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Thursday, January 17, 2008

Uma fábula fabulosa: A "anta" e o "urubu".


































Depois daquela foto ou “O dever dos democratas”
por Reinaldo Azevedo

Antes de Fábio Luís da Silva virar um empresário milionário — o que aconteceu de 2003 para cá, depois que o pai virou presidente —, ele era monitor de jardim zoológico. O visitante queria ver a zebra. Lá ia Lulinha mostrar onde estava a zebra. “Cadê o jumento?” E Lulinha mostrava o caminho do jumento. “E a anta? Tem anta, moço?” E Lulinha demonstrava a sua intimidade com a morada das antas. Se fosse preciso, descrevia a sua dieta, hábitos, ciclo reprodutivo, tudo. Ele cansou de ver, em seu ofício original, a cena protagonizada por seu pai nos jornais de hoje: de câmera em punho, os visitantes saíam fotografando coisas que julgavam exóticas: aquele macaco que tem o traseiro colorido, o besouro vira-bosta, um bicho qualquer que se alimenta de carniça.

Foi o que fez Lula: fotografou o bicho exótico e moribundo Fidel Castro. Poderia ser o vira-bosta. Poderia ser um urubu. Poderia ser uma hiena. Mas é o vagabundo que se sustenta de carne humana. É o porco fedorento que sobreviveu no século 21. É o ditador desprezível que fuzila sem julgamento. É o norte (i)moral por trás do terrorismo das Farc. Ao fotografá-lo, diriam os otimistas, Lula evidencia que, mais do que exótico, o moribundo — rejeitado, por ora, até pelo inferno — é um animal em extinção. Assim, a sabujice do Apedeuta, o seu deslumbramento basbaque, corresponderia a uma antecipação da sentença de morte.

Infelizmente, não é bem assim. O ato de Lula evidencia como este pobre continente ainda está tomado pela estupidez ideológica. Vocês podem não acreditar, mas há um liame entre a genuflexão lulista ao carniceiro e o “Decreto Oi”, a Lei Fleury que Lula vai assinar para legalizar o negócio ilegal da venda da Brasil Telecom para a Oi. Eu explico.

A justificativa que se pretende “moral” para o ato imoral, já nos informaram seus biógrafos que dão plantão da imprensa, é criar a tal “plataforma nacional” para as teles, no melhor interesse do Brasil. Lula estaria, assim, vejam só, consoante com aquele a quem fotografa, defendendo o país dos interesses do grande capital estrangeiro, que viria aqui explorar os botocudos. Compreendem o nexo? O Babalorixá de Banânina seria um resistente, da safra desses gentis homens latino-americanos que fazem tudo pelo povo — precisando, eventualmente, da colaboração de Carlos Jereissati e de Sérgio Andrade, dois ilustres patriotas do capital nacional.

Mais do que isso: Fidel é o símbolo do parasitismo esquerdofrênico ainda presente no continente. Na Colômbia, ele encontrou na cocaína o seu sustento; no Brasil, faz tráfico com as leis de estado. Sim, Fidel é um cadáver político, é um cadáver moral e já é quase cadáver físico. Mas ainda procria. Na Colômbia, ele seqüestra e mata; no Brasil, rouba, esbulha a lei e invade propriedades privadas; na Venezuela, constrói o fascismo bolivariano.

A foto tirada por Lula significa uma escolha. E, por isso, é um dever moral dos democratas mobilizar todos os recursos que a lei oferecer para combatê-lo: de forma sistemática, organizada, contínua, inflexível.


Reinaldo Azevedo é formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e em Jornalismo pela Universidade Metodista, foi professor de literatura e redação dos colégios Quarup, Singular e do curso Anglo, foi também redator-chefe das revistas República e Bravo!, diretor de redação da revista Primeira Leitura, além de coordenador de política da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo. Escreve freqüentemente sobre política nos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo". Reinaldo atualmente é articulista da revista "VEJA" e escreve o blog político mais influente da rede, "Blog Reinaldo Azevedo". Polêmico, irônico, ferino, Reinaldo Azevedo é autor dos livros "Contra o Consenso: Ensaios e Resenhas", pela Editora Barracuda, do best seller "O país dos Petralhas" e por último "Máximas de um País Mínimo", ambos da Editora Record.





Publicado no Blog Reinaldo Azevedo.
Quarta-feira, 16 de janeiro de 2008, 15h20.



































