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Tuesday, October 05, 2010

Quem colocou "mamãe 6%"  lá ?









































O súbito encanto de Marina Silva
por Arnaldo Jabor

Não, o Palácio de Inverno de São Petersburgo, em 1917, ainda não será tomado pela onda vermelha.

Não. Agora, o PT vai ter de encarar: estamos num país democrático, cultural e empresarialmente complexo, em que os golpes de marketing, os palanques de mentiras, os ataques violentos à imprensa não bastam para vencer eleições... (por decência, não posso mostrar aqui os e-mails de xingamentos e ameaças que recebo por criticar o governo).

O Lula vai ter de descobrir que até mesmo seu populismo terá de se modernizar. O povo está muito mais informado, mais online, mais além dos pobres homens do Bolsa Família, e não bastam charminhos e carismas fáceis, nem paz e amor nem punhos indignados para a população votar. Já sabemos que, enquanto não desatracarmos os corpos públicos e privados, que enquanto não acabarem as regras políticas vigentes, nada vai se resolver. Já sabemos que mais de R$ 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas e nenhum carisma esconde isso para sempre. Já sabemos que administração é mais importante que utopias.

A campanha a que assistimos foi uma campanha de bonecos de si mesmos, em que cada gesto, cada palavra, era vetada ou liberada pelos donos da "verdade" midiática. Ninguém acreditava nos sentimentos expressos pelos candidatos. Fernando Barros e Silva disse bem na "Folha" : "Dilma parece uma personagem de ficção e Serra, a ficção de uma personagem". Na mosca.

Serra. Os erros da campanha do Serra foram inúmeros: a adesão falsa a Lula, que acabou rindo dele: "O Serra finge que me ama...".

Serra errou muito por autossuficiência (seu defeito principal), demorando para se declarar candidato, deixando todo mundo carente e zonzo, como num coito interrompido; Serra demorou para escolher um vice-presidente (com a gafe de dizer que vice bom é o que não aporrinha), fez acusações ligando as Farc a Dilma, esculachou o governo da Bolívia ainda no início, avisou que pode mexer no Banco Central e, quando sentiu que não estava agradando, fez anúncios populistas tardios sobre salário mínimo e aposentados.

Nunca vi uma campanha tão desagregada, uma campanha antiga, analógica numa época digital, enlouquecendo cabos eleitorais e amigos, todos de bocas abertas, escancaradas, diante do óbvio que Serra ignorou. Serra não mudou um milímetro os erros de sua campanha de 2002. Como os Bourbon, "não esqueceu nada e não aprendeu nada".

A campanha do primeiro turno resumiu-se a dois narcisismos em luta.

Dilma. Enquanto o Serra surfava em sua autoconfiança suicida, a Dilma, fabricada dos pés ao cabelo, desfilava na certeza de sua vitória, abençoada pelo "Padim Ciço" Lula.

Seus erros foram difíceis de catalogar racionalmente, mas os eleitores perceberam sutilezas na má interpretação da personagem, como atrizes ruins em filmes.

O sorriso sem ânimo, o riso esforçado, a busca de uma simpatia que escondesse o nítido temperamento autoritário, suas palavras sem a chama da convicção, ocultando uma outra Dilma que não sabemos quem é, sua postura de vencedora, falando em púlpitos para jornalistas, sua arrogância que só o salto alto permite: ser pelo aborto e depois desmentir, sua união de ateia com evangélicos, a voracidade de militante tarefeira, para quem tudo vale a pena contra os "burgueses de direita" que são os adversários, os esqueletos da Casa Civil, desde os dossiês contra FHC, passando pela Receita Federal (com Lina Vieira e depois com os invasores de sigilos), sua tentativa de ocultar o grande hipopótamo do Planalto que foi seu braço-direito e resolveu montar uma quadrilha familiar.

Além disso, os jovens contemporâneos, mesmo aqueles cooptados pelo maniqueísmo lulista, não conseguem votar naquela ostentada simpatia, pois veem com clareza uma careta querendo ser "cool".

Marina. Os erros dos dois favoritos acabaram sendo o grande impulso para Marina. No meio de uma programação mecânica de marketing, apareceu um ser vivo: Marina. Isso.

Uma das razões para o segundo turno foi a verdade da verde Marina. Sua voz calma, sua expressão sincera, o visível amor que ela tem pelo povo da floresta e da cidade tudo isso desconstruiu a imagem de uma candidata fabricada e de um candidato aferrado em certezas de um frio marqueteiro.

Marina tem origem semelhante à de Lula, mas não perdeu a doçura e a fé de vencer pelo bem. Isso passa nas imperceptíveis expressões e gestos, que o público capta.

Agora, teremos um segundo turno e talvez vejamos um PSDB fortalecido pela súbita e inesperada virada. Desta vez, o partido terá de ser oposição, defendendo-se e não desagregado, como foi no 1º turno, em que se esconderam todos os grandes feitos do próprio PSDB, durante o governo de FHC.

Desde 2002, convencionou-se (quem? por quê?) que Lula não podia ser atacado e que FHC não poderia ser mencionado. Diante dessa atitude, vimos o Lula, sua clone e seus militantes se apropriarem de todas as reformas essenciais que o governo anterior fez e que possibilitaram o sucesso econômico do governo Lula, que cantou de galo até no "Financial Times", assumindo a estabilização de nossa economia. E os gringos desinformados acreditam.

Além disso, com "medinho" de desagradar aos "bolsistas da família", ninguém podia expor mentiras e falsos dados que os petistas exibiam gostosamente, com o descaramento de revolucionários "puros". Na minha opinião, só chegamos ao segundo turno por conta dos deuses da sorte. Isso – foi sorte para o Serra e azar para a Dilma.

Ou melhor, duas sortes.

O grande estrago causado pela súbita riqueza da filharada de Erenice, ali, tudo exibido na cara do povo, e o reconhecimento popular do encanto sincero de Marina.

Isso salvou a campanha errática e autossuficiente de José Serra, que, apesar de ser um homem sério, competentíssimo, patriota, que conheço e respeito desde a UNE, mas é das pessoas mais teimosas do mundo.

Duas mulheres pariram o segundo turno. Se Serra ouvir seus pares e amigos, poderá ser o próximo presidente. Se não...


Arnaldo Jabor, carioca nascido em 1940, é cineasta e jornalista, também já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e na Rádio CBN. O estilo irônico e mordaz com que comenta os fatos da atualidade brasileira foi decisivo para o seu grande sucesso junto ao público. Arnaldo Jabor também é colunista do jornal “O Estado de S. Paulo”, além de escrever regularmente para diversos outros jornais do Brasil.
E-mail: a.j.producao@uol.com.br


Publicado no jornal "O Estado de S.Paulo" – (Cultura).
Terça-Feira, 05 de outubro de 2010.





O mal a evitar – Estadão







Tuesday, May 25, 2010

SOB O IMPÉRIO DA INSENSATEZ.








































E A LOUCURA CONTINUA CAMPEANDO...
por Ubiratan Iorio

O mundo parece ter virado de cabeça para baixo. O certo deixou de ser certo e o errado de ser errado; o que sempre foi considerado como virtude deixou de sê-lo e o que era vício já não é mais vício. Pais jogam filhas do alto de edifícios e de pontes; filhas matam pais e em seguida vão para o motel com o namorado; maridos assassinam esposas e vice-versa; políticos sabidamente corruptos, além de não serem impedidos de concorrer a novos mandatos, frequentemente são reeleitos; médicos abusam sexualmente de pacientes; babás maltratam bebês inocentes; professoras são agredidas por alunos; leis instituem cotas disso e daquilo, sobrepondo-as ao mérito; o governo gasta o que pode – e o que nós, "contribuintes" compulsórios, não podemos – para eleger sua candidata; a direita (envergonhada não sei de quê) não tem coragem de mostrar a cara; e os defensores dos valores morais herdados de nossos antepassados e da economia de mercado estão acuados e, diante de tantas pressões contrárias, muitos deles pensam em desistir da luta, o que é um erro.

Recolhi, em apenas um dia, três manifestações evidentes de que a loucura continua campeando na terra que Caminha tanto exaltou. Deixo-as com vocês, para sua reflexão.

Primeira manifestação: mais um ministério!

Em entrevista ao Jornal da TV Bandeirantes, em 26 de abril, o candidato tucano à presidência do país, instado pelo entrevistador Datena a pronunciar-se sobre o que pensa do MST, após dizer o que todos já sabemos – ou seja, que os invasores de terras alheias, financiados com recursos oficiais, usam a bandeira da reforma agrária como mero pretexto para seus fins políticos – sacou do coldre uma declaração que mostra bem o que representa a disputa política, pela quinta eleição presidencial consecutiva, entre dois partidos de esquerda, o seu e o (dito) dos "trabalhadores": a de que, caso seja eleito, criará mais um ministério, o da "segurança"...

