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Monday, October 05, 2009

BRASIL: UM BANQUETE MACABRO E CANIBALESCO

Foto: "Dinner Party", óleo sobre tela de John Alexander.





































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Devo pedir champanhe ou cianureto?
por Arnaldo Jabor
Um articulista em crise existencial

O grande Cole Porter tem uma letra de música que diz: "Questões conflitantes rondam minha cabeça/ Devo pedir cianureto ou champanhe?"

Sinto-me assim, como articulista. Para que escrever? Nada adianta nada. Ando em crise, como vejo nos desenhos do excepcional Angeli, gênio da HQ. E como meu trabalho é ver o mal do mundo, um dia a depressão bate. Não aguento mais ver a cara do Lula de boné, dançando xaxado pelo pré-sal; não aguento mais ver o Sarney mandando no país, transformando-nos num grande "Maranhão", com o PT no bolso do jaquetão de teflon, enquanto comunistas, tucanistas e fascistas discutem para ver quem é mais de "esquerda" ou de "direita", com o Estado loteado entre pelegos sem emprego e um governo regressista nos jogando de marcha a ré para os anos 40; não dá mais para ouvir quantos campos de futebol foram destruídos por mês na Amazônia, quando ninguém jamais consegue impedir as queimadas na região, enquanto ecochatos correm nus na Europa, fazendo ridículos protestos contra o efeito estufa; passo mal quando vejo a cara dos oportunistas do MST, com a bênção da Pastoral da Terra, liderando pobres diabos para a "revolução" contra o capitalismo; não aguento secretários de Segurança falando em "forças-tarefas" diante de presídios que nem conseguem bloquear celulares; não suporto a polêmica nacionalismo pelego X liberalismo tucano de hímen complacente; tenho enjoo com vagabundos inúteis falando em "utopias", bispos dizendo bobagens sobre economia, acadêmicos rancorosos decepcionados, mas secretamente apaixonados pela velha esquerda.

Tremo ao ver a República tratada no passado, nostalgias de tortura, indenizações para moleques, heranças malditas, ossadas do Araguaia e nenhuma reforma no Estado paralítico e patrimonialista; não tolero mais a falta de imaginação ideológica dos homens de bem, comparada com a imaginação dos canalhas, o que nos leva à retórica de impossibilidades como nosso destino fatal, e vejo que a única coisa que acontece é que não acontece nada, apesar dos bilhões em propaganda para acharmos que algo acontece.

Não aturo essa dúvida ridícula que assola a reflexão política: paralisia X voluntarismo, processo X solução, continuidade X ruptura; deprimo quando vejo a militância dos ignorantes, a burrice com fome de sentido, tenho engulhos ao ver a mísera liberdade como produto de mercado, êxtases volúveis de "clubbers" e punks de butique, descolados dentro de um chiqueirinho de irrelevâncias, buscando ideais como a bunda perfeita, bundas ambiciosas, querendo subir na vida, bundas com vida própria, mais importantes que suas donas; odeio recordes sexuais, próteses de silicone, pênis voadores, sucesso sem trabalho, a troca do mérito pela fama; não suporto mais anúncio de cerveja com louras burras, detesto bingo, "pitbulls", balas perdidas, suspense sobre espetáculo de crescimento que só acontece na mídia; abomino mulheres divididas entre a piranhagem e a peruice. Onde está a delicadeza do erotismo clássico, a poética do êxtase?

Repugnam-me os sorrisos luminosos de celebridades bregas, passos-de-ganso de manequim, notícias sobre quem come quem; horroriza-me sermos um bando de patetas de consumo, crianças brincando num shopping, enquanto os homens-bomba explodem no oriente e ocidente, enquanto desovam cadáveres na faixa de Gaza e em Ramos, com ônibus em fogo no Jacarezinho e Heliópolis, museus superfaturados evocando retorcidos bombardeios em vez de hospitais e escolas, espaços culturais sem arte alguma para botar dentro, a não ser sinistras instalações com sangue de porco ou latinhas de cocô de artistas picaretas vestidos de "contemporâneos".

