ASSALTO EM RESIDÊNCIA MONITORADO À DISTÂNCIA... UMA EXPERIÊNCIA FRUSTRANTE E INÚTIL.
É incrível, mas qualquer pessoa dotada de pelo menos dois neurônios organizaria e comandaria essa operação, com uma probabilidade de sucesso de 100%, ou seja: No mínimo quatro vagabundos na cadeia ou mortos (preferencialmente), sem vítimas inocentes ou efeitos colaterais. No entanto, além de não impedirem a ação e fuga dos marginais, sobressaltaram uma família vizinha, que com certeza deve ter sofrido um grande abalo psicológico com a "ação" destrambelhada dos PMs. Resultado conseqüente, a vítima que investiu um bom dinheiro para dotar seu patrimônio de uma segurança com tecnologia de ponta, ficou inteiramente no prejuízo, tornando-se apenas um mero espectador da invasão de sua propriedade e do "confisco" dos frutos de seu trabalho. Também, a anedótica justificativa apresentada pela PMSP, "endereço errado", é um daqueles casos em que se costuma dizer: A emenda saiu pior que o soneto. Concluindo, o fato demonstra claramente que tecnologia e despreparo não se ajustam.
Bootlead
Advogado vê do escritório invasão a sua casa na Zona Oeste de SP do G1, com informações do Jornal Hoje
Homem gastou R$ 30 mil para colocar câmeras em todos os cômodos. Ele chamou a polícia, mas os assaltantes conseguiram fugir.
As imagens registradas pelas câmeras de segurança de uma casa de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, assaltada na sexta-feira (6), puderam ser vistas ao vivo pelo dono do local, o advogado Carlos Ergas. Ele gastou R$ 30 mil para instalar 16 câmeras em todos os cômodos de sua casa, mas não conseguiu fazer nada quando viu de seu escritório que o imóvel foi invadido.
O advogado chegou a chamar a polícia, mas os assaltantes conseguiram fugir. "Nós monitoramos, ligamos para o Copom dando a posição dos assaltantes dentro da minha casa, fora de casa, praticamente irradiando um jogo de futebol, com todos os detalhes. Eles chegaram cinco minutos antes deles deixarem a casa, era tempo suficiente para uma operação tranquila da polícia, sem riscos", disse o advogado.
As gravações mostram que a ação começou na calçada. Primeiro, elas mostram uma empregada lavando a calçada. Ela não percebe quando o carro preto do outro lado da rua. Ela já havia terminado a limpeza e guardava o equipamento quando dois homens saem do carro.
Um deles segue pela mesma calçada, enquanto o outro atravessa e vai em direção à mulher. Ele conversa um pouco, enquanto o outro dá a volta e surge pelo lado oposto. Juntos, eles anunciam o assalto. Por outra câmera, é possível ver quando os criminosos entram com a empregada na casa. O equipamento usado para lavar a calçada fica do lado de fora e não chama a atenção de ninguém.
Os ladrões vasculham todos os cômodos até achar o cofre. As imagens mostram quando eles voltam para a garagem. Um tira o carro da família e o coloca na rua, enquanto outro veículo com outros criminosos dentro entra na garagem.
Uma terceira câmera mostra quando quatro homens guardam um cofre no porta-malas do veículo. Eles também levaram joias e equipamentos eletrônicos.
Os criminosos ainda estavam dentro da casa quando três carros da Polícia Militar chegaram. As imagens mostram que os PMs foram até a casa do vizinho. Nesse momento, os assaltantes abrem o portão eletrônico e saem com o carro. Os policiais ainda correram, mas ninguém foi preso.
O porta voz da PM, capitão Macera, reconheceu que houve uma falha de comunicação da corporação. Segundo ele, a primeira ligação recebida pelo comando foi de uma testemunha que viu a empregada ser rendida. Entretanto, ela informou o número da casa errado.
Para o capitão, isso desencadeou a série de problemas. O capitão disse que a PM vai fazer uma reunião para apurar as responsabilidades e corrigir os procedimentos.
Publicado no portal "G1". Quinta-feira, 12 de novembro de 2009,14h19.
Foto: "Dinner Party", óleo sobre tela de John Alexander.
Click AQUI se desejar ver a imagem no tamanho original (1280 x 1133) Devo pedir champanhe ou cianureto? por Arnaldo Jabor
Um articulista em crise existencial
O grande Cole Porter tem uma letra de música que diz: "Questões conflitantes rondam minha cabeça/ Devo pedir cianureto ou champanhe?"
Sinto-me assim, como articulista. Para que escrever? Nada adianta nada. Ando em crise, como vejo nos desenhos do excepcional Angeli, gênio da HQ. E como meu trabalho é ver o mal do mundo, um dia a depressão bate. Não aguento mais ver a cara do Lula de boné, dançando xaxado pelo pré-sal; não aguento mais ver o Sarney mandando no país, transformando-nos num grande "Maranhão", com o PT no bolso do jaquetão de teflon, enquanto comunistas, tucanistas e fascistas discutem para ver quem é mais de "esquerda" ou de "direita", com o Estado loteado entre pelegos sem emprego e um governo regressista nos jogando de marcha a ré para os anos 40; não dá mais para ouvir quantos campos de futebol foram destruídos por mês na Amazônia, quando ninguém jamais consegue impedir as queimadas na região, enquanto ecochatos correm nus na Europa, fazendo ridículos protestos contra o efeito estufa; passo mal quando vejo a cara dos oportunistas do MST, com a bênção da Pastoral da Terra, liderando pobres diabos para a "revolução" contra o capitalismo; não aguento secretários de Segurança falando em "forças-tarefas" diante de presídios que nem conseguem bloquear celulares; não suporto a polêmica nacionalismo pelego X liberalismo tucano de hímen complacente; tenho enjoo com vagabundos inúteis falando em "utopias", bispos dizendo bobagens sobre economia, acadêmicos rancorosos decepcionados, mas secretamente apaixonados pela velha esquerda.