"É sempre bom lembrar que existe o Mal absoluto também na política. E ele merece nosso combate cotidiano, incansável, imperturbável. Não perca uma só chance de desmerecer o petismo. Você estará sempre certo".
Reinaldo Azevedo



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Saturday, November 24, 2007

BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES (Versão Pornográfica).













































A Mídia do Contragolpe
por Reinaldo Azevedo

E a Al Qaeda eletrônica prossegue com a sua Pirâmide da Impostura contra a VEJA, o Diogo, o Reinaldo, a “mídia golpista”... Hoje, até o momento em que escrevo este texto, recebi 1.365 comentários. Uns, sei lá, 40% vêm da terra dos mortos. Uns 10%, talvez, não puderam ser publicados porque, mesmo dizendo as coisas certas, os leitores exageram na impaciência. Compreendo, mas volto a recomendar moderação. “Mídia golpista”? Não: somos é a frente avançada — e avançada mesmo, porque estamos na liderança (e notem que não escrevi “vanguarda”, já explico por quê) — da “mídia do contragolpe”. É isto: de hoje em diante, leitores, nós somos a liderança do contragolpe.

Golpista é querer fazer do roubo uma ideologia.
Golpista é sustentar que as urnas dão ao vitorioso o direito de esbulhar as leis.
Golpista é usar a democracia para solapar a democracia.
Golpista é propor arranjos de cúpula em que os malandros se protegem contra os interesses do país e o espírito das leis.
Golpista é defender a Constituição com a mão direita e tentar fraudá-la com a mão esquerda.
Golpista é tentar fazer com que definições particulares de justiça corroam o estado de direito.
Golpista é aparelhar o estado.
Golpista é promover “eugenia ideológica” em órgãos públicos.
Golpista é separar o joio do trigo e escolher o joio.
Golpista é defender tiranias e ditaduras.

Somos a mídia do contragolpe.
Da Constituição democrática.
Dos métodos democráticos de mudar uma constituição democrática.
Da liberdade de expressão.
Do direito à plena informação.
Da verdade que não se deixa velar pela fantasia ideológica.
Do triunfo do fato sobre a empulhação da suposta redenção dos oprimidos.
Da sociedade dos homens livres, não-subordinados a corporações de ofício.
Das liberdades individuais.
Da livre empresa.
Do estado em minúscula.
Do Indivíduo em maiúscula.

E, por isso, estamos na liderança. Na revista. No blog. No colunismo. E falei “liderança”, não falei “vanguarda”. Porque a “vanguarda” vai muito adiante dos seus, com quem não dialoga. E o jornalismo de VEJA, o blog, os colunistas falam a uma massa imensa de leitores. Leitores que comungam de seus mesmos princípios. Leitores em número sempre crescente.

Há um esforço enorme de intimidação. Tocadores de saxofone do petralhismo, que ainda serão promovidos a tocadores de tuba, abusam da ignorância da claque, mantendo-a na trevas da ignorância. São herdeiros de um tempo em que a informação só chegava a um grande número de pessoas depois de filtrada pelo “establishment” esquerdopata. Esse tempo acabou. Estamos diante dos estertores das baleias encalhadas. Morrerão na praia da impostura. São pesadas e estúpidas demais para dar meia-volta.

Querem acuar a “mídia do contragolpe”. Usam para tanto, a desqualificação, o boato, a mentira, os aparelhos de representação corporativa no qual se aboletam, faceiros, sugando os recursos de um país pobre em benefício de benesses disfarçadas de ideologia. Mas não acuam ninguém.

Somos a mídia do contragolpe. Não há nisso vocação missionária porque “missionários” são eles; sectários são eles; heréticos são eles. Continuaremos na liderança porque acreditamos, de fato, que a verdade liberta o homem da ignorância e do atraso e o protege das tiranias.

E sei bem: para “eles”, nada pode ser mais irritante. Que isso valha por um pequeno manifesto. Multipliquem este texto. Eles que se calem. Porque, é claro, nós falamos. Em defesa da democracia e do estado de direito.


Reinaldo Azevedo é formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e em Jornalismo pela Universidade Metodista, foi professor de literatura e redação dos colégios Quarup, Singular e do curso Anglo, foi também redator-chefe das revistas República e Bravo!, diretor de redação da revista Primeira Leitura, além de coordenador de política da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo. Escreve freqüentemente sobre política nos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo". Reinaldo atualmente é articulista da revista "VEJA" e escreve o blog político mais influente da rede, "Blog Reinaldo Azevedo". Polêmico, irônico, ferino, Reinaldo Azevedo é autor dos livros "Contra o Consenso: Ensaios e Resenhas", pela Editora Barracuda, do best seller "O país dos Petralhas" e por último "Máximas de um País Mínimo", ambos da Editora Record.





