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Tuesday, May 10, 2011

ÀS VEZES O USO DA VIOLÊNCIA POR NÓS MESMOS É A ÚNICA
RESPOSTA IMEDIATA E EFICAZ.

As pessoas não devem dormir tranquilamente em suas camas durante  a  noite,  só por
acreditarem que aqueles designados para combater a violência em seu nome, estejam
disponíveis a todo momento e em todos os lugares. Isso é impossível!





ENTREGUE SUA ARMA!
por Lenilton Morato

Entregar nossas armas e votar pelo desarmamento é fundamental para que possamos estar em segurança. Com pistolas e revólveres nas mãos de bandidos e da polícia, teremos a certeza de que somente pessoas capacitadas estarão de posse delas. Quanto a este negócio de que são as armas ilegais as responsáveis pela quase totalidade dos crimes cometidos no país, não se engane. Isso "non ecxiste". É coisa da direita golpista, teoria da conspiração e da CIA.

Em nome de nossa própria segurança os cidadãos de bem são incentivados a entregar suas armas de fogo, o que é muito salutar. Afinal, este tipo de aparato é extremamente perigoso. Sério. Ontem mesmo, vi um grupo de espingardas, revólveres e pistolas dentro de um banco e, após renderem o segurança, limparam os cofres. Assim, sozinhas, sem ninguém segurando-as, sem ninguém manejando-as. Saio do local e o que vejo? Uma arma solitária atravessar a rua e assaltar um pedestre. Coisa séria estas armas! Como podem ficar andando impunes por aí? Fiquei amedrontado: será que as armas são como os "transformers" que ganham vida e saem a fazer todo tipo de crime? Talvez. Ainda bem que meu amigo do peito e grande irmão Estado, sempre pronto pra me salvar, já está fazendo campanha para que todos entreguemos nossas armas. Ufa! Me sinto aliviado.

Acho mesmo que as armas devam ficar na mão de quem sabe utilizá-las: os bandidos e o Estado. Somente assim estaremos protegidos e, de quebra, estaremos garantindo emprego para milhares de meliantes que poderão nos roubar de maneira sossegada e sem medo. Chega desta desumanidade de atirar em um assaltante, sequestrador ou estuprador, mesmo dentro de casa. Eles também têm direito ao dinheiro e a aliviarem suas tensões sexuais. Não podemos simplesmente pegar uma arma e atirar na cabeça de alguém que violente nossos filhos, que assalte nossas casas ou que tente arrombar a casa do vizinho. Não. Isso é trabalho da polícia. A nós resta somente o direito a um telefonema para chamá-la. Quem nós pensamos que somos para achar que podemos defender nossa vida e nossa família? Aqueles que pensam uma coisa dessas só podem ser malucos.

Sem armas, estamos mais seguros. Afinal, vai que se compre uma arma amaldiçoada por um ritual de magia negra e, do nada, ela simplesmente resolva atirar por si só e matar toda família? Ou que o cidadão esteja dormindo em casa, ouça um barulho, acorde, e veja que está sendo roubado? Já imaginou se ele dispara contra o marginal e acerta? Será julgado por homicídio, posse de armas, etc. E o ladrão será a vítima coitado! Afinal só estava querendo pegar aquilo que a sociedade malvada e a burguesia lhe tiraram. Como bônus, garante o descanso do cidadão de bem:

"– Amor ouvi um barulho, vai lá ver..."

"– Não precisa, deve ser alguém nos assaltando... Ainda bem que estou sem minha arma senão teria que me levantar a essa hora. Sem arma, posso dormir e levantar cedo amanhã. Tomara que o ladrão tenha deixado a cafeteira..."


Fora os 300 reais por cada uma devolvida!


Lenilton Morato é militar, natural de Santa Maria-RS, tradicionalista e conservador. Um amante do Rio Grande, da história e da verdade e, principalmente, da liberdade de opinião e do pensamento individual. Morato também é editor do blog "Lenilton Morato".
E-mail: LeniltonMorato@gmail.com






Publicado no blog "Lenilton Morato".
Sábado, 07 de maio de 2011.




AOS CATÓLICOS : OUÇAIS A "VOZ" DA SUA VERDADEIRA IGREJA!

(Excluídos aqueles que se orientam pela seita demoníaca denominada CNBB (Comunistas, Niilistas e Baitolos do Brasil)
e dos excomungados sectários da "Teologia (Marxista) da Libertação".






Finalmente divulgado vídeo do "funeral muçulmano" de Bin Laden no mar.







Friday, November 26, 2010

JÁ SE ESQUECERAM?!
SÓ PARA LEMBRAR: O EXÉRCITO NÃO É CAPITÃO-DO-MATO!

No Estadão de hoje: Exército ficará no Alemão até julho



























O exército, o político, o morro e a morte.
por Cristina Tardáguila repórter da Revista Piauí

"Das manchetes ao esquecimento: o caso Providência faz dois anos.

Às seis horas da manhã de 14 de junho de 2008, os amigos David Florêncio, Wellington Gonzaga e Marcos Paulo Campos desceram do táxi, na praça Américo Brum, no alto do morro da Providência - a favela mais antiga do Rio de Janeiro. Chegavam de um baile funk.

Os rapazes, moradores da comunidade, falavam alto e riam, chamando a atenção dos comerciantes que abriam suas lojas ainda com o céu escuro. Do outro lado da praça, um grupo de militares do Exército - que havia seis meses patrulhava a área como parte da estratégia de segurança do Cimento Social, um projeto de reforma de casas populares -, também se virou para acompanhar o burburinho.

Como o táxi continuava estacionado, um dos soldados ventilou a hipótese de que os jovens dariam calote no motorista. Resolveram averiguar a situação. Onze homens fardados e armados com pistolas e fuzis caminharam em direção ao veículo.

Foi quando um dos militares enxergou um objeto bojudo e suspeito na cintura de um dos rapazes e fez sinal aos colegas. Como em uma coreografia ensaiada, o grupo levou as mãos aos coldres e passou a gritar, produzindo uma torrente confusa de ordens. Os jovens entenderam que precisavam se encostar no muro para serem revistados.

Protestaram. Argumentaram que eram moradores da favela, que os militares os conheciam havia tempo e que eram pessoas "de bem". Um dos três ainda emendou: "Vocês não mandam aqui!"

Os soldados seguiam berrando para que os jovens abrissem as pernas, levantassem os braços e se colassem à parede. Diante da cena, o taxista, que recebera pela corrida, partiu acelerando o carro.

Dez minutos se passaram e o bate-boca seguia inflamado. A essa altura, moradores e transeuntes compunham uma platéia aturdida. Alguém de dentro da padaria gritou: "Mostra logo para eles que vocês não têm nada e pronto!"

Como se estivessem em câmera lenta - resultado provável do consumo excessivo de álcool durante a noitada -, os rapazes finalmente levaram as mãos à nuca. O movimento fez com que a camiseta de um deles se levantasse revelando a natureza do objeto bojudo e suspeito: era um celular.

De acordo com testemunhas, alguns soldados se entreolharam. O excesso contra os jovens de celular os deixara claramente desconfortáveis. Um dos militares subiu a voz. Disse que, ainda assim, os três seriam levados para "averiguações" na base militar recém-instalada no bairro do Santo Cristo, aos pés do morro da Providência - o que deflagrou um novo embate verbal.

