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Tuesday, March 15, 2011

"SIGAM-ME OS QUE FOREM BRASILEIROS!" *
Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.

Foto: "Batalha do Avaí" – Museu Nacional de Belas Artes-RJ – Óleo sobre tela de Pedro Américo.


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A DOR DE UM SOLDADO
por Paulo Chagas

Caros amigos

Tenho muito orgulho do que sou e se me fosse possível nascer de novo e controlar meu destino, não hesitaria um instante sequer para optar, outra vez, por dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra, integridade e instituições juraria defender, até com sacrifício da própria vida.

Não me arrependo das decisões que tomei como soldado. Não me arrependo das atitudes que tomei, nem lamento as conseqüências dos meus atos, porque sou soldado por vocação, por amor ao meu País. Envaidece-me saber que mesmo morto nunca deixarei de ser um Soldado do Exército de Caxias!

Por outro lado, este mesmo orgulho, que me obriga a controlar a soberba e a presunção, angustia meu coração, meu instinto, minha disciplina e meu preparo para aceitar as coisas que, estando fora do meu alcance e da minha responsabilidade, eu não posso mudar.

Angustia-me a certeza de saber que os meus sentimentos são os mesmos de todos, que, como eu, são soldados por amor ao Brasil e ao Exército. Angustia-me a certeza de que todos, de alguma forma, sabem que estamos sendo engambelados pela falácia de que o passado pertence aos que passaram e que a história é responsabilidade de quem a viveu.

Angustia-me constatar que a cada dia que passa mais frágil fica a nossa resistência à contaminação ideológica de que “os soldados de hoje” são diferentes dos “soldados de ontem” e que as conseqüências dos “males que causaram” somente a eles cabe responder, lavamos, assim, as mãos entre os inocentes com a mesma hipocrisia com que Pilatos o fez diante da infame condenação do Cristo Jesus.

Angustia-me assistir a ameaça de quebra da unidade do Exército que, empenhado institucionalmente em uma guerra suja, não se manifesta de forma ostensiva, pública, altiva e vociferante em defesa de si mesmo e daqueles que, no cumprimento do dever e de ordens de operações, fizeram o que, na circunstância, todos achavam que era o que tinha que ser feito!

Angustia-me supor que, como Instituição de Estado, nos falte coragem e argumentação para enfrentar de peito aberto e coração exposto a crítica e a condenação de excessos e enganos que, pela vontade de vencer e neutralizar, o quanto antes, as ameaças à liberdade democrática, tenham sido eventualmente cometidos pelas forças ou agentes escalados para contrapor-se ao ataque armado da esquerda terrorista, assassina e revolucionária.

Angustia-me tomar conhecimento de inteligente e consistente argumentação, contrária à forma como o governo dos derrotados pretende “revelar a verdade” e deturpar a imagem das instituições militares perante a Nação, pela ação obscura e pela visão distorcida e intriguista da imprensa, em documento que, desta forma, se “supõe”, retrata o pensamento e a posição que, moralmente, todos devemos adotar.

Angustia-me constatar que passados dez anos da criação do Ministério da Defesa, com o que pessoalmente concordo, ainda não tenhamos aprendido a utilizar o espaço que nos proporciona o afastamento do poder político para manobrar ostensiva e dissuasivamente em defesa da nossa missão e da nossa importância como instituição nacional e como segmento da sociedade comprometidos, exclusivamente, com os interesses da Nação que, não necessariamente, devem coincidir com os das facções políticas no poder.

Finalizo, amigos, assegurando-lhes que, em meio a tantas angústias, nada se compara à dor de ferir a própria carne, quando o desabafo se transforma em crítica, pois, mesmo que construtiva, a crítica fere a sensibilidade e ferir o Exército Brasileiro é o mesmo que ferir a mim mesmo, pois não me permito ser menos que um Soldado de Caxias!


Paulo Chagas é General-de-Brigada do "Exército de Caxias".









Publicado no site "TERNUMA – Grupo Terrorismo Nunca Mais" – (Artigos).
Domingo, 13 de março de 2011.



(*) N da R. – Frase proferida por Caxias no dia 6 de dezembro de 1868, quando o Exército Brasileiro, em solo paraguaio desde 1866, defrontava-se com a "passagem de Itororó", sendo a "passagem" uma ponte sobre o arroio de Itororó. O combate começou pela manhã às 8 horas e terminou às 13 horas. Foi um dos mais cruentos da guerra do Paraguai. Três vezes o Exército Brasileiro fora repelido pelas tropas dos generais paraguaios Caballero e Moreno. Quando os brasileiros estavam sendo repelidos pela quarta vez, Caxias "desceu a colina de onde comandava a luta, desembainhou a espada e 'gritando vivas ao Imperador e ao Brasil', lançou-se sobre a ponte, e nesse ato seu cavalo foi morto pelas balas, assim como vários homens que o acompanhavam". A pé, ele continuou. Várias testemunhas relatam que, ao passar pela tropa, Caxias "deu voz de 'firme' e se arrojou sobre aquela posição, exclamando de espada desembainhada, 'sigam-me os que forem brasileiros!' ".


HINO A CAXIAS
Letra: D Aquino Correia.
Música: Francisco de Paula Gomes.


Click AQUI para ver a letra do hino.








A NOSSA FANTASIA – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira



Mentiras carnavalescas – Leonardo Bruno







Wednesday, February 24, 2010

"E LA NAVE VA"

*Post reatualizado em 24/02/2010 (click na data para ver)










































ICEBERG À VISTA
por Maria Lucia Victor Barbosa

Apesar de se dizer que o Programa de Governo apresentado pelo PT para a candidata Dilma Rousseff nada tem de radical, que não passa de um amontoado de inocentes diretrizes, bem que poderia ter recebido como título: "Rousseff, o Socialismo do Século 19".

Um dos influentes artífices do Programa foi o chanceler de fato Marco Aurélio Garcia, mentor de nossa desastrada política externa que não fracassa apenas em suas tentativas de obter cargos em organismos internacionais, mas que faz feio quando apóia países que afrontam direitos humanos; se intromete onde não deve como no caso de Honduras que resultou em tremendo fiasco para o Brasil; defende eleições fraudadas de tiranetes tipo Chávez ou déspotas como MahmoudAhmadinejad o qual, inclusive, recebe total aceitação brasileira no tocante aos seus intentos de explodir o mundo, a começar por Israel.

Imagine-se, então, se Rousseff se sair vitoriosa o que fará Garcia para dar seguimento à obsessão do PT de mudar a geopolítica do planeta. Para tanto, segue-se eliminando a companhia dos melhores e se juntando aos piores. Exemplo do que se fala é o nascimento, na cúpula da Calc (Cúpula da Unidade da América Latina de do Caribe) que está sendo realizada em Cancún, no México, da OEA do B, que exclui Estados Unidos e Canadá. A idéia, não há dúvida, é mais umaconsequência da antiga dor de cotovelo latino-americana em relação aos vizinhos desenvolvidos, especialmente, aos Estados Unidos.

Sob as ordens de Lula da Silva o Programa do Governo Rousseff sofreu algumas modificações de cunho semântico para não ficar muito assustador para as "zelites". Porém, mesmo tendo se alterado algumas palavras manteve conteúdo totalitário. Além de estatizante, o que foi corroborado pela candidata em discurso, as diretrizes aprovadas contemplam, entre outras coisas: "compromisso com a jornada de 40 horas"; "combate ao monopólio dos meios eletrônicos de informação, cultura e entretenimento e reativação do Conselho Nacional de Comunicação Social"; "atualização dos índices de produtividade das propriedades rurais passíveis de desapropriação, ampliação de restrição de compras de terras por estrangeiros, revogação da MP anti-invasão editada por FHC"; "tributação sobre grandes fortunas"; "apoio incondicional ao Programa de Direitos Humanos".

Traduzindo: duro golpe na classe empresarial, sobretudo, nos pequenos e médios empresários; censura férrea dos meios de comunicação, o que deve atingir a Internet; golpe mortal no agronegócio, o grande sustentáculo de nossa balança comercial, com previsível expropriação de terras para serem doadas aos sem-terra; punição para a riqueza dos "outros", é claro.

Quanto ao Plano de Direitos Humanos, coroa e enfeixa o Programa Rousseff. Naquele calhamaço não se poupou afrontas às instituições que antes eram os pilares mais importantes da sociedade: Igreja, Forças Armadas, Mídia, Justiça, além do bombardeio ao direito de propriedade.

