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Wednesday, September 02, 2009

FILHOTES DA MESMA NINHADA!

Foto: Dois diletos ovovivíparos da "hidra-mãe", amancebados no Partido Socialista Totalitário Do Brasil.




























A Candidata Dilma
por Ipojuca Pontes

Sim, amigos, apesar dos percalços éticos, Dilma Rousseff, ex-terrorista, ainda pode chegar lá. Para que isso ocorra, basta que Lula aumente os impostos, abra as torneiras e solte mais grana para políticos, juízes, artistas, empresários, universidades, funcionalismo, mídia, etc. e, lá no fim, para fazer alarde nos programas políticos, solte alguma laminha para os "excluídos". Ou seja, corrompa ainda mais.

Também conhecida como a Mãe da Mentira, a candidata Dilma Rousseff, posta em banho-maria pela vontade dos estrategistas do Planalto, a julgar pelo andar da carruagem pode afundar o barco das pretensões lupetistas em permanecer no poder por vias interpostas, provavelmente uma jogada manhosa articulada nos intestinos do Foro de São Paulo. Se o esquema dos ideólogos comunistas deu certo na Argentina dos Kirchner, por que não por essas bandas?

Seria uma boa para o País livrar-se da impertinente chefe da Casa Civil, figura instável e de má catadura, embora observadores das artimanhas comunistas estimem, com boa dose de percuciência, que a "Companheira de armas" (metralhadoras, fuzis, granadas e artefatos do gênero) foi lançada candidata à presidência da República como uma espécie de balão de ensaio. Se a candidatura colasse, muito bem, o barco continuaria a navegar. Caso contrário, como ora se evidencia, o presidente de nove dedos partiria para execução do "plano b", que é o dele mesmo candidatar-se ao 3º mandato tão logo Álvaro Uribe, na Colômbia, abra o caminho e se pronuncie pela segunda reeleição presidencial.

(Neste caso, na disputa com Serra, o Insosso, Lula, o Malandrinho, liquidaria mole a fatura e teríamos mais quatro anos de intensa corrupção, tempo seguro para a definitiva instalação do "Socialismo do Século XXI" e, por conseqüência, o apodrecimento geral e irrestrito das instituições do Estado e da própria coletividade nacional. Por enquanto, estamos no meio do caminho).

Com efeito, a candidata Dilma, de formação marxista-leninista, ex-integrante do grupo terrorista Var-Palmares, mente de modo compulsivo, mesmo quando proclama verdade aparente. E não poderia ser de outro modo. A mentira sempre foi arma predileta dos marxistas leninistas - antes, durante e depois da tomada do poder. Como se sabe Marx, um "filodoxo" por natureza, mentia em tudo e sobre tudo, a começar pela mentira da "mais-valia" (teoria econômica amplamente desmoralizada pelo austríaco Bohm-Bawerk na análise das valorações subjetivas) e o seu "devir" revolucionário.

Lenin, por sua vez, um lixo moral, fanático por vocação, tinha a mentira por ato de fé. Ele próprio, depois da fracassada revolta russa de 1905 (na qual Nicolau II saiu fortalecido), prescreveu o seguinte, num "comunicado" aos membros da cúpula bolchevique: "Camaradas, devemos estimular sem tréguas a mentira e a violência como armas da revolução, sob pena de novas derrotas"

Em retrospecto, as mentiras de Dilma tornaram-se mais vexatórias quando ela, instada pelo senador José Agripino (DEM-RN) se mentia ao explicar-se sobre a sua vida pregressa de revolucionária e o "dossiê" de gastos excedentes preparado pela Casa Civil contra o melífluo FHC e sua mulher, Dona Ruth, declarou sob argüição da verdade à Comissão de Infra-Estrutura do Senado: "Me orgulho de ter mentido porque salvei companheiros da tortura dos militares".

A resposta ao senador foi uma mentira dupla, pois a atual candidata de Lula, presa como terrorista em 1970, entregou à repressão, de bandeja, o operário Natael Custódio Barbosa que, trinta anos depois da traição, em Londrina, Paraná, afirmou ao repórter Luís Marklouf : "Acho que ela me entregou porque eu era da base operária (Var-Palmares) e não tinha como aumentar o prejuízo". (Aqui, sem querer, o "inocente" Natael deixa entrever o que todos sabemos: a "elite revolucionária" só vê o operário como pretexto e massa de manobra).

Em julho deste ano descobriu-se que as informações do currículo acadêmico de Dilma eram falsas. Ao contrário do que se informava, inclusive nos sites do governo e da Petrobras (onde faz parte do Conselho de Administração e ganha invejável bolada mensal), ela não é "Mestre em Teoria Econômica" e muito menos "Doutorada em Economia Monetária e Financeira". A própria Universidade de Campinas, onde se dizia ter a ministra de Lula conquistado os tais títulos, contestou em nota a informação inverídica - embora, verdade seja dita, graduar-se pela UNICAMP em economia não seja propriamente motivo de orgulho.

Mais recentemente, ao rol das mentiras sistemáticas da "Companheira de armas", soma-se a escandalosa denúncia da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, que confirmou no Senado ter a chefe da Casa Civil do governo solicitado, em entrevista clandestina, para que ela "agilizasse a investigação contra o filho de Sarney - este, por sua vez, indiciado em inquérito na Polícia Federal por formação de quadrilha, gestão financeira fraudulenta, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Dilma negou o encontro e o Planalto destruiu as gravações que poderiam comprovar a verdade dos fatos. Neste caso, pergunto: por que não submeter a chefe da Casa Civil a um detector de mentiras?

Num país civilizado, ou nem isso, seria impossível uma figura com o currículo de Dilma Rousseff, somando assaltos à mão armada, roubo de bancos e tráfico de armas, chegar à Presidência da República. Mas no Brasil da Era Lula, país que perdeu o senso dos valores éticos e a mentira tornou-se um dado de valor social, tal anomalia é perfeitamente plausível.