Tremo ao ver a República tratada no passado, nostalgias de tortura, indenizações para moleques, heranças malditas, ossadas do Araguaia e nenhuma reforma no Estado paralítico e patrimonialista; não tolero mais a falta de imaginação ideológica dos homens de bem, comparada com a imaginação dos canalhas, o que nos leva à retórica de impossibilidades como nosso destino fatal, e vejo que a única coisa que acontece é que não acontece nada, apesar dos bilhões em propaganda para acharmos que algo acontece.
Não aturo essa dúvida ridícula que assola a reflexão política: paralisia X voluntarismo, processo X solução, continuidade X ruptura; deprimo quando vejo a militância dos ignorantes, a burrice com fome de sentido, tenho engulhos ao ver a mísera liberdade como produto de mercado, êxtases volúveis de "clubbers" e punks de butique, descolados dentro de um chiqueirinho de irrelevâncias, buscando ideais como a bunda perfeita, bundas ambiciosas, querendo subir na vida, bundas com vida própria, mais importantes que suas donas; odeio recordes sexuais, próteses de silicone, pênis voadores, sucesso sem trabalho, a troca do mérito pela fama; não suporto mais anúncio de cerveja com louras burras, detesto bingo, "pitbulls", balas perdidas, suspense sobre espetáculo de crescimento que só acontece na mídia; abomino mulheres divididas entre a piranhagem e a peruice. Onde está a delicadeza do erotismo clássico, a poética do êxtase?
Repugnam-me os sorrisos luminosos de celebridades bregas, passos-de-ganso de manequim, notícias sobre quem come quem; horroriza-me sermos um bando de patetas de consumo, crianças brincando num shopping, enquanto os homens-bomba explodem no oriente e ocidente, enquanto desovam cadáveres na faixa de Gaza e em Ramos, com ônibus em fogo no Jacarezinho e Heliópolis, museus superfaturados evocando retorcidos bombardeios em vez de hospitais e escolas, espaços culturais sem arte alguma para botar dentro, a não ser sinistras instalações com sangue de porco ou latinhas de cocô de artistas picaretas vestidos de "contemporâneos".
Não aguento chuvas em São Paulo e desabamentos no Rio, enquanto a Igreja Universal constrói templos de mármore com dinheiro arrancado dos pobres, e Sonia Hernandez, a perua de Cristo do Renascer, reza de mãos dadas com Dilma Rousseff de olhos fechados, orando pelos ideais de Zé Dirceu.
Enquanto isso, formigueiros de fiéis bárbaros no Islã recitam o Corão com os rabos para cima antes de pilotar caminhões-bomba, xiitas sangrando, sunitas chorando, tudo no tão mal começado século XXI; não aguento ver que a pior violência é nosso convívio cético com a violência, o mal banalizado e o bem como um charme burguês; não quero mais ouvir falar de "globalização", enquanto meninos miseráveis fazem malabarismo nos sinais de trânsito, cariocas de porre falando de política e paulistas de porre falando de mercado, festas de celebridades com cascata de camarão, matéria paga com casais em bodas de prata.
Lula com outro boné, políticos se defendendo de roubalheira, falando em "honra ilibada", "conselho de ética arquivado", suplentes cabeludos e suplentes carecas ocultando os crimes, anúncios de celulares que fazem de tudo, até "boquete"; dá-me repulsa ver mulheres-bomba tirando foto com os filhinhos antes de explodir e subir aos céus dos imbecis; odeio o prazer suicida com que falamos sem agir sobre o derretimento das calotas polares, polêmicas sobre casamento gay, racismo pedindo leis contra o racismo; odeio a pedofilia perdoada na Igreja, vomito ao ver aquele rato do Irã falando que não houve Holocausto, sorrindo ao lado do Chávez, cercados pelas caras barbudas de boçal sabedoria de aiatolás; repugnam-me as bochechas da presidente Cristina Kirchner destruindo a Argentina, Maluf negando nossa existência, Pimenta das Neves rebolando em cima dos buracos do Código Penal; confrange-me o papa rezando contra a violência com seus olhinhos violentos; não suporto cúpulas do G-20 lamentando a miséria para nada; tenho medo de tudo, inclusive da minha renitente depressão; estou de saco cheio de mim mesmo, dessa minha esperançazinha démodé e iluminista de articulista do "bem", impotente diante do cinismo vencedor de criminosos políticos.
Daí, faço minha a dúvida de Cole Porter: devo pedir ao garçom uma pílula de cianureto ou uma "flûte" de champanhe rosé?
Arnaldo Jabor, carioca nascido em 1940, é cineasta e jornalista, também já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e na Rádio CBN. O estilo irônico e mordaz com que comenta os fatos da atualidade brasileira foi decisivo para o seu grande sucesso junto ao público. Arnaldo Jabor também é colunista do jornal “O Estado de S. Paulo”, além de escrever regularmente para diversos outros jornais do Brasil.
E-mail: a.j.producao@uol.com.br
Publicado no jornal "O Globo".
Terça-feira, 22 de setembro de 2009.
O SUMIÇO DA CONSCIÊNCIA DO MAL
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Os vampiros aliados festejam a ampliação do banco de sangue por Augusto Nunes
Menos de um mês depois de promover o Brasil a potência petroleira, Lula promoveu-se a presidente de uma potência olímpica. Em 6 de setembro, Dia da Segunda Independência, não precisou de um só barril a mais para apresentar ao mundo o caçula da OPEP. O que resolveu que vai acontecer daqui a 10 ou 15 anos pareceu-lhe suficiente. Em 2 de outubro, depois de derrotar os ianques, os espanhóis e os japoneses na Batalha da Dinamarca, não precisou de uma única medalha de bronze para instalar o país no clube dos colossos esportivos. Bastou o que resolveu que vai acontecer no Rio em 2016.
