A Click AQUI para ver a imagem no tamanho original. A FUNDA DE DAVI por José Nivaldo Cordeiro
A guerra movida por Israel conta o Hamas, na Faixa de Gaza, era esperada e necessária e se presta a algumas reflexões, que pretendo fazer aqui. A primeira delas é identificar o exato cenário em que está sendo desenvolvida: o período anterior à posse de Barack Obama, que por origem e por crença tem um pendor natural para o mundo árabe. Sua secretária de Estado, Hillary Clinton, deixou-se fotografar no passado ao lado da mulher de Yasser Arafat e jamais escondeu sua simpatia pela causa palestina.
A outra referência no cenário geopolítico é o avanço do Irã no domínio do ciclo da energia atômica destinada a produzir bombas. Mesmo que seu primeiro artefato venha a ser pequeno e “caseiro”, artesanal, poderá mudar o eixo estratégico da região. O Irã dispõe de foguetes capazes de fazer chegar seus artefatos atômicos a qualquer lugar do Mediterrâneo. Até mesmo a Europa ficaria à mercê dos alucinados dirigentes iranianos.Esse guerra localizada contra o Hamas é um esplêndido exercício militar de fogo real, sem maiores riscos.
Por fim, diante de sua opinião pública o governo israelense tinha a obrigação de fazer calar os foguetes do Hamas. Certo, a validade militar dessas armas é nenhuma, imprecisas que são e incapazes de alcançar alvos militares. Servem apenas para matar civis ocasionalmente e para aterrorizar as cidades fronteiriças. Por isso mesmo que a provocação não poderia ser mantida indefinidamente. Era questão de tempo que o Exército israelense fosse dar um basta.
E há mais um fator importante. A opinião publica mundial já não mais se comove com a palhaçada propagandista dos guerrilheiros, que matam civis inocentes e usam como escudo sua própria população civil, acusando Israel de atrocidades quando, na verdade, estas são praticadas precisamente por eles, terroristas que são. Tirando a esquerda militante mundial ninguém se importa mais que esses malucos sejam militarmente neutralizados, pois é isso que precisa ser feito.
O governo de Israel fez o cálculo perfeito ao iniciar a campanha no período de festividades natalinas, quando toda a gente no Ocidente está em férias, os governos semi-paralisados e Barack Obama ainda sem ter a palavra final sobre a política externa dos EUA. Israel mandou um recado claro: qualquer que seja a política de Obama fará o que precisa ser feito para garantir a segurança de seus cidadãos. Colocou o novo presidente diante de um fato consumado, tanto que não se ouviu uma palavra dele sobre o assunto. Mesmo Hillary Clinton escondeu-se do problema, pois não há meios termos: ou se apóia Israel ou o Hamas. Nesse jogo não pode haver empate. Essa omissão será sempre suspeita.
O verdadeiro alvo israelense será o Irã, este que também é responsável por financiar, armar e treinar os insurgentes do Hamas. Lutar contra o Hamas na verdade é lutar contra o Irã. Não há como se enganar quanto a isso. A funda do pequeno Davi ainda uma vez terá que ser usada, pois Israel não poderá permitir a ameaça atômica iraniana. Esse tempo está próximo.
José Nivaldo Cordeiro: "Quem sou eu? Sou cristão, liberal e democrata. Abomino todas as formas de tiranias e de coletivismos. Acredito que a Verdade veio com a Revelação e que a vida é uma totalidade, não podendo ser cindida em departamentos estanques. Abomino qualquer intervenção do Estado na vida das pessoas e na economia, além do imprescindível para manter a ordem pública. Acredito que a liberdade é um bem que se conquista cotidianamente, pelo esforço individual, e que os seus inimigos estão sempre a postos para destruí-la. Preservá-la é manter-se vigilante e sempre disposto a lutar, a combater o bom combate. Acredito que riqueza e prosperidade só podem vir mediante o esforço individual de trabalhar. Fora disso, é sair do bom caminho, é mergulhar na escuridão da mentira e das falsas promessas".
Será que os horrores perpetrados pelos terroristas islâmicos em Mumbai causarão alguma ponderação naqueles que estão ansiosos por enfraquecer o sistema de segurança americano atualmente em vigor, incluindo-se a interceptação de chamadas telefônicas internacionais e a prisão de terroristas em Guantánamo?
Talvez. Mas nunca subestimemos a cegueira partidária em Washington ou na grande mídia – para quem, se foi a administração de Bush que fez, então está errado.
Contrário a algumas das noções mais sentimentais do que seja um governo, sua função é a proteção do povo. Ninguém, em 11 de setembro de 2001, pensou que não veríamos de novo algo semelhante, neste país, por sete longos anos.
Muitos parecem ter esquecido como, a partir de 11 de setembro, cada grande evento nacional – o Natal, a World Series, o Ano Novo, o Super Bowl – estava sob a sombra do medo de que esta seria a oportunidade para um novo ataque terrorista.
Eles não atacaram novamente, embora eles atacassem na Espanha, Indonésia, Inglaterra e Índia, dentre outros lugares. Alguém imaginou que isso tenha sido porque eles não queriam atingir novamente os EUA?
Poderia isso ter algo a ver com todas as precauções de segurança contra as quais os esquerdistas reclamam tão amargamente, que vão da interceptação de chamadas telefônicas internacionais à extração, à força, de informações de terroristas capturados?
Muitas pessoas se recusam a reconhecer que benefícios têm custos, mesmo se esses custos signifiquem que não se tenha mais sigilo em ligações telefônicas internacionais do que aquele que você tem ao enviar e-mails, num mundo em que hackers de computador abundam. Há pessoas que se recusam a abrir mão de algo, mesmo para salvar suas próprias vidas.
Um observador muito perspicaz da deterioração das sociedades ocidentais, o escritor britânico Theodore Dalrymple, disse: "Essa fraqueza mental é decadência e, ao mesmo tempo, uma manifestação de uma suposição arrogante de que nada pode nos destruir."
Há um crescente número de coisas que podem nos destruir. O Império Romano durou muito mais que os EUA têm durado, e ainda assim foi também destruído.
Milhões de vidas se deterioraram pelos séculos seguintes, porque os bárbaros que destruíram Roma foram incapazes de substituí-la por algo sequer comparável. É o que acontece com quem ameaça destruir os Estados Unidos atualmente.
A destruição dos Estados Unidos não exigirá bombas nucleares que aniquilem cidades por todo o país. Afinal, a destruição nuclear de apenas duas cidades foi suficiente para forçar o Japão a capitular – e os japoneses tinham muito mais determinação para lutar do que muitos americanos têm hoje.
Quantos americanos estão dispostos a ver Nova York, Chicago e Los Angeles desaparecerem num cogumelo nuclear, em vez de capitular a qualquer exigência odiosa que façam os terroristas?
Tampouco Barack Obama ou aqueles que estarão a sua volta em Washington mostram quaisquer sinais de encararem seriamente a necessidade de antecipar tais escolhas terríveis, por meio de ações que tenham alguma chance realística de prevenir um Irã nuclearizado.
Terroristas fanáticos com bombas nucleares: eis o ponto de não-retorno. Nós, nossos filhos e netos viveremos à mercê de impiedosos, que têm uma história de sadismo.
Não há concessões que façamos que nos libertem de terroristas plenos de ódio. O que eles querem – o que eles precisam ter para satisfazer seu próprio auto-respeito, num mundo em que são humilhados por estarem tão visivelmente séculos atrás do Ocidente em tantas áreas – é nosso rebaixamento humilhante, incluindo-se a auto-humilhação.
Mesmo nos matar não será suficiente, tal como matar judeus não foi suficiente para os nazistas, que primeiro tiveram de submetê-los a humilhações terríveis e a um processo de desumanização em seus campos de extermínio.
Esse tipo de ódio pode não ser familiar a muitos americanos, mas o que aconteceu em 11 de setembro deveria nos dar uma pista – e um alerta.
Os indivíduos que pilotaram aqueles aviões em direção aos prédios do World Trade Center não poderiam ter sido convencidos do contrário por qualquer tipo de concessão, nem mesmo as centenas de bilhões de dólares que estamos usando hoje para salvar a economia.
Eles querem nossa alma – e se eles estão determinados a morrer e nós não – eles vêm buscá-la.
Thomas Sowell nasceu na Carolina do Norte e ainda jovem ingressou no Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha dos EUA, onde se tornou fotógrafo durante a Guerra da Coreia. Depois de deixar o serviço nos fuzileiros, Sowell entrou para a Universidade de Harvard, formando-se em Economia, em seguida concluiu seu mestrado na Universidade de Columbia e doutorado pela Universidade de Chicago. Thomas Sowell também lecionou economia nas seguintes instituições: Cornell University, Rutgers University, Amherst University, Brandeis University e na Universidade da Califórnia, publicou ainda diversos livros, bem como inúmeros artigos e ensaios. Sowell iniciou sua carreira como colunista de jornais no final dos anos 70, vindo a ganhar o prêmio "Francis Boyer" do The American Enterprise Institute em 1990. Atualmente Sowell é Senior Fellow do Hoover Institute, em Stanford, na Califórnia e mantém uma coluna no prestigioso site "Townhall.com".
