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Tuesday, May 25, 2010

SOB O IMPÉRIO DA INSENSATEZ.








































E A LOUCURA CONTINUA CAMPEANDO...
por Ubiratan Iorio

O mundo parece ter virado de cabeça para baixo. O certo deixou de ser certo e o errado de ser errado; o que sempre foi considerado como virtude deixou de sê-lo e o que era vício já não é mais vício. Pais jogam filhas do alto de edifícios e de pontes; filhas matam pais e em seguida vão para o motel com o namorado; maridos assassinam esposas e vice-versa; políticos sabidamente corruptos, além de não serem impedidos de concorrer a novos mandatos, frequentemente são reeleitos; médicos abusam sexualmente de pacientes; babás maltratam bebês inocentes; professoras são agredidas por alunos; leis instituem cotas disso e daquilo, sobrepondo-as ao mérito; o governo gasta o que pode – e o que nós, "contribuintes" compulsórios, não podemos – para eleger sua candidata; a direita (envergonhada não sei de quê) não tem coragem de mostrar a cara; e os defensores dos valores morais herdados de nossos antepassados e da economia de mercado estão acuados e, diante de tantas pressões contrárias, muitos deles pensam em desistir da luta, o que é um erro.

Recolhi, em apenas um dia, três manifestações evidentes de que a loucura continua campeando na terra que Caminha tanto exaltou. Deixo-as com vocês, para sua reflexão.

Primeira manifestação: mais um ministério!

Em entrevista ao Jornal da TV Bandeirantes, em 26 de abril, o candidato tucano à presidência do país, instado pelo entrevistador Datena a pronunciar-se sobre o que pensa do MST, após dizer o que todos já sabemos – ou seja, que os invasores de terras alheias, financiados com recursos oficiais, usam a bandeira da reforma agrária como mero pretexto para seus fins políticos – sacou do coldre uma declaração que mostra bem o que representa a disputa política, pela quinta eleição presidencial consecutiva, entre dois partidos de esquerda, o seu e o (dito) dos "trabalhadores": a de que, caso seja eleito, criará mais um ministério, o da "segurança"...

Mamma mia, mais um ministério! Qualquer paralelepípedo esquecido na mais longínqua rua deste nosso belo e estranho país sabe, há muitos e muitos anos, que a melhor receita para um governo não resolver um problema é criar um ministério (ou secretaria especial) dedicado a solucionar esse problema!

Lula, até agora, é campeão absoluto em criar ministérios e secretarias especiais para acomodar aliados, companheiros e tendências. Com ele, já são trinta e sete, quase quarenta, o mesmo número dos existentes em Cuba e a metade dos que existiam na antiga União Soviética. E Serra demonstra que, com ele, as coisas não mudarão, pois o candidato da "oposição", simplesmente, promete criar mais um, dessa vez para enfrentar os crimes, inclusive – como inferi da entrevista – os praticados pelo MST. Difícil de acreditar, mas é verdade!

Qualquer governo que revele respeito pelos direitos de propriedade sabe que, para acabar com as invasões dos baderneiros do campo basta ao governo aplicar a lei – ou seja, chamar a polícia do estado onde ocorre a invasão, retirar os invasores e seus "coordenadores", processá-los e aplicar, pura e simplesmente, o Código Penal, já que os que aprovaram nossa Constituição "cidadã", com todos os seus defeitos (incluindo o conceito malicioso de "função social da terra"), não se atreveram a abolir o direito de propriedade. Para os demais crimes, cabe o mesmo procedimento, com a ressalva de que, dada a dimensão do problema, há necessidade urgente de investimentos para modernizar as polícias e de disposição para tornar as penas mais severas, o que aumentará ao mesmo tempo a probabilidade de captura e o rigor do castigo reparatório, inibindo assim os criminosos potenciais e reduzindo sensivelmente as taxas de criminalidade.

