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Tuesday, June 15, 2010

LARGA DO MEU PÉ, "MOTHERFUCKER ANKLE-BITER"!


Video Bonus Post


Aproveitando o "ensejo": Uma pequena "homenagem" à Saramago.




































A dança de Lula com os déspotas
por Mary O'Grady

"O presidente do Brasil está preservando a lamentável imagem do seu país como a de um país ressentido, um "cãozinho pentelho" (ankle-biter) do Terceiro Mundo.

É muito provável que não leve muito tempo para todos nós sermos expulsos do Jardim do Éden que o Brasil vem sonhando depois que se tornou um país sério e um "global player" no cenário mundial. Agora, justo quando parecia que o eterno sonho brasileiro estava prestes a se tornar realidade, o presidente Lula consegue transformar uma vitória em uma derrota.

O Brasil pode estar ganhando algum respeito na frente econômica e monetária, mas quando se trata de liderança geopolítica, o Sr. da Silva está fazendo um trabalho extraordinário para preservar a imagem de um país ressentido, um "cãozinho pentelho" (ankle-biter) do Terceiro Mundo.

O mais recente exemplo de como o Brasil ainda não está preparado para o horário nobre dos círculos internacionais aconteceu na semana passada, quando o país votou contra sanções ao Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A Turquia foi o parceiro solitário do Brasil neste episódio constrangedor. Mas a Turquia, pelo menos pode culpar a complexidade de suas raízes muçulmanas. Lula está jogando a reputação do Brasil na lama para sua própria satisfação política.

O Brasil defendeu seu voto nas Nações Unidas, fundamentado no motivo que as sanções "muito provavelmente levarão ao sofrimento o povo do Irã e jogará nas mãos daqueles que, de ambos os lados, não querem que o diálogo prevaleça". Desenrole essa afirmação e não há nenhum conteúdo. As sanções são dirigidas, não contra os civis, mas às ambições iranianas de proliferação nuclear e de mísseis. Quanto ao "diálogo", deveria ser óbvio, que agora, o que o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad precisa é de um pouco menos de conversa-fiada.

Embora o Brasil tenha considerado que o seu voto foi uma posição de princípios em defesa do que seria considerado justo, sem dúvida mudou rapidamente. Depois de lançar suspeitas sobre as sanções, rapidamente anunciou que iria honrá-las. Isso sugere que ainda pode estar avaliando o diminuto retorno causado pela sua lunática política externa.

O Partido dos Trabalhadores de Lula é da esquerda inflexível, mas ninguém deve confundi-lo com um comitista bolchevique. Ele é apenas um político esperto que veio das ruas (do povão) e ama o poder e as limusines ("pobre gosta de luxo" – Joãozinho Trinta). Como primeiro presidente do Brasil pelo Partido dos Trabalhadores, ele teve que equilibrar-se entre as coisas úteis que aprendeu sobre mercados e restrições monetárias, em oposição à ideologia de sua base partidária.

Foto: O presidente do Brasil Lula da Silva, com o cruel iraniano Mahmud Ahmadinejad (Teerã 16 de maio).
































Sua resposta a este dilema tem sido a de utilizar o seu Ministério das Relações Exteriores — onde a burocracia do serviço de assuntos estrangeiros é geneticamente propensa à esquerda e é chefiada pelo notoriamente antiamericano, o intelectual e anticapitalista Celso Amorim — que desse modo pode desenvolver suas credenciais esquerdistas. Com sua amizade com os "não alinhados" fazendo um papel de escudo, ele tem sido capaz de manter os ideólogos coletivistas de fora da economia.

Mas a reputação do Brasil como um líder entre as economias emergentes têm sofrido grandemente. Para satisfazer a esquerda, foi necessário que Lula defendesse e glorificasse os seus (da esquerda) heróis, que são alguns dos mais notórios violadores dos direitos humanos do planeta.

Uma revisão de seus dois mandatos na presidência revelam uma tendência para defender déspotas e denegrir democratas. O repressivo governo iraniano é apenas o exemplo mais recente. Há também o apoio incondicional de Lula para a ditadura de Cuba e da Venezuela de Hugo Chávez. Em fevereiro, Cuba permitiu que o dissidente político Orlando Zapata morresse de fome, na mesma semana em que Lula chegou à ilha-colônia de escravos para comemorar com os irmãos Castro. Quando perguntado pela imprensa sobre Zapata, Lula desqualificou a sua morte, como mais uma das muitas greves de fome na história que são ignoradas pelo mundo. Ele obviamente nunca ouviu falar do militante irlandês Bobby Sands.

Lula também sustentou o Sr. Chávez quando ele tem destruiu as instituições democráticas em seu país e colaborou com o tráfico de drogas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Um Brasil maduro teria usado sua influência para liderar uma resistência contra o terrorismo patrocinado pelo Estado. Mas, sob a analise de custo-benefício da política de Lula, vítimas da violência das FARC não contam.

