Showing posts with label Guerra. Show all posts
Showing posts with label Guerra. Show all posts

Saturday, January 10, 2009

QUE TOQUEM AS TROMBETAS DE GIDEÃO!












A Click AQUI para ver a imagem no tamanho original.


A FUNDA DE DAVI
por José Nivaldo Cordeiro

A guerra movida por Israel conta o Hamas, na Faixa de Gaza, era esperada e necessária e se presta a algumas reflexões, que pretendo fazer aqui. A primeira delas é identificar o exato cenário em que está sendo desenvolvida: o período anterior à posse de Barack Obama, que por origem e por crença tem um pendor natural para o mundo árabe. Sua secretária de Estado, Hillary Clinton, deixou-se fotografar no passado ao lado da mulher de Yasser Arafat e jamais escondeu sua simpatia pela causa palestina.

A outra referência no cenário geopolítico é o avanço do Irã no domínio do ciclo da energia atômica destinada a produzir bombas. Mesmo que seu primeiro artefato venha a ser pequeno e “caseiro”, artesanal, poderá mudar o eixo estratégico da região. O Irã dispõe de foguetes capazes de fazer chegar seus artefatos atômicos a qualquer lugar do Mediterrâneo. Até mesmo a Europa ficaria à mercê dos alucinados dirigentes iranianos.Esse guerra localizada contra o Hamas é um esplêndido exercício militar de fogo real, sem maiores riscos.

Por fim, diante de sua opinião pública o governo israelense tinha a obrigação de fazer calar os foguetes do Hamas. Certo, a validade militar dessas armas é nenhuma, imprecisas que são e incapazes de alcançar alvos militares. Servem apenas para matar civis ocasionalmente e para aterrorizar as cidades fronteiriças. Por isso mesmo que a provocação não poderia ser mantida indefinidamente. Era questão de tempo que o Exército israelense fosse dar um basta.

E há mais um fator importante. A opinião publica mundial já não mais se comove com a palhaçada propagandista dos guerrilheiros, que matam civis inocentes e usam como escudo sua própria população civil, acusando Israel de atrocidades quando, na verdade, estas são praticadas precisamente por eles, terroristas que são. Tirando a esquerda militante mundial ninguém se importa mais que esses malucos sejam militarmente neutralizados, pois é isso que precisa ser feito.

O governo de Israel fez o cálculo perfeito ao iniciar a campanha no período de festividades natalinas, quando toda a gente no Ocidente está em férias, os governos semi-paralisados e Barack Obama ainda sem ter a palavra final sobre a política externa dos EUA. Israel mandou um recado claro: qualquer que seja a política de Obama fará o que precisa ser feito para garantir a segurança de seus cidadãos. Colocou o novo presidente diante de um fato consumado, tanto que não se ouviu uma palavra dele sobre o assunto. Mesmo Hillary Clinton escondeu-se do problema, pois não há meios termos: ou se apóia Israel ou o Hamas. Nesse jogo não pode haver empate. Essa omissão será sempre suspeita.

O verdadeiro alvo israelense será o Irã, este que também é responsável por financiar, armar e treinar os insurgentes do Hamas. Lutar contra o Hamas na verdade é lutar contra o Irã. Não há como se enganar quanto a isso. A funda do pequeno Davi ainda uma vez terá que ser usada, pois Israel não poderá permitir a ameaça atômica iraniana. Esse tempo está próximo.


José Nivaldo Cordeiro: "Quem sou eu? Sou cristão, liberal e democrata. Abomino todas as formas de tiranias e de coletivismos. Acredito que a Verdade veio com a Revelação e que a vida é uma totalidade, não podendo ser cindida em departamentos estanques. Abomino qualquer intervenção do Estado na vida das pessoas e na economia, além do imprescindível para manter a ordem pública. Acredito que a liberdade é um bem que se conquista cotidianamente, pelo esforço individual, e que os seus inimigos estão sempre a postos para destruí-la. Preservá-la é manter-se vigilante e sempre disposto a lutar, a combater o bom combate. Acredito que riqueza e prosperidade só podem vir mediante o esforço individual de trabalhar. Fora disso, é sair do bom caminho, é mergulhar na escuridão da mentira e das falsas promessas".



José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP e editor do site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado". E-mail: nivaldocordeiro@yahoo.com.br


Publicado no site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado".
Domingo, 04 de janeiro de 2009.



Com os diabos! Para onde fugiram os "guerreiros de Allah"? Eram tão "valentes"...


Brasil: Duas gerações de idiotas sofreram "lavagens cerebrais" KaGeBianas.



Thursday, September 18, 2008

Honra e interesse, não cabem no mesmo saco!

Foto: Pátio Tenente Moura (AMAN - Academia Militar das Agulhas Negras)






























O Exército que temos e o Exército que precisamos.
por Gélio Augusto Barbosa Fregapani

A História está cheia de exemplos de derrotas de bons exércitos que pararam no tempo. Durante uma guerra, os exércitos evoluem se ainda tiverem oportunidade, mas a deusa da vitória só sorri para quem, se antecipando, soube quando, por que e como mudar.

Querendo preparar o nosso Exército para vencer nas guerras que podem acontecer , devemos primeiro identificar quais as ameaças à nação que possam justificar uma guerra, em que tipo de guerra teríamos que lutar e, finalmente como poderíamos vencer tal guerra.

Exércitos servem para garantir, pela força, os objetivos nacionais. Isto só funciona se for forte suficiente e adequado ao tipo de luta que se pode prever. Ainda que os Objetivos Nacionais devam ser definidos pelos governos, todos conhecem alguns deles que necessariamente devem ser garantidos pela força: a Independência; a Integridade Territorial, a Autonomia em face de pressões militares e a Ordem Interna. Consideramos que não existe ameaça à Independência. A independência é um fato consolidado e irreversível. Entretanto quanto aos outros objetivos...

Até a década de 60, a Amazônia não era motivo de preocupação. Era tida como Região Amortecedora — na nossa Geopolítica e na de alguns ‘brasilianists’ norte-americanos. A partir de então, os oficiais em serviço na área iniciaram a detectar sinais de perigo. Mesmo para os desavisados a Amazônia passou a ser algo mais do que uma região ocupada por uma densa floresta tropical em 1986, quando milhares de cidadãos europeus assinaram documento que foi submetido ao Congresso Constituinte no Brasil com a intenção de que fosse incorporado ao texto da Carta Magna que estava sendo elaborada, dando às tribos indígenas o status de Nação. Na década de 90 as pressões internacionais atingiriam um grau alarmante.

No ocaso da Guerra Fria, já estava evidente que a ameaça estava ao norte, e não partia de nossos vizinhos, mas de povos mais evoluídos contando com forças muito superiores. Para esta última hipótese, estudos do Estado Maior mostravam nossa completa inferioridade não só de efetivos como principalmente de armamentos e tecnologia

Reconhecida como principal, ameaça, a ambição estrangeira pela Amazônia, evidenciou-se que entre os cenários possíveis haveria o de confronto militar. Os dois sub-cenários mais prováveis: a secessão de terras indígenas apoiadas pelas grandes potências ou a simples tomada a "manu militari" para se apoderar de matérias primas, sempre nas desabitadas mas altamente mineralizadas serras do norte da Amazônia.

