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Sunday, November 14, 2010

MORRENDO  POLITICAMENTE  CORRETO !












































A naturalidade com que petistas e similares falam entre si de "luta armada" basta para provar que só são contra o homicídio quando não lhes é politicamente lucrativo.

"Par délicatesse j’ai perdu ma vie." (Arthur Rimbaud)

O dever de insultar
por Olavo de Carvalho

Um amigo que nem sempre concorda comigo, mas já deu mil provas de seus propósitos elevados, apontou duas objeções ao meu artigo "Maquiadores do crime".

1. Se formos mal educados com os nossos inimigos, estaremos nos rebaixando ao nível deles.

2. Mais importante que derrubar os adversários é lutar positivamente pelas idéias em que acreditamos.

Tenho a certeza de que objeções similares ocorreram a muitos leitores. Deixando a segunda para um artigo vindouro, respondo aqui à primeira delas.

Desde logo, digo que ela vale como regra geral, mas não como resposta ao meu artigo. O que ali afirmei não foi que devemos faltar ao respeito para com os meramente mal educados, mas para com os criminosos e trapaceiros. Para nivelar-nos a eles não bastaria dizer-lhes umas grosserias: seria preciso cometermos pelo menos um crime ou trapaça, coisa que jamais esteve nos meus planos. O merceeiro ou vendedor ambulante que, roubado, desfere meia dúzia de palavrões cabeludos contra o ladrão em fuga, torna-se por isso um ladrão?

Também não sugeri que infringíssemos todas as regras de polidez, apenas aquelas que nos são impostas artificialmente, maliciosamente pelos vigaristas, com o preciso objetivo de inibir a denúncia da sua vigarice, obrigando-nos a tratar delitos e crueldades (mentais inclusive) como se fossem elegantes divergências acadêmicas. Quando um sujeito insinua que vai me matar, ou me mandar para o Gulag, responder polidamente que não concordo muito com a sua proposta é dar-lhe ares de mera e inofensiva hipótese, quando na verdade se trata de um plano muito prático, muito material. Pode ser um plano de longo prazo, mas garanto que ser assassinado ou preso aos oitenta anos não me consolará nem um pouco de não havê-lo sido aos cinquenta, sessenta ou setenta.

A naturalidade bisonha com que petistas e similares falam entre si de "luta armada", uns enaltecendo-a abertamente, outros chegando a condená-la, mas só desde o ponto de vista da conveniência e oportunidade, jamais da imoralidade intrínseca, basta para provar que só são contra o homicídio quando não lhes é politicamente lucrativo (tal é a única objeção do sr. Presidente às Farc). Luta armada, caramba, não é idéia, não é doutrina, não é teoria filosófica: é matar pessoas.

Sempre que discuto com esquerdistas, sei que estou discutindo com assassinos. Muitas vezes, assassinos adiados, mas, no fim das contas, sempre assassinos. Assassinos que, quando impedidos de realizar seus planos macabros, saem choramingando e se fazendo de vítimas com cinismo abjeto. Que é essa canalhice das "indenizações" senão uma lucrativa encenação de autopiedade da parte de indivíduos que se consideram lesados injustamente porque o malvado governo militar os impediu, pela força, de matar todos os que queriam matar?

Que respeito merecem essas pessoas? Que sentido tem conceder-lhes o direito de debater planos para o nosso assassinato, sabendo que a única divergência que pode surgir entre elas é quanto ao prazo de execução?

Imaginem o escândalo, a revolta da mídia chique se nos puséssemos a planejar "ações armadas" contra os comunistas! No entanto, ela acha muito natural e nada escandaloso que partidos legais se associem com quadrilhas de narcotraficantes e assassinos para a defesa mútua de seus interesses – interesses que, por isso mesmo, se destinam a sair igualmente beneficiados pela violência ou pela simultânea conversa mole de paz e democracia.

Haverá nisso somente uma "divergência de idéias" ou uma desigual distribuição dos meios de ação permitidos aos dois lados da disputa, um deles investido do direito de matar, roubar, sequestrar e trapacear à vontade, o outro abstendo-se servilmente até de falar duro contra quem faz isso? Aceitar esse jogo é mais que covardia, é trair a própria causa, é prostituir a própria consciência.

