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Monday, December 20, 2010

"Militares Brasileiros", mas pode chamar de "bundões".
Dá no mesmo!





Cueca blindada para quem precisa
por Jorge Serrão

O Exército Britânico investirá US$ 9 milhões (cerca de R$ 16 milhões) na compra de 45 mil pares de cuecas blindadas para proteger suas tropas no Afeganistão. Parecidas com shorts de ciclismo e feitas com um material balístico especial produzido a partir de seda e tecidos sintéticos, o cuecão vai proteger os militares de ferimentos na área pélvica, causados pelas bombas do Talibã nas estradas.

Um cuecão assim, com o devido reforço traseiro, cairia bem para as Forças Armadas Brasileiras, na conjuntura atual. Aliás, haja cueca. Nossos militares são constantes vítimas de bombas de efeito ideológico. E devem preparar a blindagem para aquilo que está previsto na END (Estratégia Nacional de Defesa). Explodirá, em breve, a bomba da reengenharia no Exército, Marinha e Aeronáutica. Quem não for compulsoriamente para a reserva, no enxugamento da estrutura burocrática, que se prepare.

Já vazou há muito tempo – a ostensivamente negada – intenção de renovar os quadros das três Forças – principalmente o EB – com "profissionais" menos identificados com aqueles ideais ante e pós-1964. Com apoio descarado dos melancias (verde oliva por fora e vermelhos por dentro) que formam a Tropa de Elite Petralha -, a intenção dos estrategistas da Defesa é promover um grande "caroneamento".

Oficiais das turmas de 1973 a 1980 seriam convidados a "pedir para sair". Seriam "promovidos" indo para a reserva. Subiriam um posto acima no contracheque. Seria uma espécie de cala-bolso. Os novos oficiais – identificados com a Nova Ordem Petralha – ganhariam promoção na ativa. Os que adoram a vida militar ainda teriam uma outra opção. Seriam convidados a aderir à Força Nacional de Segurança. Claro, com vantagens salariais para deixar o EB, a Armada ou a FAB. Assim, as três Forças seriam cuidadosamente enfraquecidas. Sem Defesa. Nem adianta cuecão blindado!

O esquema de reengenharia das FFAA é para anteontem. Por isso, o Genérico Nelson Jobim resolveu pedir à futura chefona-em-comando que deixe nos cargos os atuais chefes militares: Enzo Peri, do Exército; Júlio Soares de Moura Neto, da Marinha; e Juniti Saito, da Aeronáutica. Os três liderarão o enxugamento. Cumprida a missão dolorosa, acabam premiados com algum cargão em empresa estatal de economia mista. E passam a espada para militares ainda mais identificados que eles com o dilmalulopetismo.

Para cuidar dos bilionários negócios de reaparelhamento das três Forças, os milicos não precisam se preocupar. O PMDB já chamou o Moreira – que o velho slogan eleitoral jurava que era "Franco, Seguro e Capaz". Se a marketagem é real, só Deus sabe. Só não restam dúvidas de que o futuro Secretário de Assuntos Estratégicos é o maior aliado das empreiteiras que comandarão o reequipamento das Legiões. Jobim terá de trabalhar com o Moreira. Imposição do Michel Temer. Mesmo contrariando a Dilma.

Enquanto a reengenharia não atinge as Legiões, tudo fica pior que antes nos quartéis do Abrantes. As Forças Armadas tomam cada vez mais pancadas ideológicas. Perdem, de goleada, a guerra assimétrica promovida pelos vencedores do confronto pós-dita-dura. Tornam-se alvos fáceis dos pretensos defensores dos Direitos Humanos. Vide a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos – apoiada pela Comissão de Anistia daqui – que deseja punição para os acusados de tortura durante o governo dos presidentes militares.

Quer mais? Enquanto os quartéis faltam recursos até para comprar comida para a tropa, sobra grana para outras inutilidades. O chefão $talinácio liberou a primeira parcela de R$ 30 milhões de um total de R$ 44,6 milhões de indenização à União Nacional dos Estudantes (UNE) como reparação pelos danos causados à entidade durante a ditadura militar (1964-1985). Os R$ 14,6 milhões restantes entrarão no Orçamento de 2011. Dilma vai mandar pagar.



Sorte da petralhada que os militares de hoje se parecem com aquele gauchão da piadinha homofóbica. O valentão não tolera que passem a mão em seu traseiro. A não ser que a dedada tenha duração mínima de meia hora. Assim, fica tudo como dantes na poupança do Abrantes. Para os covardes que aceitam perder a guerra assimétrica, nem cuecão blindado salva.

Ainda bem que é assim. Custaria mais caro à Nação se Moreira e Jobim precisassem encomendar o protetor milionário para tantos bundões que defecam no sagrado juramento à Bandeira do Brasil.


Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast "Alerta Total". Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.








Publicado no blog "Alerta Total".
Domingo, 19 de dezembro de 2010.






Falta de respeito – Olavo de Carvalho








Monday, August 31, 2009

O COLABORACIONISTA!

Foto: Gen Enzo Martins Pétain.









































O enterro das Forças Armadas
por Geraldo Almendra

Com o projeto do Ministro da Defesa dica fácil entender que o único potencial elo de resistência à transformação do Brasil em um Estado de Direito Comunista – nossas Forças Armadas – acaba de ter aberta sua cova para serem enterradas nas suas funções de defesa de nossa pátria após as eleições de 2010, que manterá a oligarquia dos canalhas do petismo ocupando o poder público mais imoral de nossa história, pois estão entre as lâminas da tesoura do covil de bandidos.

Enquanto isso o STF livra um aliado do presidente de ser preso por crimes evidentes e documentados, outro traidor do país recebe uma indenização milionária paga pelos idiotas e imbecis dos contribuintes, e o Poder Legislativo se declara, pelos seus atos, um poder marginal, um poder prostituto e definitivo.

E assim vai a sociedade brasileira dia após dia documentando para a história sua absoluta covardia, subornada ou aceitando em silêncio que o petismo transforme o futuro de seus filhos e de suas famílias na direção de todos serem escravos da corrupção, do corporativismo sórdido, da prevaricação e do crime organizado que toma conta do poder público.

O petismo está na fase final da realização de suas promessas após a entrega, pelos militares, do poder aos civis: continua aliciando peças chaves do escalão militar e vem colocando os oficiais militares de joelhos; ordena que todos arriem suas calças no que é prontamente atendido; e agora termina o serviço sujo com o projeto do Ministro da Defesa que transformará as Forças Armadas em Forças Comunistas servis ao petismo e reféns do poder público mais corrupto de nossa história.

Os herdeiros políticos dos mesmos civis que afundaram o país na lama da degradação moral estarão com total domínio sobre a estrutura militar do país transformando-a em milícia partidária para defender o projeto de poder perpétuo do Retirante Pinóquio. O exército do povo do comunismo petista está se formalizando.

"Ainda há tempo! Não têm munição? Usem baionetas! Não mais têm gume? Usem os punhos! Manietados? Ataquem com os dentes! Porra! Se é preciso morrer, morram de pé, como Homens! Não como bundas-moles, covardes, abaixando as calcinhas e perguntando docemente se querem que mexam..."

O texto acima reflete a revolta de quem ainda tem a esperança de viver em um país de gente honrada e patriota. Esperança que aos poucos vai se esvaindo ao testemunhar uma caserna acovardada aceitando sua desonra pacificamente.

Depois das Forças Armadas, do Poder Judiciário, do Poder Legislativo está chegando a vez do Ministério Público que está na mira do presidente com a cumplicidade do STF: o projeto é limitar seus poderes investigatórios e deixar os acima das leis - os cidadãos não comuns - protegidos pelo covil de bandidos, e punir exemplarmente os inimigos do desgoverno petista.

Lentamente todos os focos de resistência à transformação do país em uma República de Bandidos estão sendo minados.

