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Thursday, June 18, 2009

16%: ESTE É O PERCENTUAL DE BRASILEIROS QUE CARREGAM O PAÍS NAS "COSTAS". OS 84% "RESTANTES", SÃO MEROS PARASITAS!










































O "ALTER EGO" DO POVO BRASILEIRO
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Segundo conhecidas, embora questionáveis fontes de pesquisa, o "nosso guia" atingiu a estupenda marca de 84% da preferência nacional.

Se o "nosso guia" não representa o povo, pelo menos o traçado de sua personalidade se encaixa, perfeitamente, sem grandes esforços, no protótipo no qual maciça parte da "galera" se identifica.

A imagem é verdadeira, na medida em que o universo daqueles, que de certa forma desfrutam das distorções emanadas de semelhante identificação, cresce, assustadoramente (84%?), num virtuoso círculo vicioso de usufruírem, sem fazer força, graças à falta de qualquer prurido moral, de pequenas esmolas até as polpudas vantagens que propagam-se no caos de imoralidade que se implantou.

Para os 16% que restam, só podemos lamentar que ainda persistam em sua cruzada em prol de um Brasil grandioso e altaneiro. A reviravolta, somente ocorrerá, através de uma educação responsável, de uma conscientização, da criação de uma mentalidade cívica, na moldagem de uma cidadania decorrente de algumas décadas de forjamento. É um trabalho de Hércules, sem as glórias do herói.

Não vislumbramos nada semelhante, no curto e médio horizonte. Muito pelo contrário.

Como não admirar um indivíduo que não tenha freios, nem compromissos, que não trabalhe, que diga e se desdiga ao sabor das conveniências, que utilize um cartão sem limites, que viaje à beça, que se hospede nos hotéis mais afamados, que pose para fotos ao lado dos mais proeminentes homens públicos do cenário internacional, que não tenha freios na língua, que vocifere as maiores barbaridades, sem que lhe faltem os calorosos aplausos. É o sonho de 84% dos nacionais. É o reinado sem coroa, mas com todas as vantagens da irresponsabilidade irrestrita.

Mas, como repreender ou ruborizar-se diante da conduta irreverente e inconseqüente do "paspalho", quando nós, é que realmente somos as suas marionetes?

Como reprimir desmandos e descasos, quando soterrados sob um "tsunami" de corrupções explícitas e implícitas do Congresso, nenhuma enclítica e respeitada voz se atreva a apontar acusadoramente para os culpados? Como atirar a primeira pedra, se a cada tampa de panela levantada, aspiramos a fétida podridão da desonestidade, da má fé, da malversação e da propina?

Como bradar por medidas e providências, quando em todos os níveis de governo e disseminados em todos os estados da Federação exista uma camada de lama capaz de cobrir qualquer indignação, quanto mais um arremedo de reação?

Como exigir justiça, probidade e grandeza de vis Poderes que foram aquinhoados em poucos anos com percentuais monstruosos de aumento salarial? Entre janeiro de 1995 e dezembro de 2008, a folha do Judiciário foi tonificada em 295%, a do Executivo em 72% e a do Legislativo em 187%.

Ah! Como custa barato comprar consciências, não importando a sua coloração política, ideológica ou da farda. Nada que um cargo de Conselheiro de alguma Estatal, com algumas benesses remuneratórias, e algumas mordomias, não possam aquietar.

Nenhuma voz por rouca que seja, dentre os Poderes da República é capaz de esboçar a mais canhestra reação. Onde estão os legisladores? Os juristas? As leis? A justiça?

Bom, a Justiça e a Lei, de mãos dadas, acabam de condenar a socialite Daslu a 94 anos de prisão. Enquanto isto, no passado Pan Americano no Rio, o TCU acusa que o superfaturamento do evento atingiu a astronômica cifra de 50 vezes o orçamento inicial. Sim, e daí?

E os Legisladores? Ao que parece estão prestes a decretar, oficialmente, a Discriminação Racial no Brasil. E haja cota. E haja minoria sexual.

Assim, como derrubar o bobalhão que se encontra refestelado no poder, lambuzado nas arbitrariedades e nas iniqüidades que o poder corrompido, uma claque complacente e cúmplice, e uma mídia amestrada sem o menor compromisso lhe concedem?

Não com surpresa, porém pesarosos, admitimos que nada, a não ser um milagre, poderá reverter o caos que se aproxima.

Realmente, impressiona-nos que ainda existam 16% de insatisfeitos. Talvez seja um modesto sinal de que nem tudo está perdido.