Não aguento chuvas em São Paulo e desabamentos no Rio, enquanto a Igreja Universal constrói templos de mármore com dinheiro arrancado dos pobres, e Sonia Hernandez, a perua de Cristo do Renascer, reza de mãos dadas com Dilma Rousseff de olhos fechados, orando pelos ideais de Zé Dirceu.

Enquanto isso, formigueiros de fiéis bárbaros no Islã recitam o Corão com os rabos para cima antes de pilotar caminhões-bomba, xiitas sangrando, sunitas chorando, tudo no tão mal começado século XXI; não aguento ver que a pior violência é nosso convívio cético com a violência, o mal banalizado e o bem como um charme burguês; não quero mais ouvir falar de "globalização", enquanto meninos miseráveis fazem malabarismo nos sinais de trânsito, cariocas de porre falando de política e paulistas de porre falando de mercado, festas de celebridades com cascata de camarão, matéria paga com casais em bodas de prata.

Lula com outro boné, políticos se defendendo de roubalheira, falando em "honra ilibada", "conselho de ética arquivado", suplentes cabeludos e suplentes carecas ocultando os crimes, anúncios de celulares que fazem de tudo, até "boquete"; dá-me repulsa ver mulheres-bomba tirando foto com os filhinhos antes de explodir e subir aos céus dos imbecis; odeio o prazer suicida com que falamos sem agir sobre o derretimento das calotas polares, polêmicas sobre casamento gay, racismo pedindo leis contra o racismo; odeio a pedofilia perdoada na Igreja, vomito ao ver aquele rato do Irã falando que não houve Holocausto, sorrindo ao lado do Chávez, cercados pelas caras barbudas de boçal sabedoria de aiatolás; repugnam-me as bochechas da presidente Cristina Kirchner destruindo a Argentina, Maluf negando nossa existência, Pimenta das Neves rebolando em cima dos buracos do Código Penal; confrange-me o papa rezando contra a violência com seus olhinhos violentos; não suporto cúpulas do G-20 lamentando a miséria para nada; tenho medo de tudo, inclusive da minha renitente depressão; estou de saco cheio de mim mesmo, dessa minha esperançazinha démodé e iluminista de articulista do "bem", impotente diante do cinismo vencedor de criminosos políticos.

Daí, faço minha a dúvida de Cole Porter: devo pedir ao garçom uma pílula de cianureto ou uma "flûte" de champanhe rosé?


Arnaldo Jabor, carioca nascido em 1940, é cineasta e jornalista, também já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e na Rádio CBN. O estilo irônico e mordaz com que comenta os fatos da atualidade brasileira foi decisivo para o seu grande sucesso junto ao público. Arnaldo Jabor também é colunista do jornal “O Estado de S. Paulo”, além de escrever regularmente para diversos outros jornais do Brasil.
E-mail: a.j.producao@uol.com.br


Publicado no jornal "O Globo".
Terça-feira, 22 de setembro de 2009.



O SUMIÇO DA CONSCIÊNCIA DO MAL



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RIO 2016??? SE AINDA EXISTIR...


































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Os vampiros aliados festejam a ampliação do banco de sangue
por Augusto Nunes

Menos de um mês depois de promover o Brasil a potência petroleira, Lula promoveu-se a presidente de uma potência olímpica. Em 6 de setembro, Dia da Segunda Independência, não precisou de um só barril a mais para apresentar ao mundo o caçula da OPEP. O que resolveu que vai acontecer daqui a 10 ou 15 anos pareceu-lhe suficiente. Em 2 de outubro, depois de derrotar os ianques, os espanhóis e os japoneses na Batalha da Dinamarca, não precisou de uma única medalha de bronze para instalar o país no clube dos colossos esportivos. Bastou o que resolveu que vai acontecer no Rio em 2016.

O curto espaço entre os dois assombros avisa que a metamorfose ambulante sofreu mais uma mutação para pior. Lula sempre se apropriou do passado para fingir que fez o que outros fizeram. Quem ouve a discurseira imagina, por exemplo, que a inflação liquidada em 1994 pelo Plano Real foi banida em 2003. Pois o maior governante da história agora deu de também expropriar o futuro para moldá-lo às conveniências do presente ─ e fingir que já foi feito o que está por fazer. O craque que vive assumindo a paternidade de gols alheios passou a reivindicar a autoria dos que nem aconteceram.