Os canalhas da revolução cubano-petista estão na fronteira da vitória definitiva: depois de decretarem o enterro da consciência crítica de mais de 100 milhões de cidadãos que foram vitimados pela intencional falência da educação e da cultura no país após o regime militar, e subornar os formadores de opinião, estão a um passo de transformarem o país no produto da maior fraude política de nossa história – a abertura democrática: uma sociedade do nada e comandada por canalhas protegidos pela impunidade e liderados pelo mais desprezível político calhorda de nossa história. Nunca na história deste país...

O caseiro Francenildo, que foi tratado pelo STF como um "cidadão comum" enquanto os processos contra o presidente do Senado são arquivados, sem que esse ato criminoso que formaliza o Poder Legislativo como um covil de bandidos, tenha merecido qualquer comentário dos togados que servem ao projeto de poder perpétuo do Retirante Pinóquio.

Parabéns calças-arriadas das casernas adormecidas pelo medo do petismo e que esqueceram seu dever de proteger o país das mãos do comunismo genocida!

Parabéns acadêmicos amantes das sinecuras do poder público!

Parabéns caras-pintadas das cores dos canalhas!

Parabéns estudantes universitários transformados em agentes do comunismo petista!

Parabéns comunidade de artistas e apresentadores omissos e sem pátria!

Parabéns jornalismo marrom!

Parabéns Rede Globo, a parceira dos poderes instituídos que aceita bancar suas necessidades empresariais!

Parabéns empresários sonegadores e corruptos!

Parabéns burguesia calhorda e apátrida!

Parabéns elites dominantes das oligarquias apodrecidas!

Parabéns servidores públicos que aceitaram serem nivelados no nível da degradação moral das "gangues dos quarenta!"

Parabéns patifes esclarecidos, os golpistas da "abertura democrática".

A sociedade cubana de seus sonhos está quase formada! Lá foram mais de 120 mil assassinatos "políticos". – Quantos serão aqui?

Agora entendemos porque as Forças Armadas são tão admiradas pela sociedade dominada pela canalha comunista: a maioria de seus oficiais não está fazendo nada para salvar o país das mãos do covil de bandidos: está tudo liberado...

"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto". (Ruy Barbosa)

O QUE RESTOU DE NOSSAS FORÇAS ARMADAS? – COVARDIA E DESONRA.


Geraldo Almendra é Economista, Consultor e Professor de Matemática.
E-mail: glaf@superig.com.br








Publicado no site "Brasil acima de tudo" – (BAT).
Segunda-feira, 31 de agosto de 2009.




Da série "RETRATOS DE UM PAÍS MEDÍOCRE": Professora ou ...?


Aprendemos de cabeça para baixo – Arnaldo Jabor





Sunday, May 17, 2009

É O "END" MESMO! TUDO VIROU UMA GRANDE PALHAÇADA.


































Click AQUI para ver uma série de fotos do "general" Jobim, cometendo mais um crime na sua prodigiosa carreira, sob os olhares complacentes e embevecidos daqueles que no cumprimento do dever, deveriam lhe dar voz de prisão sem a menor hesitação. Seria apenas ridículo, se não fosse imoral e ilegal!



Não dá para entender, porquê razão o Cmt do EB, é conivente com o ladrão e receptador de um bem público, além de fraudador confesso da magna-carta, que nunca fez parte das fileiras do EB, nem nunca fará, fantasie-se com o uniforme privativo da Força e agora espantosamente, também venha a portar armamento de uso restrito das FFAA. Qual seria o intuito disso, humilhar e provocar?
Bootlead


A fantasiosa estratégia
Luiz Gonzaga S. Lessa

Assisti a palestra do ministro Nelson Jobim no Clube Militar sobre a nova Estratégia Nacional de Defesa - END, tão comentada nos últimos tempos.

Foi desolador ouvir o titular da pasta, por quase 3 horas, desfiar objetivos, metas, prioridades, princípios que, longe de convencerem, despertaram inquietação e pasmo pelo seu alto conteúdo teórico, calcado em falsas premissas de democratização, subordinação do militar ao poder civil e sua efetiva retirada do processo político brasileiro, alheando-o das grandes decisões nacionais.

Desembaraçado, com bom domínio da platéia, o ministro dissecou a dita END, as suas origens e a metodologia que foi aplicada na sua elaboração, e ao longo da exposição ficou muito evidente a falta de consistência das idéias apresentadas, pelo total alheamento com a realidade do país, seja qual for o campo que se considere - político,diplomático, científico, econômico, psicossocial - estabelecendo metas tão absurdas e descompromissadas com o tempo que, por pouco, faltou prever a nossa ida à lua, à marte ou, quiçá, até mesmo ao sol, ao longo dos próximos 50, 100 ou 1000 anos.

O descomprometimento temporal, a não convergência com as condicionantes políticas brasileiras de não se prosseguir projetos de governos passados, a ausência de orçamento econômico-financeiro de longo prazo, o descompasso técnico-científico que vive o país com até mesmo grandes dificuldades de absorção de novas tecnologias, põem por terra as supostas benesses que possibilitariam transformar as Forças Armadas Brasileiras em efetiva e confiável máquina de guerra.

É difícil citar projetos que vingaram e se firmaram na Nação desafiando sucessivos governos, sendo o mais evidente de todos eles o da Petrobras. Nada garante que os futuros governos aceitem, como prioritárias, as premissas estatuídas na referida Estratégia e deem a ela prosseguimento ao longo dos próximos 50 anos. É pura utopia assim pensar.

Talvez alguma coisa dê frutos e, como princípios a seguir, foram bem colocados a transferência de tecnologia na aquisição dos diferentes materiais e o incentivo à indústria nacional de defesa.

Todavia, nenhuma palavra sequer foi dita com o intuito de reverter as atuais fragilidades das Forças Armadas, com carências de toda ordem, obsolescência dos seus equipamentos e armamentos, precariedade dos seus sistemas logísticos, limitações no adestramento e na qualificação dos seus quadros e muitas outras, pois, nesse caso, o ministro teria que sair das suas considerações essencialmente teóricas e fora da realidade para efetivamente se engajar e o atual governo na alocação de vultosos recursos que possibilitariam reverter tão preocupante cenário que ameaça até mesmo a soberania do país.

É fácil, mas sem sentido, elaborar um documento de tal envergadura jogando para os futuros governos a responsabilidade da sua viabilização. Na realidade, é com "forças desarmadas" que dispõe o país para a sua defesa, incapazes de se oporem com razoável grau de sucesso a possíveis investidas inimigas, sejam elas de que origem for.

A responsabilidade por esse desastroso quadro é dos políticos, tem nome e sobrenome - poder civil- que vem governando o país por mais de 20 anos e que não atribui ao seu segmento militar as prioridades que ele necessita.

Se fosse uma estratégia séria, teria previsto metas e objetivos a serem atingidos ao longo do tempo, comprometendo orçamentos econômicos e financeiros realistas para alcançá-los, conferindo em primeira mão alta prioridade à reversão do atual e melancólico quadro em que as Forças Armadas se encontram.

Mas isso o ministro não poderia garantir, particularmente face à atual conjuntura econômica mundial. Por isso, esquivou-se.

De fato. o que temos presenciado é o corte nos orçamentos militares, a considerável redução nas despesas de custeio e de investimentos e no número de conscritos a serem incorporados. Essa é a realidade das Forças Armadas e não a ficção, o sonho quimérico, lunático, que o ministro pretendeu vender como uma verdade futura.

Considerar a Amazônia como área prioritária não constitui novidade. Há muito tempo assim o entendem as Forças Armadas, especialmente o Exército, quando nos últimos 20 anos para lá transferiu várias das suas brigadas. Mas é chocante confrontar-se os ditames da atual Estratégia com as enormes dificuldades com que civis e militares lá se defrontam. quando até mesmo as condicionantes básicas de vida estão muitas vezes ausentes nos pelotões de fronteira, onde, ainda hoje, são raridades a energia elétrica, o esgoto, a água tratada e encanada, as comunicações confiáveis etc.

Antes de sonhar com esse hipotético soldado do futuro, réplica crioula de um mimetizado "X-Man", é preciso cuidar do soldado do presente, tão esquecido e desprezado nessa Estratégia.

