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Monday, October 19, 2009

"Soldados" do Mundo: Unamos-nos contra o comunismo!
































English Version


O alerta de um soldado
por J. R. Nyquist

Há mais de 160 anos, Søren Kierkegaard declarou que "a verdade é um poder". Mas é um poder que raramente é reconhecido de antemão, porque implica em sofrimento, o que a maioria das pessoas não quer. No entanto, ao fim a verdade vence e a maioria a aceita. "Por quê?", pergunta Kierkegaard. Não porque ela é verdade. "Eles aderem a ela", ele explica, "porque todo mundo mais também."

Vinte anos atrás o bloco socialista supostamente entrou em colapso. Mas quem está honestamente celebrando esse evento? Algumas pessoas imaginaram à época, completamente enganadas, que a verdade tinha vencido a mais viciosa mentira da história. O dissidente e ex-prisioneiro político russo Vladimir Bukovsky, falando no Fórum da Liberdade em Oslo no último 19 de maio, disse que o império socialista do Leste continua a existir. De algum modo ele sobreviveu: "Os que cometeram todos aqueles horríveis crimes nos países comunistas estão seguros no poder outra vez. Estas pessoas nunca se desculparam. Estas e aquelas que foram seus cúmplices no Ocidente, que foram apologistas e simpatizantes da opressão soviética por todas aquelas décadas... nunca disseram que sentiam muito, e nunca nos deram a chance de perdoá-las."

Bukovsky também alertou que o socialismo totalitário está em marcha. Não só reviveu no Leste. Está se espalhando pela Europa e América Latina. Bukovsky disse que "decorridos vinte anos, tudo o que podemos fazer é repetir a famosa frase de Mark Twain de que os rumores de sua morte são grandemente exagerados." Considere-se somente a situação nos Estados Unidos, onde os socialistas dominam o sistema educacional e controlam o governo. A idéia de que o comunismo morreu em 1989 é uma farsa. "Até agora," Bukovsky explica, "nenhum país ex-comunista consegui transcender sua experiência do passado... As instituições democráticas são sistematicamente destruídas... as eleições se transformaram em farsas, a repressão política é uma realidade diária outra vez, e mesmo novos países juntaram-se a esta lista de tiranias e sociedades repressoras, como a Venezuela."

Como isso aconteceu? Como pôde o socialismo totalitário recuperar em tão pouco tempo tanto terreno perdido e sem nenhuma significativa resistência? Como ele conseguiu fazer tanto progresso nos EUA? "Contrariamente às expectativas de alguns," Bukovsky lamenta, "o colapso dos regimes comunistas no Leste não trouxe qualquer sobriedade ao Ocidente para uma reavaliação de seus valores. Enquanto nós falamos, uma nova versão de União Soviética é forçada a uma maioria silenciosa das nações européias: a União Européia. É certo que é uma cópia muito empalidecida da União Soviética; mas de qualquer modo já uma cópia. Já nos disseram que haverá uma polícia, Europol, algum tipo de versão da KGB, que irá nos policiar em 32 acusações de crimes, duas das quais são particularmente interessantes porque não existem como crime no código penal de nenhuma nação: que são o crime de racismo e o crime de xenofobia. E já nos explicaram que aqueles de nós que se opuserem às políticas de imigração da União Européia serão acusados de crime de racismo, e quem se opuser à União Européia será acusado de crime de xenofobia. Bem, sempre vale saber sob qual artigo você vai pra cadeia."

O politicamente correto parece irresistível. A verdade não pertence à maioria dos seres humanos. Eles não são soldados para a verdade. Em vez, são vítimas da mentira. Somente uma minoria resiste, pelo processo do sofrimento - como a própria verdade sofre. Bukovsky disse no Fórum da Liberdade de Oslo que a utopia socialista é um empreendimento criminoso. Não pode ser de outro jeito. E como tal, ele explica, deveria ter sido posto em julgamento em 1992. Mas não houve nenhum julgamento.

Segundo Bukovsky, "(em 1992) Eu... tive acesso aos arquivos do Comitê Central do Politburo; e o que descobri lá explica porque o Ocidente estava tão inflexível contra um julgamento de Nuremberg em Moscou. Para começar, muitíssimas personalidades ocidentais da política, dos negócios e do mundo cultural mantinham colaboração secreta com Moscou, o que teria sido um imenso choque para o ocidente se fosse revelado. E ninguém queria esse choque. Mas mais importante, teria sido um choque ideológico. Durante todo o fim da União Soviética, segundo os documentos que vi, numerosos líderes do Ocidente, particularmente da esquerda, viriam à Rússia, à União Soviética, alarmados com a perspectiva do colapso. Agora pense nisto, nós trabalhamos toda nossa vida para ver aquele colapso e, no momento crucial quando ele estava por acontecer, o mundo inteiro estava tentando salvá-lo. E qual era a explicação? Por que eles foram tão inflexíveis apoiando o regime em desintegração? Oh, porque, como dizem, e eu cito: 'o colapso do socialismo no Leste pode levar à crise esta idéia no Ocidente.' Então o que eles estavam tentando salvar era sua própria ilusão, sua própria utopia de socialismo, condenando nossos países..."

A KGB e o Partido Comunista da União Soviética não estavam sem aliados em 1992, e eles não estão sem aliados hoje. Os socialistas soviéticos são parte de uma grande irmandade que inclui socialistas americanos e europeus ocidentais. O crime de forçar uma utopia socialista no mundo ainda é sua meta. Aqueles que "forçam uma utopia sobre as pessoas estão cometendo um crime," Bukovsky declarou. Este é legado do socialismo. Se não pudermos aprender com ele, então a gigantesca tragédia da opressão soviética "não terá qualquer significado."

No Fórum da Liberdade de Oslo, Bukovsky exigiu "rendição incondicional de nosso inimigo..." E então, ele disse, nós temos que submetê-los a julgamento. "Disseram-nos (em 1992) que nós estávamos tentando montar uma caça às bruxas," disse Bukovsky. "Bem, hoje as bruxas retornaram e nos estão caçando." O Kremlin está empenhado em um maciço programa de rearmamento. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos estão se desarmando. Aqueles que poderiam resistir foram neutralizados. Uma pequena minoria de organizadores, oficiais da KGB, agentes de influência e companheiros de viagem efetivamente viraram a mesa no mundo livre.

A crise final nos aguarda, e Bukovski nos diz que temos uma escolha: ser soldados contra o socialismo ou ser suas vítimas.

Tradução: Pedro Laini para o site "Mídia Sem Máscara".


Jeffrey R. Nyquist, é colunista, editor e um renomado expert em geopolítica e relações internacionais. Jeffery Nyquist é formado em sociologia política pela Universidade da Califórnia, é também o autor do livro "Origins of the Fourth World War". Tem também vários artigos de sua autoria publicados em web sites tais como: sierratimes.com, worldnetdaily.com, financialsense.com, e newsmax.com. Nyquist defende o ponto de vista que a queda da União Soviética foi uma ação premeditada para incentivar o ocidente a se desarmar, e que os comunistas estão no controle até hoje. Este ponto de vista foi primeiramente exposto pelo desertor soviético, Anatoly Golitsyn, em seu livro "New Lies For Old: The Communist Strategy of Deception and Disinformation". J.R. Nyquist mantém também o site "JRNyquist.com".



Coluna Semanal: Publicada no site "FINANCIAL SENSE".
Sexta-feira, 09 de outubro de 2009.



Bukovsky discursa em Oslo – Vídeos (Em inglês)

Vídeo: Fórum da Liberdade de Oslo – Vladimir Bukovsky (Parte 1 de 3)




Vídeo: Fórum da Liberdade de Oslo – Vladimir Bukovsky (Parte 2 de 3)




Vídeo: Fórum da Liberdade de Oslo – Vladimir Bukovsky (Parte 3 de 3)


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ATENÇÃO! Leia também: "Obama Pronto a Ceder a Soberania dos EUA, afirma Lorde Britânico", absolutamente assustador.


Primores de ternura (2) – Olavo de Carvalho





"Soldados" do Mundo: Unamos-nos contra o comunismo!

"Soldiers" of the World: Let's unite against Communism!
































Versão em português


A Soldier's Warning
by J. R. Nyquist

More than 160 years ago Søren Kierkegaard declared that "truth is a power." But it's a power that is rarely acknowledged beforehand because it entails suffering, and most people reject suffering. Eventually, however, the truth proves victorious, and the majority accepts it. "Why?" asked Kierkegaard. Not because it is truth. "They join it," he explained, "because everyone else is joining."