Mas Serra quer criar um ministério apenas para cuidar da segurança interna, como se fossem poucos os paquidermes que povoam a Esplanada e como se, no seu governo, nem de longe houvesse possibilidade de aparelhamento político do novo filhote de elefante. E, ainda, como se as diversas polícias já existentes - civis, militares, municipais, federal, rodoviária, força nacional de segurança, etc., não fossem capazes de resolver a grave questão do crime na cidade e no campo e a simples vontade política e o consequente respeito à lei, garantido pelas autoridades, não fossem suficientes para manter a ordem.

Ouvidos pela mídia, os chamados "especialistas em segurança", em geral sociólogos de esquerda, apoiaram em sua maioria a proposta do governador paulista.

É apavorante.

Segunda manifestação: "meu governo será mais de esquerda que o de Dilma"!

No último final de semana, a economista luso-brasileira Maria da Conceição Tavares - aquela que chorou de alegria quando Sarney criou o Plano Cruzado (quando a boa teoria econômica recomendava que a tristeza é que deveria ter sido o motivo do choro, diante de tamanho equívoco) - completou 80 anos e seus amigos e ex-alunos ofereceram-lhe uma festa no Rio de Janeiro. Lá estavam dois velhos discípulos e seguidores de suas ideias intervencionistas: Serra e Dilma.

Em dado momento da comemoração, conforme noticiou o jornal O Globo na mesma segunda-feira, 26 de abril, Serra viu-se cercado por antigos companheiros de "exílio" (as aspas são necessárias, porque muitos dos que hoje recebem a chamada "bolsa-terrorismo" se auto-exilaram) e, para tentar ganhar ou recuperar a simpatia – e os votos – dos velhos comunistas, fez questão de frisar que o seu governo seria mais de "esquerda" do que o de Dilma...

E pensar que o tucano, diante do simulacro de polarização em que se transformaram as eleições presidenciais no Brasil, é apresentado como se fosse o candidato da "direita"...

É assustador!

Terceira manifestação: o Ministério da Justiça quer soltar 20% dos presos do país!

Também no mesmo dia 26 de abril – que, pelo visto, deveria ser doravante considerado como o Dia da Loucura – os jornais noticiaram que o Ministério da Justiça, devido às precárias condições dos presídios brasileiros, pretende colocar na rua, sob regime de monitoramento eletrônico, 20% do total de presos, o que equivale a cerca de 80.000 condenados por diversos crimes. E pensar que tal proposta ocorreu poucos dias depois de terem libertado aquele maníaco pedófilo que acabou se enforcando na prisão, após ter praticado mais seis assassinatos de meninos depois que foi solto por "bom comportamento"...

Alegam os defensores da absurda proposta que, como o sistema prisional do país não trata os presos com dignidade – o que é verdade – então a solução é soltar os que mostrarem "bom comportamento". Um dos defensores da idéia chegou a afirmar em entrevista na TV que se um preso, após ser solto, voltasse a delinqüir, ele seria facilmente recapturado graças ao sistema de monitoramento eletrônico. Isto nos conduz imediatamente a uma pergunta simples e objetiva: e se o tal delito fosse um assassinato, o gênio que deu a entrevista teria também poderes para ressuscitar a vítima? Será que ele trará de volta à vida os seis meninos que foram mortos pelo maníaco? Ou que fará retornar a alegria às suas famílias e a tantas outras atingidas por crimes praticados em condições semelhantes?

Não seria mais respeitoso para com a população que sempre respeitou a lei se, ao invés de libertarem condenados antes do cumprimento total de suas penas, colocando em risco inadmissível todas as pessoas de bem, construíssem tantos presídios quanto fossem necessários para abrigar com um mínimo de dignidade indivíduos que já comprovaram serem nocivos para a sociedade? Não venham dizer que não há recursos para isso, porque para outros fins bem menos necessários ao bem comum (porém, mais eleitoreiros) os dados demonstram que eles existem - e de sobra.

