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Wednesday, June 17, 2009

UM PINGUÇO SEM NENHUM CARÁTER, NADA MAIS DO QUE ISSO!
















































Um defensor da teocracia iraniana
editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Se é que não o fez longe das vistas, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad bem que poderia ter aproveitado a presença do seu colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ontem na cidade russa de Ecaterimburgo, para a reunião dos chefes de governo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), da qual o Irã participou como observador, e dar-lhe um fraternal abraço de agradecimento. O motivo, as palavras de desdém com que o seu futuro anfitrião sul-americano escarneceu dos protestos que acabariam levando às ruas de Teerã centenas de milhares de pessoas e deixaram pelo menos 7 mortos, abatidos pela milícia do regime na mesma segunda-feira em que Lula, ainda em Genebra, desqualificava as manifestações. Elas exprimiram a revolta de legiões de iranianos contra os resultados oficiais da eleição presidencial que deram a Ahmadinejad uma vitória literalmente inacreditável de 63% a 34% dos votos sobre o reformista Mir Hossein Mousavi.

Com a mesma metáfora usada por Ahmadinejad no dia anterior, quando comparou os manifestantes a torcedores furiosos depois da derrota de seu time, Lula equiparou a crise a "apenas uma coisa entre flamenguistas e vascaínos". A essa altura, quanto mais não fosse para apaziguar a indignação popular, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, já havia encaminhado ao Conselho de Guardiães o pedido de Mousavi para a anulação do pleito por fraude eleitoral. Ontem, talvez pelo mesmo motivo, o colegiado de 12 juristas islâmicos fez saber que determinará uma recontagem parcial dos votos, rejeitando embora a demanda pela anulação. Por menos que indique uma reviravolta no escandaloso desfecho da eleição iraniana, a concessão do conselho desmoraliza os desinformados - se não cínicos e, de toda maneira, indecentes - comentários de Lula.

Ele admitiu estar "muito distante do Irã", por isso só poderia externar uma "impressão". Nesse caso, antes tivesse calado, ou recorrido ao conhecido estoque de expressões anódinas de que se valem governantes e diplomatas para falar de acontecimentos em outros países sem, a rigor, dizer grande coisa. Naturalmente, seria pedir demais que ele se declarasse, como Barack Obama, "perturbado" pelos eventos iranianos, ou mesmo, como a chanceler alemã Angela Merkel, fizesse votos para que as denúncias de fraude fossem submetidas a um "exame transparente". Mas, boquirroto como sempre, disparou: "Não conheço ninguém, além da oposição, que tenha discordado da eleição no Irã." Quem ele queria que também discordasse? A teocracia vitoriosa? Os observadores estrangeiros que foram impedidos de fiscalizar a votação e, especialmente, a apuração? As emissoras independentes que inexistem no país?

Pior ainda foi o seu argumento em favor da lisura dos resultados. "Ahmadinejad teve uma votação de 62,7%", começou. "É uma votação muito grande para a gente imaginar que possa ter havido fraude." Quem sabe o seu solícito assessor internacional Marco Aurélio Garcia poderia informá-lo, com todo o respeito, que na antiga União Soviética o Partido Comunista ganhava invariavelmente as eleições com quase 100% dos votos. É verdade que "não tem número, não tem prova" da fraude, como alegou Lula. Mas os relatos recolhidos pelos jornalistas estrangeiros em Teerã de funcionários do governo que pediam para não ser identificados dificilmente poderiam ser mais eloquentes. Um deles, do Ministério do Interior, responsável pela apuração, revelou que os chefes das equipes foram escolhidos a dedo com semanas de antecedência. "Não é que adulterassem os sufrágios. Eles nem sequer os olhavam", contou. "Simplesmente escreviam os nomes dos candidatos nas planilhas e punham números ao lado."

A crueza do processo foi tamanha que Mousavi, de etnia azeri, "perdeu" a disputa mesmo em Tabriz, a capital da província iraniana do Azerbaijão. Em toda parte, a vantagem do presidente era praticamente uniforme. A oposição tinha um fiscal para cada cinco seções eleitorais. Eles deveriam se comunicar por mensagens de celular. A rede ficou fora do ar, assim como as suas páginas na internet. E foram impedidos de acompanhar a compilação dos resultados em Teerã. Mas Lula não foi uma voz solitária a saudar a reeleição de Ahmadinejad. Ele está na adequada companhia do autocrata venezuelano Hugo Chávez, do ditador sírio Bashar Assad e do "querido líder" norte-coreano Kim Jong-il.


Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo" – (Editorial Opinião).
Quarta-feira, 17 de junho de 2009.










FAMÍLIA OU BANDO?

Foto: A quadrilha "da silva" quando atuava em Vicente de Carvalho (Guarujá-SP), antes da fuga para
S.B. do Campo, motivada pelo "achado" de Cr$ 130 mil cruzeiros pelo membro alcunhado de "Vavá".





































O "driblador" de caráter
por Adriana Vandoni

Em reunião com prefeitos, Lula disse que obras suspeitas de irregularidades, não devem ser paralisadas. Claro, pelo bem da campanha eleitoral de 2010. Que se dane se o dinheiro público estiver sendo roubado.

Ele está errado? Depende. Mas depende de que? Depende da ótica. Para meus conceitos de ética ele está dando carta branca aos ladrões. Para os conceitos de ética dele...mas quais conceitos e qual ética Lula tem?

Quanto mais passa o tempo cada vez mais me convenço que este Luiz Inácio é um salafrário, ou pelo menos age como se fosse. Há tempos citei em um artigo a infame teoria que rege a vida de Lula, segundo suas próprias palavras, de que achado não é roubado. Em maio deste ano li uma matéria da revista IstoÉ com Denise Paraná, uma escritora que nada sei a seu respeito além de que é amiga de Lula e o admira, o que pra mim já basta para ter as piores impressões e acreditar que ela vê luzes quando Lula fala. A matéria é sobre o livro escrito pela Denise sobre a vida de Lula e como ele, segundo ela, "driblou o destino".

Ôpa! Qual foi o drible? E o destino, qual é? Uma das tristes lembranças de Lula, diz a escritora, foi que ele e sua família nunca comiam carne. "A carne que a gente comia era a mortadela que meu irmão roubava na padaria em que ele trabalhava", relatou Lula no livro.

Não é lindo? Quando o irmão roubava. Veja a singeleza do ato! Isto é de um drible fenomenal. Drible no caráter, na ética, na honestidade e na polícia. O irmão roubava do patrão, mas sempre se safou e nunca foi preso.

Que drible, pqp!

Esse mesmo irmão, um sortudo!!!, foi responsável pela mudança na vida da família. Sortudo, achou um pacote de dinheiro (cerca de 34 salários mínimos) embrulhado num jornal, embaixo de um carrinho. Como ninguém reclamou ele roubou o dinheiro. Mas ai a escritora amiga de Lula arremata, "usou-o para quitar o aluguel atrasado em cinco meses e financiar a mudança da família para a Vila Carioca, em São Bernardo do Campo". Como se fizesse diferença usar para pagar aluguel ou para beber com prostituta. Roubo é roubo, não interessa a causa nem a quantia. Ladrão é ladrão.

Ou seja, Lula foi criado em um ambiente delinqüente onde o roubo e o desvio de conduta eram encarados como sorte, como drible. Não tem em sua programação princípios fundamentais como o respeito ao próximo.

Lula não driblou seu destino, como afirma a escritora. Ele forjou uma vida se apossando do que não é dele. Foi programado para isso. Para não ter caráter.

Lula é uma massa amorfa moldada pelo que há de pior no ser humano.


Adriana Vandoni, é economista especialista em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/EBAPE – Rio de Janeiro. Professora universitária e comentarista política e também editora-chefe do site "Prosa & Política".







Publicado no site "Prosa & Política".
Quarta-feira, 10 de junho de 2009, 18h31.





O BRASIL PRECISA SER "RESGATADO" ANTES QUE SE PUTREFAÇA POR INTEIRO!




Friday, February 08, 2008

UMA FOTO REPULSIVA!

Na foto o "general" inFelix e seus "companheiros": "Waldir", "Francisco", "Miguel", "Rogerio", "Comprido",
"Grande", "Nilson", "Lula", Franklin e ainda "Stella", "Luiza", "Patricia", "Wanda", Dilma.