Publicado no site "Townhall.com". Terça-feira, 09 de dezembro de 2008.
Will the horrors unleashed by Islamic terrorists in Mumbai cause any second thoughts by those who are so anxious to start weakening the American security systems currently in place, including government interceptions of international phone calls and the holding of terrorists at Guantanamo?
Maybe. But never underestimate partisan blindness in Washington or in the mainstream media where, if the Bush administration did it, then it must be wrong.
Contrary to some of the more mawkish notions of what a government is supposed to be, its top job is the protection of the people. Nobody on 9/11 would have thought that we would see nothing comparable again in this country for seven long years.
Many people seem to have forgotten how, in the wake of 9/11, every great national event-- the World Series, Christmas, New Year's, the Super Bowl-- was under the shadow of a fear that this was when the terrorists would strike again.
They didn't strike again here, even though they have struck in Spain, Indonesia, England and India, among other places. Does anyone imagine that this was because they didn't want to hit America again?
Could this have had anything to do with all the security precautions that liberals have been complaining about so bitterly, from the interception of international phone calls to forcing information out of captured terrorists?
Too many people refuse to acknowledge that benefits have costs, even if that cost means only having no more secrecy when making international phone calls than you have when sending e-mails, in a world where computer hackers abound. There are people who refuse to give up anything, even to save their own lives.
A very shrewd observer of the deterioration of Western societies, British writer Theodore Dalrymple, said: "This mental flabbiness is decadence, and at the same time a manifestation of the arrogant assumption that nothing can destroy us."
There are growing numbers of things that can destroy us. The Roman Empire lasted a lot longer than the United States has lasted, and yet it too was destroyed.
Millions of lives were blighted for centuries thereafter, because the barbarians who destroyed Rome were incapable of replacing it with anything at all comparable. Neither are those who threaten to destroy the United States today.
The destruction of the United States will not require enough nuclear bombs to annihilate cities and towns across America. After all, the nuclear destruction of just two cities was enough to force Japan to surrender-- and the Japanese had far more willingness to fight and die than most Americans have today.
How many Americans are willing to see New York, Chicago and Los Angeles all disappear in nuclear mushroom clouds, rather than surrender to whatever outrageous demands the terrorists make?
Neither Barack Obama nor those with whom he will be surrounded in Washington show any signs of being serious about forestalling such a terrible choice by taking any action with any realistic chance of preventing a nuclear Iran.
Once suicidal fanatics have nuclear bombs, that is the point of no return. We, our children and our grandchildren will live at the mercy of the merciless, who have a track record of sadism.
There are no concessions we can make that will buy off hate-filled terrorists. What they want-- what they must have for their own self-respect, in a world where they suffer the humiliation of being visibly centuries behind the West in so many ways-- is our being brought down in humiliation, including self-humiliation.
Even killing us will not be enough, just as killing Jews was not enough for the Nazis, who first had to subject them to soul-scarring humiliations and dehumanization in their death camps.
This kind of hatred may not be familiar to most Americans but what happened on 9/11 should give us a clue-- and a warning.
The people who flew those planes into the World Trade Center buildings could not have been bought off by any concessions, not even the hundreds of billions of dollars we are spending in bailout money today.
They want our soul – and if they are willing to die and we are not – they will get it.
Thomas Sowell was born in North Carolina still young he joined the Marine Corps (U.S. Navy), where he became photographer in the Korean War. After leaving the service in the Marines, Sowell came to Harvard University, graduated in economics, he went on to receive his master's in economics from Columbia University and a doctorate in economics from the University of Chicago. Thomas Sowell also taught economics at the following institutions: Cornell University, Rutgers University, Amherst University, Brandeis University and the University of California, also published several books and numerous articles and essays. Sowell began his career as a columnist for newspapers in the late 70, came to win the prize "Francis Boyer" in The American Enterprise Institute in 1990. Currently Sowell is a senior fellow at the Hoover Institute in Stanford, Calif. and maintains a column in the prestigious site "Townhall.com"
Published in "Townhall.com". Tuesday, December 09, 2008
Surfe de Lula depende é do rumo da onda por José Nêumanne
A aprovação - medida pelo Datafolha - por 49% dos brasileiros da forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gere a crise não repete os índices espetaculares de seu desempenho no cargo, mas estimula governistas e é uma ducha gelada para a oposição. Surpreende quem esperava um número menos estimulante aos sonhos continuístas pela boa razão de que o governo brasileiro não tem feito muito a respeito: sua primeira reação foi de desdém; a segunda, de pânico; e a terceira, na velha base de vamos deixar como está para ver como é que fica. Em nenhum dos três casos o chefe do governo se mostrou particularmente apto a amenizar os efeitos do desastre financeiro internacional em nossa economia. E isso por si só basta para mostrar quão hábil ele é para se comunicar com seu vasto e fiel eleitorado, convencendo-o de que o mínimo que ele está mandando fazer é o melhor que poderia mesmo ser feito.
Este é o segredo da impermeabilidade do homem: não necessariamente fazer o melhor, mas mostrar a quem interessar possa - o operariado de baixa qualificação e o lumpemproletariado, mas não só estas camadas mais pobres e desinformadas da população, pois as pesquisas têm detectado o crescimento de sua aceitação por classes mais favorecidas e instruídas - que o líder continua a seu lado e defendendo seus interesses. Estes começam pela mágica da multiplicação das proteínas postas à mesa dos mais pobres pelo milagre da Bolsa-Família e terminam nos negócios da alta burguesia financeira com o beneplácito da autoridade generosa e disponível. No miolo do sanduíche fica a classe média, espremida, desarticulada e desorganizada, incapaz, portanto, de reagir aos riscos de descenso social, até agora evitado pela bonança reinante nos países consumidores de nossas commodities. Estas antes eram cotadas a peso de ouro, mas já começam a rumar para os preços de banana na nova situação provocada pelo desabamento em tempo real dos pregões das bolsas do mundo inteiro. Enquanto seu lobo não vem, contudo, a classe média vai passear na floresta no trenó de Papai Noel, adotando a prática confortável de não sofrer por antecipação.
Enquanto o futuro presidente americano, Barack Obama, no olho do furacão e de olho no furacão, alertou que o pior está por vir, Lula manda os patrícios sem dívidas comprar. O alerta de Obama é costurado com a linha do realismo e a agulha da prevenção. Alvo das esperanças do mundo, depois de eleito para domar uma crise que pode levar todos à bancarrota, o futuro fiel depositário do maior tesouro do mundo advertiu a sôfregos e trêfegos que não opera milagres. Lá, como cá, uma é a retórica eleitoral e outro deve ser o discurso oficial. O "nós podemos" dos palanques - ainda antes da posse - tornou-se um "nós sabemos". O candidato inspira, o governante terá de transpirar. O presidente do Brasil não tem as responsabilidades do colega americano em relação à crise, já que ela não nasceu aqui nem pode aqui ser resolvida. E também porque os efeitos deletérios dos erros e benéficos dos acertos da futura gestão democrata repercutirão pelo mundo inteiro, enquanto os do governo petista se abaterão apenas sobre nossas cabeças.
O incentivo de Lula ao consumo, neste momento em que um líder mais cônscio da situação e mais consciente de seus deveres recomendaria cautela, pode ser patético. Pois, de fato, ninguém em sã consciência vai comprar um carro, um apartamento ou outro bem de consumo durável de alto valor só porque nosso guia mandou. As pessoas só compram o que querem e o que podem, independentemente dos estímulos que recebam, seja de quem for. O que importa na frase de Lula é que ela está perfeitamente sintonizada com o que a grande maioria da população está pensando e fazendo em relação à crise. Mais que aconselhar a consumir o presidente refletiu o que o brasileiro comum pensa e como o seu eleitor potencial age. Enquanto a crise dos mercados não lhe tirar o emprego, no caso do trabalhador, o prato cheio, no caso do lúmpen, ou o bom lucro de cada dia do banqueiro, o brasileiro médio o apoiará, confirmando a regra, que comporta raras exceções, segundo a qual quanto mais o eleitor se sentir bem, mais prestigiará alguém lá em cima por cujo conforto responsabiliza e recompensa com seu sufrágio.