Sim, amigos, apesar dos percalços éticos, Dilma Rousseff, ex-terrorista, ainda pode chegar lá. Para que isso ocorra, basta que Lula aumente os impostos, abra as torneiras e solte mais grana para políticos, juízes, artistas, empresários, universidades, funcionalismo, mídia, etc. e, lá no fim, para fazer alarde nos programas políticos, solte alguma laminha para os "excluídos". Ou seja, corrompa ainda mais.

Por fim, sejamos objetivos, quem conta com uma tropa de choque altamente escolada, capaz de tudo e mais alguma coisa, gente do porte de um Zé Dirceu, Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá, Collor de Mello, Ricardo Berzoíni, Tarso Genro, Requião, Jaques Wagner, Marco Aurélio Garcia ( "Mac, o Fanático"), Celso Amorim (o "Celsinho da Embrafilme"), Aluízio Mercadante, Sérgio Cabral, etc., uma corriola com astúcia e gana incontroláveis, não tem que temer adversário da estatura de um FHC, sujeito que, outro dia, cheio de vaselina, depois de defender o uso da maconha, declarou em entrevista à CBN: "Lula foi bom para o país".

AVISO AOS NAVEGANTES: Se nada do que foi acima previsto ocorrer, ainda assim a coisa não melhora. Com Zé Serra no poder só muda o estilo, menos debochado. Mas a agenda da caminhada para o "Socialismo do Século XXI" - com mais impostos e leis repressoras - continua a mesma.

Que fazer?


Ipojuca Pontes é jornalista, cineasta e escritor, nasceu em Campina Grande, na Paraíba, e ao longo de sua carreira conquistou mais de trinta prêmios nacionais e internacionais. Foi também Secretário Nacional da Cultura no governo Fernando Collor de Mello.






Publicado no site "Mídia Sem Máscara".
Terça-feira, 01 de setembro de 2009.




O enterro das Forças Armadas – Geraldo Almendra




Monday, October 13, 2008

NÃO SOMOS CONDUZIDOS, CONDUZIMOS!










































São Paulo se conduz
por Mauro Chaves

Por ser um cadinho étnico-cultural que mistura todos os povos do mundo a brasileiros de todas as regiões do País, a cidade de São Paulo é influenciada por todos, mas preserva sua sólida autonomia, não se deixando levar por ninguém. Ninguém melhor do que os que vivem aqui para saber dos problemas de quem vive aqui. Foi considerando esse caráter, forjado na têmpera dos que daqui partiram para estender os limites do território nacional, que Guilherme de Almeida se inspirou ao inscrever no brasão desta cidade o lema "non ducor, duco". E a História tem comprovado que, efetivamente, São Paulo não é conduzida, mas conduz - e, sobretudo, se conduz. Com todo o respeito a Brasília, Garanhuns ou Caetés.

Foi se conduzindo, sem tutelas externas, que São Paulo se tornou a terceira cidade do mundo, com um PIB de R$ 144 bilhões. Foi sem ouvir palpites de fora que São Paulo alfabetizou 95,4% de sua população, construiu 205 hospitais, 120 teatros e casas de shows, 80 museus, 39 centros culturais, 12.500 restaurantes, 5 mil pizzarias, 72 shopping centers, 15 mil bares e 410 hotéis. São Paulo não precisou de opiniões de terceiros para realizar, anualmente, seus 90 mil eventos e feiras, nem para fazer funcionar suas 146 faculdades e 26 universidades, nem para agüentar suas mil academias de ginástica, suas 1.500 agências bancárias e até seus 5 mil pet shops. Por que, então, São Paulo precisaria ser "conduzida" (de fora) para escolher seus governantes?

É por São Paulo não ser conduzida que parece descabido - se não ridículo - o receio de o Planalto "mandar para cá dinheiro para ambulâncias que fica guardado no banco". Pois São Paulo não é de "se mandar dinheiro para cá" - como oferenda. São Paulo é que "manda dinheiro para lá" - para o resto do Brasil - com o volume de tributos federais gerados por sua produção. Mas se verbas repassadas são aplicadas antes de chegar o momento de serem gastas, isso se chama responsabilidade fiscal, que é o simples hábito de só se gastar quando já se tem com que pagar.

É um primitivismo patrimonialista, herdado dos piores momentos de nossa formação histórica, a idéia de que são as afinidades ou os compadrios políticos que determinam o repasse de verbas de uma entidade a outra - da União ao município, por exemplo. Usar isso como discurso eleitoral é entender a atividade de governo como transação de apaniguados, em que prevalece o companheirismo político sobre os verdadeiros princípios de interesse público, o que não passa de agressão à própria consciência de cidadania. Eis aí o velho critério da "intercessão", ou da influência do "pistolão", que serve tanto para as concessões de sinecuras quanto para as distribuições eleitorais de dinheiro público.

Coisas simples de São Paulo nem sempre são entendidas pelos de fora. A cidade que não é conduzida, mas se conduz, tem seus próprios códigos, sendo que o mais importante deles tem que ver com o respeito. O paulistano é, antes de tudo, um respeitador do espaço e da intimidade alheios. Não faz visitas sem avisar, não costuma se aboletar como hóspede na casa de parentes e amigos, não força intimidade. Sem disposição de parecer hospitaleiro, o paulistano não se deixa invadir nem invade a privacidade do próximo, não se mete em conversa para a qual não foi chamado. Mas, na hora da real necessidade, acode o outro sem hesitar, não mede esforços, é solidário ao extremo.

O paulistano tem um especial senso de proporção e equilíbrio. É discreto, mas não se incomoda com quaisquer indiscrições. É despreconceituoso em relação ao modo de vestir, de falar e de se comportar das pessoas, não "repara" como os outros estão e muito menos cochicha a respeito. Em São Paulo ninguém se choca com ninguém e ninguém debocha de ninguém. Certamente, aí está a riqueza ética da tolerância, de uma sociedade intensamente misturada. Mas é preciso que se descubra nos paulistanos a sutileza do código não escrito de respeito - nem sempre detectável pelos de fora.

