdade Sufocada", onde um de seus inúmeros leitores escreveu o inteligente e reflexivo comentário abaixo exposto:

General Luiz Eduardo Rocha Paiva, Senhor...

Que quando se trata de SOBERANIA NACIONAL, dilui-se o "conflito" disciplina-lealdade.

Por outro lado, cito:

- Eis, portanto, estabelecido o dilema entre disciplina e lealdade. Trata-se de um aparente dilema, pois a lealdade à Pátria, à Nação e ao Estado é, em síntese, manifestação de disciplina em seu grau mais elevado, considerando a missão constitucional das Forças Armadas e o juramento do militar à Bandeira Nacional.

- Esta lealdade se mostra, inicialmente, pela coragem de alertar a sociedade, claramente, sobre a ameaça que se está concretizando, depois de esgotados os meios de sensibilizar a liderança nacional.

- Cabe à sociedade, por meio de seus representantes, exercer o poder que emana do povo numa democracia. Que demonstre maturidade, dignidade e amor à Pátria, pois é hora de evidenciar que não precisa ser tutelada e se interessa pelo futuro soberano do País num mundo onde o jogo do poder é uma realidade permanente.

- As Forças Armadas devem continuar alertando a Nação para não serem responsabilizadas por se omitirem em momento tão delicado como o que vive o Brasil (sic).

Pergunto: Meu General, eu entendí direito?

Os Cmtes. Militares, frente ao ataque à Cláusula Pétrea Constitucional de Direito de Propriedade vão somente "Alertar" a Sociedade?

Os Cmtes. Militares, frente ao ataque ao Direito de Defesa, perpetrado por invasão de propriedades legalmente constituidas, vão somente "Alertar" a Sociedade?

Os Cmtes. Militares, frente ao RISCO EMINENTE de ATAQUE À SOBERANIA NACIONAL vão somente "Alertar" a Sociedade?

Considero meu General, que não foi bem isto que V. Exa. quiz dizer.

Pergunto: Como mobilizar uma sociedade que se espráia por um país de dimensões continentáis como o Brasil, sem dispor de Meios de Comunicação? Como "Alertar" esta mesma sociedade, que não houve o alerta, por falta de meios de comunicação?

É largamente sabido, que a única voz que chega aos ouvidos da grande maioria dos brasileiros é a voz do Stablishment Comunista!

É largamente sabido, que todo o aparato de Mídia do país se encontra dominado por membros do Partido Príncipe.

É largamente sabido, que as escolas de ensino fundamental, são dirigidas e dispões somente de literatura fundamentalista comunista.

É largamente sabido que a propaganda comunista a mais de trinta (30) anos, vem martelando as mentes dos brasileiros.

É largamente sabido, que apesar deste domínio nefasto dos meios de comunicação (que diga-se de passagem nunca houve durante o Regime Militar) larga porcentagem da sociedade brasileira permanece CONSERVADORA, como inapelavelmente demonstrado pelo Referendun do Desarmamento que foi e continua sendo desrespeitado pelo STF, pelo Executivo e inclusive, com o apôio da FAs.

Sim, a sociedade brasileira, não "Compra" certas balelas, certa podridão comunista.

A Sociedade Brasileira, expressa pelo mais rico cidadão, pelo mais pobre cidadão, pelos cidadãos intermediários, é MACIÇAMENTE CONSERVADORA Senhor General, isto para DESESPERO DOS COMUNISTAS, que apesar de mais de 30 anos de PROPAGANDA COMUNISTA, DESVIRTUAMENTO DA VERDADE, ENCOBRIMENTO DE SUAS AÇÕES NEFASTAS E TODA SORTE DE ATITUDES SUBVERSIVAS, não conseguem fazer os BRASILEIROS coniventes com o ESTATUTO DO DESARMAMENTO, não CONSEGUEM FAZER O BRASILEIRO CONIVENTE COM A POLÍTICA ASSASSINA DO ABORTO, NÃO CONSEGUEM FAZER O BRASILEIRO GOSTAR DO MST.

