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Monday, August 31, 2009

O COLABORACIONISTA!

Foto: Gen Enzo Martins Pétain.









































O enterro das Forças Armadas
por Geraldo Almendra

Com o projeto do Ministro da Defesa dica fácil entender que o único potencial elo de resistência à transformação do Brasil em um Estado de Direito Comunista – nossas Forças Armadas – acaba de ter aberta sua cova para serem enterradas nas suas funções de defesa de nossa pátria após as eleições de 2010, que manterá a oligarquia dos canalhas do petismo ocupando o poder público mais imoral de nossa história, pois estão entre as lâminas da tesoura do covil de bandidos.

Enquanto isso o STF livra um aliado do presidente de ser preso por crimes evidentes e documentados, outro traidor do país recebe uma indenização milionária paga pelos idiotas e imbecis dos contribuintes, e o Poder Legislativo se declara, pelos seus atos, um poder marginal, um poder prostituto e definitivo.

E assim vai a sociedade brasileira dia após dia documentando para a história sua absoluta covardia, subornada ou aceitando em silêncio que o petismo transforme o futuro de seus filhos e de suas famílias na direção de todos serem escravos da corrupção, do corporativismo sórdido, da prevaricação e do crime organizado que toma conta do poder público.

O petismo está na fase final da realização de suas promessas após a entrega, pelos militares, do poder aos civis: continua aliciando peças chaves do escalão militar e vem colocando os oficiais militares de joelhos; ordena que todos arriem suas calças no que é prontamente atendido; e agora termina o serviço sujo com o projeto do Ministro da Defesa que transformará as Forças Armadas em Forças Comunistas servis ao petismo e reféns do poder público mais corrupto de nossa história.

Os herdeiros políticos dos mesmos civis que afundaram o país na lama da degradação moral estarão com total domínio sobre a estrutura militar do país transformando-a em milícia partidária para defender o projeto de poder perpétuo do Retirante Pinóquio. O exército do povo do comunismo petista está se formalizando.

"Ainda há tempo! Não têm munição? Usem baionetas! Não mais têm gume? Usem os punhos! Manietados? Ataquem com os dentes! Porra! Se é preciso morrer, morram de pé, como Homens! Não como bundas-moles, covardes, abaixando as calcinhas e perguntando docemente se querem que mexam..."

O texto acima reflete a revolta de quem ainda tem a esperança de viver em um país de gente honrada e patriota. Esperança que aos poucos vai se esvaindo ao testemunhar uma caserna acovardada aceitando sua desonra pacificamente.

Depois das Forças Armadas, do Poder Judiciário, do Poder Legislativo está chegando a vez do Ministério Público que está na mira do presidente com a cumplicidade do STF: o projeto é limitar seus poderes investigatórios e deixar os acima das leis - os cidadãos não comuns - protegidos pelo covil de bandidos, e punir exemplarmente os inimigos do desgoverno petista.

Lentamente todos os focos de resistência à transformação do país em uma República de Bandidos estão sendo minados.

Os canalhas da revolução cubano-petista estão na fronteira da vitória definitiva: depois de decretarem o enterro da consciência crítica de mais de 100 milhões de cidadãos que foram vitimados pela intencional falência da educação e da cultura no país após o regime militar, e subornar os formadores de opinião, estão a um passo de transformarem o país no produto da maior fraude política de nossa história – a abertura democrática: uma sociedade do nada e comandada por canalhas protegidos pela impunidade e liderados pelo mais desprezível político calhorda de nossa história. Nunca na história deste país...

O caseiro Francenildo, que foi tratado pelo STF como um "cidadão comum" enquanto os processos contra o presidente do Senado são arquivados, sem que esse ato criminoso que formaliza o Poder Legislativo como um covil de bandidos, tenha merecido qualquer comentário dos togados que servem ao projeto de poder perpétuo do Retirante Pinóquio.

Parabéns calças-arriadas das casernas adormecidas pelo medo do petismo e que esqueceram seu dever de proteger o país das mãos do comunismo genocida!

Parabéns acadêmicos amantes das sinecuras do poder público!

Parabéns caras-pintadas das cores dos canalhas!

Parabéns estudantes universitários transformados em agentes do comunismo petista!

Parabéns comunidade de artistas e apresentadores omissos e sem pátria!

Parabéns jornalismo marrom!

Parabéns Rede Globo, a parceira dos poderes instituídos que aceita bancar suas necessidades empresariais!

Parabéns empresários sonegadores e corruptos!

Parabéns burguesia calhorda e apátrida!

Parabéns elites dominantes das oligarquias apodrecidas!

Parabéns servidores públicos que aceitaram serem nivelados no nível da degradação moral das "gangues dos quarenta!"

Parabéns patifes esclarecidos, os golpistas da "abertura democrática".

A sociedade cubana de seus sonhos está quase formada! Lá foram mais de 120 mil assassinatos "políticos". – Quantos serão aqui?

Agora entendemos porque as Forças Armadas são tão admiradas pela sociedade dominada pela canalha comunista: a maioria de seus oficiais não está fazendo nada para salvar o país das mãos do covil de bandidos: está tudo liberado...

"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto". (Ruy Barbosa)

O QUE RESTOU DE NOSSAS FORÇAS ARMADAS? – COVARDIA E DESONRA.


Geraldo Almendra é Economista, Consultor e Professor de Matemática.
E-mail: glaf@superig.com.br








Publicado no site "Brasil acima de tudo" – (BAT).
Segunda-feira, 31 de agosto de 2009.




Da série "RETRATOS DE UM PAÍS MEDÍOCRE": Professora ou ...?


Aprendemos de cabeça para baixo – Arnaldo Jabor





Friday, October 03, 2008

O "stalin" bolivariano, já começou a expurgar seus "tukhachevsky".



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Preso o ex-Número 1 de Chávez.
por Bootlead

O general da reserva Raúl Isaías Baduel, ex-ministro da Defesa venezuelano, foi preso quando saía de um supermercado em companhia de sua mulher Cruz Maria De Baduel, por policiais da Direção Geral de Inteligência Militar (DIM) no Estado de Aragua.