Obama, esperança de praticamente todos, desceu do palanque porque sabe que esse não é o lugar adequado para encontrar as medidas necessárias para decepar o nó górdio da crise e, com isso, frustrar o mínimo possível o planeta inteiro, que conta com ele. Lula não desceu ainda, primeiro, porque não aprendeu a fazer na vida algo muito diferente de uma competente campanha eleitoral e, em segundo lugar, porque ninguém (nem nada) até agora, pelo menos, exigiu dele que o fizesse. É humanamente impossível que a esperança de todos não termine por frustrar muitos, pois, afinal, não são raras as divergências dos grupos que fazem demandas conflitantes. O sucesso do surfe que nosso presidente se compraz em praticar vai depender, na vida real, muito mais do rumo que tomar a onda externa que de sua prancha particular e seu estilo de cavalgá-la.
Antes da crise e neste momento em que ninguém ainda atina ao certo de onde veio o tsunami nem para onde vai, o presidente brasileiro tem contado sempre mais com a sorte, que não lhe tem faltado, que com o juízo, que ele também, justiça seja feita, tem exibido sempre que é exigido. Sendo impossível vaticinar se a sorte continuará bafejando sua nuca, com efeitos benéficos para todos os brasileiros que o elogiam aos pesquisadores dos institutos de opinião, pois a sorte pode ser generosa, mas também costuma ser traiçoeira, resta-nos rezar para que ele tenha boas reservas de juízo para usar quando for preciso.
José Nêumanne Pinto é um escritor, jornalista e poeta, nascido em Uiraúna (PB), em 18 de maio de 1951. Começou sua carreira jornalística no "Diário da Borborema", Campina Grande (PB), como repórter em 1968. Recebeu os prêmios Esso de Jornalismo Econômico em 1975, pela série "Perfil do Operário Brasileiro Hoje" e o Troféu Imprensa de Reportagem Esportiva, também em 1975, pela reportagem "Éder Jofre e o Boxe Brasileiro". Nêumanne foi colunista, com um artigo semanal sobre Brasil na edição em castelhano do jornal "Miami Herald" . Atualmente reside em São Paulo, onde é articulista periódico do jornal "O Estado de S. Paulo" e editorialista do "Jornal da Tarde", além de publicar seus artigos em diversos órgãos da imprensa nacional. Como escritor José Nêumanne tem diversos livros publicados, também é editor do blog "Estação José Nêumanne" sobre poesia, jornalismo e literatura. E-mail: neuman@estado.com.br
Publicado no jornal "O Estado de S.Paulo" – (Editorial Opinião). Quarta-feira, 10 de dezembro de 2008.
Lula é bagagem. Lula sempre foi assim. Em uma palavra: Lula é difu! (de alguma arquibancada do futebol)
"O presidente de vocês - daqueles que o elegeram, daqueles que compartilham a sujeira com ele, daqueles que o acobertam na mídia, daqueles que batem palmas, que se ajoelham, que se vergam em busca de recursos e desinformação, daqueles que lhe dão 70% de aprovação, chegou ao seu nível moral mais baixo, abaixo até do ponto de ebulição do álcool!
Nada está abaixo do Lula. O Lula do "sifu", do "porra", do "cacete", "sabe", se colocou em uma posição inferior, não como presidente da República, mas como gente mesmo. Se o álcool não lhe trava a língua nem o faz escolher palavras do seu enorme minidicionário, o que sabemos que o álcool não faz com ninguém, ainda assim existem os assessores, "aspones", e toda a sorte de lacaios pagos a peso de ouro para vigiar e reparar o rei nudista, descuidado, impregnado de falsa santidade, que se acha um profeta sábio a dar lições de moral aprendidas no PCC a presidentes eleitos, como Barack Obama. Lula tem carreira, tem trajetória, tem currículo e folha corrida de safadezas verbais e não-verbais. A linguagem chula é a sua primeira natureza. Lula, o pele vermelha e calórica, é isso há muitos anos.
Mas não é de sua incontinência verbal (verborréia) que estou a tratar, e sim da sua vulgaridade ímpar, desmedida, tantas vezes por nós denunciada. Lula é um homem sem caráter; traidor dos amigos da quadrilha, porque não se faz o que ele fez com o José Dirceu, com o Gushiken, com o Genoíno. Nem na prisão deixam de valer os códigos de ética e de moral - uma moral suja, um ética suja, mas ainda assim uma moral e uma ética de "petralhas". Lula, o vermelho, não tem nada disso. Pior do que imoral, Lula é ilegal. Lula é um vício de origem. Os que dele se acercam devem saber disso. Se sabem, são viciadores também.
Tampouco se diga que ele fala a linguagem do povo para se fazer querido por ele. Conversa mole, conversa de institutos de pesquisa, conversa de "datalulas "cuja ética ainda está para ser revelada. Lula está deixando o povo brasileiro com a sua cara, a sua fuça, a sua carantonha vulgar e baixa. A nossa tão propalada "macunaimidade" era regional, pontual. Com Lula ela virou instituição nacional permanente. Não é para isso que trabalha incansavelmente a Saúde/Educação do imoral Temporão e seu pênis pedagógico?
O povo pode parecer com o Lula, mas ainda não é o Lula. É diferente, o povo ainda pode lavar a cara todas as manhãs, que a sujeira sai. Mas Lula não, no máximo pode ser maquiado pela e-nésima vez pelos puxa-sacos de sua laia, engolir uns "engovs" e seguir a sua rotina de laxista irresponsável.
O "inaudível" "sifu" pronunciado publicamente entrou para história do Brasil, a história da infâmia do Brasil. Mais uma da enorme série de Lula, o "serial killer" da vergonha, o personagem central dessa quadra de desonra, de baixeza da vida nacional. Lula e seus lacaios deixaram as instituições assim: o Parlamento, a Justiça, a Democracia, a Soberania Nacional, a Imprensa. A marca venal é desse tamanho e contamina a sociedade inteira comprometendo o seu futuro. E ainda essa gente assemelhada a ele quer apagar o passado brasileiro, e destruir os registros da nossa moral e os documentos da nossa boa fé, da nossa honestidade como povo. Tudo isso para quê? Para elevar um sujeito vulgar e desprezível à condição de líder máximo do socialismo no Brasil.
É exatamente esse sentimento que me faz voltar a todo o momento não a ele, Lula, o infame, mas para a mídia e os intelectuais de miolo mole que o protegem, que fingem que nada vêem, que nada ouvem. A legião dos infames que o cercam e o embelezam não pára de crescer.
Esse artigo é para vocês, jornalistas, que o acham "pop" e "extravagante".
Carlos Alberto Reis Lima é médico e escritor.
Comentário de Lígia L. R., redatora do blog "Dois em Cena": "O Lula nunca abandonou os amigos, nunca deixou o Zé e o Zé nunca o deixou. Ele foi apenas recolhido. O Lula mudou de estratégia com alguns de seus comparsas, assim como o Foro de São Paulo mudou de roupa e virou Unasur".
Publicado no blog "Dois em Cena". Segunda-feira, 08 de dezembro de 2008, 08h23.
Nota: "N W O" (New World Order ou The Illuminati) O império do segredo por Olavo de Carvalho
Desde que os eleitores americanos aceitaram confiar num candidato presidencial do qual não sabiam praticamente nada e que escondia deles sua certidão de nascimento, seu histórico escolar, sua lista de contribuintes e qualquer outro documento que comprovasse sua biografia oficial de campanha, ficou claro que a noção tradicional de "transparência" em política tinha sofrido um golpe mortal, do qual talvez não se recuperaria nunca mais.
O ritual funerário veio bem depressa: o Federal Reserve, que no início da crise financeira prometera tratar do assunto do modo mais "transparente" possível, agora recusa-se a divulgar os nomes dos recebedores de mais de US$ 2 trilhões em "empréstimos de emergência". O motivo não é difícil de imaginar: causas diretas da encrenca, esses empréstimos foram arrancados dos bancos à força, pela pressão das ONGs esquerdistas, como por exemplo a Acorn, que deu emprego a Obama, financiou sua candidatura e ainda distribuiu alguns milhões de títulos de eleitor falsos para garantir o investimento. É impossível remexer essa sujeira sem fazê-la respingar na imagem do presidente eleito. Bondosamente, o Federal Reserve poupa dessa cruel decepção os fãs de Obama, e o faz mediante o expediente obâmico usual: sumir com as informações. O pressuposto mais básico da democracia americana – o acesso público aos dados relevantes – está morto e sepultado.