Impressiona que estas instituições têm aceitado ao longo de quase oito anos, com complacência bovina, tudo o que Lula disse e fez junto com seu governo. A propaganda, o culto da personalidade e, sobretudo, nossa cultura permissiva fez pobres e ricos acharem natural impostos escorchantes, corrupção deslavada, Planos fracassados, falta de infra-estrutura, Saúde em condições de descalabro, Educação no fundo do poço em termos de qualidade, deturpação de dados econômicos.

Impressionante mais ainda no momento a falta de reação das instituições que serão frontalmente atingidas se Rousseff, conseguir chegar à presidência, deixando-se, então, levar por seus influentes mestres, entre eles, Marco Aurélio Garcia ou apoiadores externos entusiastas como Hugo Chávez que já se colocou à disposição da candidata do companheiro Lula.

Esperto, Lula da Silva minimiza o Programa de Governo da afilhada, enquanto análises tranquilizantes ecoam pela imprensa referindo-se ao pragmatismo petista que tomou gosto pelo capitalismo e não quer ver escoar pelo ralo a estabilidade econômica adquirida no governo de FHC. Também o fisiologismo do PMDB, que fará o vice na chapa Rousseff, acena com alguma possível brecada no radicalismo petista, mas apenas naquilo que possa atrapalhar interesses peemedebistas.

Entretanto, alguns sinais inquietantes, como a volta da inflação e a deterioração das contas públicas deveriam deixar as instituições pelo menos mais atentas. De modo algum parece que isso está acontecendo. Ao radicalizar e afrontar à vontade o PT parece sinalizar a certeza de sua continuidade. E é como se dissesse: "se tudo correu facilmente durante quase oito anos, sem oposições partidárias ou institucionais, agora faremos o que quisermos e seremos de novo aceitos, como se dizia antigamente, "na lei ou na marra",

De tudo isso se conclui que no momento somos como os alegres passageiros do Titanic um pouco antes do navio bater no iceberg. Haverá tempo e meios de escapar do naufrágio? As urnas dirão.


Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem" e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido". Maria Lucia, também é editora do blog "Maria Lucia Victor Barbosa Seleção de Artigos Publicados". E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Enviado por Maria Lucia Victor Barbosa.
Terça-feira, 23 de fevereiro de 2010, 18h30.




Brasil: Um país de "eunucos", dirigidos por Pederastas e Travecas!





O ADMIRÁVEL NOVO MUNDO
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

No passado, a TERRORISTA Estela e "abnegados" malfeitores, agrupados em centenas de organizações terroristas e subversivas decidiram que o COMUNISMO era o melhor para esta inculta terra, e intentaram a tomada do poder. Para isso, aterrorizaram, assaltaram e mataram impunes.

Decorridos mais de 40 anos, ela e seus "cumpanheiros" concluíram que éramos um bando de amebas dominadas. Contudo, aleluia, graças à firme e forte mão do petismo- sindical, aos poucos se desfaz a treva que cobria a sociedade brasileira.

A ignara turba vagava perdida a "deus dará", até que um dia, a metamorfose ambulante, como um tosco messias, abriu com uma cajadada milagrosa a nossa entorpecida mente e, além da razão, nos brindou com a angelical e simpática Dilma, a PROMETIDA. E a TERRORISTA, ungida pelo SENHOR, nos promete um mundo novo, a "Grande Transformação", disse, chutando a humildade.

De acordo com os nossos "libertadores", vivíamos na mais tenebrosa ignorância. E o pior, sem liberdade. Nossa sociedade, segundo os seus cânones era "sem eira nem beira" (não afundava porque M... bóia). Não podíamos ir quanto mais vir. No novo mundo, ao contrário do passado, haverá liberdade de expressão (de medo, de nojo, de raiva, de tristeza?).

Mourejávamos numa falsa democracia, mas graças à firme condução dos nossos mentores, conheceremos uma nova, muito melhor, e com ela um mundo cor-de-rosa. O moralismo tacanho será banido.

Será a extinção de combalidas heranças. Adeus à antiquada propriedade privada, adeus dicotomias sociais, adeus candeeiro, adeus pobreza, adeus ímpios símbolos religiosos, adeus fetos, adeus passado criminoso da ditadura militar, adeus carcomida imprensa, adeus espoliação de índios e negros, adeus morosas ações judiciais, alvíssaras às comunidades que farão o seu papel e alvíssaras ao PNDH-3 etc.

Homossexuais e lésbicas andarão aos beijos e abraços em plena luz do dia, sem o menor temor, pois antes amavam-se e procriavam às escondidas. A parada gay, um dos mais populares eventos da nova democratura, contará, para a glória de seus assumidos, com bandas militares, e seus trêfegos grupelhos serão entremeados por garbosos soldados, sublinhando o salutar conúbio entre eles e os alegres praticantes do 2º, 3º e do 4º sexo. Mais uma máscula vitória contra o preconceito.

A SACROSSANTA confessa que "amadureci, amadurecemos", na experiência e no estudo (aprendeu a enriquecer o seu currículo). Ficamos mais abertos, mais permissivos, com menos valores, com menos moral, defeitos que embotam o espírito do cidadão obediente ao Estado. Entretanto, muito mais canalhas.

Ricos e pobres, proprietários e sem-terras saltitarão de mãos dadas. Por decreto, todos são iguais perante o governo, ou quase, os ricos menos iguais, sendo altíssimo demérito possuir bens, sejam moveis ou imóveis. Uma sociedade como a preconizada pela SANTA deve repartir riquezas e terras, com parcimônia, entre os seus acólitos.

Finalmente, a sonhada distribuição de renda. No Diário Oficial, cada família com renda mensal superior a três mil reais, receberá como encargo doar 1/3 para uma família necessitada. No DO constarão os dados e endereço dos beneficiados. A fiscalização será rigorosa.

Os índios ocuparão seu espaço na sociedade. Não sabemos se inclusos na sociedade moderna ou internados nas selvas onde vivenciarão toda a sua saudosa vida natural, e sobreviverão no período da pedra lascada, como os seus ancestrais. Não importa, a segunda será a glória almejada por embevecidos antropólogos e indigenistas, saber que eles perambularão de tanga e ignorantes, por suas imensas áreas indígenas e reservas florestais.

"Enterraremos a injustiça social". Os brancos, em represália às décadas de desmandos contra os negros e outras minorias, receberão ínfimas cotas, nas escolas, nas faculdades, nos empregos públicos, uma vez que é chegada à hora do acerto, um dever de justiça a ser imposto à risca pelo novo desgoverno. Os olhos azuis, conforme ELE, "são os culpados", por isso suas cotas serão bem menores.

Aos quilombolas, influente grupo social que vive com um pé no século XXII, caberá pelo menos a metade do território nacional, pelo muito que fizeram e têm feito pela Nação. É mais uma velha dívida resgatada.

"Privilegiaremos o nordeste...", com prejuízo do sul e do sudeste, que sempre viveram no "bem bom". Assim, aqueles quistos de progresso da opressiva democracia de antanho irão se arrepender de terem progredido mais do que as demais regiões.

No campo externo, seguiremos a política soberana de apoiar os regimes ditatoriais, desde que perturbem a paciência de nossos figadais inimigos, os EUA. Aprendemos, ainda, que outras nações alienígenas estavam de olho na nossa "boutique", doravante, não. Estaremos de olhos abertos.

Por derradeiro, a sua mensagem final, "não pergunte o que você poderá fazer pelo Estado, mas o que o Estado poderá fazer COM você".

A "UNGIDA" enunciou outros programas e projetos para a "Grande Transformação" (você em pó de M...), em todos, você é parte primordial, ela precisa da sua conivência, para isso, e muito mais.

Bom proveito, camaradas ou "cumpanheiros", como queiram.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.









Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" (Regional Brasília).
Terça-feira, 23 de fevereiro de 2010.






UM MORTAL SILÊNCIO – Gen Valmir Fonseca Azevedo


A doença brasileira – André Frantz





Tuesday, February 02, 2010

O TEMPORA! O MORES!

Foto: © by Tiago Rodarte Ricciardi

































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Os militares e a memória nacional
por Olavo de Carvalho

Como todos os meninos de escola na minha época, eu não podia cantar o Hino Nacional ou prestar um juramento à bandeira sem sentir que estava participando de uma pantomima. A gente ria às escondidas, fazia piadas, compunha paródias escabrosas. Os símbolos do patriotismo, para nós, eram o supra-sumo da babaquice, só igualado, de longe, pelos ritos da Igreja Católica, também abundantemente ridicularizados e parodiados entre a molecada, não raro com a cumplicidade dos pais. Os professores nos repreendiam em público, mas, em segredo, participavam da gozação geral.