Baduel era um dos homens de confiança de Chávez, mas rompeu ele em 2007, quando se declarou contrário a um projeto de reforma da Constituição promovido pelo governo. Hoje ele é uma das principais figuras da oposição. A promotoria militar alega que nvestiga o militar em um suposto caso de corrupção.

O promotor militar general Nelson Morales afirmou que Baduel está sendo levado para um tribunal militar. Baduel falou à emissora Globovisión por telefone, o general afirmou que estava sendo conduzido de "maneira violenta". "Desconheço as acusações", disse, qualificando a operação como "um atropelo". "Não tenho nada a temer nem nada de que me envergonhar", completou.

Baduel nega as acusações e sustenta que seu caso "não tem nenhuma conotação jurídica". Ele afirma que sofre o assédio da justiça "para calar-me, amedrontar-me".

O militar passou à reserva em julho de 2007, logo após ser afastado do cargo de ministro da Defesa por Chávez. Quatro meses depois, voltou à esfera pública para criticar um projeto de reforma constitucional impulsionado pelo presidente. O texto, que previa o estabelecimento de um modelo socialista e a reeleição presidencial indefinida, foi rejeitado dezembro em referendo pela população.

Na ocasião o general Raúl Baduel, afirmou que a reforma constitucional seria um golpe de Estado se fosse aprovada no referendo de 2 de dezembro, e pediu aos militares que reflitissem sobre a situação.

Baduel disse aida que se a reforma fosse aprovada "estaria consumado na prática um golpe de Estado, que violaria de maneira descarada o texto constitucional e seus mecanismos, introduzindo mudanças de maneira fraudulenta e por procedimentos impróprios, levando o povo como ovelhas ao matadouro".

Baduel lembrou que "as Forças Armadas são uma instituição essencialmente profissional, sem militância política, organizada pelo Estado para garantir a independência e a soberania da Nação (...) e que está a serviço exclusivo da Nação, e não de uma pessoa ou projeto político".

Raul Isaias Baduel, nasceu em 6 de julho de 1955, na cidade de Las Mercedes, Estado de Guárico. Foi Comandante Geral do Exército venezuelano de janeiro de 2004 até julho de 2006 e Ministro da Defesa de junho de 2006 até julho de 2007, foi um dos precursores, ao lado de Chávez, do movimento bolivariano clandestino dentro das Forças Armadas, que em em 17 de dezembro de 1982, se reuniram sob a mitológica árvore Samán de Güere, a mesma freqüentada pelo libertador Simón Bolívar (1783-1830), onde selaram um juramento de lutar "até quebrar as correntes que nos aprisionam seguindo a vontade dos poderosos", o general Baduel é inclusive padrinho de um dos filhos de Chávez.

N.R. General-de-Divisão Mikhail TUKHACHEVSKY (1893 - 1937), foi um comandante militar soviético e chefe do Exército Vermelho, acusado injusta e falsamente de colaborar com os nazistas durante o Grande Expurgo, sendo condenado e executado pelos Processos de Moscou. Sua morte foi a mais notável entre os generais do Exército Vermelho, por ser ele um veterano e bem reputado oficial.


Foto: Chávez e Baduel, compadres e farinha do mesmo saco.




























Uma suspeita inconveniente - Ten Cel Med Edvaldo Tavares



Monday, March 17, 2008

O "melancial" decreta o fim da notável carreira de um grande soldado.
"Cel" Peret, sempre na memória do CAC-Fort Leavenworth.










































"A liderança é uma poderosa combinação de estratégia e caráter. Mas se tiver de passar sem um, que seja a estratégia"
General H. Norman Schwarzkopf, U.S. Army



Discurso de despedida do Gen Peret

Meus amigos,

No último encontro que tivemos aqui em Brasília, dia 07 Mar 08 (Sex), alguns integrantes da turma solicitaram que eu enviasse o meu discurso de despedidas do serviço ativo para que todos tivessem a oportunidade de ler as minhas argumentações para solicitar a minha passagem para a reserva.

Vocês todos me conhecem e sabem do meu amor pelo Exército e pelo Brasil e quanto eu senti ao tomar tal decisão. Julgo que ainda poderia ajudar o Exército neste momento tão difícil que estamos passando.

Precisamos de líderes e de pessoas desprendidas para levar adiante a nossa missão.Os valores que nos ensinaram e que cultuamos durante a carreira precisam ser preservados. É muito oportuna a crise vivida na semana passada na América do Sul. O nosso Exército precisa estar preparado para crises que ocorrem e ocorrerão muito rapidamente. Já temos os cenários. É imperioso preparar-se para defender os interesses maiores do Brasil.

O discurso foi proferido no Salão de Honra do EME, na presença do Chefe do EME, outros generais, oficiais da ativa e da reserva, praças e familiares. Coloquei em vermelho aquilo que julguei deveria ser destacado para justificar parte do que proferi naquela oportunidade.

Peret



DISCURSO DE DESPEDIDAS DO SERVIÇO ATIVO
(29 NOV 07 – 17 min)

Exmo Sr Gen Ex Carvalho , Ch EME,
Senhoras aqui presentes,

Sr Gen Div,

Demais Of Gen, Of e praças,

Convidados e amigos,

Inicialmente, agradeço a presença de todos, o que muito me honra.

Agradeço a referência elogiosa a mim concedida pelo Ch EME nesta cerimônia.

Devo lhes dizer que não trabalhei no último mês em virtude de ter sido dispensado pelo Ch EME..

Hoje encerro mais de 37 anos de serviço exclusivo ao Brasil e ao Exército. Gostaria de relatar alguns pensamentos que nortearam a minha carreira.

Em primeiro lugar, a minha vocação veio crescendo na medida em que fui amadurecendo o sonho que vinha acalentando desde a infância e vendo o exemplo ímpar de oficial de Infantaria que foi meu pai. Formado no ambiente da 2a Guerra Mundial, sempre pautou a sua vida pelo profissionalismo, dedicação exclusiva e amor ao Exército e ao Brasil.

Outro grande atrativo da carreira militar foi a possibilidade de vencer desafios.

Os valores do Exército também foram um grande incentivador do meu ingresso na carreira. Lealdade, camaradagem, desprendimento, responsabilidade e probidade sempre foram considerados durante a minha vida.