O curto espaço entre os dois assombros avisa que a metamorfose ambulante sofreu mais uma mutação para pior. Lula sempre se apropriou do passado para fingir que fez o que outros fizeram. Quem ouve a discurseira imagina, por exemplo, que a inflação liquidada em 1994 pelo Plano Real foi banida em 2003. Pois o maior governante da história agora deu de também expropriar o futuro para moldá-lo às conveniências do presente ─ e fingir que já foi feito o que está por fazer. O craque que vive assumindo a paternidade de gols alheios passou a reivindicar a autoria dos que nem aconteceram.
A fantasia seria menos inverossímil se Lula não inaugurasse o futuro sempre em companhia de gente que eterniza o passado. No descobrimento do pré-sal, protagonizou uma superprodução futurista à frente de um elenco de cinema mudo liderado pelos canastrões José Sarney e Edison Lobão. No comício em Copenhague, anunciou a ascensão do Brasil à primeira divisão do planeta num palanque de segunda. O país não tem sequer arremedos de política esportiva. Investe apenas, e equivocadamente, no esporte de alto rendimento. O Brasil coleciona fiascos a cada Olimpíada por falta de direção e de verbas.
Dinheiro existe de sobra, esclareceu o presidente ao comunicar que serão investidos no Rio quase R$ 30 bilhões. A bolada vai ser muito maior, corrigiu o sorriso de empreiteiro malandro no rosto da cartolagem. E boa parte vai engordar o patrimônio dos campeões do salto sobre cofres públicos, modalidade não-olímpica praticada com muita competência por figurões federais e supercartolas.
Só os olhos gulosos dos bandidos e a miopia dos idiotas incuráveis enxergam um Brasil dividido entre nacionalistas grávidos de patriotismo com o triunfo incomparável e traidores da nação em aliança com os mortos de ciúme da Cidade Maravilhosa. O Brasil não precisa hospedar a Olimpíada para afirmar-se como nação em marcha acelerada para longe das cavernas. O Rio não precisaria virar sede dos Jogo de 2016 para merecer as atenções, o respeito, o carinho e os investimentos que a mais bela das cidades reclama há décadas. Consumada a escolha, ninguém minimamente sensato vai torcer pelo naufrágio. Mas o desastre só será evitado se a tripulação for trocada a tempo.
Em 2003, os cariocas souberam que o Pan-2007, orçado em R$ 400 milhões, traria como dote a linha de metrô da Barra, a despoluição da Baía de Guanabara, a ressurreição da Lagoa Rodrigo de Freitas e outros espantos. A conta ficou em R$ 4 bilhões e os milagreiros nada santos esqueceram o prometido. Tudo será feito agora, reincide Carlos Nuzman, que presidiu o comitê do Pan, preside o COB e presidirá o comitê dos Jogos de 2016. É errando que a gente aprende, recita Orlando Silva, ministro do Esporte desde 2006, que forma com Nuzman uma dupla que anda fazendo bonito nos torneios de gastança suspeita promovidos pelo Tribunal de Contas da União.
O cinismo dos vendedores de ilusões só não é mais espantoso que a euforia da multidão de iludidos. Com o mesmo entusiasmo dos vampiros encarregados da administração, os doadores festejam a ampliação do banco de sangue.
Augusto Nunes da Silva é jornalista, nascido em Taquaritinga, interior de S. Paulo, foi redator-chefe da revista Veja, diretor de redação das revistas Época e Forbes, dos jornais O Estado de S. Paulo, Gazeta Mercantil e Zero Hora, além de diretor-executivo do Jornal do Brasil. Foi também apresentador do programa Roda Vida da TV Cultura e do programa "Verso & Reverso" da TVJB. Augusto Nunes escreveu diversos livros, entre os quais: "Minha Razão de Viver - Memórias de um Repórter" (livro de memórias de Samuel Wainer), "Tancredo" (biografia de Tancredo Neves), "O Reformador: um Perfil do Deputado Luís Eduardo Magalhães" e "A Esperança Estilhaçada", sobre a atual crise política, entre outros. É um dos personagens do livro "Eles Mudaram a Imprensa", da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que selecionou os seis jornalistas mais inovadores dos últimos 30 anos, além de ter ganho por quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Atualmente, Nunes escreve uma coluna na edição eletrônica da Revista "VEJA".
Publicado na seção Direto ao Ponto da "Coluna do Augusto Nunes".
Segunda-feira, 05 de outubro de 2009.
O MAL ABSOLUTO TEM A BARBA BRANCA E SOMENTE NOVE DEDOS!
Vídeo: O tiro de comprometimento do Major Busnello (Ch de Plan e Op do 6º BPMERJ-Tijuca)
NR. A princípio, pensei em cortar o último comentário da tonta da apresentadora, onde ela diz: "Uma tragédia", mas... Tragédia para quem "cara pálida"? Só se for para o boné do bandido, porque para a sociedade é uma dádiva, menos um vagabundo no mundo. Porém, como esse tipo de evento é recorrente no Rio de Janeiro, ou melhor, no Brasil inteiro, quem sabe tal apresentadora, uma defensora contumaz dos "derechos zumanos" de bandidos, não seja ela ou um familiar da mesma, um dos próximos reféns desse tipo de situação. Seria interessante saber se ela continuaria achando "uma tragédia".
BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO! – Pois é, lá se foi um "bandido bom" para a "casa do capeta", ou uma outra casa mais popular, que também começa com "ca".
O TAMANHO DO ESTRAGO
O "CAÇADOR"
Foto: Major João Jaques Busnello.