Frente ao exposto meu General, não cabe afirmar que as FAs. nas pessoas de seus Cmtes., cumprem seu DEVER CONSTITUCIONAL apenas por "Alertar" a população brasileira de que há um problema.

A POPULAÇÃO BRASILEIRA SABE QUE HÁ UM PROBLEMA.

A POPULAÇÃO BRASILEIRA, APENAS CARECE DE CONHECIMENTO EFETIVO SOBRE QUEM ESTA CAUSANDO O PROBLEMA Senhor.

A POPULAÇÃO BRASILEIRA CARECE DO ELEMENTO CATALIZADOR.

SANGUE BRASILEIRO meu General, já foi derramado. Na Raposa Serra do Sol, um CONFLITO ARMADO foi estabelecido pela instigação de entidades de cunho comunista.

SANGUE BRASILEIRO meu General, tem sido derramado nesta mesma fronteira, pela ação da Liga dos Camponeses Pobres, SOBRE AS QUAIS NÃO VEJO NEM A RESERVA NEM A ATIVA DAS FAs. SE MANIFESTAREM (Ou será que o EB desconhece a existência da LCP)?

SANGUE BRASILEIRO meu General, tem sido derramado impunemente nas ações nefastas desta gente que se intitula Sem Terra, verdadeiro GRUPAMENTO GUERRILHEIRO a serviço do Partido Príncipe.

O presidente da República Federativa do Brasil, seus ministros e autoridades do stablishment, incluidas aí as do JUDICIÁRIO, com raras e honrosas excessões, são financiadores diretos ou coniventes, ou ainda avalistas do o ataque às instituições, maiormente à Carta Magna, quanto mais ao direito dela inferente.

Minhas perguntas continuam postas meu General:

Os Srs. Cmtes. vão continuar "Cumprindo com os seus Deveres Constitucionáis"???

Instaurada a bagunça, a perversão da Ordem???

Alerta meu General?

Alerta a Sociedade meu General?

Ora SENHOR, já passou a muito a hora do Alerta SENHOR!

Subscreve - Um braslileiro pagador de impostos, cidadão graduado, pái de sete (7) braslileiros, desesperado com o estado de coisas da Nação Brasileira.

Mayr Sampaio Fortuna Neto (Brasília-DF)






Pequenas bobagens traçam nosso destino – Arnaldo Jabor

Friday, April 11, 2008

Reserva Indígena "Raposa – Serra do Sol": Reinaldo Azevedo
transforma em pó todos e quaisquer argumentos "ad populum".


































Raposa/Serra do Sol - Aos ministros do Supremo
por Reinaldo Azevedo

Atenção para estes números.

A reserva de Raposa/Serra do Sol tem, aproximadamente, 90 mil Km². É quase do tamanho de Santa Catarina, com 95.346,181 Km², ou de um país como Portugal, com 92.391 Km². Pois bem: no estado do Sul do Brasil, há perto de 6 milhões de habitantes. Na Terrinha, os irmãos somam 11 milhões. Na Raposa/Serra do Sol, os companheiros índios são, no máximo, 15 mil. Serão os maiores propietários do planeta.

"Oh, lá vai Reinaldo misturando tudo... E desde quando se comparam índios com uma população não-índia, que tem outra cultura, outros hábitos, sei lá o quê?..." Aqueles índios que lá estão já não vivem isolados há muito tempo. Ao contrário: dependem das ações do estado brasileiro para sobreviver. Dependem também da atividade econômica que instalada ali. Se ela for eliminada, jamais recuperarão os hábitos originais, que só existem na cabeça de alguns antropólogos da Funai.

Um pedaço do território brasileiro estará sendo entregue à selvageria, sim — mas não aos bons selvagens idealizados pelo onguismo do miolo mole ou falsificados pelo onguismo picareta, a serviço sabe-se lá de quem. A economia paralela vai-se instalar na região, já que o estado brasileiro não dispõe de recursos e de homens para garantir que, afinal, aquilo tudo será preservado como um verdadeiro paraíso indígena.