Digo que nasci no Exército e dele não mais sai. Em 1963 fui matriculado no Colégio Militar de Recife e, junto com a luta de meu pai, acompanhei a Revolução de 31 Mar 64.

No ambiente revolucionário, ingressei na Academia Militar das Agulhas Negras, em 1970. A formação da minha geração foi pautada pela constante preparação para o combate. Víamos a possibilidade de emprego assim que saíssemos da Academia. Os instrutores, muitos especializados em cursos de combate, foram os grandes moldadores e incentivadores para que no futuro eu viesse a me candidatar a esses cursos. Tenho convicção de que o ambiente vivido na amada AMAN foi decisivo para a minha incessante busca pelo estado de prontidão, meu e da tropa sob meu comando, durante toda a minha carreira.

Como Oficial de Infantaria, não pude me descuidar da minha responsabilidade como líder. Sempre advoguei que para que um subordinado meu realizasse alguma tarefa, eu teria que fazê-la antes. Mais ainda, tudo aquilo que falasse em minhas alocuções para a tropa teria que ser por mim praticado.

Após concluir a minha formação, em todos os cursos que realizei, com grande carga intelectual, psicológica e física, sempre me dediquei ao extremo. Tenho convicção de que a profissão militar é uma das mais exigentes em termos de atualização. É um constante aprender. Termos como Operações Centradas em Redes, Guerra de 4a Geração e Operações de Informação são corriqueiros no linguajar de hoje e devem ser do nosso conhecimento.

Me lembro, ainda 2o Tenente em 1974, no 24o BIB, quando fui ao Palácio Duque de Caxias, no Rio, para solicitar ao pessoal da Missão de Assistência Militar dos Estados Unidos os cadernos de instrução referentes ao Pel Fuz Bld e à Cia Fuz Bld com o objetivo de traduzí-los e adaptá-los ao nosso emprego. Em 1972, havíamos recebido os M113 e ainda utilizávamos os Manuais de Campanha do Half Track e do Scout Car, ambos da 2a Guerra Mundial.

A Amazônia sempre me fascinou. Os nossos instrutores na AMAN, que eram especializados no combate na selva, nos motivavam a servir na região e a especializarmo-nos. Infelizmente, no ano de conclusão de meu curso de formação, não houve vagas em OM da região. Mas não desisti, e ainda 2o Tenente me candidatei ao Curso de Operações na Selva. Ao concluí-lo fui convidado para ser instrutor e retornei para ficar por quase três anos no CIGS, em época de poucos voluntários para tal missão.

Nos Batalhões de Infantaria e nas funções de instrutor dos Cursos de Infantaria da AMAN e da EsAO, de instrutor da ECEME e da ECEMAR procurei pesquisar e adquirir conhecimentos atualizados para serem repassados à minha tropa e aos meus cadetes e alunos.

Sempre foi um sonho comandar o CIGS. A oportunidade surgiu em 1993, no meu segundo ano de instrutor na ECEME.. Não estava no universo daqueles selecionados para o Comando, uma vez que ainda era moderno. No entanto, soube que ninguém naquele ano havia priorizado o Centro. Estranho, não havia candidato para comandar a escola de guerra na selva mais famosa do Mundo. Não podia admitir que um oficial fosse compulsado para comandar o CIGS. Aproveitei a minha situação de árbitro da Operação SURUMU e me apresentei ao Gen Ex José Sampaio Maia, Cmt CMA e ex-Cmt CIGS, dizendo-lhe da minha intenção. Assim, mesmo fora da relação de Comando, fui selecionado.

A vivência de mais de cinco anos no CIE me proporcionou uma visão bastante acurada dos cenários internacional e nacional, contribuindo ainda para um conhecimento amplo de nosso público interno. Também ajudou-me a entender outras culturas e fazer novas amizades nas reuniões que tivemos com os Exércitos das nações amigas.

A minha primeira passagem pelos EUA, como Oficial de Ligação junto ao Centro de Armas Combinadas, de 2000 a 2002, foi muito marcante. Primeiro por ter convivido dois anos com os militares e seus familiares no interior do Fort Leavenworth, no estado do Kansas. Segundo, por ter sido testemunha ocular do planejamento estratégico militar dos EUA, antes e depois do 11 Set 2001. Vi um fantástico estado de prontidão para a guerra. Basta dizer que menos de 30 dias após os ataques às Torres Gêmeas e ao Pentágno, o Afeganistão estava sendo invadido. Exatamente no dia 07 Out 2001. Nesse período visitei diversas organizações militares e acompanhei alguns exercícios de adestramento. Tive a ventura de acompanhar, no Deserto de Movaje, na Califórnia, o adestramento da 4a Divisão de Infantaria, uma divisão blindada, a primeira divisão totalmente digitalizada do Exército dos EUA.

Ao voltar dos EUA fui classificado no EME, por ter sido acatada a minha indicação pela antiga D Mov. Julguei que deveria transmitir a minha vivência para o Exército e assim contribuir para a sua evolução doutrinária e operacional. Fui o primeiro oficial superior a ser responsável pelo projeto da Brigada de Operações Especiais (Bda Op Esp). Cuidei da transferência de dois concludentes da ECEME para o Cmdo da Bda Inf Pqdt para ser o embrião do futuro Estado-Maior da Bda Op Esp. O primeiro Quadro de Cargos e o primeiro Quadro de Distribuição de Material foram por mim feitos e remetidos para esses dois oficiais. Viajei a Goiânia, acompanhado de engenheiros da Comissão Regional de Obras da 11a Região Militar para escolher as instalações da Bda. Aliás, todos se lembram que, por Decreto Presidencial, a Brigada foi colocada, inicialmente, no Rio de Janeiro.

Embora estivesse gostando do trabalho que realizava como Chefe da Seção de Doutrina Militar Terrestre da 3a Subchefia, fui convidado e aceitei o desafio para gerenciar o projeto de modernização do Sistema de Inteligência do Exército. Julguei que o meu passado na Inteligência e a minha vivência no exterior seriam úteis para o projeto.

Ao ser promovido a General fui brindado com o comando da 17a Bda Inf Sl. A decisão do Exército foi igual ao de uma empresa privada que investe na formação e no aperfeiçoamento de seu pessoal e depois requer retorno desse investimento. Assumi o comando em operações – Operação Mamoré, e passei o comando logo após a Operação Timbó III (Jul 2005). Foi uma grande realização profissional.