Mamma mia, mais um ministério! Qualquer paralelepípedo esquecido na mais longínqua rua deste nosso belo e estranho país sabe, há muitos e muitos anos, que a melhor receita para um governo não resolver um problema é criar um ministério (ou secretaria especial) dedicado a solucionar esse problema!

Lula, até agora, é campeão absoluto em criar ministérios e secretarias especiais para acomodar aliados, companheiros e tendências. Com ele, já são trinta e sete, quase quarenta, o mesmo número dos existentes em Cuba e a metade dos que existiam na antiga União Soviética. E Serra demonstra que, com ele, as coisas não mudarão, pois o candidato da "oposição", simplesmente, promete criar mais um, dessa vez para enfrentar os crimes, inclusive – como inferi da entrevista – os praticados pelo MST. Difícil de acreditar, mas é verdade!

Qualquer governo que revele respeito pelos direitos de propriedade sabe que, para acabar com as invasões dos baderneiros do campo basta ao governo aplicar a lei – ou seja, chamar a polícia do estado onde ocorre a invasão, retirar os invasores e seus "coordenadores", processá-los e aplicar, pura e simplesmente, o Código Penal, já que os que aprovaram nossa Constituição "cidadã", com todos os seus defeitos (incluindo o conceito malicioso de "função social da terra"), não se atreveram a abolir o direito de propriedade. Para os demais crimes, cabe o mesmo procedimento, com a ressalva de que, dada a dimensão do problema, há necessidade urgente de investimentos para modernizar as polícias e de disposição para tornar as penas mais severas, o que aumentará ao mesmo tempo a probabilidade de captura e o rigor do castigo reparatório, inibindo assim os criminosos potenciais e reduzindo sensivelmente as taxas de criminalidade.

Mas Serra quer criar um ministério apenas para cuidar da segurança interna, como se fossem poucos os paquidermes que povoam a Esplanada e como se, no seu governo, nem de longe houvesse possibilidade de aparelhamento político do novo filhote de elefante. E, ainda, como se as diversas polícias já existentes - civis, militares, municipais, federal, rodoviária, força nacional de segurança, etc., não fossem capazes de resolver a grave questão do crime na cidade e no campo e a simples vontade política e o consequente respeito à lei, garantido pelas autoridades, não fossem suficientes para manter a ordem.

Ouvidos pela mídia, os chamados "especialistas em segurança", em geral sociólogos de esquerda, apoiaram em sua maioria a proposta do governador paulista.

É apavorante.

Segunda manifestação: "meu governo será mais de esquerda que o de Dilma"!

No último final de semana, a economista luso-brasileira Maria da Conceição Tavares - aquela que chorou de alegria quando Sarney criou o Plano Cruzado (quando a boa teoria econômica recomendava que a tristeza é que deveria ter sido o motivo do choro, diante de tamanho equívoco) - completou 80 anos e seus amigos e ex-alunos ofereceram-lhe uma festa no Rio de Janeiro. Lá estavam dois velhos discípulos e seguidores de suas ideias intervencionistas: Serra e Dilma.

Em dado momento da comemoração, conforme noticiou o jornal O Globo na mesma segunda-feira, 26 de abril, Serra viu-se cercado por antigos companheiros de "exílio" (as aspas são necessárias, porque muitos dos que hoje recebem a chamada "bolsa-terrorismo" se auto-exilaram) e, para tentar ganhar ou recuperar a simpatia – e os votos – dos velhos comunistas, fez questão de frisar que o seu governo seria mais de "esquerda" do que o de Dilma...

E pensar que o tucano, diante do simulacro de polarização em que se transformaram as eleições presidenciais no Brasil, é apresentado como se fosse o candidato da "direita"...

É assustador!

Terceira manifestação: o Ministério da Justiça quer soltar 20% dos presos do país!

Também no mesmo dia 26 de abril – que, pelo visto, deveria ser doravante considerado como o Dia da Loucura – os jornais noticiaram que o Ministério da Justiça, devido às precárias condições dos presídios brasileiros, pretende colocar na rua, sob regime de monitoramento eletrônico, 20% do total de presos, o que equivale a cerca de 80.000 condenados por diversos crimes. E pensar que tal proposta ocorreu poucos dias depois de terem libertado aquele maníaco pedófilo que acabou se enforcando na prisão, após ter praticado mais seis assassinatos de meninos depois que foi solto por "bom comportamento"...

Alegam os defensores da absurda proposta que, como o sistema prisional do país não trata os presos com dignidade – o que é verdade – então a solução é soltar os que mostrarem "bom comportamento". Um dos defensores da idéia chegou a afirmar em entrevista na TV que se um preso, após ser solto, voltasse a delinqüir, ele seria facilmente recapturado graças ao sistema de monitoramento eletrônico. Isto nos conduz imediatamente a uma pergunta simples e objetiva: e se o tal delito fosse um assassinato, o gênio que deu a entrevista teria também poderes para ressuscitar a vítima? Será que ele trará de volta à vida os seis meninos que foram mortos pelo maníaco? Ou que fará retornar a alegria às suas famílias e a tantas outras atingidas por crimes praticados em condições semelhantes?

Não seria mais respeitoso para com a população que sempre respeitou a lei se, ao invés de libertarem condenados antes do cumprimento total de suas penas, colocando em risco inadmissível todas as pessoas de bem, construíssem tantos presídios quanto fossem necessários para abrigar com um mínimo de dignidade indivíduos que já comprovaram serem nocivos para a sociedade? Não venham dizer que não há recursos para isso, porque para outros fins bem menos necessários ao bem comum (porém, mais eleitoreiros) os dados demonstram que eles existem - e de sobra.

Do jeito que a coisa caminha, qualquer dia desses outro cérebro iluminado irá propor que, para que a população carcerária pare de crescer, a polícia deverá ser proibida de prender e os juízes de condenar... Ou algum outro luminar sugerirá que, doravante, por decreto, crime não será mais considerado crime e justiça também não será mais justiça... Felizmente, não há possibilidade de um terceiro gênio sugerir que todas as pessoas de bem sejam trancafiadas e todos os bandidos sejam soltos, porque, neste caso, não haveria recursos para construir tantos presídios, embora, muito provavelmente, alguém já deva ter pensado em uma "solução" desse tipo...

É aterrador.

Conclusão simples

O Brasil – assim como o mundo – está de ponta-cabeça. A raiz mais profunda de toda essa maluquice é o abandono dos valores morais que forjaram a civilização ocidental, com a morte de Deus decretada unilateralmente (se fosse hoje, teria sido por Medida Provisória) por Nietzshe, o niilismo, os ataques orquestrados contra o Papa e a Igreja Católica (o que é diferente de punir meia dúzia de padres pedófilos, que devem ser processados na Justiça comum por seus crimes e afastados da Igreja por seu péssimo exemplo). O vácuo causado por todos esses fenômenos estimulou a politização do sistema moral e do sistema econômico, com o avanço crescente do Estado sobre o indivíduo e vem transformando nossa sociedade em um enorme hospício.

Ou acabamos com o relativismo moral ou ele terminará conosco, instituindo definitivamente a barbárie em suas diversas manifestações. E o que vem a ser um homem compulsoriamente desnudado, por meio de permanentes lavagens cerebrais, de princípios morais, senão uma criatura bárbara, semelhante a um animal irracional, despida, portanto, de sua própria dignidade? E o que vem a ser a servidão do indivíduo ao Estado, senão uma forma de barbárie, talvez uma das mais hediondas, torpes, vis e abjetas?

Mas não se preocupe. Sorria! Sua conta bancária já está há tempos sendo monitorada pelo Estado e em breve, - se você não botar a boca no trombone – sua vida privada e todos os seus atos também o estarão. E se, por infelicidade (já que ninguém é perfeito), praticar algum delito moral grave, não será punido por isso e a mídia poderá até transformar você em manchete, capa de revista e chamá-lo para programas na televisão...

Como diz meu dileto amigo, o filósofo Alberto Oliva, da UFRJ, "a loucura campeia". E, pelo visto, continuará a campear e a ditar as regras do jogo por muito tempo na terra descoberta por Cabral...