Cadê os índios? Cadê aquela gente? O que eles querem? Quais são os seus anseios? Os que vão expulsar os "não-índios" de lá pretendem viver de quê?

Estabelecer a área contínua para a reserva Raposa/Serra do Sol corresponde, na prática, a abrir mão da soberania sobre um pedaço do território brasileiro. Os rizicultores serão expulsos de lá. E as ONGs? Também vão? Deixarão de usar o então ex-território brasileiro, entregue às ditas “nações indígenas”, para produzir a sua droga ideológica?

Espero que os ministros do Supremo não se deixem patrulhar por essa gente sem rosto, cujos caciques estão muito longe do Brasil. Não estou exercitando nenhuma teoria conspiratória. Alguém realmente acredita que os minérios enterrados na Raposa/Serra do Sol lá permanecerão para sempre, intocados? Só se o Brasil, assombrando a lógica, afrontar os últimos, sei lá, seis mil anos de história da civilização.

Senhores ministros do STF, aquela região do Brasil, reitero, precisa de mais OG — Organização Governamental — e de menos ONGs. Se o governo prevarica, que a Justiça do estado brasileiro faça, enfim, Justiça.

Fazendo conta

Atenção, senhores ministros, a questão não resiste a uma regra de três. Estima-se que, em 1500, houvesse, no Brasil, 6 milhões de índios. Vamos supor que se espalhassem de maneira uniforme por todo o território brasileiro — o que não é verdade, mas vá lá. Se 15 mil índios merecem 90 mil km², que área teria sido necessária para abrigar os seis milhões? Respondo: 36 milhões de Km². Que pena! O Brasil conta com apenas 8,5 milhões de Km². Ou se quiserem: há, hoje, no país, 410 mil índios. No padrão da reserva Raposa/Serra do Sol, deveriam ter sob seu domínio 2.460.000 Km² — ou pouco menos de um terço do Brasil.

"Ah, mais um absurdo! O Reinaldo despreza as características de cada tribo". É mesmo? Os índios de Raposa/Serra do Sol são nômades? Cada indivíduo circula solitário como o leopardo na savana, precisando de uma vasta extensão de terra onde possa exercitar a sua solidão, ao abrigo de outros de sua espécie, só aceitando o gregarismo na hora de reproduzir a espécie? Mentira! Mistificação! Papo furado!

Já está claro. Não são nômades e querem vacina, antena parabólica, trabalho e trator. E têm o direito de sonhar com isso.

Façam as contas, senhores ministros. Ou contestem as contas. E tenham a coragem de resistir a uma empulhação dos caciques sem rosto.


Reinaldo Azevedo é formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e em Jornalismo pela Universidade Metodista, foi professor de literatura e redação dos colégios Quarup, Singular e do curso Anglo, foi também redator-chefe das revistas República e Bravo!, diretor de redação da revista Primeira Leitura, além de coordenador de política da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo. Escreve freqüentemente sobre política nos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo". Reinaldo atualmente é articulista da revista "VEJA" e escreve o blog político mais influente da rede, "Blog Reinaldo Azevedo". Polêmico, irônico, ferino, Reinaldo Azevedo é autor dos livros "Contra o Consenso: Ensaios e Resenhas", pela Editora Barracuda, do best seller "O país dos Petralhas" e por último "Máximas de um País Mínimo", ambos da Editora Record.





Publicado no "Blog Reinaldo Azevedo".
Sexta-feira, 11 de abril de 2008, 06h13.


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¤ Contra o falso óbvio 1 - É Raposa/Serra do Sol, mas pode chamar de Anta do Obscurantismo

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¤ O bolivarianismo de Lula: como o PT pretende fazer da Rede Globo a sua RCTV

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¤ Universitário custa DEZ vezes mais do que aluno da escola fundamental em média. Aonde isso nos leva?

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¤ A ministra Matilde Ribeiro tem de ser demitida e processada. Agora o rinoceronte arrombou a porta.