O convite e a nomeação para o cargo de Adido do Exército nos EUA e Canadá me fez, mais uma vez, acreditar na busca de pessoal com experiência para levar adiante uma missão que põe em evidência o nome do Brasil e do Exército.

Após dois anos no cargo, posso afirmar que a equipe sob meu comando, com a diretriz e o apoio do EME, conseguiu melhorar o relacionamento com o Exército do Canadá e, em especial, com o dos EUA.

No contexto de buscar o aperfeiçoamento do nosso relacionamento com o Exército dos EUA, fui convidado pelo própio Exército e aceitei ser o Dean (Presidente) da Associação dos Adidos Militares de Washington. Esta congregava 187 Adidos e Adjuntos, de 109 países, dos cinco continentes. Assumi em Jan 2006 e transmiti o cargo em 05 Set 07. Não preciso lhes dizer que para ser o Dean é necessário fluência no idioma inglês, excelente relacionamento com os Adidos e seus familiares e entrosamento com o Exército dos EUA.

O ambiente vivido na Embaixada do Brasil em Washington me permitiu fazer amigos e consolidar o binômio diplomacia – Forças Armadas em prol dos interesses do Brasil. Realizamos, conjuntamente, uma série de reuniões com o Departamento de Estado e o de Defesa. Além disto, fomos parceiros em diversos seminários e painéis patrocinados por entidades acadêmicas.

Ao findar a missão de Adido fui condecorado com a Medalha da Legião do Mérito, outorgada pelo Presidente dos Estado Unidos da América, em razão do meu trabalho em prol do relacionamento bilateral e entre os Adidos.

Às vezes nos enganamos, por considerarmos que todos são iguais e , portanto, podem ocupar qualquer cargo, indistintamente. Não é uma questão de ser melhor ou pior. É uma questão de resgatar o investimento feito ao longo de uma vida profissional e colocar a pessoa mais adequada em determinada missão, particularmente quando se coloca o nome do Brasil e do Exército. Cito o exemplo recente, do conhecimento de todos, de termos proposto Oficial-General para o comando das tropas da ONU no Haiti e não ter sido aceito por não preencher o requisitos exigidos pela organização. Na última hora, tivemos que substituir a nossa proposta e escolher aquele que se enquadrava no perfil.

Baseado na minha convicção de que um Exército só existe para cumprir a sua destinação constitucional e que nesta, a tarefa mais importante em tempo de paz é a preparação para a guerra e que tudo mais é secundário, pautei a minha vida militar. Sempre honrei o Exército, no Brasil e no exterior. Jamais deixei de cumprir uma missão da melhor maneira possível, embora reconheça as minhas limitações.

Sempre advoguei que o General é um decisor e que está nos cargos para levar adiante a melhoria das condições operacionais da tropa sob seu comando. A ele cabe o desgaste e não ao subordinado.

Agora mesmo, vi nos EUA generais com apego ao cargo e que sacrificaram a vida de diversos soldados nas Guerras do Afeganistão e do Iraque por não terem tido a coragem moral de desafiar ordens que tinham consciência de que estavam erradas.

Ao regressar dos EUA, há quase dois meses, tinha a expectativa de que seria aproveitado em um cargo que viesse aproveitar a minha experiência no Brasil e no exterior. Afinal, nesta última, acompanhei a evolução das Forças Armadas dos EUA e do Canadá antes e depois do 11 Set 2001. Em 2005 e 2006 vi toda a reestruração das Forças Armadas Canadenses, que partiram de um cenário voltado quase que exclusivamente para forças de paz para um com características de defesa do território e expedicionário.

Infelizmente, o processo que levou à minha classificação na Diretoria de Transporte e Mobilização (D T Mob), sob o meu ponto de vista, distorceu o verdadeiro objetivo de uma instituição que tem o dever de buscar retorno, no mais curto prazo, do investimento feito em seus recursos humanos.

Inicialmente, o DOU me classificou como Adido à SGEx, no dia 03 Jul 07. Logo depois, em 25 Jul 07, foi retificada para Adido ao EME. Por quê? Qual era a intenção? Recentemente, um companheiro me informou que dois generais-de-divisão haviam comentado que eu iria ser classificado naquela Diretoria três semanas antes da publicação do Informex, em 30 Out 07. Concluo que antes de me apresentar pronto para o serviço no EME já estava decidida a minha classificação. Por que não me informaram antes da publicação no Informex? Quando questionei, me disseram que era sigiloso e não poderiam me informar. Ora, era sigiloso só para mim. Na véspera da publicação, escutei no rancho dos generais um deles, sentado ao meu lado, dizendo para onde estava sendo transferido e tenho certeza que outros também sabiam de seus destinos.. Um general da reserva me informou que já sabia da minha classificação antes do Informex. Como se transfere um Oficial-General do EME sem que o Chefe do EME tenha conhecimento? Mais ainda, tentaram me convencer que eu iria para a Diretoria porque estava para ser extinta. Pode haver uma série de justificativas. Eu não as aceito.

O que mais pesou na minha decisão de pedir passagem para a reserva foi, sob o meu enfoque, a falta de consideração, a deslealdade e a falta de camaradagem. Jamais esperei que fosse ser tratado dessa maneira, até porque não havia motivos para tal. Só posso concluir que a minha classificação foi baseada em critérios políticos e não profissionais.

Diante desse quadro, reafirmo a minha decisão irrevogável de passar para a reserva. Tomei a atitude correta em face da situação em que me colocaram. Ser disciplinado não é ser subserviente.

A Instituição é muito maior que todos nós.

Quero deixar algumas idéias para reflexão àqueles que têm a responsabiliade de conduzí-la.

Em uma sociedade democrática, a defesa da nação não está afeta apenas aos militares.. Portanto, mais do que nunca, o Executivo deve ser fiscalizado, e mesmo pressionado, pelo Congresso e pela sociedade. Os meios acadêmicos devem ter participação ativa nas questões de defesa. É importante ter o respaldo da nação para levar adiante a modernização das Forças Armadas. Temos que discutir defesa com a sociedade.