Para todos os bocós que votam às tontas, guiados tão somente pelo show business, isso não fará a menor diferença. Nem perceberão a mudança. Cada vez que puderem dissolver-se de novo na massa, gritando "Obama! Obama", acreditarão estar exercendo a democracia. Para os eleitores conscientes, é a extinção de tudo o que entendem como "cidadania", "direitos civis", "império da lei", etc. Doravante o povo está separado do seu governante por um abismo de silêncio, preenchido tão-somente pela obrigação de acreditar sem questionar. Ao transformar Obama num deus, a propaganda conferiu o privilégio da invisibilidade ao personagem real oculto sob a máscara. Eleita a criatura, o privilégio foi estendido a toda a administração federal, deixando à mostra apenas os símbolos convencionais da democracia, para consumo da massa crédula.
No mesmo dia – parece brincadeira – a lista de promessas de campanha do presidente eleito desapareceu do site de transição, www.change.gov. Logo desaparecerá também da memória popular, e Obama estará apto a "distribuir riqueza" (sic) com a mesma generosidade com que, uma vez milionário, abandonou seus parentes em favelas – inclusive aquela tia que, segundo ele se gaba nas suas memórias, o ensinou a ser o provedor responsável da família – e com o mesmo senso de dever com que deixou milhares de funcionários de campanha, perplexos, esperando até agora o salário prometido.
Tenham paciência, irmãos. Com a experiência, pouco a pouco vocês irão conhecendo o verdadeiro Obama. Mas, por enquanto, não perguntem nada. O presidente eleito já tem livre acesso a todos os mais altos segredos de Estado da nação americana, mas a realidade da sua vida permanece um segredo inviolável. Pretender investigá-la é crime de racismo. Aguardem para breve a Fairness Doctrine, velho sonho democrata já em avançado estado de implementação, que acabará com as perguntas incômodas nas estações de rádio, e o advento da "Força Civil de Segurança Nacional", militância armada, do tamanho do Exército, a qual, nada tendo de sério a fazer na esfera policial, só servirá para perseguir "fundamentalistas" (não islâmicos, é claro), "homofóbicos", "extremistas de direita" e outros tipos abomináveis.
Se essa elitização sem precedentes vem em nome da igualdade, é algo que pode parecer uma ironia cruel, mas nada tem de inusitado. Ao longo da História, cada vez que um governante quis elevar seu coeficiente de poder, fez isso estrangulando, com a ajuda da massa idiotizada, as hierarquias intermediárias. Ivan o Terrível e Luís XIV deram a fórmula, que ainda funciona.
Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org
Publicado no "Jornal do Brasil" (Opinião). Quinta-feira, 13 de novembro de 2008, 02h00.
Onde Barack Obama nasceu? É muçulmano? Por que o agitador Khalid al-Mansour pagou os estudos de Obama em Harvard? Por que ele viveu e estudou na Indonésia em guerra, quando só crianças nativas eram aceitas nas escolas?
O juiz federal Richard Barclay Surrick rejeitou o pedido do advogado democrata Philip J. Berg para que intimasse Barack Hussein Obama a apresentar sua certidão de nascimento original.
A sentença baseou-se em dois argumentos: pela lei americana, nada autoriza o simples eleitor a questionar a elegibilidade de um candidato presidencial; Berg peticionou como simples eleitor, não como vítima, já que não comprovou qualquer dano pessoal sofrido em razão da candidatura Obama. A Constituição americana determina que só cidadãos americanos natos têm o direito de concorrer à Presidência, mas esse permanece um direito sem garantia nenhuma: por incrível que pareça, não há nenhuma instituição incumbida de exigir prova de nacionalidade dos candidatos.
Se ao simples eleitor é também negado esse direito, aquele artigo da Constituição está virtualmente revogado. Berg anunciou que vai recorrer à Suprema Corte: "O que está em questão é saber quem tem legitimidade para impor a obediência à Constituição. Se eu não tenho, se você não tem, se o seu vizinho não tem legitimidade para questionar a elegibilidade de um indivíduo à Presidência dos EUA, então quem tem?"
Enquanto isso, todos os canais possíveis para se averiguar a nacionalidade de Obama estão meticulosamente bloqueados. A governadora do Havaí, Linda Lingle, colocou a certidão de nascimento dele sob guarda, para que ninguém tivesse acesso ao documento sem autorização do próprio Obama ou de seus familiares. O mesmo fez o governo do Quênia com todo e qualquer documento referente a Obama, logo após expulsar do território queniano o repórter Jerome Corsi que estava ali investigando as atividades do candidato em prol do genocida Raila Odinga.
Obama pessoalmente proibiu que todas as entidades detentoras de seus documentos os divulgassem sob qualquer maneira que fosse.
Eis a lista dos papéis que permanecem secretos (v. AQUI ):
1) Registros médicos.
2) Correspondência enviada e recebida pelo seu gabinete no Senado.
3) Agenda dos encontros e demais compromissos atendidos por ele no Senado.
4) Lista dos clientes do seu escritório de advocacia e recibos dos respectivos pagamentos.
5) Histórico escolar do Occidental College, onde ele estudou por dois anos.
6) Histórico de seus estudos na Columbia University.
7) Histórico de seus estudos na Faculdade de Direito de Harvard.
8) Sua tese de doutoramento em Columbia.
9) Seu comprovante de registro na Ordem dos Advogados de Illinois.
10) Lista dos clientes que ele representou como advogado na firma Davis, Miner, Barnhill & Gallard.
11) Lista das contribuições de menos de US$ 200 oferecidas à sua campanha (essas contribuições somam mais de US$ 63 milhões e, segundo repórteres que puderam espiar por instantes algumas páginas da lista no escritório de Obama, incluem doadores como Fred Simpson, Mickey Mouse e Family Guy...).
12) Certidão de nascimento original ou cópia autenticada.
Não é preciso dizer que nenhum outro candidato presidencial jamais negou ao público os documentos equivalentes. O bloqueio torna-se ainda mais suspeito porque vários pontos essenciais da biografia de Obama estão cheios de contradições:
1) Sua avó paterna assegura que estava presente na sala de parto quando ele nasceu num hospital em Mombasa, Quênia. Ele assegura que nasceu em Honolulu, Havaí, mas ele e sua irmã dão os nomes de dois hospitais diferentes onde isso teria acontecido.
2) Ele viajou para o Paquistão quando a entrada de americanos era proibida. Usou portanto um passaporte estrangeiro, quase certamente o da Indonésia, onde ele viveu e estudou numa época em que, estando o país em guerra, só crianças de nacionalidade indonésia eram aceitas nas escolas. Mais ainda, a lei indonésia não aceitava dupla nacionalidade, de modo que para Obama tornar-se cidadão indonésio ele teve de renunciar (por meio de seu pai) à nacionalidade americana, só podendo portanto voltar aos EUA como imigrante.
3) Obama afirmou várias vezes que jamais pertencera a um partido socialista. Os documentos do New Party provam que ele mentiu (v. AQUI ).
4) Obama disse que não tinha qualquer ligação com a Acorn, ONG responsável pela maior derrama de títulos de eleitor falsos já ocorrida nos EUA. Documentos e vídeos da Acorn provam que ele mentiu.
5) Obama disse que não tivera nenhuma conexão política com o terrorista William Ayers. Documentos liberados pela Universidade de Illinois provam que ambos trabalharam juntos em projetos destinados a subsidiar organizações esquerdistas (v. AQUI ).
6) Ele disse que jamais soubera das idéias políticas do pastor Jeremiah Wright, mas como é possível ouvir todas as semanas durante vinte anos as pregações de um pastor que praticamente só fala de política, sem ficar sabendo do que ele pensa a respeito?
Além das mentiras patentes, há os fatos nebulosos e mal explicados. Como Obama conseguiu viajar para o Paquistão quando a entrada de americanos era proibida no país? Por que ele jamais contou que é primo de Raila Odinga, nem admite divulgar os documentos das atividades que desempenhou em favor desse assassino? Por que o agitador racista Khalid al-Mansour pagou os estudos de Obama em Harvard? Como pode Obama afirmar que não foi educado numa família muçulmana, se os documentos mostram que até numa escola católica, na Indonésia, ele se registrou como muçulmano? Por que, ao saber que alguém abrira um processo no Havaí solicitando a divulgação da sua certidão de nascimento, Obama repentinamente se lembrou de que sua avó estava doente em Honolulu – uma semana depois de ela ter saído do hospital – e, correndo para visitá-la sob a alegação de que talvez fosse sua última oportunidade de encontrá-la com vida, não levou junto a mulher e os filhos mas uma equipe de advogados?
Para completar, há uma quantidade estonteante de pequenas mentiras, todas proferidas com aquela desenvoltura que, nos mitômanos, substitui a sinceridade, às vezes com vantagem: a história do tio que libertou os prisioneiros de Auschwitz (as tropas americanas nunca entraram lá), o pai pastor de cabras (só se as criou no escritório onde trabalhava), a balela de que jamais aceitou contribuições de companhias de petróleo (esqueceu a Exxon e a Shell), a conversa mole de que foi membro do Comitê de Bancos do Senado (jamais esteve lá), etc. etc. A coisa não tem mais fim.