Ubiratan Jorge Iorio de Souza é Doutor em Economia pela EPGE/Fundação Getulio Vargas, ex-funcionário do Banco Central do Brasil, foi também articulista de Economia do "Jornal do Brasil" e do jornal "O DIA". Ubiratan Iorio tem cerca de quinhentos artigos publicados em jornais e revistas brasileiros, é Consultor em diversas instituições e já publicou os seguintes livros: "Economia e Liberdade: a Escola Austríaca e a Economia Brasileira", "Uma Análise Econômica do Problema do Cheque sem Fundos no Brasil" e "Macroeconomia e Política Macroeconômica". Para saber mais sobre Ubiratan acesse seu site/blog pessoal "Ubiratan Iorio". E-mail: commenti@ubirataniorio.org



Publicado no site/blog "Ubiratan Iorio".
Artigo do Mês - Ano IX – Nº 98 – Maio de 2010.




Já tomou a vacina H1N1? Não se preocupe... No melhor dos casos você pode ter contraído AIDS. Coisa à-toa!




Thursday, May 06, 2010

VÃO SE FODER, DUPLA DE FILHOS DA PUTA!
TEM OTÁRIO QUE AINDA LEVA FÉ NESSE TAL DE SERRA. PUTZ!

Foto: Serra e Dilma em "debate" realizado hoje (Belo Horizonte-06/05/2010). Debate????

























Serra afirma que, se eleito, quer PT e PV em seu governo

O pré-candidato tucano José Serra disse nesta quinta-feira, se eleito, quer tanto o PT quanto o PV no governo. "O Brasil vai precisar estar junto nos próximos anos. Hoje e ontem a oposição sempre tem um comportamento que empurra o governo para um lado que não devia", afirmou.

Publicado na Folha Online
06/05/2010 - 18h28





VACINEM-SE IDIOTAS! E TENHAM UMA "BOA MORTE".






Wednesday, February 24, 2010

"E LA NAVE VA"

*Post reatualizado em 24/02/2010 (click na data para ver)










































ICEBERG À VISTA
por Maria Lucia Victor Barbosa

Apesar de se dizer que o Programa de Governo apresentado pelo PT para a candidata Dilma Rousseff nada tem de radical, que não passa de um amontoado de inocentes diretrizes, bem que poderia ter recebido como título: "Rousseff, o Socialismo do Século 19".

Um dos influentes artífices do Programa foi o chanceler de fato Marco Aurélio Garcia, mentor de nossa desastrada política externa que não fracassa apenas em suas tentativas de obter cargos em organismos internacionais, mas que faz feio quando apóia países que afrontam direitos humanos; se intromete onde não deve como no caso de Honduras que resultou em tremendo fiasco para o Brasil; defende eleições fraudadas de tiranetes tipo Chávez ou déspotas como MahmoudAhmadinejad o qual, inclusive, recebe total aceitação brasileira no tocante aos seus intentos de explodir o mundo, a começar por Israel.

Imagine-se, então, se Rousseff se sair vitoriosa o que fará Garcia para dar seguimento à obsessão do PT de mudar a geopolítica do planeta. Para tanto, segue-se eliminando a companhia dos melhores e se juntando aos piores. Exemplo do que se fala é o nascimento, na cúpula da Calc (Cúpula da Unidade da América Latina de do Caribe) que está sendo realizada em Cancún, no México, da OEA do B, que exclui Estados Unidos e Canadá. A idéia, não há dúvida, é mais umaconsequência da antiga dor de cotovelo latino-americana em relação aos vizinhos desenvolvidos, especialmente, aos Estados Unidos.

Sob as ordens de Lula da Silva o Programa do Governo Rousseff sofreu algumas modificações de cunho semântico para não ficar muito assustador para as "zelites". Porém, mesmo tendo se alterado algumas palavras manteve conteúdo totalitário. Além de estatizante, o que foi corroborado pela candidata em discurso, as diretrizes aprovadas contemplam, entre outras coisas: "compromisso com a jornada de 40 horas"; "combate ao monopólio dos meios eletrônicos de informação, cultura e entretenimento e reativação do Conselho Nacional de Comunicação Social"; "atualização dos índices de produtividade das propriedades rurais passíveis de desapropriação, ampliação de restrição de compras de terras por estrangeiros, revogação da MP anti-invasão editada por FHC"; "tributação sobre grandes fortunas"; "apoio incondicional ao Programa de Direitos Humanos".

Traduzindo: duro golpe na classe empresarial, sobretudo, nos pequenos e médios empresários; censura férrea dos meios de comunicação, o que deve atingir a Internet; golpe mortal no agronegócio, o grande sustentáculo de nossa balança comercial, com previsível expropriação de terras para serem doadas aos sem-terra; punição para a riqueza dos "outros", é claro.

Quanto ao Plano de Direitos Humanos, coroa e enfeixa o Programa Rousseff. Naquele calhamaço não se poupou afrontas às instituições que antes eram os pilares mais importantes da sociedade: Igreja, Forças Armadas, Mídia, Justiça, além do bombardeio ao direito de propriedade.

Impressiona que estas instituições têm aceitado ao longo de quase oito anos, com complacência bovina, tudo o que Lula disse e fez junto com seu governo. A propaganda, o culto da personalidade e, sobretudo, nossa cultura permissiva fez pobres e ricos acharem natural impostos escorchantes, corrupção deslavada, Planos fracassados, falta de infra-estrutura, Saúde em condições de descalabro, Educação no fundo do poço em termos de qualidade, deturpação de dados econômicos.

Impressionante mais ainda no momento a falta de reação das instituições que serão frontalmente atingidas se Rousseff, conseguir chegar à presidência, deixando-se, então, levar por seus influentes mestres, entre eles, Marco Aurélio Garcia ou apoiadores externos entusiastas como Hugo Chávez que já se colocou à disposição da candidata do companheiro Lula.

Esperto, Lula da Silva minimiza o Programa de Governo da afilhada, enquanto análises tranquilizantes ecoam pela imprensa referindo-se ao pragmatismo petista que tomou gosto pelo capitalismo e não quer ver escoar pelo ralo a estabilidade econômica adquirida no governo de FHC. Também o fisiologismo do PMDB, que fará o vice na chapa Rousseff, acena com alguma possível brecada no radicalismo petista, mas apenas naquilo que possa atrapalhar interesses peemedebistas.

Entretanto, alguns sinais inquietantes, como a volta da inflação e a deterioração das contas públicas deveriam deixar as instituições pelo menos mais atentas. De modo algum parece que isso está acontecendo. Ao radicalizar e afrontar à vontade o PT parece sinalizar a certeza de sua continuidade. E é como se dissesse: "se tudo correu facilmente durante quase oito anos, sem oposições partidárias ou institucionais, agora faremos o que quisermos e seremos de novo aceitos, como se dizia antigamente, "na lei ou na marra",

De tudo isso se conclui que no momento somos como os alegres passageiros do Titanic um pouco antes do navio bater no iceberg. Haverá tempo e meios de escapar do naufrágio? As urnas dirão.


Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem" e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido". Maria Lucia, também é editora do blog "Maria Lucia Victor Barbosa Seleção de Artigos Publicados". E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Enviado por Maria Lucia Victor Barbosa.
Terça-feira, 23 de fevereiro de 2010, 18h30.




Brasil: Um país de "eunucos", dirigidos por Pederastas e Travecas!





O ADMIRÁVEL NOVO MUNDO
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

No passado, a TERRORISTA Estela e "abnegados" malfeitores, agrupados em centenas de organizações terroristas e subversivas decidiram que o COMUNISMO era o melhor para esta inculta terra, e intentaram a tomada do poder. Para isso, aterrorizaram, assaltaram e mataram impunes.

Decorridos mais de 40 anos, ela e seus "cumpanheiros" concluíram que éramos um bando de amebas dominadas. Contudo, aleluia, graças à firme e forte mão do petismo- sindical, aos poucos se desfaz a treva que cobria a sociedade brasileira.

A ignara turba vagava perdida a "deus dará", até que um dia, a metamorfose ambulante, como um tosco messias, abriu com uma cajadada milagrosa a nossa entorpecida mente e, além da razão, nos brindou com a angelical e simpática Dilma, a PROMETIDA. E a TERRORISTA, ungida pelo SENHOR, nos promete um mundo novo, a "Grande Transformação", disse, chutando a humildade.

De acordo com os nossos "libertadores", vivíamos na mais tenebrosa ignorância. E o pior, sem liberdade. Nossa sociedade, segundo os seus cânones era "sem eira nem beira" (não afundava porque M... bóia). Não podíamos ir quanto mais vir. No novo mundo, ao contrário do passado, haverá liberdade de expressão (de medo, de nojo, de raiva, de tristeza?).

Mourejávamos numa falsa democracia, mas graças à firme condução dos nossos mentores, conheceremos uma nova, muito melhor, e com ela um mundo cor-de-rosa. O moralismo tacanho será banido.