Não existem mais operações singulares. O ambiente conjunto terá que reduzir a individualidade em prol da visão pluralista. Ou partimos para a integração das Forças ou seremos ultrapassados e receberemos a ordem de fazê-la e, talvez, não nas condições mais satisfatórias.

Um planejamento estratégico militar deve estar concernente com um ou mais cenários. A estruturação de um Exército deve estar coerente com o seu emprego operacional. Da mesma forma, o reequipamento deve priveligiar o conjunto dos sistemas operacionais em determinado escalão e dentro de prioridades.

Embora estejamos sendo exitosos nas operações de paz, em particular no Haiti, elas não se constituem em nossa principal missão. Não temos tido a oportunidade de adestrar e operar os sistemas operacionais. Isto é uma grande deficiência para o Exército de um país continental, que possui dez vizinhos.

Uma atenção especial deve ser dada ao soldado. Em termos de evolução tecnológica, não é possível ter armamento e equipamento que remontam a meados do século passado.

É um grande desafio.

É hora de dizer adeus.

Inicialmente, agradeço a Deus, por ter me guiado e aos meus subordinados.

Aos meus pais que me deram uma sólida formação moral e educacional.

À minha mulher Isabel, amiga e esteio por mais de 31 anos, e às minhas filhas e filho, pelo desprendimento, pelo sacrifício da profissão, dos estudos e do lazer e pela compreensão das minhas responsabilidades ao longo da minha vida profissional.

Aos meus ex-comandantes, o meu reconhecimento pelo irrestrito apoio, segura orientação e inequívocas provas de confiança que sempre me dispensaram.

Aos meus verdadeiros amigos pelas manifestações de apreço para comigo e meus familiares.

Aos meus subordinados que foram sempre a grande motivação para que superasse as minhas limitações e pudesse liderá-los. Eles não escolhem os comandantes. Por isto, nenhum comandante tem o direito de conduzir seus homens ao combate sem ter a certeza de lhes ter ensinado tudo aquilo necessário para tal mister.

Mais uma vez agradeço a presença de todos. Que Deus os acompanhe e ao nosso Exército.

Muito obrigado.


Gen Bda Luiz Roberto Fragoso Peret Antunes










Wednesday, November 07, 2007

O riso exige em primeiro lugar sinceridade. Aqui não é o caso!









































PSDB, CPMF E TRAIÇÃO
por Maria Lucia Victor Barbosa

Não faz muito tempo lia-se na imprensa que o PSDB era o verdadeiro e mais forte opositor do PT, o único partido capaz de fazer frente a candidaturas petistas. Afinal, Fernando Henrique Cardoso havia derrotado Luiz Inácio duas vezes, o Plano Real fora um êxito entre tantas tentativas frustradas de outros governantes para acabar com o malefício da inflação, a política econômica trouxera a estabilidade desejada, os projetos sociais funcionaram e no exterior FHC foi considerado um estadista, ajudando a melhorar a imagem do Brasil. E não se pode negar que nos mandatos presidenciais do PSDB houve elevação do nível de vida dos brasileiros, uma vez que a contenção da inflação possibilitou o acesso a bens antes impossíveis de serem adquiridos. Com isso diminui a distância entre ricos e pobres, e a sociedade pode fazer planos para o futuro, pois a inflação já nos corroia os salários.

Naturalmente todo governo comete erros e FHC, por exemplo, errou ao dar início ao sucateamento das Forças Armadas. Como Luiz Inácio seguiu no mesmo rumo estamos vulneráveis militarmente enquanto o coronel Hugo Chávez tem o maior e mais forte exército latino-americano. Agora, já em segundo mandato, LILS promete reaparelhar as FFAA com investimentos feitos em suaves prestações diluídas em muitos anos, mas nada garante que mais uma de suas promessas será cumprida.

Em resumo, com suas atitudes, incluindo a de colocar no Ministério da Defesa não mais um militar, mas um civil, Fernando Henrique atraiu para si o ódio das Forças Armadas. Estas se voltaram para Luiz Inácio e ajudaram com seus votos a elegê-lo. No atual governo, com exceção de grupos militares da reserva, as FFAA parecem cooptadas não obstante as humilhações sofridas (entre outras, Luiz Inácio chamou os militares de bando de sem-pólvora), as promessas não cumpridas, os baixos soldos.

FHC errou também quando manobrou para instituir o segundo mandato, quando investiu em gás na Bolívia e não no Brasil. E errou feio ao sempre ajudar LILS em vez de fazer de seu partido o baluarte de uma verdadeira e enérgica oposição.

Durante oito anos de mandato Fernando Henrique sofreu oposição implacável, estridente e stalinista dos petistas que não se cansavam de gritar de forma histérica: “fora, FHC”. Mesmo assim, na quarta campanha de Luiz Inácio, quando este disputou com José Serra, disse que se seu candidato não chegasse ao segundo turno votaria no postulante do PT.

Uma vez consumada a vitória petista, FHC promoveu a chamada transição, ou seja: colocou à disposição da futura equipe de Luiz Inácio sua própria equipe que tentou ensinar aos despreparados petistas como se governa. Não contente, colocou no ministério da Fazenda seus técnicos mais preparados, os quais fizeram a fama de Antonio Palocci que parece não entender nem de medicina. A ajuda substancial foi chamada de “herança maldita” pelo PT, mas copiada de modo mais ortodoxo, e isso, mais condições favoráveis externas, manteve o Brasil no rumo certo e fez as glórias de Luiz Inácio que costuma apresentar as conquistas alheias como suas, e seus erros apenas como conseqüência dos desacertos dos outros.

Antes de ser empossado Luiz Inácio pediu a FHC que enviasse um navio com combustível para a Venezuela. O objetivo era o de torpedear a greve dos petroleiros daquele país que se insurgiam contra Hugo Chávez. Pedido atendido, o navio partiu.

Note-se, também, que os parlamentares do PSDB, autodenominando-se de “oposição responsável”, votaram tudo que o Executivo enviou ao Congresso, especialmente no primeiro ano do primeiro mandato de LILS. E quando as CPIs desencadeadas pelo deputado Roberto Jefferson mostraram que o rei estava nu, FHC não deixou que se pedisse o impeachment do presidente, alegando que era preciso deixá-lo sangrando para enfraquecê-lo e depois vencê-lo. Com isso salvou o amigo e lhe proporcionou o segundo mandato.