São só alguns exemplos, colhidos a esmo entre centenas. Nenhum desses fatos foi jamais eficazmente contestado, nem as perguntas daí decorrentes respondidas por quem quer que fosse. No entanto, qualquer dúvida quanto à nacionalidade de Obama ou à autenticidade da sua biografia de campanha é instantaneamente rotulada de "teoria da conspiração" e impugnada como absurda pela grande mídia, como se esta mesma não ignorasse as respostas tanto quanto as ignora o resto da população.
Jamais, na história americana, um candidato presidencial com uma conduta tão nebulosa, extravagante e suspeita teve segredos tão bem guardados quanto os de Barack Obama, nem tanta gente importante empenhada em resguardar seu direito de guardá-los.
A privacidade de Obama – a privacidade de um homem público - está acima da própria Constituição americana. Segundo o juiz federal que brecou o processo movido por Philip J. Berg, os cidadãos não têm o direito de conferir a nacionalidade de um candidato presidencial. OK, Obama pode ser presidente dos EUA sem ter de provar que é americano, mas poderia ele, nessas condições, ser um simples eleitor? Parece que não. Pelo menos o estado da Geórgia está checando a nacionalidade de cada eleitor antes de deixá-lo votar.
Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org
Publicado no jornal "Diário do Comércio" (Opinião). Segunda-feira, 03 de novembro de 2008, 20h03.
Quem manda no mundo? Responder a essa questão é responder ao essencial em ciência política. A vitória de Barack Obama é um emblema dos tempos e responde adequadamente à pergunta, embora seja verdade que quem manda no mundo não são os EUA. É só ver como a vontade do Estado norte-americano não é levada em conta em toda parte, a começar pela diplomacia brasileira. Mesmo no Iraque em guerra, onde rebeldes insistem em resistir. É bom que se diga desde logo essa verdade. Quem manda no mundo são os seguidores do socialismo, que obtiveram vitórias esmagadoras no mundo todo, inclusive agora com Obama nos EUA. Idéias é que mandam no mundo.
A esquerda mundial comemorou, com razão, a vitória do novo presidente. Ele é o ícone dessa gente que vê no Estado a alavanca para todos os problemas da humanidade. Os EUA vêm praticando políticas socialistas desde o início do século XX, quando socialismo lá era conhecido pela alcunha de progressismo, um irmão gêmeo do fascismo. Desde então a coisa tem piorado e apenas em momentos episódicos, como na Era Reagan, tentou-se reverter o processo. Em vão. O Legislativo já estava inteiramente tomado pela crença estatista, assim como a imprensa, a juventude universitária e a esmagadora maioria da opinião pública. A eleição de Obama foi uma mera conseqüência.
Claro, a crise econômica fez a sua parte nas eleições, chegando em um momento adequado para destruir qualquer pretensão eleitoral dos adversários. O problema é que a crise econômica que estamos vivendo é conseqüência direta do gigantismo estatal daquele país, fato que é revelado pelos mastodônticos déficits gêmeos, raiz primeira da crise. Ela deriva também de decisões alucinadas, como a de obrigar o sistema bancário a emprestar a clientes que, de antemão, sabia-se incapazes de pagarem suas dívidas, como no caso dos sub-prime. O estouro da bolha imobiliária era um fenômeno perfeitamente previsível.
A formidável onda inflacionária gerou a falsa prosperidade, cujo preço agora está sendo cobrado. Quando as informações de como funcionava o sistema de crédito vieram a público foi um espanto, tamanha a irresponsabilidade do que foi feito. A conclusão é bem simples: os EUA e o mundo precisam desesperadamente de estadistas que governem exatamente contra as idéias socialistas, pois elas não apenas não têm como resolver os graves problemas, como tendem a agravá-los rapidamente. O socialismo é um conjunto de crenças falsas sobre a realidade, sendo a primeira, e a mais importante, a promessa de abolição da lei da escassez e, junto com ela, a promessa de felicidade pela isenção impossível do trabalho duro e diligente que cada homem tem que realizar na sua existência. Obama prometeu precisamente isso. E vai querer concretizar a promessa. Se esse prognóstico for correto é certeza que a economia dos EUA entrará em parafuso, levando junto o mundo inteiro.
Mudança, o slogan tão repetido, é o que não houve. A estrutura de poder é que foi reforçada. Há muito os conservadores estão em decadência política. Obama, como Lula, é o homem-massa no poder. O socialismo é a crença típica do homem-massa. Governantes assim não conduzem as massas, são por elas conduzidos. Eles não têm como acordar de seu sono hipnótico e não têm como acordar as massas de suas ilusões. Esses governantes deixam-se levar pelos urros da multidão, sem saber muito bem o que fazer pelo simples fato de não compreenderem o real. O Estado é uma ferramenta para algumas coisas, mas não para outras. Mas esses novos príncipes passaram a vida toda se iludindo com falsas teorias e palavras de ordem do tipo "um outro mundo possível". O fato é que não há outro mundo, apenas este aqui, que deve ser compreendido para poder ser adequadamente governado.
Tentar abolir a lei da escassez é uma alucinação perigosa. Essa alucinação leva ao ativismo político. Decisões em série serão tomadas, desde a posse, seja para debelar a crise, seja para atender aos anseios da massa. A cada decisão que não vingar, a cada lei inútil promulgada, mais o ativismo crescerá. A explosão de violência poderá ser a verdadeira bolha que nos espera na curva da história, como já houve no passado. A guerra será sempre a solução final, a trazer a humanidade para a sua perversa condição, de criatura orgulhosa e incapaz de se enxergar no seu próprio tamanho.
No artigo acima tentei mostrar que a idéia de mudança, associada à campanha do presidente eleito, é falsa, visto que Barack Obama é a expressão política mais acabada da radicalização da estrutura de poder instalada no Estado norte-americano. Foi essa estrutura de poder que gerou a crise atual. E qual é esta estrutura? Aquela que deposita no poder de Estado a esperança de que ele tenha as soluções para todos os problemas humanos, seja por medida legislativa, seja pela ação direta do ente estatal. Essa estrutura de poder determina a expansão continuada da oferta de moeda, dos gastos públicos e das ações militares. É nisso que essa gente acredita. Dominando a Casa Branca e o Congresso, os liberais esquerdistas poderão agora levar a sua pseudo política ao limite do possível.
Naquele artigo sublinhei a falsa crença de que seria possível, via ação estatal, suprimir a lei da escassez. Quero aqui sublinhar outras crenças, não menos perigosas e falsas. (O discurso sóbrio de Obama em Chicago foi apoteótico em face da platéia prostrada a seus pés. As imagens foram assustadoras, até gente como Colin Powell chorando. Fez-me lembrar de Hitler no seu auge, desprovido da fúria vingativa que portava o alemão. Hitler também invocou o efeito raça a seu favor. As manifestações populares por todo o mundo foram algo assombroso também, visto que o eleito nada tem a ver diretamente com africanos, europeus e asiáticos. As massas mundiais, de fato, identificam-se com a pessoa carismática do presidente eleito. Sóter, um salvador, é o que todos enxergam, em delírio alucinado. Mas ele não pode ser isso, é na verdade o oposto disso. Sua única e irredutível proposta é pôr o Estado a serviço dos apetites das massas, satisfazendo os dois vícios mais comuns, a preguiça e ócio. E prometendo o que não pode prometer: a eliminação do risco existencial. A decepção das massas será tão rápida quanto foi a sua adesão. O principio de realidade não tolera os sonhos. A crise está aí para ser enfrentada.)
Uma das questões práticas relevantes que Obama terá pela frente é a guerra no Iraque. Não consigo imaginar uma saída rápida e unilateral das forças expedicionárias que lá estão. Se assim for feito a guerra civil se instala de imediato e um confronto entre os xiitas iranianos e os sunitas sauditas será questão de dias. A presença norte-americana ali garante que esses brigões não briguem. A saída das forças dos EUA e o conseqüente conflito elevariam o preço do petróleo a números imprevisível, desestabilizando ainda mais a economia mundial. O preço em vidas também seria brutal. Isso obrigaria um retorno, mais caro e mais custoso, das forças que ora estão lá. E um retorno seria pior também porque o Irã teria que ser enfrentado e, com ele, talvez Rússia e China. Em resumo, uma saída rápida e unilateral seria algo tão estúpido como foi a política unilateral de desarmamento feita pela Inglaterra e EUA na década de Trinta do século passado.
Da mesma forma, não enfrentar a ameaça nuclear do Irã, em termos categóricos, é convite para que as forças israelenses o façam. Nesse cenário teríamos também um desastre do qual poderia se esperar qualquer coisa, até uma guerra mundial. Não é possível querer a paz omitindo-se das responsabilidades militares. Os clérigos que controlam o Irã só conhecem o argumento da força.