Será a extinção de combalidas heranças. Adeus à antiquada propriedade privada, adeus dicotomias sociais, adeus candeeiro, adeus pobreza, adeus ímpios símbolos religiosos, adeus fetos, adeus passado criminoso da ditadura militar, adeus carcomida imprensa, adeus espoliação de índios e negros, adeus morosas ações judiciais, alvíssaras às comunidades que farão o seu papel e alvíssaras ao PNDH-3 etc.

Homossexuais e lésbicas andarão aos beijos e abraços em plena luz do dia, sem o menor temor, pois antes amavam-se e procriavam às escondidas. A parada gay, um dos mais populares eventos da nova democratura, contará, para a glória de seus assumidos, com bandas militares, e seus trêfegos grupelhos serão entremeados por garbosos soldados, sublinhando o salutar conúbio entre eles e os alegres praticantes do 2º, 3º e do 4º sexo. Mais uma máscula vitória contra o preconceito.

A SACROSSANTA confessa que "amadureci, amadurecemos", na experiência e no estudo (aprendeu a enriquecer o seu currículo). Ficamos mais abertos, mais permissivos, com menos valores, com menos moral, defeitos que embotam o espírito do cidadão obediente ao Estado. Entretanto, muito mais canalhas.

Ricos e pobres, proprietários e sem-terras saltitarão de mãos dadas. Por decreto, todos são iguais perante o governo, ou quase, os ricos menos iguais, sendo altíssimo demérito possuir bens, sejam moveis ou imóveis. Uma sociedade como a preconizada pela SANTA deve repartir riquezas e terras, com parcimônia, entre os seus acólitos.

Finalmente, a sonhada distribuição de renda. No Diário Oficial, cada família com renda mensal superior a três mil reais, receberá como encargo doar 1/3 para uma família necessitada. No DO constarão os dados e endereço dos beneficiados. A fiscalização será rigorosa.

Os índios ocuparão seu espaço na sociedade. Não sabemos se inclusos na sociedade moderna ou internados nas selvas onde vivenciarão toda a sua saudosa vida natural, e sobreviverão no período da pedra lascada, como os seus ancestrais. Não importa, a segunda será a glória almejada por embevecidos antropólogos e indigenistas, saber que eles perambularão de tanga e ignorantes, por suas imensas áreas indígenas e reservas florestais.

"Enterraremos a injustiça social". Os brancos, em represália às décadas de desmandos contra os negros e outras minorias, receberão ínfimas cotas, nas escolas, nas faculdades, nos empregos públicos, uma vez que é chegada à hora do acerto, um dever de justiça a ser imposto à risca pelo novo desgoverno. Os olhos azuis, conforme ELE, "são os culpados", por isso suas cotas serão bem menores.

Aos quilombolas, influente grupo social que vive com um pé no século XXII, caberá pelo menos a metade do território nacional, pelo muito que fizeram e têm feito pela Nação. É mais uma velha dívida resgatada.

"Privilegiaremos o nordeste...", com prejuízo do sul e do sudeste, que sempre viveram no "bem bom". Assim, aqueles quistos de progresso da opressiva democracia de antanho irão se arrepender de terem progredido mais do que as demais regiões.

No campo externo, seguiremos a política soberana de apoiar os regimes ditatoriais, desde que perturbem a paciência de nossos figadais inimigos, os EUA. Aprendemos, ainda, que outras nações alienígenas estavam de olho na nossa "boutique", doravante, não. Estaremos de olhos abertos.

Por derradeiro, a sua mensagem final, "não pergunte o que você poderá fazer pelo Estado, mas o que o Estado poderá fazer COM você".

A "UNGIDA" enunciou outros programas e projetos para a "Grande Transformação" (você em pó de M...), em todos, você é parte primordial, ela precisa da sua conivência, para isso, e muito mais.

Bom proveito, camaradas ou "cumpanheiros", como queiram.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.









Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" (Regional Brasília).
Terça-feira, 23 de fevereiro de 2010.






UM MORTAL SILÊNCIO – Gen Valmir Fonseca Azevedo


A doença brasileira – André Frantz





Saturday, November 21, 2009

HORA DO VÔMITO! NÃO ESQUEÇA DO "SAQUINHO".

*Atualizado em 22/11/2009.
































Foto acima: Cenas de um casamento bolivariano. Aargh! Que nojo... sem mais palavras.

Vídeo: "El mono" usa o Brasil para atacar os EUA, é um envolvimento para lá de constragedor.




COMUNISMO: COMO LEVAR UM PAÍS À MISÉRIA, EM RITMO ACELERADO.

Foto: Energia Elétrica, Água e Esgotos, Escolas, Hospitais, Alimentos, Segurança Pública, etc.
         Mais uma grande "obrada" do comunismo.





























Click AQUI para ver a foto no tamanho original.


Chávez anuncia la llegada a Venezuela de más de 300 tanques y blindados
via AFP

El presidente venezolano Hugo Chávez anunció la noche del sábado la llegada a Venezuela de unos 300 tanques rusos y vehículos blindados y ordenó a los militantes del PSUV, que él preside, formar parte de las milicias y los cuerpos armados.

"Van a empezar a llegar, no es ningún secreto, más de 300 carros blindados y tanques de guerra de Rusia. Los T-72 vamos a tenerlos aquí", anunció el mandatario.

Chávez, que considera a Rusia un "aliado estratégico", confirmó hace algunos meses la compra de estos tanques tipo BMP3, MPR y T-72 a Moscú, destinados, entre otras cosas a renovar unos blindados ya obsoletos.

"Todo eso requiere ir organizando los soldados que van a manejar, que van a disparar", señaló Chávez, por lo que ordenó a "todos los cuadros del PSUV a formar parte de la milicia".

"Pero no como un ‘hobby’, marchar por acá para que Chávez me vea, no, es organizar cuerpos de combatientes de campesinos, donde viven, donde trabajen la tierra, allá en las fábricas (…) en los campos petroleros", donde se puedan convocar "verdaderos entrenamientos de combate".

La nueva ley de las Fuerzas Armadas la consagra como "bolivarianas", y en una reciente reforma se introdujo la figura de los "cuerpos de combatientes", definidos como "unidades de ciudadanos y ciudadanas (…) que de manera voluntaria son registrados, organizados y adiestrados por el comando general de la Milicia Bolivariana".

El mandatario, que insistió en que es una "necesidad de la revolución" bolivariana el fortalecimiento de las fuerzas armadas de su país, compró a Rusia entre 2005 y 2007, 24 cazas Sukhoi, 50 helicópteros de combate y 100.000 fusiles de asalto Kalashnikov.

Fonte: Agence France-Presse



Publicado no site "noticias24".
Domingo, 22 de novembro de 2009, 01h38.





CONFECOM: A SOVIETIZAÇÃO DO BRASIL - José Nivaldo Cordeiro






HORA DO VÔMITO! NÃO ESQUEÇA DO "SAQUINHO".

Friday, October 23, 2009

CaLUguLA*: O tiranete demente.

Fotomontagem: Percebam a "olhadura" do desqualificado. São olhos que riem, riem de nós.






























Um fatalismo conveniente
editorial do jornal O Estado de S. Paulo

O presidente Lula é um realista radical. Para governar o Brasil, afirma, quem quer que chegue ao Planalto, "pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista", não terá escolha. Deverá se resignar à realidade política, formando alianças com as forças partidárias dominantes no Congresso, qualquer que seja o perfil - ou a folha corrida - de seus líderes e qualquer que seja o custo dessas barganhas. "Entre o que se quer e o que se pode fazer tem uma diferença do tamanho do Oceano Atlântico", justificou-se Lula numa entrevista à Folha de S.Paulo. E, para não deixar dúvida sobre os extremos a que chega o seu fatalismo, a sua crença no predomínio absoluto dos imperativos do poder sobre valores, princípios e afinidades, saiu-se com uma analogia que é puro Lula. "Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer", imaginou, "Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão."

O sistema político brasileiro, de fato, conduz a isso - não se chamasse, em linguagem acadêmica, presidencialismo de coalizão. O modelo eleitoral, ao mesmo tempo que incentiva a proliferação de partidos, muitos dos quais mal se distinguem uns dos outros, praticamente impede que a legenda ou a coligação do candidato vitorioso ao Executivo receba, na disputa para as Câmaras legislativas, a proporção equivalente de votos, o que daria ao governante a maioria parlamentar natural. Mas, em sete anos no Planalto, Lula não moveu uma palha para reformar o sistema que obrigaria Jesus a negociar o apoio de Judas. Ao contrário, com os recursos de poder ao seu alcance, montou a mais enxundiosa base de sustentação da história do Congresso Nacional - e está perfeitamente confortável com a "realidade política" de que tirou proveito e que, em outra encarnação, prometia transformar. Nesse sentido, a teoria lulista da inexorabilidade dos pactos fisiológicos revela a sua conveniência: serve para legitimar a acomodação ao que está aí.