Obviamente que, em qualquer dos casos, enfrentaríamos um inimigo infinitamente superior, impossível de vencer em campo raso, que contará com supremacia aérea e naval e ainda terá ao seu lado as tribos indígenas industriadas pelas ONGs. No caso de secessão de terras indígenas, mesmo apoiadas militarmente por países desenvolvidos, a guerra provavelmente se circunscreveria às terras do norte da Amazônia. No caso de agressão militar aberta, numa tentativa de quebra da vontade nacional podemos esperar bombardeios seletivos como das hidrelétricas, tomada ou destruição das plataformas de petróleo, bloqueio naval, bombardeios e mesmo tomada de cidades, centros industriais e de decisão. Em ambos os casos, o tamanho do território nacional impede uma ocupação total, o que significa que sempre teremos uma base para contra-atacar.

Identificada a ameaça, a boa doutrina aponta o método a ser seguido: perguntamos se a nossa organização, nossos equipamentos e nossos procedimentos conteriam a ameaça. Caso negativo, o que necessitaremos modificar nos procedimentos, equipamentos e organização para garantir o sucesso. Trataremos aqui, para esta hipótese, apenas da preparação das Forças de Terra abstraindo a ação das demais Forças armadas e da também indispensável Defesa Civil. Mesmo limitando o estudo ao Exército, será necessário alguma "quebra" de paradigmas. Algo difícil, pois abarca aspectos de ordem cultural e requer mudanças na doutrina e nos conceitos organizacionais e operacionais, porém devemos encarar a necessidade da transformação da Força Terrestre como inevitável se quisermos vencer, ou mesmo termos uma oportunidade de dissuadir o adversário de por seus planos em execução.

– O Exercito que temos. Como está?

Com parcos recursos o Exército Brasileiro faz grande esforço para manter algum poder de combate. Tal como na maioria dos Exércitos atuais, a brigada e a divisão são os tipos de Grande Unidade permanente. A brigada com 2 a 5 batalhões e a Divisão com 2 a 5 Brigadas, sempre com as unidades complementares de artilharia, engenharia comunicações e apoio logístico. A estrutura é flexível; seria adaptada para o combate campal se fosse dotada de material atualizado.

Possuímos quatro divisões razoavelmente completas (ainda que dotadas de material defasado), sendo as demais incompletas. Poucas unidades e apenas uma brigada são constituídas por tropa profissional. A maioria das unidades, sujeita ao ciclo anual de incorporação e baixa dos conscritos quase nunca está pronta para o combate. Em sua maioria os batalhões têm boas condições de montar patrulhas de combate, mas não de atuar como uma unidade em combate moderno. Em operações, podem ser empregadas brigadas orgânicas ou Forças-Tarefa compostas por elementos de uma ou mais brigadas, como acontece nas Forças de Paz enviadas ao exterior.

Convencido que não teria inimigos a altura na América do Sul, o Exército deu mais ênfase à mobilização do que ao pronto emprego. A dimensão do País e a experiência da Guerra do Paraguai reforçavam a certeza que, uma vez atacado, as forças vivas da nação teriam condições de reagir e montar o exército que fosse necessário. Durante um século nossas hipóteses de guerra versavam em torno da herança colonial, contra os castelhanos da Argentina ou mesmo contra uma coligação de países do Cone Sul. Para aquela guerra estávamos relativamente preparados: bastava retardar o inimigo até uma linha defensiva, agüentar lá até que o nosso potencial fosse mobilizado, quando passaríamos a ofensiva. Isto não aconteceu. Em vez disso tivemos que enviar uma Força Expedicionária contra a Alemanha, e só conseguimos juntar uma Divisão, assim mesmo equipada pelos nossos aliados. A partir daí, com a Guerra Fria, esta hipótese foi perdendo força, avultando as necessidades da defesa interna, aliás, bem sucedida, e a pressuposição que numa próxima guerra, nossa participação seria com nova força expedicionária. Que a defesa do território se resumiria a questões intestinas.

As falhas do sistema, já vivenciadas por ocasião da FEB, evidenciavam cada vez que devia ser montada com rapidez uma força expedicionária, mesmo que fosse só um batalhão em missão de paz. Avultou a necessidade de haver tropas de pronto emprego e de mobilidade aérea para as operações internas. Mesmo carente de recursos, o Exército preparou como pode tropas de pronto emprego e criou uma aviação própria. Para enfrentar a hipótese de confronto com forças muito superiores, especialmente nas serras do norte da Amazônia, estudos do Estado Maior mostravam nossa completa inferioridade não só de efetivos como, principalmente, de armamentos e tecnologia. Temos consciência de que uma nossa unidade militar com o armamento e o equipamento existentes, que se choque em campo raso com uma unidade dotada com armamento e equipamento modernos, se desmanchará como um pote de barro trombando com um pote de ferro.

Nosso Exército, da forma em que está não tem possibilidade de superar esta ameaça, quer se circunscreva às áreas ambicionadas da Amazônia quer inclua atuação nos pontos chaves do espaço ecúmeno nacional visando quebrar a vontade de resistir. Podemos agüentar bombardeios em nosso território, por muito prejuízo que cause. Havendo invasão de espaço povoado, até poderemos responder com guerrilhas rurais e urbanas, se as tivermos preparado com antecedência; entretanto mesmo as tropas de pronto emprego não teriam como fazer face ao poderoso inimigo em batalha campal, e a tão necessária mobilidade aérea, indispensável face ao tamanho do nosso território, é completamente inútil quando o inimigo tem a supremacia no ar.

Caso o inimigo se limite a estabelecer uma "Zona de Exclusão" no estilo que houve nas Malvinas abrangendo apenas as reservas indígenas da fronteira (Ianomami, Raposa, Uai-Uai, Atroari e outras, - exatamente nas mineralizadas serras do norte), reação possível somente com as tropas existentes no local da invasão ou com as que conseguirmos levar até lá. Com certeza se repetiriam, em nossos pelotões de fronteira, episódios como o de Antonio João em Dourados, de significado moral, mas de nulo efeito operacional. Os atuais pelotões de Fronteira são marcos da nacionalidade, mas em termos bélicos não têm maior significação; ao contrário, por não serem auto-suficientes, terão que ser sustentados logisticamente mesmo estando fora da área atacada em ocasião em que todos os meios disponíveis serão necessários em combate. Só articulando com antecedência se poderia contar com o auxílio de umas poucas tribos indígenas e principalmente dos garimpeiros.

No momento, para evitar a atuação de inimigo muito superior em apoio à independência de nações indígenas, o Exército aposta no que lhe resta: a dissuasão que possa ser provocada pela certeza de que faríamos uma guerrilha infindável na selva, estratégia denominada "de resistência"; transfere toda a tropa que pode para a Amazônia, mas ainda está longe de ter a força necessária nas proximidades das serras da fronteira, o verdadeiro teatro das prováveis disputas, onde se encontram as cobiçadas jazidas de minérios estratégicos.

Considera-se inevitável a supremacia aérea inimiga. O bloqueio aéreo dos rios e estradas nos impedirá de levar para lá um só batalhão sem atravessar centenas de quilômetros de selva. Isto significa que deveríamos estar lá antes da guerra.

Resumindo: Exército tem boas condições de superar as ultrapassadas hipóteses de Guerra e de atuar eficazmente na segurança interna, mas está com o dispositivo, a organização equipamento e armamento inadequado para enfrentar as principais ameaças que podemos vislumbrar.

– Muito bem, e daí? – Qual o próximo passo?

Antes de pensarmos qual o tipo de Exército que nos convém, façamos algumas considerações sobre a natureza das guerras na atual conjuntura.