Por exemplo, ao contrário do que ocorre em muitas outras capitais brasileiras, onde noite e dia os carros berram à vontade, ninguém buzina em São Paulo, a não ser em situação de risco ou emergência. Na infernal competição do trânsito, aqui também há um outro código curioso: se alguém quer passar de uma fila de carros para outra, "cortar" para virar numa esquina ou sair de uma vaga em que está estacionado, é impedido com manobras de "fechamento" por seus intolerantes "concorrentes". Mas é só se fazer um mínimo gesto de solicitação de passagem, um discreto pedido de "abre-alas", para se ser prontamente atendido, com boa vontade e, às vezes, generoso sorriso. Isso bem traduz a característica essencial da alma paulistana: ela exige respeito.

É a exigência de respeito que leva os paulistanos a apreciar muito a (atual) proibição de que alguns usurpem o espaço de todos - as calçadas invadidas pelos bares e camelôs, as ruas públicas fechadas como se fossem privadas, o descontrole de sons perturbadores da vizinhança, as pichações de todo gênero. E é a exigência de respeito que leva os paulistanos a apoiar tanto o Cidade Limpa - de que hoje, já acostumados, só nos damos conta quando visitamos outras cidades, tão visualmente poluídas como São Paulo era.

Quem quiser prestígio do eleitor paulistano não traga prestígio de fora. Muito menos se espetaculoso, barulhento, com carreatas, bandeiras e inusitados apelos da voz presidencial invadindo residências nas madrugadas, via telemarketing. O efeito será como o de um verdadeiro fermento da já "rejeição militante".


Mauro Chaves é formado em Direito, Administração de Empresas, Filosofia, Cinema e Línguas, é jornalista, escritor, autor teatral, compositor e artista plástico. Mauro também é Editorialista e articulista do jornal "O Estado de S. Paulo", desde 1981 e comentarista político da Rede Gazeta de Televisão. Entre seus vários livros publicados, destacam-se "Três Contos Artificiais", "O Dólar Azul" e "Eu não disse?".
E-Mail: mauro.chaves@attglobal.net




Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo" (Opinião).
Sábado, 11 de outubro de 2008.




Silêncio e Mistério – Olavo de Carvalho Pereira





Sunday, August 17, 2008

Brasileiros: Um "povo" desconfiado de si mesmo.










































Como confiar?
por Mauro Chaves

Segundo pesquisa do Instituto Vox Populi, apenas 3% dos brasileiros acham que é possível confiar nos outros. A muitos isso parece estarrecedor, porque nas democracias civilizadas esse porcentual de confiança chega a 65%. Mas encontrar no Brasil três pessoas (em cem) que confiem em algo já seria um portento, dado o volume descomunal de desconfiança que inspiram instituições, Poderes, governos, leis, pessoas públicas, entidades de classe, organizações não-governamentais, veículos de comunicação, campanhas de publicidade, gestões de universidades e tantas coisas mais.

O brasileiro é profundamente desconfiado porque sabe o que lhe acontece quando confia. Como confiar nas leis que permitem a um assassino condenado ser libertado depois de cumprir apenas 1/6 de sua pena - punição que reduz a vida humana a menos de 17% de seu valor? Aliás, por que 1/6 - e não um 1/5, um 1/7 ou 1/10? Será uma homenagem ao número da Besta, já que dividindo 100 por 6 dá 16,666...?

Como confiar no poder público, se altos funcionários, mesmo flagrados, filmados - e exibidos na televisão - no momento em que estão recebendo propinas ou roubando dinheiro público, impetram habeas-corpus e se livram da cadeia, a ela jamais retornando, por "falta de provas"? Como confiar na Justiça, se um sujeito mata premeditada e covardemente a colega ex-namorada pelas costas, dando-lhe outro tiro quando ela já está no chão, confessa o crime, é condenado e fica mais de oito anos livre leve e solto - como está Pimenta Neves?

Como confiar em "medidas socioeducativas" em benefício de facínoras - do tipo Champinha - só "recuperáveis" pela hipocrisia legal que, ao contrário das leis de todos os países do mundo (menos Guiné, Venezuela e Colômbia), estabelece maioridade penal apenas aos 18 anos, como se a capacidade de recebimento de informações e de desenvolvimento de consciência nos jovens de hoje fosse igual à de 70 anos atrás?

Como confiar nas mensagens publicitárias que afirmam que as pessoas podem ser persistentes, batalhadoras, guerreiras, capazes de vencer os obstáculos da vida e permanecer fiéis às suas origens só porque tomam cerveja Brahma - como os "brameiros" Zeca Pagodinho e Carlinhos Brown?

Como confiar nas religiões, se tantas e tantas delas se tornaram gigantescas caixas registradoras de "dízimos", vendendo escandalosamente indulgências pelo rádio e pela televisão, explorando com a máxima falta de escrúpulos a credulidade e a ignorância do povo?

Como confiar na Segurança Pública, se há polícias que matam (até crianças) antes de pedir documentos, enquanto outras fazem vista grossa aos que praticam todo tipo de violência, nas invasões, nos esbulhos, depredações, cárceres privados, saques de pedágios e de caminhões, matança de animais, vandalismos contra sedes de propriedades rurais e laboratórios de experimentação agrícola, como fazem os ditos "movimentos sociais", do tipo MST e assemelhados?

Como confiar numa medicina que chegou ao cúmulo da venalidade, a ponto de médicos falsificarem exames, venderem lugares na fila de transplantes de órgãos, condenando à morte os que não têm condições de satisfazer sua abjeta ganância financeira - como acontece com a fila de transplantes de fígado do Rio de Janeiro?

Como confiar em produtores de alimentos, cujo falta absoluta de escrúpulos os fez adulterar o alimento básico das crianças - o leite -, pondo em risco a saúde dos próprios filhos e netos, misturando ao leite substâncias nocivas ou capazes de reduzir o seu valor nutricional (do tipo soda cáustica, ácido cítrico, citrato de sódio, água, sal, etc.), para aumentar seu volume e o prazo de validade, como é o caso das cooperativas de produtores de leite denunciadas pelo Ministério Público de Uberaba, em Minas Gerais?