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¤ Foi um vexame: a "Síndrome Motorista de Táxi" derrubou Lula



Wednesday, April 09, 2008

RAPOSA - SERRA DO SOL: A PONTA DO ICEBERG.









































PERFEITO
Click AQUI e veja o que disse o excelente jornalista Alexandre Garcia da Rede Globo no Bom dia Brasil, em um lúcido e corajoso comentário a respeito do assunto "Raposa – Serra do Sol".


Contra o falso óbvio 1 - É Raposa/Serra do Sol, mas pode chamar de Anta do Obscurantismo
por Reinaldo Azevedo

Meu primeiro livro, vocês sabem, chama-se Contra O Consenso. Não é gosto por andar na contramão. É necessidade. Mal falo de política lá. O segundo, O País dos Petralhas, será publicado em meados de junho pela Editora Record. Aí, como fica claro já no título, trato das nossas mazelas. E de nossas esperanças. E não sem caminhar, com alguma freqüência, contra alguns absurdos vendidos como coisas óbvias. Querem um exemplo?

A demarcação da chamada reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, data de 1998, por sugestão do então ministro da Justiça, Nelson Jobim. A proposta previa terras descontínuas, que poderiam abrigar as diferentes comunidades índígenas da região sem expulsar os agricultores ali estabelecidos há décadas. Lula transformou a reserva em terras contínuas: 1.678.800 hectares para 15 mil índios. O STF pôs fim a todas as contestações judiciais, e estava formado o imbróglio.

Os produtores de arroz da região, com a ajuda dos índios contrários à expulsão dos não-índios, prometem resistir. Agentes da Polícia Federal que se preparam para fazer a desocupação, falavam ontem até em técnicas de guerrilha. É evidente que não endosso esse tipo de resistência. O estado tem de fazer valer a lei. Mas pergunto: por que só ali? Por que este governo protege tanto a área definida como indígena — afinal, convenham, qual não é? — e dá de ombros, de forma reiterada, às propriedades rurais constantemente ameaçadas pelo MST?

"O que tem uma coisa a ver a com a outra?", perguntar-se-ão alguns. Tudo! Essa dedicação oficial para tirar no braço, com confronto armado, se necessário, os rizicultores da reserva Raposa/Serra do Sol é fruto do militantismo reparador: afinal, é uma das causas dos "oprimidos de manual". Os trabalhadores que ali estão e que perderão seus empregos também não são brasileiros? Data de quando a agricultura na área? É mesmo o conjunto dos índios que quer a saída ou só aqueles já devidamente instruídos por ONGs e outras entidades que sonham com comunidades indígenas vivendo em completo isolamento — o que, ali, de resto, é impossível? Estamos falando de índios já aculturados, que convivem há muito tempo com a nossa, vá lá, civilização.

A desocupação acabará acontecendo. E o jornalismo, que já não se interessava pelo assunto, não voltará lá nunca mais. Os índios já não vivem da caça, da pesca e da agricultura primitiva. Extinga-se a atividade econômica rentável da região, e o que fatalmente acontecerá? Mais pobreza. A agricultura que hoje é legalizada passará a ser ilegal. Os índios darão um jeito de sobreviver, então, com atividades ilegais, como venda de madeira e garimpo.

E o que fará a Polícia Federal, que agora está lá se preparando para o confronto? Ora, o que tem feito em outras áreas indígenas infiltradas pela economia clandestina: nada! Mas estará de bem com as ONGs, que passarão a ter o real domínio da região. Não! Não se trata de nenhuma paranóia ou de alguma exótica tese conspiratória. Elas já estão lá. O Brasil deve ser o único país do mundo que retira na porrada os próprios brasileiros de suas fronteiras. Os outros costumam colonizá-las.

Alguns antropólogos da Funai que justificam até infanticídio em nome da diversidade cultural devem estar contentes.