A fantasia seria menos inverossímil se Lula não inaugurasse o futuro sempre em companhia de gente que eterniza o passado. No descobrimento do pré-sal, protagonizou uma superprodução futurista à frente de um elenco de cinema mudo liderado pelos canastrões José Sarney e Edison Lobão. No comício em Copenhague, anunciou a ascensão do Brasil à primeira divisão do planeta num palanque de segunda. O país não tem sequer arremedos de política esportiva. Investe apenas, e equivocadamente, no esporte de alto rendimento. O Brasil coleciona fiascos a cada Olimpíada por falta de direção e de verbas.

Dinheiro existe de sobra, esclareceu o presidente ao comunicar que serão investidos no Rio quase R$ 30 bilhões. A bolada vai ser muito maior, corrigiu o sorriso de empreiteiro malandro no rosto da cartolagem. E boa parte vai engordar o patrimônio dos campeões do salto sobre cofres públicos, modalidade não-olímpica praticada com muita competência por figurões federais e supercartolas.

Só os olhos gulosos dos bandidos e a miopia dos idiotas incuráveis enxergam um Brasil dividido entre nacionalistas grávidos de patriotismo com o triunfo incomparável e traidores da nação em aliança com os mortos de ciúme da Cidade Maravilhosa. O Brasil não precisa hospedar a Olimpíada para afirmar-se como nação em marcha acelerada para longe das cavernas. O Rio não precisaria virar sede dos Jogo de 2016 para merecer as atenções, o respeito, o carinho e os investimentos que a mais bela das cidades reclama há décadas. Consumada a escolha, ninguém minimamente sensato vai torcer pelo naufrágio. Mas o desastre só será evitado se a tripulação for trocada a tempo.

Em 2003, os cariocas souberam que o Pan-2007, orçado em R$ 400 milhões, traria como dote a linha de metrô da Barra, a despoluição da Baía de Guanabara, a ressurreição da Lagoa Rodrigo de Freitas e outros espantos. A conta ficou em R$ 4 bilhões e os milagreiros nada santos esqueceram o prometido. Tudo será feito agora, reincide Carlos Nuzman, que presidiu o comitê do Pan, preside o COB e presidirá o comitê dos Jogos de 2016. É errando que a gente aprende, recita Orlando Silva, ministro do Esporte desde 2006, que forma com Nuzman uma dupla que anda fazendo bonito nos torneios de gastança suspeita promovidos pelo Tribunal de Contas da União.

O cinismo dos vendedores de ilusões só não é mais espantoso que a euforia da multidão de iludidos. Com o mesmo entusiasmo dos vampiros encarregados da administração, os doadores festejam a ampliação do banco de sangue.


Augusto Nunes da Silva é jornalista, nascido em Taquaritinga, interior de S. Paulo, foi redator-chefe da revista Veja, diretor de redação das revistas Época e Forbes, dos jornais O Estado de S. Paulo, Gazeta Mercantil e Zero Hora, além de diretor-executivo do Jornal do Brasil. Foi também apresentador do programa Roda Vida da TV Cultura e do programa "Verso & Reverso" da TVJB. Augusto Nunes escreveu diversos livros, entre os quais: "Minha Razão de Viver - Memórias de um Repórter" (livro de memórias de Samuel Wainer), "Tancredo" (biografia de Tancredo Neves), "O Reformador: um Perfil do Deputado Luís Eduardo Magalhães" e "A Esperança Estilhaçada", sobre a atual crise política, entre outros. É um dos personagens do livro "Eles Mudaram a Imprensa", da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que selecionou os seis jornalistas mais inovadores dos últimos 30 anos, além de ter ganho por quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Atualmente, Nunes escreve uma coluna na edição eletrônica da Revista "VEJA".





Publicado na seção Direto ao Ponto da "Coluna do Augusto Nunes".
Segunda-feira, 05 de outubro de 2009.




O MAL ABSOLUTO TEM A BARBA BRANCA E SOMENTE NOVE DEDOS!
















































Alternância de poder e Constituição neles! – Reinaldo Azevedo





Friday, September 25, 2009

Yeeesss! Ganhei o dia. Ótimo trabalho "caçador", menos um!