Do jeito que a coisa caminha, qualquer dia desses outro cérebro iluminado irá propor que, para que a população carcerária pare de crescer, a polícia deverá ser proibida de prender e os juízes de condenar... Ou algum outro luminar sugerirá que, doravante, por decreto, crime não será mais considerado crime e justiça também não será mais justiça... Felizmente, não há possibilidade de um terceiro gênio sugerir que todas as pessoas de bem sejam trancafiadas e todos os bandidos sejam soltos, porque, neste caso, não haveria recursos para construir tantos presídios, embora, muito provavelmente, alguém já deva ter pensado em uma "solução" desse tipo...

É aterrador.

Conclusão simples

O Brasil – assim como o mundo – está de ponta-cabeça. A raiz mais profunda de toda essa maluquice é o abandono dos valores morais que forjaram a civilização ocidental, com a morte de Deus decretada unilateralmente (se fosse hoje, teria sido por Medida Provisória) por Nietzshe, o niilismo, os ataques orquestrados contra o Papa e a Igreja Católica (o que é diferente de punir meia dúzia de padres pedófilos, que devem ser processados na Justiça comum por seus crimes e afastados da Igreja por seu péssimo exemplo). O vácuo causado por todos esses fenômenos estimulou a politização do sistema moral e do sistema econômico, com o avanço crescente do Estado sobre o indivíduo e vem transformando nossa sociedade em um enorme hospício.

Ou acabamos com o relativismo moral ou ele terminará conosco, instituindo definitivamente a barbárie em suas diversas manifestações. E o que vem a ser um homem compulsoriamente desnudado, por meio de permanentes lavagens cerebrais, de princípios morais, senão uma criatura bárbara, semelhante a um animal irracional, despida, portanto, de sua própria dignidade? E o que vem a ser a servidão do indivíduo ao Estado, senão uma forma de barbárie, talvez uma das mais hediondas, torpes, vis e abjetas?

Mas não se preocupe. Sorria! Sua conta bancária já está há tempos sendo monitorada pelo Estado e em breve, - se você não botar a boca no trombone – sua vida privada e todos os seus atos também o estarão. E se, por infelicidade (já que ninguém é perfeito), praticar algum delito moral grave, não será punido por isso e a mídia poderá até transformar você em manchete, capa de revista e chamá-lo para programas na televisão...

Como diz meu dileto amigo, o filósofo Alberto Oliva, da UFRJ, "a loucura campeia". E, pelo visto, continuará a campear e a ditar as regras do jogo por muito tempo na terra descoberta por Cabral...


Ubiratan Jorge Iorio de Souza é Doutor em Economia pela EPGE/Fundação Getulio Vargas, ex-funcionário do Banco Central do Brasil, foi também articulista de Economia do "Jornal do Brasil" e do jornal "O DIA". Ubiratan Iorio tem cerca de quinhentos artigos publicados em jornais e revistas brasileiros, é Consultor em diversas instituições e já publicou os seguintes livros: "Economia e Liberdade: a Escola Austríaca e a Economia Brasileira", "Uma Análise Econômica do Problema do Cheque sem Fundos no Brasil" e "Macroeconomia e Política Macroeconômica". Para saber mais sobre Ubiratan acesse seu site/blog pessoal "Ubiratan Iorio". E-mail: commenti@ubirataniorio.org



Publicado no site/blog "Ubiratan Iorio".
Artigo do Mês - Ano IX – Nº 98 – Maio de 2010.




Já tomou a vacina H1N1? Não se preocupe... No melhor dos casos você pode ter contraído AIDS. Coisa à-toa!




Tuesday, March 11, 2008

Esses vagabundos que estão no poder não passam de uns "rola-bostas".






























A burrice é incansável...
por Ubiratan Iorio

A patologia da mentira latino-americana inocula na cabeça de inocentes, desde a mais tenra infância, que, se João é pobre, é porque Pedro é rico... Se considerarmos dois outros falsos dogmas do socialismo-marxismo, o da crença na existência de um estado natural de abundância e o de que a economia é sempre um bolo de dimensões fixas, não causam espanto algumas tentativas de experimentações da economia de Robin Hood, de tirar dos ricos para dar aos pobres, de que o Imposto sobre Grandes Fortunas (ISGF) - parvoíce agora ressuscitada por alguns sindicatos no bojo da "reforma tributária" do companheiro Mantega - é mais um triste exemplo, ao lado de outras aberrações, como as propostas de mais alíquotas para o imposto de renda da pessoa física e de abolição da demissão por justa causa.