Os rapazes xingavam, faziam gestos obscenos e os soldados davam o troco na mesma moeda. No meio da confusão, um dos jovens se desvencilhou do cerco militar e saiu correndo, seguido pelos dois amigos. Tentavam entrar no beco que os levaria para casa - uma viela escura de menos de 2 metros de largura que desembocava num emaranhado de barracos.

Com as armas em punho e sob o olhar estupefato dos espectadores, os militares iniciaram uma perseguição. O Tenente Vinicius Ghidetti, um capixaba de 25 anos, casado e com um filho de 2 meses, comandava a operação. Enquanto corria, levantou o braço e atirou para o alto. O disparo fez com que moradores se jogassem no chão, passantes se escondessem atrás de muretas e os curiosos - que já somavam mais de cinquenta pessoas - escapassem para dentro das lojas.

Os três rapazes foram capturados e levados de volta à praça. Zé do Guaraná, um paraibano que vive na Providência há quatro décadas e é dono de uma loja de materiais de construção, ainda guarda detalhes. "O Marcos Paulo tentou se distanciar do grupo, mas um soldado negro e alto puxou ele de volta e ficou dizendo: 'Não! Não! Você fica aqui também'", contou.

Durante uma hora, os rapazes permaneceram sentados no chão, sob o bulício revoltado dos moradores, à espera do jipe oficial que os levaria para a base militar, onde seria checado se tinham pendências com a Justiça. Foi nessa situação que Bárbara Gonzaga, uma jovem magra de cabelos frisados, viu seu irmão, Wellington, pela última vez.

"Quando cheguei perto, um soldado me disse: 'Pode se despedir dele. Pode se despedir'", contou, numa manhã recente, na sala de sua casa, no coração da Providência.

Às 7h30, David, Wellington e Marcos Paulo entraram no jipe. Os presentes ouviram quando os militares disseram que em breve os três estariam de volta. "Quando o jipe desapareceu pela ladeira, fiquei desesperada. Senti uma coisa muito ruim", lembrou Bárbara.

A informação de que três jovens tinham sido detidos levou um átimo para cruzar a favela. Desde a chegada dos 290 militares ao morro da Providência, dezoito episódios de desacato - média de quase um por semana - haviam sido registrados. O clima amistoso entre Exército e moradores parecia ser mais uma quimera das autoridades, própria para consumo externo, do que a realidade cotidiana da favela.

David, Wellington e Marcos Paulo eram vizinhos. Quem os visse juntos, poderia tomá-los por irmãos. O corte de cabelo era igual - curto, raspado a máquina -, a altura era semelhante e as roupas, parecidas.

O mais velho era David. Tinha 24 anos e cursava à noite o último ano do ensino médio. Durante o dia, trabalhava numa LAN house. Aos 19 anos, Wellington concluía o 2º ano do ensino médio na mesma escola. Fazia bicos como contínuo, entregador de pizza e garçom. Ambos tinham passagem pela polícia. Quando ainda não tinham completado 18 anos, Wellington fora apreendido por associação ao tráfico e David, por porte de arma e corrupção de menores. Marcos Paulo tinha 17 anos e a ficha limpa. Estava na 7ª série.

Às 8 horas, o Tenente Vinicius Ghidetti chegou à base militar do Santo Cristo trazendo consigo os três jovens. Ali, encontrou-se com o Capitão Laerte Ferrari, a quem relatou o ocorrido. Ghidetti sugeriu a seu superior que enquadrasse os rapazes por crime de desacato a autoridade.

O Capitão Ferrari mandou o Tenente ignorar o episódio e soltar os jovens. Ghidetti bateu continência sem disfarçar a contrariedade. Naquele momento, lembrou-se do que lera no documento confidencial elaborado pelo Exército durante o período de planejamento da operação na Providência. "Nenhuma fração da Força Terrestre pode ser derrotada e o Exército Brasileiro não pode ser desmoralizado."

Meses depois, Ghidetti explicou a razão pela qual decidira não acatar a ordem do seu superior. Livrar os jovens de uma repreensão que lhe parecia merecida poderia afetar o moral e o prestígio da tropa junto aos moradores da favela. Foi assim que, segundo afirmou em juízo, decidiu que David, Wellington e Marcos Paulo mereciam uma lição.

Horas antes, assim que o jipe saiu de seu campo de visão, Bárbara Gonzaga correu para avisar sua mãe, Lílian, sobre Wellington. Lílian, de 43 anos, que na hora fazia a faxina da Vila Olímpica da Gamboa, largou o serviço e foi uma das primeiras pessoas a chegar à base militar onde estavam seu filho e os dois amigos.

Da cancela, era possível enxergá-los ainda no pátio. "Eu vi os soldados obrigando os meninos a sentar e levantar milhares de vezes, só de maldade. Gritei pra eles liberarem os garotos, mas eles me ignoraram." Segundo Lílian, seu filho estava arranhado e com a blusa rasgada.

Benedita Monteiro, avó de David, uma cearense de 70 anos e de pele vincada, ainda dormia quando soube que seu neto predileto havia sido capturado pelo Exército. Teve tempo apenas de calçar os chinelos antes de sair a sua procura. "O que vocês fizeram com o meu menino?", perguntou ao primeiro homem fardado que cruzou no caminho. "Não se preocupe, tia. Eles foram fazer uma averiguação e já voltam", respondeu o soldado.

Ao chegar em frente à base do Santo Cristo, ela foi recebida com hostilidade. "Os militares atiçavam uns bichões enormes contra a gente", disse. Bichões, explicou, eram cachorros.

Maria de Fátima Barbosa, de 50 anos, criara Marcos Paulo desde que ele tinha 6 anos. A avó do menino falecera e ela, como vizinha, assumira para si a responsabilidade. "Desde então, cuidei dele como se tivesse saído de mim", contou. Também estava deitada quando soube do ocorrido. Mandou sua filha mais velha ir atrás da história.

Por volta das 9 horas, cerca de cinquenta pessoas se aglomeravam no portão da base militar para exigir a libertação dos rapazes. Gritavam, xingavam e pediam clemência. O Tenente Vinicius Ghidetti ignorou os protestos. Reuniu sua tropa e mandou que subisse num caminhão onde já estavam os jovens.

Os rapazes se equilibravam na boleia do veículo quando Ghidetti avisou: "Vou escrever 'CV' na testa de vocês", referindo-se à sigla do Comando Vermelho, a facção criminosa que domina a Providência. Segundos depois, aprimorou a idéia. Disse que os largaria num morro controlado por um grupo rival. Para bom entendedor, aquilo tinha o peso de uma sentença de morte.

Ghidetti mandou chamar um colega que conhecesse a geopolítica da violência local. Foi informado de que a favela da Mineira - a dois passos do Sambódromo, como se pode constatar pelos desfiles de escola de samba - era controlada pela Amigos dos Amigos, a "ADA", inimiga intestina do Comando Vermelho.

Ordenou ao motorista que deixasse a base pelos fundos, de modo a evitar a multidão. Cruzou novamente com o Capitão Ferrari, que se surpreendeu com o fato de os rapazes ainda estarem por ali. O Capitão quis saber por que sua ordem não fora cumprida.

Ghidetti explicou suas razões: soltar os rapazes na base pareceria concessão à pressão das famílias, o que seria vexaminoso. Ele os liberaria "um pouco mais à frente". O chefe se deu por satisfeito e autorizou a passagem do veículo.