Crescí, entrei no jornalismo e no Partido Comunista, freqüentei rodas de intelectuais. Fui parar longe da atmosfera da minha infância, mas, nesse ponto, o ambiente não mudou em nada: o desprezo, a chacota dos símbolos nacionais eram idênticos entre a gente letrada e a turminha do bairro. Na verdade, eram até piores, porque vinham reforçados pelo prestígio de atitudes cultas e esclarecidas. Graciliano Ramos, o grande Graciliano Ramos, glória do Partidão, não escrevera que o Hino era "uma estupidez"?

Mais tarde, quando conheci os EUA, levei um choque. Tudo aquilo que para nós era uma palhaçada hipócrita os americanos levavam infinitamente a sério. Eles eram sinceramente patriotas, tinham um autêntico sentimento de pertinência, de uma raiz histórica que se prolongava nos frutos do presente, e viam os símbolos nacionais não como um convencionalismo oficial, mas como uma expressão materializada desse sentimento. E não imaginem que isso tivesse algo a ver com riqueza e bem-estar social. Mesmo pobres e discriminados se sentiam profundamente americanos, orgulhosamente americanos, e, em vez de ter raiva da pátria porque ela os tratava mal, consideravam que os seus problemas eram causados apenas por maus políticos que traíam os ideais americanos.

Correspondi-me durante anos com uma moça negra de Birmingham, Alabama. Ali não era bem o lugar para uma moça negra se sentir muito à vontade, não é mesmo? Mas se vocês vissem com que afeição, com que entusiasmo ela falava do seu país! E não só do seu país: também da sua igreja, da sua Bíblia, do seu Jesus. Em nenhum momento a lembrança do racismo parecia macular em nada a imagem que ela tinha da sua pátria. A América não tinha culpa de nada. A América era grande, bela, generosa. A maldade de uns quantos não podia afetar isso em nada. Ouvi-la falar me matava de vergonha. Se alguém no Brasil dissesse essas coisas, seria exposto imediatamente ao ridículo, expelido do ambiente como um idiota-mor ou condenado como reacionário, um integralista, um fascista.

Só dois grupos humanos, neste país, falavam do Brasil no tom afetuoso e confiante com que os americanos falavam da América.

O primeiro eram os imigrantes: russos, húngaros, poloneses, judeus, alemães, romenos. Tinham escapado ao terror e à miséria de uma das duas grandes tiranias do século (alguns, das duas), e proclamavam, sem sombra de fingimento: "Este é um país abençoado!" Ouvindo-nos falar mal da nossa terra, protestavam: "Vocês são doidos. Não sabem o que têm nas mãos." Eles tinham visto coisas que nós não imaginávamos, mediam a vida humana numa outra escala, para nós aparentemente inacessível.

Falávamos de miséria, eles respondiam: "Vocês não sabem o que é miséria." Falávamos de ditadura, eles riam: "Vocês não sabem o que é ditadura." No começo isso me ofendia. "Eles acham que sabem tudo", dizia com meus botões. Foi preciso que eu estudasse muito, vivesse muito, viajasse muito, para entender que tinham razão, mais razão do que então eu poderia imaginar. A partir do momento em que entendi isso, tornei-me tão esquisito para meus conterrâneos como um estoniano ou húngaro, com sua fala embrulhada e seu inexplicável entusiasmo pelo Brasil, eram então esquisitos para mim. Digo, por exemplo, que um país onde um mendigo pode comer diariamente um frango assado por dois dólares é um país abençoado, e as pessoas querem me bater. Não imaginam o que possa ter sido sonhar com um frango na Rússia, na Alemanha, na Polônia, e alimentar-se de frangos oníricos. Elas acreditam que em Cuba os frangos dão em árvores e são propriedade pública. Aqueles velhos imigrantes tinham razão: o brasileiro está fora do mundo, tem uma medida errada da realidade.

O outro grupo onde encontrei um patriotismo autêntico foi aquele que, sem conhecê-lo, sem saber nada sobre ele exceto o que ouvia de seus inimigos, mais temi e abominei durante duas décadas: os militares.

Caí no meio deles por mero acaso, por ocasião de um serviço editorial que prestava para a Odebrecht e que me pôs temporariamente de editor de texto de um volumoso tratado O Exército na História do Brasil.

A primeira coisa que me impressionou entre os militares foi sua preocupação sincera, quase obsessiva, com os destinos do Brasil. Eles discutiam os problemas brasileiros como quem tivesse em mãos a responsabilidade pessoal de resolvê-los. Quem os ouvisse sem saber que eram militares teria a impressão de estar diante de candidatos em plena campanha eleitoral, lutando por seus programas de governo e esperando subir nas pesquisas junto com a aprovação pública de suas propostas. Quando me ocorreu que nenhum daqueles homens tinha outra expectativa ou possibilidade de ascensão social senão as promoções que automaticamente lhes viriam no quadro de carreira, no cume das quais nada mais os esperava senão a metade de um salário de jornalista médio, percebi que seu interesse pelas questões nacionais era totalmente independente da busca de qualquer vantagem pessoal.

Eles simplesmente eram patriotas, tinham o amor ao território, ao passado histórico, à identidade cultural, ao patrimônio do país, e consideravam que era do seu dever lutar por essas coisas, mesmo seguros de que nada ganhariam com isso senão antipatias e gozações. Do mesmo modo, viam os símbolos nacionais – o hino, a bandeira, as armas da República – como condensações materiais dos valores que defendiam e do sentido de vida que tinham escolhido. Eles eram, enfim, "americanos" na sua maneira de amar a pátria sem inibições.

Procurando me explicar as razões desse fenômeno, o próprio texto no qual vinha trabalhando me forneceu uma pista. O Brasil nascera como entidade histórica na Batalha dos Guararapes, expandira-se e consolidara sua unidade territorial ao sabor de campanhas militares e alcançara pela primeira vez um sentimento de unidade autoconsciente por ocasião da Guerra do Paraguai, uma onda de entusiasmo patriótico hoje dificilmente imaginável.

Ora, que é o amor à pátria, quando autêntico e não convencional, senão a recordação de uma epopéia vivida em comum? Na sociedade civil, a memória dos feitos históricos perdera-se, dissolvida sob o impacto de revoluções e golpes de Estado, das modernizações desaculturantes, das modas avassaladoras, da imigração, das revoluções psicológicas introduzidas pela mídia.

Só os militares, por força da continuidade imutável das suas instituições e do seu modo de existência, haviam conservado a memória viva da construção nacional. O que para os outros eram datas e nomes em livros didáticos de uma chatice sem par, para eles era a sua própria história, a herança de lutas, sofrimentos e vitórias compartilhadas, o terreno de onde brotava o sentido de suas vidas. O sentimento de "Brasil", que para os outros era uma excitação epidérmica somente renovada por ocasião do carnaval ou de jogos de futebol (e já houve até quem pretendesse construir sobre essa base lúdica um grotesco simulacro de identidade nacional), era para eles o alimento diário, a consciência permanentemente renovada dos elos entre passado, presente e futuro. Só os militares eram patriotas porque só os militares tinham consciência da história pátria como sua história pessoal.

Daí também outra diferença. A sociedade civil, desconjuntada e atomizada, é anormalmente vulnerável a mutações psicológicas que, induzidas do Exterior ou forçadas por grupos de ambiciosos intelectuais ativistas, apagam do dia para a noite a memória dos acontecimentos históricos e falseiam por completo a sua imagem do passado. De uma geração para outra, os registros desaparecem, o rosto dos personagens é alterado, o sentido todo do conjunto se perde para ser substituído, do dia para a noite, pela fantasia inventada que se adapte melhor aos novos padrões de verossimilhança impostos pela repetição de slogans e frases-feitas.

Toda a diferença entre o que se lê hoje na mídia sobre o regime militar e os fatos revelados no site do TERNUMA vem disso.






