Twenty years ago the socialist bloc supposedly collapsed. But who is honestly celebrating this event? Some people imagined at the time, quite erroneously, that truth had proven victorious against history's most vicious lie. Russian dissident and former political prisoner Vladimir Bukovsky, speaking at the Oslo Freedom Forum last May 19th, said that the socialist empire of the East continues. It has somehow survived. According to Bukovsky, "Those who perpetrated all those horrible crimes in the communist countries are safely in power again. These people have never said sorry. Those and those of their accomplices in the West who were apologists and sympathizers of the Soviet oppression throughout all these decades ... never said (they were) sorry, and never gave us a chance to forgive them."

Bukovsky also warned that totalitarian socialism is on the march. Not only has it revived in the East. It is spreading throughout Europe and Latin America. Bukovsky said that "twenty years down the road all we can do is repeat the famous phrase of Mark Twain that the rumors of its death are greatly exaggerated." One only has to consider the situation in the United States, where socialists dominate the educational system and control the government. The idea that communism died in 1989 is farcical. "So far," Bukovsky explained, "no former communist country has managed to transcend its experience of the past.... Democratic institutions are systematically destroyed ... elections are turned into farce, political oppressions are everyday reality again, and even some new countries have joined that sad list of tyrannies and repressive societies such a Venezuela."

How has this happened? How could totalitarian socialism regain so much lost ground, so rapidly, without any serious resistance? How has it managed to make so much progress in the United States? "Contrary to one's expectations," Bukovsky lamented, "the collapse of communist regimes in the East did not bring any sobriety to the West, to a reassessment of its values. Just as we speak, a new version of the Soviet Union is forced on a silent majority of European nations: the European Union. Admittedly it is a very pale copy, a very mild copy of the Soviet Union; and yet, a copy nonetheless. We are already told there will be a Europe police, Europol, some kind of version of (the) KGB in the European Union, which will police us on 32 counts of crimes, two of which are particularly interesting because they do not exist as a crime in the penal code of any nation: that is the crime of racism, and the crime of xenophobia. And they already explained that those of us who object to the immigration policies of the European Union are going to be charged with the crime of racism, and those of us who object to the European Union are going to be charged with the crime of Xenophobia. Well, it always pays to know the article under which you are going to serve in jail."

Political correctness appears to be irresistible. The truth does not belong to most human beings. They are not soldiers for the truth. Instead, they are victims of the lie. Only a minority resists, by a process of suffering - as the truth itself suffers. Bukovsky told the Oslo Freedom Forum that socialism's utopian program is a criminal enterprise. It cannot be otherwise. As such, he explained, it should have been put on trial in 1992. But there was no trial.

According to Bukovsky, " (In 1992) I ... had access to archives of the Central Committee and Politburo; and what I discovered there explained to me why the West was so adamantly against a Nuremberg trial in Moscow. To begin with, so many of the prominent figures of the Western political, business and cultural world were in secret collaboration with Moscow that it would have been a huge shock in the West if that was revealed. And no one wanted that shock. But much more importantly, it would have been an ideological shock. Throughout the end of the Soviet Union, according to the documents I've seen, numerous leaders of the West, particularly of the left wing spectrum, would come to Russia, to the Soviet Union, alarmed at the prospect of the collapse of the Soviet Union. Now think of that. We worked all our life to see that collapse, and in the crucial moment when it was about to collapse the entire world was trying to save it. And What was their explanation? Why were they so adamant to support this disintegrating regime? Oh, because, as they say, and I quote: 'The collapse of socialism in the East can bring the crisis to that idea in the West.' So what they were trying to save was their own illusion, their own utopia of socialism, by dooming our countries...."

The KGB and the Communist Party Soviet Union were not without allies in 1992, and they are not without allies today. Soviet socialists are part of a brotherhood that includes American and West European socialists. The crime of forcing a socialist utopia on the world is still their goal. Those who "force utopia on the people are committing a crime," Bukovsky declared. This is the legacy of socialism. If we cannot learn from this, then the gigantic tragedy of Soviet oppression "will have no meaning."

At the Oslo Freedom Forum Bukovsky demanded "unconditional surrender from our enemy...." And then, he said, we must put them on trial. "We were told (in 1992) that we were trying to mount a witch hunt," said Bukovsky. "Well, today the witches have returned and they are hunting us." The Kremlin is engaged in a massive rearmament program. At the same time, the United States is disarming. Those who would resist have been neutralized. A small minority of organizers, KGB officers, agents of influence, and fellow travelers, have effectively turned the tables on the Free World.

The final crisis awaits, and Bukovsky tells us that we have a choice: to be soldiers against socialism, or to be its victims.


Jeffrey R. Nyquist, is a columnist, editor and a renowned expert in geopolitics and international relations. Jeffery Nyquist is trained in political sociology at the University of California, is also the author of "Origins of the Fourth World War". He has contributed articles to web sites such as sierratimes.com, worldnetdaily.com, financialsense.com, and newsmax.com. Nyquist advocates the view that the fall of the Soviet Union was a deception designed to encourage the West to disarm, and that the Communists are still in control to this day. This view was first written about in a book by the Soviet defector, Anatoly Golitsyn, in his book "New Lies For Old: The Communist Strategy of Deception and Disinformation". J.R. Nyquist also keeps the site: "JRNyquist.com".



Weekly Column: Published in "FINANCIAL SENSE".
Friday, October 09, 2009.



Bukovsky Speech in Oslo – Videos

Video: Oslo Freedom Forum - Vladimir Bukovsky (Part 1 of 3)




Video: Oslo Freedom Forum - Vladimir Bukovsky (Part 2 of 3)




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ATTENTION! Also read: "Obama Poised to Cede US Sovereignty, Claims British Lord", absolutely scariest.



Primores de ternura (2) – Olavo de Carvalho





"Soldiers" of the World: Let's unite against Communism!

Thursday, November 20, 2008

A História sendo repetida como farsa e certamente com o mesmo
final ruinoso para a humanidade.

Figura: Cartoon de David Low, publicado no tablóide inglês "Evening Standard" em 22 de dezembro de 1939.































English Version


O monstro no fundo do abismo
por J. R. Nyquist

Num artigo publicado em 6 de outubro pela revista "STRATFOR", intitulado "A questão alemã", George Friedman despejou um balde de lógica fria sobre os planos americanos para o futuro da OTAN. Parece que a Alemanha está determinada a bloquear o ingresso da Ucrânia e da Geórgia na OTAN. As implicações de longo prazo desta decisão são atordoantes. Friedman explica: "Uma vez que a OTAN opera na base do consenso, qualquer nação membro pode efetivamente bloquear qualquer candidato a membro da aliança". A invasão russa à Geórgia forçou a Alemanha a adotar essa posição. O conflito obrigou os alemães a deixar claro o seu pensamento geopolítico. O que vemos agora, com bastante clareza, é a Alemanha rejeitando a OTAN. Os alemães podem chamar o seu gesto como bem quiserem. Eles estão pensando como alemães. O ataque russo à Geórgia foi uma tacada de mestre, pois redirecionou a sensibilidade política da Alemanha, de uma visão centrada na OTAN, para uma visão centrada na Alemanha. Na Europa, há uma questão que se ergue acima de todas as outras, e os alemães darão a resposta. Ou a Europa enfrentará a Rússia numa nova Guerra Fria, ou se tornará parceira da Rússia. De acordo com a lógica de Friedman, a Alemanha já se decidiu pela parceria com a Rússia.

Imaginem uma parceria entre Rússia e Alemanha. Os russos fornecem a musculatura militar, os recursos naturais e a mão-de-obra barata. Os alemães fornecem a tecnologia, o dinheiro e a finesse européia. Friedman diz que a situação energética da Alemanha é "desesperadora" e que as lideranças alemãs estão meramente buscando seus interesses nacionais. É importante lembrar, porém, que os alemães vêem tanto a cenoura quanto a vara, os prós e contras. Os líderes alemães não estão apenas evitando a dor. Eles estão sendo tentados por uma parceria com a Rússia, especialmente quando as estruturas financeiras globais estão implodindo. Tal como ressalta Friedman, o "problema político" da Alemanha é a sua posição geográfica no centro da Europa. A Alemanha tem os olhos voltados para o Ocidente ou para o Oriente? Ela se alinha à Rússia ou aos anglo-americanos e franceses?