Em dez minutos, o caminhão do Exército chegou ao morro da Mineira. Segundo o relato de Ghidetti, no trajeto ele chegou a perguntar aos jovens se estavam arrependidos por terem desacatado a tropa, mas, como "não obteve respostas satisfatórias", determinou que o motorista seguisse para as vielas da favela.

Não tardou para que o veículo fosse parado por traficantes armados. Em seu depoimento ao Conselho Especial de Justiça, Ghidetti classificou o encontro com os criminosos como "contato fortuito". Segundo disse, jamais havia falado ou visto qualquer um deles. A prova seria o fato de terem ficado sob a mira dos bandidos até um sargento descer do caminhão e esclarecer que não haveria conflito.

De acordo com o relato de pelo menos três integrantes do pelotão, Ghidetti começou o diálogo com os traficantes avisando que trazia "um presentinho". O Tenente nega veementemente a frase. Diz também ser falsa a informação de que teria feito um acordo com a facção Amigos dos Amigos para "vender" os jovens, como chegou a ser divulgado à época.

Entretanto, reconhece ter informado que os rapazes eram da Providência e mereciam um "susto". De acordo com o testemunho de alguns soldados, a conversa foi encerrada com um aperto de mão entre um dos chefes do crime organizado local e o Tenente Ghidetti, que se despediu dizendo: "Valeu."

Assistindo à cena, apavorados, os jovens tentaram fugir, mas foram capturados com facilidade. Não tinham escolha. De um lado, havia as armas dos criminosos. Do outro, as do Exército Brasileiro. Ficaram com os traficantes.

A tropa tomou o caminho de volta. Ao chegar à base, os familiares ainda protestavam. Ghidetti mandou que seus soldados informassem que os rapazes tinham sido soltos no centro da cidade. Ao pelotão, pediu discrição sobre o episódio.

Anoitecia e ainda não havia notícias de David, Wellington e Marcos Paulo. As famílias tinham passado o dia peregrinando por hospitais, delegacias e andando a esmo pelo centro da cidade.

Uma vizinha de Maria de Fátima, a tutora de Marcos Paulo, recebeu o telefonema de uma prima, moradora do morro da Mineira. Ela dizia que três garotos "de fora do morro" tinham sido vistos por lá. Alguém da família de Wellington resolveu ligar para o tal objeto bojudo e suspeito. Do outro lado da linha, uma voz atendeu: "Já perdeu. Tá morto." A notícia se espalhou rapidamente pela comunidade.

Minutos depois, mais de 100 pessoas se concentravam na Praça Américo Brum. Os militares pediram reforço e subiram em um coreto para se proteger da multidão, que atirava pedras e garrafas. Revidaram com tiros para o alto.

A vereadora Líliam Sá, do Partido da República, cujo rosto podia ser visto nos cartazes que dominavam o entorno da praça, foi chamada às pressas, mas acabou também sendo alvo do gás de pimenta lançado pelos soldados. A confusão varou a madrugada.

O delegado Ricardo Dominguez, responsável pela 4ª DP, lanchava com seus trigêmeos quando foi avisado de que o posto policial estava tomado por familiares de três jovens da Providência que estavam desaparecidos. Ouviu que as pessoas insistiam em envolver o Exército no desaparecimento.

Dominguez, um homem alto, de cabelos bem penteados e pele levemente rosada, entendeu a gravidade do assunto. Ao chegar à delegacia, começou as investigações. Foi pessoalmente à sede do Comando Militar do Leste, a instância máxima do Exército na capital.

Ali, deu de cara com os onze membros do pelotão do Tenente Vinicius Ghidetti, que começavam a amargar uma detenção administrativa por haver desobedecido à ordem para soltar os rapazes. Interrogou-os um por um ao longo da madrugada. "Era tarde quando obtive a confissão do Tenente. Sem qualquer sinal de remorso, ele me contou que havia deixado os jovens na Mineira para que os traficantes lhes dessem um susto", lembrou. "Mas, até ali, não havia corpos. Não se falava em homicídio."

INEXPLICABILIDADES
























Naquela noite, o Disque-Denúncia recebeu sete informações importantes sobre o caso. A partir delas, foi possível reconstituir as últimas horas de David, Wellington e Marcos Paulo.

Para morrer, basta que o indivíduo cruze a fronteira entre duas facções criminosas rivais. Na esquina das ruas Emília Guimarães e Van Erven, diante de vários moradores da Mineira, os três jovens foram baleados depois de serem brutalmente espancados e torturados. Os corpos foram jogados numa caçamba de lixo da praça Doutor Roberto, que a Comlurb recolheu sem saber o que continha.

Nas primeiras horas da manhã seguinte, o delegado Dominguez recebeu um telefonema de um colega do posto policial de Duque de Caxias. Foi informado de que três corpos tinham sido encontrados em Gramacho, no maior aterro sanitário da América Latina, uma montanha fétida que recebe diariamente 9 mil toneladas de dejetos urbanos.

Dominguez ligou para um dos familiares dos rapazes. "Quando atenderam, me identifiquei e perguntei onde estavam. Disseram-me que estavam protestando em frente à base militar do Santo Cristo. Na hora, hesitei. Não queria causar mais tumulto, mas resolvi dizer: 'Olha, desculpa, acharam os corpos.'"

AMEAÇADOS
























De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal, Wellington tinha "19 PAFs", sigla para perfuração por arma de fogo. Um dos tiros estraçalhou seu olho direito. As mãos foram amarradas com fios de náilon que abriram sulcos profundos nos pulsos. Um plástico transparente envolvia o pescoço e a cabeça, de onde escorriam pedaços do cérebro. "Nota-se destruição total da massa encefálica e tronco-cerebral, descolada da dura-máter", escreveu o legista, referindo-se à membrana mais extensa, espessa e fibrosa do cérebro.

David levou 26 tiros e foi amarrado com fios de telefone e cordas de sisal. As pernas tinham diversas fraturas, e o crânio fora fatalmente atingido. O menor Marcos Paulo morreu com dois disparos à queima-roupa.

ENCURRALADOS
























A Associação de Moradores da Providência e organizações não governamentais (ONGs) dispararam telefonemas para a imprensa e para políticos locais, com o intuito de engrossar o protesto iniciado na porta da base. De lá, o grupo marchou até o prédio do Comando Militar do Leste gritando palavras de ordem. "Ah! Ah! Quem matou vai pagar", "Justiça! Justiça!" No meio do caminho, os manifestantes cruzaram com um jipe do Exército, que se viu obrigado a dar marcha a ré e se retirar do local.

No dia seguinte, às seis da tarde, os jovens foram enterrados. Uma hora depois, o Rio de Janeiro testemunharia um dos protestos populares mais violentos de que se tem notícia. Cerca de 300 pessoas atacaram a sede do Comando Militar do Leste com paus, pedras, cartazes, garrafas e até coroas de flores trazidas do cemitério.

Do alto do edifício, os soldados apontavam suas armas para a multidão. Usaram bombas de efeito moral, balas de borracha e gás lacrimogênio para conter o tumulto. O trânsito de algumas ruas e a saída do terminal rodoviário que liga o Centro à Baixada Fluminense foram interrompidos. Houve quebra-quebra de carros, queima de ônibus e saques. A desordem só chegou ao fim no meio da madrugada.


David, Wellington e Marcos Paulo não puderam ser enterrados no cemitério do Caju, o mais próximo de suas casas - no Rio, cemitérios também se dividem entre facções criminosas. O Caju é área exclusiva da Amigos dos Amigos ("ADA"). Os três corpos foram levados para o São João Batista, na Zona Sul da cidade.