*Atualizado em 26/09/2009.

Vídeo: O tiro de comprometimento do Major Busnello (Ch de Plan e Op do 6º BPMERJ-Tijuca)




NR. A princípio, pensei em cortar o último comentário da tonta da apresentadora, onde ela diz: "Uma tragédia", mas... Tragédia para quem "cara pálida"? Só se for para o boné do bandido, porque para a sociedade é uma dádiva, menos um vagabundo no mundo. Porém, como esse tipo de evento é recorrente no Rio de Janeiro, ou melhor, no Brasil inteiro, quem sabe tal apresentadora, uma defensora contumaz dos "derechos zumanos" de bandidos, não seja ela ou um familiar da mesma, um dos próximos reféns desse tipo de situação. Seria interessante saber se ela continuaria achando "uma tragédia".

BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO! – Pois é, lá se foi um "bandido bom" para a "casa do capeta", ou uma outra casa mais popular, que também começa com "ca".


O TAMANHO DO ESTRAGO




































O "CAÇADOR"

Foto: Major João Jaques Busnello.



































Atirador da PM aproveitou o momento em que a vítima abaixou a cabeça para atirar
por Ronaldo Braga

RIO - Foi o Major Busnello, chefe da 3ª Seção do 6º BPM (Tijuca) o responsável pelo tiro de fuzil 7,62, a uma distância de 40 metros, que matou o bandido que tinha invadido uma farmácia, durante assalto na Rua Pereira Nunes, na Tijuca. Ele contou que já estava posicionado havia uma hora e meia, em local que ele não quis informar, acompanhando o desenrolar do caso.

A partir do momento que recebeu uma ordem do comandante, coronel Fernando Príncipe, ele aproveitou a oportunidade: quando a vítima, a comerciante Ana Cristina Garrido, passou mal e abaixou a cabeça para fazer o disparo.

Busnello contou ainda que, em tese, o disparo neste momento é difícil porque a vítima pode reerguer a cabeça rapidamente. Ele disse ainda que foi a primeira vez que fez disparo como atirador de elite no 6º BPM. Ele fez cursos de tiro no Bope, na Polícia Federal, na Aeronáutica, em Brasília, e também em Canoas, no Rio Grande do Sul.

Publicado no jornal "Extra Online".
Sexta-feira, 25 de setembro de 2009, 13h59.




E OS "DERETCHOS DOSMANOS"? AQUI "Ó"!




































Foto acima: O dia seguinte, "Tudo Azul" – Maj Busnello e a "renascida" Ana Cristina Garrido, recebe flores do seu "salvador", flores de alegria, poderia ser uma coroa funebre, aí sim seria "uma tragédia", viste dona Annenberg.

Fazer reféns, a nova moda do crime
por Aurílio Nascimento

Os abelhudos e abelhudas da segurança pública são mestres em difundir análises e opiniões adequadas apenas aos seus interesses pessoais. Normalmente, tais trabalhos possuem o foco nas instituições e em seus integrantes. Nunca se destacou que quem se lança na vida criminosa o faz por escolha, e não por falta de oportunidade, como querem outros. A frouxidão das leis e um exército de falsos defensores dos direitos humanos fazem com que, cada vez mais, idiotas pratiquem crimes, sem levar em conta que a empreitada pode levar à morte. Como tudo começa? Dois ou três aprendizes de marginal, já reprovados anteriormente, se encontram na favela, e tem início o diálogo.

Aprendiz de bandido 1 – E aí Mané? Tá de bobeira?

Aprendiz de bandido 2 – Demorô. Qual é?

Aprendiz de bandido 1 – Aí, vamô meter uma parada?

Aprendiz de bandido 2 – Já é.

Aprendiz de bandido 1 – Vamô escolher o quê? Tem a padaria, a farmácia, a banca de jornal...

Aprendiz de bandido 2 – Padaria meti ontem. Vamô na farmácia.

Aprendiz de bandido 1 – Já é. Pega as peça.

Aprendiz de bandido 2 – Manô, os vermes tá na área. E se eles chegar junto? O que nóis faz?