Quando a vaca vai pro brejo?
por Bootlead

A vaca já foi pro brejo, quando um General de quatro estrelas (serão vermelhas?) do Exército Brasileiro, no caso o General-de-Exército Jorge Armando Felix (ou inFelix) senta-se à mesa com dois terroristas, sendo uma ladra e o outro seqüestrador, senão coisas piores (este "general" sentaria-se à mesa até com o próprio Lamarca), e todos com uma alegria esfuziante defendendo o indefensável, a roubalheira escancarada com os tais "cartões corporativos" pelo "ladrão-mor" e seus acólitos, isto, após o mesmo "general", haver emitido declarações à imprensa na mesma linha de argumentação, onde "evacuou" a seguinte frase lapidar: "Para nós, quanto menor a transparência, maior é o grau de segurança".

Segurança do quê cara pálida, para "nós" quem? Do seu chefete, dos seus amigotes na ladroagem ou a sua mesmo "general"? Uma desfaçatez sem limites! Pobre Exército Brasileiro, em que mãos caístes.

Para isto só há uma palavra: VERGONHA!

Ah! "Homens" de 64, que serviço mau acabado fizestes, mataram a serpente, mas deixaram os ovos, além de uma lavra de "melancias" germinando em suas próprias "casas". E agora, quem será capaz de terminar o serviço e a que preço?



O "curriculum" dos personagens (da esq. para a direita):

Dilma Vana Rousseff Linhares ("Stella", "Luiza", "Patricia", "Wanda")

Em 1967, era militante da Política Operária (POLOP), em Minas Gerais, junto com seu marido, Claudio Galeno de Magalhães Linhares ("Aurelio", "Lobato"). Saiu da POLOP e, também com seu marido, ingressou no Comando de Libertação Nacional (COLINA), tendo sido eleita, em abril de 1969, quando atuava no então Estado da Guanabara, membro do seu Comando Nacional.

Acompanhou a fusão entre o COLINA e a Vanguarda Popular Revolucionária, do "capitão" Carlos Lamarca (sempre ele), que deu origem à Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).

Em setembro de 1969, participou como convidada, só com direito à voz, do I Congresso da VAR-Palmares, realizado numa casa em Teresópolis.

Ainda em 1969 a "companheira Stella" foi uma das que planejou aquele que seria o mais rentável golpe da luta armada em todo o mundo: o roubo do cofre de Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo. O crime foi cometido pela Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares (VAR-Palmares), quando 13 guerrilheiros da VAR-Palmares roubaram o cofre de 200 kg de uma casa no bairro carioca de Santa Tereza, onde vivia a amante do ex-governador e levaram US$ 2,6 milhões de dólares. Onde foi parar o dinheiro? Perguntem a Dilma ou será Stella!

A "companheira" Dilma foi presa em São Paulo em 16 de janeiro de 1970.

Click AQUI para saber mais sobre Dilma "Stella" Rousseff.


Franklin De Souza Martins ("Waldir", "Francisco", "Miguel", "Rogerio", "Comprido", "Grande", "Nilson", "Lula")

Filho de um senador, ingressou no PCB em 1966, atuando no Comitê Secundarista do então Estado da Guanabara, foi militante da DI/GB (Dissidência da Guanabara do PCB) e do MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro). Foi presidente do DCE/UFRJ (Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e vice-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes). Em outubro de 1968, foi preso no Congresso da UNE, em Ibiúna sob o comando do indigitado José Dirceu ("Daniel"), na época presidente da UEE (União Estadual dos Estudantes de Sâo Paulo).

Em abril de 1969, foi eleito para a Direção Geral do MR-8 e, em meados desse mesmo ano, participou do seqüestro do embaixador dos EUA, Charles B. Elbrick. Em fins de 1969, fugiu do Brasil no esquema da ALN (Aliança Libertadora Nacional), indo fazer cursos de guerrilha e terrorismo em Cuba (emboscadas, armamentos, explosivos, túneis e táticas militares), sob os auspícios do seu venerável ídolo Fidel Castro.

Também viveu em Santiago do Chile, onde, em dezembro de 1972, foi eleito para a nova Direção Geral do MR-8, regressou ao Brasil em fevereiro de 1973, indo estruturar o Comitê Regional de São Paulo do mesmo grupo terrorista, que atualmente tem entre seus "comandantes" o ex-Governador de Sâo Paulo Orestes Quércia e o atual Governador do Paraná, Roberto Requião.

É ainda, patrono ou talvez proprietário do jornaleco comunista "Hora do Povo", dirigido por antigos e atuais membros do MR-8.