Os hondurenhos também não se saíram nada bem durante a jornada de Lula no poder. O Brasil consumiu uma boa parte do ano passado, tentando forçar o país a restabelecer o presidente deposto Manuel Zelaya, apesar de ele ter sido removido do governo por civis, por ter violado a Constituição. As ações do Brasil, inclusive acolhendo o Sr. Zelaya na embaixada do Brasil por meses, criou imensas dificuldades econômicas para os hondurenhos.

Na semana passada, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, solicitou o retorno de Honduras à Organização dos Estados Americanos (OEA), observando que o país realizou uma eleição e voltou à normalidade. O Brasil se opôs. "O retorno Honduras à OEA deve estar ligado a meios específicos para garantir a redemocratização e o restabelecimento de direitos fundamentais", disse o atual Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Antonio de Aguiar Patriota. Uma reparação ao Brasil: Não quiseram dizer Cuba?

O Brasil vai realizar eleições presidenciais em outubro e, apesar da popularidade com que Lula vai deixar o cargo, não há garantias que a candidata do Partido dos Trabalhadores venha a ser eleita. Então, ele agora está alimentando a sua base partidária com carne crua (sanguinariamente), agarrando-se às mãos do Sr. Ahmadinejad e votando contra o Tio Sam.

Será que vai funcionar? Muita coisa vai depender se aqueles brasileiros que o vêem como quem desperdiçou as chances de uma nação emergente, ser mais numerosa do que aqueles que apóiam a sua dança com os déspotas. Como advertiu o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, a política de Lula tem levado o Brasil "de lado a lado", mas não está muito claro se os brasileiros estão de acordo com tudo isso.
Tradução: Bootlead

Mary Anastasia O'Grady é membro do conselho editorial do The Wall Street Journal e escreve colunas e editoriais sobre a América Latina, comércio e economia internacional. Ela também é editora de "As Américas", uma coluna semanal que é exibida toda segunda-feira e trata de política, economia e negócios na América Latina e Canadá. Mary O'Grady ligou-se ao jornal em agosto de 1995 e tornou-se uma redatora sênior da editoria em dezembro de 1999. Em 2009, Mary O'Grady recebeu o "Prêmio Thomas Jefferson" da Associação de Empresas Privadas de Educação, em 2005, Mary ganhou o "Prêmio Bastiat de Jornalismo" concedido pela International Policy Network por seus artigos sobre o Banco Mundial, a economia subterrânea no Brasil e sobre os maus conselhos económicos que os E.U.A. muitas vezes propõe aos países da América Latina, em 1997 foi a vencedora do "Prêmio Inter American Press Association's Daily Gleaner" por seus editoriais e em 1999 recebeu uma menção honrosa do "Prêmio Excelência em Jornalismo" na categoria "Opinião" da Sociedade Interamericana de Opinião (SIP-IAPA). Mary O'Grady, nasceu em Bryn Mawr-PA, é bacharela em Inglês pelo Assumption College e possui MBA em gestão financeira pela Pace University. E-mail: O'Grady@wsj.com







Publicado no "The Wall Street Journal" – (Opinião: As Américas).
Segunda-feira, 14 de junho de 2010.







WSJ.com Network – Jornal Opinião: O Brasil é antiamericano?

Mary O'Grady conversa com o apresentador Dan Henninger sobre o crescimento dos laços de Lula com o Irã e o que isso pode significar para as relações do Brasil com os Estados Unidos. Edição de 11 de junho de 2010.
(em inglês)






ENFIM JUNTOS… NO INFERNO! DE ONDE NUNCA DEVERIAM TER SAÍDO.


















































O judeu de Bethesda – Claudio de Moura Castro






Wednesday, February 24, 2010

"E LA NAVE VA"

*Post reatualizado em 24/02/2010 (click na data para ver)










































ICEBERG À VISTA
por Maria Lucia Victor Barbosa

Apesar de se dizer que o Programa de Governo apresentado pelo PT para a candidata Dilma Rousseff nada tem de radical, que não passa de um amontoado de inocentes diretrizes, bem que poderia ter recebido como título: "Rousseff, o Socialismo do Século 19".

Um dos influentes artífices do Programa foi o chanceler de fato Marco Aurélio Garcia, mentor de nossa desastrada política externa que não fracassa apenas em suas tentativas de obter cargos em organismos internacionais, mas que faz feio quando apóia países que afrontam direitos humanos; se intromete onde não deve como no caso de Honduras que resultou em tremendo fiasco para o Brasil; defende eleições fraudadas de tiranetes tipo Chávez ou déspotas como MahmoudAhmadinejad o qual, inclusive, recebe total aceitação brasileira no tocante aos seus intentos de explodir o mundo, a começar por Israel.