Dia a dia as armas são aperfeiçoadas e novas aparecem. Os mísseis, cada vez mais portáteis se revelam eficazes contra aeronaves, contra pessoal e principalmente contra carros de combate. A situação destes últimos se assemelha a do cavaleiro medieval quando do aparecimento do mosquete; pensava-se que ainda haveria muitas flechas e lanças, e que a armadura deveria ser conservada. Foi necessário um século de perdas sangrentas para aprender que o mosquete era o novo rei. O mesmo acontece agora; a mobilidade continua importante, a blindagem não. Os exércitos modernos (ainda não é o nosso caso) podem identificar alvos pela assinatura eletrônica, pelo calor e podem destruir qualquer alvo identificado. Em conseqüência, as armas devem ficar longe da guarnição, manejadas por controle remoto ou então não apresentar alvos compensadores ou ainda se deslocar rapidamente após o tiro.

Devemos também considerar que, com a ampliação das áreas urbanas, a concentração das riquezas e nós de comunicação nas cidades, o combate tende a ser cada vez mais em ambiente urbano. Será vantajoso reavaliar a organização e o equipamento criado para o combate campal na hipótese dos combates se desenvolverem predominantemente em cidades. Já no presente, com as armas acionadas por controle remoto, e cada vez mais no futuro as armas serão dotadas de sensores que apontarão e decidirão quando atirar. Algumas elementares (minas e armadilhas) são empregadas desde muito tempo, mas o futuro nos promete a grande ampliação do uso de armas com sensores que decidirão por si quando atirar ou explodir. Muito da camuflagem será o como "enganar" os sensores.

Por fim, pode-se esperar que os alvos serão fugazes; as situações evoluirão com muita rapidez e as comunicações não serão confiáveis, tal o espectro de interferências. Em conseqüência dificilmente haverá oportunidade de informar novos dados para receber ordens. Desta forma valerá a iniciativa, boa ou não, dentro de um objetivo geral tipo "fazer algo que ajude a ganhar a guerra". A História está cheia de exemplos de derrotas de bons exércitos que pararam no tempo. De exércitos que se prepararam para a guerra que passou. Durante a guerra, os exércitos que não cedem podem evoluir, mas a guerra de hoje pode não ser longa suficiente. A deusa da vitória sorri para quem, se antecipando, soube quando, por que e como mudar.

Já reconhecemos como principal a ameaça de ataque de forças muito superiores, e selecionamos os dois principais cenários: a secessão de terras indígenas, guerra necessariamente circunscrita ainda que apoiada pelas grandes potências, ou a simples tomada por estas, a "manu militari" das mineralizadas serras do norte da Amazônia. Já vimos que, neste caso tenderia a haver ações inimigas no restante do território visando quebrar a vontade nacional por bombardeios seletivos como das hidrelétricas e a tomada ou destruição das plataformas de petróleo e mesmo tomada de cidades centros industriais e de decisão.

Obviamente que, em ambos os casos, enfrentaremos um inimigo que contará com supremacia aérea e naval, impossível de vencer em campo raso. Considerando que não poderemos vencer exércitos muito superiores em campo aberto, nos resta a selvas e as cidades, que reduzem de muito a eficiência dos equipamentos superiores e são reconhecidamente locais adequados à defesa. Nas cidades contaríamos com o auxílio da população. Na selva, nossa superioridade de conhecimento do terreno fica diminuída se o inimigo tiver ao seu lado as tribos indígenas industriadas pelas ONGs.

Também concluímos que dificilmente conseguiríamos deslocar tropas para o local da invasão. Sabemos também que é impossível uma ocupação total do território nacional, e que sempre teremos uma base para contra-atacar. Articulando com antecedência, se pode conseguir, nas serras da Amazônia a cooperação de umas poucas tribos indígenas e principalmente dos garimpeiros.

Resumindo: Já que o nosso dispositivo, nossos meios e nosso procedimento se mostram inadequados para enfrentar as ameaças que identificamos, devemos adaptá-los o quanto antes. Conseguindo em tempo útil talvez até possamos evitar a guerra. Enquanto nossas forças forem reconhecidamente insuficientes, deixam de ser um elemento de dissuasão e passam a ser mais um atrativo.

– O Exército que precisamos

Recordando: considerando que, na hipótese de combatermos exércitos muito superiores, não poderemos enfrentá-los em campo aberto. Nos restará a selva, que reduz de muito a eficiência dos equipamentos superiores e as cidades, reconhecidamente locais adequados à defesa e onde a população é brasileira. Sendo a guerra circunscrita à área em disputa, ou seja, abrangendo as reservas Ianomami, Raposa-Serra do Sol, Uai-Uai Atroari-Uaimiri, (exatamente nas mineralizadas serras do norte) a guerra será na selva, mas o bloqueio aéreo dos rios e estradas nos impedirá de levar para lá um só batalhão sem atravessar centenas de quilômetros de selva. Isto significa que devemos estar lá antes da guerra. Caso a guerra se estenda além da área ambicionada certamente haverá bombardeios e ocupação de cidades, especialmente as portuárias, exigindo também uma adequação para a nova situação

– Baseado nessas premissas, proporemos:

1- Alterações no dispositivo

2- Alterações no recrutamento e formação

3- Alterações na organização

4- Alterações nos armamentos e equipamentos

5- Alterações nos procedimentos de combate

1 - ALTERAÇÕES NO DISPOSITIVO

Objetivo: localizar a tropa para fazer face à ameaça.

Considerando que a principal ameaça estará nas serras do Maciço Guianense (as serras que separam nosso País dos vizinhos do norte), é lá que devemos reunir, com o máximo de antecedência, as tropas de combate especializadas e as de apoio, também especializadas à região. Como exemplo, nas áreas Ianomâmi e Raposa-Serra do Sol, os atuais pelotões de Fronteira necessitam ser transformados com urgência em tropas de combate. Penso ser factível no momento transformá-los em Companhias Especiais, com quatro pelotões de Infantaria de Selva e um pelotão de defesa de base, que é o atual pelotão de Fronteira. Outras companhias necessitam ser criadas nas áreas Tiriós, Uai-Uai e Atroari. Essas Companhias Especiais devem preparar a guerra no local, estocando gêneros e munição em locais ocultos e se ligando com antecedência com garimpeiros e índios leais. Cada pelotão de Selva, com quatro grupos de combate, e deve ser dotado de mísseis portáteis, inclusive anti-aéreos. Estas companhias "de emboscada" devem ter condições de desenvolver operações independentes, juntamente com seus aliados índios, caboclos locais e garimpeiros.

A massa das tropas de combate que não forem localizadas na região onde se espera o combate seja localizada nas cidades que forem mais ameaçadas (Belém, Manaus, Boa Vista, Brasília, Rio, Salvador etc.), e especializadas, em combate em localidade. Nas proximidades da sede dos Comandos Militares de Área um batalhão de comandos pára-quedistas e da Capital Federal também um de Operações Especiais. Excelente medida já foi a criação de Bases Logísticas, liberando tropas para saírem e atuar em outros locais.

2 - ALTERAÇÕES NO RECRUTAMENTO E FORMAÇÃO

Objetivo: Ter tropas sempre prontas para uma reação imediata e reservas para uma ação prolongada.

Considerando que, nas atuais condições, nossas tropas são pouco mais do que escola de recrutas, os quais só estarão treinados no final do ano de instrução, e assim permanecerão por poucos meses; considerando ainda que os quadros, empenhados na instrução de recrutas e na administração têm pouco tempo e pouco estímulo para exercitar sua função primordial, qual seja, - bem comandar sua fração em combate, - a mudança se faz necessária quer no recrutamento, quer na preparação dos soldados e dos quadros.