General-de-Exército Jorge Armando Felix

Jorge Armando Felix, além dos cursos regulares da carreira de oficial do Exército, freqüentou a Escola de Comando das Forças Armadas da Alemanha e a Escola Superior de Guerra (ESG).

Como Oficial Superior foi, dentre outras funções, instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e Comandante do 1º Grupo de Artilharia Antiaérea, localizados no Rio de Janeiro - RJ.

Desempenhou, como Oficial-General, cargos de comando e de direção nas cidades de Cruz Alta-RS, Brasília-DF, Caçapava-SP e São Paulo-SP.

Foi promovido ao posto atual em 25 de novembro de 2000, e exerceu o cargo de Secretário de Ciência e Tecnologia do Exército, no Rio de Janeiro, e, por extensão, membro do Alto-Comando do Exército. É ainda bacharel em Ciências Econômicas pela Faculdade de Ciências Econômicas do Rio de Janeiro.




A política-chanchada – Ipojuca Pontes



Diogo, O Terrível - João Pereira Coutinho


Thursday, February 07, 2008

Está com um "troço" atravessado na garganta?
Vomita esse "troço", uai!










































A política-chanchada
por Ipojuca Pontes

"Quanto mais esperto o político, em mais coisas ele acredita – e menos acredita em qualquer delas"
H. L. Mencken

A atividade política na América Latina, ao contrário do que se praticava na antiguidade clássica, tornou-se uma espécie de chanchada grotesca. Os gregos pretendiam que a política se consolidava na cidade-estado como a arte de bem governar - uma ciência voltada para orientar com a soberania dos cidadãos livres os negócios públicos. Entre nós, latino-americanos, principalmente no Brasil atual, a política assumiu contornos de uma comédia barata, mas extremamente rendosa, onde predominam os ingredientes típicos do gênero debochado: o caráter histriônico dos protagonistas, as eternas trapaças costurando o enredo e, na forma, a mecânica vulgar da ação contínua sustentando a narrativa chula.

Os personagens principais da trama não comportam nuanças e, com efeito, são caricatos: há o líder sindical de origem humilde e de baixa instrução, sempre falante, empenhado em encarnar tout court o papel do Pai dos Pobres, via hipertrofia do Estado; há o coronel truculento, com ares de vilão insurgente, disposto a impor o “socialismo boliavariano” na base do palavrão e da porrada; há o índio de queixo duro que estima lutar pela igualdade da tribo injustiçada se apropriando da riqueza privada; há ainda a mocinha pouco ingênua, mas obediente, interposta no papel principal pela vontade do marido socialista e vesgo – todos, entre tantos espécimes do mesmo gênero, servidos sem exceção por um elenco de coadjuvantes engajados que entram e saem da cena de conformidade com o interesse dos protagonistas. São os sargentos Garcia da trama.

Na política-chanchada latino-americana não há tempo para reflexão ou maturação de idéias, salvo as que vêm empacotadas. A política como atividade superior do homem pouco importa. Negativa ou positiva, tanto faz. O negócio é deixar a população zonza com a saturação de propostas, projetos, planos, programas, prognósticos, obras, declarações bombásticas e promessas fabulosas – todos comprometidos com a “transformação social”. Trata-se, aqui, de agitar uma política de efeito rápido, impactante e imediato, capaz de obstruir o senso crítico do cidadão comum, debilitar o seu raciocínio, dificultar o uso da razão – em suma, envolvê-lo emocionalmente para camuflar os fins totalitários traçados pelos protagonistas da política-chanchada.

Na ordem prática das coisas, articulado o argumento popularizante, cabe roteirizar a fábula com a manha dos especialistas em propaganda e comunicação de massa. Embrenhada nas armações de um Duda Mendonça, a organização estabelecida no poder procura desde logo não apenas lograr, mas – o que é mais satânico - pautar o consciente e o inconsciente coletivo com a fabricação em cascata de factóides, juras e compromissos, para se consagrar a mística pública do Estado-intruso (pois, diz o slogan, “Este é um país de todos”). Neste espaço onde não cabe dúvidas de natureza ética, a ordem é sacar da cartola um coelho a cada minuto, pois a onda deve permanecer em movimento contínuo.