Considerar que os problemas que envolvem a TI Raposa Serra do Sol não ameaçam à soberania do país e que, também, não são da alçada do Ministério da Defesa é um lastimável engano e uma grande decepção pela miopia da visão distorcida, pela não valorização da unidade nacional e pelo desconhecimento ou menosprezo das pressões internacionais sobre a Amazônia.

Pobre das Forças Armadas que continuarão sendo iludidas por aqueles que sobre elas têm responsabilidade, prometendo-lhes mundos e fundos que nunca virão, tônica presente em todos os últimos governos, a despeito da lealdade, competência e eficiência com que vêm servindo a Nação!

Infelizmente, e o futuro dirá, a Estratégia Nacional de Defesa é mais um engodo, mais um desvario megalomaníaco, um documento para "inglês ver" e do qual não sairão Forças Armadas efetivamente dotadas de poder combativo capaz de respaldar o país na defesa dos seus mais altos interesses.


Luiz Gonzaga Schroeder Lessa é General-de-Exército do Exército Brasileiro.








Publicado no blog "A CONTINÊNCIA" (Cel Erildo).
Sexta-feira, 15 de maio de 2009.




Obediência, hierarquia e terceiro mandato.*
por Mário Fontes

A beleza da instituição castrense, em particular da força terrestre, repousa nos valores primordiais que devem amoldar a alma humana. O amor a Pátria, a moral, a ética, a lealdade, sem limites, a dignidade pessoal, o temor a Deus, a hierarquia e a obediência. Estes fatores, que formataram e amoldaram, como que gravado em bronze, o espírito de nossos soldados denota de forma cristalina que o Exército Brasileiro não é só uma mera instituição nacional, mas sim a própria Pátria. Seu eterno e vigilante guardião. Um amor tão intenso, tão sem limites, que aquele que ama é confundido, como amálgama fosse, com sua Pátria. Com estes valores como verdadeiros pilares, tem-se o que de melhor a Pátria pode dar a seus filhos.

O amor e o dever se confundem, na instituição de Caxias. A moral é rígida, a ética praticada. A lealdade sem limites é sentida. Não tivesse o Exército brasileiro dignidade, não tivesse temor de Deus, não se teria chegado aonde se chegou enquanto organismo vivo. A única instituição nacional que apregoa e pratica os valores acima declinados, entre todos os seus componentes sem exceção. Sem exceção em função da disciplina e da hierarquia. Valores estes que remontam em nosso exército desde tempos idos.

Seja o eventual terceiro mandato de Lula, acatado por nossos comandantes militares, sem qualquer reação, devemos nós que nos opomos de maneira contundente a tal possibilidade questionarmos se tal atitude, de nosso exército, seria por amor a Pátria, entendendo que no concerto das nações, assim seria o que de melhor para o Brasil, em razão de reflexos econômicos e políticos. Ou se ainda, tal estaria contrariando por completo a dignidade pessoal de cada um dos envolvidos, participes destacados de nossa história contemporânea e a se escrever.

Somos governados pelo pior tipo de gente, pela escória. Permitimos que tal acontecesse e por esta razão devemos bater no peito e fazer o mea culpa. Se esta gente, que nos governa, contraria a própria natureza, como vimos observando, no dia a dia, sem dúvida admitir o terceiro mandato seria atentar contra a dignidade pessoal. Seria perder por completo o amor próprio. Já nos alijaram de praticamente tudo, a titulo econômico e financeiro, será que farão a muitos, quedar de joelhos, perdendo o sentido moral e ético?

A hierarquia não pode jamais ser quebrada e a história nos mostra ser verdadeira tal afirmação. No entanto, entre o pequeno mas poderoso circulo dos generais de quatro estrelas, os valores que forjaram a alma do soldado brasileiro, falará mais forte, na hipótese de vir a se convalidar um terceiro mandato para o sr. Luis Inácio Lula da Silva.

Mais forte a ponto de se fazer ouvir de imediato. Se ouvir no sentido de se pronunciar publicamente contra a posição destes políticos que às claras apregoam ser este o caminho melhor para o País. Já se ouve que o presidente da República é um gênio, em um mundo com poucos gênios.

Isto é nefasto e perigoso para o Brasil! Tem de ser combatido. O dever se confunde, neste momento com o amor a Pátria. Perdemos literalmente um pedaço do País no episódio triste e lamentável da reserva Raposa Serra do Sol. Questão de pouco tempo, a não ser que derramemos o sangue de nossos homens para que como verdadeiros soldados, defendamos o solo pátrio de inimigos externos e internos. Solo pátrio que vem sendo traído, por cafajestes, por gente sem qualificação, como o ministro do supremo, Aires Brito. E sem dúvida, este, tem diversos ao seu lado. O lado dos facínoras. Esta gente, facínoras, que nos dirigem, esta gente que quer colocar farda em ministro da defesa e arrebentar, através do END, com os valores da Pátria e do Exército brasileiro.

Finalizo, reafirmando a crença nos valores da hierarquia e da disciplina como fatores basilares para a grandeza de nosso exército. E reputo como honra e glória a mantença da dignidade pessoal, da moral, da ética e principalmente do dever.

Mário Fontes

(*) Comentário postado no site "A verdade sufocada".



O decálogo de uma sociedade apodrecida – Geraldo Almendra





É O "END" MESMO! TUDO VIROU UMA GRANDE PALHAÇADA.

Sunday, April 19, 2009

GUARARAPES: A GUERRA BRASÍLICA E O NASCEDOURO DE UM EXÉRCITO.

Foto: "Batalha dos Guararapes" - Museu Nacional de Belas Artes, óleo sobre tela de Victor Meirelles.






















Click AQUI se desejar ver a imagem no tamanho original (1280 x 676)


As duas Batalhas de Guararapes foram um rico exemplo histórico do despertar da Nacionalidade e do Exército Brasileiro, de um lado o Exército Holandês no Brasil, rico, bem organizado, equipado e instruído, mas sem motivação do por que lutar, baqueou frente ao exército patriota, pobre, sob bloqueio naval, mal organizado, equipado e instruído, mas altamente motivado e convicto do por que lutar. O resultado foi desenvolver uma doutrina adequada a guerra de guerrilhas, para impor sua vontade naquelas memoráveis batalhas. A estratégia do fraco foi vitoriosa contra a do forte.


"Nesta colina sagrada, na batalha vitoriosa contra o invasor, a força armada do Brasil se forjou e alicerçou para sempre a base da nacionalidade."
Marechal Mascarenhas de Moraes


"O espírito de Guararapes é o pavilhão invisível da nacionalidade."
Lysias A. Rodrigues






AS ORIGENS DO EXÉRCITO BRASILEIRO


Desde os primórdios da colonização portuguesa na América, desenvolveu-se em terras brasileiras uma sociedade marcada pela intensa miscigenação. O sentimento nativista aflorou na gente brasileira, a partir do século XVII, quando brancos, índios e negros, em Guararapes, expulsaram o invasor estrangeiro. O Exército, sempre integrado por elementos de todos os matizes sociais, nasceu com a própria Nação e, desde então, participa ativamente da história brasileira.

Nas décadas posteriores ao descobrimento do Brasil, a Força Terrestre foi representada pelo povo em armas nas lutas pela sobrevivência, conquista e manutenção do território.

Em verdadeira simbiose da organização tática portuguesa com operações irregulares, índios, brancos e negros formaram a primeira força que lutou e expulsou os invasores do nosso litoral. Portanto, a partir da memorável epopéia de Guararapes (1648), não havia apenas homens reunidos em torno de um simples ideal de libertação, mas sim, as bases do Exército Nacional de uma Pátria que se confirmaria a 7 de setembro de 1822.

A união entre a coroa lusa e a espanhola, em 1580, que tornou as terras da América pertencentes a um só rei e senhor, permitiu o alargamento da base física da colônia portuguesa, pela extraordinária ação exploradora empreendida pelas Entradas e Bandeiras. Naquela época, os portugueses, estimulados por notável visão estratégica, buscaram fixar os limites da colônia em acidentes geográficos bem nítidos e o mais possível a Oeste. Assim, no interior da Amazônia, nos pampas sulinos e nos confins dos sertões, à medida que avançava a marcha desbravadora dos bandeirantes, surgiam fortes e fortins – sentinelas de pedra a bradar: "esta terra tem dono!".