Como confiar em intelectuais "idealistas", que lutaram contra a ditadura militar, mas se locupletaram com indenizações inacreditavelmente milionárias, como jamais se viu em país redemocratizado algum do mundo, nem em benefício de vítimas de genocídio?

Como confiar em valores da família, se as famílias são sempre apresentadas, nas "melhores" novelas de televisão, como verdadeiras aberrações antropológicas, sem traços de conexão afetiva, mas apenas como amontoados grupais de golpistas e portadores de ambições criminosas?

Como confiar em relações amorosas consistentes, se a comunicação eletrônica de massas massifica ao máximo o sexo barato, sem qualquer dignidade, banalizando ao extremo as ligações pessoais, a ponto de a sociedade poder ver-se pelo cretino buraco de fechadura dos BBBs da vida?

Como confiar numa internet infestada de grandes falsários, que adulteram textos alheios, violentam conceitos, opiniões e pesquisas, sob a camuflagem covarde do anonimato?

Como confiar na universidade, se importantes docentes permitem - e defendem até quanto podem - um reitor que desviou verbas destinadas à pesquisa científica para um esbanjamento decorativo doméstico, bem sintetizado na compra, com dinheiro público, de latas de lixo de quase R$ 1 mil e saca-rolhas de R$ 849?

Como confiar em organizações não-governamentais, com tanta pilantropia à solta e abnegados de causas "sociais" com bolsos cada vez mais cheios de subsídios governamentais?

Como confiar numa classe política que produz, impunemente, mensaleiros, sanguessugas, vampiros, aloprados, portadores de dólares na cueca e pornográficos cartões corporativos?

Quem souber como confiar em tudo isso é favor melhorar nossas estatísticas - e retirar-se do grupo dos gatos escaldados, formado por 97% da população brasileira.


Mauro Chaves é formado em Direito, Administração de Empresas, Filosofia, Cinema e Línguas, é jornalista, escritor, autor teatral, compositor e artista plástico. Mauro também é Editorialista e articulista do jornal "O Estado de S. Paulo", desde 1981 e comentarista político da Rede Gazeta de Televisão. Entre seus vários livros publicados, destacam-se "Três Contos Artificiais", "O Dólar Azul" e "Eu não disse?".
E-Mail: mauro.chaves@attglobal.net




Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Sábado, 16 de Agosto de 2008.




QUEM AGÜENTAR VERÁ - O Dia do Juízo Final – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira





Sunday, June 29, 2008

NEUTRALIZADO!































De novo a providência, agora ao som de nana nenê...
por Clausewitz

Eu busquei o texto abaixo transcrito na íntegra, tão logo tive notícias dele... procurei igualmente confirmar a autoria daqueles que eu encontrava e consta em todas as fontes de consulta como sendo do Coronel Reformado José Alberto Tavares da Silva... como o único que eu conheço ainda não é reformado e é o ex-chefe da Comissão de Obras do Rio de Janeiro, ou seja, a pessoa que ficou frente a frente com a problemática da providência, vou atribuir a esse que estou falando o mérito pelo brilhante e sóbrio texto, que fiz questão de colá-lo na íntegra, pois assim merece ser lido... caso não seja da lavra do Coronel Tavares, fica aqui minha homenagem a ele por ter tentado alertar sobre aquela casa de maribondos...

Uma coisa interessante a respeito desse Oficial é que ele, não concordando com particularidades desse cavalo de tróia chamado cimento social, pediu passagem para a reserva, sacrificando uma promissora carreira... como não era ouvido, deixou às moscas a carcaça da instituição que teimou em ser subserviente ao mal instituído, pagando caro com isso pela teimosia... até eu teria como confirmar se há outro Oficial com esse mesmo nome no universo de Josés e Albertos do EB, mas o sistema que pode me dar a resposta, está repousando, que nem o seu dono... nana nenê, que a mineira vem pegar, papai está na manguaça, mamãe foi guerrilhar... nana nenê...



"Será que poderia ser imaginado como sendo esse o objetivo dos que, tendo a responsabilidade de zelar pelo conceito do Exército perante a sociedade brasileira concordaram com a aventura de jogar a Força no meio de uma favela, a fim de realizar trabalhos comunitários? Não acreditamos. Por formação e convicção, não podemos aceitar que tal raciocínio pudesse passar pela cabeça de alguém. Então, quais as razões para a ocorrência de tão infeliz decisão? Desde que, nas pesquisas de opinião, as Forças Armadas passaram a encabeçar a lista das instituições de maior credibilidade perante a opinião pública, isso passou a incomodar muita gente:

O governo central, de um modo geral, marcado pelos sucessivos escândalos, cada um tentando fazer esquecer o anterior pela amplitude cada vez maior das ilegalidades cometidas e pelo envolvimento cada vez mais próximo dos escalões mais elevados, despertando a revolta das pessoas de bem do país, sabe que se houver manifestações contrárias justificadas, as FFAA estarão sempre de acordo com o pensamento da maioria da população. O grupelho de assaltantes, seqüestradores, terroristas, assassinos, ladrões de bancos e de cofres, alojados em altos cargos da administração federal, ressentidos pela derrota que lhes foi imposta pelas FFAA, impedindo a conquista de seu objetivo maior de implantar uma ditadura comunista, e ainda inconformados, não perdoarão nunca os seus maiores opositores, pois, têm a certeza, apesar da aparente omissão, se chegada a hora de uma decisão de ser contra ou a favor do Brasil, para qual lado penderão os militares.