O que, convenhamos, não é coisa difícil, principalmente quando se conta com recursos, imaginação e muita cara-de-pau. Ali, por exemplo, para se desentravar uma economia de vôo curto, requenta-se um Programa de Aceleração do Crescimento, cujos recursos, considerados precários, mal são distribuídos, apesar do colossal volume da arrecadação. Mais adiante, para se conter a tempestade de violência que registra anualmente cerca de 50 mil homicídios dolosos (sem contar com milhões de furtos, roubos, crimes e lesões corporais que não são levados ao conhecimento da polícia), bola-se o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, Pronasci, que não protege ninguém, pois o seu objetivo real é ampliar a máquina estatal.

Convém lembrar ao leitor que uma das trapaças recorrentes do enredo da política-chanchada latino-americana é a incessante criação de leis, normas, portarias, dispositivos legais e reformas constitucionais. Há lei para tudo e para todos os gostos, nada fica de fora do escopo legislatório do Estado: lazer, vida empresarial, comércio, trabalho, previdência, saúde, relações familiares, sexuais, religiosas, beber, comer, viajar, casar, separar – tudo é indevidamente regulamentado na esfera da vida privada, o que termina por reduzir o indivíduo à mera condição de transgressor e pasto para o apetite tributário do governo, com sua espantosa e crescente indústria de aplicação de multas, tributos, taxas e contribuições obrigatórias.

A bem da verdade, grande parte do repertório das leis criadas (em profusão) pela vontade impositiva, não “pega”. De tão abundantes, ou absurdas, já nascem mortas ou para serem desrespeitadas. Na maioria dos casos, as leis específicas só estimulam a expansão do processo corruptor na estrutura fiscal do governo, como acontece, à exaustão, com o aparato de proteção ambiental na floresta amazônica que, em vez de reduzir, só faz ampliar o seu desmatamento. A mesma coisa ocorre no que se refere às leis do trânsito, de combate às drogas e controle das ONGs, consumo de bebidas alcoólicas, cigarro, contra a prostituição e o pátrio jogo do bicho.

Diante do avanço degenerativo da política-chanchada posta em prática no subcontinente, que tem por objetivo tumultuar e confundir a cabeça do eleitor com já testado grau de eficiência, o correto será interrogar sobre o destino da democracia representativa na América Latina.

Ela sobreviverá?


Ipojuca Pontes é jornalista, cineasta e escritor, nasceu em Campina Grande, na Paraíba, e ao longo de sua carreira conquistou mais de trinta prêmios nacionais e internacionais. Foi também Secretário Nacional da Cultura no governo Fernando Collor de Mello.






Publicado no site "MídiaSemMáscara".
Quarta-feira, 06 de fevereiro de 2008.






Diogo, O Terrível - João Pereira Coutinho (Folha Online)

Nem esmola, nem fortuna – Ternuma Brasília

Friday, November 17, 2006

Mural da vergonha nacional!





































UM ENTENDIMENTO CANHESTRO DE GOLPISMO
por Gilberto Barbosa Figueiredo

"Os detentores do poder ficam tão ansiosos por estabelecer o mito da sua infalibilidade que se esforçam ao máximo para ignorar a verdade". (Boris Pasternak)

Não faz muito tempo, surgiu o primeiro indício de que alguma coisa ia mal para o lado da tão decantada ética do governo petista. O Sr. Waldomiro Diniz, auxiliar direto do Sr José Dirceu, então Ministro Chefe da Casa Civil, foi mostrado na televisão recebendo propina de um empresário de jogos.

Mais tarde, o povo brasileiro, atônito, tomou conhecimento de um esquema sórdido, onde parlamentares eram comprados pelo Governo para compor maioria na Câmara dos Deputados. O caso veio a público através da denúncia de um deputado que teve um seu protegido flagrado pelas câmeras de uma emissora de TV, no exato instante em que aceitava suborno. No momento em que não se sentiu amparado por aqueles com quem contava, detonou a rumorosa denúncia do “mensalão”, com receio, certamente, de ter de pagar sozinho, entre os parlamentares, pelo ato de seu apaniguado.

Como conseqüência da denúncia, caíram diversas personalidades, intimamente ligadas ao Presidente e a seu partido: o Ministro José Dirceu, o Presidente do PT, José Genoíno; o tesoureiro do partido, Delúbio Soares; o dirigente partidário Sílvio Pereira, que ganhou notoriedade pelo Land Rover, recebido como presente de um empresário.