Recorde-se ainda, que na última campanha presidencial o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, foi cristianizado, ou seja, traído por seu próprio partido, o que possibilitou a vitória de Luiz Inácio.

Agora se trama o apoio que pode ser o derradeiro, pois se afigura como um suicídio político: Tucanos de alta plumagem, notadamente os governadores Aécio Neves (MG), José Serra (SP) e o trio Arthur Virgílio, Tasso Gereissati e Sérgio Guerra querem impor aos parlamentares de um PSDB dividido o voto pela continuidade da famigerada CPMF.

Se prevalecer o apoio tucano se configurará a mais alta traição aos eleitores que confiaram em candidatos do PSDB. Nesse caso, melhor será o partido se dissolver e engrossar as fileiras do PT. Que pensem nisso os parlamentares que deveriam ser oposição e que muito têm deixado a desejar nesse sentido.



Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo “O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem” e “América Latina – Em busca do Paraíso Perdido”.
E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Publicado no site "Ternuma – Terrorismo Nunca Mais".
Segunda-feira, 05 de novembro de 2007.










FARINHA DO MESMO SACO

É tudo gente com o mesmo caráter. Geralmente mau.

Bootlead













Saturday, September 15, 2007

"Bo-rato Mercador": O tarefeiro aloprado do PT!










































É preciso coragem para tanta covardia
por Augusto Nunes

O senador Aloizio Mercadante anda ruim da vista desde a campanha eleitoral de 2006. Candidato do PT ao governo de São Paulo, continua jurando, contra todas as evidências, não ter enxergado a movimentação do bando de aloprados que, a centímetros do bigode, negociavam a compra de um dossiê fraudado para prejudicar o oponente José Serra.

Na quarta-feira, ao explicar por que optara pela abstenção no julgamento de Renan Calheiros, Mercadante voltou a candidatar-se a uma longa temporada no Instituto Benjamin Constant. Nestes últimos 100 dias, desabaram sobre o delinqüente montanhas de provas com suficiente consistência para que Renan troque a cadeira de presidente pelo colchão de um catre. Mercadante não enxergou nenhuma.

"Achei melhor esperar o fim das investigações", recitou, sem ficar ruborizado. Antes de virar estafeta de Lula, ele não precisava de provas, sequer de indícios, para decidir que um adversário inocente era culpado. Nesta semana, voltou a bancar o míope para liderar o bloco da abstenção na mais obscena das sessões - e livrar da punição merecidíssima o parceiro bandido. É preciso coragem para tanta covardia.

Quase quatro meses depois de iniciada a procissão de bandalheiras protagonizadas por Renan Calheiros, só podem invocar o benefício da dúvida senadores pertencentes a uma de três subespécies: os cretinos fundamentais, os idiotas uterinos e os imbecis irremissíveis. Mercadante não se enquadra em nenhuma delas. Ele sabe que Renan merece a cassação. Entrou na luta para absolvê-lo porque o chefe Lula mandou.

Dúvidas reais recomendam reflexões solitárias e silenciosas. Dúvidas imaginárias, como as simuladas por Mercadante, convidam a movimentos nas sombras. Durante a sessão, o hesitante profissional procurou colegas já resolvidos a condenar o réu. Em vez de ouvi-los, tentou convencê-los a ficar em dúvida também. Ajudou a salvar Renan. Mas assassinou o próprio passado político. E pode ter ferido de morte o futuro.


Augusto Nunes da Silva é jornalista, nascido em Taquaritinga, interior de S. Paulo, foi redator-chefe da revista Veja, diretor de redação das revistas Época e Forbes e dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Zero Hora. Foi também apresentador do programa Roda Vida, da TV Cultura. Augusto Nunes escreveu diversos livros, entre os quais: "Minha Razão de Viver - Memórias de um Repórter" (livro de memórias de Samuel Wainer), "Tancredo" (biografia de Tancredo Neves), "O Reformador: um Perfil do Deputado Luís Eduardo Magalhães" e "A Esperança Estilhaçada", sobre a atual crise política, entre outros. É um dos personagens do livro "Eles Mudaram a Imprensa", da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que selecionou os seis jornalistas mais inovadores dos últimos 30 anos, além de ter ganho por quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Atualmente é colunista do Jornal do Brasil e apresentador do programa "Verso & Reverso" da TVJB.


Publicado no jornal "Jornal do Brasil".
Sexta-feira, 14 de setembro de 2007.



E pensar que este personagem é filho de General e irmão de Coronel do Exército...
Nem sempre filho de peixe, peixinho é!
























ALOIZIO MERCADANTE
O senador eleito com 10 milhões de votos foi reduzido a tarefeiro do partido na
batalha contra a moralidade. Uma pena.
(Revista "VEJA" - Edição n° 2026 de 19/09/2007.)



Friday, May 04, 2007

Vão-se os anéis, mas fiquem os dedos!

Obs.: Prefiro crer que a continência da foto abaixo está sendo prestada devido a execução do nosso glorioso Hino Nacional.






























C'est fini!
por Bootlead

Prezados Camaradas! Desistam de clamar por socorro as FFAA, pois estarão clamando no deserto.

Avaliem friamente a situação. Analisem bem o campo de batalha.

Contabilizais vossas forças perante as forças do oponente.

Que chances possuem?

Praticamente nenhuma. Por quê?

Porque em primeiro lugar, esqueçais totalmente das FFAA de “ontem”, não se iludam com os velhos lemas “Ontem, Hoje e Sempre”, “Pátria, Brasil Agora e Sempre”, isto não mais existe. A palavra “coesão” tornou-se piada de mau gosto.

A situação é de tal forma assustadora que não se pode confiar em mais da metade dos membros da FFAA de “hoje”, isso se referindo as patentes de General 4 estrelas (e seus análogos nas outras forças), até o nível de um 3o Sargento. Quanto à soldadesca (cabos e soldados) este percentual pode chegar simplesmente a níveis próximos dos 80% (oitenta por cento). Neste segmento das tropas, indisciplina e insubordinação já é norma, abafadas, mas real (procurem conhecer até onde chegou o “levante” dos controladores perante aos seus oficiais-comandantes, assustador).