Segundo a avó de David, Benedita Monteiro, o enterro dos três - que custou 6 mil reais - foi pago pelos traficantes da Providência. "O dono do morro ligou para a irmã dele, que é quem está no lugar dele enquanto ele está preso, e disse que o movimento não podia agir como se nada tivesse acontecido." Era hora de mostrar apoio às mães e, sobretudo, repúdio total ao Exército e à rival "ADA". Os parentes de Wellington e Marcos Paulo negam essa versão.

ESCORRAÇADOS


























Os meninos foram enterrados em caixão de madeira de lei. Um cortejo os acompanhou até o cemitério: sete ônibus, dezenas de Kombis e inúmeras motos com cartazes afixados em que se lia: "A minha infelicidade é ter votado em você, Lula e Cesar Maia" e também: "Crivella, anjo mau".

No início do ano anterior, 2007, parlamentares do PRB (Partido Republicano Brasileiro), o partido do vice-presidente José Alencar e do senador Marcelo Crivella, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), tinham uma audiência agendada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tratariam de assuntos de praxe, como coligações e cargos.

Na primeira brecha, Crivella pediu a palavra. Tirou da pasta uma fotografia do morro da Providência alterada por Photoshop. Nela, via-se a favela com barracos decadentes ao lado de casas remodeladas, com fachadas refeitas e telhados novos. "Presidente", disse o senador, "a Providência pode ficar assim."

Crivella vendia diretamente ao governo federal o diamante de sua próxima campanha eleitoral: o projeto Cimento Social. A proposta previa a recuperação de 782 casas da favela. Tetos e janelas seriam trocados e paredes, repintadas. Os barracos seriam revestidos com placas pré-moldadas de um centímetro de espessura feitas com uma argamassa patenteada pela Universidade de São Paulo que duraria "mil anos".

Pelo projeto, as novas estruturas resistiriam "ao impacto de balas de até 7,5 milímetros de calibre, a uma distância mínima de 20 metros". Também se previa a implantação de um sistema de esgoto, a instalação de centros comunitários, creches, postes de iluminação e a criação de um sistema de proteção para a rede elétrica e telefônica. Por último, a área seria reflorestada.

Numa tarde recente, Crivella falou da reunião ocorrida há três anos. Segundo disse, o presidente Lula comprou a idéia "no ato" e convocou engenheiros do Ministério das Cidades para ouvir a proposta do senador.

Dias depois, Crivella sobrevoaria de helicóptero a favela carioca em companhia de Ambrosino de Serpa Coutinho, engenheiro da Secretaria de Habitação do Ministério das Cidades. Em 2008, Crivella foi lançado candidato do PRB à prefeitura do Rio, com o apoio do presidente Lula.

No meio do caminho do Cimento Social, havia Cesar Maia, um obstáculo barulhento e de peso. O então prefeito passou a dizer que a remodelação das casas na Providência não passava de promessa eleitoreira feita às vésperas de um pleito relevante. Queria impugnar a licitação pública das obras.

A reação do Palácio do Planalto foi imediata. Em vez de ser submetido aos trâmites usuais de um projeto público - envio de carta-consulta e cumprimento de todas as etapas burocráticas previstas em lei -, o governo federal acolheu a idéia de Crivella por meio de uma emenda parlamentar apresentada pelo próprio senador.

Em vez de o contrato de repasse de verbas, no valor de 12 milhões de reais, ser firmado entre o Ministério das Cidades e a prefeitura - como seria o usual - estabeleceu-se um acordo de cooperação técnica entre o Ministério das Cidades e o da Defesa. Desse modo, foram dispensados o envolvimento da prefeitura carioca e a fiscalização da Caixa Econômica Federal, a quem compete controlar o uso de recursos públicos em obras de habitação popular.

"Usar o Exército na proteção dos canteiros era a única alternativa viável", explicou Crivella, numa tarde de maio no plenário do Senado, em Brasília. "As polícias do Rio não tinham gente suficiente nem interesse político para executar aquilo", acrescentou.

Quando relembrou o caso da Providência, Crivella lançou o olhar para longe, e ficou assim, como se tomado pela tristeza. Depois de um silêncio, disse que a morte dos três jovens era "uma desgraça". Perguntado sobre quem teria dado a ordem final autorizando a ocupação da favela pelas tropas durante as obras do Cimento Social, ele respondeu sem titubear: "O Lula. O presidente Lula."

Desde a Grécia Clássica se discute se os militares devem ou não atuar dentro das fronteiras do país que defendem. Em A República, Platão sustenta que não, sob pena de comprometer a própria existência do Estado. Na Roma Antiga, os generais evitavam entrar na cidade com suas tropas. Acampavam além do Rubicão, um riacho fora dos muros, como um ato de respeito ao Senado e a Pólis, que tinha sua organização e dinâmica próprias. Quando em 49 a.C, o general Júlio César resolve violar o entendimento tácito, o resultado é conhecido: a República se transforma em Império, e o cidadão romano é alijado do poder.

Em países como os Estados Unidos, as Forças Armadas costumam ser mantidas à distância dos assuntos internos. Em setembro de 2006, quando o então presidente George W. Bush quis enviar tropas militares a uma Nova Orleans destruída pelo furacão Katrina, precisou de uma manobra política para convencer os congressistas a alterar uma lei que datava do século XIX. Desde então, o Exército tem autorização para atuar dentro das fronteiras nacionais em situações de emergência decorrentes de desastres naturais, epidemias ou ataques terroristas. E só.

Pela Constituição brasileira, se o país não estiver em guerra ou vivendo sob estado de sítio ou de defesa, Exército, Marinha e Aeronáutica podem ser requisitados para agir nas questões de segurança pública mediante a assinatura de um decreto presidencial, mas somente se os órgãos responsáveis pela ordem - as Polícias Federais, Civis, Militares e os Corpos de Bombeiros militares estiverem "indisponíveis, inexistentes ou insuficientes".

No livro "O Uso Político das Forças Armadas e Outras Questões Militares", o coordenador do Centro de Estudos de Direito Militar, o Promotor Militar João Arruda, mostra que, entre 1994 e 2004, o Exército atuou em operações que descaracterizam sua função, como a destruição de plantações de maconha ou a expulsão dos sem-terra da fazenda do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"O que se tem observado nos últimos anos é a banalização do emprego das Forças Armadas para enfrentar problemas policiais (...) estão transformando os militares em uma versão atualizada de capitães-do-mato."

Durante o governo Lula, foi criada a Força Nacional de Segurança Pública, constituída por policiais militares e federais. Um dos objetivos era estabelecer uma força que substituísse o Exército nas tarefas cada vez mais constantes a que eram chamados a participarem. Entretanto, em dezembro de 2007, quando se decidiu que a manutenção da ordem nas obras do Cimento Social ficaria a cargo do Exército, a opção não foi sequer cogitada.

Na ocasião em que os militares ocuparam a Providência, não existia qualquer decreto ou solicitação formal assinada pelo presidente Lula. Na melhor das hipóteses, havia uma autorização verbal. O Congresso tampouco fora informado. E as polícias do Rio não tinham decretado falência nem tinham sido declaradas incapazes. Mesmo assim, as tropas começaram a agir. O acordo de cooperação interministerial que validaria a operação só seria assinado quase dois meses depois.