Aprendiz de bandido 1 – Qual é? Vai dá prá trás? Se os vermes chegar junto, nóis faz refém, chama os caras dos direitos humanos, nosso adevogado, e fica tudo certo. Nóis vai preso, mais nóis não morre.

Aprendiz de bandido 2 – Demorô. Vamô nessa.

Fazer reféns, quando a polícia chega em minutos ao um local de roubo em andamento, parece que está se tornando moda. Mesmo sabendo da presença da polícia por perto, os aprendizes parecem não se incomodar com isto. Cercados, pedem a presença dos defensores dos direitos humanos, pastores, advogados, imprensa, familiares. Não deu certo desta vez? Descansam um pouco à custas dos que pagam impostos e vivem assustados e depois tentam novamente.

Hoje, 25 de setembro de 2009, um aprendiz não considerou os riscos de sua empreitada e, na quase certeza de que arranjaria uma boa grana para gastar no baile logo mais à noite, foi assaltar uma farmácia. Cercado, não estremeceu. Fez uma refém e esperou a chegada de seus salvadores. Só que o pastor estava rezando, o advogado estava em audiência, a imprensa tinha mais o que fazer e a mamãe estava ocupada lavando roupa. Mas a PM estava lá. A falta de avaliação do aprendiz foi determinante na sua partida antecipada. Muito embora a ação policial tenha sido bastante aplaudida pela opinião pública, amanhã certamente será condenada pelas ONGs financiadas pelo dinheiro público. Em todo o mundo é assim que a polícia age. Cercado, o marginal tem apenas duas opções: se entregar pacificamente ou enfrentar a polícia, colocar em risco a vida do refém e morrer. Parabéns à PM.

Publicado no "Blog do Comissário Aurílio Nascimento" – Casos de Polícia e Segurança.
Sexta-feira, 25 de setembro de 2009, 16h00.




HOMENS-BOMBA

Foto: A arma do crime, provavelmente "desviada" de alguma unidade das FFAA.



































O POVO HONESTO E TRABALHADOR ESTÁ CANSADO

Foto: Um espectador aplaudindo a prestância da PM-Rio e o "deletamento" do inservível.





























Atenção blogueiros da "Luta" e do "Poder Patriótico":

É preciso esclarecer esse "povo" que parabeniza e aplaude a primorosa ação da PM-Rio, que o marginal devidamente eliminado da face da terra, é um dos inúmeros filhos do Lula, da Dilma e do PT. Precisamos inverter este inexplicável paradoxo, no qual o povo trabalhador e de bem, elege e apóia a cambada lulo-petista-comunista e não faz a devida relação causal, entre a criminalidade galopante, o péssimo sistema de "saúde", "educação" ineficaz, etc. Enfim, é preciso tornar claro a esse mesmo povo, que a televisão de LCD de quatrocentas polegadas que ele compra às custas de um endividamento sufocante, não passa de um ardil montado pela canalha "desgovernante", para que eles, "o povo", sinta uma falsa ascensão social, quando na realidade estão comprometendo o futuro de seus filhos e netos com um projeto político que os conduzirá inevitavelmente à miséria e ao sofrimento.



O FIM TRÁGICO DE UM "INOCENTE" BONÉ

Foto: "Coitado", estava na cabeça errada e na hora errada.




























Não deixe de ver também: É ASSIM QUE FUNCIONA! (Uma situação similar em Caracas-Venezuela)




Lula: Psicótico delirante crônico, sociopata histriônico, et cetera e tal.






Yeeesss! Ganhei o dia. Ótimo trabalho "caçador", menos um!

Thursday, July 10, 2008

Autodefesa contra fuzilamentos por bandidos e policiais.
Logo chegaremos a este ponto!






























NÃO SABEM MAIS O QUE FAZER! OU NUNCA SOUBERAM?

1. Quando uma secretaria de segurança, em qualquer estado ou mesmo em nível federal, não sabe o que fazer, investe em veículos e armamentos, ambos de ampla visibilidade. Quanto mais coloridos e chamativos, melhor. Funcionam como publicidade para que as pessoas pensem que aquilo ali é polícia e aumentem a percepção de segurança. Bem, isso quando não vem junto uma "comissãozinha" tão comum nestas macro-compras de veículos, como ocorreram nestes anos pelo Brasil afora.