Pensem bem, foram 30 anos sendo massacrados, humilhados, postos de lado, considerados párias da sociedade, tratados como desnecessários, inúteis e muitos mais adjetivos rasteiros. Ou seja, as FFAA foram desconstruídas paulatinamente, sem nenhuma pressa, cirurgicamente, enfim uma obra de arte no que se refere à estratégia da guerra de longo prazo. Nesse ínterim, o que fizeram os nossos comandantes? Recolheram-se as casernas envergonhados, amedrontados, deixaram que os fizessem passar de “heróis” à “torturadores”, sem nenhuma reação. Acomodaram-se, não exigiram melhores soldos para a tropa, não arrancaram “na marra” melhores equipamentos para suas forças, não ameaçaram nem desmentiram os sabujos da imprensa mentirosa que reescreviam a história pelo lado dos vencidos (fato inédito nos anais das guerras). Enfim, acovardaram-se.

Estes mesmos “camaradas de hoje”, nada também irão fazer quando a “justiça” do inimigo condenar à prisão os “camaradas de ontem”, simplesmente porque serviram durante o Regime Militar, para eles “ditadura”, conforme o que já está ocorrendo na vizinha Argentina (aqui o primeiro passo já foi dado, vide o caso do duplamente “brilhante”, Cel Ustra). A pergunta que não cala: Algum Comandante “de ontem”, prestaria continência a um analfabeto comunista, só por ter sido eleito por milhões de seres iguais a ele?

Com as forças de seu maior inimigo (FFAA), totalmente desmoralizadas e servis, só resta aos novos vencedores (bárbaros comunistas) apoderar-se do butim, dos bens e propriedades dos vencidos (conseguidas com o esforço, suor e trabalho), escravizar seus cidadãos, (estuprar, assassinar, martirizar) e finalmente agregar (cooptar) os comandantes das forças subjugadas para suas legiões (poderia aqui citar centenas de nomes, mas não é o caso).

Temos atualmente um país inteiramente prostrado, onde qualquer resistência parece inútil, dado ao conjunto de forças reunidas pelos inimigos nas últimas décadas, o clima é de derrota, muitos já deram de ombros, abatidos, conformados com o destino de viver doravante sob um regime comunista, regime este, que é possuidor de um rancor assassino e vingativo jamais visto.

Senhores, não se iludam, perdemos a honra, capitulamos e logo o pânico se alastrará, no início as fugas para outros países deverão ser de milhares, mas depois, que as forças alienígenas aqui estacionarem (cubanos, venezuelanos, bolivianos, argentinos, equatorianos, chineses, etc), nem isso será mais possível. Será a servidão total. Seremos subjugados pelos deles e pelos “nossos” até morte.

Como única chance de sobrevivência digna, esperemos e rezemos para que os nossos sempre insultados irmãos do norte intercedam por nós com suas imensas forças e esmaguem o inimigo comunista como se fossem baratas. Porém como repetia Milton Friedman: “Não existe almoço grátis”. Alguma coisa vais nos custar, só Deus saberia o quanto ou o quê? Só nos restará o velho ditado “Foram-se os anéis, mas ficaram-nos os dedos!”. Dos males o menor.



NOJO!
Quando uma terrorista, guerrilheira, assaltante, que senão assassinou nenhum dos “camaradas de
ontem”, no mínimo foi cúmplice, recebe a “Medalha da Ordem do Mérito Militar” nada mais nos
resta esperar advindo das FFAA.





























ASCO!
O vencedor triunfante! Eis o próximo a receber a “Medalha da Ordem do
Mérito Militar”. É só uma questão de tempo.









































Friday, April 06, 2007

Insensatez e traição.




































PORTEIRA ABERTA
editorial da Folha de S. Paulo

No dia em que se completa um ano de conclusão da CPI dos Correios, há algo mais no ar de Brasília que os poucos aviões de carreira decolando e pousando pontualmente. Debate-se abertamente, na capital, se a palavra empenhada pelo presidente da República vale alguma coisa além das metáforas baratas em seus pronunciamentos.

Não é apenas seu papel bisonho no tumulto aeroviário que suscita desconfiança. Brasília permanece Brasília, e ali importam os cargos. Mesmo que o céu caia sobre suas cabeças, os profissionais da política sempre encontrarão oportunidade para debater pontos sensíveis dos acordos planaltinos, como "porteiras fechadas" nos ministérios.

Só o cinismo permite enxergar algum aspecto eufemístico em tal figura de linguagem. A alusão a meros negócios se escancara para qualquer um que conheça a expressão de origem rural: adquirir uma fazenda de "porteira fechada" implica tomar posse de tudo dentro dela. É de rapacidade mesmo que se trata.

Líderes partidários não se pejam de reclamar que Lula teria descumprido trato anterior ao dizer que, "em um governo de coalizão, é saudável que existam pessoas de outros partidos em outros ministérios". PP, PMDB, PTB e PR se levantam pelo direito de "despetizar" as pastas duramente conquistadas a golpes de adesismo. Defendem à luz do dia e dos refletores de TV todas as práticas anti-republicanas que deram origem à investigação do mensalão: troca de apoio político por cargos e oportunidades de negócios escusos, na melhor das hipóteses geradores de recursos para campanhas eleitorais.

Não é de estranhar, assim, que no aniversário da CPI dos Correios nenhuma das 14 instituições oficialmente notificadas pelo Congresso dos resultados da investigação tenha se dado ao trabalho de encaminhar-lhe alguma resposta. Ou, então, que nenhum dos 40 denunciados pela Procuradoria Geral ao Supremo Tribunal Federal (STF) tenha alcançado a condição de réu. Tudo de acordo com a convicção disseminada de que a lisura no trato da coisa pública não conta com a menor prioridade nas mais altas instituições do país.

Isso apesar da lei 10.001, que estipula prazo de 30 dias para que autoridades informadas pelas presidências das duas Casas do Congresso se pronunciem sobre as conclusões de CPIs. A Casa Civil da Presidência, por exemplo, buscou safar-se da obrigação alegando, à reportagem desta Folha, suposto erro formal: além do relatório final da comissão, teria faltado o Congresso remeter a resolução de aprovação do documento.