À época do assassinato dos jovens, o Centro de Comunicação Social do Exército emitiu notas sucessivas à imprensa alegando que a presença das tropas se enquadrava nos preceitos de uma "ação subsidiária". É a expressão usada quando soldados ajudam nas campanhas de vacinação e em dias de eleição.

No início de maio, o general Luiz Cesário da Silveira Filho, o número 1 do Comando Militar do Leste à época das obras do Cimento Social, participava de um evento promovido pelo oficialato carioca. Entre apertos de mão, lembrou-se de quando foi avisado por telefone pelo comandante geral do Exército, Enzo Peri, que o senador Crivella o procuraria para tratar do projeto da Providência.

"Ele me pediu que o recebesse bem e assim o fiz", disse. "Mas, quando o senador me contou seus planos, avisei: lá tem drogas e o Exército não convive com o ilícito." Segundo o general Cesário, o político pareceu não se importar com o aviso e insistiu que era possível fazer a obra sem nenhum tiro se a associação de moradores fosse envolvida na empreitada. "Na hora, sugeri que ele voltasse à Brasília", lembrou o militar.

Nos meses que se seguiram, o general produziu alguns informes sobre o risco de uma operação militar no morro da Providência. Ele sabia que, pela posição geográfica e pelos altos índices de criminalidade na área, a operação acabaria tomando contornos de ocupação militar. Mesmo assim, recebeu ordens superiores para tocar a missão.


FANFARRONADAS











































Nove dias depois do crime, o presidente Lula se encontrou com a avó e as duas mães dos rapazes e prometeu indenizar as famílias rapidamente. Na semana seguinte, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou a possibilidade de a União conceder uma pensão vitalícia no valor de um salário mínimo às vítimas. O valor foi considerado risível pelas famílias, que mantiveram uma ação indenizatória contra o Estado correndo na Justiça. No Superior Tribunal de Justiça, a praxe tem sido decretar indenizações de cerca de 500 salários mínimos em casos semelhantes.

Nos dois anos que se seguiram, no entanto, só foram cumpridos dois de cinco mandados de prisão emitidos contra criminosos do morro da Mineira. O governador Sérgio Cabral chegou a justificar a morosidade da polícia, alegando que os policiais não "faziam mágica".

Em agosto de 2008, a Justiça Federal determinou que a União pagasse um salário mínimo às famílias de David e de Wellington - como Marcos Paulo nunca foi formalmente adotado, sua mãe de criação foi excluída - como antecipação de tutela, figura jurídica que antecede a sentença. Em abril, ciente de que os familiares ainda não haviam recebido nada, o juiz solicitou comprovação do cumprimento de sua determinação. Até o mês passado, não recebera resposta.

Pouco antes, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio embargou as obras do Cimento Social por suspeita de viés eleitoreiro em favor do senador Marcelo Crivella. Até aquele dia, o 194º da operação, só trinta das 782 casas prometidas haviam sido reformadas.

Crivella disse ter tirado 800 mil reais do próprio bolso para concluir parte das obras abandonadas. Segundo ele, o projeto chegou à marca de 100 residências renovadas. Quem visita o morro, no entanto, tem dificuldade em apontar mais de vinte.

O senador também comprou um terreno na parte baixa da Providência e contratou operários para, em três dias, construir um minicondomínio. No total, gastou 100 mil reais. Cercou o espaço com grades de ferro, ergueu três casas de dois pisos num terreno plano em forma de "T" e instalou um portão para carros numa viela estreita demais para a passagem de veículos.

A construção foi batizada de "Vila Zé Alencar e Dona Marisa". Ali, moram as famílias dos três jovens assassinados. A irmã de Wellington, Bárbara, riu quando perguntei se as paredes eram mesmo resistentes a tiros. Ela se levantou e apontou para o ar-condicionado. "Eu fiz esse buraco com a ajuda de uma faca de cozinha", disse. Com a ponta dos dedos, mostrou que a parede se esfarela ao toque.

Era final de tarde quando Fátima, que criou Marcos Paulo, comentou: "Gente, todo mundo se esqueceu de nós... Agora a única coisa que importa é essa tal de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora)." Olhando para três policiais que conversavam na esquina de sua casa, ponderou: "Eu só queria que me dissessem por que eu devo acreditar que essa polícia pacificadora aí vai dar certo..." Apesar dos fuzis e das pistolas, as UPPs são compostas por policiais militares que recebem treinamento específico e são amparados pela Constituição para atuar na garantia da segurança pública.

AVILTADOS



























Há dois anos, o Tenente Ghidetti está preso numa cela do 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca, Zona Norte do Rio. O primeiro ano serviu para ele cumprir a única sentença que já recebeu, no caso, da Justiça Militar - 365 dias de cadeia por insubordinação ao Capitão Ferrari. O segundo ano tem sido de espera ao pronunciamento da Justiça Federal. Recentemente, soube que será julgado por triplo homicídio num tribunal do júri. A data ainda não foi marcada.

Ghidetti nunca deu entrevistas, mas enviou para esta reportagem uma carta na qual conta como foi a sua infância e adolescência. Numa folha de papel pautado, ele descreve, em letra de forma, a rotina de um jovem pobre, ambicioso e dedicado à vida militar. Em Nova Venécia, cidade do Espírito Santo onde foi criado, ex-professores falam dele como um menino de boas notas que queria ser astronauta.

Marcelo Crivella, candidato à reeleição para o Senado, está em primeiro lugar nas pesquisas, com 40% das intenções de voto. Mais uma vez, conta com o apoio do presidente Lula.


Publicado na "Revista Piauí" .
Edição nº 46 - Julho de 2010.











A HISTÓRIA SE REPETE, QUEM SERÁ O "TENENTE" DA VEZ? É SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO!

Cartum original: © IQUE












































CENAS REPUGNANTES, OU: O PREÇO A PAGAR PELAS PROMOÇÕES. – Bootlead







Friday, November 13, 2009

PMSP: AÇÃO PATÉTICA!




































ASSALTO EM RESIDÊNCIA MONITORADO À DISTÂNCIA... UMA EXPERIÊNCIA FRUSTRANTE E INÚTIL.

É incrível, mas qualquer pessoa dotada de pelo menos dois neurônios organizaria e comandaria essa operação, com uma probabilidade de sucesso de 100%, ou seja: No mínimo quatro vagabundos na cadeia ou mortos (preferencialmente), sem vítimas inocentes ou efeitos colaterais. No entanto, além de não impedirem a ação e fuga dos marginais, sobressaltaram uma família vizinha, que com certeza deve ter sofrido um grande abalo psicológico com a "ação" destrambelhada dos PMs. Resultado conseqüente, a vítima que investiu um bom dinheiro para dotar seu patrimônio de uma segurança com tecnologia de ponta, ficou inteiramente no prejuízo, tornando-se apenas um mero espectador da invasão de sua propriedade e do "confisco" dos frutos de seu trabalho. Também, a anedótica justificativa apresentada pela PMSP, "endereço errado", é um daqueles casos em que se costuma dizer: A emenda saiu pior que o soneto. Concluindo, o fato demonstra claramente que tecnologia e despreparo não se ajustam.
Bootlead







Advogado vê do escritório invasão a sua casa na Zona Oeste de SP
do G1, com informações do Jornal Hoje

Homem gastou R$ 30 mil para colocar câmeras em todos os cômodos. Ele chamou a polícia, mas os assaltantes conseguiram fugir.