Alguns políticos e sindicalistas sempre souberam chacoalhar as árvores para apanhar no chão os frutos, mas nunca desconfiaram que, antes, é preciso plantá-las... Suas proposições ostentam o viés demagógico e o interesse político e eleitoral de aparecer na mídia. Como as tolices são abundantes e o espaço é escasso, comento hoje apenas uma delas.

A implantação do ISGF, também chamado em alguns países de "Imposto de Solidariedade sobre Grandes Fortunas" (solidariedade compulsória não é solidariedade, mas extorsão, diga-se de passagem), só causaria efeitos devastadores sobre a economia: fuga de capitais; desestímulo à poupança e aos investimentos e, portanto, ao crescimento econômico; imobilização dos fluxos de capitais internacionais; punições ao trabalho e ao desejo legítimo de progredir na vida; empobrecimento generalizado; forte exortação à lavagem de dinheiro; e conclamação à sonegação.

Em todos os países onde foi aplicado, o ISGF mostrou altíssimo custo de arrecadação e baixíssima produtividade fiscal: Itália, Irlanda e Japão o abandonaram; em Espanha e França os resultados foram também decepcionantes; na Índia, economia emergente, foi outro fracasso. E a explicação é simples e natural: tributar pesadamente, tirando dos mais capazes e motivados para dar aos menos capazes ou menos dispostos, em geral redunda em punir os primeiros, sem capacitar nem corrigir os segundos. A solução, óbvia, é mandar Robin Hood às favas e prover os menos preparados de boa educação e saúde, sob leis que estimulem o trabalho, o emprego, o esforço e a parcimônia.

Ademais, esse imposto embute outro enorme defeito: a riqueza ou patrimônio é um estoque e, como qualquer estoque, é formado por fluxos - no caso, os dos rendimentos do trabalho e do capital - e, portanto, ao taxar o estoque, ocorre dupla tributação, pois os fluxos já foram tributados diretamente pelo Imposto de Renda sobre rendimentos do trabalho e do capital. Só mesmo a doença da cegueira ideológica, o atributo da burrice e o vício da preguiça o apóiam...

E isso não é tudo, porque há ainda sérios problemas operacionais: o que é uma "grande fortuna"? É um simples valor monetário? Uma fração dos grandes contribuintes do Imposto de Renda? Qual o sujeito passivo do imposto, apenas as pessoas físicas ou, também, as jurídicas? Que patrimônio deve ser tributado, o líquido ou o bruto? As alíquotas devem ser proporcionais ou progressivas? Será universal ou apresentará exceções? E o que dizer com respeito aos preceitos constitucionais que proíbem confiscos e garantem direitos de propriedade e de herança? Incidirá sobre toda a "riqueza" ou somente sobre bens que denotarem "suntuosidade"? Neste último caso, o que seriam bens "suntuosos"? Garrafas de Romanée-Conti? Saca-rolhas de R$ 900?

A idéia do ISGF nasceu em 1989, por proposta do então senador Fernando Henrique Cardoso, que estabelecia pagamento de 0,3% a 1% para fortunas acima, em moeda atual, de R$ 100 mil. Agora, uma deputada do PSOL pretende ampliar as alíquotas para faixas que iriam de 1% a 5%, que incidiriam sobre fortunas a partir de R$ 1 milhão. É a ignorância econômica explicitada em números.

Em um momento em que o país carece de uma verdadeira reforma que reduza o astronômico número de tributos, diminua e simplifique alíquotas e promova o federalismo fiscal, é, francamente, de causar indignação ver nédios representantes do povo, dos trabalhadores e da burocracia incrustada em Brasília brincando de Robin Hood e declamando que pagar impostos seria "cidadania". Porque cidadania é exatamente o contrário: é controlar os gastos do governo e respeitar os contribuintes.