Lula não tem sentimento de culpa - ou o esconde admiravelmente. Perguntado, na mesma entrevista, se sentia algum aperto no peito por ter reatado com o ex-presidente e senador Fernando Collor, depois de todas as baixezas de que foi vítima da parte dele, na campanha de 1989, respondeu friamente que não tem razão para "carregar mágoa ou ressentimento". E tornou a teorizar: "Quando se chega à Presidência, a responsabilidade nas suas costas é de tal envergadura que você não tem o direito de ser pequeno." Em abstrato, o argumento é perfeito. Mas, visto na perspectiva dos fatos desta Presidência, é mais uma racionalização. Está no mesmo departamento de sua justificativa para o apoio ao presidente do Senado, José Sarney, a quem considera um "grande republicano", envolvido em denúncias que, em outras circunstâncias, o teriam apeado do cargo. "A manutenção do Sarney era questão de segurança institucional", exagerou. Se caísse, a oposição faria "um inferno neste país".

Além de ostentar a costumeira autoindulgência, Lula não hesita em desqualificar quem se atreva a questionar os seus atos. O alvo, no caso, foi o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, que chamou de "vale-tudo" a sua campanha antecipada, com recursos públicos, em favor da pré-candidata Dilma Rousseff - cujo maior evento até agora foram os 3 dias de "inspeções" das obras de transposição do Rio São Francisco, na semana passada. Primeiro, disse que "ninguém pode ser contra a Dilma ir às obras comigo". Depois, acusou o ministro de fazer "um debate pequeno". "Cada brasileiro tem o direito de falar o que bem entender", arrematou, "mas vamos continuar inaugurando." Isso também é puro Lula, no que contém de desprezo pela ética e de subordinação dos meios aos fins. (Num discurso, anteontem, ele foi ainda mais rombudo. "Agora desgraçou tudo", disparou, "porque os homens estão ficando nervosos porque nós estamos inaugurando obra.")

Confiante na sua supremacia política, ele se permite tudo. Enquanto isso, a oposição patina na definição de seu candidato para 2010 e frequentemente se mostra intimidada pelos 80% de aprovação popular ao presidente e o renovado clima de otimismo com a economia. Apenas a imprensa parece fazer sombra a Lula - a ponto de levá-lo a dizer que o seu papel não é de "fiscalizar" o poder, mas apenas de "informar". É o retrato de uma mentalidade.


Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo" – (Editorial Opinião).
Sexta-feira, 23 de outubro de 2009.










*NR. O nosso CaLUguLA, tem tudo a ver com o verdadeiro Calígula, senão vejamos: Conforme escritos do filósofo do Império Romano, Sêneca, "O Moço": "Calígula transformou-se num homem arrogante, cheio de ódio e grosseiro na sua ascensão ao trono". Suetônio, filósofo e escritor latino (69 d.C.–141 d.C.), que escreveu a obra "A vida dos doze Césares", onde dedicou 21 capítulos a Calígula, definiu-o como "um monstro". Josefo, historiador romano de origem judaica afirmou que foi o poder que tornou Calígula um arrogante, fazendo-lhe acreditar que era "um deus". Juvenal, poeta e filósofo romano, o mesmo que cunhou a máxima: "As pessoas comuns - em vez de cuidar da sua liberdade - estão apenas interessados em pão e circo" (conhecemos isso, não?), afirmava que Calígula bebera uma poção que o tornara louco (seria 51?). Muitos historiadores defenderam que Calígula padecia de hipertiroidismo, diagnóstico este, baseado na irritabilidade e na "olhadura" do imperador. Também a política econômica de Calígula, pontuada pela generosidade (leia-se corrupção) e a extravagância, esgotou as reservas financeiras do império, levando Roma a bancarrota e o povo à miséria. Como podem ver o nosso CaLUguLA tem muita semelhança com o Calígula imperador romano, que pensava ser Deus, arruinou seu império e foi descrito por quases todas as fontes contemporâneas como como um demente irascível, caprichoso, derrocador e enfermo sexual (animais, menino do MEP, etc.). Na certa, nos dias de hoje, Calígula seria disgnosticado como um psicopata no grau máximo. É isso, esse é o nosso "cara". Calígula reencarnou!
Bootlead
E.T. Alguém saberia informar se Calígula possuía somente "nove" dedos?



O alerta de um soldado – J. R. Nyquist





Wednesday, September 02, 2009

FILHOTES DA MESMA NINHADA!

Foto: Dois diletos ovovivíparos da "hidra-mãe", amancebados no Partido Socialista Totalitário Do Brasil.




























A Candidata Dilma
por Ipojuca Pontes

Sim, amigos, apesar dos percalços éticos, Dilma Rousseff, ex-terrorista, ainda pode chegar lá. Para que isso ocorra, basta que Lula aumente os impostos, abra as torneiras e solte mais grana para políticos, juízes, artistas, empresários, universidades, funcionalismo, mídia, etc. e, lá no fim, para fazer alarde nos programas políticos, solte alguma laminha para os "excluídos". Ou seja, corrompa ainda mais.

Também conhecida como a Mãe da Mentira, a candidata Dilma Rousseff, posta em banho-maria pela vontade dos estrategistas do Planalto, a julgar pelo andar da carruagem pode afundar o barco das pretensões lupetistas em permanecer no poder por vias interpostas, provavelmente uma jogada manhosa articulada nos intestinos do Foro de São Paulo. Se o esquema dos ideólogos comunistas deu certo na Argentina dos Kirchner, por que não por essas bandas?

Seria uma boa para o País livrar-se da impertinente chefe da Casa Civil, figura instável e de má catadura, embora observadores das artimanhas comunistas estimem, com boa dose de percuciência, que a "Companheira de armas" (metralhadoras, fuzis, granadas e artefatos do gênero) foi lançada candidata à presidência da República como uma espécie de balão de ensaio. Se a candidatura colasse, muito bem, o barco continuaria a navegar. Caso contrário, como ora se evidencia, o presidente de nove dedos partiria para execução do "plano b", que é o dele mesmo candidatar-se ao 3º mandato tão logo Álvaro Uribe, na Colômbia, abra o caminho e se pronuncie pela segunda reeleição presidencial.

(Neste caso, na disputa com Serra, o Insosso, Lula, o Malandrinho, liquidaria mole a fatura e teríamos mais quatro anos de intensa corrupção, tempo seguro para a definitiva instalação do "Socialismo do Século XXI" e, por conseqüência, o apodrecimento geral e irrestrito das instituições do Estado e da própria coletividade nacional. Por enquanto, estamos no meio do caminho).

Com efeito, a candidata Dilma, de formação marxista-leninista, ex-integrante do grupo terrorista Var-Palmares, mente de modo compulsivo, mesmo quando proclama verdade aparente. E não poderia ser de outro modo. A mentira sempre foi arma predileta dos marxistas leninistas - antes, durante e depois da tomada do poder. Como se sabe Marx, um "filodoxo" por natureza, mentia em tudo e sobre tudo, a começar pela mentira da "mais-valia" (teoria econômica amplamente desmoralizada pelo austríaco Bohm-Bawerk na análise das valorações subjetivas) e o seu "devir" revolucionário.

Lenin, por sua vez, um lixo moral, fanático por vocação, tinha a mentira por ato de fé. Ele próprio, depois da fracassada revolta russa de 1905 (na qual Nicolau II saiu fortalecido), prescreveu o seguinte, num "comunicado" aos membros da cúpula bolchevique: "Camaradas, devemos estimular sem tréguas a mentira e a violência como armas da revolução, sob pena de novas derrotas"

Em retrospecto, as mentiras de Dilma tornaram-se mais vexatórias quando ela, instada pelo senador José Agripino (DEM-RN) se mentia ao explicar-se sobre a sua vida pregressa de revolucionária e o "dossiê" de gastos excedentes preparado pela Casa Civil contra o melífluo FHC e sua mulher, Dona Ruth, declarou sob argüição da verdade à Comissão de Infra-Estrutura do Senado: "Me orgulho de ter mentido porque salvei companheiros da tortura dos militares".