A necessidade de enfrentamento dos déficits públicos dos EUA, tanto o orçamentário como o da balança comercial, impõe o contrário de uma política expansionista: é preciso reduzir gastos e aumentar impostos. Obama foi eleito prometendo justamente o oposto. Na melhor das hipóteses ele se curvará ao princípio de realidade e fará o que precisa ser feito, mesmo ao preço de perder sua popularidade. Ainda não perdi as esperanças de que, por detrás do discurso populista, esconda-se alguém com vocação de estadista. Na pior hipótese tentará o salto para a frente, gastos alucinados bancados por emissão de moeda. O desastre viria em breve tempo.
Obama tem a simpatia de toda a gente, mas essa simpatia deveu-se a circunstâncias únicas, pela sua origem, sua cor e seu discurso. Sua promessa de paz e distensão mundial exigirá o oposto do que as multidões gostariam que viesse. Os governos europeus querem ter mais influência política, assim como Rússia, China e Japão. A equação não fecha. Poder anda de mãos dadas com responsabilidade. Não é possível tê-lo sem exercê-lo. Será interessante observar quais serão as opções tomadas por ele. Quaisquer que venham a ser desagradará muita gente. Só torço para que ele não dê as costas à realidade como ela é. Seria sua pior opção.
José Nivaldo Cordeiro: "Quem sou eu? Sou cristão, liberal e democrata. Abomino todas as formas de tiranias e de coletivismos. Acredito que a Verdade veio com a Revelação e que a vida é uma totalidade, não podendo ser cindida em departamentos estanques. Abomino qualquer intervenção do Estado na vida das pessoas e na economia, além do imprescindível para manter a ordem pública. Acredito que a liberdade é um bem que se conquista cotidianamente, pelo esforço individual, e que os seus inimigos estão sempre a postos para destruí-la. Preservá-la é manter-se vigilante e sempre disposto a lutar, a combater o bom combate. Acredito que riqueza e prosperidade só podem vir mediante o esforço individual de trabalhar. Fora disso, é sair do bom caminho, é mergulhar na escuridão da mentira e das falsas promessas".
Click AQUI para ver mais fotos da vida e carreira de John McCain, um Herói Americano. Mais mistério por Olavo de Carvalho
Enquanto os adeptos de Hillary Clinton denunciam que a derrama de títulos de eleitor falsos pela militância obamista não começou agora, mas já vem desde o tempo das eleições primárias (v. AQUI ), e enquanto o advogado Philip J. Berg recorre à Suprema Corte com o seu pedido de que a certidão de nascimento de Barack Obama seja divulgada para tirar as dúvidas quanto à nacionalidade do candidato (v. AQUI ), mais um mistério surge na vida do enigmático personagem. A certidão eletrônica publicada no site da sua campanha afirma que Obama nasceu em Honolulu, Havaí, em 4 de agosto de 1961, e quem quer que ouse contestar essa alegação é instantaneamente rotulado de louco, racista, difamador, etc. etc., até mesmo por alguns jornalistas republicanos. Acontece que, naquela data, a mãe de Obama, Stanley Ann Dunham, estava estudando na Universidade do Estado de Washington e morando num apartamento em Capitol Hill, Seattle, a 2.680 milhas de Honolulu.
Ann freqüentou a Universidade do Havaí nos seguintes períodos: outono de 1960, primavera de 1963, verão de 1966, outono de 1972, outono de 1974, primavera de 1978, outono de 1984 e verão de 1992. A de Washington, no outono de 1961, inverno de 1962 e de 1962. Os dados são respectivamente do Office of Admissions and Records da Universidade do Havaí e do Office of Public Records do Estado de Washington (v. AQUI ).
Se o local de nascimento de Obama já era duvidoso, agora a data também o é. A grande mídia, empenhada com desvelo materno em proteger Obama contra a revelação de quaisquer fatos que o desabonem, menospreza essas dúvidas como "intrigas da internet", fingindo ignorar que a internet é hoje um meio de difusão incomparavelmente mais confiável e mais respeitado do que os maiores jornais americanos. Estes continuam caindo como jacas maduras na escala da preferência popular. Um estudo da revista Editor & Publisher mostra que, em seis meses de 2008, comparados a igual período de 2007, só dois dos principais jornais americanos não tiveram sua circulação diminuída: O Wall Street Journal, conservador, e o USA Today, jornal mais de espetáculos e esportes que de política. E mesmo assim esses dois não cresceram além de 0,01 por cento. O New York Times caiu 3,58 por cento, o Washington Post 1,94 por cento, o Los Angeles Times 5,20 por cento, e assim por diante. O Los Angeles Times acaba de demitir mais 75 repórteres e o tradicional Christian Science Monitor desistiu de sua edição diária: virou semanário. Quem, na chamada "grande mídia", tem cacife para empinar o nariz ante o jornalismo eletrônico? Em matéria de público, nenhum jornal americano pode concorrer com o WND (World Net Daily) ou com o site de Rush Limbaugh.
Em 2000, quando conversei com Brent Bozell III, fundador do Media Research Center, ele previu que tudo isso ia acontecer caso os jornais não abdicassem do seu esquerdismo desvairado. Nas eleições de 2008, eles escolheram tornar-se mais esquerdistas ainda, apoiando Obama não só em artigos editoriais, o que é do seu direito, mas mediante a supressão de notícias contra o candidato democrata e a exploração abusiva dos menores detalhes prejudiciais à dupla McCain-Palin. Vejam a pesquisa do Project for Excellence in Journalism em Newsmax.com. Recomendo também dois artigos recentes sobre o assunto: "Media's Presidential Bias and Decline", de Michael S. Malone, (v. AQUI ), e "Would the Last Honest Reporter Please Turn On the Lights?", de Orson Scott Card (v. AQUI ). Malone é um veterano repórter de tecnologia da ABC News e Scott Card um romancista de sucesso, que viveu dois anos no Brasil como missionário religioso.
Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org
Publicado no jornal "Diário do Comércio" (Editorial). Quarta-feira, 29 de outubro de 2008.
Sarah Palin "embaralha as cartas" da campanha eleitoral nos EUA. por William Waack
Não é preciso concordar com o que diz Sarah Palin, a candidata republicana a vice-presidente dos Estados Unidos, para admitir que ela é a grande sensação da convenção republicana. No momento em que este texto foi enviado para publicação, o candidato a presidente, John McCain, ainda não havia falado – e arrisco-me a dizer que seu pronunciamento terá menos repercussão que as palavras pronunciadas pela companheira de chapa na véspera.
A pergunta que não cala desde a última sexta-feira é saber se Sarah acrescenta votos ou se atrapalha a campanha republicana, que parece bem menos organizada e agressiva do que a dos democratas, pelo menos até agora. Minha opinião é a de que ela acrescenta, e bastante, simplesmente pelo fato de ter embaralhado as cartas de forma, creio, irrecuperável.
A mensagem de Obama é a da mudança dos hábitos políticos num país cansado de "Washington" (aqui entendida a velha política)? Palin acusa Obama de fazer parte do clube que ele critica. É a mensagem dos democratas a proximidade com o sofrimento das classes médias americanas, as mais atingidas pela atual crise? Palin diz que ela vive ainda como uma mãe de família de classe média, enquanto Obama…
Palin soltou uma grande piada em seu discurso: a da diferença entre uma "hockey mom" (as mães que levam os filhos para a aula de esporte) e um pitbull. "É o batom", disse ela. A combinação aqui é perigosíssima, e boa parte da imprensa liberal (no sentido americano) e dos ativistas democratas já percebeu isso.
Ataca-se uma mulher como Palin, e o resultado é torná-la uma vítima de machismo, sexismo, preconceito, etc. Dá-se as costas a ela, e você sai com uma bela mordida no traseiro. O de Obama deve estar ardendo: Palin o atacou como nem mesmo Hillary Clinton tivera a audácia de fazê-lo. Ela não poupou sequer a mulher de Obama, Michelle.
Quando falo que Palin embaralhou as cartas, refiro-me também ao fato de que ela mudou para as próximas nove semanas os argumentos mais esgrimidos até agora entre os contendores – a saber: a) quem é mais experiente para conduzir o país; b) quem traz mudanças nos hábitos políticos; c) quem sabe melhor o que acontece com o americano médio; d) quem conserta a economia.
A chapa McCain-Palin reinventou-se como corajosa e competente não por abordar temas específicos, mas, ao contrário, por arriscar falar sem se importar com as consequencias políticas. Palin atacou boa parte da chamada "grande" imprensa americana acusando-a de preconceito em relação a alguém, como ela, que não era conhecida nos coquetéis frequentados por políticos e jornalistas bem informados em Washington.