Não, meu caro amigo, tratar esses indivíduos com a rispidez que merecem não é jamais rebaixar-nos ao seu nível. Nem mesmo se os xingássemos dos piores nomes e o fizéssemos o dia inteiro, sem parar, com a mesma obsessividade persistente e psicótica com que eles sonham com a nossa morte, estaríamos nos igualando aos bandidos das Farc e aos seus parceiros no governo federal. Nenhum de nós é traficante, sequestrador, assassino, nem parceiro político e bajulador de quem o seja. Muito menos somos consciências morais deformadas como o sr. Presidente da República, para quem a prática desses crimes hediondos não desqualifica ninguém para o exercício dos mais altos cargos numa democracia.

Endereçado a quem de direito, nada que saia da nossa boca, por mais ofensivo e brutal que soe, pode jamais nos tornar tão sujos e desprezíveis quanto eles.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais "Diário do Comércio", "Jornal do Brasil" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém o site "Olavo de Carvalho" em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal "Diário do Comércio" – Opinião.
Quinta-feira, 11 de novembro de 2010, 20h33.





Polícia de São Paulo encontra lança-míssil no meio da rua – Telejornal "Bom Dia Brasil" (Rede Globo)







Thursday, September 09, 2010

"Um povo que valoriza os seus privilégios acima dos seus princípios,
cedo perde os dois"
– Dwight Eisenhower







































Calou-se, na alma de cada cidadão, a voz da consciência que, na escura solidão da sua alma, lhe trazia a lembrança amarga de seus delitos e de seus vícios.

O inferno brasileiro
por Olavo de Carvalho

A toda hora aparecem pastores, padres e, sobretudo, jornalistas e políticos – sim, jornalistas e políticos, essas personificações supremas da moralidade – clamando contra "a degradação dos costumes". O próprio termo, completamente deslocado, que empregam para nomear o mal, prova que são parte dele. "Degradação dos costumes" é uma expressão quantitativa, escalar: supõe a vigência permanente de uma escala contra a qual se mede o decréscimo da obediência rotineira aos valores que ela quantifica.

O que se passa no Brasil não é uma "degradação dos costumes": é, sim, a destruição premeditada de todas as escalas, a inversão sistemática de todos os valores.

Os costumes degradam-se quando a população já não consegue imitar, nem de longe, os modelos melhores de conduta que a História consagrou e que, ante o olhar de cada geração, se reencarnam de novo e de novo nas figuras das personalidades admiráveis, dos sábios, dos heróis e dos santos.

Quando, ao contrário, todas as personalidades admiráveis desapareceram ou foram postas para escanteio, e em seu lugar se colocam simulacros grotescos ou inversões caricaturais, o problema já não é a desobediência, mesmo generalizada, a valores que todos continuam reconhecendo da boca para fora; é, ao contrário, a obediência a modelos de malícia, perversidade e covardia que se impuseram, pela força da propaganda e da mentira, como as únicas encarnações possíveis do meritório e do admirável.

Quanto mais alto esses personagens sobem na hierarquia social, mais esfumada e distante vai ficando, até desaparecer por completo, a escala de valores que permitiria julgá-los e condená-los; e mais e mais eles próprios se consagram como unidades de medida de uma nova escala, monstruosamente invertida, que em breve passa a ser a única. Daí por diante, quem quer que não a siga e cultue dificilmente poderá evitar a sensação de marginalidade e isolamento que é, nesse quadro, o sucedâneo perfeito do sentimento de culpa.

Calou-se, na alma de cada cidadão, a voz da consciência que, na escura solidão da sua alma, lhe trazia a lembrança amarga de seus delitos e de seus vícios. Em lugar dela, desenvolve-se uma hipersensibilidade epidérmica à opinião dos outros, ao julgamento do grupo, ao senso das conveniências aparentes.