Avante 16%. No mínimo, lutaremos um bom combate.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" – (Regional Brasília).
Segunda-feira, 15 de junho de 2009.



JUNTE-SE AOS BONS!












UM PINGUÇO SEM NENHUM CARÁTER, NADA MAIS DO QUE ISSO!





O "ALTER EGO" DO POVO BRASILEIRO – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Monday, February 09, 2009

Solução: Vestibulandos preparados para o sistema de cotas raciais.










































Estatuto racista
por Carlos Alberto Di Franco

Em recente entrevista à revista Época, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) teve a coragem de romper o monólogo politicamente correto que tem dominado a tramitação do projeto de lei que cria cotas para negros e índios nas universidades federais.

Segundo o senador goiano, "esse é um projeto com grande potencial de dividir a sociedade brasileira. A partir do momento em que nós jogarmos uns contra os outros e passarmos a rotular aqueles que terão mais direito a frequentar uma universidade pública por causa de raça, nós vamos deixar de ser brasileiros. Seremos negros, pardos, brancos, mamelucos, bugres, mas não seremos mais brasileiros".

O tema é polêmico. Deve, portanto, ser discutido com profundidade e respeito à diversidade de opinião. Não é o que tem acontecido. "O patrulhamento é tanto que muito parlamentar tem medo de arranhar a própria imagem", sublinha Torres. "Muitos têm medo de aparecer em público contra o movimento negro e ser tachados de racistas, embora não sejam."

Está surgindo, de forma acelerada, uma nova "democracia" totalitária e ditatorial, que pretende espoliar milhões de cidadãos do direito fundamental de opinar, elemento essencial da democracia. Se a ditadura politicamente correta constrange senadores da República, não pode, por óbvio, acuar jornalistas e redações. O primeiro mandamento do jornalismo de qualidade é a independência. Não podemos sucumbir às pressões dos lobbies direitistas, esquerdistas, homossexuais ou raciais. O Brasil eliminou a censura. E só há um desvio pior que o controle governamental da informação: a autocensura. Para o jornalismo não há vetos, tabus e proibições. Informar é um dever ético.

Não Somos Racistas: uma reação aos que querem nos transformar numa nação bicolor (Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2006) é o título de um livro do jornalista Ali Kamel. A obra, séria e bem documentada, ilumina o debate. Mostra o outro lado da discussão sobre as políticas compensatórias ou "ações afirmativas" para remir a pobreza que, supostamente, castiga a população negra.

Kamel, diretor-executivo de Jornalismo da Rede Globo de Televisão e ex-aluno do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é uma alma de repórter. Por isso, questiona pretensas unanimidades. Fustigado pela sua intuição jornalística, flagrou um denominador comum nos diversos projetos instituindo cotas raciais: a divisão do Brasil em duas cores, os brancos e os não-brancos, com os não-brancos sendo considerados todos negros. A miscigenação, riqueza maior da nossa cultura, evaporou nos rarefeitos laboratórios dos legisladores.

"Certo dia", comenta Kamel, "caiu a ficha: para as estatísticas, negros eram todos aqueles que não eram brancos. (...) Pior: uma nação de brancos e negros onde os brancos oprimem os negros. Outro susto: aquele país não era o meu."

Do espanto nasceu a reflexão. O desvio começa na década de 1950, pela ação da escola de Florestan Fernandes, da qual participava Fernando Henrique Cardoso. Para o autor, FHC presidente foi sempre seguidor do jovem sociólogo Fernando Henrique. Convencido de que a razão da desigualdade é o racismo dos brancos, FHC foi, de fato, o grande mentor das políticas de preferência racial. Lula, com sua obsessão populista, embarcou com tudo na canoa das cotas raciais. O Brasil, como todos vivenciamos, nunca foi um país racista. Tem, infelizmente, pessoas racistas. A cultura nacional, no entanto, sempre foi uma ode à miscigenação. As políticas compensatórias, certamente movidas pela melhor das intenções, produzirão um efeito perverso: despertarão o ódio racial e não conseguirão cauterizar a ferida da desigualdade.

Esgrimindo argumentos convincentes, o jornalista mostra que os desníveis salariais entre brancos e negros não têm fundamento racista: ganham menos sempre os que têm menos escolaridade. "Os mecanismos sociais de exclusão têm como vítimas os pobres, sejam brancos, negros, pardos, amarelos ou índios. E o principal mecanismo de reprodução da pobreza é a educação pública de baixa qualidade." Só investimentos maciços em educação podem erradicar a pobreza. É preciso fugir da miragem do assistencialismo. "Tire o dinheiro do programa social e o pobre voltará a ser pobre, caso tenha saído da pobreza graças ao assistencialismo. E o pior: num país pobre como o nosso, cada centavo que deixa de ir para a educação contribui para a manutenção dos pobres na vida trágica que levam", adverte o autor.