Após a Independência, em 1822, a atuação do Exército Brasileiro, internamente, foi decisiva para derrotar todas as tentativas de fragmentação territorial e social do País. A manutenção da unidade nacional, penosamente legada por nossos antepassados, é decorrente das suas ações, em particular, da atuação do Duque de Caxias. Desse modo, ontem, como hoje, prevaleceu a necessidade de segurança e integração nacionais, reflexo da vontade soberana do povo, expressa, como ideal intangível, nas Constituições brasileiras de todos os tempos.

Já no âmbito internacional, participou vitoriosamente do conflito que, na segunda metade do século XIX, ocorreu no cone sul do continente sul-americano: a Guerra da Tríplice Aliança.

Em decorrência da sintonia permanente que o Exército sempre teve com a sociedade brasileira, seu papel foi decisivo na Proclamação e na Consolidação da República. Naquele período particularmente conturbado, os militares desempenharam papel de moderação, idêntico ao exercido pelo Imperador na monarquia, garantindo a sobrevivência das instituições.

Após a I Guerra Mundial, o Exército experimentou um período de soerguimento profissional, que iria completar-se com a contratação, em 1920, da Missão Militar Francesa. Porém, foi a obra ciclópica de Rondon, interligando os sertões interiores aos grandes centros, reconhecida internacionalmente como conquista da humanidade, o que mais marcou esse início de século.

A II Guerra Mundial trouxe modificações significativas na evolução do Exército Brasileiro. Em 1942, em resposta ao torpedeamento de vários de seus navios mercantes, o Brasil declarou guerra às potências do Eixo.

Em 1944, o País enviou para o teatro de operações europeu uma força expedicionária organizada em curto espaço de tempo, sob o comando do General Mascarenhas de Moraes. Designada para operar na Itália, durante o tempo em que esteve em combate, compondo o V Exército dos Estados Unidos da América, a Divisão brasileira sofreu mais de 400 baixas por morte em ação. Antes que o conflito terminasse, havia feito mais de 15.000 prisioneiros de guerra e capturado duas divisões inimigas.

Na Itália, a FEB cobriu-se de glórias, combatendo tropas aguerridas, ao lado de soldados calejados por anos de campanha. Nada ficaria a dever a uns e outros. As glórias colhidas em Monte Castello, Montese e Fornovo, e em tantas outras ações, estão gravadas com letras de sangue na História Militar brasileira. Aos nossos pracinhas devemos, em difícil hora, a garantia da dignidade de nossa Pátria.

A partir dos anos 60, o Exército passou por importantes transformações. Acompanhando o acelerado desenvolvimento econômico e industrial do País, realizou consideráveis investimentos em Ciência e Tecnologia, o que permitiu fornecer à tropa equipamentos e armamentos projetados e fabricados pelas indústrias nacionais, particularmente viaturas blindadas. Além dessa evolução tecnológica, foi renovado o sistema de instrução e foram estruturadas as atuais divisões de exército e brigadas, combinações de tropas mais leves e flexíveis, consentâneas com as peculiaridades do ambiente operacional brasileiro.

Honrando compromissos internacionais assumidos, o Brasil já se fez ou está presente em inúmeras operações de manutenção da paz em diversas partes do mundo.

Na atualidade, o Exército Brasileiro consolida sua individualidade. Exercita e desenvolve uma doutrina militar genuinamente nacional, gerada com base em perspectivas de emprego realistas, e tem procurado evoluir sua concepção estratégica de maneira compatível com as demandas do futuro.

O Exército honra no presente os exemplos legados por Caxias – seu Patrono –, cultiva suas mais caras tradições e cumpre, diuturnamente, seu sagrado dever de preservar a soberania e a integridade do Brasil.


Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEX)






Click AQUI para ver a letra do Hino a Guararapes.






A GRANDEZA DO EXÉRCITO BRASILEIRO – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira





Thursday, April 16, 2009

QUANTO MAIS SE ABAIXAM, MAIS OS RABOS LHES APARECEM































A GRANDEZA DO EXÉRCITO BRASILEIRO
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

"Todos nós desaparecemos. O Brasil fica. O Brasil é eterno. O Exército Brasileiro deve ser o guardião vigilante da eternidade do Brasil."
Gustavo Barroso

Ao aproximar - se o dia 19 de abril, data magna do Exército Brasileiro, cumpre-nos emitir este breve clamor, pois "eles" temem que a exemplar Instituição possa, a qualquer momento, obstar seus planos. Por isso, hodiernamente, empenham-se em cooptá-la, uma missão impossível; ou desconstruir, diminuir ou enfraquecê- la.

Esta última hipótese, embora improvável, não é impossível, pois o desgoverno possui e tem lançado mão de instrumentos e subterfúgios para, legalmente, debilitar ou depreciar sua importância e a dos Chefes Militares no contexto do cenário nacional; ou, ainda, contingenciar e/ou reduzir seus recursos orçamentários; subtrair sua capacidade de gerenciamento próprio; empregá-lo em missões ditas subsidiárias, em alguns casos, destoantes dos seus reais méritos; diminuir os efetivos incorporados anualmente; de subordiná-lo aos desmandos e interesses políticos de qualquer aventureiro; de modificar seus currículos escolares, de modo a distorcer a essência do ensino castrense e poder formar uma nova mentalidade militar submissa e acorde com seus propósitos.

A tentativa não é nova, mas nunca foi tão envolvente e sorrateira, encoberta sob a falsa capa da legalidade. Assim, na sua trajetória histórica, o Exército Brasileiro tem sido acossado por uma seqüência de tentativas malsãs de enfraquecê-lo, e até de erradicá-lo.

A quadra atual se desenha como tétrica para o Estamento Militar, sendo visível o solapamento induzido de suas bases. As medidas de enfraquecimento são solertes, escamoteadas, sub-reptícias e executadas sob o manto de uma legitimidade questionável, pois em troca de uma pretensa capacidade militar a ser adquirida num futuro incerto e duvidoso, estamos subordinando a mãos lastimosas o destino da Força.
Hoje, assistimos ao Ministro da Defesa empenhado em sacralizar a infausta END, esperando torná-la palatável pelos militares. Para isso, desencadeia, junto ao público militar, em todas as frentes, uma poderosa ação de convencimento. É a velha tática do fato consumado.

Foto: Soldado de infantaria do EB usando o "novo" uniforme de campanha, "by END".































Aos poucos, calam-se as roucas vozes com coragem para apontar os seus estratagemas e os demais, temerosos de postar-se contra o que seria a vontade da maioria, também emudecem. Tudo de acordo com Gramsci.

Tolos somos nós que, doravante, teremos que endossar a imoral decisão de paramentarmos com a farda militar, o vaidoso Ministro, mais uma das pequenas armadilhas embutidas em textos legais, concedendo prerrogativas conquistadas nas lides da caserna para o detentor de um cargo evidentemente político. Dessa forma, conspurca-se o vestuário de uma profissão, que tantos, orgulhosamente, consideravam uma segunda pele.

Sabemos que a declaração de "guerra", ou seja, o emprego do Poder Militar, é uma decisão política, e, em dado momento, a sua continuidade depende mais do exercício político do que da decisão dos chefes militares, que obedientes ou subordinados aos "interesses nacionais", acatam-na, mesmo entendendo que, sob o aspecto militar, sua decisão poderá ser um equívoco.

O atual desgoverno ao que parece pretende inferir sua ingerência na Estrutura e na Administração da Instituição, desde já, se possível, por exemplo, na movimentação de Oficiais-Generais, e sabe-se lá mais aonde.

Decididamente, estaremos, em curto prazo, diante de interesses políticos interferindo na vida de uma Instituição até agora apolítica, de acordo com sua missão de atender à Nação e não aos governos.
Mas o que fazer?