Imagine-se, então, se Rousseff se sair vitoriosa o que fará Garcia para dar seguimento à obsessão do PT de mudar a geopolítica do planeta. Para tanto, segue-se eliminando a companhia dos melhores e se juntando aos piores. Exemplo do que se fala é o nascimento, na cúpula da Calc (Cúpula da Unidade da América Latina de do Caribe) que está sendo realizada em Cancún, no México, da OEA do B, que exclui Estados Unidos e Canadá. A idéia, não há dúvida, é mais umaconsequência da antiga dor de cotovelo latino-americana em relação aos vizinhos desenvolvidos, especialmente, aos Estados Unidos.

Sob as ordens de Lula da Silva o Programa do Governo Rousseff sofreu algumas modificações de cunho semântico para não ficar muito assustador para as "zelites". Porém, mesmo tendo se alterado algumas palavras manteve conteúdo totalitário. Além de estatizante, o que foi corroborado pela candidata em discurso, as diretrizes aprovadas contemplam, entre outras coisas: "compromisso com a jornada de 40 horas"; "combate ao monopólio dos meios eletrônicos de informação, cultura e entretenimento e reativação do Conselho Nacional de Comunicação Social"; "atualização dos índices de produtividade das propriedades rurais passíveis de desapropriação, ampliação de restrição de compras de terras por estrangeiros, revogação da MP anti-invasão editada por FHC"; "tributação sobre grandes fortunas"; "apoio incondicional ao Programa de Direitos Humanos".

Traduzindo: duro golpe na classe empresarial, sobretudo, nos pequenos e médios empresários; censura férrea dos meios de comunicação, o que deve atingir a Internet; golpe mortal no agronegócio, o grande sustentáculo de nossa balança comercial, com previsível expropriação de terras para serem doadas aos sem-terra; punição para a riqueza dos "outros", é claro.

Quanto ao Plano de Direitos Humanos, coroa e enfeixa o Programa Rousseff. Naquele calhamaço não se poupou afrontas às instituições que antes eram os pilares mais importantes da sociedade: Igreja, Forças Armadas, Mídia, Justiça, além do bombardeio ao direito de propriedade.

Impressiona que estas instituições têm aceitado ao longo de quase oito anos, com complacência bovina, tudo o que Lula disse e fez junto com seu governo. A propaganda, o culto da personalidade e, sobretudo, nossa cultura permissiva fez pobres e ricos acharem natural impostos escorchantes, corrupção deslavada, Planos fracassados, falta de infra-estrutura, Saúde em condições de descalabro, Educação no fundo do poço em termos de qualidade, deturpação de dados econômicos.

Impressionante mais ainda no momento a falta de reação das instituições que serão frontalmente atingidas se Rousseff, conseguir chegar à presidência, deixando-se, então, levar por seus influentes mestres, entre eles, Marco Aurélio Garcia ou apoiadores externos entusiastas como Hugo Chávez que já se colocou à disposição da candidata do companheiro Lula.

Esperto, Lula da Silva minimiza o Programa de Governo da afilhada, enquanto análises tranquilizantes ecoam pela imprensa referindo-se ao pragmatismo petista que tomou gosto pelo capitalismo e não quer ver escoar pelo ralo a estabilidade econômica adquirida no governo de FHC. Também o fisiologismo do PMDB, que fará o vice na chapa Rousseff, acena com alguma possível brecada no radicalismo petista, mas apenas naquilo que possa atrapalhar interesses peemedebistas.

Entretanto, alguns sinais inquietantes, como a volta da inflação e a deterioração das contas públicas deveriam deixar as instituições pelo menos mais atentas. De modo algum parece que isso está acontecendo. Ao radicalizar e afrontar à vontade o PT parece sinalizar a certeza de sua continuidade. E é como se dissesse: "se tudo correu facilmente durante quase oito anos, sem oposições partidárias ou institucionais, agora faremos o que quisermos e seremos de novo aceitos, como se dizia antigamente, "na lei ou na marra",

De tudo isso se conclui que no momento somos como os alegres passageiros do Titanic um pouco antes do navio bater no iceberg. Haverá tempo e meios de escapar do naufrágio? As urnas dirão.


Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem" e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido". Maria Lucia, também é editora do blog "Maria Lucia Victor Barbosa Seleção de Artigos Publicados". E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Enviado por Maria Lucia Victor Barbosa.
Terça-feira, 23 de fevereiro de 2010, 18h30.




Brasil: Um país de "eunucos", dirigidos por Pederastas e Travecas!





O ADMIRÁVEL NOVO MUNDO
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

No passado, a TERRORISTA Estela e "abnegados" malfeitores, agrupados em centenas de organizações terroristas e subversivas decidiram que o COMUNISMO era o melhor para esta inculta terra, e intentaram a tomada do poder. Para isso, aterrorizaram, assaltaram e mataram impunes.

Decorridos mais de 40 anos, ela e seus "cumpanheiros" concluíram que éramos um bando de amebas dominadas. Contudo, aleluia, graças à firme e forte mão do petismo- sindical, aos poucos se desfaz a treva que cobria a sociedade brasileira.