Reinaldo Azevedo é formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e em Jornalismo pela Universidade Metodista, foi professor de literatura e redação dos colégios Quarup, Singular e do curso Anglo, foi também redator-chefe das revistas República e Bravo!, diretor de redação da revista Primeira Leitura, além de coordenador de política da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo. Escreve freqüentemente sobre política nos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo". Reinaldo atualmente é articulista da revista "VEJA" e escreve o blog político mais influente da rede, "Blog Reinaldo Azevedo". Polêmico, irônico, ferino, Reinaldo Azevedo é autor dos livros "Contra o Consenso: Ensaios e Resenhas", pela Editora Barracuda, do best seller "O país dos Petralhas" e por último "Máximas de um País Mínimo", ambos da Editora Record.





Publicado no "Blog Reinaldo Azevedo".
Quarta-feira, 09 de abril de 2008, 06h21.


DEFININDO AS NOVAS DIVISAS TERRITORIAIS DO BRASIL
OU A ROTA DOS SUKHOIS?



































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Sunday, March 30, 2008

"Vai, vai, vai começar a ..."







































MENSAGEM DO PRESIDENTE

FORÇAS ARMADAS

O INEXPUGNÁVEL BALUARTE


O projeto alienígena de "balcanização" da Amazônia brasileira faz algum tempo encontra-se em plena marcha, ante a venal omissão e, talvez, conivência de órgãos governamentais dos mais elevados escalões, em particular, do Ministério do Meio Ambiente.

Desde a criação inconstitucional da "Reserva Ianomâmi", de alcance binacional e de absurdas dimensões, o Brasil continua cedendo às mais leves pressões internacionais para o estabelecimento de novos "santuários" indígenas em seu espaço amazônico, como o recente caso da região Raposa Serra do Sol.

Legislação originada do Executivo, surpreendendo a opinião pública nacional, permite a concessão de imensas glebas de terras a estrangeiros, para exploração indiscriminada, por longos períodos, que atingem os limites de meio século.

Sem qualquer oposição do Governo, especialistas de outros países infiltram-se nessas reservas, impõem-lhes seus idiomas e costumes, proíbem a entrada de brasileiros e despertam-lhes sentimentos separatistas, induzindo-as à criação de nações próprias.

Paradoxalmente, dá-se extraordinária ênfase ao combate dos desmatamentos e ao trânsito de nacionais nessas reservas, porém não se vê qualquer medida efetiva para expulsar dessas áreas aos milhares de estrangeiros clandestinos que por ali se estabeleceram.

Assim, a técnica do "retalhamento" e do sistemático bloqueio do desenvolvimento do imenso e rico território afigura-se como aspectos principais da estratégia dessa intenção.

Em âmbito nacional, continuam atuando, livremente, grupos paramilitares, provavelmente financiados com dinheiro público, os quais se utilizam de técnicas terroristas para atentar, violentamente, contra o direito de propriedade, sem que se veja das autoridades constituídas uma adequada vontade política para estancar, de vez, esses perigosos movimentos, antes que seja tarde demais.

Por outro lado, programas de mídia financiados por capital externo, com objetivos dúbios, "martelam", diuturnamente, a opinião pública com dados meteorológicos distorcidos e exageradas previsões de desastres ecológicos iminentes, praticando verdadeiro terrorismo ambientalista.

É preciso denunciar, denunciar e denunciar, quantas vezes forem necessárias, que o objetivo verdadeiro dessa pantomima do teórico e ridículo "aquecimento global" não é outro senão o de frear o desenvolvimento dos países emergentes, dentre outros, a China, a Índia e, no caso do Brasil, o de impedir a ocupação e o desenvolvimento racional da Amazônia.

Tudo isso tem acontecido sob os olhos permissivos das autoridades dirigentes do País, que sucumbem, docilmente, às pressões políticas dos países centrais, bem como, vergonhosamente, submetem-se, impassíveis, às atrevidas bravatas de "chefetes" regionais.