Publicado no "Blog Reinaldo Azevedo".
Sexta-feira, 23 de novembro de 2007, 18h10.


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Wednesday, November 07, 2007

O riso exige em primeiro lugar sinceridade. Aqui não é o caso!









































PSDB, CPMF E TRAIÇÃO
por Maria Lucia Victor Barbosa

Não faz muito tempo lia-se na imprensa que o PSDB era o verdadeiro e mais forte opositor do PT, o único partido capaz de fazer frente a candidaturas petistas. Afinal, Fernando Henrique Cardoso havia derrotado Luiz Inácio duas vezes, o Plano Real fora um êxito entre tantas tentativas frustradas de outros governantes para acabar com o malefício da inflação, a política econômica trouxera a estabilidade desejada, os projetos sociais funcionaram e no exterior FHC foi considerado um estadista, ajudando a melhorar a imagem do Brasil. E não se pode negar que nos mandatos presidenciais do PSDB houve elevação do nível de vida dos brasileiros, uma vez que a contenção da inflação possibilitou o acesso a bens antes impossíveis de serem adquiridos. Com isso diminui a distância entre ricos e pobres, e a sociedade pode fazer planos para o futuro, pois a inflação já nos corroia os salários.

Naturalmente todo governo comete erros e FHC, por exemplo, errou ao dar início ao sucateamento das Forças Armadas. Como Luiz Inácio seguiu no mesmo rumo estamos vulneráveis militarmente enquanto o coronel Hugo Chávez tem o maior e mais forte exército latino-americano. Agora, já em segundo mandato, LILS promete reaparelhar as FFAA com investimentos feitos em suaves prestações diluídas em muitos anos, mas nada garante que mais uma de suas promessas será cumprida.

Em resumo, com suas atitudes, incluindo a de colocar no Ministério da Defesa não mais um militar, mas um civil, Fernando Henrique atraiu para si o ódio das Forças Armadas. Estas se voltaram para Luiz Inácio e ajudaram com seus votos a elegê-lo. No atual governo, com exceção de grupos militares da reserva, as FFAA parecem cooptadas não obstante as humilhações sofridas (entre outras, Luiz Inácio chamou os militares de bando de sem-pólvora), as promessas não cumpridas, os baixos soldos.

FHC errou também quando manobrou para instituir o segundo mandato, quando investiu em gás na Bolívia e não no Brasil. E errou feio ao sempre ajudar LILS em vez de fazer de seu partido o baluarte de uma verdadeira e enérgica oposição.

Durante oito anos de mandato Fernando Henrique sofreu oposição implacável, estridente e stalinista dos petistas que não se cansavam de gritar de forma histérica: “fora, FHC”. Mesmo assim, na quarta campanha de Luiz Inácio, quando este disputou com José Serra, disse que se seu candidato não chegasse ao segundo turno votaria no postulante do PT.

Uma vez consumada a vitória petista, FHC promoveu a chamada transição, ou seja: colocou à disposição da futura equipe de Luiz Inácio sua própria equipe que tentou ensinar aos despreparados petistas como se governa. Não contente, colocou no ministério da Fazenda seus técnicos mais preparados, os quais fizeram a fama de Antonio Palocci que parece não entender nem de medicina. A ajuda substancial foi chamada de “herança maldita” pelo PT, mas copiada de modo mais ortodoxo, e isso, mais condições favoráveis externas, manteve o Brasil no rumo certo e fez as glórias de Luiz Inácio que costuma apresentar as conquistas alheias como suas, e seus erros apenas como conseqüência dos desacertos dos outros.

Antes de ser empossado Luiz Inácio pediu a FHC que enviasse um navio com combustível para a Venezuela. O objetivo era o de torpedear a greve dos petroleiros daquele país que se insurgiam contra Hugo Chávez. Pedido atendido, o navio partiu.

Note-se, também, que os parlamentares do PSDB, autodenominando-se de “oposição responsável”, votaram tudo que o Executivo enviou ao Congresso, especialmente no primeiro ano do primeiro mandato de LILS. E quando as CPIs desencadeadas pelo deputado Roberto Jefferson mostraram que o rei estava nu, FHC não deixou que se pedisse o impeachment do presidente, alegando que era preciso deixá-lo sangrando para enfraquecê-lo e depois vencê-lo. Com isso salvou o amigo e lhe proporcionou o segundo mandato.