As imagens registradas pelas câmeras de segurança de uma casa de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, assaltada na sexta-feira (6), puderam ser vistas ao vivo pelo dono do local, o advogado Carlos Ergas. Ele gastou R$ 30 mil para instalar 16 câmeras em todos os cômodos de sua casa, mas não conseguiu fazer nada quando viu de seu escritório que o imóvel foi invadido.

O advogado chegou a chamar a polícia, mas os assaltantes conseguiram fugir. "Nós monitoramos, ligamos para o Copom dando a posição dos assaltantes dentro da minha casa, fora de casa, praticamente irradiando um jogo de futebol, com todos os detalhes. Eles chegaram cinco minutos antes deles deixarem a casa, era tempo suficiente para uma operação tranquila da polícia, sem riscos", disse o advogado.

As gravações mostram que a ação começou na calçada. Primeiro, elas mostram uma empregada lavando a calçada. Ela não percebe quando o carro preto do outro lado da rua. Ela já havia terminado a limpeza e guardava o equipamento quando dois homens saem do carro.

Um deles segue pela mesma calçada, enquanto o outro atravessa e vai em direção à mulher. Ele conversa um pouco, enquanto o outro dá a volta e surge pelo lado oposto. Juntos, eles anunciam o assalto.
Por outra câmera, é possível ver quando os criminosos entram com a empregada na casa. O equipamento usado para lavar a calçada fica do lado de fora e não chama a atenção de ninguém.

Os ladrões vasculham todos os cômodos até achar o cofre. As imagens mostram quando eles voltam para a garagem. Um tira o carro da família e o coloca na rua, enquanto outro veículo com outros criminosos dentro entra na garagem.

Uma terceira câmera mostra quando quatro homens guardam um cofre no porta-malas do veículo. Eles também levaram joias e equipamentos eletrônicos.

Os criminosos ainda estavam dentro da casa quando três carros da Polícia Militar chegaram. As imagens mostram que os PMs foram até a casa do vizinho. Nesse momento, os assaltantes abrem o portão eletrônico e saem com o carro. Os policiais ainda correram, mas ninguém foi preso.

O porta voz da PM, capitão Macera, reconheceu que houve uma falha de comunicação da corporação. Segundo ele, a primeira ligação recebida pelo comando foi de uma testemunha que viu a empregada ser rendida. Entretanto, ela informou o número da casa errado.

Para o capitão, isso desencadeou a série de problemas. O capitão disse que a PM vai fazer uma reunião para apurar as responsabilidades e corrigir os procedimentos.


Publicado no portal "G1".
Quinta-feira, 12 de novembro de 2009,14h19.








URGENTE: ÚLTIMA CHAMADA! A SITUAÇÃO JÁ ESTÁ QUASE IRREFREÁVEL!






Wednesday, October 14, 2009

Com comunistas, jamais dialogar. Unicamente: Caçar e destruir!

ATENÇÃO: Essa poderá ser a derradeira "MISSÃO" daqueles que por letargia ou alheamento, legaram aos seus filhos e netos um País em estado de desagregação, imoral, aético, miserável e a caminho da escravização. NÃO VACILEMOS, REDIMAMO-NOS!

Aviso: A imagem abaixo é meramente uma interpretação digital do autor do blog.
Warning: The image below is merely a digital interpretation of the blog's author.










































"A árvore da liberdade deve ser regada de quando em quando com o sangue dos patriotas e dos tiranos.
É o seu adubo natural."
Thomas Jefferson



Primores de ternura (1)
por Olavo de Carvalho

Auxílio-reclusão é amostra do alinhamento com estratégias revolucionárias.

Leio no site da Previdência Social: "O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto."

Ou seja: no Brasil você pode matar, roubar, sequestrar ou estuprar, seguro de que, se for preso, sua família não passará necessidade. O governo garante. Se, porém, como membro efetivo da maioria otária, você não faz mal a ninguém e em vez disso prefere acabar levando dois tiros na cuca, quatro no estômago ou três no peito, ou então uma facada no fígado, esticando as canelas in loco ou no hospital, aí o governo não garante mais nada: sua viúva e seus filhos podem chorar à vontade na porta do Palácio do Planalto, que o coração fraterno da República solidária não lhes concederá nem uma gota da ternura estatal que derrama generosamente sobre os bandidos.

É, as coisas são assim. Se elas o escandalizam, é porque você está muito desatualizado. Afagar delinquentes, estimular o banditismo, é uma das mais antigas e veneráveis tradições do movimento revolucionário, que o nosso partido governante personifica orgulhosamente.

Veja o que pensavam alguns dos mentores revolucionários mais célebres:

Mikhail Bakunin, líder anarquista: "Para a nossa revolução, será preciso atiçar no povo as paixões mais vis."

Serge Netchaiev, terrorista que Lênin adotou como um de seus gurus: "A causa pela qual lutamos é a completa, universal destruição. Temos de nos unir ao mundo selvagem, criminoso."

Willi Münzenberg, o gênio organizador da propaganda comunista na Europa Ocidental e nos EUA: "Vamos corromper o Ocidente em tal medida, que ele acabará fedendo."

Louis Aragon, poeta oficial do Partido Comunista Francês: "Despertaremos por toda parte os germes da confusão e do malestar. Que os traficantes de drogas se atirem sobre as nossas nações aterrorizadas!"

V. I. Lênin: "O melhor revolucionário é um jovem desprovido de toda moral."

De tal modo a paixão pelo crime se impregnou na mente revolucionária, que acabou até produzindo fenômenos paranormais. Em 8 de março de 1855, o poeta Victor Hugo, um ídolo dos revolucionários, recebeu numa sessão espírita, para satisfação aliás de suas próprias expectativas, esta mensagem do além: "A verdadeira religião proclama o novo evangelho: é uma imensa ternura pelos ferozes, pelos infames, pelos bandidos."

Os exemplos poderiam multiplicar-se indefinidamente. E nada disso ficou no papel, é claro. Nem se limitaram aquelas almas cândidas a cantar em prosa, verso e filme as virtudes excelsas da criminalidade (v. meu artigo "Bandidos e Letrados", de 26 de dezembro de 1994). Já em 1789 os revolucionários franceses abriram as portas das prisões, libertando indiscriminadamente milhares de assassinos, ladrões e estupradores que em poucos dias espalharam o caos nas ruas de Paris (mesmo na célebre Bastilha não havia um só prisioneiro político: só delinquentes).

Logo após a tomada do poder pelos comunistas na Rússia, a política oficial era fomentar o sexo livre, criando assim uma geração de jovens sem família para incentivar a criminalidade juvenil e liquidar pela confusão o que restasse da "ordem burguesa". A idéia foi de Karl Radek (o chefe de Willi Münzenberg), que, ironia cruel, ao cair em desgraça perante Stalin acabou sendo assassinado a murros e pontapés por jovens delinquentes numa prisão.

O voto de Louis Aragon foi cumprido à risca a partir dos anos 50, quando a URSS começou a treinar agentes para que se infiltrassem nas então incipientes redes de tráfico de drogas - especialmente na América Latina - e as dominassem por dentro, criando uma futura fonte local de subsídios para o movimento revolucionário, que estava saindo caro demais para o bolso soviético.

Essa foi a origem remota das Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que hoje dominam o narcotráfico no continente. A história é contada em detalhes pelo general tcheco Jan Sejna, que participou pessoalmente da operação (v. Joseph D. Douglass, Red Cocaine. The Drugging of America and the West, London, Harle, 1999).