Não foi necessário se esperar muito tempo para que outro escândalo viesse a assombrar a opinião pública brasileira. Agora, era a quebra do sigilo bancário do caseiro de uma mansão do Lago Sul brasiliense, conhecida como República de Ribeirão Preto. Desta feita o Ministro Antônio Palocci, e o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, foram os compelidos a deixar seus cargos.

Todos esses fatos ocorreram com pessoas que compunham o círculo de auxiliares próximos e amigos do Presidente. As maracutaias, para usar expressão muito de seu agrado, foram urdidas dentro do Palácio. E o que é absolutamente espantoso: o Presidente alegava, candidamente, que nada sabia.

Merece registro, no caso, a iniciativa do Procurador-Geral da República, que ofereceu denúncia contra quarenta das mais altas personalidades do Governo por formação de quadrilha, chamando o partido do Presidente de “sofisticada organização criminosa”.

Seguiu-se o caso, pouco comentado pela mídia, da distribuição ao PT de cartilhas da Secretaria de Comunicação da Presidência que, em si, já se constitui em evidente situação de abuso do poder político.

Nas vésperas do primeiro turno das eleições, surge novo escândalo, aquilo que, em nota conjunta, os presidentes dos clubes militares definiram como: “Uma tentativa de comprometimento de dois candidatos a cargos executivos com o caso da compra das ambulâncias, mediante a negociação fraudulenta de um suposto dossiê. Chantagem ou denúncia, mas com a evidente intenção de desqualificar concorrentes eleitorais. Novamente, envolvendo assessor do Presidente, pessoas importantes na hierarquia de seu Partido e dinheiro de procedência duvidosa”
Nesse episódio constatamos a participação de figuras como: Freud Godoy, pessoa ligada ao Presidente desde de 1980; Jorge Lorenzetti, churrasqueiro de Lula e protetor de gente de sua família; Oswaldo Bargas, marido da secretária particular do Presidente e o próprio Berzoini, presidente do PT, o segundo a ser afastado do cargo, envolvido em suspeitas de atos ilícitos. E o Presidente, novamente, de nada sabia. Nega sua participação na tramóia, afirma querer discutir profundamente o problema da ética, mas ainda não foi capaz de esclarecer de onde surgiu todo esse dinheiro – o equivalente a 1,7 milhões de reais.

A campanha eleitoral pelo primeiro turno entra em sua fase decisiva e, ante a montanha de corrupção mal explicada, a população é surpreendida por outro fato inusitado. Desta feita, a desfaçatez chegou a tal ponto que até aplausos foram roubados.

Em presença de fatos de tal gravidade, políticos da oposição argüiram a impugnação moral e a impugnação jurídica do presidente-candidato. Esta última tem respaldo no Art 67, inciso IV, da lei 9100/95 que preceitua ser crime eleitoral divulgar fatos que se sabe inverídicos, distorcer informações sobre partido ou candidato de forma a influir na vontade do eleitor, sendo o delito agravado quando cometido por meio da imprensa. Por outro lado, a Lei Complementar nº 64/90 estabelece no Art 22 que qualquer partido político, coligação, candidato ou Ministério Público poderá representar à Justiça Eleitoral, solicitando investigação, para apurar abuso de poder econômico ou de autoridade, ou uso indevido de meios de comunicação social em benefício de candidato ou partido político; os incisos XIV e XV, do mesmo artigo, tratam dos procedimentos a serem adotados pelo Tribunal, se for julgada procedente a representação, mesmo quando o julgamento se der após a eleição. A lei parece bem clara, tanto que o TSE resolveu examinar o escândalo do dossiê, onde está sob suspeita a própria candidatura Lula.

Simpatizantes do atual governo, em face da embrulhada jurídica em que se meteu seu candidato, começaram a tachar de golpistas a todos quanto o acusam de haver transgredido a lei e, principalmente, àqueles que alegam haver razões jurídicas para a impugnação. Se houve ou não crime eleitoral, cabe ao TSE e somente ao TSE decidir. Agora, acusar de golpista a quem advoga o cumprimento da lei também já passa dos limites.