Preso na trama virtual dos olhares de suspeita, cada um vive agora em estado de sobressalto permanente, obsediado, ao mesmo tempo, pela compulsão de exibir equilíbrio, tranqüilidade e polidez para não se tornar o próximo alvo de desprezo. A essa altura, cada um se dispõe a renegar ideais, amizades, lealdades, admirações, promessas, ao primeiro sinal de que podem condená-lo a um ostracismo psíquico – que se anuncia tanto mais insuportável quanto mais tácito, implícito e não reconhecido como tal.

Há uma diferença enorme entre um "estado de medo" e uma "atmosfera de medo". O primeiro é patente, é público, todos falam dele e, não raro, encontram um meio de enfrentá-lo. A segunda é difusa, nebulosa, esquiva, e alimenta-se da sua própria negação, na medida em que acusar sua presença é, já, candidatar-se à rejeição, à perda dos laços sociais, ao isolamento enlouquecedor.

Nessa atmosfera, a única maneira de evitar o castigo ante cuja iminência se treme de pavor é negar que ele exista, e, com um sorriso postiço de serenidade olímpica, ajudar a comunidade a aplicá-lo a imprudentes terceiros que tenham ousado notar, em voz alta, a presença do mal.

Não digo que todos os brasileiros tenham se deixado submergir nessa atmosfera. Mas pelo menos as "classes falantes", se é possível diagnosticá-las pelo que publicam na mídia, já têm sua consciência moral tão deformada que até mesmo suas ocasionais e debilíssimas efusões de revolta contra o mal vêm contaminadas do mesmo mal.

Por exemplo, o fato de que clamem contra desvios de dinheiro público com muito mais veemência do que contra o massacre anual de 50 mil brasileiros (quando chegam a dar-lhe alguma atenção) prova, acima de qualquer possibilidade de dúvida, que por trás do seu ódio a políticos corruptos não há uma só gota de sentimento moral genuíno, apenas a macaqueação de estereótipos moralistas que ficam bem na fita. E que ainda continuem discutindo "se" o partido governante tem parceria com as Farc, depois de tantas provas documentais jamais contestadas, mostra que estão infinitamente menos interessadas em averiguar os fatos do que em apagar as pistas da sua longa e obstinada recusa de averiguá-los. Recusa que as tornou tão culpadas quanto aqueles a quem, agora, relutam em acusar, porque sentem que acusá-los seria acusar-se a si próprias.

Quando, por indolência seguida de covardia, os inocentes se tornam cúmplices ex post facto, já não sobra ninguém para julgar o crime: todos, agora, estão unidos na busca comum de um subterfúgio anestésico que o suprima da memória geral.

Não, não se trata de "degradação dos costumes", como nos Estados Unidos, na França, na Espanha ou em tantos outros países: trata-se, isto sim, da perda completa do senso moral, o que faz deste País uma bela imagem do inferno. No inferno não existe degradação, porque não há a presença do bem para graduá-la.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais "Diário do Comércio", "Jornal do Brasil" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA. O. de Carvalho é também o editor do seu próprio site "Olavo de Carvalho" em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal "Diário do Comércio" – Opinião.
Quarta-feira, 08 de setembro de 2010, 20h23.





O crime continuado do PT – Editorial do "Estadão"






Tuesday, March 10, 2009

A Praça dos Três Poderes: O tricéfalo "Cérbero" * com seu apetite insaciável.

Ilustração: "Cérbero" de Paul Gustave Doré para a Divina Comédia.

































Click AQUI se desejar ver a imagem no tamanho original (1024 x 818)