O Congresso, acusado diariamente pela "imprensa investigativa" - supõe-se que a soldo do poder executivo - para desmoralizar o legislativo (que fornece incontáveis motivos para tal), certamente não deve ver com satisfação o seu posicionamento comparativo nas pesquisas com o das FFAA. E, em conseqüência, não cumpre o seu dever de preservar a Segurança Nacional, dotando-as dos recursos necessários ao cumprimento de sua destinação constitucional. Por uma questão de meridiana inteligência, deveriam os nossos parlamentares induzir que a preservação das FFAA é a preservação de suas próprias sobrevivências, como Poder.

A imprensa, submissa pelas dívidas e compromissos, eivada de comunas inconformados pelos sucessivos fracassos da ideologia que já morreu soterrada pelo muro de Berlim, mas que insistem em manter embalsamada, como seu ídolo caribenho, controlada através das verbas publicitárias dos ministérios e estatais, capaz de cumprir sem a menor cerimônia as diretrizes emanadas de uma secretaria chefiada pelo redator do manifesto de resgate de um embaixador seqüestrado, faz questão de dar a maior ênfase a qualquer fato ou evento relativo às FFAA que apresente algo de negativo, mesmo que, para isso, tenha de mentir, como foi o caso dos documentos encontrados queimados na Base Aérea de Salvador.

Qualquer leitor de jornal e revista ou assistente de telejornais sabe, exatamente, qual a situação das favelas cariocas. Maior deve ser o conhecimento das mesmas pelos órgãos de informações das FFAA. Dominadas, há muito tempo, por "cidadãos intocáveis" que se transformaram em gangues de narcotraficantes, combatidos por policiais que o filme TROPA DE ELITE bem caracteriza, agora com seus ambientes incrementados pelas milícias que cobram proteção dos moradores, tudo, nessas áreas superpovoadas, conduz a situações de permanente conflito.

E ninguém pensou nisso? Será que esse é um "terreno" (do estudo de situação) propício ao emprego de tropa regular, com princípios rígidos de hierarquia e disciplina, por longo período, para realização de ação comunitária, reparando casas de moradores? Será que esta, realmente, é uma missão apropriada e conveniente para o Exército realizar? Se existe um Ministério das Cidades para empregar um monte de companheiros, tem de funcionar. Caberia a ele ou a um dos seus órgãos reconhecer, licitar, realizar as obras, etc., e, para a devida segurança, as polícias do governador que, no primeiro incidente, ele que é um ferrenho defensor do emprego das FFAA em missões de todo tipo, já caiu de pau em cima dos executores da obra.

Será que a "brilhante idéia", partida de gabinetes refrigerados de Brasília, de colocar o Exército nessa fogueira já não embutia objetivos escusos? Diante de tantas incompatibilidades, qual deveria ser a linha de ação mais razoável para a Força? Acreditamos que o labor diário nos quartéis, a preocupação com as responsabilidades constitucionais, a preparação profissional cada vez mais intensa para suprir as já conhecidas deficiências em recursos de toda ordem e a manutenção respeitosa de COTA E AFASTAMENTO de determinados segmentos que, ostensivamente, fazem questão de não ter qualquer atitude conciliatória, seria a atitude mais prudente por parte dos responsáveis diretos pela manutenção e melhora crescente do conceito da Força perante a opinião pública.

Mas, infelizmente, para nós, da velha guarda, não parece ser esse o pensamento predominante. As reiteradas homenagens aos que não as merecem, como certos almoços e recepções, o fornecimento de uniformes do EB para serem usados por pessoas indevidas e indesejadas, as condecorações a determinadas figuras que desqualificam as que já ornamentaram, com orgulho, o peito dos que as receberam por mérito, os desejos incontidos de agradar em quaisquer circunstâncias, o entendimento de que um NÃO bem argumentado pode não ser bem recebido, o apego aos cargos e suas respectivas vantagens, tudo isso está pesando muito na hora de decidir. E, quando as decisões não levam em conta todos os passos do Estudo de Situação – MISSÃO, TERRENO, INIMIGO E MEIOS – dá no que deu. Um fato altamente negativo, com dolorosa repercussão no conceito do EB. É o preço a pagar pela subserviência."


Carl Philipp Gottlieb von Clausewitz, General Prussiano, nasceu em 01 de junho de 1780, na localidade de Burg, próximo a Magdeburg, antigo Reinado da Prússia (norte da atual Alemanha). Clausewitz começou sua carreira militar como cadete (Fahnenjunker) em 1792 no 34º Regimento de Infantaria do Exército Prussiano e foi promovido a Major-General em 1818. Carl von Clausewitz é autor do livro "Da Guerra" (Vom Kriege), considerado um clássico da literatura estratégica militar. Atualmente Clausewitz empresta seus conhecimentos ao carente Exército Brasileiro, no que diz respeito às áreas da estratégia, da doutrina e da honradez militares. É também editor-chefe do "Blog do Clausewitz"



Publicado no "Blog do Clausewitz".
Domingo, 29 de junho de 2008, 07h23.





É proibido parar de mentir – Olavo de Carvalho

Friday, June 27, 2008

Toda imprensa comunista e fraudulenta pagará pelos seus crimes.
Breve, muito breve!

































É proibido parar de mentir
por Olavo de Carvalho

Seja em ciência política, seja no mero comentário jornalístico, a análise de um candidato a qualquer cargo eletivo, para ter o mínimo de confiabilidade, tem de abranger os seguintes aspectos e suas interrelações:

1. Sua imagem publicitária, o "personagem" criado pela sua campanha, o qual pode coincidir em mais ou em menos com a sua personalidade real.

2. Seu programa de governo ou plano de ação, considerado na sua pura lógica interna.

3. A comparação entre esse plano e a situação externa objetiva que ele promete alterar ou corrigir.

4. As correntes de pensamento atuais ou pretéritas que, de maneira mais próxima ou mais remota, se refletem nesse plano.

5. Os grupos políticos, econômicos e culturais que apóiam o candidato de maneira ostensiva ou discreta.

6. A posição real do candidato ante esses grupos, seja como seu líder efetivo, como seu parceiro permanente ou temporário ou como seu agente e serviçal.