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais "Diário do Comércio", "Jornal do Brasil" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém o site "Olavo de Carvalho" em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal "Diário do Comércio" – (Editorial Opinião).
Terça-feira, 13 de outubro de 2009, 20h44.





Devo pedir champanhe ou cianureto? – Arnaldo Jabor





Sunday, July 13, 2008

Por enquanto Daniel "dança", prossegue a "matanza" de "carneiros". Meu Deus!
Quando daremos um BASTA a este "inferno" que "eles" nos conduziram?

Dúvida: "MERDA", agora começa com "P", de "PRESIDENTE"?








































Em perseguição, polícia diz ter matado jovem por engano no PR
Do Portal G1, em São Paulo

Carro de casal bateu acidentalmente em viatura e foi alvejado por dois agentes. Em nota, PM lamenta e informa que vai apurar os acontecimentos.

Uma jovem de 20 anos foi morta durante uma perseguição policial na madrugada deste domingo (13), no município de Porto Amazonas, distante cerca de 80 quilômetros de Curitiba. Policiais disseram ter confundido o carro em que ela estava com um amigo com o veículo que estava sendo perseguido.

De acordo com nota divulgada pela Polícia Militar, os agentes perseguiam um carro suspeito que já havia furado dois bloqueios nas cidades de Lapa (PR) e São Mateus do Sul (PR). Os fugitivos estavam em Porto Amazonas.

Durante a perseguição, o carro onde estava os jovens chocou-se com uma das viaturas e dois policiais desceram atirando. Segundo a nota, "no momento da colisão, eles acharam que se tratava de mais um integrante de uma possível quadrilha e que havia colidido intencionalmente com a viatura. A fim de pará-lo, efetuaram disparos contra o veículo."

Somente depois de atirarem, os policiais perceberam se tratar do carro ocupado pelo casal e que havia batido acidentalmente na viatura.

Segundo a Polícia Militar, Rafaele Ramos Lima estava no banco do passageiro e foi baleada na cabeça. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. O rapaz que dirigia o carro, Diogo Soldi, de 21 anos, levou um tiro de raspão e foi encaminhado para exames em um hospital de Curitiba.

Em nota, a Polícia Militar "lamenta profundamente os fatos ocorridos" e informa que pediu acompanhamento do Ministério Público Estadual na apuração dos acontecimentos.

Os dois policiais militares que atiraram no casal foram detidos e encaminhados para o Batalhão da PM em Ponta Grossa (PR). As armas também foram apreendidas e enviadas para a perícia.

Após o engano, equipes encontraram o provável veículo foragido, com placas de Curitiba, abandonado com pacotes de cigarros vindos do Paraguai.

Na nota, a PM informa que o objetivo é que "a apuração seja rigorosa e transparente" e que "o Comando Geral da Polícia Militar do Paraná e o Ministério Público acompanham de perto o desenrolar da investigação."


Publicado no "Portal G1".
Domingo,13 de julho de 2008, 16h40.





Dantas: "Vou contar tudo! Detonar!" – Bob Fernandes-Terra Magazine




Thursday, July 10, 2008

Autodefesa contra fuzilamentos por bandidos e policiais.
Logo chegaremos a este ponto!






























NÃO SABEM MAIS O QUE FAZER! OU NUNCA SOUBERAM?

1. Quando uma secretaria de segurança, em qualquer estado ou mesmo em nível federal, não sabe o que fazer, investe em veículos e armamentos, ambos de ampla visibilidade. Quanto mais coloridos e chamativos, melhor. Funcionam como publicidade para que as pessoas pensem que aquilo ali é polícia e aumentem a percepção de segurança. Bem, isso quando não vem junto uma "comissãozinha" tão comum nestas macro-compras de veículos, como ocorreram nestes anos pelo Brasil afora.

2. Em seguida, o governador do estado passa em revista a frota de veículos que sai em passeata com seus letreiros reluzentes piscando, algumas sirenes ligadas. De preferência com fuzis novos a mostra.

3. Quando isso ocorre, todos podem escrever: é tudo empulhação e não há chance de dar certo. De um lado, em vez de aumentar a sensação de segurança, aumentam a sensação de insegurança, pois a ostensividade coreográfica sinaliza para as pessoas que aquela região é de alto risco. Outro dia colocaram uma cabine blindada no final da Av. Princesa Isabel, na Praia de Copacabana. Será que querem dizer que só o policial dentro da cabine está seguro? Cabines imobilizam o policial. Só tem aqui.

4. Veículo é feito para transporte, para dar mobilidade quando necessário. Imobiliza o homem, ao inverso do que parece e descola o policial da rua e das pessoas. Se foram treinados para abordagem, o uso excessivo de veículos os destreina. E quando esse deslocamento em carro, como se estivesse patrulhando, é feito com fuzil, coloca em risco a população civil em seu entorno. Um fuzil desses tem alcance efetivo num raio de 2 km.

5. Mesmo quando há delinqüentes em fuga, o policial deve medir na captura se está colocando a população civil no entorno em risco. Se estiver, pode interromper a perseguição para evitar que a emenda seja pior que o soneto. Isso tem ocorrido freqüentemente no Rio. Tiroteios nas ruas em ações de perseguição pela cidade toda. Na Av. Vieira Souto e Av. Atlântica foram várias, em Ipanema na área frontal ao Pavãzinho, na Tijuca -Conde Bonfim- na Avenida Brasil, nas vias principais da zona norte e da zona oeste. Em todos os casos há pelo menos um ferido. Quando não há vários feridos e mortos, como as tragédias dos últimos dias.

6. Patrulhamento se faz a pé. É com este que a população se sente mais segura. É com este que o policial treina todos os dias as práticas de abordagem que aprendeu na escola militar. Em Londres o patrulhamento é feito com os policiais sozinhos, para evitar distração. E sem arma. Mas com uma letal: seu rádio e a memória do código de localização em cada ponto que estiver de forma a chamar apoio da intensidade que necessitar e na direção necessária que se desloca em menos de 2 minutos.

7. Nos anos 30, na Inglaterra, um policial só era autorizado a usar armas quando todos os testes-surpresa feitos com ele garantiam que ele não tinha mais como primeiro reflexo levar a mão ao coldre. O primeiro reflexo deve ser avaliar a situação e o recurso da arma deve ser uma decisão e não um reflexo.

8. Dias atrás, numa exibição de soldados do exército, na França, o sargento não trocou a munição por festim. Feriram 14 pessoas. O comandante geral do exército entregou seu cargo, o que foi aceito pelo presidente Sarkozy. Esta semana, uma operação de perseguição na cidade do México atingiu vários civis sendo que dez faleceram. O Chefe de Polícia e o Procurador de Justiça pediram exoneração, o que foi aceito. Aqui, são desculpas, lamúrias, xingamentos aos policiais, empurrando para baixo uma responsabilidade que inevitavelmente é de cima. Quando não há essa consciência, não há autoridade, não há comando, não há polícia, não há mais nada.


Enviado pelo "Ex-Blog do Cesar Maia" — E-mail: blogdocesarmaia@gmail.com
Quinta-feira, 10 de julho de 2008, 09h16.


NR. Com referência ao item 8 (oito) do texto acima, uma pergunta seria conveniente: Além de alguns irrelevantes "esclarecimentos ao público interno", o que fez o Cmt do Ex Brasileiro, Gen Enzo Peri, após uma tropa de sua Força, onde ele é o responsável por tudo o que se faz ou se deixa de fazer, envolverem-se nos calculáveis e lamentáveis fatos ocorridos no Morro da Providência?