2.1 - Recrutamento e formação de soldados

Por muitas razões, nos convém o recrutamento universal. Entretanto, a pequena quantidade de conscritos que podemos incorporar anualmente não passa de 0,5% dos rapazes em idade militar. É necessária uma reformulação, não só para que seja recebida alguma instrução militar, mas para que seja incutida e cultivada a noção de Pátria e dos valores indispensáveis à nacionalidade. A solução são os "Tiros de Guerra". Será fácil estabelecê-los nas cidades, um por cem mil habitantes. Isto atenderá a 10% dos jovens, o que ainda é pouco mas bem melhor do que os atuais 0,5%. É óbvio que os reservistas/atiradores terão melhores condições de, liderados pelos próprios diretores do Tiro de Guerra, de desencadearem guerrilhas em seus locais de formação do que se não tivessem alguma instrução militar.

A incorporação na tropa, para voluntários, só após o Tiro de Guerra. Como o uso de armamento moderno não é assunto para amadores, nos parece conveniente o engajamento mínimo de três anos, mas na tropa não mais será necessário perder tempo com os ensinamentos elementares de ordem unida, armamento individual e procedimento em situações diversas. A tropa passa a ser tropa e não escola de recrutas como na atualidade. As escolas de recrutas seriam os Tiros de Guerra.

2.2 - Recrutamento e formação de sargentos e de oficiais temporários

O ideal é transformar os CPOR em Centros de Preparação de Quadros da Reserva – CPQR. Um por Região Militar. Estes formariam sargentos temporários no primeiro semestre e oficiais temporários no segundo. Livres da formação básica militar, já que seria requisito para a matrícula o serviço no Tiro de Guerra, (com ingresso mediante concurso) o CPQR ensinaria a ser sargento, e em função específica. Todos os terceiro sargentos seriam temporários. A partir de 3 anos de sargento poderiam fazer concurso para o Curso de Aperfeiçoamento, na ESA, onde, concluído o curso, seriam promovidos a segundo sargentos a passariam a profissionais, de carreira. Assim o Exército teria todos os terceiros e segundos sargentos que necessitasse, sem se preocupar com o gargalo nas promoções. Analogamente no segundo semestre seriam formados os oficiais temporários. Requisitos para prestar concurso: ter concluído o curso de sgt e sido aprovado em um vestibular. Tal como no curso de sargentos, a formação será para funções específicas, a partir dos ensinamentos aprendidos nos cursos de sargento (cobrados no concurso).

Na tropa não haveria recrutas. Isto nos permitirá que a mantenhamos permanentemente em condições de pronto emprego, livrando-as da atual função de serem pouco mais do que escolas de recrutas, ao contrário da situação atual, em que as tropas só estão em condições de emprego poucos meses por ano.

2.3 - Recrutamento e formação de oficiais de carreira

Ter cursado um Tiro de Guerra deve ser um dos pré-requisitos para os candidatos á Escola Preparatória, que equivaleria a um curso de sargentos no CPQR. Para o ingresso, uma média ponderada da prova intelectual com um exame psicotécnico que possa medir a vocação guerreira. Um chefe militar não pode ter como aspiração uma carreira dedicada à burocracia de tempo de paz.

Quando a pátria está em perigo, todos entram na luta, mas o sucesso é mais difícil quando ela não é conduzida por guerreiros vocacionados.

3 - ALTERAÇÕES NA ORGANIZAÇÃO

Objetivo: adequar a organização para aproveitar ao máximo as inovações tecnológicas e as particularidades do terreno de selva e do ambiente urbano, onde se espera a busca das decisões.

A aceitação cega da tradição faz com que, muitas vezes, os militares não percebam que a situação mudou. Um exemplo disto foi a lenta morte da cavalaria hipomóvel, muito depois de sua obsolescência no campo de batalha. Nosso sistema de organização em armas e serviços, herdados da História, já deixou de ser útil desde que a complexidade da organização impôs idênticas funções em muitas tarefas das diferentes armas e serviços atuais. Assim, o soldado que maneja uma metralhadora tem a mesma função na atual Infantaria, Cavalaria ou Intendência, não se justificando mais estarem "presos" a uma arma ou serviço. Tratando-se de graduados e de oficiais, mais ainda se acentua a possibilidade de "intercâmbio", chegando ao auge entre oficiais de Estado Maior, cujo ecletismo felizmente é adotado nas Grandes Unidades.

Sendo o atual sistema de armas e serviços ultrapassado e passível de aprimoramento, sugerimos que as unidades sejam definidas por sua finalidade e, seus componentes, por especialidade. Assim haveria unidades de assalto, de choque, de guerra urbana, de guerra na selva, de reconhecimento, de apoio de fogo, de apoio ao movimento, de apoio logístico, de guarnição e o que mais for necessário. As especializações de pessoal que forem comuns se tornam intercambiáveis nos diversos tipos de Unidades.

Além da organização geral, o Estado Maior deverá estudar a adequação de todos os escalões, a começar pelos elementares. Como exemplo vejamos o Grupo de Combate. Considerando que a moderna psicologia de combate nos indica que normalmente, em cada agrupamento reunido apenas um homem combate e os outros acompanham, convém seja criada uma fração elementar de três homens, que é o menor grupamento com psicologia de grupo. Esta fração só pode ser a esquadra, certamente a ser comandada por um cabo. Em conseqüência o grupo de combate ficará composto por três esquadras de três homens cada. A partir daí, cada escalão deverá ser adequado ao ambiente, visando à futura necessidade que terão de agir muitas vezes sem ligação com os escalões superiores e, o quanto possível, sem cauda logística. Naturalmente o Estado Maior do Exército terá que estudar a organização conveniente para todos os escalões, e o respectivo equipamento.

4 - ALTERAÇÕES NOS ARMAMENTOS E EQUIPAMENTOS

Objetivo: Aproveitar as evoluções tecnológicas no que estiver ao nosso alcance, cuidando de minimizar os efeitos da superioridade tecnológica do inimigo

Ameaçando a utilidade das armas tradicionais, as novas armas ameaçam fazer uma revolução na guerra, que corre paralela à evolução das táticas. Houve um momento na história em que o tiro do mosquete varou a armadura do cavaleiro. Isto foi reconhecido de imediato, mas se pensou que ainda haveria muitas flechas e que valeria a pena manter a couraça. A mobilidade continuou importante, mas a armadura não. O mesmo acontece hoje com a blindagem face aos mísseis, cada vez mais portáteis, e a ameaça aérea, esta capaz de varrer completamente o carro de combate do campo de batalha. Em nossa hipótese de guerra contamos que o inimigo terá a supremacia aérea. Contamos também que poderá atingir, com mísseis guiados por GPS, o que quer que tenha sido localizado pela imagem, pelo som, pela assinatura eletrônica e outros meios. E teremos que nos adequar a esta situação.

O rumo da adequação passa pela camuflagem, pelo uso de túneis e subterrâneos, pelos alvos simulacros para atrair o fogo inimigo, pela mobilidade e pelas armas distanciadas das guarnições, neste caso aceitando sua destruição depois de cumprida sua tarefa. Para enfrentar a ameaça aérea, mísseis adequados e dispersão. Veículos maiores serão armadilhas mortais. Podem ser usadas motocicletas, dentro do "conceito dragão", isto é deslocamento motorizado e combate a pé. A maior viatura imaginada para o ambiente descrito é o "boogie" ou bugre como chamado em alguns locais, armado com um poderoso míssil.

O primeiro cuidado será com a adequação do equipamento individual. Tal como o armamento, o equipamento atualmente usado foi pensado para o uso no campo. O armamento ideal de uma esquadra de três homens seria um míssil portátil, um fuzil 762 de precisão com luneta e um FM. Com o homem do míssil, ainda uma submetralhadora, que continua sendo a melhor arma para o combate aproximado. É verdade que isto complica a logística. Complica, mas facilita o combate. O tiro de precisão a longa distância é o mais mortífero e o que causa maior efeito moral. O FM é a base do poder de fogo. Melhor que seja de calibre 556 para poder ser transportada mais munição, diminuindo a necessidade logística. O míssil portátil uma vez disparado com sucesso terá cumprido sua finalidade e o soldado ainda terá a sua submetralhadora, que continua sendo a melhor arma para o combate aproximado. Tudo fácil de ser fabricado. Mísseis elementares são de fácil fabricação por qualquer fabricante de fogos de artifício.