Recorde-se ainda, que na última campanha presidencial o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, foi cristianizado, ou seja, traído por seu próprio partido, o que possibilitou a vitória de Luiz Inácio.

Agora se trama o apoio que pode ser o derradeiro, pois se afigura como um suicídio político: Tucanos de alta plumagem, notadamente os governadores Aécio Neves (MG), José Serra (SP) e o trio Arthur Virgílio, Tasso Gereissati e Sérgio Guerra querem impor aos parlamentares de um PSDB dividido o voto pela continuidade da famigerada CPMF.

Se prevalecer o apoio tucano se configurará a mais alta traição aos eleitores que confiaram em candidatos do PSDB. Nesse caso, melhor será o partido se dissolver e engrossar as fileiras do PT. Que pensem nisso os parlamentares que deveriam ser oposição e que muito têm deixado a desejar nesse sentido.



Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo “O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem” e “América Latina – Em busca do Paraíso Perdido”.
E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Publicado no site "Ternuma – Terrorismo Nunca Mais".
Segunda-feira, 05 de novembro de 2007.










FARINHA DO MESMO SACO

É tudo gente com o mesmo caráter. Geralmente mau.

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Saturday, August 18, 2007

Militância lulo-petista: A essência do Mal, manifestado no seu estado o mais repelente possível.

Abaixo a foto de um autêntico "papa-merda": O militante petista.































Click AQUI para ver mais alguns exemplos da típica militância petista.


SONHOS, DELÍRIOS E UTOPIAS
por Maria Lucia Victor Barbosa

Basicamente o indivíduo funciona através de sensações psíquicas e físicas que lhe proporcionam dor ou prazer, o que o faz centrado em seu hedonismo, em seu egoísmo, características, aliás, intrínsecas da humanidade que são atenuadas pelos vários controles sociais os quais “domam”, em grau maior ou menor, as personalidades para que estas se adaptem às suas sociedades.

Não se pode, porém, negar que nos sofisticamos perante os outros animais no sentido de que nos movemos também por medo ou por esperança, por sonhos que sublimam uma realidade por vezes difícil de suportar, pela construção de utopias que raiam ao delírio, mas que servem como justificativas a determinadas causas.

Muitas dessas causas idealizam um paraíso que, ao ser posto em prática se transforma no inferno da tirania, da eliminação da liberdade, do nivelamento na miséria. Tome-se como exemplo de “inferno” na América Latina, Cuba, para onde o governo brasileiro, solidário a Fidel Castro, recentemente entregou em tempo recorde os dois atletas que sonhavam com outra vida possível, sem conceder-lhes asilo ou prazos legais para repatriamento que em nosso país costumam ser concedidos aos piores bandidos.

De todo modo, sem um alvo para se devotar, sem uma bandeira pela qual lutar a vida é sem graça. Esse alvos ou bandeiras costumam ser apenas o desejo da casa própria ou a vontade de ascender na carreira, mas podem também abranger algo mais complexo.

A questão é que lideranças sabem que raramente seus seguidores exercitam o raciocínio, sendo movidos mais pelas emoções, pela necessidade de um chefe que aponte o caminho ou mesmo pela precisão de sublimar sua mediocridade sentindo-se vencedores através da causa. E essa constatação faz entender melhor como são gerados os crédulos das explicações delirantes, das revoluções equivocadas, das utopias impossíveis.

José Murilo de Carvalho, em A formação das Almas, mostra que os republicanos “sonhavam com uma futura idade de ouro em que os seres humanos se realizariam plenamente no seio de uma humanidade mitificada”. Todo o entusiasmo era carreado para a França. O modelo era a Revolução Francesa. “A Marselhesa o hino de guerra”. E Silva Jardim “não se esquecia de incluir o fuzilamento do conde D’Eu, o francês a quem destinava o papel do infortunado Luiz XVI, numa réplica tropical do drama de 1872”.

Os republicanos através de seus propagandistas elaboraram símbolos, mitos e alegorias no sentido de construir o imaginário popular imprescindível aos que almejam conquistar e manter o poder. Passamos da monarquia para a República, mas nossa essência cultural não mudou.

