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Friday, April 04, 2008

Se "Stella" cair, o "boi" começará a autodestruir-se!











































PT usou estrutura do Estado para promover a chantagem
por Aluízio Amorim

A matéria que é manchete na Folha de São Paulo desta sexta-feira e que segue na íntegra após este prólogo liquida com todas as explicações dadas até hoje pelo governo lulista com a finalidade de negar a autoria da elaboração de um dossiê contra o Governo Fernando Henrique Cardoso.

Vejam como as coisas foram feitas. Ao invés de governar o país o governo petista transformou o Estado brasileiro numa extensão do seu partido e usa a estrutura estatal não apenas para permanente maketing político eleitoral, mas como uma máquina perversa e criminosa.

Mandaram os funcionários do Palácio do Planalto catar no arquivo morto supostas informações que comprometeriam o governo FHC, com a finalidade precípua de barrar investigações a respeito dos abusos nos gastos com os cartões corporativos cometidos por Lula e seus sequazes.

O dossiê não teve outra função senão a de chantagear a oposição.

Nada é mais deletério do que a chantagem, um ato vil, covarde, rasteiro e asqueroso. Um governo que se vale do poder para chantagear, que usa a estrutura pública para essa prática nefasta e abjeta não pode continuar governando o Brasil.

Convenhamos. Lula e seus sequazes perderam todas as credenciais para o exercício do poder, ainda que a malta os incense em agradecimento às migalhas que recebem.

A Nação neste momento confronta-se entre a escolha do Estado de direito democrático fundado em princípios morais e éticos aceites e consagrados na Constituição do Estado, ou transige e se rende à devassidão em que o PT transformou a gestão da coisa pública.

Num país verdadeiramente democrático o governo cairia inteirinho. Creio que já passou da hora de se por um fim a esse circo de horror.

Leia mais abaixo a matéria que está no jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira:


Aluízio Batista de Amorim é advogado, jornalista, escritor e Consultor de Comunicação Social na cidade de Florianópolis-SC, autor dos livros "Nazismo em Santa Catarina" e "Elementos de Sociologia do Direito em Max Weber", também é o editor do "Blog do Aluizio Amorim".






Publicado no "Blog do Aluizio Amorim".
Sexta-feira, 04 de abril de 2008, 04h02.



Arquivo detalha dossiê da Casa Civil contra FHC
por Leonardo Souza e Marta Salomon

Cópia de arquivo extraído diretamente da rede de computadores da Casa Civil mostra que o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da sua mulher, Ruth, de ministros tucanos e até da chef de cozinha de FHC saiu pronto do Palácio do Planalto.

O documento, a que a Folha teve acesso, afasta a possibilidade de que tenha havido adulteração nos dados arquivados pela Casa Civil que o governo chama de base de dados, feito de forma paralela ao sistema de controle de gastos de suprimento de fundos, o Suprim.

O conjunto das planilhas, com 27 páginas e 532 lançamentos de despesas ao todo, revela que às 15h28 do dia 11 de fevereiro, a Casa Civil começou a lançar nas planilhas dados colhidos de processos de prestações de contas dos gastos de suprimentos de fundos da Presidência entre 1998 e 2002. Os processos foram retirados do arquivo morto, guardado num prédio anexo do Planalto.

O documento digital revela que, no período de uma semana, foram criadas pastas diferentes para 1998, ano em que FHC foi reeleito, e os quatro anos do segundo mandato.

Foram agrupadas separadamente, também, as despesas de Ruth Cardoso, da chef de cozinha Roberta Sudbrack e de dois dos ministros mais poderosos do Planalto na época, Eduardo Jorge (Secretaria Geral da Presidência) e Clóvis Carvalho (Casa Civil e Desenvolvimento), além de Arthur Virgílio, senador tucano que exerceu o cargo de secretário-geral da Presidência.

O documento mostra como estava essa base de dados da Casa Civil até 18 de fevereiro, mais de um mês antes de a revista "Veja" noticiar a existência de um dossiê destinado supostamente a constranger a oposição a Lula no Congresso.

Meticulosamente planejado

Na data da criação do arquivo ainda não havia sido instalada a CPI dos Cartões, mas a investigação no Congresso de despesas do governo Lula com cartões corporativos tornara-se inevitável. Aliados governistas conseguiriam depois estender as investigações a 1998 e ao segundo mandato de FHC.

A organização dos dados seguiu uma lógica política, e não administrativa. As planilhas, fartas em registros de compras de bebidas alcoólicas, trazem anotações que poderiam orientar os aliados governistas nos trabalhos da CPI.

É identificada também a sigla PR (Presidência da República) na planilha Excel como a empresa onde foi gerado o arquivo. Conforme a Folha revelou na sexta-feira passada, a ordem para a confecção do dossiê foi dada por Erenice Guerra, a número dois da ministra Dilma Rousseff na Casa Civil.

Detalhes do arquivo afastam a possibilidade de montagem a partir de "fragmentos" da base de dados do Planalto.

Anteontem à noite, por meio de nota de sua assessoria, a Casa Civil levantou essa possibilidade como uma nova versão para o caso do dossiê.