A Avibrás está em condições de igualar os melhores do mundo, os Karl Gustav suecos, e de planejar e fabricar mísseis maiores, capazes de fornecer eficaz apoio de fogo e contra-bateria. Obviamente necessário para este tipo de guerra, o desenvolvimento de minas e outras armas acionadas por controle remoto. Quanto ao ambiente urbano, pensar em armas com jogo de espelhos que permitam o tiro com o atirador abrigado por uma esquina. Substituir as ferramentas de sapa, inúteis nas cidades, por picaretas de minerador ou algo similar para abrir paredes. Importante equipamento: extintores de incêndio. Quanto ao armamento das demais tropas especializadas, é só seguir a mesma metodologia. Em todos dar especial ênfase a armas que possam ser acionadas de longe, por controle remoto ou mesmo com sensores que acionem o disparo ou a explosão.

5 - ALTERAÇÕES NOS PROCEDIMENTOS DE COMBATE

Objetivo: entender a forma de luta com a qual possamos vencer um exército superior e tecnologicamente mais avançado.

Premissas da guerra:

1ª terá supremacia aérea;

2ª as nossas comunicações não serão confiáveis ou mesmo serão impossíveis;

3ª a superioridade de fogo do inimigo tornará inconveniente o enfrentamento onde as condições geográficas não limitem a eficácia do armamento superior.

Em conseqüência, neste contexto, pouco adiantaria apenas dotarmos algumas brigadas com material moderno; mas devemos evitar o combate campal, levar a guerra onde a superioridade inimiga possa ser reduzida ou neutralizada por fatores ambientais, ou seja as cidades e as florestas. É necessário o intenso uso de minas e de armas acionadas a distância. Contra elas é difícil a defesa e os contra-ataques destruirão armas, mas não causarão baixas. Acima de tudo será necessário desenvolver uma forte doutrina que privilegie a iniciativa.

Sabemos que em ambiente onde haverá interferência contínua nas comunicações, onde será impossível de haver sigilo, as comunicações não serão confiáveis e as ordens recebidas podem ser apenas um engodo da interferência eletrônica do inimigo. Os alvos fugazes e as situações fluidas tenderão a exigir ação imediata, não comportando a espera de nova orientação. Isto exigirá iniciativa em todos os escalões. Claro, algumas iniciativas serão erradas e até podem causar dano, mas no seu conjunto será altamente vantajoso. Esta é a única forma de enfrentar esse tipo de guerra. Aos comandantes, nos vários escalões, caberá dar a orientação geral. Num ambiente fluído, onde as comunicações serão inexistentes ou inconfiáveis, apenas a capacidade de decisão dos combatentes poderá ser usada para aproveitar as oportunidades de reagir em tempo útil. Isto é uma nova forma de disciplina, muito mais consciente a que teremos que nos acostumar.

Talvez o nosso País não tenha escolhido ser potência; certamente também não é por sua vontade que é objeto de cobiça, - isto tudo é uma imposição da geografia. O desafio com que hoje nos defrontamos é escolher entre defender o que é nosso ou desistir de aproveitar as benesses em minérios com que o Criador nos brindou. Já dizia o grande Bismarck: "Riquezas minerais em terras de povos que não querem ou não podem utilizar deixam de ser vantagens para se tornar um perigo para seus detentores".

Direitos, sabemos que o Brasil tem sobre seu território. Aqui cabe uma expressão do nosso Ruy Barbosa:

"PAÍSES QUE CONFIAM MAIS EM SEU DIREITO DO QUE EM SEUS SOLDADOS, ENGANAM A SI MESMO E CAVAM SUA RUÍNA"


Gélio Augusto Barbosa Fregapani é Coronel do Exército Brasileiro.








Publicado no blog "A Continência" (Cel Erildo).
Quarta-feira, 17 de setembro de 2008, 02h02.



ATENÇÃO! ISTO É GRAVE, GRAVÍSSIMO – Bootlead



Tuesday, June 10, 2008

Bootlead: "MOMENTO HUMORÍSTICO".
RIR É O MELHOR REMÉDIO? ENTÃO, NÃO MORRA DE TANTO RIR.

Assista mais um capítulo da Comédia-Pastelão Bolivariana "Los Chaburros".

Estrelando o maior comediante venezuelano da atualidade, Huguito Chávez ("EL PAYASO ESCARLATA") e grande elenco de autênticos palhaços bolivarianos.

*Chaburros: Como são chamados os comediantes da companhia circense "Os Idiotas Latrinos-Americanos", que também é um antropônimo de Cháves + burro.

Um oferecimento da VTV (Venezolana de Televisión), coirmã da TV Brasil (TV Lula), "A TV que ninguém V".

Click na seta ou no botão PLAY (4), para ativar o vídeo.
Obs: Caso o download esteja lento ou intermitente, click no botão PAUSE (;), aguarde completar o carregamento e então pulse play.



TOLOS LATRINOS UNIRDES NA MESMA CLOACA!


"PÁTRIA, SOCIALISMO OU MORTE!" MORTE COM CERTEZA!






Hipocrisia Presidencial – Cel Av Luís Mauro Ferreira Gomes

Tuesday, March 04, 2008

Que coisa mais nojenta! Sem palavras.

Vídeo: PETISTAS VENEZUELANOS

Click na seta ou no botão play (4) duas vezes, para ativar o vídeo.

Como bem definiu Diogo Mainardi: "É uma gente embriagada, barulhenta, porca, feia e de pernas curtas".



Saturday, January 26, 2008

¿Será la América Latina crucificada?











































Acusación de Chávez causa alarma militar
por Casto Ocando y Gonzalo Guillen

En una escalada sin precedentes en la relación bilateral de los últimos años, el presidente Hugo Chávez acusó ayer al gobierno de Colombia de ''estar fraguando una provocación bélica contra Venezuela'', presuntamente instigada por el gobierno de Estados Unidos, lo que según analistas está creando una situación "pre-bélica''.

Las declaraciones del mandatario venezolano encendieron las alarmas en sectores militares y civiles de Venezuela y Colombia, mientras se producían reportes de movilizaciones preventivas de tropas hacia zonas fronterizas.

"Yo acuso al gobierno de Colombia de estar fraguando una conspiración, actuando como peón del imperio norteamericano, de estar fraguando una provocación bélica contra Venezuela'', declaró Chávez durante una conferencia que ofreció acompañado por el presidente de Nicaragua, Daniel Ortega.

El mandatario venezolano acusó a Estados Unidos de ser el instigador de la ''agresión militar'', y anticipó que si se produce un conflicto bélico, "el petróleo llegaría como a 300 dólares''.

''Aquí tendrán que pasar sobre nuestros cadáveres, los invasores'', advirtió Chávez.

El jefe de Estado basó su denuncia en fuentes de inteligencia venezolana y de otros países, así como en las visitas de tres altos funcionarios norteamericanos a Colombia en las últimas semanas, entre ellos la secretaria de Estado Condoleezza Rice y el jefe del comando sur, general James Stadrivis.

"Yo quiero alertar al mundo: no se le vaya a ocurrir al gobierno de Colombia una provocación contra Venezuela ... porque tenemos información de inteligencia, no sólo las nuestras, sino también de otros países de América Latina nos han hecho llegar preocupaciones, porque la visita de Condoleezza Rice a Colombia, eso no es casual''.