Ter a coragem de repudiar uma subordinação espúria e as decisões esdrúxulas (quase que o Lamarca foi promovido, lembram - se?), deixando bem claro que o Estamento Militar sempre foi subordinado ao Poder Civil, mas não seu capacho.

Convém aos chefes militares dar o exemplo de grandeza que tanto almejamos, cabendo aqui, um antigo lembrete, "não basta ser honesto...", da mesma forma "não basta estar trajado de autoridade, é preciso agir com autoridade".

Oxalá no contexto atual de putrefação da moral e da ausência de ética que nos cerca, quando não baixar a cabeça é um sinal de fraqueza, vigore mais alto a IDENTIDADE tão arduamente construída, e o Exército Brasileiro consiga atravessá-lo incólume.

VIVA O EXÉRCITO DE CAXIAS.
Brasília, DF, 13 de abril de 2009


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" (Regional Brasília).
Segunda-feira, 13 de abril de 2009.



TOTALITARISMO IMPERFEITO – José Nivaldo Cordeiro





Wednesday, March 18, 2009

Por favor, respondam a pergunta do Jobim na foto abaixo:

Foto: O falsário de Constituição, também almirante, general
e brigadeiro Nelson "ximango" Jobim.













































Carta a um Jobim fora do tom
Luiz Cesário da Silveira Filho

Ministro Jobim,

Tomei conhecimento de sua entrevista, publicada no Jornal do Brasil em 15 de março de 2009, (v. AQUI ) na qual o Senhor responde à pergunta de como pretende administrar a insatisfação de alguns generais em relação a algumas diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa.

Por considerar no mínimo deselegante para comigo e para com os integrantes da Reserva das Forças Armadas a sua resposta de que "o general que declarou a insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou", é que resolvi considerar a possibilidade de consignar esta resposta.

Sei que o Senhor não leu as minhas palavras de despedida do Comando Militar do Leste. O Sr. estava fora do Brasil, em reunião do conselho da UNASUL, o pacto de Varsóvia de "sandálias de dedo", que o Sr. conseguiu criar, em peregrinação política, utilizando o prestígio do Exército Brasileiro como fonte estimuladora. Nesta criação, já começa a despertar a falta de percepção estratégica, agora confirmada na insidiosa Estratégia Nacional de Defesa (END), à qual me oponho, por convicção e conhecimento.

Indago-me: como pode alguém, que se considera estrategista, pensar em criar um Conselho Militar no continente americano, ignorando a maior potência mundial nele situado, nosso aliado histórico, os Estados Unidos da América, que conosco combateu na Segunda Grande Guerra?

Há que se salientar que o continente americano já possui fórum, historicamente eficaz, a OEA, semelhante ao que o Sr. criou e que pretende tenha relevância. A UNASUL, integrada, em sua maioria, por países de ínfimo poder nacional, fatalmente, será desviada de sua atividade original e transformada em palco para declarações tronituantes, emitidas por personalidades histriônicas, que, sem dúvida, agravarão as dificuldades que já impuseram ao processo da liberdade e da democracia na América do Sul. Mas este é um outro assunto...

Volto ao meu pronunciamento na Solenidade da Passagem do cargo de Comandante Militar do Leste. Nele, relembro as palavras do saudoso Ministro do Exército, General Orlando Geisel, que afirmou: "Os velhos soldados se despedem, mas não se vão".

Sou um general com 47 anos de serviço totalmente dedicados ao meu Exército e ao meu país. Conquistei todas as promoções por merecimento. Fiz jus à farda que vesti. Não andei fantasiado de General. Fui e continuarei a ser, pelo resto de minha vida, um respeitado chefe militar. Vivi intensamente todos os anos de minha vida militar. Fui, sempre, um profissional do meu tempo.

Amadurecido e alçado ao mais alto posto da hierarquia terrestre, acompanhei, por dever, atentamente, a evolução do pensamento político-estratégico brasileiro, reagindo com as perspectivas de futuro para a minha Instituição, na certeza de que a história do Brasil se confunde com a história do Exército.

Vivemos, atualmente, dias de inquietude e incerteza. Sei que só nós, os militares, por força da continuidade do nosso dever constitucional, temos por obrigação manter a memória viva e a trajetória imutável da liberdade no Brasil. É, por este motivo, que serei sempre uma voz a se levantar contra os objetivos inconfessáveis que se pode aduzir da leitura de sua Estratégia Nacional de Defesa.

Ela está eivada de medidas, algumas utópicas e outras inexeqüíveis, que ferem princípios, contrariam a Constituição Federal e tendem a afastar os chefes militares das decisões de alto nível. Tal fato trará consequências negativas para o futuro das Instituições Militares, comprometendo, assim, o cumprimento do prescrito no artigo 142, da Constituição Federal, que trata da competência das Forças Armadas.

"Competência para defender a Nação do estrangeiro e de si mesma".

Em época de grave crise econômica, como a que atinge o país, apesar das tentativas de acobertá-la por parte do governo ao qual o Sr. serve, os melhoramentos materiais sugeridos serão, obviamente, postergados. Mas, o cerne da estratégia e suas motivações políticas poderão ser facilmente implementados.

É clara, nela, a intenção de se atribuir maiores poderes ao seu cargo de Ministro da Defesa, dando-lhe total capacidade de interferir em todas as áreas das Forças Armadas, desde a indicação de seus Comandantes, até a reestruturação do Ensino e do preparo e emprego das Forças.

O Exército Brasileiro sempre foi um ator importante na vida brasileira, e, ao longo da história, teve o papel de interlocutor, indutor e protagonista.

Desconheço a importância dos Gabinetes Civis (Sinimbu, Ouro Preto e outros), apresentada pelo Sr., em um discurso sem fundamentação histórica, que muitas vezes ouvi, bem como a sua relevância para o Império e o Brasil. Talvez, o discurso tente justificar, por similitude, a importância que o Sr. quer atribuir a um civil para gerir os interesses das Forças Armadas.

Pela confiança que inspiramos, a sociedade brasileira nos concede, como o Sr. mesmo reconhece em sua entrevista, 84% de prestígio. Tal índice é atribuído a nós, integrantes das Forças Armadas, que estamos sempre junto ao povo, nos quatro cantos do país, nos momentos de alegria e de tristeza. É um índice só nosso, instituições integrantes do aparelho do Estado Brasileiro. Não pertence ao Ministério da Defesa, órgão administrativo do Governo Brasileiro. Confiança não se impõe, se adquire.

A Nação inteira sabe que nunca fomos um intruso na história do Brasil. Nunca quisemos o poder pelo poder. As nossas intervenções na vida institucional do país, sempre por solicitação da sociedade, foram para a correção dos desvios que a trajetória da liberdade democrática do Brasil tomava.

Vejo, atualmente, com preocupação, a subvalorização do Poder Militar. Desde a Independência do Brasil, sempre tivemos a presença de um cidadão fardado integrando a mesa onde se tomam as mais importantes decisões do país.

A concepção ressentida da esquerda, que se consolidou no poder político a partir de 1995, absorvendo as ideias exógenas do Estado Mínimo e da submissão total do Poder Militar, mantendo "a chave do cofre e a caneta" em mãos civis, a fim de conseguir a sua subserviência ao poder político civil, impôs a criação de um Ministério destinado a coordenar as três Forças Armadas. Isto não se fazia necessário, no estágio evolutivo em que se encontrava o processo político brasileiro. Em um governo, à época da criação do Ministério da Defesa, constituído por 18 ministérios, nos quais pelo menos cinco eram militares, foram substituídos, estes últimos, por um ministério que, por desconhecimento de seus ocupantes (até hoje, nenhum Ministro da Defesa prestou sequer o Serviço Militar Obrigatório, como soldado), tem apenas deslizado no campo da política. Quando resolve incursionar no campo da estratégia, desconhecendo a opinião dos profissionais militares, consegue, além das preocupantes motivações políticas embutidas em seu texto, estranhas concepções que podemos classificar, ao menos, como excêntricas. Listo algumas das conceituações contidas na END para sua apreciação:

- Parceria estratégica nas áreas cibernética, espacial e nuclear, particularmente com os países de Língua Portuguesa e outros do entorno estratégico nacional, ou seja, com países de grande carência tecnológica (como Bolívia, Paraguai, São Tomé e Príncipe, Angola...), o que se torna inviável devido à escassez de recursos humanos e financeiros desses países;

- Desenvolvimento de um sistema de satélites espaciais semelhante ao sistema GPS, coisa ainda não conseguida, nem suportada economicamente, em conjunto, pela Comunidade Europeia;

- Utilização de conceitos esdrúxulos de "operação unificada" e "todo o exército como vanguarda";

- Preconização de necessidade de acesso das classes trabalhadoras às escolas de formação militares, mostrando que os formuladores da END desconhecem a origem e o perfil dos jovens sargentos e oficiais que, em concurso público, sempre aberto a todos os brasileiros, sem cláusulas excludentes de classes sociais, ascendem por seus méritos individuais.