7. As alternativas reais ou possíveis contra as quais sua candidatura se opõe de maneira explícita ou velada.

Só quando esses sete fatores estão esclarecidos você pode ter uma certeza razoável de que conhece o candidato e sabe a que ele veio. É essa a condição sine qua non do alardeado "voto consciente". E não é preciso dizer que essa condição depende, fundamentalmente, dos "formadores de opinião" – dos intelectuais públicos e da mídia.

Pois bem: em duas eleições sucessivas o brasileiro votou em Lula sem ter a menor idéia de que ele era o fundador e presidente da maior organização revolucionária que já existiu na América Latina. Faltaram por completo, na imagem pública do candidato, os itens 5, 6 e 7 da lista. Essas informações foram propositadamente, sistematicamente sonegadas ao eleitor pela propaganda partidária e por toda a "grande mídia", com a cumplicidade passiva da pretensa Justiça Eleitoral.

Essas duas eleições foram ilegais no mais estrito sentido da palavra. Não atenderam às condições mínimas de informação fidedigna que o público precisa para escolher uma marca de automóvel, uma geladeira ou um remédio para hemorróidas. Todos os proprietários de jornais, revistas e canais de TV sabiam disso perfeitamente. A Justiça Eleitoral sabia disso. As Forças Armadas sabiam disso. A cumplicidade geral deu ao crime ares de legitimidade, marcando a ruptura definitiva entre o debate público e a realidade da vida nacional e gerando a atmosfera de alienação e loucura da qual a corrupção e a violência, em doses jamais vistas no mundo, são apenas o sintoma mais visível e escandaloso.

Jamais, na história de qualquer nação, a elite falante, por amor e temor a um grupo político ambicioso e cínico, traiu e ludibriou tão completamente um povo.

Não é de estranhar que, decorridos alguns anos, o hábito da trapaça consciente e fria tenha se impregnado tão profundamente na moral dessa elite que até mesmo ao falar de outros países ela tenha de mentir compulsivamente – e mentir no preciso sentido que interessa ao grupo dominante. Só para dar um exemplo, a cobertura jornalística da candidatura Barack Obama na mídia brasileira limita-se estritamente a vender ao público a sua imagem publicitária -- item 1 da nossa lista --, sem chegar a tocar nem mesmo no seu programa de governo. Ela mente em favor de Obama ainda mais espetacularmente do que mentiu em favor de Lula. Nenhum jornal ou canal de TV brasileiro jamais informou que Obama é um apóstolo da "Media Reform" calculada para eliminar a liberdade de opinião no rádio, um defensor ardente da proibição total de armas de fogo pela população civil (na mesma linha que Hitler adotou na Alemanha), um partidário fervoroso do imediato desmantelamento das defesas americanas anti-míssil (portanto da rendição incondicional ante qualquer poder nuclear estrangeiro). Ninguém jamais informou que ele votou contra a proibição de matar bebês que sobrevivam ao aborto e que ele é um discípulo da "teologia da libertação" na sua versão mais radical e extremada. Ninguém informou que os grupos que o apóiam são círculos bilionários globalistas aos quais ele serve como agente para a destruição da soberania americana e a imediata implantação de um governo mundial pelos meios mais antidemocráticos que se pode imaginar. E ninguém informou que sua maior vantagem ante o concorrente republicano reside precisamente na superioridade dos seus fundos de campanha (400 milhões de dólares contra 85), o que já basta para mostrar que Obama não é de maneira alguma o candidato dos pobres e oprimidos.

Contra todas essas informações essenciais, a mídia brasileira martela e remartela a imagem publicitária baseada exclusivamente na cor da pele. Se Obama fosse candidato a presidente do Brasil, teria a maior votação da nossa história.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias.
E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no editorial do jornal "Diário do Comércio".
Sexta-feira,27 de junho de 2008.





A insensatez marcha no Morro da Providência – José Nêumanne

Saturday, April 26, 2008

Menina Isabella Nardoni: Nesses casos há sempre uma "terceira pessoa".

Foto: "Gollum", personagem da série "O Senhor dos Anéis", o nome é uma forma flexionada da palavra "gull",
que em norueguês arcaico significa "ouro", ou seja: "ouro, tesouro, algo precioso", em suma dinheiro (pensão).
Eis o principal motivo por trás do monstruoso crime. O resto é pura falácia.











































O direito ao absurdo
por Mauro Chaves

Ainda mais chocante, enojante e revoltante do que o fato de acusados de crime monstruoso alegarem inocência ante as evidências mais acachapantes que os incriminam é o fingimento, o cinismo, a representação (mesmo que de canastrões) em que se mostra o "como se fosse" como o que é. No entanto, na esfera do Direito Penal isso não é novidade alguma. Como os acusados exercem o pleno direito de mentir, para não se incriminarem - e esse é um nó ético que ordenamento jurídico algum já conseguiu desatar -, e como a dúvida sobre a culpa sempre pode favorecer aos mais abjetos facínoras, dentro do princípio in dubio pro reo, a prática advocatícia de defesa não encontra limites na ilogicidade de certas "inocências".

A estratégia preferida da defesa é produzir dúvidas. É negar a autoria sempre, jamais confessar, porque, permanecendo alguma dúvida (por menor que seja) quanto à culpa do réu, ele terá chances melhores de recursos ou de diminuição de penas, mesmo se condenado. E até correrão menos riscos de linchamento - fora ou dentro das prisões - os acusados de crimes horripilantes, como o que vitimou a menina Isabella, se restar alguma dúvida sobre a sua autoria.

Em lugares de penas mais severas, como nos 38 (entre os 50) Estados norte-americanos que adotam a pena capital, muitas vezes a confissão é obtida mediante negociação - em que o criminoso, por exemplo, ao admitir a culpa, troca uma pena de morte por 40 anos de reclusão. Mas num país como o nosso, em que o sujeito condenado a 30 anos (coisa raríssima) é libertado (se primário) depois de cumprir apenas 5, em razão da aberração legal que reduz a um sexto a punição, até das mais terrificantes maldades que pode praticar um ser humano, o que pode ser oferecido, de substancial, em troca da confissão de um réu, para dele se obter a verdade? Quanto vale a redução de uma pena automaticamente redutível?