Antessala do inferno
por João Ubaldo Ribeiro

Não está na moda acreditar no inferno, mas encaro isso com suspeita, pois não dizem que a maior vitória de Satanás é não acreditarem nele? Aliás, atrevendo-me a adivinhar a estratégia do Inimigo, imagino que deve ser assim mesmo, pois ao desdenhar da sua dele existência e das penas avernais, seus prepostos e futuras almas sob seu domínio vão fazendo o trabalho dele sem lhe dar cuidados. A expressão "estar como o Diabo gosta" deixa de ser brincalhona e passa a aplicarse seriamente ao Brasil. Correndo o risco de soar cínico, chego a sugerir que a crença na existência do inferno seja fomentada pelos óbvios descrentes que nos governam. (Ou então creem, mas acham que Deus olha para o outro lado e não os vê nas muitas horas em que estão perpetrando todo tipo de bandidagem; e, claro, confiam em que a misericórdia divina é infinita, esquecendo que é infinita, mas não otária.) Funcionaria, se é que não já funciona, como excelente ópio do povo. Acreditar no inferno pode ser, para muitos brasileiros, a única maneira de manter uma relativa sanidade mental. Já se viu que, neste vale de lágrimas, os salteadores que se instalaram em todos os poderes, em todos os níveis, em todos os graus desta federação de meia-tigela, nunca vão pagar por nada. Por conseguinte, resta ao cidadão ultrajado, roubado, menosprezado e vilipendiado botar fé em que Satanás, mais dia menos dia, cuidará do assunto à sua maneira.

Não foi à toa que, como é mostrado no livro de Jó, Deus criou Satanás e tem uma certa curiosidade paternal sobre ele e suas realizações — vamos dizer que o acha um mal necessário.

Talvez até não seja tão ridículo assim imaginar um inferno como nas ilustrações de Gustave Doré para A Divina Comédia, ou mesmo pior, com lagartões comendo o sujeito vivo, poças de excremento onde se é obrigado a chafurdar ("saíste do metafórico para o literal", poderá brincar um diabão letrado, ao aplicar esse tratamento no próximo senador que for dar com os costados lá), tentar dormir em catres permanentemente úmidos, frios, cheios de pulgas, aranhas, baratas e ratazanas, com o sono frequentado por pesadelos medonhos.

Por que não? Todo homem constrói seu próprio inferno e, se é assim que pensa no inferno um desses meliantes, assim seu inferno será.

Peço desculpas pela teologia de botequim, mas creio estar dando minha contribuição para a estabilidade social do país. Existe inferno, tem que existir.

Inicialmente, pensei em tomar emprestada a expressão aplicada por um senador ao Congresso Nacional (ou somente ao Senado, não tenho certeza, mas me responsabilizo pela extensão): casa de tolerância. Mas depois pensei na grande injustiça contra as prostitutas assim cometida pelo senador e não quis repeti-la aqui. Não estou fazendo graça, não, é uma injustiça mesmo. Quantas prostitutas (só estou tratando das profissionais, as idôneas) se locupletaram do dinheiro público? Quantas prostitutas afanaram verbas destinadas a obras de saneamento, merendas escolares e todo tipo de programa, até mesmo os destinados a matar a fome dos mais miseráveis? Ou seja, quantas prostitutas encheram o pandulho às custas da fome de uma criança? Quantas prostitutas mantêm escravos a seu serviço? Quantas prostitutas mentem como rotina, se valem de truques jurídicos para tirar o toba da seringa e enriquecem por fraude, concussão, advocacia administrativa e todo tipo de tramoia concebível? Quantas prostitutas têm entrada na polícia ou respondem a processos criminais, descontando-se que não têm imunidade nem foro especial e são tratadas com santimonial hipocrisia até pelos fregueses? Quantas prostitutas contribuem todos os dias para a descrença geral, o cinismo, a desmoralização das instituições democráticas, o "cada um cuide de si", "farinha pouca, meu pirão primeiro", "se eu não meter a mão, neguinho vem e mete", "vassífu o avião, que eu não sou piloto" e mais lemas que hoje orientam nosso comportamento? Será exagero aqui do poeta oferecer a hipótese de que o Brasil tem muitíssimo melhor exemplo em suas putas que em seus parlamentares? Os congressistas talvez se enganem um pouco com a imagem do Congresso e de seus membros. Enganamse para melhor, pois pouco falta para, na usança popular, político, deputado, senador, vereador etc. virarem sinônimos perfeitos de ladrão esperto e impune. Pelo interior do Brasil, já há muita gente apelidada pejorativamente de Político ou Deputado e sei de pelo menos um proprietário de jegues, Luíz Olegarino, lá de Itaparica, que se recusa a chamar seus animais de qualquer nome que, mesmo remotamente, lembre políticos.

"O bichinho nasce e eu vou logo difamando?", diz Luís.