É lamentável que a burrice seja incansável e que campeie em nossas plagas...

N. R. Os "rola-bostas", também chamados de escaravelhos, são besouros da família dos escarabeídeos. Eles alimentam-se de fezes de animais e na época da reprodução enterram bolinhas de estrume para alimentar as larvas, que se criam sob o solo.


Ubiratan Jorge Iorio de Souza é Doutor em Economia pela EPGE/Fundação Getulio Vargas, ex-funcionário do Banco Central do Brasil, foi também articulista de Economia do "Jornal do Brasil" e do jornal "O DIA". Ubiratan Iorio tem cerca de quinhentos artigos publicados em jornais e revistas brasileiros, é Consultor em diversas instituições e já publicou os seguintes livros: "Economia e Liberdade: a Escola Austríaca e a Economia Brasileira", "Uma Análise Econômica do Problema do Cheque sem Fundos no Brasil" e "Macroeconomia e Política Macroeconômica". Para saber mais sobre Ubiratan acesse seu site/blog pessoal "Ubiratan Iorio". E-mail: commenti@ubirataniorio.org




Publicado no "Jornal do Brasil".
Segunda-Feira, 10 de março de 2008.




OEA reflete vitórias colombianas contra as Farc – William Waack


Monday, January 14, 2008

Apologia a vagabundagem ou só uma idéia de jerico?

Foto: Márcio Pochmann - presidente do IPEA.









































O encômio do ócio
por Ubiratan Iorio

Os brasileiros conscientes, que não se deixam levar pelo bombardeio esquerdista desencadeado pela mídia, estão entregues às baratas. É de impressionar, até para um alienado crônico, a quantidade de pessoas sem qualificação ocupando cargos públicos importantes no governo do PT. Onde isso vai parar não sabemos, mas é fácil percebermos que mais três anos com essa turma no Planalto decretarão a deterioração total de nosso setor público - que, aliás, nunca foi eficiente em termos de servir ao público. Se o próximo presidente tiver consciência da gravidade do problema levará, pelo menos, um mandato inteiro para consertar os estragos.

O louvor à indolência veio de um campeão de sandices, Márcio Pochmann, presidente do Ipea, que, depois de declarar em sua posse que o Estado brasileiro seria "raquítico" e de ter iniciado um expurgo - petetização - no órgão, saiu-se, antes do Natal, com uma bobagem digna de figurar entre as maiores já pronunciadas por uma figura pública: "Não há, do ponto de vista técnico, motivo para alguém trabalhar mais do que quatro horas por dia durante três dias por semana"...

Ponto de vista "técnico"? Tamanha jericada teria de suscitar, naturalmente, reações indignadas por parte dos que, por bons princípios ou por experiência, sabem que o trabalho é essencial para o homem e sua prosperidade. Assim, por exemplo, reagiu o jornalista Reinaldo Azevedo à parvoíce do ex-secretário da ex-prefeita Marta Suplicy: "Pochmann é um daqueles casos em que o trabalho conta como massa negativa. Se ele trabalhar a metade, renderá sempre o dobro. O ideal, de fato, é que não faça nada para que atinja a produtividade 100%".

Azevedo, a meu ver, foi generoso com o economista que compôs, da maneira mais multidisciplinar e errada possível, um hino à vagabundagem, demonstrando desprezar a ética do trabalho, entender tanto de economia quanto uma preguiça sonolenta de teoria dos jogos e conhecer tanto de história quanto uma pulga saltitante da arte do contraponto e fuga.

Sob o ponto de vista ético, sabemos, desde os escritos de São Paulo, que aquele que não gosta de trabalhar não merece comer o pão. Além disso, toda a tradição moral da civilização nos ensina que o trabalho dignifica e que as tarefas profissionais bem feitas, realizadas com perfeição humana, além de renderem benefícios pecuniários, elevam o espírito. Nota zero em ética!