O entendimento universal de golpismo orienta-se justamente em sentido oposto. Golpistas são, pois, os que, mesmo antes de conhecer a decisão de um Tribunal, se preparam para pregar o descumprimento de sua sentença, desde que não seja do agrado de sua corrente política. Golpistas, com certeza, são aqueles que pretendem intimidar toda uma nação com a ameaça do emprego dos “movimentos sociais” e da violência anárquica que habitualmente acompanha suas ações, para fazer valer, a qualquer custo, suas anacrônicas idéias.


Gilberto Barbosa de Figueiredo é General do Exército Brasileiro, da Arma de Cavalaria, nasceu em Porto Alegre-RS, em 10/10/1938. Formou-se pela Academia Militar das Agulhas Negras em 1959, possui os seguintes cursos militares: Escola de Equitação do Exército, Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e Escola Superior de Guerra. Na área civil é formado em Administração de Empresas. Foi Assessor Parlamentar do Ministério do Exército, Assistente-Secretário do Ministro do Exército e Chefe da 5a. Seção do Comando Militar do Leste. Atuou como instrutor da Escola de Equitação do Exército, Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Cumpriu missão no exterior junto à Missão Brasileira de Instrução no Paraguai. Como Oficial-General foi Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste, Comandante Militar do Oeste, Vice-Chefe do Departamento de Material Bélico e Chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército.Integrou o Alto Comando do Exército de novembro de 2000 a Março de 2003.Passou para a Reserva em 31 de março de 2003. Foi eleito Presidente do Clube Militar em 2006.


Publicado no site do Clube Militar .
Outubro de 2006.


Thursday, September 21, 2006

O "povo brasileiro" e os políticos brasileiros!!!


































ENTRE A LEI E A BARBÁRIE
por Gilberto Barbosa Figueiredo

"Aquele que, num principado, não reconhece os males na origem não é verdadeiramente sábio, e esta qualidade é concedida a poucos". (Maquiavel)

Tenho batido em uma tecla, repetidamente, desde que assumi a presidência do Clube Militar – o grave perigo a que se expõe o Brasil com o sistemático desrespeito à lei, que temos acompanhado, nos últimos tempos, por segmentos cada vez mais numerosos de nossa sociedade. Mesmo correndo o risco de me tornar repetitivo, sinto-me compelido a voltar ao tema.

Muito se tem falado através da imprensa, e com justificável orgulho, de nossas recentes conquistas democráticas. Ocorre que a democracia não nasce espontaneamente, como dádiva concedida a um povo. É, ao contrário, conquista amealhada no dia-a-dia, através, principalmente, de sua prática honesta e constante. Tem de figurar nos diplomas legais, por certo, mas, acima de tudo, tem de estar na consciência dos cidadãos. E um dos primeiros pressupostos para que exista em plenitude é a formação de um senso generalizado de respeito à lei. Isso, infelizmente, não tem sido uma das preocupações prioritárias entre os habitantes de nosso País. Três aspectos, hoje, chamam a atenção no endêmico pouco caso com a lei, que se instalou entre os brasileiros: nosso próprio comportamento, procurando “jeitinhos” para burlar responsabilidades e obrigações; o procedimento aético de considerável parcela das autoridades constituídas – aquelas que deveriam ser exemplos de conduta ilibada – perpassando todos os Poderes da República; a absoluta e absurda liberdade de ação dos chamados “movimentos sociais”, para a prática de crimes.

Quanto ao primeiro aspecto, há a considerar o proceder um tanto egoísta do brasileiro. É o primeiro a criticar o governo ou o parlamentar acusado de ter recebido o “mensalão”, mas não tem a menor dor de consciência em valer-se de uma “esperteza” para conseguir alguma vantagem pessoal. Para tanto, acha normal praticar pequenos delitos, como estacionar o carro em cima da calçada, comprar um certificado ou tentar subornar um agente da administração pública. Falta o rigor consigo mesmo, que os militares aprendem a cultivar desde os bancos escolares. Seria ótimo que o cidadão pensasse como Calvin Coolidge, quando disse: “uma pessoa ao lado da lei é maioria”.

Já, no que diz respeito ao comportamento de algumas autoridades, pouco há a acrescentar ao que exaustivamente tem sido publicado em jornais, revistas e outros meios de comunicação. No lugar de exemplos, temos presenciado as mais deploráveis manifestações de descaso com o bem comum. As autoridades que tinham, por obrigação funcional, velar pela obediência aos preceitos legais, não têm o menor acanhamento em buscar ganhos pessoais, ao arrepio da ética. E o que se vê é governo comprando parlamentares, parlamentares envolvidos em esquemas escabrosos; a imprensa tem publicado, até, casos de tribunais vendendo sentenças. Enfim a corrupção, lamentavelmente, incrustada nos três Poderes.