Atirador da PM aproveitou o momento em que a vítima abaixou a cabeça para atirar por Ronaldo Braga
RIO - Foi o Major Busnello, chefe da 3ª Seção do 6º BPM (Tijuca) o responsável pelo tiro de fuzil 7,62, a uma distância de 40 metros, que matou o bandido que tinha invadido uma farmácia, durante assalto na Rua Pereira Nunes, na Tijuca. Ele contou que já estava posicionado havia uma hora e meia, em local que ele não quis informar, acompanhando o desenrolar do caso.
A partir do momento que recebeu uma ordem do comandante, coronel Fernando Príncipe, ele aproveitou a oportunidade: quando a vítima, a comerciante Ana Cristina Garrido, passou mal e abaixou a cabeça para fazer o disparo.
Busnello contou ainda que, em tese, o disparo neste momento é difícil porque a vítima pode reerguer a cabeça rapidamente. Ele disse ainda que foi a primeira vez que fez disparo como atirador de elite no 6º BPM. Ele fez cursos de tiro no Bope, na Polícia Federal, na Aeronáutica, em Brasília, e também em Canoas, no Rio Grande do Sul.
Publicado no jornal "Extra Online". Sexta-feira, 25 de setembro de 2009, 13h59.
E OS "DERETCHOS DOSMANOS"? AQUI "Ó"!
Foto acima: O dia seguinte, "Tudo Azul" – Maj Busnello e a "renascida" Ana Cristina Garrido, recebe flores do seu "salvador", flores de alegria, poderia ser uma coroa funebre, aí sim seria "uma tragédia", viste dona Annenberg.
Fazer reféns, a nova moda do crime por Aurílio Nascimento
Os abelhudos e abelhudas da segurança pública são mestres em difundir análises e opiniões adequadas apenas aos seus interesses pessoais. Normalmente, tais trabalhos possuem o foco nas instituições e em seus integrantes. Nunca se destacou que quem se lança na vida criminosa o faz por escolha, e não por falta de oportunidade, como querem outros. A frouxidão das leis e um exército de falsos defensores dos direitos humanos fazem com que, cada vez mais, idiotas pratiquem crimes, sem levar em conta que a empreitada pode levar à morte. Como tudo começa? Dois ou três aprendizes de marginal, já reprovados anteriormente, se encontram na favela, e tem início o diálogo.
Aprendiz de bandido 1 – E aí Mané? Tá de bobeira?
Aprendiz de bandido 2 – Demorô. Qual é?
Aprendiz de bandido 1 – Aí, vamô meter uma parada?
Aprendiz de bandido 2 – Já é.
Aprendiz de bandido 1 – Vamô escolher o quê? Tem a padaria, a farmácia, a banca de jornal...
Aprendiz de bandido 2 – Padaria meti ontem. Vamô na farmácia.
Aprendiz de bandido 1 – Já é. Pega as peça.
Aprendiz de bandido 2 – Manô, os vermes tá na área. E se eles chegar junto? O que nóis faz?
Aprendiz de bandido 1 – Qual é? Vai dá prá trás? Se os vermes chegar junto, nóis faz refém, chama os caras dos direitos humanos, nosso adevogado, e fica tudo certo. Nóis vai preso, mais nóis não morre.
Aprendiz de bandido 2 – Demorô. Vamô nessa.
Fazer reféns, quando a polícia chega em minutos ao um local de roubo em andamento, parece que está se tornando moda. Mesmo sabendo da presença da polícia por perto, os aprendizes parecem não se incomodar com isto. Cercados, pedem a presença dos defensores dos direitos humanos, pastores, advogados, imprensa, familiares. Não deu certo desta vez? Descansam um pouco à custas dos que pagam impostos e vivem assustados e depois tentam novamente.
Hoje, 25 de setembro de 2009, um aprendiz não considerou os riscos de sua empreitada e, na quase certeza de que arranjaria uma boa grana para gastar no baile logo mais à noite, foi assaltar uma farmácia. Cercado, não estremeceu. Fez uma refém e esperou a chegada de seus salvadores. Só que o pastor estava rezando, o advogado estava em audiência, a imprensa tinha mais o que fazer e a mamãe estava ocupada lavando roupa. Mas a PM estava lá. A falta de avaliação do aprendiz foi determinante na sua partida antecipada. Muito embora a ação policial tenha sido bastante aplaudida pela opinião pública, amanhã certamente será condenada pelas ONGs financiadas pelo dinheiro público. Em todo o mundo é assim que a polícia age. Cercado, o marginal tem apenas duas opções: se entregar pacificamente ou enfrentar a polícia, colocar em risco a vida do refém e morrer. Parabéns à PM.
Foto: A arma do crime, provavelmente "desviada" de alguma unidade das FFAA.
O POVO HONESTO E TRABALHADOR ESTÁ CANSADO
Foto: Um espectador aplaudindo a prestância da PM-Rio e o "deletamento" do inservível.
Atenção blogueiros da "Luta" e do "Poder Patriótico":
É preciso esclarecer esse "povo" que parabeniza e aplaude a primorosa ação da PM-Rio, que o marginal devidamente eliminado da face da terra, é um dos inúmeros filhos do Lula, da Dilma e do PT. Precisamos inverter este inexplicável paradoxo, no qual o povo trabalhador e de bem, elege e apóia a cambada lulo-petista-comunista e não faz a devida relação causal, entre a criminalidade galopante, o péssimo sistema de "saúde", "educação" ineficaz, etc. Enfim, é preciso tornar claro a esse mesmo povo, que a televisão de LCD de quatrocentas polegadas que ele compra às custas de um endividamento sufocante, não passa de um ardil montado pela canalha "desgovernante", para que eles, "o povo", sinta uma falsa ascensão social, quando na realidade estão comprometendo o futuro de seus filhos e netos com um projeto político que os conduzirá inevitavelmente à miséria e ao sofrimento.
O FIM TRÁGICO DE UM "INOCENTE" BONÉ
Foto: "Coitado", estava na cabeça errada e na hora errada.