Para não ser enfadonho, limito a listagem exótica por aqui.

Estou convencido que afastar-nos da mais alta mesa de decisão do país foi uma estratégia política proposital, o que tem possibilitado, mais facilmente, o aparelhamento do Estado Brasileiro rumo à socialização, com a pulverização da alta administração do país, atualmente, em 37 ministérios e, apenas um, pretensamente, militar.

A expressão militar deve ser gerida com conhecimento profissional, pois ela é um componente indissolúvel do Poder Nacional. Sem a presença de militares no círculo das altas decisões nacionais, temos assistido a movimentos perturbadores da moral, da ética e da ordem pública intentarem contra a segurança do direito, aspecto basilar em um regime que se diz democrático. Tal fato traz, em seu bojo, condições potenciais de levar o país rapidamente a uma situação de anomia constitucional, o que poderá se configurar em risco de ruptura institucional.

Até onde chegaremos?

A sua END aprofunda o contexto de restrições à autonomia militar e sugere medidas que, se adotadas, trarão de volta antigos costumes de politização dos negócios internos das Forças Armadas. Talvez isso favoreça o modelo de democracia que querem nos impingir. Será isto o que o Sr. quer dizer quando fala em sua entrevista "que é o processo de consolidação da transição democrática"?

Finalizando, quero salientar que a desprezível conceituação de que "o general que declarou insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou", bem demonstra a consideração que o Sr. empresta aos integrantes da Reserva das Forças Armadas, segmento que o seu Ministério pretende representar. Isto mostra, também, o seu total desconhecimento da grandeza e da servidão da profissão militar, pois, como bem disse o Gen Otávio Costa, "a farda não é uma vestimenta que se despe, mas uma segunda pele que adere definitivamente à alma...".

Lembre-se que os militares da ativa sempre conferem prestígio, não somente aos chefes de hoje, como, também, aos de ontem. Não existem dois Exércitos. Há apenas um: o de Caxias, que congrega, irmanados, os militares da ativa e da reserva.

A certeza de que o espírito militar, que sempre me acompanhou nos meus 47 anos de vida dedicados totalmente ao Exército, o qual, oxigenado pela camaradagem, é formado por coragem, lealdade, ética, dignidade, espírito público e amor incondicional ao Brasil, é o que me faz voltar-me, permanentemente, contra a concepção contida na sua END.

Subscrevo-me.
Gen Ex Reserva Luiz Cesário da Silveira Filho


Luiz Cesário da Silveira Filho é General-de-Exército, nascido em 17 de janeiro de 1943, na Cidade de Jaguarão-RS, Incorporou as fileiras do Exército em 1º de março de 1962, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Foi declarado Aspirante-a-Oficial da arma de Cavalaria em 19 de dezembro de1964. Cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), o curso de Comunicação Social, no Centro de Estudos de Pessoal (CEP), a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), o curso de altos Estudos-Política e Estratégia Marítima, na Escola de Guerra Naval (EGN) e realizou o estágio de blindados, no Exército Argentino. Como Oficial General comandou a 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (1ª Bda C Mec), chefiou o Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEX), Comandou a 1ª Região Militar (1ª RM), além de Comandante Militar do Oeste (CMO). O General-de-Exército Luiz Cesário da Silveira Filho esteve à frente do Comando Militar do Leste (CML), de dezembro de 2006 até 11 de março de 2009, data esta, em que também despediu-se do serviço ativo após 47 anos. Sua liderança militar foi pautada no respeito, na hierarquia, na disciplina, na honradez e nas leis castrenses, que fazem do Exército Brasileiro a instituição com os maiores índices de credibilidade nacional.


Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEX)








Ministro, e o Projeto FX-2? "FALA COM A MINHA MULHER SOBRE ISSO..." ?????


Foto: O "general" Jobim e a "generala", também Jobim, distribuindo "badulaques" para a curuminzada.


































Entrevista - Nelson Jobim
por Luiz Orlando Carneiro, Marcelo Ambrosio e Raphael Bruno.

BRASÍLIA - De volta ao Brasil após viagem ao Chile, onde defendeu, em reunião do Conselho Sul-Americano de Defesa, uma aproximação das posições dos países membros, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, revelou, nesta entrevista exclusiva concedida ao JB, detalhes da polêmica que envolveu o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e a liberação de voos adicionas no Aeroporto Santos Dumont. Jobim conta que tentou, em vão, convencer Cabral de que o aeroporto era subutilizado e que a decisão da Agência Nacional de Aviação Civil de ampliar o uso do Santos Dumont era “autônoma” e baseada na legislação. O ministro também adiantou que, até agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva toma uma decisão final sobre a concessão do Aeroporto do Galeão. Jobim deixa claro que, após a superação da crise aérea, resta resolver a questão da infraestrutura dos aeroportos brasileiros e a iniciativa privada tem papel importante a desempenhar na tarefa. O ministro rebateu críticas à nova Estratégia Nacional de Defesa, a classificando como “consolidação da transição democrática” e interpretando possíveis retaliações internacionais às aspirações nucleares brasileiras como “parte do jogo”, além de reiterar a posição do ministério contra a revisão da lei de anistia. “O que a gente tem que fazer é tentar aproximar o futuro do presente e não trazer o passado para o presente”, diz.

Como foi a reunião do Conselho-Sul Americano de Defesa?

Nós tínhamos faixas de interesse comum em relação à questão de defesa. Em relação às áreas marítima, tínhamos um problema comum, que é a linha externa da orla continental marítima. Os países podem ter, a partir da costa, as famosas 200 milhas. No entanto, a Convenção do Mar da ONU fixa a possibilidade de estender essas 200 milhas até o máximo de 350 milhas. Temos que ter uma linguagem comum sobre esse assunto. O Uruguai estava fazendo uma extensão menor do que a nossa na parte final da sua divisa. Não era possível que nós continuássemos nessa linha, ou seja, de irmos para um encontro internacional, o argentino conversar comigo na porta e depois não tem entendimento nenhum. Nós não seremos fortes desta forma.

A questão da definição da extensão da plataforma continental tem uma relação direta com as descobertas do Pré-Sal...

Pode ter tornado interessante. Mas a decisão de fazer o trabalho começou na época do governo Fernando Henrique. A Marinha e a Petrobras levaram oito anos fazendo pesquisas em todo o litoral. E aí apresentamos à ONU, a ONU respondeu, fez algumas observações, que nós temos agora que responder. E eu chamei a atenção para os outros países que existe esse problema e que nós tínhamos que fazer um entendimento comum. Você chega lá com bancada, não chega isolado.

O senhor assumiu o Ministério da Defesa tendo como meta prioritária, urgente, resolver o caos aéreo. Passada essa fase, quais são as prioridades?