El portavoz de la presidencia colombiana, César Velásquez, se abstuvo de reaccionar a las palabras de Chávez.

La denuncia se produjo en medio de una de las peores crisis entre los gobiernos de Venezuela y Colombia.

La denuncia coincide además con el inicio a principios de esta semana de la Operación Caribe 01, una serie de ejercicios de guerra convencional del ejército venezolano que se prolongarán hasta el próximo 3 de febrero.

Unos 3,000 efectivos de la Fuerza Armada Nacional (FAN) concluyeron ayer la primera etapa de la operación, que incluyó movilizaciones de aeronaves de ataque, tanques pesados y ligeros, helicópteros y abundante munición, entre ellos obuses de 155 milímetros, según un reporte de la Agencia Bolivariana de Noticias.

Los ejercicios tienen como objetivo que ''el pueblo venezolano esté consciente y tranquilo de que tiene una Fuerza Armada Nacional bolivariana, que a la hora de cualquier conflicto, estará presente, eficiente y eficazmente'', afirmó el jueves el general Cliver Alcalá Cordones, comandante de la Guarnición de Valencia, en el centro del pais, que participó en los ejercicios.

Las declaraciones de Chávez generaron preocupación en sectores militares y civiles de Venezuela y Colombia, según una consulta realizada por El Nuevo Herald.

''Me parece que esto está llegando a unos niveles casi inmanejables'', dijo Rafael Pardo Rueda, ex ministro de Defensa de Colombia. "Esto tiene el gran peligro de que en una frontera tan grande (de unas 1,300 millas) cualquier incidente no intencional puede generar una situación pre-conflicto muy complicada''.

''Esta es una escalada de tensiones muy preocupante'', dijo por su parte el vicealmirante Rafael Huizi Clavier, ex inspector general de la Fuerza Armada en Venezuela.

Huizi Clavier dijo que en un escenario en el que Chávez ha venido sufriendo derrotas políticas sistemáticas, y en medio de una situación social muy negativa en Venezuela, "cualquier provocación puede llevarlo a cometer una irresponsabilidad y meter a Venezuela en un conflicto bélico que va a ser una tragedia para el país''.

El general Harold Bedoya Pizarro, ex comandante de las Fuerzas Militares de Colombia, afirmó que ''todo indica que va a haber una agresión de Venezuela'', en la que "está metida seguramente Cuba''.

''Venezuela está muy bien armada, pueden hacer una agresión a Colombia y la cosa es gravísima'', subrayó Bedoya Pizarro.

Rafael Guarín, experto en seguridad de la Universidad de Los Andes, en Bogotá, sostuvo que "Chávez hace todo lo posible por confirmar los señalamientos que indican que estaría dispuesto a emplear sus recursos militares con tal de expandir la revolución bolivariana''.

El aparente descontento que existe entre los militares venezolanos por las políticas de apoyo a la guerrilla colombiana por parte del presidente Chávez, podría sin embargo generar problemas adicionales.

''La diplomacia pendenciera de Chávez ha encontrado una gran resistencia en las fuerzas armadas de Venezuela'', dijo Orlando Ochoa Terán, analista de seguridad y defensa basado en Nueva York.

Ochoa recordó que el detonante de la crisis de abril del 2002, en la que el presidente Chávez fue sacado momentáneamente del poder, fue la decisión de la Fuerza Armada de no acatar la orden del mandatario para contener una manifestación popular que se dirigía hacia Miraflores, sede de la presidencia en Venezuela.

''Existe un alto riesgo de que la FAN no acate una orden de iniciar un conflicto bélico con Colombia'', argumentó Ochoa.



Publicado en el periódico "El Nuevo Herald".
Sábado 26 de enero del 2008.



Wednesday, October 10, 2007

Na vida real o BOPE não tem IBOPE!

Obs.: A foto abaixo (Jornal do Brasil), não é cena de filme, mas o flagrante da morte de um policial
do BOPE em uma das favelas do Rio.































Em Tropa de Elite, queremos vingança
por Arnaldo Jabor

Fui ver o Tropa de Elite como quem vai cometer um crime, fui assistir ao filme para me "purificar", mergulhando em um poço que imaginava tenebroso.

No tempo do "Esquadrão da Morte", tudo que o bandido destinado a "presunto" implorava aos policiais, com o fio de náilon passado em seu pescoço, era que eles avisassem a hora em que iam seccionar sua carótida, afogando-o em sangue. Mas os caras maus não diziam e o fio era puxado de repente e zás... pescoço cortado. A namorada de um matador me contou que ele se masturbava, enquanto executavam o vagabundo no terreno baldio, lentamente, com peixeira, para dar tempo de gozar no lenço.

Fui ver o Tropa de Elite ansioso para fazer uma "trip" criminal contra minha antiga e cultivada "bondade": tesão de ser mau, querendo gozar com a violência. Não com a violência "estética" de lixos fascistas como o filme 300, com cabeças e braços voando em câmera lenta, nem com Chuck Norris e outros assassinos. Não estava querendo ver os balés de corpos massacrados do cinema americano, o prazer da morte, eles sim, "fascistas", essa vaga palavra mussolínica. Eu queria sentir o prazer da vingança, interpretado pelo meu "procurador" Wagner Moura, que aliás, está genial no papel.

Já tinha visto Notícias de Uma Guerra Particular, a obra-prima de João Moreira Salles (será que esse nome renascentista se aplica a um filme como aquele?) Já tinha visto o excepcional Ônibus 174, também de José Padilha (aliás, o maior sucesso do cinema brasileiro no mundo), mas esses e outros, como o Cidade de Deus, provocaram em mim apenas um vago mal-estar político, uma indignação culposa, uma "malaise" humanista diante da bestialização da vida brasileira, provocada pela inexistência de poderes públicos e pela influência da multinacional da cocaína, cujos líderes políticos aqui, na América Latina e anglo-saxônica, impedem a legalização das drogas, para manter o lucro de bilhões. Essas e outras obras de denúncia política me davam uma espécie de "consolação" pela comiseração ou o lamento da miséria (como nomeou Marx em seu texto sobre os folhetins de Eugene Sue). Aliás, a miséria e a violência também já me foram "úteis" como assunto ou para eu posar de bacana, de politicamente correto, assim como já serviu a muito cineasta e literato para ganhar dinheiro, condenando-a.

Mas, quando eu fui ver o Tropa de Elite eu não queria socialismo nem consolação; eu queria vingança. Tinha lido nos jornais a eterna polêmica de nossos intelectuais dualistas: progressista ou fascista? Esquerda ou direita? Essa gente só consegue raciocinar com um cuco na cabeça, batendo o pêndulo como um colhão pendurado, tentando enquadrar a realidade num conteúdo ideológico qualquer. Muito bem. Fui.

Entrei no cinema ofegante, ocultando-me na gola do sobretudo como um suspeito, e vi o filme.

E verifiquei que o filme não era um filme. Calma, não estou esculhambando. Era mais que um filme; era um evento, uma experiência. Ninguém foi "vê-lo" - foram senti-lo, vivê-lo.

Em filmes recentes (e esse é um deles), há uma urgência até meio "antiartística". Tudo parece um grande videoclipe jornalístico, tudo é um berro assumido como um manifesto, para dar conta de uma realidade terrível, mas invisível no dia-a-dia. Não há lugar para a "arte". A única mise-en-scène do filme é não ter mise-en-scène. Por exemplo, no Notícias de Uma Guerra Particular, ainda há uma forma: a tensa banalidade de tudo, a trágica beleza de nossa impotência diante dos fatos mostrados. Ali, está a arte. Em Ônibus 174, Brecht se vira no túmulo quando, num raro momento da história do espetáculo, o seqüestrador (que sabemos que vai morrer, ao lado da moça também condenada) se vira para a câmera, para nós, no olho, na platéia, e berra: "Isto aqui não é filme, não! Aqui é a realidade!" Ali, explode a arte, ali viramos ao avesso e somos ejetados da sala caindo em lugar nenhum.