A resposta ao senador foi uma mentira dupla, pois a atual candidata de Lula, presa como terrorista em 1970, entregou à repressão, de bandeja, o operário Natael Custódio Barbosa que, trinta anos depois da traição, em Londrina, Paraná, afirmou ao repórter Luís Marklouf : "Acho que ela me entregou porque eu era da base operária (Var-Palmares) e não tinha como aumentar o prejuízo". (Aqui, sem querer, o "inocente" Natael deixa entrever o que todos sabemos: a "elite revolucionária" só vê o operário como pretexto e massa de manobra).

Em julho deste ano descobriu-se que as informações do currículo acadêmico de Dilma eram falsas. Ao contrário do que se informava, inclusive nos sites do governo e da Petrobras (onde faz parte do Conselho de Administração e ganha invejável bolada mensal), ela não é "Mestre em Teoria Econômica" e muito menos "Doutorada em Economia Monetária e Financeira". A própria Universidade de Campinas, onde se dizia ter a ministra de Lula conquistado os tais títulos, contestou em nota a informação inverídica - embora, verdade seja dita, graduar-se pela UNICAMP em economia não seja propriamente motivo de orgulho.

Mais recentemente, ao rol das mentiras sistemáticas da "Companheira de armas", soma-se a escandalosa denúncia da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, que confirmou no Senado ter a chefe da Casa Civil do governo solicitado, em entrevista clandestina, para que ela "agilizasse a investigação contra o filho de Sarney - este, por sua vez, indiciado em inquérito na Polícia Federal por formação de quadrilha, gestão financeira fraudulenta, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Dilma negou o encontro e o Planalto destruiu as gravações que poderiam comprovar a verdade dos fatos. Neste caso, pergunto: por que não submeter a chefe da Casa Civil a um detector de mentiras?

Num país civilizado, ou nem isso, seria impossível uma figura com o currículo de Dilma Rousseff, somando assaltos à mão armada, roubo de bancos e tráfico de armas, chegar à Presidência da República. Mas no Brasil da Era Lula, país que perdeu o senso dos valores éticos e a mentira tornou-se um dado de valor social, tal anomalia é perfeitamente plausível.

Sim, amigos, apesar dos percalços éticos, Dilma Rousseff, ex-terrorista, ainda pode chegar lá. Para que isso ocorra, basta que Lula aumente os impostos, abra as torneiras e solte mais grana para políticos, juízes, artistas, empresários, universidades, funcionalismo, mídia, etc. e, lá no fim, para fazer alarde nos programas políticos, solte alguma laminha para os "excluídos". Ou seja, corrompa ainda mais.

Por fim, sejamos objetivos, quem conta com uma tropa de choque altamente escolada, capaz de tudo e mais alguma coisa, gente do porte de um Zé Dirceu, Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá, Collor de Mello, Ricardo Berzoíni, Tarso Genro, Requião, Jaques Wagner, Marco Aurélio Garcia ( "Mac, o Fanático"), Celso Amorim (o "Celsinho da Embrafilme"), Aluízio Mercadante, Sérgio Cabral, etc., uma corriola com astúcia e gana incontroláveis, não tem que temer adversário da estatura de um FHC, sujeito que, outro dia, cheio de vaselina, depois de defender o uso da maconha, declarou em entrevista à CBN: "Lula foi bom para o país".

AVISO AOS NAVEGANTES: Se nada do que foi acima previsto ocorrer, ainda assim a coisa não melhora. Com Zé Serra no poder só muda o estilo, menos debochado. Mas a agenda da caminhada para o "Socialismo do Século XXI" - com mais impostos e leis repressoras - continua a mesma.

Que fazer?


Ipojuca Pontes é jornalista, cineasta e escritor, nasceu em Campina Grande, na Paraíba, e ao longo de sua carreira conquistou mais de trinta prêmios nacionais e internacionais. Foi também Secretário Nacional da Cultura no governo Fernando Collor de Mello.






Publicado no site "Mídia Sem Máscara".
Terça-feira, 01 de setembro de 2009.




O enterro das Forças Armadas – Geraldo Almendra




Saturday, February 28, 2009

O único objetivo destes derrotados é denegrir o conceito das FFAA junto à população.
"Governo prepara comercial com parentes de desaparecidos".










































































Ministro sugere que famílias questionem Lei da Anistia
matéria do jornal Zero Hora de Porto Alegre

Ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi pediu ontem que vítimas da repressão do regime militar, familiares e entidades de classe se organizem para propor ações judiciais em massa questionando a abrangência da Lei de Anistia.

Em uma solenidade no Rio, ele propôs que a sociedade intensifique a pressão para que documentos e informações sobre o paradeiro de desaparecidos sejam revelados e informou que o governo prepara uma campanha publicitária com familiares.

– Casos como os de Rubens Paiva e Stuart Angel não podem ser abandonados. Essa informação (o paradeiro deles) tem de aparecer – discursou Vannuchi na abertura da 8º Anistia Cultural, que julgou pedidos de indenização de 21 estudantes banidos de universidades durante a ditadura.

Vannuchi informou que os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Franklin Martins (Comunicação) devem lançar até maio o sistema de acesso a dados de 14 arquivos estaduais, chamado Projeto Memórias Reveladas, com um edital que convoca donos de acervos particulares a transferir documentos para arquivos públicos. Segundo o ministro, Martins prepara uma comercial de TV em que aparecerão mães ainda vivas de desaparecidos políticos segurando fotos dos filhos e dizendo que não querem morrer sem saber o paradeiro deles.

Para Vannuchi, só a "saturação" provocada por um grande volume de processos mostrará ao Supremo Tribunal Federal (STF) que há uma demanda da sociedade por uma nova interpretação, sem o perdão a torturadores, da Lei de Anistia, que completa 30 anos em agosto.

Até agora, o entendimento que prevalece é o de que os militares envolvidos em violações não podem ser processados por terem sido anistiados pela lei de 1979 como os militantes de esquerda que pegaram em armas, embora não tenham sido submetidos a qualquer processo investigatório que os identifique.

– Na Argentina, Uruguai e Chile os familiares criaram centenas de ações. No Brasil, temos três, quatro, meia dúzia – argumentou.

Para ele, talvez as vítimas da ditadura e seus familiares tenham subestimado a Justiça. Em entrevista na saída do evento, Vannuchi disse que sua secretaria e o Ministério da Justiça continuarão o debate interno no governo até uma posição do STF.


Publicado no jornal "ZERO HORA".
Sábado, 28 de fevereiro de 2009.



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SOS JUSTIÇA ELEITORAL – Maria Lucia Victor Barbosa





Wednesday, November 26, 2008

E o "pato manco" no "comando" diz: Calma gente! É só uma marolinha...

















































OS TOPA-TUDO SEM DINHEIRO
por Maria Lucia Victor Barbosa

Enquanto diminui o PIB e o consumo norte-americanos, e países de economia forte entram em recessão, o presidente Luiz Inácio e sua possível sucessora para 2010, Dilma Rousseff (Casa Civil), insistem no fato de que o Brasil não será tão afetado pela crise mundial, que nossas instituições são fortes, que aqui enfrentamos apenas uma "marolinha", uma "gripezinha".

No afã de contornar a questão econômica com a poção mágica da política, o governo lançará uma campanha visando estimular o consumo para tentar manter a produção. Para tanto, a propaganda governamental terá um slogan que afaga o ego nacional com pinceladas de auto-estima: "O mundo confia no Brasil e o Brasil confia nos Brasileiros". A ordem é consumir e o governo promete que o crédito continuará fácil e abundante, mas não são mencionados os altos juros e os impostos escorchantes.

Do alto de prestígio o presidente da República recomenda que seus filhos amados não deixem de comprar "sua casinha, seu carrinho, seu primeiro sutiã". Luiz Inácio se coloca outra vez como animador de auditório e brada aos quatro ventos do palanque eletrônico da TV: "Quem quer dinheiro?"

Sem medo e felizes, os topa-tudo sem dinheiro acorrem às lojas em busca de um esplendoroso Natal. Não interessa a inadimplência. Não importa se depois chegará janeiro com impostos e aumentos, inclusive, da escola dos filhos. A ordem do dia é gastar, comprar o máximo de sutiãs que se puder.