Não deixe de ver também: É ASSIM QUE FUNCIONA! (Uma situação similar em Caracas-Venezuela)
Quais as consequências da crise a longo prazo? por William Waack
O texto de hoje é sobre a crise financeira internacional. Antes, porém, um recado aos leitores: esta secção do G1 é uma coluna que não é diária. Uma das características da atual crise é a rápida sucessão de eventos. Portanto, vou tentar me concentrar em aspectos que possam ser lidos nas próximas duas horas sem padecer de envelhecimento precoce.
Quais são as consequências político-sociais de longo prazo do cataclismo (sim, estamos diante de uma catástrofe)? Acho que vamos considerar 2008 como um ponto de inflexão, assim como 1929 acabou sendo consagrada como uma data que prenunciava importantes mudanças – ainda que o impacto mais forte da crise daquela época só atingisse as principais economias européias em 1934/5.
Especialmente os comentaristas europeus (franceses e alemães, em particular) assinalam o fim do "modo" anglo-saxônico de encarar os mercados financeiros. O argumento mais corrente é o de que as principais economias européias, muito mais reguladas que as dos Estados Unidos e Reino Unido, sofrerão menos com a crise.
O problema desse argumento são os fatos dos últimos dias: os principais governos europeus tiveram de socorrer instituições financeiras privadas com dinheiro público. O socorro prestado pelo governo alemão a uma das principais caixas hipotecárias do país irritou profundamente a própria comissão da União Européia (mas os Países Baixos tiveram de fazer o mesmo, praticamente na mesma hora).
Não, por favor, não leiam isto como uma prova de que "são todos os mesmos" (afinal, não é com dinheiro público que o governo americano quer salvar o sistema financeiro?). Nos países europeus, a presença do Estado na economia foi sempre vista de outra maneira do que nos Estados Unidos e Reino Unido. Sobretudo os social-democratas acham que os tempos mudaram – e por um período muito longo – a favor de sua tese favorita, e que se traduziu numa expressão alemã adotada também pelos conservadores: economia social de mercado, com forte presença dirigista do Estado. Nicholas Sarkozy, o "liberal" presidente francês, assinaria embaixo.
Há um debate entre os dois lados do Atlântico muito mais cultural do que ideológico sobre o papel de governos não apenas em situações de crise. Essa discussão está profundamente ligada aos problemas que a globalização apresenta também para as economias mais avançadas, e este provavelmente é um dos pontos mais negativos da atual crise: ela deve provocar uma onda irrefreável de protecionismo em nome da proteção de empregos e sobrevivência de instituições nacionais (bancos e empresas, por exemplo).
Curiosamente, os europeus levantam de novo as bandeiras de valores fundamentais da economia, como trabalho e poupança, contra o "estilo anglo-saxão" de tomar empréstimos e arriscar nos mercados de capital. É interessante notar que em sociedades de outros lugares do planeta (Japão, por exemplo) "trabalho" e "poupança" são valores bastante cultivados e nem por isso os japoneses escaparam de uma difícil situação econômica, e não faz muito tempo.
Os autores clássicos, especialmente os da Sociologia, costumam dizer que sem um arcabouço teórico dificilmente se entende os fatos correntes. É o que economistas dizem agora da atual crise. Robert Samuelson, por exemplo, argumenta que o "vácuo intelectual" a respeito de qual teoria econômica melhor explicaria a atual crise é que levou ao caos político no Congresso americano. Em outras palavras, não se previa – pelo menos do ponto de vista da teoria – o que viria acontecer. A principal delas: a falta de experiência em como estabilizar mercados financeiros.
Ligar diretamente em relação de causa-efeito mecânica o campo da economia e o da política é um tipo de sub marxismo que nada explica da realidade – é o departamento das verdades absolutas e respostas prontas, que apenas confundem. É difícil prever, portanto, como e se a atual crise, que promete ser longa e difícil, levará a consequencias políticas e onde.
Mas é possível dizer que no campo "cultural" do debate entre Estado e Mercado o pêndulo deve mover-se com força para o primeiro lado. Deve aumentar consideravelmente nossa (de novo, no campo "cultural") insegurança diante de um mundo no qual tudo parecia explicado, conectado, ajustado e, por tanto, controlável. É aquilo que, em alemão, chama-se "Kulturpessimismus" – a idéia de que, no fundo, não somos capazes de dar ordem e direção ao que queremos.
Não falo aqui do ponto de vista do investidor (os inteligentes saberão perceber no momento de crise também o momento da oportunidade). Falo do ponto de vista da experiência de sociedades que se julgavam acima de crises.
William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.
Publicado no Portal G1. Segunda-feira, 29 de setembro de 2008, 21h45.
MOMENTO PARA O HUMOR
A ONU encomendou uma pesquisa de opinião em alguns países sobre o problema da fome no mundo, a pesquisa solicitava aos entrevistados que respondessem apenas esta única pergunta abaixo:
"Por favor, diga honestamente: Qual é a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo?"
Porém, os resultados foram altamente desanimadores e a pesquisa um tremendo fracasso. Porque:
1 - Os europeus não entendiam o que significava "escassez".
2 – Os africanos não sabiam o que eram "alimentos".
3 – Os argentinos desconheciam o que queria dizer "por favor".
4 – Os americanos perguntaram o que significava "resto do mundo".
5 – Os cubanos solicitaram que lhes explicassem o que era "opinião".
6 – E os brasileiros, estão até hoje se perguntando qual é o significado de "honestamente".
Fomos coniventes com Evo Morales por William Waack
A capacidade de Evo Morales e Hugo Chávez de tornarem as coisas difíceis para si mesmos e para o resto do continente é diretamente proporcional à incapacidade brasileira de convencê-los de que os caminhos “bolivarianos” levam apenas ao fracasso das economias, ao dissenso interno, à desestabilização política e a conflitos externos absolutamente desnecessários.