A ignara turba vagava perdida a "deus dará", até que um dia, a metamorfose ambulante, como um tosco messias, abriu com uma cajadada milagrosa a nossa entorpecida mente e, além da razão, nos brindou com a angelical e simpática Dilma, a PROMETIDA. E a TERRORISTA, ungida pelo SENHOR, nos promete um mundo novo, a "Grande Transformação", disse, chutando a humildade.

De acordo com os nossos "libertadores", vivíamos na mais tenebrosa ignorância. E o pior, sem liberdade. Nossa sociedade, segundo os seus cânones era "sem eira nem beira" (não afundava porque M... bóia). Não podíamos ir quanto mais vir. No novo mundo, ao contrário do passado, haverá liberdade de expressão (de medo, de nojo, de raiva, de tristeza?).

Mourejávamos numa falsa democracia, mas graças à firme condução dos nossos mentores, conheceremos uma nova, muito melhor, e com ela um mundo cor-de-rosa. O moralismo tacanho será banido.

Será a extinção de combalidas heranças. Adeus à antiquada propriedade privada, adeus dicotomias sociais, adeus candeeiro, adeus pobreza, adeus ímpios símbolos religiosos, adeus fetos, adeus passado criminoso da ditadura militar, adeus carcomida imprensa, adeus espoliação de índios e negros, adeus morosas ações judiciais, alvíssaras às comunidades que farão o seu papel e alvíssaras ao PNDH-3 etc.

Homossexuais e lésbicas andarão aos beijos e abraços em plena luz do dia, sem o menor temor, pois antes amavam-se e procriavam às escondidas. A parada gay, um dos mais populares eventos da nova democratura, contará, para a glória de seus assumidos, com bandas militares, e seus trêfegos grupelhos serão entremeados por garbosos soldados, sublinhando o salutar conúbio entre eles e os alegres praticantes do 2º, 3º e do 4º sexo. Mais uma máscula vitória contra o preconceito.

A SACROSSANTA confessa que "amadureci, amadurecemos", na experiência e no estudo (aprendeu a enriquecer o seu currículo). Ficamos mais abertos, mais permissivos, com menos valores, com menos moral, defeitos que embotam o espírito do cidadão obediente ao Estado. Entretanto, muito mais canalhas.

Ricos e pobres, proprietários e sem-terras saltitarão de mãos dadas. Por decreto, todos são iguais perante o governo, ou quase, os ricos menos iguais, sendo altíssimo demérito possuir bens, sejam moveis ou imóveis. Uma sociedade como a preconizada pela SANTA deve repartir riquezas e terras, com parcimônia, entre os seus acólitos.

Finalmente, a sonhada distribuição de renda. No Diário Oficial, cada família com renda mensal superior a três mil reais, receberá como encargo doar 1/3 para uma família necessitada. No DO constarão os dados e endereço dos beneficiados. A fiscalização será rigorosa.

Os índios ocuparão seu espaço na sociedade. Não sabemos se inclusos na sociedade moderna ou internados nas selvas onde vivenciarão toda a sua saudosa vida natural, e sobreviverão no período da pedra lascada, como os seus ancestrais. Não importa, a segunda será a glória almejada por embevecidos antropólogos e indigenistas, saber que eles perambularão de tanga e ignorantes, por suas imensas áreas indígenas e reservas florestais.

"Enterraremos a injustiça social". Os brancos, em represália às décadas de desmandos contra os negros e outras minorias, receberão ínfimas cotas, nas escolas, nas faculdades, nos empregos públicos, uma vez que é chegada à hora do acerto, um dever de justiça a ser imposto à risca pelo novo desgoverno. Os olhos azuis, conforme ELE, "são os culpados", por isso suas cotas serão bem menores.

Aos quilombolas, influente grupo social que vive com um pé no século XXII, caberá pelo menos a metade do território nacional, pelo muito que fizeram e têm feito pela Nação. É mais uma velha dívida resgatada.

"Privilegiaremos o nordeste...", com prejuízo do sul e do sudeste, que sempre viveram no "bem bom". Assim, aqueles quistos de progresso da opressiva democracia de antanho irão se arrepender de terem progredido mais do que as demais regiões.

No campo externo, seguiremos a política soberana de apoiar os regimes ditatoriais, desde que perturbem a paciência de nossos figadais inimigos, os EUA. Aprendemos, ainda, que outras nações alienígenas estavam de olho na nossa "boutique", doravante, não. Estaremos de olhos abertos.

Por derradeiro, a sua mensagem final, "não pergunte o que você poderá fazer pelo Estado, mas o que o Estado poderá fazer COM você".

A "UNGIDA" enunciou outros programas e projetos para a "Grande Transformação" (você em pó de M...), em todos, você é parte primordial, ela precisa da sua conivência, para isso, e muito mais.

Bom proveito, camaradas ou "cumpanheiros", como queiram.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.









Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" (Regional Brasília).
Terça-feira, 23 de fevereiro de 2010.