Recentemente o imaginário popular foi construído pelos “intelectuais orgânicos” do PT, especialmente para legitimar a figura mitológica do presidente da República. E se o partido que antes se dizia único detentor da ética naufragou nas águas turvas da amoralidade, não faltam justificativas para legitimar seu governo e, especialmente, Lula da Silva. Neste são projetadas aspirações e interesses populares, o que faz funcionarem as emoções tão necessárias aos poderosos.

Aos militantes petistas, que sustentam a cúpula partidária com seus dízimos e sua mística, a ordem é defender o neotorneiro custe o que custar. Seu hino nacional é “Lula-lá”, seu símbolo a estrela, sua cor o vermelho das esquerdas mundiais. E aos devotados servidores da causa petista não faltam explicações o inexplicável, pois assim funciona a fé.

Exemplifico o modo de ser do militante petista típico com trecho de um diálogo via e-mail que travei com um deles. Como é de praxe essa pessoa confunde sociólogo com FHC, pensa que o mundo se divide em PT e PSDB, inicia sempre seu ataque verbal com insultos e se diz lulista e não petista. Como seus demais companheiros não admite que o PT copiou a “herança maldita”. Ele sentenciou que quem diz isso é “socióloga”, “palhaça” ou “ignorante”, me enquadrando gentilmente na última definição. Depois, ao tentar justificar a presença de Henrique Meirelles no Banco Central e dos homens de FHC que deram sustentação no Ministério da Fazenda ao Plano Real, saiu-se com essa:

“Leon Trotski construiu o glorioso e, ainda hoje poderosíssimo Exército Vermelho, com o apoio de marechais, almirantes, condes e duques do Exército czarista”.

Assim fez Lula, cuja diferença de Trotski é a seguinte, conforme o lulista:

“Trotski (e a História ainda lhe fará plena justiça), ao final foi um líder derrotado - e seu solitário assassinato apenas significou isso. Lula, não! Ele, dando graças a Deus, já pode partir dessa vida como um líder plenamente vitorioso”.

Não creio que Lula parta dessa vida a machadadas como Trotski, mas não tenho nenhuma dúvida de que permanece a intenção do lulista de me enviar ao ponto mais distante e frio da Sibéria onde seria fuzilada. Aí, quem sabe, eu faria companhia no além ao conde D’Eu.



Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo “O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem” e “América Latina – Em busca do Paraíso Perdido”.
E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Sexta-feira, 17 de agosto de 2007, 14h51.





Militante "petralha" não é um ser que pensa. É um ser que repete palavras de ordem, repete acusações caluniosas, ataca os adversários de seus donos. O militante "petralha" é o mais perigoso agente contra a Democracia porque não pensa, obedece ordens e fanáticamente acredita. E como a militância "petralha" é uma entidade obscura no meio do grande "rebanho" lulo-petista, ele nunca aparece para assumir a responsabilidade pelos seus atos. Enfim, ser militante "petralha", é ser mentecapto, inepto, vagabundo, além de serem os tipos mais feios, desprezíveis e sujos existentes neste País.

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Thursday, August 16, 2007

Cansei? Que nada.
É FORA LULA! - FORA PT! - FORA COMUNISTAS CORRUPTOS!





































É FORA LULA, ESTÚPIDOS!
por Paulo Moura

A desculpa esfarrapada mais comum a que recorrem os governantes brasileiros quando seus governos apresentam baixos índices de aprovação nas pesquisas é alegar problemas de comunicação. Isto é, acusam seus comunicadores de não saberem mostrar ao povo as maravilhas que estão fazendo. Conversa fiada. Quando um governo tem problemas políticos provocados por adversidades da conjuntura ou por falhas de gestão, não há milagre de comunicação que resolva seu problema enquanto a causa política dos problemas não for removida. Prova disso é que nenhum governo acusa seus comunicadores de incompetentes quando os ventos da conjuntura lhe são favoráveis, ainda que, como é o caso do governo Lula, a gestão seja incompetente e o projeto político trafegue a 250 Km por hora, numa rodovia de quatro pistas, na contramão da história.

Já o caso da incompetente oposição ao governo Lula, no Brasil, é, ao mesmo tempo, um problema político e de comunicação.

O povo, todo mundo sabe, é hipócrita. A classe média, então, mais ainda. Se o governo botar uns trocados no bolso desse povo, todos se comportam como mãe de filho drogado ou pai de prostituta. Preferem fingir não ver. Não ver que o governo é incompetente e prepara um desastre para o futuro; não ver que o governo rouba; não admitir que o chefe da quadrilha é o chefe da quadrilha, só porque diz que "não sabe do que vocês estão falando".