Quanto à história, olhemos apenas o exemplo da França, que já tentou a fórmula do ócio, deu-se conta da imensidão do erro e está voltando atrás, mesmo possuindo um nível de capital humano inquestionavelmente maior do que o do Brasil - o que, teoricamente, daria aos franceses, em média, a possibilidade de terem de trabalhar menos horas do que os brasileiros. Zero em história!

E, quanto à economia, é degradante que alguém do ramo desconheça que o crescimento - da pessoa humana e do país - só se consegue com esforço, criatividade, busca pessoal, hábitos de poupança e trabalho duro, sob leis justas, concisas e estáveis. Nos países desenvolvidos - que atingiram esse grau exatamente por não terem seguido suas idéias - trabalha-se ainda, e muito. Nota zero em economia para o economista! Que vergonha!

Sabe acaso o senhor Pochmann o que seria, por exemplo, ficar atrás do balcão de uma padaria ou botequim e fechar o estabelecimento quatro dias por semana e, nos outros três, atender apenas das 8h até o meio-dia, ou das 14h até as 18h? Ou ser um dentista, médico, agricultor, dono de uma academia, ou representante de vendas e proceder da mesma forma? O que deseja? Que todos corram para gastar nos shoppings, sem terem produzido? O que espera? Que a redução de 70% nas horas semanais de trabalho, de 40 para 12, fará crescer o número de empregados? Será que conhece algo sobre custos? Que nunca leu, em qualquer livro introdutório de economia, sobre o conceito de produtividade? E que ignora as relações, fortes e inescapáveis, entre produtividade, salários, custos de produção, oferta e nível de emprego? Quem sustentaria a vagabundagem coletiva? Os contribuintes? E até quando? Até que todos - inclusive o país - quebrassem?

O encômio do ócio... Aviltante! Por essas e outras, Roberto Campos definia o PT como "o partido dos trabalhadores que não trabalham, dos estudantes que não estudam e dos intelectuais que não pensam".


Ubiratan Jorge Iorio de Souza é Doutor em Economia pela EPGE/Fundação Getulio Vargas, ex-funcionário do Banco Central do Brasil, foi também articulista de Economia do "Jornal do Brasil" e do jornal "O DIA". Ubiratan Iorio tem cerca de quinhentos artigos publicados em jornais e revistas brasileiros, é Consultor em diversas instituições e já publicou os seguintes livros: "Economia e Liberdade: a Escola Austríaca e a Economia Brasileira", "Uma Análise Econômica do Problema do Cheque sem Fundos no Brasil" e "Macroeconomia e Política Macroeconômica". Para saber mais sobre Ubiratan acesse seu site/blog pessoal "Ubiratan Iorio". E-mail: commenti@ubirataniorio.org




Publicado no "Jornal do Brasil".
Segunda-feira, 14 de janeiro de 2008.




ZECA "DIABO" DIRCEU: "IL CONDOTTIERE SCHUMPETERIANO".



Sunday, January 28, 2007

O perfeito idiota latrino-americano, porém armado e perigoso. Muito perigoso!
































A revolução dos tolos
por Ubiratan Iorio

O que é, o que é? É uma figura patética, mas perigosa. Banha-se em uma piscina de petrodólares, mas tem o aspecto de quem não é chegado a uma boa ducha. Tem cara de bobo, mas é esperto e anda armado... Refiro-me ao grotesco e paleolítico coronel Hugo Chávez - o "Chapolim de Miraflores" - que, mercê de uma farsa democrática, quer perpetuar-se no poder até - vejam! - o ano de 2030... E que, a cada reeleição - que vence, sabe-se lá como - apresta-se a mudar sua bíblia, a Constituição "bolivariana" de seu país, para moldá-la à sua ganância de poder.

Os escravos de Nabucodonosor da Babilônia ralavam 20 horas por dia porque não havia outro jeito, por causa das chibatadas e, em casos extremos, da morte, mas, se tivessem chance, colocariam veneno na lauta refeição do tirano. Hoje, os socialistas, comunistas e "teólogos" de falsas libertações criaram outra forma de servidão, desta vez consentida e, até, agradecida. Na América Latina, só são considerados intelectuais os artistas, cineastas, escritores, sociólogos, invasores de propriedades alheias e catadores de lixo que têm a aquiescência e complacência das esquerdas. Como disse Nelson Rodrigues, "não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer".