Curiosamente, é amplo consenso no Brasil que esses fenômenos – instabilidade econômica e política, conflitos externos – não nos interessam. Não há candidatos sérios à Presidência da República por aqui com plataformas sequer remotamente apegadas à quebra das instituições, rompimento de contratos de longo prazo, repúdio a dívidas, hostilidade a potências estrangeiras, nacionalização, estatização, perseguição de minorias, cerceamento da oposição ou destruição dos outros poderes.
É o que Evo Morales e Hugo Chávez fazem, diante de um governo brasileiro incapaz de articular nossa conduta em função dos nossos interesses de longo prazo. Que interesse podemos ter em vizinhos à beira da guerra civil, como a Bolívia? Que interesse podemos ter num vizinho que ressuscita a Guerra Fria no Caribe como maneira de promover a própria fanfarronice militar, como faz a Venezuela?
Cabe aqui uma pergunta central: qual a capacidade que o Brasil tinha de influenciar acontecimentos nos reinos de Evo Morales e Hugo Chávez? Muita, se tivessemos já há bastante tempo deixado suficientemente claro para ambos que à principal potência regional (o Brasil) não interessa a instabilidade que ambos promovem. É, sim, direito legítimo dos povos da Venezuela e da Bolívia de viver sob o regime político e econômico que bem entenderem.
Mas – e é nesse “mas” que reside nosso problema – não às custas de sacudir o resto. Pode o atual governo brasileiro olhar para a situação boliviana e dizer que se trata de um observador neutro, empenhado em promover algum tipo de conciliação interna baseada no compromisso e entendimento que as partes possam atingir? Claro que não. Fomos coniventes com Morales – “a coisa mais extraordinária” da América do Sul, segundo Lula.
Podemos nos dirigir a Chávez dizendo que, para o Mercosul (um projeto que nasceu não apenas para baixar tarifas aduaneiras), é contraproducente a fabricação de conflitos com outros centros de poder? Claro que não. Assistimos ao jorro de sandices verbais do desequilibrado presidente da Venezuela como se fosse um animador de auditórios – agora que ele não só compra aviões russos mas, também, trata de provocar infantilmente os Estados Unidos promovendo manobras militares com os russos nós vamos bater palmas, rir ou fazer de conta que nada está acontecendo?
Permitam-me aqui um parênteses. Na célebre crise dos mísseis de 1962 (quando Moscou instalou mísseis nucleares em Cuba), Fidel Castro, o maior inspirador de Chávez, foi o principal perdedor. Estados Unidos e União Soviética entenderam-se à revelia do ditador cubano. Não seria difícil imaginar que, na visão de mundo distorcida e peculiar de Chávez, ele talvez possa estar achando que será uma espécie de “vingador” da História, trazendo para a porta dos fundos dos EUA seu velho rival. Arrisca-se a ser, como Fidel, o principal perdedor.
Situações de política externa desfavoráveis aos interesses de um país não são cataclismos meteorológicos, surgidos do nada. Morales e Chávez precisaram ser cultivados, criados, tolerados, precisaram sentir-se livres para agir, incentivados a tentar e convencidos de que podem conseguir. Em momento algum sentiram-se impedidos pelo seu principal vizinho, o Brasil.
Quem os apóia e festeja esse tipo de panacéia retrógrada e perigosa tem motivos para celebrar. Para os interesses do Brasil os acontecimentos na Bolívia e na Venezuela são lamentáveis. Resta esperar que a realidade se imponha – algo que dirigentes ideologizados jamais se dignam a admitir. O preço será pago por um enorme e indesejado sofrimento das populações da Bolívia e da Venezuela.
William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.
Publicado no Portal G1. Quinta-feira, 11 de setembro de 2008, 20h13.
Sarah Palin "embaralha as cartas" da campanha eleitoral nos EUA. por William Waack
Não é preciso concordar com o que diz Sarah Palin, a candidata republicana a vice-presidente dos Estados Unidos, para admitir que ela é a grande sensação da convenção republicana. No momento em que este texto foi enviado para publicação, o candidato a presidente, John McCain, ainda não havia falado – e arrisco-me a dizer que seu pronunciamento terá menos repercussão que as palavras pronunciadas pela companheira de chapa na véspera.
A pergunta que não cala desde a última sexta-feira é saber se Sarah acrescenta votos ou se atrapalha a campanha republicana, que parece bem menos organizada e agressiva do que a dos democratas, pelo menos até agora. Minha opinião é a de que ela acrescenta, e bastante, simplesmente pelo fato de ter embaralhado as cartas de forma, creio, irrecuperável.
A mensagem de Obama é a da mudança dos hábitos políticos num país cansado de "Washington" (aqui entendida a velha política)? Palin acusa Obama de fazer parte do clube que ele critica. É a mensagem dos democratas a proximidade com o sofrimento das classes médias americanas, as mais atingidas pela atual crise? Palin diz que ela vive ainda como uma mãe de família de classe média, enquanto Obama…
Palin soltou uma grande piada em seu discurso: a da diferença entre uma "hockey mom" (as mães que levam os filhos para a aula de esporte) e um pitbull. "É o batom", disse ela. A combinação aqui é perigosíssima, e boa parte da imprensa liberal (no sentido americano) e dos ativistas democratas já percebeu isso.
Ataca-se uma mulher como Palin, e o resultado é torná-la uma vítima de machismo, sexismo, preconceito, etc. Dá-se as costas a ela, e você sai com uma bela mordida no traseiro. O de Obama deve estar ardendo: Palin o atacou como nem mesmo Hillary Clinton tivera a audácia de fazê-lo. Ela não poupou sequer a mulher de Obama, Michelle.