Há de se convir, entretanto, que a retórica de Luiz Inácio, suas arengas que procuram atritar ricos e pobres, negros e brancos, suas metáforas futebolísticas, sua imagem cuidadosamente trabalhada no modelo pobre operário, seus ataques á língua pátria, seu contínuo festival de besteiras chamadas eufemisticamente de gafes, nada disso, enfim, é espontâneo ou aleatório, mas faz parte da propaganda que sempre intensificou o culto da personalidade. Um culto diga-se a bem da verdade, que vem ao encontro da mentalidade de um povo sequioso por um salvador da pátria e que por formação histórica gosta de ser tutelado pelo pai Estado. Mais ainda, o sinal verde para a gastança está de acordo com a índole do brasileiro que, de modo majoritário, nunca foi muito de planejar suas finanças, mesmo porque, parece sentir prazer em gastar mais do que pode, de se endividar, na medida em nosso país os endividados têm vantagens muito maiores em suas negociações do que aqueles que corretamente pagam em dia. Certamente, por contas dessas características, um homem que fazia compras na Rua 25 de Março respondeu ao jornalista que lhe perguntava sobre a crise: "crise, que crise?".

Dirão alguns que o governo está no caminho certo porque também os Estados Unidos apontam para o aumento de crédito, incentivo ao consumo e ao emprego, diminuição de impostos. Existem, porém, algumas abissais diferenças entre o governo norte-americano e o nosso. Para começar, aquele não é perdulário. E enquanto nos Estados Unidos se paga 8% de juros ao ano no cartão de crédito, nosso cheque especial alcança 170% de juros anuais. No mais, se o governo pensa em abaixar impostos, logo esse governo sedento por arrecadações cada vez maiores, no momento a idéia não passa uma boa intenção ou de um factóide bem político. Melhor ficar como São Tomé e ver para crer.

Atente-se também para o fato de as informações dos jornais não são tão róseas quanto as "boas notícias" que aparecem nas TVs ou nas palavras do presidente e de seus auxiliares. Em cadernos de economia dos principais jornais do país se pode ler, entre várias outras análises e notícias, que nossa balança comercial em números de novembro já reflete a desaceleração do ritmo do comércio mundial, principalmente no que diz respeito às exportações que caíram 21%. Acrescente-se que de julho à primeira quinzena de novembro os preços das principais matérias-primas desabaram, em média, 42%, em dólar, segundo o índice CRB Reuters/Jefferies, sendo que as matérias-primas respondem por 65% das exportações. Além do mais, a recessão nos países mais ricos está provocando o cancelamento das exportadoras brasileiras. Esses fatores limitam o interesse por novos investimentos e afeta as contas externas.

A desaceleração da economia mundial ainda não foi sentida plenamente no Brasil e o povo continuará a gastar e a perguntar: "Que crise? O governo aposta nas bolsas-esmola e no aumento do salário mínimo, mas a classe média já começa a sentir o baque. A inadimplência aumentou, o comprometimento da renda subiu de 34% em setembro a 36% em outubro e com isto o calote.

Sem medo de ser feliz Luiz Inácio vai surfando na "marolinha", enquanto montadoras e empresas começam a dar férias coletivas e demitir. Indústria, agricultura, comércio, construção civil e até o governo sabem que em 2009 não haverá apenas uma "gripezinha". Portanto, é preciso certa cautela nossa, os topa-tudo sem dinheiro, na hora de comprar sutiãs. Afinal, tudo indica que acabou o tempo em que se comprava nessa vida e se terminava de pagar em outras encarnações.


Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem" e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido". Maria Lucia, também é editora do blog "Maria Lucia Victor Barbosa Seleção de Artigos Publicados". E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Enviado por Maria Lucia Victor Barbosa.
Quarta-feira, 26 de novembro de 2008, 18h08.





























América Latina - Em Busca do Paraíso Perdido

Por volta de 1500, o novo continente representou para os conquistadores e para toda a sociedade européia a descoberta do paraíso perdido, onde se encontraria a fonte da juventude,riquezas fabulosas e criaturas sem pecado. No entanto, a colonização da América latina não foi nenhuma experiência paradisíaca; muito ao contrário. Mas afinal, o que é a América Latina? Por que tanto subdesenvolvimento, corrupção, populismo neste enorme continente de sociedades desiguais?

Para obter respostas, Maria Lúcia Victor Barbosa se lançou numa "viagem" de investigação para " redescobrir a América" a partir de sua essência cultural, de seu desenvolvimento histórico e de suas características políticas.

"Navegando" pelas confluências do poder político do Estado e da Igreja, na península ibérica na segunda metade do Estado e da Igreja, na península ibérica na segunda metade do século XV, Maria Lucia constatou que os latino-americanos foram forjados pela cruz e pela espada, pelas atividades, valores e dinâmica social de Portugal e Espanha.

Em busca da personalidade da América Latina, a autora também realizou uma instigante análise do desenvolvimento religioso, social, político e cultural da Argentina e do Brasil, do descobrimento até os dias de hoje.
Compreender o que fomos para saber quem somos, esta é a proposta de Maria Lucia Victor Barbosa neste ensaio que procura conhecer melhor a América Latina através de seus próprios valores, atitudes, visão de mundo e exercício do poder.

Sem dúvida, este trabalho onde a autora reúne a seriedade científica a um estilo literário envolvente, se converteu numa leitura obrigatória para aqueles que se interessam em remontar os fatos que fizeram da América Latina o que ela é hoje: "Este amontoado de espelhos partidos". Sociedades forjadas na coragem desmedida do colonizador e na sua crueldade e intolerância, condicionadas desde antigas eras por civilizações piramidais e teocráticas com seus altares ritualísticos manchados de sangue, plasmadas no espírito da Contra-reforma, na cobiça e na aventura, feitas de contraste e da audácia dos conquistadores. Sociedades ainda em busca de si mesmas e do paraíso perdido, tão parecidas entre si por serem fragmentos de um espelho que se partiu.

Saiba mais sobre o livro "América Latina - Em Busca do Paraíso Perdido" e de sua autora, clicando AQUI.




Como lidar com pato manco – Mauro Chaves




E o "pato manco" no "comando" diz: Calma gente! É só uma marolinha...

Sunday, July 27, 2008

O "golpe" do terceiro mandato continua em marcha.
"Eles" apenas, aguardam o momento oportuno. Não de iludam!










































A mosca azul e o terceiro mandato
por Wilson Figueiredo



O presidente Lula não poderia escolher pior momento para tirar da gaveta assuntos adiáveis e devolver ao debate a sovada reforma política. Começa que o plural seria mais adequado por serem várias as reformas sob a rubrica política. Os incomodados, os políticos, que se retirem se não gostarem. As reformas são exigência dos cidadãos e dos eleitores, sem os quais a democracia perde o sentido. A proposta de Lula pode ser também a maneira de descartá-las mais uma vez, depois que a discussão conflagrar as eternas divergências de fundo. A responsabilidade pelo insucesso recairá sobre a qualidade política nacional. Se foi proposital, Lula acertou na mosca azul, que responde pelo nome de terceiro mandato, recusado tanto pela veemência presidencial quanto pelo enraizamento da candidatura Dilma Rousseff e a exclusão dos demais pretendentes.O sucesso da operação foi conseqüência do empenho de Lula, a ponto de dar novo encaminhamento à sucessão. Ainda assim, urnas são também capazes de custar lágrimas e ranger de dentes mais adiante.

O propósito de renunciar com estardalhaço, passando por cima do PT, foi a maneira pessoal de Lula consolidar a solução, sem levar em conta a posição alternativa de Ciro Gomes. Sendo assim, na cota de imprevistos, a retomada da reforma política só pode ser útil a prazo curto. Suficiente apenas para alimentar o esgotado debate que a oposição recusará para não fornecer a moldura ao debate do terceiro mandato que ficou para trás, se tiverem sido para valer as palavras de Lula. O próximo problema será a ocupação política de todo o ano de 2009, mas sem ceder às pressões aos interessados no pronto início da campanha presidencial. A variedade de acordos regionais é fonte de atritos e velhas incompatibilidades municipais. Ainda bem que Lula, no caso do terceiro mandato, desarmou primeiro a oposição, mas não satisfez ao balaio de gatos acomodados na coalizão parlamentar.

A demora da reação indignada, por parte da oposição (se é que é mesmo), à proposta da reforma política, tem a esta altura o sinal fatídico de tempestade a caminho. Não faz sentido, do seu ponto de vista, regar de esperança enganosa um buquê de reformas apenas para enfeitar, por oportunismo, a democracia na hora em que seus piores costumes serão avivados na campanha de prefeitos e vereadores. Servirá apenas para confundir sentimentos e ressentimentos em prejuízo da democracia. Sob a poeira a ser levantada, o terceiro mandato pode surgir cabalisticamente como moeda de troca e solução de mais baixo custo (e não apenas custo) político. É dar marcha-à-ré sair pela tangente que nada tem a ver com o que neste momento separa governo e oposição, sem nada capaz de uni-los.