Mas ironia, sarcasmo e bom humor são componentes de discursos bem organizados para um público escolhido quando o jogo é em casa (o caso da convenção republicana). É difícil calcular o quanto Palin aguentará no mesmo ritmo as próximas nove semanas, especialmente quando ela não for mais novidade alguma. A eleição não está perdida para os democratas, mas Obama-Biden estão longe ainda de ter garantido a vitória.
William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.
Publicado no Portal G1. Quinta-feira, 04 de setembro de 2008, 19h17.
Click on the arrow or the PLAY button, to activate the video. Raw Data: Sarah Palin Remarks at GOP Convention by Sharon Kehnemui Liss
SARAH PALIN: Mr. Chairman, delegates, and fellow citizens, I will be honored to accept your nomination for vice president of the United States.
(APPLAUSE)
I accept the call to help our nominee for president to serve and defend America. And I accept the challenge of a tough fight in this election against confident opponents at a crucial hour for our country.
And I accept the privilege of serving with a man who has come through much harder missions, and met far graver challenges, and knows how tough fights are won, the next president of the United States, John S. McCain.
(APPLAUSE)
It was just a year ago when all the experts in Washington counted out our nominee because he refused to hedge his commitment to the security of the country he loves.
With their usual certitude, they told us that all was lost, there was no hope for this candidate, who said that he would rather lose an election than see his country lose a war. But the pollsters…
(APPLAUSE)
The pollsters and the pundits, they overlooked just one thing when they wrote him off. They overlooked the caliber of the man himself, the determination, and resolve, and the sheer guts of Senator John McCain.
(APPLAUSE)
The voters knew better, and maybe that’s because they realized there’s a time for politics and a time for leadership, a time to campaign and a time to put our country first.
(APPLAUSE)
Our nominee for president is a true profile in courage, and people like that are hard to come by. He’s a man who wore the uniform of his country for 22 years and refused to break faith with those troops in Iraq who now have brought victory within sight.
(APPLAUSE)
And as the mother of one of those troops, that is exactly the kind of man I want as commander-in-chief.
I’m just one of many moms who will say an extra prayer each night for our sons and daughters going into harm’s way. Our son, Track, is 19. And one week from tomorrow, September 11th, he’ll deploy to Iraq with the Army infantry in the service of his country.
My nephew, Casey, also enlisted and serves on a carrier in the Persian Gulf.
My family is so proud of both of them and of all the fine men and women serving the country in uniform.
(APPLAUSE)
(AUDIENCE: USA! USA! USA! USA! USA!)
So Track is the eldest of our five children. In our family, it’s two boys and three girls in between, my strong and kind- hearted daughters, Bristol, and Willow, and Piper.
(APPLAUSE)
And we were so blessed in April. Todd and I welcomed our littlest one into the world, a perfectly beautiful baby boy named Trig.
You know, from the inside, no family ever seems typical, and that’s how it is with us. Our family has the same ups and downs as any other, the same challenges and the same joys.
Sometimes even the greatest joys bring challenge. And children with special needs inspire a very, very special love. To the families of special-needs…
(APPLAUSE)
To the families of special-needs children all across this country, I have a message for you: For years, you’ve sought to make America a more welcoming place for your sons and daughters. And I pledge to you that, if we’re elected, you will have a friend and advocate in the White House.
(APPLAUSE)
And Todd is a story all by himself. He’s a lifelong commercial fisherman and a production operator in the oil fields of Alaska’s North Slope, and a proud member of the United Steelworkers union. And Todd is a world champion snow machine racer.
(APPLAUSE)
Throw in his Yup’ik Eskimo ancestry, and it all makes for quite a package. And we met in high school. And two decades and five children later, he’s still my guy.
(APPLAUSE)
My mom and dad both worked at the elementary school in our small town. And among the many things I owe them is a simple lesson that I’ve learned, that this is America, and every woman can walk through every door of opportunity.
And my parents are here tonight.
I am so proud to be the daughter of Chuck and Sally Heath.
(APPLAUSE)
Long ago, a young farmer and a haberdasher from Missouri, he followed an unlikely path — he followed an unlikely path to the vice presidency. And a writer observed, “We grow good people in our small towns, with honesty and sincerity and dignity,” and I know just the kind of people that writer had in mind when he praised Harry Truman.
I grew up with those people. They’re the ones who do some of the hardest work in America, who grow our food, and run our factories, and fight our wars. They love their country in good times and bad, and they’re always proud of America.
(APPLAUSE)
I had the privilege of living most of my life in a small town. I was just your average hockey mom and signed up for the PTA.
(APPLAUSE)
I love those hockey moms. You know, they say the difference between a hockey mom and a pit bull? Lipstick.
(APPLAUSE)
So I signed up for the PTA because I wanted to make my kids’ public education even better. And when I ran for city council, I didn’t need focus groups and voter profiles because I knew those voters, and I knew their families, too.
Before I became governor of the great state of Alaska…
(APPLAUSE)
… I was mayor of my hometown. And since our opponents in this presidential election seem to look down on that experience, let me explain to them what the job involved.
(APPLAUSE)
I guess — I guess a small-town mayor is sort of like a community organizer, except that you have actual responsibilities.
(APPLAUSE)
I might add that, in small towns, we don’t quite know what to make of a candidate who lavishes praise on working people when they’re listening and then talks about how bitterly they cling to their religion and guns when those people aren’t listening.
(APPLAUSE)
No, we tend to prefer candidates who don’t talk about us one way in Scranton and another way in San Francisco.
(APPLAUSE)
As for my running mate, you can be certain that wherever he goes and whoever is listening John McCain is the same man.
(APPLAUSE)
Well, I’m not a member of the permanent political establishment. And…
(APPLAUSE)
… I’ve learned quickly these last few days that, if you’re not a member in good standing of the Washington elite, then some in the media consider a candidate unqualified for that reason alone.
(AUDIENCE BOOS)
But — now, here’s a little newsflash. Here’s a little newsflash for those reporters and commentators: I’m not going to Washington to seek their good opinion. I’m going to Washington to serve the people of this great country.
(APPLAUSE)
Americans expect us to go to Washington for the right reason and not just to mingle with the right people. Politics isn’t just a game of clashing parties and competing interests. The right reason is to challenge the status quo, to serve the common good, and to leave this nation better than we found it.
(APPLAUSE)
No one expects us all to agree on everything, but we are expected to govern with integrity, and goodwill, and clear convictions, and a servant’s heart.
And I pledge to all Americans that I will carry myself in this spirit as vice president of the United States.
(APPLAUSE)
This was the spirit that brought me to the governor’s office when I took on the old politics as usual in Juneau, when I stood up to the special interests, and the lobbyists, and the Big Oil companies, and the good-old boys.
Suddenly, I realized that sudden and relentless reform never sits well with entrenched interests and power-brokers. That’s why true reform is so hard to achieve.
But with the support of the citizens of Alaska, we shook things up. And in short order, we put the government of our state back on the side of the people.
(APPLAUSE)
I came to office promising major ethics reform to end the culture of self-dealing. And today, that ethics reform is a law.
While I was at it, I got rid of a few things in the governor’s office that I didn’t believe our citizens should have to pay for. That luxury jet was over-the-top.
(APPLAUSE)
I put it on eBay.
(APPLAUSE)
I love to drive myself to work. And I thought we could muddle through without the governor’s personal chef, although I got to admit that sometimes my kids sure miss her.
(APPLAUSE)
I came to office promising to control spending, by request if possible, but by veto, if necessary.
(APPLAUSE)
Senator McCain also — he promises to use the power of veto in defense of the public interest. And as a chief executive, I can assure you it works.
(APPLAUSE)
Our state budget is under control. We have a surplus. And I have protected the taxpayers by vetoing wasteful spending, nearly $500 million in vetoes.
We suspended the state fuel tax and championed reform to end the abuses of earmark spending by Congress. I told the Congress, “Thanks, but no thanks,” on that Bridge to Nowhere.
(APPLAUSE)
If our state wanted to build a bridge, we were going to build it ourselves.
(APPLAUSE)
When oil and gas prices went up dramatically and filled up the state treasury, I sent a large share of that revenue back where it belonged: directly to the people of Alaska.
(APPLAUSE)
And despite fierce opposition from oil company lobbyists, who kind of liked things the way that they were, we broke their monopoly on power and resources. As governor, I insisted on competition and basic fairness to end their control of our state and return it to the people.
(APPLAUSE)
I fought to bring about the largest private-sector infrastructure project in North American history.
And when that deal was struck, we began a nearly $40 billion natural gas pipeline to help lead America to energy independence.