"A planilha de 13 páginas, mencionada pelo jornal em suas reportagens, contém informações que constam no banco de dados, como reconhecemos desde o início. No entanto, ela não confere com as nossas nem na seqüência nem na forma de organização das informações. Tal fato sugere a possibilidade de ter sido montada com fragmentos da base de dados", diz a nota.

As pastas do arquivo mostram que não foi mudada nem sequer uma vírgula no relatório de 13 páginas que circulou no Congresso -nem na ordem dos dados nem na organização das informações, com viés claramente político.

Ou seja, o dossiê que chegou às mãos de parlamentares saiu como estava arquivado nos computadores da Casa Civil.

O arquivo registra, nas propriedades do programa Excel, datas e horários de acesso à base de dados do Planalto. Essas informações poderiam ser verificadas por meio de perícia, mas a Casa Civil não admite essa possibilidade.

Desde o início da crise do dossiê, 13 dias atrás, a equipe da ministra Dilma, assim como o ministro da Justiça, Tarso Genro, descartam a possibilidade de a Polícia Federal participar das investigações.

Por ora, elas estão restritas a uma comissão de sindicância composta por três funcionários públicos e que se reporta à Casa Civil, de onde partiu a ordem para montar o banco de dados.

A Casa Civil reconheceu que mandou fazer o banco de dados visando eventuais requerimentos da CPI -que nem estava instalada. Em 20 de fevereiro, dois dias depois da abertura do arquivo do dossiê na Casa Civil, Dilma diria a empresários em um jantar que estava levantando gastos tucanos e que o governo não iria apanhar quieto.

Na versão da Casa Civil, os dados seriam transferidos para o sistema oficial de controle de despesas de suprimento de fundos da Presidência da República, o Suprim.

O governo alegou problemas de ordem tecnológica e a desorganização dos processos de prestação de contas de FHC para justificar a montagem de uma base de dados paralela ao Suprim.


Publicado no jornal "Folha de S. Paulo".
Sexta-feira, 04 de abril de 2008.





Fato Curioso e Grave – Armando Soares

Monday, August 20, 2007

PETISMO: A incompetência levada às últimas conseqüências.


























Click aqui para ver a imagem ampliada.


PLANOS E MAIS PLANOS
editorial da Folha de S. Paulo

O governo federal deve anunciar hoje o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), um conjunto de cem ações antiviolência no qual promete investir R$ 6,7 bilhões até o final de 2012.

A sensação de "déjà-vu" é inescapável. A impressão que se tem é a de que, sempre que um governo se encontra diante de um problema para o qual não tem solução, providencia um caudaloso elenco de propostas que transitam entre o genérico (melhorar a formação dos policiais, combater a corrupção) e o apelativamente simpático (as indefectíveis bolsa-alguma-coisa, plano de financiamento habitacional para policiais e agentes penitenciários).

Em seguida, sorteia-se um número qualquer na casa dos bilhões e se o define como meta de investimentos a materializar-se num futuro distante, de preferência em outra administração.

Essa não é uma exclusividade do governo Lula. Em julho de 2000, logo após a comoção nacional causada pela morte de uma refém no ônibus 174, no Rio de Janeiro, a gestão Fernando Henrique Cardoso apressou-se em entregar seu Plano Nacional de Segurança Pública, um conjunto de 124 ações no qual pretendia investir R$ 3 bilhões.

Como agora, as autoridades de então tiveram de tirar leite de pedra para chegar ao número mágico de 124 medidas antiviolência. Recorreram até a programas de iluminação pública e a um concurso nacional de placas educativas de trânsito.

Entre platitudes e despautérios, tais planos costumam trazer propostas que fazem sentido. O Pronasci apresenta algumas, tais como a construção de penitenciárias, o aperfeiçoamento do Código de Processo Penal e a formação continuada para policiais. Fica, porém, a desconfiança de que alguém no governo está assistindo em demasia a seriados policiais americanos, pois os cursos pautados incluem balística, DNA, toxicologia, medicina, entomologia e fonética forenses.

Ninguém duvida de que nossas polícias sejam carentes de recursos materiais e humanos. Tampouco se ignora que o sistema judicial é moroso e ineficiente. É inegável que a criminalidade é agravada pelas mazelas sociais. Na verdade, já faz tempo que o problema de segurança pública no Brasil não sofre de ausência de diagnósticos. Eles existem, são relativamente precisos e mais ou menos unânimes.

A dificuldade está em implementar as mudanças, algumas complexas, custosas e de longa maturação. Sucessivas administrações parecem atribuir mais importância à divulgação de planos marqueteiros que nunca são cumpridos do que ao árduo trabalho cotidiano e discreto de criar e manter boas corporações policiais, uma Justiça ágil e um sistema prisional decente.

Preferem diluir sua incapacidade num mar de populismo, a exemplo do projeto Mães da Paz, que oferecerá bolsa de estudos para mulheres de comunidades carentes que se disponham a dar lições de "ética e cidadania" a "jovens em situação de risco".


Publicado no jornal “Folha de S. Paulo”.
Segunda-feira, 20 de agosto de 2007.



 
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