Ninguém os respeita. Pela frente, sim, a maior parte com medo de desagradar à autoridade. Fomos, quase todos nós, criados para ter uma postura subserviente diante da autoridade e agir como se o ocupante de cargo público não existisse para servir ao cidadão. Outra parte por puxa-saquismo.

E ainda outra parte por admiração, pois considera a política, conforme o exemplo vindo de cima, o caminho mais seguro para o sujeito "se fazer". Tanto assim que se contam nos dedos os políticos que não encerram a carreira com o patrimônio opulentamente engordado, tudo dentro desta "legalidade" indecente, que não se faz nada para mudar. A coisa pública é conduzida como feudo, aceita-se tudo e não se responde por nada, dentro de um sistema podre, imoral e delinquente, sem valores que não os da pilhagem, sem ética que não a do silêncio conivente, sem ideal que não a prosperidade pessoal.

O país é governado por decretosleis com o nome artístico de medidas provisórias.

O Congresso, para o povo, não é nada, não serve para nada além de roubar e dar despesa. E ainda falam em imagem. Nem se olhem no espelho, que o espelho ou quebra ou cospe em vocês. E, sim, o inferno existe, pensem nisso.

*NR. Na mitologia grega, Cérbero ou Cerberus (em grego, Kerberos = "demônio do poço") era um monstruoso cão de três cabeças e cobras ao redor do pescoço que guardava a entrada do Hades, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Em "A Divina Comédia" de Dante Alighieri, Cérbero aparece no Inferno dos Gulosos.


João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro nasceu na Ilha de Itaparica, Bahia, em 23 de janeiro de 1941. Iniciou no jornalismo trabalhando como repórter no Jornal da Bahia e, tempos depois, tornou-se editor-chefe do Jornal A Tribuna da Bahia. Com seu livro, Sargento Getúlio, de 1971, ganhou o Prêmio Jabuti. Morou nos EUA, em Portugal e na Alemanha. Participou de adaptações de textos seus e de terceiros para televisão e cinema e foi premiado e homenageado em várias partes do mundo. Atualmente assina textos semanais nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo. É um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos, autor de clássicos como Viva o Povo Brasileiro, que já superou a marca dos 120 mil exemplares vendidos e é membro da Academia Brasileira de Letras. Escreveu mais de 15 livros, traduzidos em 16 países.


Publicado no jornal "O Globo".
Domingo, 08 de março de 2009.




NEM TUDO ESTÁ DOMINADO – A DECISÃO DO CONFRONTO NECESSÁRIO I e II – Geraldo Almendra





Sunday, July 13, 2008

Por enquanto Daniel "dança", prossegue a "matanza" de "carneiros". Meu Deus!
Quando daremos um BASTA a este "inferno" que "eles" nos conduziram?

Dúvida: "MERDA", agora começa com "P", de "PRESIDENTE"?








































Em perseguição, polícia diz ter matado jovem por engano no PR
Do Portal G1, em São Paulo

Carro de casal bateu acidentalmente em viatura e foi alvejado por dois agentes. Em nota, PM lamenta e informa que vai apurar os acontecimentos.

Uma jovem de 20 anos foi morta durante uma perseguição policial na madrugada deste domingo (13), no município de Porto Amazonas, distante cerca de 80 quilômetros de Curitiba. Policiais disseram ter confundido o carro em que ela estava com um amigo com o veículo que estava sendo perseguido.

De acordo com nota divulgada pela Polícia Militar, os agentes perseguiam um carro suspeito que já havia furado dois bloqueios nas cidades de Lapa (PR) e São Mateus do Sul (PR). Os fugitivos estavam em Porto Amazonas.

Durante a perseguição, o carro onde estava os jovens chocou-se com uma das viaturas e dois policiais desceram atirando. Segundo a nota, "no momento da colisão, eles acharam que se tratava de mais um integrante de uma possível quadrilha e que havia colidido intencionalmente com a viatura. A fim de pará-lo, efetuaram disparos contra o veículo."

Somente depois de atirarem, os policiais perceberam se tratar do carro ocupado pelo casal e que havia batido acidentalmente na viatura.