Até o começo da década de 80, nenhum brasileiro, por mais esquerdista que fosse, ignorava que havia uma revolução comunista em curso, que essa revolução sempre tivera respaldo estratégico e financeiro de Cuba e da URSS, que ela havia atravessado maus bocados em 1964 e tentara se rearticular mediante as guerrilhas, sendo novamente derrotada. Mesmo o mais hipócrita dos comunistas, discursando em favor da "democracia", sabia perfeitamente a nuance discretamente subentendida nessa palavra, isto é, sabia que não lutava por democracia nenhuma, mas pelo comunismo cubano e soviético, segundo as diretrizes da Conferência Tricontinental de Havana.

Passada uma geração, tudo isso se apagou. A juventude, hoje, acredita piamente que não havia revolução comunista nenhuma, que o governo João Goulart era apenas um governo normal eleito constitucionalmente, que os terroristas da década de 70 eram patriotas brasileiros lutando pela liberdade e pela democracia.

No Brasil, a multidão não tem memória própria. Sua vida é muito descontínua, cortada por súbitas mutações modernizadoras, não compensadas por nenhum daqueles fatores de continuidade que preservam a identidade histórica do meio militar. Não há cultura doméstica, tradições nacionais, símbolos de continuidade familiar. A memória coletiva está inteiramente a mercê de duas forças estranhas: a mídia e o sistema nacional de ensino. Quem dominar esses dois canais mudará o passado, falseará o presente e colocará o povo no rumo de um futuro fictício.

Por isto o site do TERNUMA é algo mais que a reconstituição de detalhes omitidos pela mídia. É uma contribuição preciosa à reconquista da verdadeira perspectiva histórica de conjunto, roubada da memória brasileira por manipuladores maquiavélicos, oportunistas levianos e tagarelas sem consciência.

Se essa contribuição vem dos militares, bem, de quem mais poderia vir?


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais "Diário do Comércio", "Jornal do Brasil" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém o site "Olavo de Carvalho" em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org



Publicado na Revista do Exército Brasileiro – Vol.144 – 3º Quadrimestre – Ano: 2005.








Republicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais".
Terça-feira, 02 de fevereiro de 2010.





Governo Lula ameaça vítimas do terremoto com um PAC do Haiti – Augusto Nunes





Monday, January 25, 2010

De todos os perigos, o maior é subestimarmos o poder secreto da
principal cabeça da "Hidra Vermelha". Precisa ser decepada!

Foto: Quem nasceu para obedecer, obedecerá mesmo no trono.
















































A Crise
por Luís Mauro Ferreira Gomes

Normalmente, quando nos sentamos para escrever um artigo, ele já está quase mentalmente pronto, restando apenas o trabalho de digitá-lo, penoso, aliás. Por mais que se leiam e releiam os textos, sempre sobram aqueles erros de digitação tão desconcertantes quanto difíceis de encontrar.

Desta vez, porém, ao tentarmos expressar-nos sobre o a crise desencadeada pelo decreto que instituiu o "III Plano Nacional de Direitos Humanos" encontramos uma dificuldade incomum, nem tanto pela grande extensão do documento ou pela enorme quantidade de absurdos, de ilegalidades, de inconstitucionalidades, de mentiras e de bobagens que ele contém, senão por serem contraditórias as notícias divulgadas sobre o assunto, o que nos levou a esperar por mais fatos, em vez de versões.

Como o tempo se encarregou de tornar irrelevantes todas as interpretações e todos os boatos que poderiam alterar o quadro vamos produzir este texto somente com o que já temos, que é mais do que suficiente.

A crise.

Antes de mostrarmos o que essa crise verdadeiramente é, começaremos por dizer o que ela não foi. Quase todos os que se manifestaram antes de nós tem-na chamado de crise militar. Os aspectos que afetam os militares – como a deturpação da Lei da Anistia para garantir impunidade a assaltantes, seqüestradores e assassinos, e condenar os agentes do Estado que os combateram no estrito cumprimento do dever; a interferência no ensino das Escolas Militares, para contaminá-las com ideologia de esquerda; a substituição dos nomes de logradouros públicos que reverenciam os heróis que lutaram contra a guerrilha comunista e a venceram, enquanto preservam os que homenageiam terroristas, como Luís Carlos Prestes, Carlos Lamarca, entre tantos outros – são gravíssimos, mas se diluem no contexto muito maior da preparação do golpe de Estado que consolidará a ditadura já instalada no Brasil.

Ditadura, sim, ainda que os seus mentores procurem vestir-lhe a máscara de normalidade democrática. Como se poderia falar em democracia, em um país onde o governo não respeita as Leis nem a Constituição, atropelando-as, sempre que lhe convém, diante da omissão conivente, ou mesmo do apoio direto daqueles que têm o dever institucional de impedi-lo? Omissão e apoio criminosos, conseguidos mediante as práticas também criminosas da coação, da chantagem, da corrupção e do suborno.

Os militares entraram nesse decreto para satisfazer a necessidade sádica de vingança dos guerrilheiros de ontem, hoje no governo, que não perdoaram a derrota do passado, mas essa não foi ainda a principal motivação. O que, verdadeiramente, querem é desmoralizar as Forças Armadas, colocando-as na defensiva, para impedir qualquer possibilidade de reação contra mais essa tentativa de implantar o comunismo no Brasil. Além da neutralizá-las, a inevitável resposta enérgica das Forças Armadas será usada como camuflagem das intenções ditatoriais dos governantes terroristas, que procurarão ocultar o golpe de Estado que planejam empreender, atribuindo-o aos militares e a todos os patriotas que os apóiem, a quem acusarão de golpista e de saudosistas da Revolução de 1964, a que têm o desplante de chamar de ditadura militar.

Esses pseudo-salvadores da pátria e falsos defensores dos pobres e das minorias sempre atribuem aos outros a culpa pelo mal que fizeram ou pretendem fazer.

Não é nossa intenção repetir aqui todas as inconstitucionalidades e violências contra a democracia brasileira e os direitos fundamentais dos nossos cidadãos contidas no decreto, que já foram muito bem expostas nos excelentes artigos daqueles que nos antecederam.

Apenas, para que os nossos leitores recordem a gravidade desse documento que pretende manter, jungidas ao governo, instituições de Estado e entidades privadas – como a Justiça; as Forças Armadas; os meios de comunicação; as religiões; o ensino; as empresas – selecionamos duas cartas publicadas no jornal O Globo de 12 de janeiro:

"O Programa Nacional de Direitos Humanos me parece um pesadelo bem real. Se ele já estivesse em vigor, ao manifestar aqui meu desagrado sobre alguns itens, poderia ser perseguida, tendo em vista que minha mensagem será censurada. Se eu sair com minha cruz no pescoço, que uso desde criança, vou ostentar símbolos religiosos. Ao condenar a prostituição, estarei sendo preconceituosa com uma profissão legalizada. Se possuir algumas terras e, por alguma dificuldade financeira, não puder plantar nada, minha propriedade será invadida e não vou ter direito à reintegração de posse. Concluo que o melhor mesmo é ser ignorante, não manifestar nada, não ter religião, ser prostituta e pertencer a grupos que invadem terras alheias. Só assim vou ter meus direitos garantidos." CÉLIA PAULA BORGES, Rio.

"O Programa dos Direitos Humanos é mais uma tentativa de consolidar aqui uma ditadura civil nos moldes da Venezuela bolivariana. Com a clara intenção de rever a Lei da Anistia, acabar com o agronegócio, amordaçar a imprensa, extinguir o direito de propriedade, dentre outras barbaridades inconstitucionais, Paulo Vannuchi preparou com os demais ex-parceíros da subversão armada uma aloprada miniconstituição que se propõe a substituir nossa Carta Magna. Tanto a tortura quanto o terrorismo são crimes inafiançáveis e imprescritíveis, conseqüentemente não serão penalizados apenas os torturadores, como imaginam os comitês populares que pretendem substituir a Justiça." SERGIO VILLAÇA, Recife, PE.


"Vox populi, vox Dei!"

Por tudo isso, confirmamos que as nossas dificuldades não são militares. Estamos diante de uma crise política e institucional sem precedentes, que envolve todos os poderes, setores e atividades da Nação, que ficarão, se depender do governo federal, a ele submetidos, sob o pretexto de defesa dos direitos humanos, direitos esses que são as maiores vítimas desse maldito decreto inconstitucional.

As versões:

Os militares foram os primeiros a reagir contra mais essa investida. Inicialmente, noticiou-se que, os Comandantes Militares e o ministro da defesa haviam pedido exoneração de seus cargos, em conseqüência do que, o presidente teria prometido rever o decreto (que assinara sem ler!). Segundo Jobim o presidente garantira que não haveria revanchismo.