Pior figura faz o STF. A denúncia de 40 pessoas - Dirceu, Delúbio, Valério e cia. - pelo procurador-geral sob a acusação de integrarem "organização criminosa" depende de decisão da corte para se tornar ação penal. O relator Joaquim Barbosa, porém, já declarou que necessita de ao menos dois anos para apreciá-la.

Assim caminha Brasília - para lugar nenhum, e ainda acredita que o país a segue.


Publicado no jornal “Folha de S. Paulo”.
Quinta-feira, 5 de abril de 2007.




Sunday, January 07, 2007

PSDB: Um partido de farsantes!



























OS PARCEIROS SIMBIÔNTICOS
por Augusto de Franco

O fato é que começamos o ano 5º da "Era Lula" sem oposição no país. Tal como o governo, a oposição partidária no Brasil também constitui fenômeno inédito. Segundo ela, a vitória eleitoral terá sido uma espécie de anistia para os crimes do governo corrupto de Lula da Silva. Assim, vamos esquecer tudo. Vamos parar de ficar cobrando de onde veio o dinheiro do mensalão e do falso dossiê e o que faziam os homens de confiança de Lula na trama, quem traiu o presidente, como foram usados os cartões corporativos da Presidência, onde foram parar aquelas cartilhas...

Apostando todas as fichas na loteria do calculismo eleitoreiro, a oposição colheu o óbvio: consagrou a impunidade dos malfeitores e a continuidade da "sofisticada organização criminosa" que se instalou no Planalto.

Tenho uma tese a esse respeito: só foi possível a eclosão do fenômeno político inédito que estamos vivendo no Brasil desde 2003, com Lula e o PT no poder, devido à existência de um partido com as características do PSDB. Eles, PT e PSDB, dão a impressão de parceiros simbiônticos. Uma crítica mais ácida diria que o PSDB fez o papel de "Kerenski brasileiro". Mas essa foi uma conseqüência objetiva do seu comportamento fora do poder, sem nenhum desdouro para a gestão e as intenções democráticas do estadista Fernando Henrique Cardoso.

Ademais, o colaboracionismo oposicionista foi o resultado do comportamento adotado pelos dois principais partidos de oposição, e não uma orientação dessas agremiações. Tal comportamento evoluiu, manifestando-se como renúncia de ser e fazer oposição (2003, ano em que os tucanos foram atacados pela "síndrome da oposição responsável"), passando pela vacilação e pela leniência tática (2004 e parte de 2005), avançando para características menos colaborativas (2005, no auge do escândalo do mensalão), mas recuando novamente para formas implícitas ou explícitas de conivência (a partir de agosto de 2005 até o início formal da campanha eleitoral em agosto de 2006).

Lula não deveria ser mal-agradecido. Ele deve tudo às oposições, sobretudo aos tucanos. Ele jamais foi abalado pelo PSDB e, sim, por suas próprias trapalhadas e as dos seus auxiliares que, uma vez descobertas, não poderiam deixar de ser denunciadas pela imprensa. Pelo contrário, Lula sempre foi ajudado por uma oposição que se esmerou em poupá-lo e blindá-lo e, de agosto de 2005 até o final daquele ano, construiu uma operação de resgate do presidente, estendendo-lhe a tábua de salvação do palanque de 2006 para livrá-lo do naufrágio. Deu no que deu.

Não contente com isso, a oposição ainda lhe fez o favor de não travar a decisiva pré-campanha, de janeiro a agosto de 2006. Enquanto o PSDB aguardava, apalermado, o início do horário eleitoral, durante oito meses, Lula, disputando sozinho, praticamente dobrou as suas intenções de voto, pulando, segundo o Datafolha, de um patamar de 33% (no início do ano passado), para 41% (em março), para 43% (em maio), para 46% (em junho) e para 49% (em agosto). Deu no que só poderia dar mesmo.

Eis-nos, agora, novamente na tempestade. Lula recuperou a sua nau, mas a nossa está à deriva. Nossos pilotos abandonaram o barco, pressurosos como sempre, para cuidar de seus próprios interesses. Quando tudo isso passar, será que eles não terão vergonha de contar para seus filhos e netos o ridículo papel que desempenharam nesta história? Eu teria. Quando tudo isso passar. Mas... e se não passar assim tão rapidamente? E se estivermos apenas no início de um período regressivo de longa duração? Quem vai reagir? Quem vai resistir?

Se você é um democrata, deve estar indignado. Mas como você foi abandonado, é possível que tenha feito um propósito nesta entrada de 2007: imitar as oposições e dizer que a vida é assim mesmo. Não importa se Lula continuar avacalhando o Brasil e urdindo uma maneira de não sair (de fato) do poder: você dirá que não tem nada com isso. Pior: você pode, imitando mais uma vez as oposições, só se mexer se surgir um movimento oposicionista (de fato), propondo retirar Lula do poder. Aí, sim, você marchará ombro a ombro com os bravos tucanos para defender a governabilidade.

Sorte sua se, como ocorre com esses propósitos que fazemos no início de cada ano, você não cumprir o prometido. Nem que seja pela falta de virtude, desejo que você seja poupado da vergonha de ter que explicar para os seus filhos e netos as razões pelas quais resolveu dobrar a espinha. São os meus votos de Ano Novo.


Augusto de Franco é Coordenador-Geral da AED – Agência de Educação para o Desenvolvimento, é autor de mais de 12 livros. Além de Coordenador Geral da AED é também Diretor Presidente da ARCA – Sociedade do Conhecimento. Augusto de Franco é professor convidado da Fundação Dom Cabral na área de responsabilidade corporativa, sustentabilidade empresarial e gestão de stakeholders, articulista do jornal Folha de São Paulo, conferencista, consultor senior de governos estaduais e municipais, empresas e organizações internacionais e professor de vários MBA nas áreas de terceiro setor e desenvolvimento local. Blog do autor: Blog de Augusto de Franco.




Publicado no jornal "Folha de S. Paulo".
Quinta-feira, 04 de janeiro de 2007.




FARINHA DO MESMO SACO

É tudo gente com o mesmo caráter. Geralmente mau.








































 
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