Segundo a Polícia Militar, Rafaele Ramos Lima estava no banco do passageiro e foi baleada na cabeça. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. O rapaz que dirigia o carro, Diogo Soldi, de 21 anos, levou um tiro de raspão e foi encaminhado para exames em um hospital de Curitiba.

Em nota, a Polícia Militar "lamenta profundamente os fatos ocorridos" e informa que pediu acompanhamento do Ministério Público Estadual na apuração dos acontecimentos.

Os dois policiais militares que atiraram no casal foram detidos e encaminhados para o Batalhão da PM em Ponta Grossa (PR). As armas também foram apreendidas e enviadas para a perícia.

Após o engano, equipes encontraram o provável veículo foragido, com placas de Curitiba, abandonado com pacotes de cigarros vindos do Paraguai.

Na nota, a PM informa que o objetivo é que "a apuração seja rigorosa e transparente" e que "o Comando Geral da Polícia Militar do Paraná e o Ministério Público acompanham de perto o desenrolar da investigação."


Publicado no "Portal G1".
Domingo,13 de julho de 2008, 16h40.





Dantas: "Vou contar tudo! Detonar!" – Bob Fernandes-Terra Magazine




Friday, May 04, 2007

Vão-se os anéis, mas fiquem os dedos!

Obs.: Prefiro crer que a continência da foto abaixo está sendo prestada devido a execução do nosso glorioso Hino Nacional.






























C'est fini!
por Bootlead

Prezados Camaradas! Desistam de clamar por socorro as FFAA, pois estarão clamando no deserto.

Avaliem friamente a situação. Analisem bem o campo de batalha.

Contabilizais vossas forças perante as forças do oponente.

Que chances possuem?

Praticamente nenhuma. Por quê?

Porque em primeiro lugar, esqueçais totalmente das FFAA de “ontem”, não se iludam com os velhos lemas “Ontem, Hoje e Sempre”, “Pátria, Brasil Agora e Sempre”, isto não mais existe. A palavra “coesão” tornou-se piada de mau gosto.

A situação é de tal forma assustadora que não se pode confiar em mais da metade dos membros da FFAA de “hoje”, isso se referindo as patentes de General 4 estrelas (e seus análogos nas outras forças), até o nível de um 3o Sargento. Quanto à soldadesca (cabos e soldados) este percentual pode chegar simplesmente a níveis próximos dos 80% (oitenta por cento). Neste segmento das tropas, indisciplina e insubordinação já é norma, abafadas, mas real (procurem conhecer até onde chegou o “levante” dos controladores perante aos seus oficiais-comandantes, assustador).

Pensem bem, foram 30 anos sendo massacrados, humilhados, postos de lado, considerados párias da sociedade, tratados como desnecessários, inúteis e muitos mais adjetivos rasteiros. Ou seja, as FFAA foram desconstruídas paulatinamente, sem nenhuma pressa, cirurgicamente, enfim uma obra de arte no que se refere à estratégia da guerra de longo prazo. Nesse ínterim, o que fizeram os nossos comandantes? Recolheram-se as casernas envergonhados, amedrontados, deixaram que os fizessem passar de “heróis” à “torturadores”, sem nenhuma reação. Acomodaram-se, não exigiram melhores soldos para a tropa, não arrancaram “na marra” melhores equipamentos para suas forças, não ameaçaram nem desmentiram os sabujos da imprensa mentirosa que reescreviam a história pelo lado dos vencidos (fato inédito nos anais das guerras). Enfim, acovardaram-se.

Estes mesmos “camaradas de hoje”, nada também irão fazer quando a “justiça” do inimigo condenar à prisão os “camaradas de ontem”, simplesmente porque serviram durante o Regime Militar, para eles “ditadura”, conforme o que já está ocorrendo na vizinha Argentina (aqui o primeiro passo já foi dado, vide o caso do duplamente “brilhante”, Cel Ustra). A pergunta que não cala: Algum Comandante “de ontem”, prestaria continência a um analfabeto comunista, só por ter sido eleito por milhões de seres iguais a ele?