Em seguida, novas versões afirmavam ora que seria suprimido do texto a referência ao exame das violações dos direitos humanos, ora que também seria incluída a investigação das violações praticadas pelos guerrilheiros.

Mais tarde, dizia-se que Jobim estava "negociando", uma solução que atendesse as duas partes, que fosse boa para as esquerdas e para os militares, como se isso fosse possível.

Com o passar do tempo, outros segmentos da sociedade foram tomando conhecimento dos graves riscos que o decreto impunha à nossa cambaleante democracia, e começou a aparecer uma avalanche de contestações.

Algumas agências de notícias passaram a divulgar que, diante desse fato novo, o presidente teria decidido suprimir várias partes do decreto, entre as quais, aquelas que tratavam da eliminação das restrições ao aborto, do casamento entre homossexuais com a possibilidade de adoção de crianças e da restrição ao uso de símbolos religiosos em lugares públicos. Outras chegaram a noticiar a revogação total do decreto.

As esquerdas se assanharam e grupos radicais manifestaram apoio ao plano.

Ao mesmo tempo em que tudo isso acontecia, Lula se escondia da crise, enquanto poluía uma unidade militar da Bahia com a sua presença inútil.

De volta ao palácio, nada fez do que supostamente prometera. Como era de se esperar, a única alteração que introduziu no decreto foi aquela tal solução "que seria boa para as esquerdas e para os militares": a supressão inócua da expressão, "no contexto da repressão política", da parte que trata do exame das violações dos direitos humanos. Supressão inócua, sim, porquanto, embora possa parecer aos ingênuos que se ampliou o espectro das investigações com a inclusão dos terroristas de esquerda, isso jamais ocorreria, pois quem vai administrar a execução do decreto são eles mesmos, para os quais nem as proibições explícitas das Leis e da Constituição constituem óbices para as arbitrariedades que praticam, quanto mais um decreto de sua própria lavra.

Além disso, desde quando comunistas cumprem acordos? Acordos, contratos, ética, valores, princípios, leis, constituições somente obrigam as pessoas honestas e normais. Os bandidos e os psicopatas são imunes a tudo isso.

Os erros.

Infelizmente, muitas das vozes de protesto que se têm insurgido apenas se preocupam com os ataques que ameaçam os seus próprios setores, fingindo ignorar o perigo iminente que paira sobre todos.

Aceitar essa alteração insignificante é mais um erro gravíssimo que cometemos, principalmente, porque nos isolamos, deixando a impressão de que resolvido o nosso problema (que, como sabemos, não foi), as ameaças à sociedade como um todo nada significariam para nós. Devemos ter em mente, ainda, que foi justamente o somatório desses erros que nos levou a esta situação insustentável, da qual jamais sairemos enquanto persistirmos nessa mesmice de leniência e falta de firmeza. Ninguém respeita o fraco, e o forte que descrê do seu poder ou se deixa intimidar somente colherá desprezo.

Mais uma vez, fomos vítimas da mesma técnica. Sempre que os abusos socialistas ultrapassam de muito os limites do suportável e provocam alguma resposta, eles fingem que vão ceder ou simplesmente ignoram a reação, à espera de que o tempo desgaste os seus opositores.

Nós, por outro lado, em vez de potencializarmos as pequenas crises que raramente criamos, gerando fatos políticos novos a cada dia, aguardamos, passivamente, o fortalecimento do inimigo, enquanto nós mesmos nos desmilingüimos cada vez mais, para, por fim, aceitarmos, como se fora uma grande vitória, a primeira concessão cosmética que nos façam. E tudo continuará como antes, ou seja, muito pior do que estava.

O que virá?

O problema está resolvido, disse Jobim, como dissera quando capitulara diante da reação do Alto-Comando do Exército às suas bravatas iniciais. Mais uma vez capitulou.

A questão está longe de ser resolvida, e nos imporão esse decreto goela abaixo a não ser que o impeçamos, opondo-lhes força muito maior do que a deles.

O presidente teria dito não entender a celeuma que se criou em torno do seu decreto, uma vez que quase todos os pontos polêmicos dependem de aprovação do congresso, o que dificilmente aconteceria. Ora, todos sabemos que o governo faz aprovar tudo o que quer, já que tem um poder coator e corruptor sem limites. E se não pretende aprovar essas medidas, por que não revoga pura e simplesmente essa porcaria?

Enganam-se, redondamente, os pobres e as minorias que neles acreditam.

Quando esses socialistas bolivarianos do século XXI tiverem o poder absoluto, a primeira coisa que farão é cercear toda e qualquer liberdade que ainda exista.

Os pobres passarão a miseráveis escravos, cujo único direito será trabalhar de sol a sol, para sustentar a nomenclatura petista balofa, ociosa e esbanjadora.

As minorias perderão todos os "direitos" concedidos pelas esquerdas, assim como todos aqueles conquistados anteriormente. É impossível ser livre pela metade. Como se poderia imaginar uma pessoa sexualmente livre, sem ter quaisquer direitos políticos, econômicos, sociais ou religiosos? A liberdade sexual pressupõe, ainda, a liberdade de ir e vir, mas tal direito se resumirá a ir, no início da manhã, do barraco coletivo miserável (se o tiver), para o trabalho, e vir, deste, de volta ao barraco, no fim do dia.

Os empresários terão as suas empresas expropriadas e, com sorte, poderão receber um salário único – que será muito pior do que o mínimo de hoje – por um emprego aviltante qualquer.

Os militares mais antigos e os que não se sujeitarem a funcionar como milicianos, sob a chefia do comissário militar do partido, serão presos, sob a acusação de tentativa de golpe, de inimigos do Estado ou do povo, enfim, de qualquer coisa assim, e terminarão por ser eliminados. Se "os tempos mudaram" e não tiverem a força suficiente para matá-los por outros meios, deixarão que morram de fome, depois de viverem dias de humilhação, tortura e terror.

Os políticos adesistas, como todos os outros já citados, perderão as suas mordomias, já que estas estarão todas reservadas para os integrantes do partido único. Como os empresários, terão sorte se conseguirem um dos tais empregos aviltantes remunerados com o já referido salário único.

Nós estamos exagerando? Não, estamos, simplesmente, expondo o que aconteceu em todos os países onde comunismo foi imposto.

Isso jamais aconteceria no aqui! É o que diziam, enquanto nada faziam, quase todos os cidadãos das nações que sucumbiram a essa praga, quando estava sendo implantada.

O que fazer?

O lançamento desastrado e insistente desse plano só pode indicar que os nossos governantes estão desesperados diante da perspectiva de que mudanças políticas lhes comprometa a finalização do projeto de suas vidas, mas têm a certeza absoluta de que o povo brasileiro já está de tal forma alienado, que o processo de implantação da ditadura comunista pode ser acelerado por meio de fatos consumados, sem que haja qualquer reação significativa.

É inacreditável que a maioria dos brasileiros não tenha percebido ainda o desastre que está para abater-se sobre eles, mesmo que aquilo que os algozes pretendiam e estão realizando tenha sempre sido anunciado em documentos diversos e páginas da Internet do próprio governo e de partidos e outras instituições que o apóiam e são por ele financiados, obviamente, com dinheiro público.

Desta vez a divulgação foi muito mais explícita e a repercussão tão grande que provocou um clamor generalizado contra o referido plano que põe em risco a liberdade de todos e ameaça definitivamente o que ainda existe de democracia no Brasil.

Se eles partiram para o tudo ou nada, que fiquem com o nada!

Seria outro grande erro desperdiçarmos mais esta oportunidade.

Há poucos dias, lemos um excelente artigo sobre o tema, intitulado "Lula e as Cobras Criadas", no qual o autor, o Dr. Emílio Nina Ribeiro, indaga ao final:

"Até quando, abusarão da paciência deste povo sofrido?"

Responderemos sem hesitar: até quando e tão somente até quando nós o permitirmos.

Espontaneamente, eles jamais desistirão desse projeto criminoso no qual vêm trabalhando intensamente, no Brasil, pelo menos, desde 1935.

Faz-se, portanto, imperioso abandonarmos os papéis passivos de vítimas e de espectadores, para recobrarmos a condição de agentes determinantes no curso da História.

Devemos isso ao nosso povo.


Luís Mauro Ferreira Gomes, é Coronel Aviador da Força Aérea Brasileira.









Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais".
Terça-feira, 19 de janeiro de 2010.






UM TEMA, DUAS VISÕES.