Até o século 19, os tolos eram apenas tolos, nada mais do que tolos e que se comportavam como tolos. Mas, com Marx e a ascensão das ideologias, descobriram que eram em maior número e revestiram-se de súbita sabedoria, passando a "pensar" pelos preparados e inteligentes, com o apoio da mídia socialista, que infesta os cadernos ditos "culturais" dos jornais. Em outros tempos, os melhores pensavam pelos idiotas. Hoje em dia, são os idiotas que pensam pelos melhores, porque ou estes se submetem aos primeiros ou são por eles engolidos.

Ser professor em uma universidade estatal, ou cineasta, escritor, sociólogo, artista ou socialista do Leblon, eis, com poucas exceções, os modos mais fáceis e diretos de ser intelectual sem ler, sem pensar e sem precisar esforçar-se para ligar duas simples idéias. Basta simular defender uma estranha liberdade, aplicável a eles, mas não aos demais, esganar-se de berrar contra todos os regimes de força de direita mas levar em sua algibeira a sua ditadurazinha particular e, naturalmente, socialista...

A Revolução dos Tolos acusa Pinochet, Médici e qualquer outro direitista (especialmente Bush) de carniceiros e ditadores, enquanto entoa hosanas a Lênin, Mao, Guevara, Fidel, Saddam, Morales, Chávez e outros monstros autores de crimes bem mais brutais, como se fossem deuses libertadores. Voltemos a Nelson Rodrigues: "A URSS, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento. Tão parecidos Stalin e Hitler, tão gêmeos, tão construídos de ódio. Ninguém mais Stalin do que Hitler, ninguém mais Hitler do que Stalin".

Na América Latina o marxismo adquiriu uma forma difusa, volátil, caleidoscópica e etérea. É-se marxista sem estudar, sem pensar, sem ler, sem escrever, nem - seria exigir demais - pensar, pois basta respirar e assumir ares de "socialmente engajado". Vêem-se em cada beco "amantes espirituais" de Hugo Chávez e outros idiotas perigosos, formados por jornalistas, sociólogos, intelectuais, ex-frades, poetas, cineastas, taxistas e bombeiros hidráulicos. Só falta pôr na parede retratos do pelintra, em uma pederastia fantasiada, idealizada, utópica, pornofotográfica...

Sua raiva contra a pobreza e a má distribuição de renda é altamente profissional. Essa gente vive da fome dos que morrem de fome, mas em plena abundância. "Bolivariana", é claro...


Ubiratan Jorge Iorio de Souza é Doutor em Economia pela EPGE/Fundação Getulio Vargas, ex-funcionário do Banco Central do Brasil, foi também articulista de Economia do "Jornal do Brasil" e do jornal "O DIA". Ubiratan Iorio tem cerca de quinhentos artigos publicados em jornais e revistas brasileiros, é Consultor em diversas instituições e já publicou os seguintes livros: "Economia e Liberdade: a Escola Austríaca e a Economia Brasileira", "Uma Análise Econômica do Problema do Cheque sem Fundos no Brasil" e "Macroeconomia e Política Macroeconômica". Para saber mais sobre Ubiratan acesse seu site/blog pessoal "Ubiratan Iorio". E-mail: commenti@ubirataniorio.org




Publicado no "Jornal do Brasil".
Segunda-feira, 11 de dezembro de 2006.
































SEM DÚVIDA, NA FOTO ACIMA, CHE GUEVARA ENCONTRA-SE NO SEU MELHOR MOMENTO.

Atenção bobocas adoradores de falsos-mitos, copiem esta foto e apliquem em camisetas, façam pôsteres e pendurem em seus quartos e levem sempre com vocês uma cópia da última foto do carrasco da "Fortaleza Cubana", assim vocês não correm o risco de esquecer qual é o fim dos aventureiros e assassinos.


 
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