UM MORTAL SILÊNCIO – Gen Valmir Fonseca Azevedo


A doença brasileira – André Frantz





Wednesday, September 17, 2008

ATENÇÃO! ISTO É GRAVE, GRAVÍSSIMO.

VEJAM NESTE VÍDEO: O EXÉRCITO BOLIVIANO ESTÁ ATIRANDO PARA MATAR! Um cinegrafista conseguiu registrar o Exército boliviano tomando o controle do aeroporto de Cobija, capital de Pando. Os militares dispararam contra manifestantes desarmados e um homem morreu sem socorro.

A Bolívia já se encontra na eminência de uma guerra civil, causada pelo "índio cocainômano", a despeito do que diz o vagabundo "pinto-cego", que atende pelo vulgo de "celso amorim": "A prisão do governador (Leopoldo Fernández, governador da província de Pando) não acirra a crise na Bolívia". Huuummm! Então está combinado.




Click no botão PLAY, para ativar o vídeo.
Obs.: Caso o download esteja lento ou intermitente, click no botão PAUSE, aguarde completar o carregamento e então pulse PLAY.

AGORA VEJAM ESTA NOTÍCIA (meio que escondida no site do "Estadão"):

Brasil ajudará na luta contra grupos armados na Bolívia, diz Evo
Publicado no jornal on-line "Estadão.com.br", na seção Internacional, ontem, 16 de setembro de 2008 às 19h24. (Notem: A notícia é procedente de Caracas)

Lula "prometeu enviar ministro da Defesa para ação conjunta", diz presidente boliviano; confrontos já mataram 15.

CARACAS - O chefe de Estado da Bolívia, Evo Morales, pediu nesta terça-feira, 16, a seus opositores que "não façam o povo sofrer" e anunciou que acordou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuar em conjunto para desmantelar grupos armados em seu país. Lula "me prometeu enviar seu ministro da Defesa para fazer essa ação conjunta", ressaltou Evo por telefone em uma conversa transmitida em meio a uma coletiva de imprensa do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O presidente boliviano acusou o governador de Pando, Leopoldo Fernández, detido nesta terça, e o ex-presidente da Bolívia Jorge Quiroga, dirigente da aliança opositora Podemos, de "organizar" o grupo paramilitar Forças Expedicionárias. "Estão acostumados a utilizar a violência" e "agora usam narcotraficantes, paramilitares e sicários" que operam na fronteira com o Brasil.


VEJAM BEM SENHORES, ESTES VAGABUNDOS COMUNISTAS QUE ESTÃO NO PODER, ESTÃO PRESTES A ENVOLVER O NOSSO PAÍS EM UMA TRÁGICA AVENTURA, COM CONSEQÜÊNCIAS IMPREVISÍVEIS.

O "ser rastejante", que atualmente habita o Palácio do Planalto, o "filho do demônio", que possui apenas nove dedos como se fosse uma marca de sua malevolência, além de estar semeando a discórdia e o desalento entre nossos legítimos cidadãos e a prostituição cívica entre aqueles que por pura safadeza e ignorância são chamados de "povo" ou simplesmente "massa", agora, por ordem de seus "cumpanheiros" do "FORO DE SÃO PAULO", querem nos jogar em uma catastrófica situação de confronto com nossos vizinhos "anticomunistas" da região boliviana da "Media Luna", tudo para "salvar" seus parceiros "comunos-foropaulistanos-bolivarianos", Evo Morales, Hugo Chávez e Rafael Correa da derrocada final que se aproxima inevitavelmente.

Para isto, já encarregou seu "marechal-de-campo", o bundão que responde por "lero-lero jobim", de colocar nossas FFAA à disposição do fornecedor de "coca" dos sócios do "Foro" e com certeza o mesmo será acompanhado por aquela pornográfica figura "boca-de-fossa" que atende por "marco top-top garcia. Esperemos para ver, qual será a atitude que tomarão os "cumandantes" das FFAA, em especial o "cumandante" do EB, aceitará ser "carne-de-canhão" do troglodita "tenente curonel" Chávez, esbirro do "coma-andante" Castro? É capaz!

E o Congresso (Senado Federal), aonde entram nisso? E a Constituição permite que interfiramos na soberania de outro país? Que merda é essa, estamos dependendo unicamente da vontade de um desprezível vagabundo eleito pelos seus iguais? Esse amoral, apenas por enviar um "ministro" do Estado Brasileiro para debater este assunto sem a prévia e devida autorização do Congresso Nacional já poderia ser destituído por crime de responsabilidade. IMPEACHMENT NO CRETINO!

Juro que jamais pensei que isso fosse possível, nosso País sendo exposto internacionalmente como leão-de-chácara de um filho-da-puta de um cocalero-comunista, que usurpou nossas refinarias e gasodutos, pagos com o suor e com certeza algum sangue de CIDADÃOS BRASILEIROS.