É isso que explica o resultado da eleição de 2006. No segundo semestre de 2005, no auge do escândalo do mensalão, a popularidade de Lula caiu ao chão. Mas, quando veio a eleição, o povo fez as contas e preferiu seguir com Lula.

Faltavam uns votinhos da classe média? Bastou mais uma queda do dólar, e o pessoal manda os filhos para a Disneylândia e vai para os shoppings de Miami no dia de votar. Basta garantir que não vai ameaçar os empregos dessa gente nas estatais, e Lula lá! Se assinarem ficha no PT tem boquinha para todos. Um trocadinho para os pobres aqui; um jurinho para os bancos ali; umas comprinhas em Miami ali, e pronto. Se o avião não cair na ida ou na volta, ninguém tem medo de ser feliz.

E a oposição? Que oposição? Quem não está comprada ou com o rabo preso. E, quem não está comprado e nem tem o rabo preso é minoria politicamente desorganizada e incompetente.

E a sociedade civil? Desde quando isso existe no Brasil?

Quando o PT era governo "sociedade civil" era como a mídia, ecoando o discurso dos próprios petistas, que se auto-atribuíam a condição de porta-vozes do povo, chamava a sopa de letrinhas (CUT; OAB; CNBB; UNE; UBES; MST; etc, etc. etc) que balançava pirulitos na porta dos palácios e gritava "FORA FHC!", sem medo de ser feliz; sonhando com LULA LÁ!

Os poucos indignados nesse país estão como baratas tontas, no saguão dos aeroportos, brigando com balconistas de companhias aéreas sem que ninguém lhes mostre que todo o assassinato tem um assassino. Nos casos dos acidentes da GOL e da TAM, o culpado número um é o governo comandado por Lula e por essa gente que faz top-top para os baratas tontas.

Depois de uns quinze dias, todo mundo esquece. Basta o Jobim pautar a mídia com o problema do espaço para suas próprias pernas entre os bancos dos aviões, e lá vai a mídia reduzir o caos aéreo a um problema de espaço para as pernas do ministro entre os bancos dos aviões da GOL e da TAM. E o ministro só voa de jatinho, embora seu ego e suas pretensões políticas somente coubessem num daqueles aviões Hércules que carregam até tanques de guerra no barrigão.

Em seguida, basta o Arlindo Chinaglia botar um bode na pauta do Congresso e anunciar a votação de um trenzinho da alegria inventado por um deputado demente que quer transformar 300 mil cabos eleitorais contratados pelo governo anterior e por esse, em funcionários públicos de carreira sem concurso, e lá vai a mídia? JOGA PEDRA NA GENI!

E a oposição? A oposição... CANSEI. A oposição está DE LUTO PELO BRASIL. Ou seja, a oposição está em casa. Descansando. Ou foi ao funeral do Brasil.I! A Geni é o Congresso, para quem precisa de explicação para entender o que digo. Pronto; Lula está fora do centro do alvo outra vez.

E lá vai a nação discutir o problema do Jobim com os bancos dos aviões e o trem da alegria do Chinaglia, enquanto o ministro Paulo Bernardo pousa de gestor responsável das contas públicas, chamando os deputados à reflexão sobre o impacto desse bode no orçamento. Ao mesmo tempo, o verdadeiro assalto ao bolso do contribuinte corre solto com mais cinco anos de CPMF. E os tucanos (fora, FHC) querem CPMF para todos

É FORA LULA! Estúpidos!


Paulo G. M. de Moura nasceu em Porto Alegre em 1960. É formado em Ciências Sociais com mestrado em Ciências Políticas pela UFRGS, doutorado em Comunicação Social pela PUC-RS e professor do curso de Ciências Políticas da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e também atua como professor junto ao EAD da PUCRS. É consultor de comunicação e marketing político, além de analista político. É autor dos livros “PT: Comunismo ou Social-democracia?” e “O gauchismo no marketing de Olívio Dutra”. Foi articulista do jornal Gazeta Mercantil (caderno RS) nos anos de 98 e 99, e atualmente é articulista do site www.diegocasagrande.com.br e da Revista Voto.




Publicado no site "DIEGOCASAGRANDE.COM.BR".
Quarta-feira, 15 de agosto de 2007, 18h24.



 
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