É claro, então, que, em termos de custo-benefício, mentir deslavadamente, contra todas as evidências de culpa, é sempre o melhor negócio nestes tristes trópicos - pelo menos no âmbito criminal. E nisso muitos advogados criminalistas revelam um talento dramatúrgico extraordinário, ao montarem para seus clientes, com absoluto sucesso absolutório, enredos mirabolantes - como no caso da Rua Cuba e em tantos outros semelhantes.

Há alguns anos, numa mesa de bar, uma advogada criminal me contava, entusiasmada, a absolvição que tinha conseguido para um cidadão que matara a mulher com nove facadas. Essa advogada era filha de quem tinha sido um dos mais brilhantes promotores de Justiça de São Paulo, com atuações memoráveis no Tribunal do Júri. Quando lhe perguntei se seu cliente lhe tinha confessado a autoria, ela respondeu que sim, mas não deu importância alguma a isso. O importante, para a advogada, fora a tremenda historinha que ela inventou e com a qual, contra todas as evidências, "colocou sérias dúvidas no bestunto dos jurados", como me disse. Perguntei-lhe, então, se aquilo não era mais um trabalho de ficcionista, de dramaturga, do que de advogada, ao que ela, num arfar inflado de doutrinas politicamente corretas, pontificou sobre o "sagrado direito de defesa" da pessoa, no que o advogado defensor deveria mergulhar por inteiro, pois não lhe cabia considerar o que era ou o que não era a verdade. Não se tratava, assim, de buscar atenuantes para o criminoso confesso, mas sim de impedir que ele virasse réu confesso - e para isso valia utilizar a estratégia da pura, simples e descarada mentira.

É verdade que, se um certo direito ao fingimento, à mentira, ao absurdo sempre permaneceu como uma inevitável excrescência ética de nossa práxis processual penal, de algum modo isso se continha dentro de certos limites. Acontece que a quebra geral de valores que tem acometido a sociedade brasileira, nos últimos tempos, pela influência exemplar dos que, nas esferas mais altas do poder, mentem descarada e impunemente, inventam eufemismos (do tipo “recursos não-contabilizados”, "erros administrativos", “banco de dados”) para "substituir" crimes, mesmo sabendo que isso não convence ninguém (com o que pouco se estão lixando), tudo isso parece quebrar, no organismo social, a resistência à indecência. A partir daí, todas as explicações inverossímeis, as justificativas absurdas, as defesas sem nexo, as afirmações notoriamente contra os fatos passam a ser usadas sem a menor cerimônia, sem qualquer laivo de vergonha.

É claro que perante as câmeras da televisão, nestes tempos de Big Brother, em que a vida real e a representação se misturam num amálgama de exibicionismo compulsivo, indigência mental e desvalorização absoluta da dignidade humana, o "direito" ao fingimento, à mentira, ao cinismo e ao absurdo apenas se potencializa, dentro do jornalismo-espetáculo. Aliás, aqueles que lançam as maiores diatribes contra o comportamento da mídia, acusando-a (não sem razão) de explorar as emoções resultantes das desgraças humanas, para segurar boa audiência, são os maiores cativos dessa audiência, procurando sempre, no controle remoto, o canal que está conseguindo exibir o que é mais chocante. Mas isso também faz parte do "direito" vigente ao fingimento e à hipocrisia.

Apesar de tudo, sejamos otimistas e consideremos que o fundo do poço é o melhor lugar para se obter impulso para sair dele. O sacrifício de uma linda menina de 5 anos, da maneira mais escabrosa que jamais alguém poderia imaginar, simboliza o fundo do poço moral a que chegou a sociedade brasileira. Então, que a imagem da pequena Isabella, com seu sorriso de doce inocência, seja para nós uma inspiração, na penosa reconstrução de nossos valores.


Mauro Chaves é formado em Direito, Administração de Empresas, Filosofia, Cinema e Línguas, é jornalista, escritor, autor teatral, compositor e artista plástico. Mauro também é Editorialista e articulista do jornal "O Estado de S. Paulo", desde 1981 e comentarista político da Rede Gazeta de Televisão. Entre seus vários livros publicados, destacam-se "Três Contos Artificiais", "O Dólar Azul" e "Eu não disse?".
E-Mail: mauro.chaves@attglobal.net




Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Sábado, 26 de abril de 2008.




Nós, os imperialistas – João Mellão Neto





Saturday, December 01, 2007

Informação e contra-informação.



































A verdade sufocada, pisoteada, adulterada e por fim assassinada.
por Bootlead

Pois é meus amigos, dentro de vinte e poucos dias já será Natal novamente, e junto vem também aqueles momentos de dar e receber presentes, afora os famigerados amigos secretos que para alguns, como eu, consideram isto uma situação meio que constrangedora, pois você gasta um bom dinheiro comprando presentes que você imagina serão apreciados pelos recebedores e no fim não era nada daquilo. E aí, fazer o quê?

Bom, se não for muita pretensão da minha parte, gostaria de sugerir aos amigos que neste Natal juntassem o útil ao utilitário, ou seja: Já que a história dos últimos quarenta anos vem sendo contada só pelo lado dos perdedores, inclusive com lançamento de um livro de "histórias falsificadas", pago por nós contribuintes e avalizado pela própria "cria do demo" e seu "ministro do indefensável", o "general genérico", deduzi que podemos aproveitar esta época para fazermos algo pela causa da verdade, como presentear os amigos, parentes e outros com o essencial livro do Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra, "A Verdade Sufocada". Sim, porque não? Conforme a disponibilidade financeira de cada um, podemos encomendar 1, 2 ou 3 exemplares e começar uma divulgação do que eles mais temem a verdadeira história dos crimes cometidos pelos vagabundos comunistas hoje encastelados no governo.