Quando falo que Palin embaralhou as cartas, refiro-me também ao fato de que ela mudou para as próximas nove semanas os argumentos mais esgrimidos até agora entre os contendores – a saber: a) quem é mais experiente para conduzir o país; b) quem traz mudanças nos hábitos políticos; c) quem sabe melhor o que acontece com o americano médio; d) quem conserta a economia.
A chapa McCain-Palin reinventou-se como corajosa e competente não por abordar temas específicos, mas, ao contrário, por arriscar falar sem se importar com as consequencias políticas. Palin atacou boa parte da chamada "grande" imprensa americana acusando-a de preconceito em relação a alguém, como ela, que não era conhecida nos coquetéis frequentados por políticos e jornalistas bem informados em Washington.
Mas ironia, sarcasmo e bom humor são componentes de discursos bem organizados para um público escolhido quando o jogo é em casa (o caso da convenção republicana). É difícil calcular o quanto Palin aguentará no mesmo ritmo as próximas nove semanas, especialmente quando ela não for mais novidade alguma. A eleição não está perdida para os democratas, mas Obama-Biden estão longe ainda de ter garantido a vitória.
William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.
Publicado no Portal G1. Quinta-feira, 04 de setembro de 2008, 19h17.
Foto: Sarah Palin, Governadora do Alasca e candidata a vice de John McCain.
O apelo eleitoral de Sarah Palin por William Waack
A escolha feita por John McCain de uma jovem (para os padrões políticos) governadora como companheira de chapa foi um extraordinário feito político dos republicanos. Transformou mesmo em coisa da história o discurso da véspera feito por Barack Obama – do qual boa parte da imprensa instantânea parou de falar 12 horas depois dele ter sido chamado de “histórico”.
Aos 72 anos de idade, John McCain não é exatamente um triatleta. Ao contrário, sempre se comentou que tão importante quanto o candidato republicano seria saber qual seu vice. E que vice! Uma “hockey mom”, como a própria governadora Sarah Palin se define: uma dessas mães de subúrbio (lá, subúrbio tem outra conotação), que levam as crianças de tarde para o treino do time de hockey. E vão torcer pela prole no domingo – depois da igreja, claro.
Se houvesse um rosto da americana típica de classe média, e um jeito de falar também, seria o de Sarah Palin. É óbvio que ela tem apelo eleitoral até para as democratas que continuam infelizes pelo fato de Hillary Clinton não ter sido escolhida sequer a vice de Obama. Ela é arquiconservadora em questões morais e sociais, o que fala também a um grande número de eleitores americanos.
E, se Obama é o “candidato mensagem”, Palin dá à campanha dos republicanos um inesperado ar de jovialidade. Foi uma brilhante tacada política. O nome do qual mais se falava até agora para vice era o do empresário-governador Mitt Romney – competente, bem sucedido, monótono. Até McCain tinha um sorriso meio bobo quando anunciou Sarah Palin – sorriso de velho quando ganha elogio de mulher muito mais nova.
O discurso de aceitação de Obama foi até agora o mais importante de sua carreira, mas faltou a ele o típico carisma com que encantou muita gente durante as primárias. Obama tinha de mostrar os dentes e, desta vez, não era para sorrisos. Foi duro e contundente nos ataques a Bush e McCain – algo pelo qual os democratas imploravam. E fez pelo menos duas promessas retumbantes, de difícil realização, e pelas quais será cobrado.
Primeira promessa: acabar em dez anos com a dependência americana do petróleo do Oriente Médio. Talvez seja o objetivo estratégico mais importante formulado por um chefe de governo americano desde a política de contenção da União Soviética no início da Guerra Fria, e já lá se vão uns 60 anos (o “star wars” de Reagan foi a continuação dessa política). Tem um subproduto interessante: o reconhecimento que é melhor retirar-se de um lugar onde os conflitos parecem mesmo intratáveis.
Segunda promessa: reduzir impostos para 95% das famílias de classe média. A principal dificuldade em reduzir impostos reside no fato, reconhecido pelo próprio Obama no discurso de quinta à noite, de que ele precisa financiar programas sociais, programas de investimento em infraestruturas e, conforme prometeu também, manter equilíbrio fiscal. Conciliar tudo isso requer extraordinário senso de equilíbrio, visão de longo prazo e articulação política.
Faltam 67 dias para as eleições americanas e elas parecem em aberto. São as mais fascinantes para pelo menos três gerações. O eleitorado americano – e o mundo, pode-se dizer, dadas as conseqüências das decisões que são tomadas nos Estados Unidos, gostemos delas ou não – está diante de escolhas reais. E não é fácil decidir entre uma e outra.
William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.
Publicado no Portal G1. Sexta-feira, 29 de agosto de 2008, 14h20.
Dúvida: "MERDA", agora começa com "P", de "PRESIDENTE"?
Em perseguição, polícia diz ter matado jovem por engano no PR Do Portal G1, em São Paulo
Carro de casal bateu acidentalmente em viatura e foi alvejado por dois agentes. Em nota, PM lamenta e informa que vai apurar os acontecimentos.
Uma jovem de 20 anos foi morta durante uma perseguição policial na madrugada deste domingo (13), no município de Porto Amazonas, distante cerca de 80 quilômetros de Curitiba. Policiais disseram ter confundido o carro em que ela estava com um amigo com o veículo que estava sendo perseguido.
De acordo com nota divulgada pela Polícia Militar, os agentes perseguiam um carro suspeito que já havia furado dois bloqueios nas cidades de Lapa (PR) e São Mateus do Sul (PR). Os fugitivos estavam em Porto Amazonas.
Durante a perseguição, o carro onde estava os jovens chocou-se com uma das viaturas e dois policiais desceram atirando. Segundo a nota, "no momento da colisão, eles acharam que se tratava de mais um integrante de uma possível quadrilha e que havia colidido intencionalmente com a viatura. A fim de pará-lo, efetuaram disparos contra o veículo."
Somente depois de atirarem, os policiais perceberam se tratar do carro ocupado pelo casal e que havia batido acidentalmente na viatura.