Wednesday, June 24, 2009

Sir Ney, "sarney", se até o sobrenome da "famiglia" é falso...














































O GRÃO MESTRE DA CLOACA DA ESBÓRNIA
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Elevado à camada dos bem-aventurados, entes de gracioso estado de santidade e graça celestial pelo "bruxo do nordeste" (auto-intitulado o "maior estadista" que já transitou nestas plagas), o Exmo e desacreditado Senhor Presidente do Senado foi alçado aos píncaros dos deuses, e repousa, portanto, acima dos demais mortais. Faz companhia, entre outros, ao êmulo da honestidade e da retidão de caráter, o injustiçado ex-Deputado Federal Severino, considerado pelo nosso verboso monarca, um supimpa "cabra da peste". Não esqueçamos que o Severino foi eleito prefeito, graças ao valioso aval de sua integridade, endossada pelo imparcial pensador que dirige os destinos da Nação.

Diante do óbvio, ocorreu-nos que o recém inaugurado "Museu da Corrupção" está incompleto. Lastimosamente carece o singular acervo, das estátuas de seus venerandos heróis.

Por certo, faltará espaço naquele memorial para tantos homenageados. Podemos reclamar do esquecimento das figuras maiores da propina, do golpe, das licitações fajutas, dos desvios pecuniários, dos roubos escancarados, das tramóias e esbulhos, dos ilícitos praticados à larga e de roldão por astutos políticos do passado.

Realmente, daqueles, permanecem indícios de que eram contumazes ladravazes, entretanto, as provas se perderam na poeira dos tempos. Mas o que dizer dos exemplos de agora, dos ícones atuais? Onde estão o reconhecimento, as homenagens, os lauréis?

São tantos, dirão os Curadores do Museu. Mas, por que não imortalizar os atuais? Os que proliferaram com o fim da "dita branda"? Sim, são tantos. Como laureá–los sem cometer injustiças?

Na multidão que se acotovela para inscrever seu nome no "Livro de Ouro", diante do descortino de seus sombrios passos nos escaninhos do poder, um se sobressai – o imortal José Sarney.

Click no banner abaixo para fazer uma visita virtual ao MuCo – Museu da Corrupção.






Sarney poderia ser entronizado como "o equilibrista", tal sua longevidade junto aos poderosos e ao poder. É um camaleão profissional. Por tudo o que o magnífico Sarney e sua prole legaram de ensinamentos para as futuras gerações como exemplos de sucesso, apesar de nadarem de braçada no mar da pusilanimidade, na sombra e na água fresca, sua gloriosa trajetória política é digna de ser cantada em prosa e verso. E sua imagem, esculpida em bronze.

Como Presidente da Nação, de 1985 a 1990, destacou-se como o pai da maior inflação gestada neste País. Não bastasse, em janeiro de 1987, decretou a moratória. Diante tantos e retumbantes fracassos, só podia dar no que deu; Sarney conquistou com méritos o seu diploma de "Homem de Visão", justo reconhecimento da sociedade agradecida, diante da virtuosa figura. É um monumento, asseveram seus correligionários.

Ao propormos, que o insigne cidadão, que conseguiu manter na pobreza e na ignorância dois estados da federação, tenha sua majestosa estátua no hall de entrada do "Museu da Corrupção", cumprimos um dever de justiça.

Sabemos, pelo "nosso guia", que o probo Senador, não é qualquer vivente e "merece respeito". Assim, dia-a-ia, o desgoverno vai criando a cota dos "desonestos inimputáveis", selecionadissima máfia da esquerdalha, simpatizantes e aderentes de ocasião. Sarney, o "maribondo de fogo", um imortal da Academia Brasileira de Letras (pobre Brasil), é "hors concours".

O Sarney, cognominado de "o epítome da bandalha enrustida", encabeça, por suas decantadas qualidades, reconhecida desfaçatez e proverbial capacidade de negar qualquer envolvimento em "maracutaias" e flagrantes abusos e usufrutos de poder, diante de contundentes e explícitas comprovações, sem mexer um músculo da face, encabeça com méritos, aquele rol de afamados cidadãos.

E merece ser perenizado. Daí... E, por exultação incontida, em face do que nos aguarda, bradamos convictos e rútilos de admiração "que viva a república socialista–cotista", futuro objetivo do "estado policialesco", que está sendo implantado através da "enrolação e da boçalização do politicamente correto".


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" – (Regional Brasília).
Segunda-feira, 22 de junho de 2009.




O BÊBADO E O EQUILIBRISTA










































O presidente e a mãe de preso
por Augusto Nunes

Tão recorrente quanto tiroteio em faroeste é o diálogo entre o repórter da TV e a mulher que chora na calçada do presídio conflagrado por uma rebelião.

– A senhora tem parente lá dentro?

– Meu filho ─ informa a voz aflita. ─ Fez umas besteiras porque andou em má companhia, mas é um menino muito bom.

Vai-se conferir a folha corrida e as besteiras não foram pouca coisa. Homicídio, latrocínio, assalto a mão armada, estupro, tentativa de assassinato, por aí. A mãe não sabe de nada, ou finge que de nada sabe. O filho é um menino muito bom.

Tão recorrente quanto essa conversa em dia de rebelião é a arbitrária absolvição pelo presidente Lula de todos os delinquentes de estimação. Peculato, furto, roubo, lavagem de dinheiro, estelionato, formação de quadrilha, estupro do sigilo bancário, um e outro assassinato de prefeito ─ seja qual for o crime cometido, os autores continuam inocentes. São bons companheiros. São meninos bons. Culpada é a imprensa, que sofre de denuncismo epidêmico e enxerga pecado onde só existe virtude.

José Dirceu, Antonio Palocci, Matilde Ribeiro, Benedita da Silva, Severino Cavalcanti, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Fernando Collor, Romero Jucá, todos os mensaleiros, todos os sanguessugas, todos os aloprados, agora José Sarney ─ a lista é tão extensa quanto o prontuário da turma. Lula faz de conta que não sabe de nada.

A diferença entre o presidente e a mulher do presídio é que ela tenta socorrer um criminoso que está no xadrez porque é uma pessoa comum, ele só socorre criminosos que continuam em liberdade porque são pessoas incomuns. O destino transformou-a numa genuína mãe de bandido preso. A esperteza fez Lula virar mãe de bandido solto.


Augusto Nunes da Silva é jornalista, nascido em Taquaritinga, interior de S. Paulo, foi redator-chefe da revista Veja, diretor de redação das revistas Época e Forbes, dos jornais O Estado de S. Paulo, Gazeta Mercantil e Zero Hora, além de diretor-executivo do Jornal do Brasil. Foi também apresentador do programa Roda Vida da TV Cultura e do programa "Verso & Reverso" da TVJB. Augusto Nunes escreveu diversos livros, entre os quais: "Minha Razão de Viver - Memórias de um Repórter" (livro de memórias de Samuel Wainer), "Tancredo" (biografia de Tancredo Neves), "O Reformador: um Perfil do Deputado Luís Eduardo Magalhães" e "A Esperança Estilhaçada", sobre a atual crise política, entre outros. É um dos personagens do livro "Eles Mudaram a Imprensa", da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que selecionou os seis jornalistas mais inovadores dos últimos 30 anos, além de ter ganho por quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Atualmente, Nunes escreve uma coluna na edição eletrônica da Revista VEJA.




Publicado na seção Direto ao Ponto da "Coluna do Augusto Nunes".
Terça-feira, 23 de junho de 2009.



O "ALTER EGO" DO POVO BRASILEIRO – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira





Thursday, June 18, 2009

16%: ESTE É O PERCENTUAL DE BRASILEIROS QUE CARREGAM O PAÍS NAS "COSTAS". OS 84% "RESTANTES", SÃO MEROS PARASITAS!










































O "ALTER EGO" DO POVO BRASILEIRO
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Segundo conhecidas, embora questionáveis fontes de pesquisa, o "nosso guia" atingiu a estupenda marca de 84% da preferência nacional.

Se o "nosso guia" não representa o povo, pelo menos o traçado de sua personalidade se encaixa, perfeitamente, sem grandes esforços, no protótipo no qual maciça parte da "galera" se identifica.

A imagem é verdadeira, na medida em que o universo daqueles, que de certa forma desfrutam das distorções emanadas de semelhante identificação, cresce, assustadoramente (84%?), num virtuoso círculo vicioso de usufruírem, sem fazer força, graças à falta de qualquer prurido moral, de pequenas esmolas até as polpudas vantagens que propagam-se no caos de imoralidade que se implantou.