Ora, mas é claro que a Alemanha entende que seu destino repousa no Ocidente! Tal conclusão, todavia, pode ser razoável apenas para quem vê os acontecimentos à distância. Ela não é tão imediatamente razoável para as lideranças alemãs, tentadas que estão pela perspectiva de um papel "reformador" vital na Europa. A União Européia não está funcionando apropriadamente e o euro pode estar indo para lata de cinzas da história. O sistema da OTAN, por tanto tempo dominado pelos Estados Unidos, é cada vez mais inconveniente do ponto de vista alemão. Pode ser que, de fato, seja um plano um tanto estouvado aliar-se ao Kremlin – que prefere métodos asiáticos. Mas tal parceria apela tanto à vaidade alemã quanto ao seu senso prático. Os russos dão valor aos alemães; eles sussurram doces lisonjas aos ouvidos da Alemanha. O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, fala alemão fluentemente e até possui traços germânicos, além de compreender o pensamento alemão, o que lisonjeia ainda mais os alemães. É um caso complexo de sedução.

Como é que, lá no fundo, os alemães se sentem a respeito das intenções russas quanto à Geórgia e Ucrânia? Os alemães estão prontos a raciocinar em termos de seus próprios interesses nacionais. Eles estão tentados a desconsiderar a OTAN. Talvez estejam enjoados de serem prisioneiros da OTAN. Afinal, a Alemanha foi derrotada na II Guerra Mundial e se viu presa na armadilha da Guerra Fria entre Rússia e Estados Unidos. Esta não é uma situação que agüente uma repetição. Um conflito entre a Rússia e a OTAN não é do interesse nacional alemão. A amizade com a Rússia traz uma promessa – ainda que seja falsa.

A França e a Grã-Bretanha desejam desafiar a nova postura agressiva da Rússia. A Alemanha não quer isso de jeito nenhum. Os Estados Unidos buscam trazer a Ucrânia e a Geórgia para a OTAN. A Alemanha não quer isso de jeito nenhum. Há uma rachadura séria na OTAN. Os alemães encontrarão um caminho de saída da OTAN? O senso comum supõe que isso é impensável. Todos sabem que a Rússia é perigosa. Fazer parceria com a Rússia é brincar com fogo. Cedo ou tarde a Alemanha irá se queimar. Ao mesmo tempo, porém, os eventos recentes na Geórgia ensinaram algo aos alemães. De repente, a Alemanha se viu diante de uma escolha desagradável.

"A OTAN, como instituição criada para resistir aos russos, está num avançado estado de decadência. Para ressuscitá-la, os alemães teriam de pagar um altíssimo preço econômico", ressalta Friedman. Está muito claro que os alemães já decidiram abandonar a missão da OTAN e partir em busca de seus próprios interesses econômicos de curto prazo. Aonde isto os levará no longo prazo é óbvio. Chegará o dia em que Rússia e Alemanha entrarão em conflito e os Estados Unidos não estarão por perto para ajudar a Alemanha. E talvez a crise em Wall Street tenha ressaltado a futura irrelevância dos Estados Unidos para a Alemanha. Afinal, os EUA estão entrando em colapso.

Portanto, a OTAN está encrencada. Ela não pode existir por muito mais tempo. Os russos são astutos ao jogar suas cartas diplomáticas, econômicas e militares. Ao seduzir os alemães para uma parceria, abrem o caminho para a destruição da OTAN por vias diplomáticas. "A OTAN não tem poder militar real para projetar-se ao leste e nenhum poder será criado sem um grande esforço alemão e, neste sentido, nada está por vir", escreveu Friedman. A lógica da análise de Friedman não pode ser contestada. O Kremlin olha para o colapso em Wall Street e enxerga uma oportunidade. Em 2 de outubro, durante a coletiva de imprensa conjunta que reuniu a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente russo Dmitri Medvedev, este último disse: "Um dos temas complicados que discutimos foi o da crise financeira. Chegamos à conclusão de que, mais uma vez, o atual sistema de segurança financeira global, assim como o sistema de segurança internacional, não satisfaz as necessidades presentes. As falhas no modelo econômico adotado pelos Estados Unidos da América são sérias, e hoje nós estamos pagando por elas". Num discurso ao Fórum Público Russo-Alemão, o presidente Medvedev traduziu a atual crise financeira em linguagem geopolítica: "O que demonstraram os eventos recentes? Demonstraram que o tempo em que uma economia e uma moeda dominavam o globo se foi, irremediavelmente. E nós precisamos de soluções coletivas para resolver a crise financeira causada pelo egoísmo financeiro…". Em outras palavras: deixem os americanos sofrer o seu destino. Agora, a Europa está face a face com a Rússia. A Europa desejaria opor-se à Rússia por conta própria? Os russos estão forçando a Alemanha a tomar uma decisão. "É possível que hoje ainda haja alguém desejoso de voltar à primitiva divisão do mundo em termos de 'nossos' e 'deles', de 'o certo' e 'o errado', mas na Rússia estamos convencidos de que essa época acabou definitivamente. É impossível reviver o Muro de Berlim, tanto quanto é impossível retornar à Guerra Fria – não há razão para isso".

O presidente Medvedev está dando uma piscadela para os alemães e a mensagem implícita é: Vocês sabem o que fazer… Vocês não querem nos confrontar. Vocês precisam de nós. A perversidade das intrigas da KGB em Moscou não é a questão. É preciso olhar "além do bem e do mal", para as duras realidades da situação. A Alemanha quer sentir o deprimente frio do inverno, sem os benefícios do petróleo e gás russos? Esta não é uma posição sensata e a Alemanha sabe para onde ir. A OTAN está acabada e os Estados Unidos entrarão em colapso. Conseqüentemente, a Europa precisa de uma nova "arquitetura de segurança". Trocando em miúdos, a Europa agora pertence à Rússia e os alemães deveriam fechar um acordo enquanto os russos estão de bom humor. Se o primeiro-ministro francês diz que o mundo está "à beira do abismo", o monstro que o aguarda no fundo é a Rússia.

Tradução MSM.

Jeffrey R. Nyquist, é colunista, editor e um renomado expert em geopolítica e relações internacionais. Jeffery Nyquist é formado em sociologia política pela Universidade da Califórnia, é também o autor do livro "Origins of the Fourth World War". Tem também vários artigos de sua autoria publicados em web sites tais como: sierratimes.com, worldnetdaily.com, financialsense.com, e newsmax.com. Nyquist defende o ponto de vista que a queda da União Soviética foi uma ação premeditada para incentivar o ocidente a se desarmar, e que os comunistas estão no controle até hoje. Este ponto de vista foi primeiramente exposto pelo desertor soviético, Anatoly Golitsyn, em seu livro "New Lies For Old: The Communist Strategy of Deception and Disinformation". J.R. Nyquist mantém também o site "JRNyquist.com".



Publicado no site "FINANCIAL SENSE".
Sexta-feira, 10 de outubro de 2008.




Perdão seletivo – Vannuchi e Genro acham que a anistia ampla e irrestrita não vale para inimigos – Augusto Nunes




The History being repeated as farce, and certainly with the same
ruinous end for humanity.

Figure: Cartoon by David Low, published by English tabloid "Evening Standard" on 22 December 1939.































Versão em português


The Monster at the Bottom of the Abyss
by J. R. Nyquist

In an October 6 article titled "The German Question", STRATFOR's George Friedman poured a pitcher of cold logic on America's plan for NATO's future. It appears that Germany is determined to block NATO membership for Ukraine and Georgia. The long-term implications of this decision are stunning. "Since NATO operates on the basis of consensus," wrote Friedman, "any member nation can effectively block any candidate from NATO membership." The Russian invasion of Georgia has forced Germany into this position. The conflict in Georgia has forced the Germans to clarify their geopolitical thinking. What we see now, quite clearly, is Germany turning away from NATO. They can call it whatever they like. They are thinking as Germans. Russia's thrust into Georgia was a masterstroke because it successfully redirected Germany's political sensibility from a NATO-centered view to a German-centered view. In Europe there is one question that stands above all others, and the Germans must give the answer. Either Europe will confront Russia in a new Cold War, or Europe will become Russia's partner. According to Friedman's logic, Germany has already decided on partnership with Russia.

Imagine a partnership between Russia and Germany. The Russians supply the military muscle, the natural resources, and cheap labor. The Germans supply the technology, the money, and European finesse. Friedman says that Germany's energy situation is "desperate," and that German leaders are merely looking after their country's national interest. It is important to remember, however, that Germany sees a carrot as well as a stick. The German leaders are not merely avoiding pain. They are tempted by a Russian partnership, especially as global financial structures are imploding. As Friedman points out, Germany's "political problem" is its geographical position in the center of Europe. Does Germany face east or west? Does Germany align itself with Russia or the Anglo-Americans and the French?