Esse comportamento governamental revela uma personalidade frágil e amedrontada diante de qualquer tipo de oposição, com a preocupação única de manter-se no poder, a qualquer custo - internamente, pelo humilhante suborno das bolsas-voto - e, no campo externo, pela absoluta inação, frente aos claros objetivos de internacionalização de parcelas do nosso território.

Dentro desse quadro, o Brasil fica à deriva, ante a ausência total de lideranças que o protejam dessas ameaças antinacionais que proliferam livremente.

É fundamental, pois, que a sociedade válida identifique a gravidade dessa situação e se disponha a agir, emergencialmente, para exigir do Governo constituído, que impeça a continuação dessas absurdas investidas que países, ONGs, entidades internacionais e a mídia mercenária têm praticado contra os legítimos interesses da Pátria brasileira, sob pena de incursão em crime de responsabilidade.

Felizmente, porém, as Forças Armadas representam, talvez, a última esperança de garantia de uma resistência inflexível contra todo esse contexto adverso. Por isso, já há algum tempo, têm sido alvo de planejada desatenção do Estado, visando ao seu enfraquecimento gradativo.

A principal atuação desse processo é sobre o moral da tropa que procura atingir, negando-lhe a atualização de equipamentos e congelando seus humilhantes salários, gritantemente desproporcionais às suas responsabilidades.

Porém, aqueles que assim agem enganam-se, se pensam que vão enfraquecer as convicções da sociedade castrense, ou que essa poderá deixar-se inibir por uma democracia ilegítima, construída sob o respaldo de uma maioria de eleitores corrompidos por degradantes esmolas pessoais.

Enganam-se, sim, porque as Forças Armadas sempre estarão prontas para ir às últimas conseqüências, a fim de preservar a segurança da Pátria e a integridade de seu Território.

Portanto, que o Governo não se omita e exerça sua responsabilidade constitucional de defender os legítimos interesses do País. Se não o fizer, haverá quem o faça, o que já poderá ter começado...

Sempre foi assim e continuará sendo, na História deste País.

Ten-Brig Ivan Frota
Presidente do Clube de Aeronáutica










Thursday, February 07, 2008

Está com um "troço" atravessado na garganta?
Vomita esse "troço", uai!










































A política-chanchada
por Ipojuca Pontes

"Quanto mais esperto o político, em mais coisas ele acredita – e menos acredita em qualquer delas"
H. L. Mencken

A atividade política na América Latina, ao contrário do que se praticava na antiguidade clássica, tornou-se uma espécie de chanchada grotesca. Os gregos pretendiam que a política se consolidava na cidade-estado como a arte de bem governar - uma ciência voltada para orientar com a soberania dos cidadãos livres os negócios públicos. Entre nós, latino-americanos, principalmente no Brasil atual, a política assumiu contornos de uma comédia barata, mas extremamente rendosa, onde predominam os ingredientes típicos do gênero debochado: o caráter histriônico dos protagonistas, as eternas trapaças costurando o enredo e, na forma, a mecânica vulgar da ação contínua sustentando a narrativa chula.

Os personagens principais da trama não comportam nuanças e, com efeito, são caricatos: há o líder sindical de origem humilde e de baixa instrução, sempre falante, empenhado em encarnar tout court o papel do Pai dos Pobres, via hipertrofia do Estado; há o coronel truculento, com ares de vilão insurgente, disposto a impor o “socialismo boliavariano” na base do palavrão e da porrada; há o índio de queixo duro que estima lutar pela igualdade da tribo injustiçada se apropriando da riqueza privada; há ainda a mocinha pouco ingênua, mas obediente, interposta no papel principal pela vontade do marido socialista e vesgo – todos, entre tantos espécimes do mesmo gênero, servidos sem exceção por um elenco de coadjuvantes engajados que entram e saem da cena de conformidade com o interesse dos protagonistas. São os sargentos Garcia da trama.