Neste filme, não. No Tropa de Elite, a importância não está na narrativa (até bem "americana"); a importância não está no que ele concluiria ou nos ensinaria (já houve tempo em que queríamos "conscientizar" as pessoas com o cinema... já houve tempo em que a arte tinha a esperança de sedimentar ensinamentos...) Neste caso, não; a importância do filme é ter nos transformado em personagens.

Os milhares de cópias piratas buscadas com fome, as platéias sideradas quase sexualmente pelo sangue, mostram que nós somos os personagens de um País sem enredo, que estamos famintos de que algo aconteça, de que alguma forma de justiça se faça, de que nem Wagner Moura, nem ninguém, nos salvará. O filme exibe a nossa impotência diante do crime e da desordem republicana, nossa dolorosa decadência provocada pela política imunda que paralisa o País.



Arnaldo Jabor, carioca nascido em 1940, é cineasta e jornalista, também já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e na Rádio CBN. O estilo irônico e mordaz com que comenta os fatos da atualidade brasileira foi decisivo para o seu grande sucesso junto ao público. Arnaldo Jabor também é colunista do jornal “O Estado de S. Paulo”, além de escrever regularmente para diversos outros jornais do Brasil.
E-mail: a.j.producao@uol.com.br


Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Terça-feira, 09 de outubro de 2007.




Leia também: Os Segredos de Tropa de Elite – Conde Loppeux de la Villanueva


Não deixe de ver também: O BOPE REAL EM AÇÃO – (SNIPER)





Leia mais artigos de ARNALDO JABOR no BOOTLEAD:

¤ Pequenas bobagens traçam nosso destino

¤ A IRRESISTÍVEL SEDUÇÃO DO TERCEIRO MANDATO

¤ A irresistível sedução do terceiro mandato

¤ "Brasileiro tem de assumir a própria lepra!"

¤ Os aviões andaram bebendo

¤ Síndrome da incompetência generalizada

¤ O troço. O lulismo é uma nova categoria política

¤ Um bode preto assola o país

¤ Lula, o intocável

¤ Será possível que ninguém se toca?

¤ Qual é a origem do dinheiro (Comentário de Jabor censurado na Internet pelo TSE)




Friday, April 13, 2007

O demônio sempre é vermelho.








































English Version


A ESTRATÉGIA MILITAR DA CHINA
por J. R. Nyquist

Em outubro de 1991, o líder supremo da China, Deng Xiaoping, foi assistir ao teste de vôo do caça Jian-9, em Sichuan. Depois de assistir à decolagem, Deng disse que as então recentes mudanças no Leste Europeu eram devidas a problemas econômicos. "O fundamental era que a economia (Soviética) estava em más condições há muito tempo...". Já a China, disse Deng, tinha resolvido seu problema econômico. A República Popular estava crescendo e também sua capacidade de construir armamentos avançados. Em pouco tempo a China teria capacidade de construir uma poderosa força aérea.

Durante os anos 80, os líderes chineses não raramente revelavam a estratégia por trás da abertura econômica de seu país ao Ocidente. Em repetidas declarações, os comunistas chineses afirmaram estar removendo uma página do receituário de Lênin. No início dos anos 20, Lênin deu início à Nova Política Econômica (NEP) da União Soviética, abrindo a Rússia a investimentos capitalistas. Como se poderia esperar, a economia soviética prosperou durante o período da NEP e a Rússia conseguiu lançar as bases de sua indústria militar. Devido a essa experiência já aprovada, algo semelhante à NEP de Lênin foi adotado pela China. Os líderes chineses garantiram à elite do Partido Comunista que essa política era ideologicamente "correta". Aprender com o capitalismo e atrair capital estrangeiro à China seriam a base da futura superioridade militar do país.

Demorou muito para as idéias de Deng ganharem aceitação na China. Houve um momento em que ele foi rebaixado de sua posição de liderança. Durante muitos anos, o Presidente Mao Zedong, fundador da República Popular, tentou erguer a indústria chinesa com slogans e esquemas impraticáveis. A 28 de junho de 1958, ele disse a seus generais: "Devemos construir grandes embarcações e estar preparados para desembarcar no Japão, nas Filipinas e São Francisco". Ele tinha a esperança de que sua nova China socialista conseguiria produzir uma enorme frota. "O Oceano Pacífico não é pacífico", afirmou. "Só pode ser pacífico quando nós o dominarmos". Mao até pediu ajuda aos russos. O líder soviético Nikita Khrushchev tentou dissuadi-lo. "Construa submarinos e embarcações leves equipadas com mísseis", disse Khrushchev. "Um navio de guerra grande é um túmulo de aço". Os russos tentaram explicar os custos e as dificuldades técnicas da construção de navios de guerra. Mao ficou irritado com suas entediantes explicações e se sentiu humilhado com a insinuação de Moscou de que a China deveria evitar grandes navios de guerra. "Não preciso de uma frota, então", exclamou acidamente durante uma reunião com Khrushchev. "Eu conheço luta armada. A China tem sempre a opção de afastar-se do litoral e travar uma guerra de guerrilhas".

Mao estava possuído por um sonho grandioso. "Devemos controlar toda a Terra" disse a seus asseclas. Mas a China estava fraca economicamente. O Exército de Liberação Popular estava munido de armas obsoletas. O grande Salto para a Frente, de Mao, e sua Revolução Cultural produziram um caos econômico. Não era possível tirar o atraso em relação aos EUA através de slogans ideológicos e entusiasmo político. E assim, Mao finalmente percebeu que Deng Xiaopoing estava certo. Como o Diário do Povo explicou mais tarde: "Se um país socialista deveria ou não fazer uso do capitalismo é uma questão que já foi resolvida há tempos, tanto em teoria como na prática. É de importância ainda maior para um país socialista atrasado economicamente resolver a questão de forma correta".

Mao estava com pressa e não chegou a lugar nenhum. Deng Xiaoping era paciente. Ele era a tartaruga para a lebre de Mao. Em algumas situações, um atalho mal-sucedido pode ser o caminho da própria derrota. A liderança chinesa enxergou a sabedoria da estratégia de Deng. "Por um período relativamente longo", disse o General Mi Zhenyu, "será absolutamente necessário que acalentemos silenciosmente nosso sentimento de vingança... Devemos ocultar nossas capacidades e esperar pela melhor oportunidade". E é isso que os comunistas chineses têm feito. O sonho de Mao de controlar o Oceano Pacífico e desembarcar em São Francisco não é tão implausível como era em 1958. A China preparou uma grande frota mercante. Foi o líder soviético Nikita Krushchev quem primeiro aconselhou Mao quanto a essa questão. "Acreditamos que se deveria construir uma frota mercante com vistas a usá-la com objetivos militares".

E por que a China deveria construir uma frota desse tipo?

"Para resolver a questão dos EUA, temos de conseguir ir além das convenções e restrições", disse o general chinês Chi Haotian em um discurso secreto à elite do Partido. "De acordo com a História, quando um país vencia ou ocupava o território de outro, não lhe era possível matar todas as pessoas na terra conquistada, pois então não se conseguia matar pessoas eficazmente com sabres ou lanças longas, ou mesmo com rifles ou metralhadoras". De acordo com o General Chi, "Somente usando armamentos não-destrutivos com a capacidade de matar muitas pessoas conseguiremos manter os EUA para nós. Houve um rápido desenvolvimento na tecnologia biológica moderna, e novas armas biológicas foram inventadas uma atrás da outra. É claro que não ficamos ociosos; nos últimos anos, aproveitamos essa oportunidade para nos tornarmos peritos em armas desse tipo. Temos a capacidade de atingir nosso objetivo de 'limpar' os EUA de uma hora para a outra".