Acreditem meus caros, os canalhas conseguiram encobrir a verdade por todo esse tempo porque eles dominam, influenciam e determinam quais os livros que as editoras devem publicar, patrulham e atemorizam os distribuidores e livreiros, enfim só podemos ter acesso a aqueles livros que eles definem como "a favor da causa": As mentiras comunistas.

Só para exemplificar, outro dia li um comentário de uma leitora no blog do Reinaldo Azevedo, até muito bem escrito, onde ela (leitora) agradecia ao jornalista por ter-lhe permitido conhecer por intermédio de um artigo seu (dele Reinaldo), quem foi e como morreu o Herói do Brasil Ten PM Alberto Mendes Júnior, inacreditável, não sei qual a idade da leitora, mas por fatos como este que podemos mensurar o crime que foi e continua sendo cometido contra a Pátria. Não podem ser perdoados, nem muito menos esquecidos.

Para saber mais sobre o livro recomendo a aqueles que ainda não conhecem, que visitem o excelente site A VERDADE SUFOCADA, onde poderão encontrar inúmeras matérias e opiniões sobre o livro além de outros assuntos de extrema relevância para aqueles que combatem o comuno-petismo.


Uma opinião abalizada:

"Leiam o livro 'A Verdade Sufocada', do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, com prefácio do general Raymundo Negrão Torres. Em suas 541 páginas desmistifica, destrói, desmonta e manda pelos ares, ponto por ponto, as mentiras que, há 40 anos, vêm sendo apresentadas à Nação brasileira a respeito da Revolução de 31 de Março de 1964 e os seus desdobramentos, quando uma esquerda desvairada, constituída por militantes treinados nas academias de guerrilhas de Cuba, Coréia do Norte, Alemanha Oriental, China e União Soviética, utilizaram todos os meios – os seqüestros de autoridades e de aviões comerciais, o terrorismo, os assaltos, as guerrilhas urbana e rural e os assassinatos de cunho político e, já em seu final, os assaltos até a trocadores de ônibus - para implantar em nosso país uma república popular democrática".*

Opinião do historiador Carlos I. S. Azambuja sobre o livro "A Verdade Sufocada".
* Democracia Popular = Comunismo (N.P.)


Como comprar pela Internet:
LIVRARIA BRASIL.NET
Título: "A Verdade Sufocada"
3ª Edição 2007
Editora: SER
Preço: R$ 50,00

Click no logo abaixo para acessar o site da livraria.






Outro livro do Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra "Rompendo o Silêncio" (Download Gratuito)
Click na capa do livro abaixo para acessar a página do download.









Para ler o livro (e-book em PDF) "Rompendo o Silêncio", você precisa do aplicativo Adobe Reader instalado em seu PC, caso ainda não tenha o aplicativo ou sua versão esteja desatualizada, poderá fazer o download gratuito da versão mais recente diretamente do site da Adobe do Brasil.
Click no logo da Adobe abaixo para fazer download do aplicativo.








Apostila do Colégio de São Bento

Monday, August 20, 2007

PETISMO: A incompetência levada às últimas conseqüências.


























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PLANOS E MAIS PLANOS
editorial da Folha de S. Paulo

O governo federal deve anunciar hoje o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), um conjunto de cem ações antiviolência no qual promete investir R$ 6,7 bilhões até o final de 2012.

A sensação de "déjà-vu" é inescapável. A impressão que se tem é a de que, sempre que um governo se encontra diante de um problema para o qual não tem solução, providencia um caudaloso elenco de propostas que transitam entre o genérico (melhorar a formação dos policiais, combater a corrupção) e o apelativamente simpático (as indefectíveis bolsa-alguma-coisa, plano de financiamento habitacional para policiais e agentes penitenciários).

Em seguida, sorteia-se um número qualquer na casa dos bilhões e se o define como meta de investimentos a materializar-se num futuro distante, de preferência em outra administração.

Essa não é uma exclusividade do governo Lula. Em julho de 2000, logo após a comoção nacional causada pela morte de uma refém no ônibus 174, no Rio de Janeiro, a gestão Fernando Henrique Cardoso apressou-se em entregar seu Plano Nacional de Segurança Pública, um conjunto de 124 ações no qual pretendia investir R$ 3 bilhões.

Como agora, as autoridades de então tiveram de tirar leite de pedra para chegar ao número mágico de 124 medidas antiviolência. Recorreram até a programas de iluminação pública e a um concurso nacional de placas educativas de trânsito.

Entre platitudes e despautérios, tais planos costumam trazer propostas que fazem sentido. O Pronasci apresenta algumas, tais como a construção de penitenciárias, o aperfeiçoamento do Código de Processo Penal e a formação continuada para policiais. Fica, porém, a desconfiança de que alguém no governo está assistindo em demasia a seriados policiais americanos, pois os cursos pautados incluem balística, DNA, toxicologia, medicina, entomologia e fonética forenses.

Ninguém duvida de que nossas polícias sejam carentes de recursos materiais e humanos. Tampouco se ignora que o sistema judicial é moroso e ineficiente. É inegável que a criminalidade é agravada pelas mazelas sociais. Na verdade, já faz tempo que o problema de segurança pública no Brasil não sofre de ausência de diagnósticos. Eles existem, são relativamente precisos e mais ou menos unânimes.

A dificuldade está em implementar as mudanças, algumas complexas, custosas e de longa maturação. Sucessivas administrações parecem atribuir mais importância à divulgação de planos marqueteiros que nunca são cumpridos do que ao árduo trabalho cotidiano e discreto de criar e manter boas corporações policiais, uma Justiça ágil e um sistema prisional decente.

Preferem diluir sua incapacidade num mar de populismo, a exemplo do projeto Mães da Paz, que oferecerá bolsa de estudos para mulheres de comunidades carentes que se disponham a dar lições de "ética e cidadania" a "jovens em situação de risco".


Publicado no jornal “Folha de S. Paulo”.
Segunda-feira, 20 de agosto de 2007.



 
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