Essa "incumbência", foi determinada na tal reunião de Santiago do Chile (Unasul ou Ursal como preferirem), tendo em vista que se o macaco-louco da Venezuela, como era de seu desejo, viesse a interferir diretamente no problema, levaria uma "bordoada" norte-americana, na forma de uma ação mais ou menos semelhante de quando os mesmos invadiram o Iraque (Operação Tempestade no Deserto), com o intuito de defender a soberania do Kuwait, ou seja: deitavam para correr da Bolívia os venezuelanos, cubanos e qualquer outra raça alienígena que por lá estivessem e como de praxe completariam o "serviço" seguindo até Caracas, capturando o "porco escarlate", dando-lhe o mesmo fim que o "temível" Saddam Hussein e libertando o povo da Venezuela do pesadelo que hora lhes acomete.

Mas agora, esta situação parece que está mais próxima de acontecer com o nosso País, ou os nossos "oficiais" antiamericanistas, imaginam que os EUA, ficarão de braços cruzados no caso de uma interferência de nossa parte na Bolívia? Experimentem e verão a canoa furada que irão embarcar, direto para Guantánamo!

Alguns sinais estimulante por parte dos "brothers":

(1) Estão retirando seus cidadãos da Bolívia e já se preparam para operacionalizar as mesmas condições na Venezuela e no Equador.

(2) Puseram em movimento, mesmo ainda não totalmente equipada a tão temida 4a. Frota, inclusive algumas embarcações já encontram-se atracadas no porto da Cidade de Belize-Belize, a meio caminho da região-alvo.

(3) Os bombardeiros russos Tu-160 que estavam estacionados na Venezuela, com data para o retorno somente em meados de outubro, já estão de malas prontas para retornarem as suas bases, fato que deveria acontecer ontem (terça, 16) ou mais tardar hoje (quarta, 17).

G. W. Bush não quer deixar para seu sucessor (McCain), essa "bomba" da América Latrina, ainda mais com os russos querendo se aproveitar da situação, vai resolver essa parada logo. A Bolívia é só o "startup". Tomara!

ACAUTELAI-VOS GENERAIS MELANCIAS: PONHAM SUAS BARBAS PETISTAS-COMUNISTAS DE MOLHO.
THE MARINES ARE COMING!

Bootlead


Foto: General do Exército Brasileiro, ostentando uma
barba "à la Genoíno-PT" (Geraldo). Uma beleza, não?





























Radiografia do caso Obama – Olavo de Carvalho



Thursday, May 29, 2008

UNASUL = União das Nações que Apoiam Seqüestradores, Usurpadores e Ladrões.

Foto: Futura reunião de cúpula de presidentes membros da Unasul.









































A hora e a vez dos ideólogos
por Demétrio Magnoli

O Conselho Sul-Americano de Defesa pode aspirar a um lugar de honra nos manuais de relações internacionais, como caso exemplar para estudo de uma política externa emparedada entre o imperativo do interesse nacional e os delírios ideológicos de uma esquerda que não aprende nada. Numa declaração contaminada pelo cinismo, Lula registrou que, "dos 12 países, apenas a Colômbia colocou objeção". Não seria porque, em seu esforço para derrotar as Farc, o Estado colombiano conta com o apoio dos EUA, mas enfrenta a hostilidade explícita da Venezuela e do Equador?

O interesse nacional brasileiro consiste em promover a estabilidade no entorno sul-americano. A Organização dos Estados Americanos (OEA), atravessada pela disparidade de poder entre os EUA e os demais Estados, não deveria ser um obstáculo à constituição de um órgão de segurança regional na América do Sul. Mas um órgão assim só pode existir com base no respeito à soberania dos Estados democráticos da região. Como pretender que a Colômbia se incorpore a um Conselho de Defesa incapaz de pronunciar uma condenação incondicional das Farc?

Politicamente, as Farc morreram quando, numa seqüência de ações terroristas, destruíram o processo de paz impulsionado pelo ex-presidente Andrés Pastrana entre 1998 e 2002. A eleição de Álvaro Uribe, sobre a plataforma de derrotar militarmente a guerrilha, representou uma decisão nacional. O governo Uribe prometeu desmantelar os grupos paramilitares de direita e está cumprindo o compromisso. Os golpes assestados pelo Exército eliminaram a capacidade de combate da guerrilha e a promessa de liberdade para os guerrilheiros que renunciarem às armas provoca fraturas generalizadas entre os insurgentes. As Farc só podem ser salvas pela interferência externa.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, crismou as Farc como um "movimento bolivariano" e se entregou a uma operação de socorro que se utiliza dos reféns para chantagear a Colômbia. A meta do caudilho é intercambiar a liberdade dos reféns pelo reconhecimento das Farc como parte beligerante. Nessa hipótese, o grupo conservaria suas armas e sua liberdade de ação enquanto os colombianos, contra a vontade que exprimiram em duas eleições sucessivas, seriam submetidos novamente a supostas negociações de paz. O entusiasmo chavista pelo Conselho de Defesa só pode ser compreendido à luz do que se passa na selva colombiana.