(APPLAUSE)
That pipeline, when the last section is laid and its valves are open, will lead America one step farther away from dependence on dangerous foreign powers that do not have our interests at heart.
The stakes for our nation could not be higher. When a hurricane strikes in the Gulf of Mexico, this country should not be so dependent on imported oil that we’re forced to draw from our Strategic Petroleum Reserve. And families cannot throw more and more of their paychecks on gas and heating oil.
With Russia wanting to control a vital pipeline in the Caucasus and to divide and intimidate our European allies by using energy as a weapon, we cannot leave ourselves at the mercy of foreign suppliers.
(APPLAUSE)
To confront the threat that Iran might seek to cut off nearly a fifth of the world’s energy supplies, or that terrorists might strike again at the Abqaiq facility in Saudi Arabia, or that Venezuela might shut off its oil discoveries and its deliveries of that source, Americans, we need to produce more of our own oil and gas. And…
(APPLAUSE)
And take it from a gal who knows the North Slope of Alaska: We’ve got lots of both.
(APPLAUSE)
Our opponents say again and again that drilling will not solve all of America’s energy problems, as if we didn’t know that already.
(LAUGHTER)
But the fact that drilling, though, won’t solve every problem is no excuse to do nothing at all.
(APPLAUSE)
Starting in January, in a McCain-Palin administration, we’re going to lay more pipelines, and build more nuclear plants, and create jobs with clean coal, and move forward on solar, wind, geothermal, and other alternative sources. We need…
(APPLAUSE)
We need American sources of resources. We need American energy brought to you by American ingenuity and produced by American workers.
(APPLAUSE)
And now, I’ve noticed a pattern with our opponent, and maybe you have, too. We’ve all heard his dramatic speeches before devoted followers, and there is much to like and admire about our opponent.
But listening to him speak, it’s easy to forget that this is a man who has authored two memoirs but not a single major law or even a reform, not even in the State Senate.
(APPLAUSE)
This is a man who can give an entire speech about the wars America is fighting and never use the word “victory,” except when he’s talking about his own campaign.
(APPLAUSE)
But when the cloud of rhetoric has passed, when the roar of the crowd fades away, when the stadium lights go out, and those Styrofoam Greek columns are hauled back to some studio lot…
(APPLAUSE)
… when that happens, what exactly is our opponent’s plan? What does he actually seek to accomplish after he’s done turning back the waters and healing the planet?
(APPLAUSE)
The answer — the answer is to make government bigger, and take more of your money, and give you more orders from Washington, and to reduce the strength of America in a dangerous world.
(AUDIENCE BOOS)
America needs more energy; our opponent is against producing it. Victory in Iraq is finally in sight, and he wants to forfeit. Terrorist states are seeking nuclear weapons without delay; he wants to meet them without preconditions.
Al Qaeda terrorists still plot to inflict catastrophic harm on America, and he’s worried that someone won’t read them their rights.
(APPLAUSE)
Government is too big; he wants to grow it. Congress spends too much money; he promises more. Taxes are too high, and he wants to raise them. His tax increases are the fine print in his economic plan.
And let me be specific: The Democratic nominee for president supports plans to raise income taxes, and raise payroll taxes, and raise investment income taxes, and raise the death tax, and raise business taxes, and increase the tax burden on the American people by hundreds of billions of dollars.
(AUDIENCE BOOS)
My sister, Heather, and her husband, they just built a service station that’s now open for business, like millions of others who run small businesses. How are they…
(APPLAUSE)
How are they going to be better off if taxes go up? Or maybe you are trying to keep your job at a plant in Michigan or in Ohio…
(APPLAUSE)
… or you’re trying — you’re trying to create jobs from clean coal, from Pennsylvania or West Virginia.
(APPLAUSE)
You’re trying to keep a small farm in the family right here in Minnesota.
(APPLAUSE)
How are you — how are you going to be better off if our opponent adds a massive tax burden to the American economy?
Here’s how I look at the choice Americans face in this election: In politics, there are some candidates who use change to promote their careers, and then there are those, like John McCain, who use their careers to promote change.
(APPLAUSE)
They are the ones whose names appear on laws and landmark reforms, not just on buttons and banners or on self-designed presidential seals.
(APPLAUSE)
Among politicians, there is the idealism of high-flown speech- making, in which crowds are stirringly summoned to support great things, and then there is the idealism of those leaders, like John McCain, who actually do great things.
(APPLAUSE)
They’re the ones who are good for more than talk, the ones that we’ve always been able to count on to serve and to defend America.
Senator McCain’s record of actual achievements and reform helps explain why so many special interests, and lobbyists, and comfortable committee chairmen in Congress have fought the prospect of a McCain presidency from the primary election of 2000 to this very day.
Our nominee doesn’t run with the Washington herd. He’s a man who’s there to serve his country and not just his party, a leader who’s not looking for a fight, but sure isn’t afraid of one, either.
(APPLAUSE)
Harry Reid, the majority of the current do-nothing Senate…
(AUDIENCE BOOS)
… he not long ago summed up his feelings about our nominee. He said, quote, “I can’t stand John McCain.”
Ladies and gentlemen, perhaps no accolade we hear this week is better proof that we’ve chosen the right man.
(APPLAUSE)
Clearly, what the majority leader was driving at is that he can’t stand up to John McCain and that is only…
(APPLAUSE)
… that’s only one more reason to take the maverick out of the Senate, put him in the White House.
(APPLAUSE)
My fellow citizens, the American presidency is not supposed to be a journey of personal discovery.
(LAUGHTER)
(APPLAUSE)
This world of threats and dangers, it’s not just a community and it doesn’t just need an organizer.
And though both Senator Obama and Senator Biden have been going on lately about how they’re always, quote, “fighting for you,” let us face the matter squarely: There is only one man in this election who has ever really fought for you.
(APPLAUSE)
There is only one man in this election who has ever really fought for you in places where winning means survival and defeat means death. And that man is John McCain.
(APPLAUSE)
You know, in our day, politicians have readily shared much lesser tales of adversity than the nightmare world, the nightmare world in which this man and others equally brave served and suffered for their country.
And it’s a long way from the fear, and pain, and squalor of a six-by-four cell in Hanoi to the Oval Office.
But if Senator McCain is elected president, that is the journey he will have made. It’s the journey of an upright and honorable man, the kind of fellow whose name you will find on war memorials in small towns across this great country, only he was among those who came home.
To the most powerful office on Earth, he would bring the compassion that comes from having once been powerless, the wisdom that comes even to the captives by the grace of God, the special confidence of those who have seen evil and have seen how evil is overcome. A fellow…
(APPLAUSE)
A fellow prisoner of war, a man named Tom Moe of Lancaster, Ohio…
(APPLAUSE)
… Tom Moe recalls looking through a pinhole in his cell door as Lieutenant Commander John McCain was led down the hallway by the guards, day after day.
And the story is told, when McCain shuffled back from torturous interrogations, he would turn towards Moe’s door, and he’d flash a grin and a thumbs up, as if to say, “We’re going to pull through this.”
My fellow Americans, that is the kind of man America needs to see us through the next four years.
(APPLAUSE)
For a season, a gifted speaker can inspire with his words. But for a lifetime, John McCain has inspired with his deeds.
If character is the measure in this election, and hope the theme, and change the goal we share, then I ask you to join our cause. Join our cause and help America elect a great man as the next president of the United States.
Thank you, and God bless America. Thank you.
(EIGHT MINUTES OF UNINTERRUPTED APPLAUSE)
Notes: GOP - Grand Old Party (Nickname for the Republican party in the United States) PTA - Parent-Teacher Association (Name of a voluntary organization bringing together parents, teachers, and sometimes students) Published in "FOXNews.com". Wednesday, September 3, 2008.
PROFECIA:
"Nosso país se encontra em processo de decadência, encontramo-nos numa derrocada sem precedentes tanto dos valores cristãos quanto na política e na moral. É possível que a nossa amada, decantada e tão defendida "Democracia" nos conduza à negação final de independência, liberdade e justiça. Esta situação se deve à aquelas pessoas que elegeram de forma voluntária o falso profeta e seus seguidores da "estrela vermelha", esta sim a marca da besta, do Anticristo, além de ser o "pai da mentira" como também é denominado o próprio Satanás. Em Apocalipse 13, está escrito: "que a primeira besta, o Anticristo, que emerge do mar dos povos, aparentemente é alguém sem poder, um pobre coitado que não tem nada". Pois bem, o fato é que quase 60 milhões de adoradores do Anticristo lhe deram poder e autoridade, uma opção que selará o destino de todos nós brasileiros por inúmeras gerações." Assim falou Bootlead!
"When dark evil strides across the land, and even noble hearts shrink in fear, there are always warriors of pure spirit who take up the sword and stand their ground."