But surely the German's understand that their destiny lies with the West! Such a conclusion, however, may be sensible to someone viewing affairs from a distance. It is not immediately sensible to the German leadership, tempted as they are by the prospect of a vital "reforming" role in Europe. The European Union is not functioning properly and the Euro may be headed for the ashcan of history. The NATO system, dominated so long by America, is increasingly inconvenient from the German point of view. It may, in fact, be a harebrained scheme to partner with the Kremlin – which prefers Asiatic methods. But such a partnership appeals to German vanity as well as to Germany's practical sense. The Russians value the Germans. The Russians whisper sweet nothings into Germany's ear. Russian Prime Minister Vladimir Putin is a fluent German speaker who even possesses German traits, sympathizes with German thinking, and thereby flatters German feeling. It is a complex case of seduction.

How do the Germans feel, deep down, about Russia's intentions toward Georgia and Ukraine? The Germans are ready to think in terms of their own national interest. They are tempted to disregard NATO. Perhaps they are sick of being NATO's prisoner. After all, Germany was defeated in World War II and became trapped in the Cold War between Russia and America. This is not a situation that bears repeating. Conflict between Russia and NATO is not in Germany's national interest. Friendship with Russia holds promise – even if the promise is a false one.

France and Britain are willing to challenge Russia's new aggressive stance. Germany doesn't want this at all. The United States seeks to bring Ukraine and Georgia into NATO. Germany doesn't want this at all. There is a serious rift in NATO. Will the Germans find a way out of NATO? Conventional wisdom supposes that this is unthinkable. Everyone knows Russia is dangerous. Partnering with Russia is like playing with fire. Sooner or later Germany is going to get burned. At the same time, however, recent events in Georgia have educated the Germans. Suddenly Germany is confronted with an unpleasant choice.

"NATO," noted Friedman, "as an institution built to resist the Russians, is in an advanced state of decay. To resurrect it, the Germans would have to pay a steep economic price." Quite clearly, the Germans have already decided to abandon NATO's mission in pursuit of their own short-term economic interest. Where this will lead in the long-run is obvious. One day Russia and Germany will come to blows, and America isn't going to be around to help Germany. Perhaps the financial crash on Wall Street has underscored the future irrelevance of America for Germany. America is collapsing, after all.

NATO is therefore in trouble. It may not exist much longer. The Russian's are shrewd in playing their diplomatic, economic and military cards. Luring the German's into partnership opens the way to NATO's destruction by diplomatic means. "NATO has no real military power to project to the east," wrote Friedman, "and none can be created without a major German effort, which is not forthcoming." The logic of Friedman's analysis cannot be disputed. The Kremlin looks at the collapse on Wall Street and sees an opportunity. During an October 2 joint press conference with German Chancellor Angela Merkel, Russian President Dmitri Medvedev said, "One of the complicated issues we discussed was the financial crisis. We have realized once again that the current global financial security system, like the international security system, doesn't satisfy present needs. The flaws in the economic … model pursued by the United States of America … are serious, and we are paying for this today." In a speech before the Russian-German Public Forum, the Russian president translated today's financial crisis into geopolitical language. "What have recent events shown?" he asked. "They have demonstrated that the time in which one economy and one currency dominated the globe is irretrievably gone. And we need collective solutions to resolve the financial crisis brought on by financial selfishness…." In other words, let the Americans suffer their fate. Europe is face-to-face with Russia now. Does Europe want to oppose Russia on its own? The Russians are forcing Germany to make a decision. "It is possible that today some people would like to go back to the primitive division of the world into ours and theirs, right and wrong, but in Russia we are convinced that this time is irretrievably gone. It is impossible to revive the Berlin Wall, just as it is impossible to return to the Cold War – there is no reason to do so."

President Medvedev is winking at the Germans. You know what to do, he says to them. You don't want to fight us. You need us. The wickedness of the KGB cabal in Moscow is not the issue. One must look "beyond good and evil," to the hard realities of the situation. Does Germany want to feel the chill of winter, without the benefits of Russian oil or Russian natural gas? This is not a sensible position, and Germany knows which way to turn. NATO is finished and America is going to collapse. Therefore Europe needs a new "security architecture." In other words, Europe now belongs to Russia and the Germans should cut a deal while the Russians are in a generous mood. If the French Prime Minister says that the world stands on the "edge of the abyss," the monster at the bottom of the abyss is Russia.


Jeffrey R. Nyquist, is a columnist, editor and a renowned expert in geopolitics and international relations. Jeffery Nyquist is trained in political sociology at the University of California, is also the author of "Origins of the Fourth World War". He has contributed articles to web sites such as sierratimes.com, worldnetdaily.com, financialsense.com, and newsmax.com. Nyquist advocates the view that the fall of the Soviet Union was a deception designed to encourage the West to disarm, and that the Communists are still in control to this day. This view was first written about in a book by the Soviet defector, Anatoly Golitsyn, in his book "New Lies For Old: The Communist Strategy of Deception and Disinformation". J.R. Nyquist also keeps the site: "JRNyquist.com".



Published in "FINANCIAL SENSE".
Friday, October 10, 2008.




Perdão seletivo – Vannuchi e Genro acham que a anistia ampla e irrestrita não vale para inimigos – Augusto Nunes




Wednesday, March 12, 2008

Contagem regressiva para o confronto final.









































English Version


Anos de crise pela frente
por J. R. Nyquist

No dia 23 de dezembro de 2007, o jornal inglês The Telegraph publicou um artigo de Ambrose Evans-Pritchard, sob o título "Crise pode fazer 1929 parecer um passeio no parque". O artigo começava assim: "Vinte bilhões de dólares aqui, vinte bilhões acolá... Baldes de liquidez monetária estão sendo jogados sobre o sistema bancário do Atlântico Norte, até agora com efeitos escassos ou fugazes". Grandes bancos estão em apuros. Vastas somas de dinheiro estão desaparecendo. O sistema capitalista está titubeando. Ao mesmo tempo, o "antigo" centro do comunismo global está borbulhando com nova confiança. A Rússia está posicionando navios de guerra no Mediterrâneo Oriental, além de estar construindo e testando mísseis intercontinentais e submarinos. A retórica do presidente russo, Vladimir Putin, tem um toque "neo-soviético". Ao visitar Cuba uns poucos anos atrás, foi questionado por um jornalista acerca de suas lealdades ideológicas. Ele era um comunista? "Podem me chamar de caldeirão", respondeu Putin, de forma enigmática, "mas não me esquente". Tal como Stalin após a Nova Política Econômica dos anos 20, Putin nacionalizou as principais indústrias russas. Putin restringiu severamente a liberdade de imprensa. De fato, ele reverteu o processo que desmantelou a União Soviética. Ele está juntando os pedaços do antigo império comunista e colocando-os de volta no lugar.

Vladimir Putin sabe que a derrota pode ser um expediente temporário. Uma nação quebrada pode dar a volta por cima. As mesas podem ser viradas sobre os velhos inimigos que acreditavam já terem vencido. Ele também sabe que a história tem ciclos; que a paz leva à guerra e o crescimento súbito ao fracasso. Enquanto políticos e empresários ocidentais têm implicitamente negado (em sua retórica) a inevitabilidade da guerra e da catástrofe financeira, existe há muito tempo um movimento político firmemente baseado na expectativa de ambas. Estou me referindo ao movimento político fundado por Karl Marx e continuado por Lênin, que existiu e existe em vários países, sob vários nomes e aparências. Marx ensinou a seus seguidores a esperar por uma futura e fabulosa crise financeira. Esta crise, dizia Marx, desacreditaria o capitalismo e abriria as portas para a revolução mundial. Depois de Marx veio Lênin, que ensinava que uma futura "guerra imperialista" contribuiria para a desestabilização do capitalismo, desacreditaria as lideranças dos países desenvolvidos e possibilitaria a revolução mundial dos trabalhadores. A astúcia de Marx e de Lênin pode ser encontrada na predição daquilo que sempre foi inevitável, fazendo com que eles parecessem mais competentes que outros pretendentes a revolucionários.

Marx e Lênin têm seguidores ao redor do mundo. E esses seguidores estão organizados; eles têm também imitadores islâmicos. As especificidades das doutrinas são desimportantes ao estudarmos países totalitários. O que importa são os sempre presentes ódio à civilização ocidental, assassinato em massa e uma obsessão pela guerra aniquiladora. Estes são os elementos comuns, as pontas soltas que servem como marcas que revelam o jogo, dizendo ao observador para o que é que ele está realmente olhando. O radical islâmico e o comunista buscam solapar o Ocidente de todas as formas: econômica, social, demográfica e politicamente. O equilíbrio militar também faz parte dos seus cálculos. É por isto que a aquisição de armas nucleares por países comunistas e islâmicos é alta prioridade. As políticas de Hugo Chávez, de Vladimir Putin, dos comunistas chineses e do regime clerical no Irã são todas coordenadas no mais alto escalão. A guerra econômica também está em consideração, especialmente quando diz respeito a petróleo e especulação e manipulação com moedas.