"O plano de Bolívar, quando regressou do Panamá, era formar uma aliança não só econômica e política, mas militar também, para nos defender e para assegurar nossa independência do imperialismo, do neoimperialismo e das guerras preventivas". Na visão de Chávez, o Conselho de Defesa é o embrião de uma aliança estratégica e de um exército regional destinados a prover segurança contra os EUA. Essa concepção se inspira nas teses do sociólogo alemão Heinz Dieterich, confidente do presidente da Venezuela até o fracassado referendo constitucional do ano passado, que imaginou a construção de um "bloco militar de poder latino-americano" sob a liderança do próprio Chávez.

Na forma sem conteúdo aventada pelo Brasil, o Conselho de Defesa não tem cérebro nem músculos - será, unicamente, um foro consultivo de debates, algo como uma antecâmara da OEA. Chávez aceita começar com tão pouco, pois sua prioridade tática é tecer uma articulação regional que isole a Colômbia, propiciando caminhos para evitar a iminente derrota das Farc.

A voz do venezuelano já se converteu numa ordem de comando para os partidos da esquerda stalinista latino-americana. Na declaração da reunião do Foro de São Paulo, encerrada no domingo em Montevidéu, está escrito: "Introduziu-se na região o conceito de guerra preventiva e aumentou-se a militarização em uma situação inédita comandada pelos EUA, que utiliza o governo da Colômbia como ponte". O documento, plenamente alinhado à operação de salvamento chavista, recomenda "aumentar os esforços para conseguir uma saída negociada para o conflito armado". No fim do encontro, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, expressou seu profundo pesar pela morte de Manuel Marulanda, o Tirofijo, chefão das Farc.

Desde Rio Branco a política externa brasileira adquiriu um perfil de política de Estado, elevando-se quase sempre acima do jogo político doméstico. No governo Lula, contudo, a pressão crescente dos ideólogos ameaça a paliçada que protege o interesse nacional. Em razão dos laços estreitos que ligam o PT ao castrismo e da emergência do chavismo, a ofensiva ideológica tem intensidade singular no domínio crucial da política para a América do Sul. O espectro da falência das Farc destruiu um equilíbrio precário no núcleo decisório da política externa brasileira.

Quando Chávez mediava a libertação dos reféns, o assessor presidencial Marco Aurélio Garcia declarou que o Brasil se mantém "neutro" diante do conflito colombiano. Logo depois, na hora do ataque à base do chefe guerrilheiro Raúl Reyes, Garcia tentou alinhar o Brasil à Venezuela e forçar uma condenação em bloco da Colômbia, mas foi afastado de cena pelo Planalto, que transferiu o comando diplomático para o Itamaraty. A tensão filtra-se no governo e no aparelho petista. O ministro do Exterior, Celso Amorim, rebelou-se contra a idéia de conferir às Farc um estatuto político, enquanto o senador Aloizio Mercadante ergueu a voz para sugerir uma condenação incondicional à guerrilha degenerada.

Agora os ideólogos voltam à carga. Diante das informações encontradas no computador de Reyes que atestam o apoio político e material da Venezuela às Farc, o Brasil conserva um silêncio oficial ignóbil. Simultaneamente, o PT eleva o tom da campanha de propaganda contra a Colômbia e o Conselho de Defesa vai sendo preenchido com os conteúdos que interessam a Caracas. Pagaremos caro pelo erro de brincar com os princípios permanentes de nossa política externa.


Demétrio Magnoli é graduado em Ciências Sociais e Doutor em Geografia Humana pela FFLCH-USP, editor da publicação Mundo - Geografia e Política Internacional, assina coluna semanal na Folha de S. Paulo e integra o GACINT - Grupo de Análises de Conjuntura Internacional da USP. Autor e co-autor de vários livros nas áreas de Geografia, Conjuntura Internacional, História Contemporânea, tais quais: " O Que é Geopolítica", "Da Guerra Fria à Detènte" e "O Mundo Contemporâneo", entre outros, além ministrar palestras e colaborar em diversos órgãos da mídia.
E-mail: demetrio.magnoli@terra.com.br




Publicado no jornal " O Estado de S. Paulo".
Quinta-feira, 29 de maio de 2008.





O germe do autoritarismo – Ricardo Noblat

Friday, March 07, 2008

Atenção, "meninos" e "meninas": O "PICNIC" ACABOU!



























Click AQUI e veja o vídeo da bem sucedida Operação Fênix do Exército Colombiano, que fulminou com o acampamento das FARC acoitado no Equador.


OEA reflete vitórias colombianas contra as Farc
por William Waack

O único treinamento das Farc do qual participei como repórter, filmando uma série para o Jornal Nacional, em 2001, era, claro, um show para a TV. Como outros jornalistas, pude estar (autorizado pelo comando das Farc) na zona desmilitarizada que o então governo colombiano havia estabelecido numa região central do país. Era uma espécie de parque temático da guerrilha, com acampamento modelo, discursos políticos, escola para camponeses, etc – bem distante da realidade nas frentes de combate, conforme pude constatar na mesma viagem.

