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Monday, December 20, 2010

"Militares Brasileiros", mas pode chamar de "bundões".
Dá no mesmo!





Cueca blindada para quem precisa
por Jorge Serrão

O Exército Britânico investirá US$ 9 milhões (cerca de R$ 16 milhões) na compra de 45 mil pares de cuecas blindadas para proteger suas tropas no Afeganistão. Parecidas com shorts de ciclismo e feitas com um material balístico especial produzido a partir de seda e tecidos sintéticos, o cuecão vai proteger os militares de ferimentos na área pélvica, causados pelas bombas do Talibã nas estradas.

Um cuecão assim, com o devido reforço traseiro, cairia bem para as Forças Armadas Brasileiras, na conjuntura atual. Aliás, haja cueca. Nossos militares são constantes vítimas de bombas de efeito ideológico. E devem preparar a blindagem para aquilo que está previsto na END (Estratégia Nacional de Defesa). Explodirá, em breve, a bomba da reengenharia no Exército, Marinha e Aeronáutica. Quem não for compulsoriamente para a reserva, no enxugamento da estrutura burocrática, que se prepare.

Já vazou há muito tempo – a ostensivamente negada – intenção de renovar os quadros das três Forças – principalmente o EB – com "profissionais" menos identificados com aqueles ideais ante e pós-1964. Com apoio descarado dos melancias (verde oliva por fora e vermelhos por dentro) que formam a Tropa de Elite Petralha -, a intenção dos estrategistas da Defesa é promover um grande "caroneamento".

Oficiais das turmas de 1973 a 1980 seriam convidados a "pedir para sair". Seriam "promovidos" indo para a reserva. Subiriam um posto acima no contracheque. Seria uma espécie de cala-bolso. Os novos oficiais – identificados com a Nova Ordem Petralha – ganhariam promoção na ativa. Os que adoram a vida militar ainda teriam uma outra opção. Seriam convidados a aderir à Força Nacional de Segurança. Claro, com vantagens salariais para deixar o EB, a Armada ou a FAB. Assim, as três Forças seriam cuidadosamente enfraquecidas. Sem Defesa. Nem adianta cuecão blindado!

O esquema de reengenharia das FFAA é para anteontem. Por isso, o Genérico Nelson Jobim resolveu pedir à futura chefona-em-comando que deixe nos cargos os atuais chefes militares: Enzo Peri, do Exército; Júlio Soares de Moura Neto, da Marinha; e Juniti Saito, da Aeronáutica. Os três liderarão o enxugamento. Cumprida a missão dolorosa, acabam premiados com algum cargão em empresa estatal de economia mista. E passam a espada para militares ainda mais identificados que eles com o dilmalulopetismo.

Para cuidar dos bilionários negócios de reaparelhamento das três Forças, os milicos não precisam se preocupar. O PMDB já chamou o Moreira – que o velho slogan eleitoral jurava que era "Franco, Seguro e Capaz". Se a marketagem é real, só Deus sabe. Só não restam dúvidas de que o futuro Secretário de Assuntos Estratégicos é o maior aliado das empreiteiras que comandarão o reequipamento das Legiões. Jobim terá de trabalhar com o Moreira. Imposição do Michel Temer. Mesmo contrariando a Dilma.

Enquanto a reengenharia não atinge as Legiões, tudo fica pior que antes nos quartéis do Abrantes. As Forças Armadas tomam cada vez mais pancadas ideológicas. Perdem, de goleada, a guerra assimétrica promovida pelos vencedores do confronto pós-dita-dura. Tornam-se alvos fáceis dos pretensos defensores dos Direitos Humanos. Vide a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos – apoiada pela Comissão de Anistia daqui – que deseja punição para os acusados de tortura durante o governo dos presidentes militares.

Quer mais? Enquanto os quartéis faltam recursos até para comprar comida para a tropa, sobra grana para outras inutilidades. O chefão $talinácio liberou a primeira parcela de R$ 30 milhões de um total de R$ 44,6 milhões de indenização à União Nacional dos Estudantes (UNE) como reparação pelos danos causados à entidade durante a ditadura militar (1964-1985). Os R$ 14,6 milhões restantes entrarão no Orçamento de 2011. Dilma vai mandar pagar.



Sorte da petralhada que os militares de hoje se parecem com aquele gauchão da piadinha homofóbica. O valentão não tolera que passem a mão em seu traseiro. A não ser que a dedada tenha duração mínima de meia hora. Assim, fica tudo como dantes na poupança do Abrantes. Para os covardes que aceitam perder a guerra assimétrica, nem cuecão blindado salva.

Ainda bem que é assim. Custaria mais caro à Nação se Moreira e Jobim precisassem encomendar o protetor milionário para tantos bundões que defecam no sagrado juramento à Bandeira do Brasil.


Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast "Alerta Total". Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.








Publicado no blog "Alerta Total".
Domingo, 19 de dezembro de 2010.






Falta de respeito – Olavo de Carvalho








Saturday, March 07, 2009

VASSALAGEM EXPLÍCITA!









































Que bela foto esta aí em cima não? Ela me faz sentir tremendamente orgulhoso do comandante do Exército Brasileiro, notem que postura, que galhardia, vejam senhores "passageiros" que belo tipo faceiro é este nosso general quando na proeminente companhia do bravo "patriota" e criminoso confesso, de haver enxertado artigos para beneficiar credores da dívida externa na Constituição de 1988. Vibrem camaradas, tendes um comandante à altura de vossa influência nos destinos do Brasil.
Bootlead


Sobre a Estratégia Nacional de Defesa (END)
por Luís Mauro Ferreira Gomes

Tenho evitado, a todo custo, fazer comentários que possam, de alguma forma, representar qualquer reparo à ação dos Comandantes Militares.

Considero, como não me canso de afirmar, que eles são, tanto quanto todos nós, outros brasileiros, particularmente os militares, vítimas desse governo incompetente, sectário, maniqueísta, corrupto e arbitrário.

Não me parece justo, cobrarmos de companheiros investidos de autoridade, o que nós mesmos, possivelmente, também não pudéssemos fazer em condições semelhantes.

Pelo contrário, venho exortando os leitores dos meus artigos a prestigiarem e apoiarem os Comandantes e os nossos colegas da ativa, como forma de fortalecê-los e protegê-los dos abusos e das violências, disfarçadas ou não, que sofrem dos revanchistas governamentais.

Obviamente, isso não quer dizer que tenhamos de concordar com tudo o que se faz nos níveis de comando das Forças Armadas. Parece-me, contudo, que devemos, sempre que possível, manifestar as nossas divergências, respeitosamente, e, de preferência, em caráter reservado. Isso é importante para preservá-los e ajudá-los a melhor comandar.

Com relação à notícia que circula na Internet de que o Comandante da Marinha teria “defendido a Estratégia Nacional de Defesa das críticas feitas por Generais em um documento apresentado anteontem, na reunião do Alto-Comando do Exército”, vou permitir-me fugir à regra.

Se o faço, é por não acreditar na veracidade do que se afirma.

Não é crível que o Comandante de uma Força deixasse de lado o que lhe compete para comentar documento apresentado por Oficiais-Generais ao Auto-Comando de outra.

Parece, igualmente, inacreditável que um chefe militar, em pleno domínio da razão, pudesse defender um trabalho primitivo; demagógico; cheio de erros conceituais e doutrinários; contaminado por ideologias espúrias; e irrealista, quanto possibilidade de se conseguirem os recursos indispensáveis à implementação. Não se poderia esperar mais do que isso, considerando-se que foi feito por dois analfabetos em Defesa, os ministros Nelson Jobim e Mangabeira Ungers, cuja grande preocupação parece ter sido a hipertrofia do ministério da defesa, com inaceitável avanço sobre as competências constitucionais do presidente da República e das Forças Armadas.

Não pretendo, aqui, analisar a Estratégia Nacional de Defesa. Tenho certeza de que isso já foi muito bem feito pelos Generais do Alto-Comando do Exército.

Assim, limitar-me-ei ao seguinte comentário: quem a leu, com atenção, logo percebeu que as únicas coisas aproveitáveis, em meio ao monte de bobagens que ela contém, não constituem novidade para os militares, pois já eram praticadas pelos governos da Revolução de 31 de Março e foram abandonadas, justamente, pelos governos ditos civis que se sucederam. Esta parte é para “inglês ver” ou, melhor, para enganar militar, e dificilmente terá curso.

Dito isso, volto a insistir em que devemos apoiar, fortemente, os nossos companheiros contra as investidas dos inimigos. Inimigos, sim, pois não merece outro tratamento quem nos quer destruir, e o fará, se continuarmos a nos hostilizar mutuamente. Devemos, igualmente, repelir, com grande intensidade, tudo o que nos divida.

Finalmente, por mais conveniente que possa parecer a composição com o universo antagônico, devemos resistir a essa tentação com todas as nossas forças. Ser disciplinado não é ser subserviente, e, menos ainda, conivente.

Os que traem os seus não merecem respeito nem daqueles a quem favorecem. A História mostra que cometem suicídio, a médio prazo. Serão, impiedosamente, eliminados, assim que não mais sejam úteis. E estarão sozinhos, então.


Luís Mauro Ferreira Gomes, é Coronel Aviador da Força Aérea Brasileira.








Publicado no site "Ternuma - Terrorismo Nunca Mais".
Sábado, 07 de março de 2009.




Bombaim é aqui – Nelson Motta





 
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