CONTESTAÇÕES ÀS INJÚRIAS E DIFAMAÇÕES CONTRA MIM – Cel Ustra

Na hora da vitória, Ingrid demonstrou o equilíbrio que falta a Chávez – William Waack


Saturday, April 26, 2008

Menina Isabella Nardoni: Nesses casos há sempre uma "terceira pessoa".

Foto: "Gollum", personagem da série "O Senhor dos Anéis", o nome é uma forma flexionada da palavra "gull",
que em norueguês arcaico significa "ouro", ou seja: "ouro, tesouro, algo precioso", em suma dinheiro (pensão).
Eis o principal motivo por trás do monstruoso crime. O resto é pura falácia.











































O direito ao absurdo
por Mauro Chaves

Ainda mais chocante, enojante e revoltante do que o fato de acusados de crime monstruoso alegarem inocência ante as evidências mais acachapantes que os incriminam é o fingimento, o cinismo, a representação (mesmo que de canastrões) em que se mostra o "como se fosse" como o que é. No entanto, na esfera do Direito Penal isso não é novidade alguma. Como os acusados exercem o pleno direito de mentir, para não se incriminarem - e esse é um nó ético que ordenamento jurídico algum já conseguiu desatar -, e como a dúvida sobre a culpa sempre pode favorecer aos mais abjetos facínoras, dentro do princípio in dubio pro reo, a prática advocatícia de defesa não encontra limites na ilogicidade de certas "inocências".

A estratégia preferida da defesa é produzir dúvidas. É negar a autoria sempre, jamais confessar, porque, permanecendo alguma dúvida (por menor que seja) quanto à culpa do réu, ele terá chances melhores de recursos ou de diminuição de penas, mesmo se condenado. E até correrão menos riscos de linchamento - fora ou dentro das prisões - os acusados de crimes horripilantes, como o que vitimou a menina Isabella, se restar alguma dúvida sobre a sua autoria.

Em lugares de penas mais severas, como nos 38 (entre os 50) Estados norte-americanos que adotam a pena capital, muitas vezes a confissão é obtida mediante negociação - em que o criminoso, por exemplo, ao admitir a culpa, troca uma pena de morte por 40 anos de reclusão. Mas num país como o nosso, em que o sujeito condenado a 30 anos (coisa raríssima) é libertado (se primário) depois de cumprir apenas 5, em razão da aberração legal que reduz a um sexto a punição, até das mais terrificantes maldades que pode praticar um ser humano, o que pode ser oferecido, de substancial, em troca da confissão de um réu, para dele se obter a verdade? Quanto vale a redução de uma pena automaticamente redutível?

É claro, então, que, em termos de custo-benefício, mentir deslavadamente, contra todas as evidências de culpa, é sempre o melhor negócio nestes tristes trópicos - pelo menos no âmbito criminal. E nisso muitos advogados criminalistas revelam um talento dramatúrgico extraordinário, ao montarem para seus clientes, com absoluto sucesso absolutório, enredos mirabolantes - como no caso da Rua Cuba e em tantos outros semelhantes.

Há alguns anos, numa mesa de bar, uma advogada criminal me contava, entusiasmada, a absolvição que tinha conseguido para um cidadão que matara a mulher com nove facadas. Essa advogada era filha de quem tinha sido um dos mais brilhantes promotores de Justiça de São Paulo, com atuações memoráveis no Tribunal do Júri. Quando lhe perguntei se seu cliente lhe tinha confessado a autoria, ela respondeu que sim, mas não deu importância alguma a isso. O importante, para a advogada, fora a tremenda historinha que ela inventou e com a qual, contra todas as evidências, "colocou sérias dúvidas no bestunto dos jurados", como me disse. Perguntei-lhe, então, se aquilo não era mais um trabalho de ficcionista, de dramaturga, do que de advogada, ao que ela, num arfar inflado de doutrinas politicamente corretas, pontificou sobre o "sagrado direito de defesa" da pessoa, no que o advogado defensor deveria mergulhar por inteiro, pois não lhe cabia considerar o que era ou o que não era a verdade. Não se tratava, assim, de buscar atenuantes para o criminoso confesso, mas sim de impedir que ele virasse réu confesso - e para isso valia utilizar a estratégia da pura, simples e descarada mentira.

É verdade que, se um certo direito ao fingimento, à mentira, ao absurdo sempre permaneceu como uma inevitável excrescência ética de nossa práxis processual penal, de algum modo isso se continha dentro de certos limites. Acontece que a quebra geral de valores que tem acometido a sociedade brasileira, nos últimos tempos, pela influência exemplar dos que, nas esferas mais altas do poder, mentem descarada e impunemente, inventam eufemismos (do tipo “recursos não-contabilizados”, "erros administrativos", “banco de dados”) para "substituir" crimes, mesmo sabendo que isso não convence ninguém (com o que pouco se estão lixando), tudo isso parece quebrar, no organismo social, a resistência à indecência. A partir daí, todas as explicações inverossímeis, as justificativas absurdas, as defesas sem nexo, as afirmações notoriamente contra os fatos passam a ser usadas sem a menor cerimônia, sem qualquer laivo de vergonha.

É claro que perante as câmeras da televisão, nestes tempos de Big Brother, em que a vida real e a representação se misturam num amálgama de exibicionismo compulsivo, indigência mental e desvalorização absoluta da dignidade humana, o "direito" ao fingimento, à mentira, ao cinismo e ao absurdo apenas se potencializa, dentro do jornalismo-espetáculo. Aliás, aqueles que lançam as maiores diatribes contra o comportamento da mídia, acusando-a (não sem razão) de explorar as emoções resultantes das desgraças humanas, para segurar boa audiência, são os maiores cativos dessa audiência, procurando sempre, no controle remoto, o canal que está conseguindo exibir o que é mais chocante. Mas isso também faz parte do "direito" vigente ao fingimento e à hipocrisia.

Apesar de tudo, sejamos otimistas e consideremos que o fundo do poço é o melhor lugar para se obter impulso para sair dele. O sacrifício de uma linda menina de 5 anos, da maneira mais escabrosa que jamais alguém poderia imaginar, simboliza o fundo do poço moral a que chegou a sociedade brasileira. Então, que a imagem da pequena Isabella, com seu sorriso de doce inocência, seja para nós uma inspiração, na penosa reconstrução de nossos valores.


Mauro Chaves é formado em Direito, Administração de Empresas, Filosofia, Cinema e Línguas, é jornalista, escritor, autor teatral, compositor e artista plástico. Mauro também é Editorialista e articulista do jornal "O Estado de S. Paulo", desde 1981 e comentarista político da Rede Gazeta de Televisão. Entre seus vários livros publicados, destacam-se "Três Contos Artificiais", "O Dólar Azul" e "Eu não disse?".
E-Mail: mauro.chaves@attglobal.net




Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Sábado, 26 de abril de 2008.




Nós, os imperialistas – João Mellão Neto





Friday, October 19, 2007

Corra "correria", corra... Corra para a morte!

No vídeo abaixo um exemplo de como deve agir uma verdadeira polícia (CORE),
quando bandidos e criminosos da pior espécie, ousarem partir para o confronto.
Têm de ser implacáveis. Missão Cumprida!

Essa é a minha Polícia, onde: "Bandido bom é bandido morto!"

Click na seta ou no botão play (4) duas vezes, para ativar o vídeo.





 
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