Mesmo num show para a câmera de TV (guerrilheiros avançando e recuando em colunas, táticas de infiltração e cerco, exercícios de ordem unida) dava para se notar que o principal problema de combate das Farc, como de qualquer unidade militar, era manter sua gente apta… a combater. O maior número de baixas da organização, explicava-me o comandante Joaquin Gómez, que agora ocupa o lugar de Raúl Reyes como segundo do grupo narco-guerrilheiro, devia-se a doenças no pé.

De fato, os pés de um combatente naquela região da selva nunca secam, principalmente se ele usar calçados de couro. Em uma semana uma picada de inseto transforma-se numa bicheira. Em quinze dias o combatente não tem mais condições de andar. Para grupos de 12 guerrilheiros que precisam estar em constante movimentação, é um problema fundamental (depressa as Farc descobriram que é muito melhor mover-se com botas de borracha de cano alto, uma medida copiada até pelas tropas de elite “ranger” do Exército colombiano).

Outro problema grave para os guerrilheiros, facilmente constatável naquele show de treinamento: comunicações. Os rádios das Farc eram aparelhos comuns, de alcance limitado por montanhas e que precisavam de baterias recarregadas todo dia. E facilmente rastreáveis por qualquer um que tenha equipamento similar (um “walkie talkie” que se compra em qualquer loja). E que distância percorre um guerrilheiro com todo equipamento (mantimentos para 3 dias, arma e munição), perguntei ao comandante Gómez. “Depende”, disse ele, “tipicamente uns 20 quilômetros por noite”.

Um garimpeiro na Amazônia consegue “varar” (como eles dizem para andar a pé) uns 200 quilômetros de floresta em menos de uma semana, e eles são exímios andarilhos. Provavelmente o comandante Gómez exagerava a capacidade de deslocamento de seus comandados. Fora do parque temático das Farc no centro do país (ele foi abolido em 2002) pude ver os guerrilheiros no departamento de Putumayo, próximo a Puerto Asis, a região onde se deu o mortífero ataque da Colômbia no último fim de semana.

Putumayo é de importância estratégica para as Farc, pois lá está grande parte do cultivo de coca no país. Não é à toa que o Exército colombiano, recuperado e treinado com assistência militar direta dos Estados Unidos, concentrou suas operações naquele lugar. E está tendo enorme sucesso no combate aos guerrilheiros. Que hoje só podem movimentar-se, comer, armar-se, controlar ainda a produção de coca, se tiverem um esconderijo seguro – naquele caso, o Equador.

As mortes do “Negro” Acácio, em setembro, próximo à fronteira com a Venezuela, e de Raúl Reyes, no último fim de semana, na fronteira com o Equador, são o retrato de um duplo golpe que provavelmente diminuirá ainda mais a capacidade de combate da guerrilha. Negro Acácio (o comparsa de Fernandinho Beira-Mar na troca de mulheres e armas, trazidas do Brasil, por cocaína, produzida na Colômbia) era um dos principais gerentes do tráfico de drogas gerado pelas Farc, enquanto Reyes era o responsável pelo tráfego de influência internacional.

Parece-me claro que a estratégia de sobrevivência da narco-guerrilha, hoje, é meramente política. Ela está sendo sufocada por uma ofensiva militar, pela falta de apoio popular e, principalmente, pelos enormes problemas de logística em regiões de selva tropical. Para as Farc, continuar existindo depende do controle do narcotráfico, mas, em medida muito maior, de aliados políticos que facilitem descanso, rearmamento, zonas de segurança e repercussão. Por si só, estariam destruídas.

O governo colombiano está vencendo a guerra e o resultado da resolução da OEA reflete a percepção de vários países latino-americanos de que dar uma sobrevida às Farc só interessa à mal traçada estratégia do coronel Hugo Chávez. O fato consumado pela Colômbia é um duplo golpe militar na cabeça do grupo narco-guerrilheiro. As autoridades colombianas não têm pressa em trocar reféns provavelmente pela constatação de que o principal é não dar respiro as Farc.

É disso que se trata a crise, no momento. Chávez e seus seguidores não querem que as Farc sejam derrotadas. Estão prolongando um conflito armado por interesses políticos e ideológicos. Uma política externa brasileira que estivesse voltada de fato para nossos interesses principais de segurança deveria concentrar-se na solução desse conflito militar – o da narco-guerrilha contra um governo legítimo, legal e democrático.

Ser “neutro” diante das Farc é fazer o jogo de Chávez.


William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.



Publicado no Portal G1.
Quinta-feira, 06 de março de 2008, 19h46.



O Brasil e a Grã-Colômbia – Demétrio Magnoli



 
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