É neste contexto que deveríamos considerar as recentes declarações de importantes economistas e especialistas em finanças. Eles nos dizem que os dominós financeiros estão balançando. Se o medo de uma quebradeira geral não puder ser contido; se bancos e fundos de hedge estiverem à beira do colapso; se emprestadores estiverem estocando dinheiro em espécie e os tomadores sofrendo as dores agudas da angustiosa abstinência forçada; e se o aperto monetário se transformar num aperto torturante que leve a vítima a declarar a sua bancarrota aos berros, então o agrupamento marxista estará prestes a ver realizadas as velhas profecias e promessas. A revolução esperada está pronta para ser iniciada. Ela virá nos sobressaltos das crises do capitalismo.

No artigo do Telegraph, Evans-Pritchard cita o Professor Peter Spencer, que disse: "Os bancos centrais estão perdendo o controle rapidamente". Ele cita também especialistas britânicos e americanos que concordam que "a crise" moveu-se para além do colapso dos investimentos em hipotecas e agora ameaça todo o sistema financeiro. Em 12 de dezembro de 2007, o Wall Street Journal publicou um artigo intitulado "Banks Sound Grim Notes". De acordo com esse artigo, alguns dos "maiores bancos comerciais americanos" têm emitido alertas sobre o fato de que "os fundamentos essenciais para os negócios continuam a se deteriorar". Muitos bancos estão prevendo que 2008 será um ano de "inadimplência crescente" e de pesadas perdas por todos os lados. No mês passado, a Merrill Lynch aconselhou investidores a ficarem longe do Bank of America e do J.P. Morgan.

Os grandes economistas nos ensinaram a contar com uma expansão de crédito irresponsável. Mas quando a geração que passou pela experiência da Grande Depressão deixou o poder, a nova geração não acreditava que uma depressão como aquela pudesse acontecer a eles. Virando suas costas para a história, imaginaram-se superiores àqueles que os precederam. Os grandes sociólogos e historiadores nos ensinaram que os erros das gerações passadas seriam repetidos, de novo e de novo, a despeito dos alertas dos mais sábios. E assim, eles provaram estar certos. Somos humanos e fadados a andar errando. A geração dos baby boomers não está imune às leis da economia. Além disso, "o fim da história", tal como alegava Francis Fukuyama, não aconteceu. Agora, neste exato momento, estamos enfiados na história até o pescoço. O nosso não é "um mundo mais perfeito" do que aquele de nossos antepassados. O mundo ainda é o mesmo mundo, com os mesmos problemas de antes. Se nossos avós tiveram de combater Hitler e o Japão Imperial, nós temos de combater Putin e os comunistas chineses.

Em dezembro, a Rússia fez um bem-sucedido disparo de teste de um míssil ICBM com múltiplas ogivas e baseado numa plataforma "rodomóvel". Cada míssil RS-24 pode levar até três ogivas nucleares, utilizando tecnologia do avançado sistema Topol-M (já colocado em serviço). Sendo uma plataforma móvel de lançamento, o RS-24 pode se esconder em quase qualquer lugar, de modo que os Estados Unidos não podem determinar se estão ficando para trás numa nova corrida armamentista. Aqueles que riem da magra economia russa ficarão espantados com a regeneração das forças armadas da Rússia, uma vez que estão baseadas numa estratégia de (literalmente) "arrasar o campo de jogo" com mísseis.

O ano de 2008 irá deixar clara a posição dos Estados Unidos como grande potência em relação ao poder emergente da China e do supostamente defunto poder da Rússia. Se a crise financeira piorar (o que provavelmente acontecerá) uma crise política tende a sucedê-la. Poucos ousam falar sobre esta crise (mesmo agora), apesar de os comunistas terem estado a discuti-la por muitas décadas. Eles vêm considerando, principalmente, como explorarão uma grande crise econômica. Com a intelligentsia ocidental afundada no atoleiro do politicamente correto e a estupefação de um público apatetado pela televisão, os comunistas são o único grupo na Terra que está psicologicamente pronto, com respostas e slogans. Sua pólvora política está bem seca, e eles a têm em grande estoque. Há toda razão para acreditar que o público será confundido, que os políticos serão atingidos em meio à confusão e despreparo.

O ano de 2008 será um ano de decisão, não porque é um ano de eleições presidenciais, mas porque o Ocidente poderá ser abalado em suas fundações.

Tradução MSM.


J.R. Nyquist, é colunista, editor e um renomado expert em geopolítica e relações internacionais. Jeffery Nyquist é formado em sociologia política pela Universidade da Califórnia, é também o autor do livro “Origins of the Fourth World War”. Tem também vários artigos de sua autoria publicados em web sites tais como: sierratimes.com, worldnetdaily.com, financialsense.com, e newsmax.com. Nyquist defende o ponto de vista que a queda da União Soviética foi uma ação premeditada para incentivar o ocidente a se desarmar, e que os comunistas estão no controle até hoje. Este ponto de vista foi primeiramente exposto pelo desertor soviético, Anatoly Golitsyn, em seu livro “New Lies For Old: The Communist Strategy of Deception and Disinformation”. J.R. Nyquist mantém também o site JRNyquist.com



Publicado no site “FINANCIAL SENSE”.
Sexta-feira, 04 de janeiro de 2008.



Countdown for the final confrontation.









































Versão em português


Years of Crisis Ahead
by J. R. Nyquist

On December 23 the Telegraph (UK) published an article by Ambrose Evans-Pritchard with the headline, “Crisis may make 1929 look like a ‘walk in the park.’ The article begins, “Twenty billion dollars here, $20 billion there…. Buckets of liquidity are being splashed over the North Atlantic banking system, so far with meager or fleeting effects.” Large banks are in trouble. Huge sums of money are disappearing. The capitalist system is faltering. At the same time, the “former” center of global communism is brimming with new confidence. Russia is deploying warships to the Eastern Mediterranean, building and testing new intercontinental missiles and submarines. The rhetoric of Russia’s president, Vladimir Putin, has a “neo-Soviet” ring to it. When visiting Cuba a few years back, a journalist asked Putin about his ideological loyalties. Was he a communist? “Call me a pot,” he said cryptically, “but heat me not.” Like Stalin after the New Economic Policy of the 1920s, Putin has nationalized major Russian industries. He has curtailed press freedom. He has reversed the process that dismantled the Soviet Union. He is taking up the pieces of the old communist empire, and putting them back into place.

Vladimir Putin knows that defeat may be a temporary expedient. A broken nation can bounce back. The tables can be turned on old enemies who believe they’ve won. He knows, as well, that history is cyclical; that peace leads to war and boom leads to bust. While Western businessmen and politicians have implicitly denied (in their rhetoric) the inevitability of war and financial catastrophe, there is a longstanding political movement firmly based on the expectation of both. I am referring to the political movement founded by Karl Marx and continued by Lenin, which has existed in many countries under various names and guises. Marx taught his followers to expect a future financial crash. This crash, said Marx, would discredit capitalism and open the door to global revolution. After Marx came Lenin, who taught that a future “imperialist war” would contribute to the destabilization of capitalism, discredit the leadership of the developed countries, and enable a worldwide workers’ revolution. The shrewdness of Marx and Lenin may be found in their prediction of what was always inevitable, making themselves appear more authoritative than other would-be revolutionaries.

Marx and Lenin have followers throughout the world. And these followers are organized. They also have Islamic imitators. The specifics of doctrine are unimportant when studying totalitarian countries. What matters is the ever-present hatred of Western civilization, mass-murder, oppression, and an obsession with destructive war. These are the common elements. These are the tags that give away the game and tell the observer what he is looking at. The Islamist and the Communist seek to undermine the West economically, socially, demographically and politically. The military balance also plays into their calculations. This is why the acquisition of nuclear weapons by communist and Islamist countries is a top priority. The policies of Hugo Chavez, Vladimir Putin, the Chinese communists and the clerical regime in Iran are all coordinated at the highest levels. Economic warfare is also a consideration, especially when it comes to oil and currency manipulation.

It is in this context we should consider the statements of leading economists and financial experts today. We are told that financial dominoes are tilting. If the fear of widespread bankruptcy cannot be contained, if banks and hedge funds are about to collapse, if lenders are hoarding cash and borrowers suffering the pangs of unsatisfied addiction, if the money screw has become a thumbscrew and the tortured victim is forced to yell out his bankruptcy, then the Marxist party is about to see the fulfillment of the old prophecies and promises. The expected revolution is about to come. It will come on the heels of capitalism’s crisis.