Para os 16% que restam, só podemos lamentar que ainda persistam em sua cruzada em prol de um Brasil grandioso e altaneiro. A reviravolta, somente ocorrerá, através de uma educação responsável, de uma conscientização, da criação de uma mentalidade cívica, na moldagem de uma cidadania decorrente de algumas décadas de forjamento. É um trabalho de Hércules, sem as glórias do herói.

Não vislumbramos nada semelhante, no curto e médio horizonte. Muito pelo contrário.

Como não admirar um indivíduo que não tenha freios, nem compromissos, que não trabalhe, que diga e se desdiga ao sabor das conveniências, que utilize um cartão sem limites, que viaje à beça, que se hospede nos hotéis mais afamados, que pose para fotos ao lado dos mais proeminentes homens públicos do cenário internacional, que não tenha freios na língua, que vocifere as maiores barbaridades, sem que lhe faltem os calorosos aplausos. É o sonho de 84% dos nacionais. É o reinado sem coroa, mas com todas as vantagens da irresponsabilidade irrestrita.

Mas, como repreender ou ruborizar-se diante da conduta irreverente e inconseqüente do "paspalho", quando nós, é que realmente somos as suas marionetes?

Como reprimir desmandos e descasos, quando soterrados sob um "tsunami" de corrupções explícitas e implícitas do Congresso, nenhuma enclítica e respeitada voz se atreva a apontar acusadoramente para os culpados? Como atirar a primeira pedra, se a cada tampa de panela levantada, aspiramos a fétida podridão da desonestidade, da má fé, da malversação e da propina?

Como bradar por medidas e providências, quando em todos os níveis de governo e disseminados em todos os estados da Federação exista uma camada de lama capaz de cobrir qualquer indignação, quanto mais um arremedo de reação?

Como exigir justiça, probidade e grandeza de vis Poderes que foram aquinhoados em poucos anos com percentuais monstruosos de aumento salarial? Entre janeiro de 1995 e dezembro de 2008, a folha do Judiciário foi tonificada em 295%, a do Executivo em 72% e a do Legislativo em 187%.

Ah! Como custa barato comprar consciências, não importando a sua coloração política, ideológica ou da farda. Nada que um cargo de Conselheiro de alguma Estatal, com algumas benesses remuneratórias, e algumas mordomias, não possam aquietar.

Nenhuma voz por rouca que seja, dentre os Poderes da República é capaz de esboçar a mais canhestra reação. Onde estão os legisladores? Os juristas? As leis? A justiça?

Bom, a Justiça e a Lei, de mãos dadas, acabam de condenar a socialite Daslu a 94 anos de prisão. Enquanto isto, no passado Pan Americano no Rio, o TCU acusa que o superfaturamento do evento atingiu a astronômica cifra de 50 vezes o orçamento inicial. Sim, e daí?

E os Legisladores? Ao que parece estão prestes a decretar, oficialmente, a Discriminação Racial no Brasil. E haja cota. E haja minoria sexual.

Assim, como derrubar o bobalhão que se encontra refestelado no poder, lambuzado nas arbitrariedades e nas iniqüidades que o poder corrompido, uma claque complacente e cúmplice, e uma mídia amestrada sem o menor compromisso lhe concedem?

Não com surpresa, porém pesarosos, admitimos que nada, a não ser um milagre, poderá reverter o caos que se aproxima.

Realmente, impressiona-nos que ainda existam 16% de insatisfeitos. Talvez seja um modesto sinal de que nem tudo está perdido.

Avante 16%. No mínimo, lutaremos um bom combate.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" – (Regional Brasília).
Segunda-feira, 15 de junho de 2009.



JUNTE-SE AOS BONS!












UM PINGUÇO SEM NENHUM CARÁTER, NADA MAIS DO QUE ISSO!





O "ALTER EGO" DO POVO BRASILEIRO – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Monday, May 11, 2009

O CAÇADOR DA OSSADA PERDIDA.











































Acima o Cmt do EB, pronto para a mais importante "missão" de sua carreira, ou seja, garimpar e exumar os restos dos excrementos traidores da Pátria, que na região do Araguaia na década de 70, tentaram implantar uma guerrilha semelhante as FARCs colombianas, sob a sujeição de estados comunistas, como a extinta U.R.S.S, China, Albânia e claro, a sempre presente ilhota "paraíso" Cuba. Assim que o nobre Cmt, der por cumprida sua missão e de posse dos "valiosos" ossículos, possivelmente receba uma ordem do seu chefete, o generalíssimo Nelson "ximango" Jobim, para que tais despojos, por se tratarem de verdadeiros "heróis" nacionais, sejam depositados naquele monumento localizado no Aterro do Flamengo, lado a lado com aqueles ali homenageados. Dessa gentalha tudo é possível, não duvidem!

A meu ver, o comandante de um exército regular, que aceita tal "missão" e ordena aos seus comandados este tipo de incumbência, está colocando em xeque o mote: "Exército de ontem, de hoje e de sempre", pois quando manda os "soldados de hoje" procurar e exumar feitos coveiros, "restos" de inimigos apátridas, devidamente abatidos em combate pelos "soldados de ontem", está no mínimo pondo em dúvida a legalidade das ações à época levadas a efeito, nesse caso, podemos supor que as tropas que participaram daquelas operações cometeram crimes contra um grupo de pessoas pacíficas, que apenas se reuniam às margens do rio Araguaia, para cantar, rezar e celebrar a liberdade, uma verdadeira comunidade hippie. Sendo assim, com certeza aqueles "soldados de ontem", devem responder pelo crime de genocídio perante a uma corte internacional de justiça, proponho reativar Nuremberg.
Bootlead


SEGUINDO A PRAXE, MAIS UMA BOFETADA E MAIS UM VIGOROSO PONTAPÉ.
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

A primeira refere-se à recente e contundente declaração do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que os crimes da ditadura militar não poderão ficar impunes (doa a quem doer), ao mesmo tempo em que sacramentava mais uma polpuda bolsa-anistia para um inocente terrorista.

Não importa para aqueles justiceiros que um mar de lama inunde a deplorável e irrecuperável Nação. O que interessa de fato...

Quanto às indenizações, apesar dos milhares de processos na fila da bolsa-anistia, o País é rico, e será impossível, que cada perseguido e seus descendentes, não recebam a sua justa recompensa.

Lamentavelmente, na imundice nacional, ainda sobrevivem (veja-se o substancial corte de 40% no orçamento deste ano e a redução de 50% na incorporação), sabe Deus como, sua última pária, os inocentes militares das Forças Armadas. Mas não por muito tempo...

Não faz o menor sentido atestarmos, cotidianamente, que vive-se num País podre de cima abaixo, de norte a sul, de leste a oeste. Conscientemente, nada e ninguém se salva, os noticiosos que nos desmintam. A começar pela própria "justiça" que poderia ser nomeada de canalhamente "injusta", por sua proverbial incúria e pífia, quando não parcial, atuação. Contudo, os magistrados, rútilos de cínico patriotismo, demonstrando distorcido amor à verdade, tomados de inaudita indignação, exigem que os militares, que cumpriam sua missão legal de combater o terrorismo sejam caçados e punidos.

Tiradentes, por afrontar o governo imperial foi esquartejado e teve suas partes espalhadas aos quatro ventos, no mínimo, esperam que os indigitados militares tenham igual ou pior destino. Embora, saibamos que sua intenção real, é a de atingir o Exército Brasileiro, e torná-lo tão pequeno, tão indefeso e inerme, que não possa, mesmo que queira esboçar, uma mínima reação.

É coisa para não recuperar a dignidade nos próximos cem anos. Haja vista, a notícia a seguir, que confirma o triste vaticínio.

O segundo refere-se à busca dos corpos dos desaparecidos na guerrilha do Araguaia. Ano após ano, depois do fim dos governos militares, foram e são organizadas e divulgadas à larga pela grande imprensa, as medidas para o resgate das pretensas ossadas dos inocentes heróis guerrilheiros. Com estardalhaço, anualmente, são formadas Comissões e copiosos grupos que lançam-se, sem quartel, na tétrica empreitada. Felizmente, com o advento do exame de DNA as buscas tem sido infrutíferas. Não houvesse o exame, sabe-se lá quantas ossadas já não teriam sido desenterradas, atendendo aos nobres anseios de seus interesseiros agentes.