A mais escandalosa, a mais inacreditável prática constante de atos ao arrepio dos direitos constitucionais é praticada pelos autodenominados movimentos sociais. É a exacerbação do pouco caso com a lei. E tudo mais incompreensível fica ao constatarmos que os fatos são consentidos pelos governantes, no mínimo por omissão. Isso quando o poder público não chega até a incentivá-los e financiá-los. Não é crível que em um país civilizado sejam admitidos impunemente atos como invasões de propriedades alheias, até as produtivas, depredação de bens, públicos ou privados, seqüestros de pessoas, interdição de rodovias, para citar apenas alguns dos delitos que nos acostumamos a ver estampados na imprensa, atribuídos aos ditos sem terra. Resta, ainda, a ação absolutamente irresponsável de seus líderes, estimulando esses atos ilegais, pregando abertamente o crime.

Todo esse conjunto de atividades ilícitas seria, por si só, extremamente grave. Mas, para nossa estupefação, a coisa não para por aí. Há muito, o MST e suas lideranças acrescentaram, publicamente, outras demandas à da reforma agrária que, inicialmente, mascarava suas reais intenções. E começou a se tornar notório um organismo espúrio, mas bem estruturado e financiado com recursos abundantes. Vinculado, segundo repetidas denúncias, a outras entidades guerrilheiras de países sul-americanos. Disposto a pregar a subversão da ordem em nosso próprio território.

As pregações ao desrespeito à lei e à ordem, antes camufladas, agora surgem às escâncaras, haja vista a bazófia de um de seus líderes em uma das muitas arruaças, ao afirmar que a luta contra os proprietários de terra é fácil, pois conta com 23 milhões da “luta camponesa”, contra 27 mil fazendeiros em todo o país.

Nossas conquistas democráticas precisam e devem ser preservadas. Afinal, não foi sem muitos sacrifícios, através da história, que alcançamos nossa atual estabilidade política. E, para tanto, exigirmos o respeito à lei parece um bom começo.

Não resta dúvida de que é hora de reagirmos, utilizando todos os meios de que possamos dispor, as conversas com amigos, as cartas aos jornais, a internet, mas, principalmente, as urnas, afinal, como nos afirmou
Renan*: “o que faz com que os homens formem um povo é a lembrança das grandes coisas que fizeram juntos e a vontade de realizarem outras”. Hora também de tomarmos consciência de que nosso próprio comportamento faz diferença. Que a lei é para todos, inclusive para nós mesmos. É uma cruzada que, embora difícil, vale a pena ser iniciada. É algo que merece nossa mais profunda reflexão. Mesmo porque, com qualquer outra alternativa estaremos correndo o risco de cair na “Lei da Selva”.


Gilberto Barbosa de Figueiredo é General do Exército Brasileiro, da Arma de Cavalaria, nasceu em Porto Alegre-RS, em 10/10/1938. Formou-se pela Academia Militar das Agulhas Negras em 1959, possui os seguintes cursos militares: Escola de Equitação do Exército, Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e Escola Superior de Guerra. Na área civil é formado em Administração de Empresas. Foi Assessor Parlamentar do Ministério do Exército, Assistente-Secretário do Ministro do Exército e Chefe da 5a. Seção do Comando Militar do Leste. Atuou como instrutor da Escola de Equitação do Exército, Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Cumpriu missão no exterior junto à Missão Brasileira de Instrução no Paraguai. Como Oficial-General foi Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste, Comandante Militar do Oeste, Vice-Chefe do Departamento de Material Bélico e Chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército.Integrou o Alto Comando do Exército de novembro de 2000 a Março de 2003.Passou para a Reserva em 31 de março de 2003. Foi eleito Presidente do Clube Militar em 2006.


Publicado no site do Clube Militar .
Outubro de 2006.

* Renan a qual o autor se refere é Ernest Renan, escritor francês (1823/1892) é claro que não é aquele "renan" amigo do lula, sarney e outras figuras sombrias. (N.R.)


 
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