O caos era decorrente da falta de coordenação. A Infraero tinha uma agenda, a agenda da Anac era outra, e cada diretor tinha a sua agenda, com conflitos. O que encontrei? Em determinados aeroportos tinha pistas, mas não tinha estacionamento. Em outros tinha pista, mas não tinha terminal. Outro tinha terminal mas não tinha estacionamento. Um horror. Então as coisas chegaram a tal forma que deu problema no Aeroporto de Congonhas. Por que? As pessoas começaram a viajar, começou a aparecer dinheiro na mão de pessoas que não usavam avião. Quando eu assumi, Congonhas estava muito acima da sua capacidade de pista e do conjunto do aeroporto. Nós reduzimos e começamos a reformar todo o sistema e demos um tempo para reformar a malha aérea. As empresas ofereciam a sua proposta de malha aérea para ser analisada num momento em que elas já tinham vendido passagens. A malha não estava aprovada e as passagens estavam vendidas. O sistema se normalizou porque você começou a fazer uma malha compatível à infraestrutura aeroportuária e com a própria capacidade das empresas. O trabalho que a gente desenvolveu com a Anac foi, primeiro, criar a SAC – Secretaria de Aviação Civil – para tentar trazer para dentro do ministério a organização do sistema. Agora, em relação à aviação civil, o que resta é o problema da melhoria da infraestrutura. Então abrimos a discussão da concessão dos aeroportos.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, esteve reunido com o senhor tentando evitar a liberação de mais voos no Aeroporto Santos Dumont. Como foi essa conversa? E qual a posição do ministério em relação às privatizações de aeroportos?

A Infraero é uma empresa que não tem patrimônio. A Infraero é uma gestora de aeroportos, só isso. Ou os aeroportos são da União – o Galeão, o Santos Dumont – ou são do Estado – Congonhas – ou em alguns casos são dos municípios. A Solange (Vieria, presidente da Anac) começou a insistir muito no problema de fazermos concessões de aeroportos para viabilizar concorrência dentro do setor. Houve uma reunião, e o presidente concordou que fossem feitos estudos para concessão do Galeão. Não se justifica que a gente pegue o dinheiro de investimento público, e invista num setor cujo número de pessoas que usufrui é muito reduzido em relação à população total do país. Porque não colocar o setor privado nisso? O setor privado faz aeroporto. Então, com isso, a Anac está fazendo a formatação dos editais de concessão dos aeroportos. Nós temos aí pressões futuras, Copa do Mundo, Olimpíadas. Com essa discussão quem trabalhou muito foi o Sérgio Cabral. Mas o Sérgio Cabral falava na entrega do aeroporto do Galeão para o estado do Rio de Janeiro administrar e eles fariam a concessão. E a decisão que o presidente tomou foi de que quem iria fazer a concessão é a União. E a União é quem tem que fazer porque ela é a dona do aeroporto. Num determinado momento, vetaram o uso do Santos Dumont e o mantiveram apenas para a ponte aérea, com a perspectiva de fazer com que as empresas usassem o Galeão. Só que tem um problema. No nosso sistema legal temos o sistema da liberdade de rota. Quem escolhe o aeroporto é a empresa. Agora, se nós vamos dar a ela ou não aquele lote depende da capacidade do aeroporto, do espaço aéreo, aquelas coisas todas. Então, nessa reunião, no Palácio, eu fui fazer uma exposição e mostrar ao Sérgio Cabral que era inevitável que nós abríssemos o Santos Dumont porque estava subutilizado e havia pretensões de utilizá-lo, porque é no centro do Rio de Janeiro. No mundo todo o voo executivo, o voo doméstico, busca o centro da cidade. Quem busca o fora do centro da cidade é o voo internacional. Mostrei a ele os números, mas ele e o secretário Júlio Lopes acham que isso vai destruir o Galeão, que não sei o que mais. Na nossa análise não tem sentido. Eu disse a eles: eu não posso fazer nada porque a Anac é uma agência autônoma. Eu só vim aqui tentar mostrar para vocês que isso ia acabar com uma decisão judicial. E acabou havendo uma decisão judicial em favor da Azul, que tinha ajuizado ação para voar no Santos Dumont. Não se justifica ter um ativo perdido daquele jeito. De outra parte, política de gestão de aeroporto é política da lei. A Anac tem a obrigação de cumprir a lei e não a política do governo. Nem do governo estadual.

E a concessão do Galeão?

A ideia é que possamos, até o fim de julho, concluir a formatação da concessão do aeroporto. Em agosto o presidente toma a decisão. Não é bem privatizar, é fazer a concessão dos aeroportos, que estabelece uma forma de avaliação dos serviços prestados pela Infraero.

E como anda a implantação da Estratégia Nacional de Defesa? Como o ministério pretende administrar a insatisfação que alguns generais demonstraram em relação a algumas diretrizes?

O general que declarou insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou. O negócio da estratégia foi o seguinte: Eu disse ao presidente que nós tínhamos um problema político, sério, e eu queria saber se ele queria enfrentar ou não. Quando houve a transição do governo militar para o governo civil, leia-se governo Sarney, nós começamos o processo de transição do regime militar. E o processo de transição do regime militar tem características como o afastamento progressivo de militares das decisões políticas, redução da participação dos militares na administração pública, desaparecer do poder de veto dos militares às decisões políticas. Em 1988, quando fizemos a Constituição, quem quisesse falar em Defesa era mal visto, porque estava no nosso imaginário, inclusive no meu, de que mexer com Defesa era mexer em perseguição política, repressão. O que aconteceu? Durante esse período, tudo que dizia respeito à questão de defesa ficou absolvido pelos militares, porque o espaço estava lá. E havia a necessidade de fazermos com que a defesa fosse tema civil e que nós, do governo democrático, assumíssemos a tarefa. É o processo de consolidação da transição democrática. O que significava uma redução da autonomia militar. Comecei fazendo alguns gestos para deixar claro que os civis começavam a ocupar os espaços que eles não tinham ocupado, que são espaços de civis, que é a formulação da política de defesa. A execução da política de defesa, e as probabilidades estratégicas das decisões do governo democrático, era função militar. Mas eles estavam fazendo a outra coisa também.

Jobim garante que Ministério não tem arquivos da repressão

No plano externo, existe uma preocupação com outro tema polêmico da estratégia, que é a questão de vetar qualquer acordo novo de não-proliferação nuclear? Existe algum receio de retaliação da comunidade internacional?

O Brasil assinou o tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, mas nós temos toda a tecnologia. E aí surgiu o seguinte problema: nós precisamos da energia nuclear para a Marinha, porque nós temos 4,5 milhões de quilômetros quadrados para tratar. O submarino convencional é um submarino que tem autonomia e velocidade muito menor, ao passo que a turbina do submarino nuclear é muito mais silenciosa e muito mais rápida. Então se decidiu a linha do submarino. Paralelamente, vem a nós o protocolo adicional. Aí já foi uma decisão presidencial. Houve uma discussão com o presidente no Palácio sobre isso. O Ministério das Relações Exteriores foi resistente em relação a isso e o Ministério da Defesa afirmando a necessidade de nós não admitirmos o protocolo adicional, porque inviabilizava o Brasil na pesquisa da tecnologia nuclear. E nós precisávamos da tecnologia nuclear. Para a defesa, que é o submarino, e para a produção de energia elétrica. Vamos ter, evidentemente, problemas. Mas isso faz parte do jogo. Agora quero lembrar o seguinte: a Índia não participou do Tratado de Não-Proliferação e teve tratamento diferenciado. E se desenvolveu. Israel também... Todos. Então, por isso, houve uma decisão política do presidente: não vamos assinar.

E como fica a questão financeira em meio à crise?

Aí que está o ponto, que era a grande distorção ou a forma de impedir que você acessasse o tema. Não adianta fazer nada porque não teremos dinheiro. Logo, não faz nada. Ou é uma ideia equivocada ou é uma forma de linguagem para evitar que se enfrente o assunto. Outra coisa: os equipamentos não são os equipamentos que antigamente se dizia que os militares queriam ter. São equipamentos que decorrem da necessidade do poder civil, das tarefas a serem desenvolvidas. Aí surgem os dois pontos da manifestação desses militares que estão indo embora, felizmente, que são a questão da Secretaria de Compras. O que encontrei aqui? Encontrei cada força com estruturas de compras muito competentes, mas a decisão da compra era deles. Isso não é decisão para militar, é decisão para civil.