Na política-chanchada latino-americana não há tempo para reflexão ou maturação de idéias, salvo as que vêm empacotadas. A política como atividade superior do homem pouco importa. Negativa ou positiva, tanto faz. O negócio é deixar a população zonza com a saturação de propostas, projetos, planos, programas, prognósticos, obras, declarações bombásticas e promessas fabulosas – todos comprometidos com a “transformação social”. Trata-se, aqui, de agitar uma política de efeito rápido, impactante e imediato, capaz de obstruir o senso crítico do cidadão comum, debilitar o seu raciocínio, dificultar o uso da razão – em suma, envolvê-lo emocionalmente para camuflar os fins totalitários traçados pelos protagonistas da política-chanchada.

Na ordem prática das coisas, articulado o argumento popularizante, cabe roteirizar a fábula com a manha dos especialistas em propaganda e comunicação de massa. Embrenhada nas armações de um Duda Mendonça, a organização estabelecida no poder procura desde logo não apenas lograr, mas – o que é mais satânico - pautar o consciente e o inconsciente coletivo com a fabricação em cascata de factóides, juras e compromissos, para se consagrar a mística pública do Estado-intruso (pois, diz o slogan, “Este é um país de todos”). Neste espaço onde não cabe dúvidas de natureza ética, a ordem é sacar da cartola um coelho a cada minuto, pois a onda deve permanecer em movimento contínuo.

O que, convenhamos, não é coisa difícil, principalmente quando se conta com recursos, imaginação e muita cara-de-pau. Ali, por exemplo, para se desentravar uma economia de vôo curto, requenta-se um Programa de Aceleração do Crescimento, cujos recursos, considerados precários, mal são distribuídos, apesar do colossal volume da arrecadação. Mais adiante, para se conter a tempestade de violência que registra anualmente cerca de 50 mil homicídios dolosos (sem contar com milhões de furtos, roubos, crimes e lesões corporais que não são levados ao conhecimento da polícia), bola-se o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, Pronasci, que não protege ninguém, pois o seu objetivo real é ampliar a máquina estatal.

Convém lembrar ao leitor que uma das trapaças recorrentes do enredo da política-chanchada latino-americana é a incessante criação de leis, normas, portarias, dispositivos legais e reformas constitucionais. Há lei para tudo e para todos os gostos, nada fica de fora do escopo legislatório do Estado: lazer, vida empresarial, comércio, trabalho, previdência, saúde, relações familiares, sexuais, religiosas, beber, comer, viajar, casar, separar – tudo é indevidamente regulamentado na esfera da vida privada, o que termina por reduzir o indivíduo à mera condição de transgressor e pasto para o apetite tributário do governo, com sua espantosa e crescente indústria de aplicação de multas, tributos, taxas e contribuições obrigatórias.

A bem da verdade, grande parte do repertório das leis criadas (em profusão) pela vontade impositiva, não “pega”. De tão abundantes, ou absurdas, já nascem mortas ou para serem desrespeitadas. Na maioria dos casos, as leis específicas só estimulam a expansão do processo corruptor na estrutura fiscal do governo, como acontece, à exaustão, com o aparato de proteção ambiental na floresta amazônica que, em vez de reduzir, só faz ampliar o seu desmatamento. A mesma coisa ocorre no que se refere às leis do trânsito, de combate às drogas e controle das ONGs, consumo de bebidas alcoólicas, cigarro, contra a prostituição e o pátrio jogo do bicho.

Diante do avanço degenerativo da política-chanchada posta em prática no subcontinente, que tem por objetivo tumultuar e confundir a cabeça do eleitor com já testado grau de eficiência, o correto será interrogar sobre o destino da democracia representativa na América Latina.

Ela sobreviverá?


Ipojuca Pontes é jornalista, cineasta e escritor, nasceu em Campina Grande, na Paraíba, e ao longo de sua carreira conquistou mais de trinta prêmios nacionais e internacionais. Foi também Secretário Nacional da Cultura no governo Fernando Collor de Mello.






Publicado no site "MídiaSemMáscara".
Quarta-feira, 06 de fevereiro de 2008.






Diogo, O Terrível - João Pereira Coutinho (Folha Online)

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