Como todos os iminentes assassinos em massa, os comunistas chineses se vêem como humanitários. Sendo assim, é realmente natural que eles tenham escrúpulos. Segundo a descrição de Chi Haotian, o inevitável embate entre os EUA e a China é uma necessidade trágica. Falou do horror e crueldade do trabalho que têm pela frente. "Não há precedentes para a crueldade das armas biológicas", ele reconheceu, "mas se os americanos não morrerem, os chineses é que têm de morrer, e esse número seria superior a 800 milhões de pessoas!" O território chinês não pode manter 1,3 bilhões de habitantes indefinidamente. Seu ecossistema já está entrando em colapso. Portanto a China não tem escolha. "De uma perspectiva humanitária", disse Chi, "deveríamos emitir um sinal de advertência ao povo americano e persuadi-lo a deixar o país... para o povo chinês". É claro que uma advertência assim dificilmente seria eficiente. A China, portanto, só tem uma escolha. "Ou seja", disse Chi, "utilizar-se de meios decisivos para 'limpar' os EUA, e deixar os EUA para nosso uso... Nossa experiência histórica provou que, desde que façamos com que isso aconteça, ninguém no mundo pode fazer nada conosco. Além disso, se os Estados Unidos desaparecerem como líderes, então outros inimigos têm de se render a nós".

Esse plano de batalha é evidentemente muito perigoso. Por isso, os estrategistas chineses estão preparados para dois cenários: (1) Um bem-sucedido ataque surpresa aos EUA, com poucas perdas para a China; (2) retaliação nuclear total pelos Estados Unidos, que mataria 650 milhões de chineses. Diante desse quadro, explicou o General Chi, os líderes chineses têm de ser destemidos. "Na história da China, na troca de dinastias, o cruel sempre ganhou e o benevolente sempre fracassou". Não se deve deixar-se deter pelos custos humanos. A guerra moderna é guerra de destruição em massa. Envolve o assassinato em massa de seres humanos. "Talvez possamos colocar da seguinte forma", explicou o General Chi: "Morte é o motor que faz a história se mover. Durante o período dos Três Reinos, quantas pessoas morreram? Quando Genghis Kahn conquistou a Eurásia, quantas pessoas morreram? Quando Manchu invadiu o interior da China, quantas pessoas morreram?" Chi então admitiu: "É realmente uma brutalidade matar uma ou duas centenas de milhões de americanos. Mas esse é o único caminho que garantirá o século chinês, um século em que o Partido Comunista Chinês (PCC) dominará o mundo. Nós, os humanitários revolucionários, não queremos mortes. Mas se a história nos confrontar com uma escolha entre a morte de chineses e de americanos, teremos de escolhar a segunda... Isso, afinal, porque somos chineses e membros do PCC..."

O esboço da estratégia militar chinesa é claro. Eles estão construindo uma grande força naval, com muitos navios mercantes, porque pretendem controlar o Oceano Pacífico e transportar milhões de colonizadores para a costa de um América do Norte despopulada. As armas biológicas para "limpar" os EUA já foram construídas. A destruição do sistema de advertência antecipada dos EUA e a decapitação do governo americano podem ser atingidas por meio de ataques "terroristas" (ou seja, utilizando-se de forças especiais militares). Há também uma dimensão econômica para o plano de ataque. Primeiro, fazer tudo o que for possível para acelerar a ruína financeira dos EUA (para essa finalidade, os americanos deram sua própria contribuição especial). Segundo, a insolvência do governo americano naturalmente gera o desarmamento estratégico espontâneo das forças armadas americanas; terceiro, a utilização da ameaça do terrorismo árabe como diversionismo para que os americanos reajam contra os países errados quando forem atacados com armas biológicas; e, quarto, dar cabo dos americanos quando eles estiverem indefesos e desorientados.

Uma vez que a China tenha vacinado seus próprios soldados, o ataque biológico pode ter início. O plano apresenta muitos riscos e o americano médio iria imediatamente negar a existência de um plano como esses por considerá-lo uma insanidade. Mas, deveríamos todos nos lembrar da insanidade de Hitler que tentou exterminar os judeus da Europa. É dificil acreditar que alguém exterminaria pessoas tão inofensivas. Todavia, foi isso exatamente o que aconteceu. Os nazistas construíram seu edifício sobre o mito da maldade dos judeus. Isso serviu como justificativa. Os nazistas meramente projetaram sua própria maldade nas suas pretendidas vítimas. Hoje em dia, os agentes do comunismo construíram sua própria justificativa para o extermínio dos EUA. Os russos e chineses, em conjunto com seus aliados no Terceiro Mundo, apresentaram cuidadosamente sua posição. Todos já ouvimos a propaganda anti-americana. Está por todo lado. De acordo com ela, os americanos são agressores imperialistas. Os americanos estão matando milhões de pessoas. Os americanos estão roubando os recursos do mundo. Os americanos são a causa do aquecimento global. O próprio planeta está condenado, a não ser que os americanos sejam erradicados.

Aí encontramos uma variação do tema de Hitler. Ao invés de culpar os judeus, ela culpa os americanos (e seus aliados sionistas). Ao invés de câmaras de gás e fornos, os perpetradores usarão armas nucleares e biológicas. Ao invés de saquear uma comunidade minoritária no meio da Europa, um continente inteiro será saqueado. O plano de guerra visa a pilhagem na forma de prédios vazios, infra-estrutura, máquinas e propriedades de terra. Com essa pilhagem vem a dominação global.

Termino esta coluna com um último pensamento, fornecido pelo Wall Street Journal de 7 de março. Em uma coluna intitulada "A Mística Militar da China", lemos sobre o "orçamento de defesa aumentando rapidamente" na China. A administração Bush quer uma explicação. Por que a China está construindo tantos navios, armas e aviões? Todos presumem que a China está se aparelhando para atacar Taiwan. "Mas os avanços militares da China não se referem somente a um ataque a Taiwan", diz o Journal. Tendo nos atormentado com uma breve intrigante notícia sobre álgebra geopolítica, o Journal ficou mudo quanto às armas anti-satélite da China. A mente dos americanos tem ainda de se convencer quanto a um ataque genocida com armas de destruição em massa. Assistimos enquanto os chineses se preparam para nos massacrar. Piscamos e desviamos o olhar.



J.R. Nyquist, é colunista, editor e um renomado expert em geopolítica e relações internacionais. Jeffery Nyquist é formado em sociologia política pela Universidade da Califórnia, é também o autor do livro “Origins of the Fourth World War”. Tem também vários artigos de sua autoria publicados em web sites tais como: sierratimes.com, worldnetdaily.com, financialsense.com, e newsmax.com. Nyquist defende o ponto de vista que a queda da União Soviética foi uma ação premeditada para incentivar o ocidente a se desarmar, e que os comunistas estão no controle até hoje. Este ponto de vista foi primeiramente exposto pelo desertor soviético, Anatoly Golitsyn, em seu livro “New Lies For Old: The Communist Strategy of Deception and Disinformation”. J.R. Nyquist mantém também o site JRNyquist.com



Publicado no site “FINANCIAL SENSE”.
Sexta-feira, 09 de março de 2007.


Onde está BOOTLEAD? Click aqui para saber.



 
Copyright © 2004-2019 Bootlead