A estratégia prevê um aumento razoável nos gastos de Defesa. Como fazer para convencer os governantes e a própria sociedade da importância destes custos?

Tornando a defesa alvo da agenda nacional. Se você observar a última pesquisa que foi feita, as Forças Armadas tem 84% de prestígio com a sociedade.

Existe uma pressão de alguns setores do governo, principalmente da Secretaria Especial de Direitos Humanos, e de organismos internacionais como a Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA, para que o Brasil siga o exemplo recente de outros países, como a Argentina e o Uruguai, no sentido de liberar os arquivos relacionados ao período da ditadura militar e parar de utilizar a lei de anistia como mecanismo que impeça a responsabilização legal de agentes da repressão que praticaram tortura. Por quê o Brasil não pode seguir o mesmo caminho?

Nós estamos abrindo o que temos. Os militares me informam que os registros desapareceram. O que estou tentando é recuperar alguns que foram entregues por algumas pessoas para o Ministério da Justiça. Estou trazendo o que o Ministério da Justiça recebeu, para dar autenticidade. Na parte de anistia, o que nós temos é uma lei que foi discutida à época. Que foi a negociação da transição militar sem conflitos. Houve uma decisão histórica em 1979, essa decisão teve a bilateralidade da anistia. Portanto não cabe o revisionismo pela via da interpretação, como se nós estivéssemos nos substituindo ao acordo político de 1979. Tem que sair dessa tentativa polarizante entre defensores de torturadores e não-defensores de torturadores. Não é o caso, não é isso que estamos discutindo. E o fato de você ter decisões internacionais é irrelevante, porque as decisões internacionais só podem ser internalizadas quando compatíveis com o direito interno. E no Brasil você tem uma característica diferente. Os tratados têm o mesmo poder da lei ordinária. Se tem que ser feito um tratado internacional e ele conflita com a Constituição e com o sistema legal, ele não vale no Brasil. Por que? Porque o tratado sempre foi um ajuste do Executivo, sem a participação do Legislativo. E aí começa o Poder Executivo a resolver os problemas via tratados.

O ministério não teria objeções, então, por exemplo, a novas expedições com o intuito de encontrar ossadas de guerrilheiros no Araguaia...

Problema nenhum. Aliás, já fizemos 18. Aqueles que ficaram na mata desaparecem, você não tem mais como localizar, pela mudança de características dos locais. Agora, uma coisa é certa: em relação à anistia, esse assunto está na mão do Supremo. O Supremo vai decidir se é possível ou não o revisionismo do acordo político de 1979, via uma reinterpretação da Constituição, mas nossa posição é de que não compete a nós fazer isso. Uma das tradições equivocadas nossa é achar que a gente vai construir o futuro retaliando o passado. A gente queima uma energia brutal na retaliação do passado e não constrói nada para o futuro. O que a gente tem que fazer é tentar aproximar o futuro do presente e não trazer o passado para o presente.

Existe a pretensão do ministério de ampliar a participação dos batalhões de engenharia do Exército em obras do PAC?

Quem está querendo é o presidente. Os batalhões de engenharia estão servindo como referência de mercado.

E em 2010? O senhor pensa em concorrer a algum cargo?

Fala com a minha mulher sobre isso...


Publicado no jornal "Jornal do Brasil".
Domingo, 15 de março de 2009.





"OS VELHOS SOLDADOS SE DESPEDEM, MAS NÃO SE VÃO"


O EXEMPLO DE HOMBRIDADE QUE FALTOU AO GEN HELENO





Saturday, March 07, 2009

VASSALAGEM EXPLÍCITA!









































Que bela foto esta aí em cima não? Ela me faz sentir tremendamente orgulhoso do comandante do Exército Brasileiro, notem que postura, que galhardia, vejam senhores "passageiros" que belo tipo faceiro é este nosso general quando na proeminente companhia do bravo "patriota" e criminoso confesso, de haver enxertado artigos para beneficiar credores da dívida externa na Constituição de 1988. Vibrem camaradas, tendes um comandante à altura de vossa influência nos destinos do Brasil.
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Sobre a Estratégia Nacional de Defesa (END)
por Luís Mauro Ferreira Gomes

Tenho evitado, a todo custo, fazer comentários que possam, de alguma forma, representar qualquer reparo à ação dos Comandantes Militares.

Considero, como não me canso de afirmar, que eles são, tanto quanto todos nós, outros brasileiros, particularmente os militares, vítimas desse governo incompetente, sectário, maniqueísta, corrupto e arbitrário.

Não me parece justo, cobrarmos de companheiros investidos de autoridade, o que nós mesmos, possivelmente, também não pudéssemos fazer em condições semelhantes.

Pelo contrário, venho exortando os leitores dos meus artigos a prestigiarem e apoiarem os Comandantes e os nossos colegas da ativa, como forma de fortalecê-los e protegê-los dos abusos e das violências, disfarçadas ou não, que sofrem dos revanchistas governamentais.

Obviamente, isso não quer dizer que tenhamos de concordar com tudo o que se faz nos níveis de comando das Forças Armadas. Parece-me, contudo, que devemos, sempre que possível, manifestar as nossas divergências, respeitosamente, e, de preferência, em caráter reservado. Isso é importante para preservá-los e ajudá-los a melhor comandar.

Com relação à notícia que circula na Internet de que o Comandante da Marinha teria “defendido a Estratégia Nacional de Defesa das críticas feitas por Generais em um documento apresentado anteontem, na reunião do Alto-Comando do Exército”, vou permitir-me fugir à regra.

Se o faço, é por não acreditar na veracidade do que se afirma.

Não é crível que o Comandante de uma Força deixasse de lado o que lhe compete para comentar documento apresentado por Oficiais-Generais ao Auto-Comando de outra.

Parece, igualmente, inacreditável que um chefe militar, em pleno domínio da razão, pudesse defender um trabalho primitivo; demagógico; cheio de erros conceituais e doutrinários; contaminado por ideologias espúrias; e irrealista, quanto possibilidade de se conseguirem os recursos indispensáveis à implementação. Não se poderia esperar mais do que isso, considerando-se que foi feito por dois analfabetos em Defesa, os ministros Nelson Jobim e Mangabeira Ungers, cuja grande preocupação parece ter sido a hipertrofia do ministério da defesa, com inaceitável avanço sobre as competências constitucionais do presidente da República e das Forças Armadas.

Não pretendo, aqui, analisar a Estratégia Nacional de Defesa. Tenho certeza de que isso já foi muito bem feito pelos Generais do Alto-Comando do Exército.

Assim, limitar-me-ei ao seguinte comentário: quem a leu, com atenção, logo percebeu que as únicas coisas aproveitáveis, em meio ao monte de bobagens que ela contém, não constituem novidade para os militares, pois já eram praticadas pelos governos da Revolução de 31 de Março e foram abandonadas, justamente, pelos governos ditos civis que se sucederam. Esta parte é para “inglês ver” ou, melhor, para enganar militar, e dificilmente terá curso.

Dito isso, volto a insistir em que devemos apoiar, fortemente, os nossos companheiros contra as investidas dos inimigos. Inimigos, sim, pois não merece outro tratamento quem nos quer destruir, e o fará, se continuarmos a nos hostilizar mutuamente. Devemos, igualmente, repelir, com grande intensidade, tudo o que nos divida.

Finalmente, por mais conveniente que possa parecer a composição com o universo antagônico, devemos resistir a essa tentação com todas as nossas forças. Ser disciplinado não é ser subserviente, e, menos ainda, conivente.

Os que traem os seus não merecem respeito nem daqueles a quem favorecem. A História mostra que cometem suicídio, a médio prazo. Serão, impiedosamente, eliminados, assim que não mais sejam úteis. E estarão sozinhos, então.


Luís Mauro Ferreira Gomes, é Coronel Aviador da Força Aérea Brasileira.








Publicado no site "Ternuma - Terrorismo Nunca Mais".
Sábado, 07 de março de 2009.




Bombaim é aqui – Nelson Motta





 
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