Assim, a boa-nova é a de que o Exército deverá procurar e desenterrar as ossadas dos mortos pela tirania militar durante o "massacre" do Araguaia. Alguns, os pessimistas, poderão tachar a missão (Subsidiária? Humanitária?), de maquiavélica; outros, de inocente, por julgarem que somente uma Instituição respeitável seria capaz de comer no mesmo prato em que outros cuspiram, sem o menor tremor.

Meus amigos, nós ainda ouviremos um clamor, exigindo que sejam desenterrados os ossos dos ex-presidentes militares da "dita branda" para as devidas punições, pois, para os seus acusadores é preciso resgatar a justiça, para isso, mesmo os mortos têm dívidas a pagar.

Ante as últimas demonstrações de inigualável empáfia protagonizadas por obra e graça dos nossos magistrados e da magistral (Esperta? Desmoralizante? Sarcástica?) decisão de colocar o Exército Brasileiro de quatro cavoucando buracos na região do Araguaia, sem qualquer reação visível por parte das autoridades militares, poucas esperanças nos restam na justiça dos homens aos serviços do desgoverno.

Quanto à busca das ossadas, esperamos que os Pelotões de Sepultamento estejam à altura da missão e desenterrem, também, a nossa dignidade, provavelmente, semi-sepulta em cova rasa naquela região.

Por derradeiro, e exalando o último suspiro, admitamos, este é, sem sombra de dúvida, um País sério. Não importa que alguns insistam em afirmar o contrário.

Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" (Regional Brasília).
Quinta-feira, 07 de maio de 2009.































O ASSALTO NO QG DO EXÉRCITO
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

O Assalto no QG do Exército ou a Apoteose do Desrespeito com o moral ao rés do chão e com o orgulho em frangalhos, doravante, aproveitando a onda da gripe suína, aconselhamos aos militares a utilizarem à guisa de precaução contra o vírus mexicano, mas, ainda, para encobrir a face enrubescida, a máscara cirúrgica. O subterfúgio nos parece apropriado para escondermos o rosto da vergonha ao saber que uma dupla de reles assaltantes assaltou um banco sediado no Quartel - General do Exército.

Após o triste evento, que caracteriza uma inimaginável afronta aos militares e uma monumental descrença no seu treinamento e no seu preparo profissional, além de um infame descaso e uma descabida afronta para com a Instituição, e contra tudo aquilo que ela deveria representar.

A inconcebível audácia nos permite uma cristalina leitura da ocorrência, cujas raízes, mais profundas, vêm germinando e florescendo há alguns anos.

O destempero ocorreu no rastro da falta de consideração para com as coisas da caserna que, infelizmente, alguns militares vêm construindo com desusado labor nas últimas décadas. Entendamos que a dupla de assaltantes teve o atrevimento de assaltar uma instalação militar pretensamente super vigiada e protegida e, cujas vias de acesso poderiam ser total e facilmente bloqueadas em curto espaço de tempo. No entanto, a reles e pífia dupla de marginais atreveu - se, descaradamente, a planejar e executar seu tosco plano. E o pior, certamente, a dupla esperava escapar, como escapou, até o momento presente.

Assombra - nos, além da petulância, uma atitude ou a falta dela, que resume o nosso pesar, o DESRESPEITO da dupla de meliantes para com uma entidade, instituição ou qualquer órgão de repressão que possui na sua essência a força como instrumento de emprego e ação.

Contudo, o ridículo para não qualificar de lamentável evento, tem suas raízes numa espiral de permissividade, passividade e impunidade consentidas que se arrastaram ao longo dos últimos anos, e que alimentaram um flagrante clima de desdém em relação à Instituição. Ao olharmos para o passado, fica difícil precisar quando tudo começou. Seria, durante os "anos de chumbo", que de "duros" só tiveram o nome? Aparentemente, não. Seria, quando simples sanções disciplinares passaram a ser arbitradas pela justiça comum? Seria, quando o Adido Militar no Reino Unido foi sumariamente afastado por clamor da "esquerdalha"? Seria pelo descaso da Instituição em relação aos militares que cumpriram sua missão e hoje são perseguidos e tachados de torturadores? Ou, seria pela falta de pudor em cobrir de méritos e medalhas conhecidos detratores e mesmo antigos terroristas? E o abandono do Tenente Vinicius, aquele do Morro da Providência? Quem sabe, seria a busca das ossadas dos mortos na Guerrilha do Araguaia, apenas para satisfazer o ego do "espaçoso" Jobim? Afinal, são tantas emoções.

Por certo, vasculhando o passado, saltarão aos nossos olhos um turbilhão de atos e fatos que pavimentaram o caminho para o último (é melhor chamar de penúltimo, pois não sabemos o que nos aguarda no futuro) assalto, para o recente roubo dos sete fuzis, para o lançamento de livros e memoriais, monumentos e edificações que flagrantemente agrediram e agridem a dignidade da Força Terrestre.

Todavia, sendo a esperança a última que morre, confiamos nas medidas que serão adotadas e que breve, a dupla de descarados seja, definitivamente, encarcerada pela fulminante atuação da Instituição.

Finalmente, concluímos, desgraça pouca é bobagem.

Publicado no blog "A CONTINÊNCIA" (Cel Erildo).
Sábado, 09 de maio de 2009.



Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.















A Disputa pelo Poder – Cel Av Luís Mauro Ferreira Gomes



O candidato Serra – Ipojuca Pontes













Saturday, May 02, 2009

DERROTADOS!


































PEDIDO DE DESCULPAS
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Amigos, o momento é de reflexão, e, portanto, de pedir esfarrapadas desculpas, seguindo o exemplo do nosso magnífico Ministro da Justiça.

Infelizmente, diante da derrocada da verdade, diante do cinismo e da incúria que nos cercam , peço desculpas em meu nome e, despudoradamente, e com a honra enlameada, pela minha falta de visão, assumo o "mea - culpa" por não ter lutado o bom combate.

Fomos dos tantos Cadetes, que em 31 de Março de 1964, saímos da AMAN, sob o Comando do General Garrastazu Médici, um visionário como nós, para participar da Contra-Revolução.

Pedimos desculpas aos nossos ouvintes e instruendos pelas inúmeras instruções e palestras proferidas enaltecedoras daquele Movimento, e esclarecedoras, acerca das verdadeiras intenções dos que pretendiam à tomada do poder. Lamentavelmente, buscamos plantar naqueles jovens, o repúdio, a prevenção e o temor contra os que, à época, valiam-se de todas as formas para dominarem os países não-comunistas.

Desculpem os que morreram lutando em prol da democracia. Realmente, em sua lembrança, eventualmente, envergonhados, rezamos, mas apenas rezamos e lamentamos.

Desculpem-nos seus pais e entes queridos, a esposa e os filhos dos que tombaram por uma causa perdida. Ingênuos, acreditaram em nós.

Como consolo, podemos afiançar que nós mesmos, acreditávamos em nós e na nossa MISSÃO.

Mil perdões aos feridos, aleijados e perseguidos.

Perdoem a nossa incapacidade em prover-lhes, ou aos seus familiares, substanciais reparos financeiros.

Perdoem-nos todos aqueles que foram inoculados com a certeza de que a nossa luta era justa. A cruzada parecia ser contra um inimigo sem face, oculto, que se valia do anonimato, da guerrilha implacável, traiçoeira, da pratica de atentados, assaltos e assassinatos, pois hoje, sabemos que lutávamos contra verdadeiros paladinos. Lutávamos contra verdadeiros guerreiros.

Perdoem-nos pela pobreza de espírito, em não imaginar que o terrorista de ontem, seria o herói de hoje.

Que nos perdoem os que não sofreram qualquer ferimento físico, mas que sentem o coração trespassado pela vergonha, pela decepção, e sofrem a dor da desilusão, da impotência e, hoje, a cada novo dia, constatam que foram enganados.

Amigos, perdoem, do fundo do coração, àqueles que, como nós, os conduziram para a fragorosa derrota.

Pedimos vênia aos que, perseguidos ao longo das ultimas décadas, sob a pecha de "torturadores", têm comido o pão que o diabo amassou.

Por derradeiro, que nos perdoem pela incapacidade e pela impotência em impedir que no futuro bebam o fel do cálice do infortúnio, que, certamente, ainda irão beber.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" (Regional Brasília).
Quinta-feira, 30 de abril de 2009.




ACORDA SOCIEDADE BRASILEIRA! – Grupo Guararapes





 
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