Numa primeira reflexão, nada mais justo do que dar aos negros a oportunidade de ingressar num curso superior. Mas, quando examinamos o tema com profundidade, vemos que não se trata de uma providência tão justa quanto parece. Ao tentar corrigir a injustiça que, historicamente, marcou milhões de brasileiros, cria-se um universitário de segunda classe, que não terá chegado à universidade por seus méritos. Ademais, ao privilegiar etnias, a lei discrimina outros jovens brasileiros pobres que não se enquadram no perfil racial artificialmente desenhado pelo legislador. Oculta-se a verdadeira raiz da injustiça: a baixíssima qualidade do ensino.

Os negros brasileiros não precisam de favor. "Precisam apenas de ter acesso a um ensino básico de qualidade, que lhes permita disputar de igual para igual com gente de toda cor." Impõe-se um debate mais sério. Uma discussão livre das ataduras do patrulhamento ideológico. Afinal, caro leitor, o que está em jogo é a própria identidade cultural do nosso país.


Carlos Alberto Di Franco, é diretor do "Master em Jornalismo", professor de Ética e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, articulista dos jornais "O Estado de S. Paulo", "O Globo", "Gazeta do Povo", entre outros. Autor do livro "Jornalismo, Ética e Qualidade" e co-autor de "O Papel da Polícia na Sociedade Democrática". Di Franco também têm publicados diversos ensaios sobre o tema "o jornalismo e a sociedade".
E-mail: difranco@iics.org.br





Publicado no jornal "O Estado de S.Paulo" – (Editorial Opinião).
Segunda-Feira, 09 de fevereiro de 2009.




Leia também: O banquete de migalhas de Sarney e Temer – José Nêumanne



Thursday, November 27, 2008

Comunista insidioso! A quem ele pensa estar enganando?

Foto: Deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP).





























Carta aberta ao Grande Chefe Branco
por Demétrio Magnoli

Prezado deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP):

No 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, a Câmara passou a lei de cotas nas universidades e instituições federais de ensino médio, que é a primeira lei racial na história da República. A aprovação se deu sem o voto dos deputados, por conluio entre lideranças. Você participou destacadamente daquele conluio, renunciando à posição contrária à inclusão da raça na lei que dizia sustentar.

Arlindo Chinaglia (PT-SP), o presidente da Câmara, celebrou o desenlace e ofereceu um diagnóstico: "Os que têm opiniões divergentes cederam, o que resultou em um grande avanço." Traduzo a frase do seguinte modo: nada é impossível, nem mesmo derrubar o princípio da igualdade perante a lei, quando a oposição abdica de seus deveres básicos. Estou errado?

Serei franco. Surpreendeu-me a sua colaboração, sem a qual o projeto teria de aguardar uma sessão com quórum e ser votado nominalmente pelos deputados. Li num jornal a sua justificativa. De acordo com ela, o projeto não é ruim, pois estabelece cotas raciais proporcionais à composição "racial" da população de cada unidade federativa, de modo que, nas suas palavras, nos Estados com predomínio demográfico de brancos, eles terão chances maiores de ingressar nas universidades. Se entendi, você negociou e aprovou o projeto pois não viu nele desvantagens para a "raça branca". Posso, então, intitulá-lo Grande Chefe Branco?

Não há ironia nisso, acredite. Os patrocinadores de projetos de cotas no ensino e no mercado de trabalho almejam a condição de líderes negros. Eles usam o fruto envenenado da raça para impulsionar carreiras políticas ou conquistar posições de prestígio em ONGs muito bem financiadas. Mas é claro que a construção de identidades raciais oficiais no Brasil abre possibilidades inusitadas. Se há líderes negros, por que não líderes brancos? (Veja que para isso nem se precisa de algo tão aparente quanto a cor da pele: em Ruanda a vida política girava em torno de líderes tutsis e líderes hutus, ao menos até o genocídio).