Com as forças de seu maior inimigo (FFAA), totalmente desmoralizadas e servis, só resta aos novos vencedores (bárbaros comunistas) apoderar-se do butim, dos bens e propriedades dos vencidos (conseguidas com o esforço, suor e trabalho), escravizar seus cidadãos, (estuprar, assassinar, martirizar) e finalmente agregar (cooptar) os comandantes das forças subjugadas para suas legiões (poderia aqui citar centenas de nomes, mas não é o caso).

Temos atualmente um país inteiramente prostrado, onde qualquer resistência parece inútil, dado ao conjunto de forças reunidas pelos inimigos nas últimas décadas, o clima é de derrota, muitos já deram de ombros, abatidos, conformados com o destino de viver doravante sob um regime comunista, regime este, que é possuidor de um rancor assassino e vingativo jamais visto.

Senhores, não se iludam, perdemos a honra, capitulamos e logo o pânico se alastrará, no início as fugas para outros países deverão ser de milhares, mas depois, que as forças alienígenas aqui estacionarem (cubanos, venezuelanos, bolivianos, argentinos, equatorianos, chineses, etc), nem isso será mais possível. Será a servidão total. Seremos subjugados pelos deles e pelos “nossos” até morte.

Como única chance de sobrevivência digna, esperemos e rezemos para que os nossos sempre insultados irmãos do norte intercedam por nós com suas imensas forças e esmaguem o inimigo comunista como se fossem baratas. Porém como repetia Milton Friedman: “Não existe almoço grátis”. Alguma coisa vais nos custar, só Deus saberia o quanto ou o quê? Só nos restará o velho ditado “Foram-se os anéis, mas ficaram-nos os dedos!”. Dos males o menor.



NOJO!
Quando uma terrorista, guerrilheira, assaltante, que senão assassinou nenhum dos “camaradas de
ontem”, no mínimo foi cúmplice, recebe a “Medalha da Ordem do Mérito Militar” nada mais nos
resta esperar advindo das FFAA.





























ASCO!
O vencedor triunfante! Eis o próximo a receber a “Medalha da Ordem do
Mérito Militar”. É só uma questão de tempo.









































Wednesday, May 02, 2007

AO SOM DAS BOTAS.

























A "chave" do Luiz.
por Bootlead

Luiz, um dia você ganhou uma “chave”, disseste: “Olhe Marisa que chave bonita!”, de fato era uma “chave” esquisita, "vermelha", toda trabalhada, quente, feita de um material diferente, nunca jamais visto. Aí tu ficaste curioso para que serviria tão extraordinária “chave”, que porta com ela se abriria, procurou, procurou e enfim achaste a porta em cujo orificio a “chave” se encaixava perfeitamente, sem pestanejar introduziste a “chave” no “buraco”, girou-a rapidamente, pronto a porta se abriu.

Pronto Luiz, você conseguiu, abriste a ‘PORTA DO INFERNO”, do teu inferno Luiz e para onde vais carregar toda tua família, teus “companheiros”, teus amiguinhos dito “intelectuais”, teu “políticos venais”, teus “jornalistas de bolso”, enfim todos os “vermelhinhos” e canalhas deste País, irão atravessar contigo os umbrais da porta que tu abriste. Escute o som atrás de ti, ouça bem Luiz, preste atenção no compasso, o que lhe parece? Não adivinhas? É o som das BOTAS que irão te ajudar nessa “passagem”.

Não adianta correr Luiz, quem abre essa porta não tem volta, vais pedir socorro para quem? Para o Hugo, quem sabe o Evo, talvez o Zé, o Franklin, quiçá a Dilma, não Luiz eles já estarão do outro lado da porta só te aguardando, não sobrou ninguém Luiz, enfim encontraste a tua morada, a recepção já está pronta, ouça os gritos: “misericórdia”, “perdão”. Tarde demais!

Vá Luiz, vá logo para dentro do teu futuro e eterno “lar”, hás de apreciar, lá é tudo “VERMELHO” que nem você Luiz, enfim Luiz foi lá que você nasceu. Volte Luiz, volte logo para a casa do teu "pai" e o “DIABO QUE TE CARREGUE”, afinal foi ele mesmo quem te deu a "chave".






 
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