In the Telegraph article Evans-Pritchard quotes Professor Peter Spencer as saying, “The central banks are rapidly losing control.” He also quotes British and American experts who agree that “the crisis” has moved beyond collapsing mortgage securities and now threatens the entire financial system. On Dec. 12 the Wall Street Journal ran a piece titled, “Banks Sound Grim Notes.” According to this article, some of the “biggest U.S. commercial banks” have been issuing warnings that “underlying business fundamentals are continuing to deteriorate.” Many banks are predicting that 2008 will be a year of “mounting loan defaults” and heavy losses on all sides. Last month, Merrill Lynch advised investors to stay away from Bank of America and J.P. Morgan.

The great economists taught us what to expect from irresponsible credit expansion. But when the generation that experienced the Great Depression had passed from power, the rising generation did not believe a Great Depression could happen to them. Turning their back on history, they imagined themselves superior to those who came before. The great sociologists and historians taught us that the mistakes of previous generations would be made again and again, despite warnings from the wise. And so they are proved right. We are human, and we are fated to err. The boomer generation is not immune to the laws of economics. Furthermore, the “end of history” did not occur, as alleged by Francis Fukuyama. Even now, at this very moment, we are up to our necks in history. Ours is not a “more perfect world” than our forefathers. The world is still the same world, with the same problems as before. If our grandparents had to contend with Hitler and Imperial Japan, we must contend with Putin and the Chinese communists.

Last month Russia successfully test-fired a multiple-warhead road-mobile ICBM. It is a type of weapon the United States doesn’t have and doesn’t plan to develop. The RS-24 can carry up to three warheads, using technology from the advanced Topol-M system (already deployed). As a mobile platform the RS-24 can hide almost anywhere, so the United States cannot determine if it is falling behind in a new arms race. The Russian navy has also test-fired a new submarine launched ballistic missile called the Sineva. Those who laugh at Russia’s meager economy will be baffled by the regeneration of Russia’s armed forces, based as they are on a strategy of “leveling the playing field” (literally) with missiles.

The year 2008 will clarify the position of the United States as a great power in relation to the emerging power of China and the supposedly defunct power of Russia. If the financial crisis worsens (as it is likely to do), a political crisis is bound to follow. Few dare talk about this crisis (even now), although communists have been discussing it for many decades. Mainly, they have been considering how they will exploit a major economic crisis. With the Western intelligentsia sunk in the mire of political correctness, and the stupefaction of a television-besotted public, they are the only party on Earth that is psychologically ready with answers and slogans. Their political powder is dry, and they are well stocked. There is every reason to believe that the public will be confused, that the politicians will be knocked off balance.

The year 2008 may be a year of decision, not because it is a presidential election year, but because the West may be shaken to its foundations.


J.R. Nyquist, is a columnist, editor and a renowned expert in geopolitics and international relations. Jeffery Nyquist is trained in political sociology at the University of California, is also the author of “Origins of the Fourth World War”. He has contributed articles to web sites such as sierratimes.com, worldnetdaily.com, financialsense.com, and newsmax.com. Nyquist advocates the view that the fall of the Soviet Union was a deception designed to encourage the West to disarm, and that the Communists are still in control to this day. This view was first written about in a book by the Soviet defector, Anatoly Golitsyn, in his book “New Lies For Old: The Communist Strategy of Deception and Disinformation”. J.R. Nyquist also keeps the site JRNyquist.com



Published in “FINANCIAL SENSE”.
Friday, January 04, 2008.



Friday, April 13, 2007

O demônio sempre é vermelho.








































English Version


A ESTRATÉGIA MILITAR DA CHINA
por J. R. Nyquist

Em outubro de 1991, o líder supremo da China, Deng Xiaoping, foi assistir ao teste de vôo do caça Jian-9, em Sichuan. Depois de assistir à decolagem, Deng disse que as então recentes mudanças no Leste Europeu eram devidas a problemas econômicos. "O fundamental era que a economia (Soviética) estava em más condições há muito tempo...". Já a China, disse Deng, tinha resolvido seu problema econômico. A República Popular estava crescendo e também sua capacidade de construir armamentos avançados. Em pouco tempo a China teria capacidade de construir uma poderosa força aérea.

Durante os anos 80, os líderes chineses não raramente revelavam a estratégia por trás da abertura econômica de seu país ao Ocidente. Em repetidas declarações, os comunistas chineses afirmaram estar removendo uma página do receituário de Lênin. No início dos anos 20, Lênin deu início à Nova Política Econômica (NEP) da União Soviética, abrindo a Rússia a investimentos capitalistas. Como se poderia esperar, a economia soviética prosperou durante o período da NEP e a Rússia conseguiu lançar as bases de sua indústria militar. Devido a essa experiência já aprovada, algo semelhante à NEP de Lênin foi adotado pela China. Os líderes chineses garantiram à elite do Partido Comunista que essa política era ideologicamente "correta". Aprender com o capitalismo e atrair capital estrangeiro à China seriam a base da futura superioridade militar do país.

Demorou muito para as idéias de Deng ganharem aceitação na China. Houve um momento em que ele foi rebaixado de sua posição de liderança. Durante muitos anos, o Presidente Mao Zedong, fundador da República Popular, tentou erguer a indústria chinesa com slogans e esquemas impraticáveis. A 28 de junho de 1958, ele disse a seus generais: "Devemos construir grandes embarcações e estar preparados para desembarcar no Japão, nas Filipinas e São Francisco". Ele tinha a esperança de que sua nova China socialista conseguiria produzir uma enorme frota. "O Oceano Pacífico não é pacífico", afirmou. "Só pode ser pacífico quando nós o dominarmos". Mao até pediu ajuda aos russos. O líder soviético Nikita Khrushchev tentou dissuadi-lo. "Construa submarinos e embarcações leves equipadas com mísseis", disse Khrushchev. "Um navio de guerra grande é um túmulo de aço". Os russos tentaram explicar os custos e as dificuldades técnicas da construção de navios de guerra. Mao ficou irritado com suas entediantes explicações e se sentiu humilhado com a insinuação de Moscou de que a China deveria evitar grandes navios de guerra. "Não preciso de uma frota, então", exclamou acidamente durante uma reunião com Khrushchev. "Eu conheço luta armada. A China tem sempre a opção de afastar-se do litoral e travar uma guerra de guerrilhas".

Mao estava possuído por um sonho grandioso. "Devemos controlar toda a Terra" disse a seus asseclas. Mas a China estava fraca economicamente. O Exército de Liberação Popular estava munido de armas obsoletas. O grande Salto para a Frente, de Mao, e sua Revolução Cultural produziram um caos econômico. Não era possível tirar o atraso em relação aos EUA através de slogans ideológicos e entusiasmo político. E assim, Mao finalmente percebeu que Deng Xiaopoing estava certo. Como o Diário do Povo explicou mais tarde: "Se um país socialista deveria ou não fazer uso do capitalismo é uma questão que já foi resolvida há tempos, tanto em teoria como na prática. É de importância ainda maior para um país socialista atrasado economicamente resolver a questão de forma correta".

Mao estava com pressa e não chegou a lugar nenhum. Deng Xiaoping era paciente. Ele era a tartaruga para a lebre de Mao. Em algumas situações, um atalho mal-sucedido pode ser o caminho da própria derrota. A liderança chinesa enxergou a sabedoria da estratégia de Deng. "Por um período relativamente longo", disse o General Mi Zhenyu, "será absolutamente necessário que acalentemos silenciosmente nosso sentimento de vingança... Devemos ocultar nossas capacidades e esperar pela melhor oportunidade". E é isso que os comunistas chineses têm feito. O sonho de Mao de controlar o Oceano Pacífico e desembarcar em São Francisco não é tão implausível como era em 1958. A China preparou uma grande frota mercante. Foi o líder soviético Nikita Krushchev quem primeiro aconselhou Mao quanto a essa questão. "Acreditamos que se deveria construir uma frota mercante com vistas a usá-la com objetivos militares".

E por que a China deveria construir uma frota desse tipo?