Segundo a Polícia Militar, Rafaele Ramos Lima estava no banco do passageiro e foi baleada na cabeça. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. O rapaz que dirigia o carro, Diogo Soldi, de 21 anos, levou um tiro de raspão e foi encaminhado para exames em um hospital de Curitiba.
Em nota, a Polícia Militar "lamenta profundamente os fatos ocorridos" e informa que pediu acompanhamento do Ministério Público Estadual na apuração dos acontecimentos.
Os dois policiais militares que atiraram no casal foram detidos e encaminhados para o Batalhão da PM em Ponta Grossa (PR). As armas também foram apreendidas e enviadas para a perícia.
Após o engano, equipes encontraram o provável veículo foragido, com placas de Curitiba, abandonado com pacotes de cigarros vindos do Paraguai.
Na nota, a PM informa que o objetivo é que "a apuração seja rigorosa e transparente" e que "o Comando Geral da Polícia Militar do Paraná e o Ministério Público acompanham de perto o desenrolar da investigação."
Publicado no "Portal G1".
Domingo,13 de julho de 2008, 16h40.
Fui preso quatro vezes durante a ditadura militar inaugurada no país em 1964. Estudava jornalismo no Recife e ao mesmo tempo trabalhava em jornais. Em 1969, eu e mais vinte e poucos colegas fomos expulsos da Universidade Católica de Pernambuco, acusados de subversão. E durante um ano proibidos de estudar em qualquer outra universidade. Fiquei desempregado por algum tempo.
Eu simpatizava com a Ação Popular, uma das muitas organizações de esquerda que lutavam contra a ditadura. Mas nunca a ela me filiei - nem a nenhuma outra. Sabia que não dava para ser jornalista e militante político ao mesmo tempo - e o jornalismo me atraía mais. E não estava convencido de que o comunismo era a salvação do mundo. Não queria trocar a ditadura que nos esmagava por qualquer outro tipo de ditadura.
Todas ou quase todas as organizações que pregavam o fim da ditadura rejeitavam o modelo de "democracia burguesa" que temos hoje, aqui e na maior parte do mundo. Eu respeitava quem pensava assim, mas não estava convencido do acerto de sua opção - pelo contrário. E não via a mais remota chance de sucesso na tentativa de se derrubar a ditadura via luta armada. Ela venceria, como de fato venceu.
Parte dos jovens daquela época era "generosa", como observou, ontem, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, em entrevista ao Programa do Jô. Por generosa, entenda-se: capaz de arriscar a integridade física em defesa de suas idéias. Mas isso não quer dizer que suas idéias fossem corretas. Ou Dilma ainda acredita na "ditadura do proletariado"? Ou ainda acredita que "o poder está na ponta do fuzil"? Não creio.
Tenho horror e nojo à ditadura, como disse certa vez o deputado Ulysses Guimarães, então presidente do PMDB. E a todas as suas práticas - a suspensão dos direitos e garantias individuais, a tortura e a morte dos seus adversários. Mas por ter combatido a ditadura de 64 ao meu modo, e arrostado com as consequências disso, não me acho merecedor de indenizações ou de qualquer outro tipo de reconhecimento.
A glorificação dos que enfrentaram armados a ditadura pensando em substitui-la por outra revela oportunismo e a dificuldade de se abdicar de idéias carcomidas . Há nisso também muito de arrogância e de autoritarismo.
Ricardo Noblat, nasceu em 1949 na cidade de Recife-PE, formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, trabalhou como repórter dos jornais "Diário de Pernambuco" e "Jornal do Commercio", além das sucursais do "Jornal do Brasil" e revista "VEJA", também foi repórter e chefe da extinta revista "Manchete" no Recife. Chefiou a sucursal da revista "VEJA" em Salvador-BA, por dois anos, revista esta, onde depois foi editor-assistente em Sâo Paulo-SP. Trabalhou ainda em Brasília-DF, como editor regional da sucursal do "Jornal do Brasil" e repórter na também sucursal do jornal "O Globo", de onde saiu para chefiar a sucursal da revista "IstoÉ" e posteriormente a direção de redação do jornal "Correio Braziliense". De volta a Salvador-BA, chefiou a redação do jornal "A Tarde" por quase um ano. Ainda teve uma passagem pelo jornal "O Estado de S. Paulo", onde além de uma coluna aos domingos, manteve um blog. Atualmente Ricardo Noblat é editor-chefe do "Blog do Noblat" e publica uma coluna às segundas-feiras no jornal "O Globo". Noblat também é autor de vários livros na área de Jornalismo.
N.R. Além de política e atualidades o Blog do Noblat também é ótimo para quem gosta da boa música.
Publicado no Blog do Noblat. Terça-feira, 27 de maio de 2008, 14h19.
PROFECIA:
"Nosso país se encontra em processo de decadência, encontramo-nos numa derrocada sem precedentes tanto dos valores cristãos quanto na política e na moral. É possível que a nossa amada, decantada e tão defendida "Democracia" nos conduza à negação final de independência, liberdade e justiça. Esta situação se deve à aquelas pessoas que elegeram de forma voluntária o falso profeta e seus seguidores da "estrela vermelha", esta sim a marca da besta, do Anticristo, além de ser o "pai da mentira" como também é denominado o próprio Satanás. Em Apocalipse 13, está escrito: "que a primeira besta, o Anticristo, que emerge do mar dos povos, aparentemente é alguém sem poder, um pobre coitado que não tem nada". Pois bem, o fato é que quase 60 milhões de adoradores do Anticristo lhe deram poder e autoridade, uma opção que selará o destino de todos nós brasileiros por inúmeras gerações." Assim falou Bootlead!
"When dark evil strides across the land, and even noble hearts shrink in fear, there are always warriors of pure spirit who take up the sword and stand their ground."