Não nos enganemos. Políticos oportunistas em busca da condição de líderes negros (ou brancos) são elos instrumentais na passagem de leis de raça, mas a concepção de tais leis se deve aos doutrinários racialistas, que são pessoas dotadas de princípios - e o xis do problema reside no conteúdo desses princípios. Racialismo é a doutrina baseada numa dupla crença: 1) raças existem, se não na natureza, ao menos na história; 2) "a história do mundo não é a história de indivíduos, mas de grupos, não a de nações, mas a de raças". Empreguei, para expor a segunda crença racialista, uma citação de William Du Bois (1868-1963), o pai fundador da doutrina. Toda a lógica das políticas de cotas raciais se encontra delineada na obra desse americano. Seria inoportuno sugerir que a lesse?

Du Bois era um racialista, não um racista, pois não acreditava em noções de superioridade racial. Ele visitou a Alemanha nazista e gostou do orgulho de raça promovido pelo regime, mas confessou sua repulsa com a perseguição aos judeus. Bem antes, em 1903, escreveu Os talentosos dez por cento, em que expunha a tese de que, por meio de uma criteriosa seleção educacional, um negro em cada dez poderia converter-se em líder mundial da raça negra. O artigo começa assim: "A raça negra, como todas as raças, será salva por seus homens excepcionais. O problema da educação entre negros, então, deve antes de tudo concentrar-se nos 10% talentosos..." Entendeu, agora, a proposta de cotas? Percebeu que ela nada tem que ver com um programa de redução de desigualdades sociais?

Nos EUA, as leis de segregação racial definiram quem era branco e quem era negro. Du Bois falava para uma raça oficializada pela discriminação. Por aqui, os racialistas lamentam a ausência de leis desse tipo no nosso passado, pois recaiu sobre os ombros deles a missão de fabricar, na mente das pessoas, a consciência racial e o orgulho de raça. Fico um tanto triste ao perceber que se procura realizar essa obra a partir da escola. Tarso Genro, na sua passagem pelo Ministério da Educação, ordenou que todas as escolas associem nominalmente cada aluno a uma raça. Você, um ex-ministro da Educação, e Paulo Haddad, o atual titular da pasta, articularam juntos o projeto de cotas raciais aprovado na Câmara. Vocês não são três, mas uma tríade. Juntos, por cima de diferenças partidárias, invadem as aulas de História e Biologia para apagar a lousa onde está escrito que raças humanas não existem, a não ser como invenção do racismo. Mas você liga para o que está escrito na lousa?

Já notou que os brasileiros sentem uma certa repugnância diante da idéia de serem divididos oficialmente em raças? Por coincidência, no mesmo dia em que vocês aprovavam uma lei que faz exatamente isso, divulgou-se uma pesquisa de opinião pública sobre atitudes diante do tema racial. Encomendada pelo Cidan, uma ONG racialista, a pesquisa fez perguntas viciadas, tendenciosas, a uma amostra da população carioca. Mesmo assim, 63% declaram-se contra as cotas raciais. Mais interessante é que as posturas diante das cotas raciais não variam em função da cor autodeclarada das pessoas. Entre os "brancos", 63,7% rejeitam essa política; entre os "pardos", 64%; entre os "pretos", 62,2%. Eu interpreto isso como uma opção identitária: as pessoas, independentemente da cor da pele, querem ser cidadãos iguais perante a lei. Estou errado?

Não há motivo para imaginar que os demais brasileiros pensem diferente dos cariocas. Apesar da maciça propaganda racialista veiculada pelo Estado, os cidadãos percebem o mal que a pedagogia das raças faz aos jovens estudantes. A coincidência entre a divulgação da pesquisa e a aprovação por conchavo da lei de cotas coloca uma pergunta constrangedora: onde está a representação parlamentar da maioria que rejeita as leis raciais?


Demétrio Magnoli é graduado em Ciências Sociais e Doutor em Geografia Humana pela FFLCH-USP, editor da publicação Mundo - Geografia e Política Internacional, assina coluna semanal na Folha de S. Paulo e integra o GACINT - Grupo de Análises de Conjuntura Internacional da USP. Autor e co-autor de vários livros nas áreas de Geografia, Conjuntura Internacional, História Contemporânea, tais quais: " O Que é Geopolítica", "Da Guerra Fria à Detènte" e "O Mundo Contemporâneo", entre outros, além ministrar palestras e colaborar em diversos órgãos da mídia.
E-mail: demetrio.magnoli@terra.com.br



Publicado no jornal " O Estado de S. Paulo" (Opinião).
Quinta-feira, 27 de novembro de 2008.




OS TOPA-TUDO SEM DINHEIRO – Maria Lucia Victor Barbosa



 
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