"Para resolver a questão dos EUA, temos de conseguir ir além das convenções e restrições", disse o general chinês Chi Haotian em um discurso secreto à elite do Partido. "De acordo com a História, quando um país vencia ou ocupava o território de outro, não lhe era possível matar todas as pessoas na terra conquistada, pois então não se conseguia matar pessoas eficazmente com sabres ou lanças longas, ou mesmo com rifles ou metralhadoras". De acordo com o General Chi, "Somente usando armamentos não-destrutivos com a capacidade de matar muitas pessoas conseguiremos manter os EUA para nós. Houve um rápido desenvolvimento na tecnologia biológica moderna, e novas armas biológicas foram inventadas uma atrás da outra. É claro que não ficamos ociosos; nos últimos anos, aproveitamos essa oportunidade para nos tornarmos peritos em armas desse tipo. Temos a capacidade de atingir nosso objetivo de 'limpar' os EUA de uma hora para a outra".

Como todos os iminentes assassinos em massa, os comunistas chineses se vêem como humanitários. Sendo assim, é realmente natural que eles tenham escrúpulos. Segundo a descrição de Chi Haotian, o inevitável embate entre os EUA e a China é uma necessidade trágica. Falou do horror e crueldade do trabalho que têm pela frente. "Não há precedentes para a crueldade das armas biológicas", ele reconheceu, "mas se os americanos não morrerem, os chineses é que têm de morrer, e esse número seria superior a 800 milhões de pessoas!" O território chinês não pode manter 1,3 bilhões de habitantes indefinidamente. Seu ecossistema já está entrando em colapso. Portanto a China não tem escolha. "De uma perspectiva humanitária", disse Chi, "deveríamos emitir um sinal de advertência ao povo americano e persuadi-lo a deixar o país... para o povo chinês". É claro que uma advertência assim dificilmente seria eficiente. A China, portanto, só tem uma escolha. "Ou seja", disse Chi, "utilizar-se de meios decisivos para 'limpar' os EUA, e deixar os EUA para nosso uso... Nossa experiência histórica provou que, desde que façamos com que isso aconteça, ninguém no mundo pode fazer nada conosco. Além disso, se os Estados Unidos desaparecerem como líderes, então outros inimigos têm de se render a nós".

Esse plano de batalha é evidentemente muito perigoso. Por isso, os estrategistas chineses estão preparados para dois cenários: (1) Um bem-sucedido ataque surpresa aos EUA, com poucas perdas para a China; (2) retaliação nuclear total pelos Estados Unidos, que mataria 650 milhões de chineses. Diante desse quadro, explicou o General Chi, os líderes chineses têm de ser destemidos. "Na história da China, na troca de dinastias, o cruel sempre ganhou e o benevolente sempre fracassou". Não se deve deixar-se deter pelos custos humanos. A guerra moderna é guerra de destruição em massa. Envolve o assassinato em massa de seres humanos. "Talvez possamos colocar da seguinte forma", explicou o General Chi: "Morte é o motor que faz a história se mover. Durante o período dos Três Reinos, quantas pessoas morreram? Quando Genghis Kahn conquistou a Eurásia, quantas pessoas morreram? Quando Manchu invadiu o interior da China, quantas pessoas morreram?" Chi então admitiu: "É realmente uma brutalidade matar uma ou duas centenas de milhões de americanos. Mas esse é o único caminho que garantirá o século chinês, um século em que o Partido Comunista Chinês (PCC) dominará o mundo. Nós, os humanitários revolucionários, não queremos mortes. Mas se a história nos confrontar com uma escolha entre a morte de chineses e de americanos, teremos de escolhar a segunda... Isso, afinal, porque somos chineses e membros do PCC..."

O esboço da estratégia militar chinesa é claro. Eles estão construindo uma grande força naval, com muitos navios mercantes, porque pretendem controlar o Oceano Pacífico e transportar milhões de colonizadores para a costa de um América do Norte despopulada. As armas biológicas para "limpar" os EUA já foram construídas. A destruição do sistema de advertência antecipada dos EUA e a decapitação do governo americano podem ser atingidas por meio de ataques "terroristas" (ou seja, utilizando-se de forças especiais militares). Há também uma dimensão econômica para o plano de ataque. Primeiro, fazer tudo o que for possível para acelerar a ruína financeira dos EUA (para essa finalidade, os americanos deram sua própria contribuição especial). Segundo, a insolvência do governo americano naturalmente gera o desarmamento estratégico espontâneo das forças armadas americanas; terceiro, a utilização da ameaça do terrorismo árabe como diversionismo para que os americanos reajam contra os países errados quando forem atacados com armas biológicas; e, quarto, dar cabo dos americanos quando eles estiverem indefesos e desorientados.

Uma vez que a China tenha vacinado seus próprios soldados, o ataque biológico pode ter início. O plano apresenta muitos riscos e o americano médio iria imediatamente negar a existência de um plano como esses por considerá-lo uma insanidade. Mas, deveríamos todos nos lembrar da insanidade de Hitler que tentou exterminar os judeus da Europa. É dificil acreditar que alguém exterminaria pessoas tão inofensivas. Todavia, foi isso exatamente o que aconteceu. Os nazistas construíram seu edifício sobre o mito da maldade dos judeus. Isso serviu como justificativa. Os nazistas meramente projetaram sua própria maldade nas suas pretendidas vítimas. Hoje em dia, os agentes do comunismo construíram sua própria justificativa para o extermínio dos EUA. Os russos e chineses, em conjunto com seus aliados no Terceiro Mundo, apresentaram cuidadosamente sua posição. Todos já ouvimos a propaganda anti-americana. Está por todo lado. De acordo com ela, os americanos são agressores imperialistas. Os americanos estão matando milhões de pessoas. Os americanos estão roubando os recursos do mundo. Os americanos são a causa do aquecimento global. O próprio planeta está condenado, a não ser que os americanos sejam erradicados.

Aí encontramos uma variação do tema de Hitler. Ao invés de culpar os judeus, ela culpa os americanos (e seus aliados sionistas). Ao invés de câmaras de gás e fornos, os perpetradores usarão armas nucleares e biológicas. Ao invés de saquear uma comunidade minoritária no meio da Europa, um continente inteiro será saqueado. O plano de guerra visa a pilhagem na forma de prédios vazios, infra-estrutura, máquinas e propriedades de terra. Com essa pilhagem vem a dominação global.

Termino esta coluna com um último pensamento, fornecido pelo Wall Street Journal de 7 de março. Em uma coluna intitulada "A Mística Militar da China", lemos sobre o "orçamento de defesa aumentando rapidamente" na China. A administração Bush quer uma explicação. Por que a China está construindo tantos navios, armas e aviões? Todos presumem que a China está se aparelhando para atacar Taiwan. "Mas os avanços militares da China não se referem somente a um ataque a Taiwan", diz o Journal. Tendo nos atormentado com uma breve intrigante notícia sobre álgebra geopolítica, o Journal ficou mudo quanto às armas anti-satélite da China. A mente dos americanos tem ainda de se convencer quanto a um ataque genocida com armas de destruição em massa. Assistimos enquanto os chineses se preparam para nos massacrar. Piscamos e desviamos o olhar.



J.R. Nyquist, é colunista, editor e um renomado expert em geopolítica e relações internacionais. Jeffery Nyquist é formado em sociologia política pela Universidade da Califórnia, é também o autor do livro “Origins of the Fourth World War”. Tem também vários artigos de sua autoria publicados em web sites tais como: sierratimes.com, worldnetdaily.com, financialsense.com, e newsmax.com. Nyquist defende o ponto de vista que a queda da União Soviética foi uma ação premeditada para incentivar o ocidente a se desarmar, e que os comunistas estão no controle até hoje. Este ponto de vista foi primeiramente exposto pelo desertor soviético, Anatoly Golitsyn, em seu livro “New Lies For Old: The Communist Strategy of Deception and Disinformation”. J.R. Nyquist mantém também o site JRNyquist.com



Publicado no site “FINANCIAL SENSE”.
Sexta-feira, 09 de março de 2007.


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The demon always is red.








































Versão em português


CHINA'S MILITARY STRATEGY
by J. R. Nyquist

In October 1991, China’s paramount leader, Deng Xiaoping, went to watch the test flight of the Jian-9 fighter in Sichuan. After watching the fighter’s takeoff, Deng said that the recent changes in Eastern Europe were due to economic problems. “The key was that the [Soviet] economy had long been in bad shape….” On its side, said Deng, China had solved its economic problem. The People’s Republic was growing, and so was its capacity for building advanced weapons. Soon China would be able to build a powerful air force.

During the 1980s Chinese leaders often revealed the strategy behind their country’s economic opening to the West. In statement after statement, the Chinese Communists affirmed that they were taking a page out of Lenin’s playbook. In the early 1920s Lenin initiated the Soviet Union’s New Economic Policy (NEP), opening Russia to capitalist investment. As one might expect, the Soviet economy prospered during the NEP period and Russia was able to lay the foundations of its military industry. Due to its proven track record, something akin to Lenin’s NEP has been adopted by China. The Chinese leaders assured the Communist Party elite that this policy was ideologically “correct.” Learning from capitalism and drawing foreign capital to China would be the basis for China’s future military superiority.