2. Em seguida, o governador do estado passa em revista a frota de veículos que sai em passeata com seus letreiros reluzentes piscando, algumas sirenes ligadas. De preferência com fuzis novos a mostra.

3. Quando isso ocorre, todos podem escrever: é tudo empulhação e não há chance de dar certo. De um lado, em vez de aumentar a sensação de segurança, aumentam a sensação de insegurança, pois a ostensividade coreográfica sinaliza para as pessoas que aquela região é de alto risco. Outro dia colocaram uma cabine blindada no final da Av. Princesa Isabel, na Praia de Copacabana. Será que querem dizer que só o policial dentro da cabine está seguro? Cabines imobilizam o policial. Só tem aqui.

4. Veículo é feito para transporte, para dar mobilidade quando necessário. Imobiliza o homem, ao inverso do que parece e descola o policial da rua e das pessoas. Se foram treinados para abordagem, o uso excessivo de veículos os destreina. E quando esse deslocamento em carro, como se estivesse patrulhando, é feito com fuzil, coloca em risco a população civil em seu entorno. Um fuzil desses tem alcance efetivo num raio de 2 km.

5. Mesmo quando há delinqüentes em fuga, o policial deve medir na captura se está colocando a população civil no entorno em risco. Se estiver, pode interromper a perseguição para evitar que a emenda seja pior que o soneto. Isso tem ocorrido freqüentemente no Rio. Tiroteios nas ruas em ações de perseguição pela cidade toda. Na Av. Vieira Souto e Av. Atlântica foram várias, em Ipanema na área frontal ao Pavãzinho, na Tijuca -Conde Bonfim- na Avenida Brasil, nas vias principais da zona norte e da zona oeste. Em todos os casos há pelo menos um ferido. Quando não há vários feridos e mortos, como as tragédias dos últimos dias.

6. Patrulhamento se faz a pé. É com este que a população se sente mais segura. É com este que o policial treina todos os dias as práticas de abordagem que aprendeu na escola militar. Em Londres o patrulhamento é feito com os policiais sozinhos, para evitar distração. E sem arma. Mas com uma letal: seu rádio e a memória do código de localização em cada ponto que estiver de forma a chamar apoio da intensidade que necessitar e na direção necessária que se desloca em menos de 2 minutos.

7. Nos anos 30, na Inglaterra, um policial só era autorizado a usar armas quando todos os testes-surpresa feitos com ele garantiam que ele não tinha mais como primeiro reflexo levar a mão ao coldre. O primeiro reflexo deve ser avaliar a situação e o recurso da arma deve ser uma decisão e não um reflexo.

8. Dias atrás, numa exibição de soldados do exército, na França, o sargento não trocou a munição por festim. Feriram 14 pessoas. O comandante geral do exército entregou seu cargo, o que foi aceito pelo presidente Sarkozy. Esta semana, uma operação de perseguição na cidade do México atingiu vários civis sendo que dez faleceram. O Chefe de Polícia e o Procurador de Justiça pediram exoneração, o que foi aceito. Aqui, são desculpas, lamúrias, xingamentos aos policiais, empurrando para baixo uma responsabilidade que inevitavelmente é de cima. Quando não há essa consciência, não há autoridade, não há comando, não há polícia, não há mais nada.


Enviado pelo "Ex-Blog do Cesar Maia" — E-mail: blogdocesarmaia@gmail.com
Quinta-feira, 10 de julho de 2008, 09h16.


NR. Com referência ao item 8 (oito) do texto acima, uma pergunta seria conveniente: Além de alguns irrelevantes "esclarecimentos ao público interno", o que fez o Cmt do Ex Brasileiro, Gen Enzo Peri, após uma tropa de sua Força, onde ele é o responsável por tudo o que se faz ou se deixa de fazer, envolverem-se nos calculáveis e lamentáveis fatos ocorridos no Morro da Providência?


CONTESTAÇÕES ÀS INJÚRIAS E DIFAMAÇÕES CONTRA MIM – Cel Ustra

Na hora da vitória, Ingrid demonstrou o equilíbrio que falta a Chávez – William Waack


 
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