A teoria do mal menor está de sobreaviso. Desde que Luís XV fez o acordo com o dilúvio e ficou com a prioridade, o terceiro mandato pode ganhar respaldo inesperado ou favorecer novo entendimento acima das circunstâncias. A dificuldade de remover a recusa de Lula será, ironicamente, a última carta do jogo perigoso, e baixar sobre a mesa de negociação o terceiro mandato como peça de valor. Quando nada, para aliviar as costas presidenciais expostas na desastrada intromissão de Lula na Polícia Federal (primeiro, quando se derramou em elogios à prisão de poderosos, depois quando tomou o partido contra as algemas utilizadas sem fazer distinções). Ninguém entendeu e muitos suspeitam ainda de muito mais coisas, entre o céu e a terra, do que constou da vã apuração.

Não se espere muito da oposição, como tal entendidos os que desconfiam deste governo, se tiver de negociar com figuras administrativas. Politicamente, a banda larga (a governista) será orientada por um ex-social democrata que tirou a casaca para vestir o macacão do PT. Para entender-se com o próprio Lula, falta sotaque sindical à retórica oposicionista. O máximo que o PSDB e o DEM podem conseguir numa batalha em cima da mesa é inserir na hipótese do terceiro mandato um parágrafo único declarando-o optativo. Salva-se, ao menos, a face do presidente.

Com o passar do tempo, se nada der certo para preencher o vazio político por mais de 24 horas, o imprevisível terceiro mandato vai reaparecer. A oposição nem se arrisca a sair da toca desde que a incerteza ficou compatível com o pós-Lula. Ninguém sabe como será o dia seguinte, mas tudo faz crer que terá a ver com o que já está aí, sem antecedentes históricos suficientes para soluções de emergência. Nos áureos tempos, falsas soluções eram montadas por pensadores e executadas por mãos militares, mas os golpes de Estado se esgotaram. Já o terceiro mandato -- mesmo em remoto caráter optativo -- pode não estar embutido na reforma política, mas ficou com o rabo de fora. A ausência de crise não deixa de ser o disfarce da crise, da qual as sucessões presidenciais nunca abriram mão. Tendo sido, desde o primeiro presidente, a parteira da República, a crise só não mais faz cesarianas por falta de um César pleonástico e de um rio chamado Rubicão, que cruzou em cima da hora para entrarem juntos na História.


Wilson Figueiredo é jornalista com 63 anos de carreira. Trabalhou em inúmeros veículos, como a "Agência Meridional", "Folha de Minas", "Manchete", "Mundo Ilustrado" e "O Cruzeiro". Foi um dos principais colaboradores do "Jornal do Brasil", onde trabalhou por 47 anos.






Publicado no site "Opinião e Notícia".
Quinta-feira, 24 de julho de 2008.



Sociedade covarde e subordinada aos patifes da corrupção e aos escroques da política prostituída – Geraldo Almendra



O "golpe" do terceiro mandato continua em marcha. "Eles" apenas, aguardam o momento oportuno. Não de iludam!

Monday, July 21, 2008

ATÉ QUANDO?





























"Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua loucura?
A que extremos se há de precipitar a tua audácia sem freio? Nem a guarda do Palatino, nem a ronda noturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem o olhar e o aspecto destes senadores, nada disso conseguiu perturbar-te? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos? Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem? Quem, de entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas? Oh tempos, oh costumes!"
("Catilinárias", Cícero)



ZORRA TOTAL
por Maria Lucia Victor Barbosa

Se a corrupção no Brasil tem uma longa história, a ponto de se tornar um elemento cultural, uma visão de mundo que permeia a sociedade de alto a baixo, tudo indica que agora chegamos ao clímax dessa mazela que, na verdade, se constitui um dos empecilhos ao nosso desenvolvimento.

O mais recente escândalo, que envolve figuras da cúpula política e econômica, e está presente no caso do banqueiro Daniel Valente Dantas, desnuda a zorra total em que se converteu o mais alto comando do país e é indicativo do grau de imoralidade pública a que se chegou. Se bem que os negócios escusos já tinham suas ramificações em governos anteriores, estão bastante acentuados desde 2003 e viriam à luz se não fossem abafados pelo Executivo.

Afinal, o caso Dantas ficou rente ao promissor Lulinha que, para orgulho de seu pai está tendo uma carreira, digamos, “empresarial” vertiginosa. Colou de forma inconveniente no companheiro mais chegado do presidente da República, seu chefe de gabinete Gilberto de Carvalho. Chegou perto demais do braço direito de Sua Excelência, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, indicada, pelo menos por enquanto pelo próprio Lula da Silva para sucedê-lo. Mostrou ligações perigosas com o ainda poderoso José Dirceu. Envolveu outros devotados colaboradores do presidente e do governo do PT, entre os quais, o dedicado compadre Roberto Teixeira, o ex-deputado federal petista Luiz Eduardo Greenhalg, o ex-ministro Luiz Gushiken, o colaborador do PT Marcos Valério, o exótico ministro Mangabeira Unger, sem falar em deputados, senadores, personalidades, empresas.

Para manter as aparências éticas, que o PT gostava de ostentar no passado, o presidente Lula da Silva apareceu diante de câmaras e microfones para dar um carão no delegado Protógenes Queiroz, responsável pelas prisões do banqueiro. Protógenes foi afastado do caso pela PF, ou seja, em última instância pelo próprio governo, mas Lula da Silva chamou Protógenes de mentiroso e disse que moralmente ele tinha que permanecer no cargo. Mais um espetáculo da política, é claro.

A bem da verdade, a prisão de Dantas, algemado, efetuada de modo espetacular e devidamente televisionada, e de mais dezesseis pessoas, entre elas, Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta teve lances de Estado Policialesco. Parece que o delegado reconheceu seus erros e exageros, mas supôs que não seria defenestrado.

O problema, porém, não se circunscreve ás trapalhadas do delegado ou a inconveniência do processo para a classe dominante. A questão mais grave está na crise sem precedentes que o caso gerou no Judiciário, algo que num país sério teria outros desdobramentos.

Dantas foi preso e solto duas vezes em uma semana, o que fez com que a Operação da polícia, denominada de Satiagraha, fosse jocosamente denominada de solta e agarra. O banqueiro foi solto por hábeas corpus concedidos pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, que considerou a prisão, da forma como foi feita, ilegal. Tal ato desencadeou contra o ministro reações de repúdio da parte de juízes, que se solidarizaram com o juiz Fausto Martins De Sanctis que mandara prender Dantas duas vezes, e de promotores, sendo que chegou a ser aventada a idéia de impeachment do presidente do STF. Mas enquanto o caso se desenrola no vai vem do prende e solta cabe indagar o que significa tudo isso.

Será que houve apenas o legitimo anseio de cumprir a lei, da parte do delegado e do juiz? Mas se isso é verdade, por que nenhum petista envolvido foi preso?

Será que tudo não passa de manobra política para fortalecer ainda mais o Executivo e destruir o Judiciário? Afinal, a rebelião de juízes e promotores contra a instância máxima da Justiça significa a quebra total da hierarquia e o achincalhamento do STF.

Será que tudo não passou de uma ação mirabolante de um delegado que se compraz na luta de classes e combate os ricos para dar à sociedade aquele delicioso prazer da vingança contra os poderosos?

Será que foi uma manobra de Tarso Genro, ministro da Justiça, para tomar o lugar da mãe do PAC na próxima disputa presidencial?

Seja lá o que for o caso demonstra que há um perfeito conluio entre o poder político e econômico. Mas se perguntado ao simples cidadão o que ele acha sobre esse fragoroso escândalo, provavelmente ele responderá não tem conhecimento ou entendimento do que está se passando.

Além do mais, no nível de degradação moral a que chegamos, o brasileiro comum é aquele que diz que não devolveria dinheiro alheio se encontrasse, que aceita por qualquer pagamento ser laranja, que gosta mesmo é de ligar a TV e assistir um jogo do Corinthias. O brasileiro seja rico ou pobre é fácil de comprar, pois está sempre em liquidação.

Neste contexto a maioria se compraz na adorável zorra total, misto de circo e máfia que faz as delícias dos poderosos e dos bagrinhos espertos que sabem achacar pedindo: “Dá dois pau ai pra mim, ô meu”.


Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem" e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido". Maria Lucia, também é editora do blog "Maria Lucia Victor Barbosa Seleção de Artigos Publicados". E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais".
Sexta-feira, 18 de julho de 2008.




REBELIÃO DAS MASSAS – José Nivaldo Cordeiro


"OPERAÇÃO SATHIAGRAHA": RELATÓRIO REMETIDO PELOS DELEGADOS AO JUIZ FEDERAL DE SANCTIS EM 23 DE JUNHO DE 2008.





 
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