It took a long time for Deng’s ideas to win acceptance in China. At one point he was demoted from his leadership position. For many years, Chairman Mao Zedong, the founder of the People’s Republic, attempted to build Chinese industry with slogans and half-baked schemes. On 28 June 1958 he told his generals, “We must build big ships, and be prepared to land in Japan, the Philippines, and San Francisco.” He hoped that his new socialist China would be able to produce an enormous fleet. “The Pacific Ocean is not peaceful,” he said. “It can only be peaceful when we take it over.” Mao even asked the Russians for help. Soviet leader Nikita Khrushchev tried to dissuade him. “Build submarines and light ships armed with missiles,” said Khrushchev. “A big warship is a steel coffin.” The Russians tried to explain the costs and technical difficulties of warship construction. Mao was irritated by their tedious explanations and humiliated by Moscow’s suggestion that China could ill afford large warships. “I don’t need a fleet, then,” he sourly interjected during a meeting with Khrushchev. “I know guerrilla warfare. China can always retreat from the coast and fight a guerrilla war.”

Mao was possessed by a grand dream. “We must control the earth,” he told his associates. But China was economically weak. The People’s Liberation Army was equipped with obsolete weapons. Mao’s Great Leap Forward and his Cultural Revolution produced economic chaos. It was not possible to catch up with America through ideological slogans and political enthusiasm. And so, Mao realized that Deng Xiaoping was correct after all. As the People’s Daily later explained, “whether a socialist country should make use of capitalism or not is a question which has long been resolved both in theory and practice. It is of even greater importance for an economically backward socialist country to solve the question correctly.”

Mao was in a hurry and got nowhere. Deng Xiaoping was patient. He was the tortoise to Mao’s hare. In some situations an attempted shortcut is self-defeating. The Chinese leadership saw the wisdom of Deng’s strategy. “For a relatively long time,” said Gen. Mi Zhenyu, “it will be absolutely necessary that we quietly nurse our sense of vengeance…. We must conceal our abilities and bide our time.” And that is what the Chinese Communists have done. Mao’s dream of controlling the Pacific Ocean and landing in San Francisco isn’t as farfetched as it was in 1958. China has prepared a large merchant fleet. It was Soviet leader Nikita Khrushchev who first advised Mao on this matter. “We believe one should build a merchant fleet with the view of using it for military goals.”

And why should China build such a fleet?

“To resolve the issue of America we must be able to transcend conventions and restrictions,” said Chinese Gen. Chi Haotian in a secret speech to Party cadres. “In history when a country defeated another country or occupied another country, it could not kill all the people in the conquered land, because back then you could not kill people effectively with sabers or long spears, or even with rifles or machine guns.” According to Gen. Chi, “Only by using non-destructive weapons that can kill many people will we be able to reserve America for ourselves. There has been rapid development of modern biological technology, and new bio-weapons have been invented one after another. Of course we have not been idle; in the past years we have seized the opportunity to master weapons of this kind. We are capable of achieving our purpose of ‘cleaning up’ America all of a sudden.”

Like all prospective mass murderers, the Chinese Communists see themselves as humanitarians. And so, it is only natural for them to have qualms. Chi Haotian described the inevitable fight between America and China is a tragic necessity. He spoke of the horror and cruelty of the work ahead. “Biological weapons are unprecedented in their ruthlessness,” he acknowledged, “but if the Americans do not die then the Chinese have to die, and that figure would be more than 800 million people!” The Chinese land cannot support 1.3 billion inhabitants indefinitely. The eco-system of China is already collapsing. So China has no choice. “From a humanitarian perspective,” said Chi, “we should issue a warning to the American people and persuade them to leave America … to the Chinese people.” Of course, such a warning would hardly be effective. Therefore China has only one choice. “That is,” said Chi, “use decisive means to ‘clean up’ America, and reserve America for our use…. Our historical experience has proven that as long as we make it happen, nobody in the world can do anything about us. Furthermore, if the United States as the leader is gone, then other enemies have to surrender to us.”

Of course, this plan of battle is very dangerous. The Chinese strategists are therefore prepared for two scenarios: (1) A successful surprise attack on America, with little loss to China; (2) Full-blown U.S. nuclear retaliation that would kill 650 million Chinese. In facing this situation, explained Gen. Chi, the Communist leadership must be fearless. “In Chinese history, in the replacement of dynasties, the ruthless have always won and the benevolent have always failed.” One must not be deterred by the human cost. Modern warfare is mass destruction warfare. It involves the mass killing of human beings. “Maybe we can put it this way,” explained Gen. Chi: “death is the engine that moves history forward. During the period of the Three Kingdoms, how many people died? When Genghis Khan conquered Eurasia, how many people died? When Manchu invaded the interior of China, how many people died?” Chi then admitted, “It is indeed brutal to kill one or two hundred million Americans. But that is the only path that will secure a Chinese century, a century in which the Chinese Communist Party (CCP) leads the world. We, as revolutionary humanitarians, do not want deaths. But if history confronts us with a choice between deaths of Chinese and those of Americans, we’d have to pick the latter…. That is because, after all, we are Chinese and members of the CCP….”

The outline of China’s military strategy is clear. The Chinese are building a large navy with many merchant ships because they want to control the Pacific Ocean and transport millions of colonists to a depopulated North American shore. The biological weapons for “cleaning up” America have already been built. The destruction of America’s early warning system and the decapitation of the U.S. government can be achieved through “terrorist” strikes (i.e., by special forces commandos). There is also an economic dimension to the attack plan. First, do everything possible to hasten America’s financial collapse. (To this end the Americans have made their own special contribution). Second, the bankruptcy of the U.S. government naturally brings about the spontaneous strategic disarmament of the American military; third, use the Arab terrorist threat as a diversion so that the Americans will react against the wrong countries when they are attacked with biological weapons; and fourth, finish off the Americans when they are defenseless and disoriented.

Once China has vaccinated its own soldiers the biological assault can begin. The plan has many risks, and the average American would readily dismiss such a plan as madness. But we all should be reminded of the madness of Hitler, who attempted to exterminate the Jews in Europe. It is hard to believe that someone would exterminate people who were quite harmless. However, that is exactly what happened. The Nazis built their edifice on the myth of Jewish malevolence. This served as their justification. The Nazis merely projected their own malevolence onto their intended victims. Today the agents of Communism have constructed their justification for the extermination of America. The Russians and Chinese, together with their allies in the Third World, have carefully laid out their case. We have all heard the anti-American propaganda. It is everywhere. According to this propaganda the Americans are imperialist aggressors. The Americans are murdering millions of people. The Americans are stealing the world’s resources. The Americans are the cause of global warming. The planet itself is doomed unless the Americans are eradicated.

Here we find a variation on Hitler’s theme. Instead of blaming the Jews, it blames the Americans (and their Zionist allies). Instead of gas chambers and ovens the perpetrators will use nuclear and biological weapons. Instead of looting a minority community in the midst of Europe, an entire continent will be looted. The plan of war aims at plunder in the form of empty buildings, infrastructure, machines and real estate. With that plunder comes global dominance.

I end this column with one last thought supplied by the Wall Street Journal on March 7. In a column titled “China’s Military Mystique” we read of China’s “rapidly increasing defense budget.” The Bush administration wants an explanation. Why is China building so many ships and guns and planes? Everyone assumes that China is building up to attack Taiwan. “But China’s military advances are no longer just about attacking Taiwan,” says the Journal. Having tantalized us with an intriguing tidbit of geopolitical algebra the Journal trails off in the direction of China’s anti-satellite weaponry. The American mind has yet to wrap itself around the concept of a genocidal WMD assault. We watch as the Chinese prepare to slaughter us. We blink and avert our gaze.


J.R. Nyquist, is a columnist, editor and a renowned expert in geopolitics and international relations. Jeffery Nyquist is trained in political sociology at the University of California, is also the author of “Origins of the Fourth World War”. He has contributed articles to web sites such as sierratimes.com, worldnetdaily.com, financialsense.com, and newsmax.com. Nyquist advocates the view that the fall of the Soviet Union was a deception designed to encourage the West to disarm, and that the Communists are still in control to this day. This view was first written about in a book by the Soviet defector, Anatoly Golitsyn, in his book “New Lies For Old: The Communist Strategy of Deception and Disinformation”. J.R. Nyquist also keeps the site JRNyquist.com



Published in “FINANCIAL SENSE”.
Friday, March 09, 2007.


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