Showing posts with label Feliz Natal. Show all posts
Showing posts with label Feliz Natal. Show all posts

Thursday, December 24, 2009

Convencionalmente: Feliz Natal e próspero Ano Novo!













































Com quantos paus se faz uma canoa
por Arlindo Montenegro

Há séculos, hoje sabemos, grupos de mentes delirantes, sociopatas, reuniam-se em grupos fechados, secretos, com o objetivo de dominar, submeter todos os povos do mundo sob um governo mundial - todo poderoso e controlador de uma única autoridade. Para a grande maioria, o trabalho; para os controladores, todas as benesses gratificantes.

A bestialidade arrogante utilizou-se das crenças, do saber científico, das inovações tecnológicas, dos assassinos de aluguel especialmente treinados, dos venenos e das armas de guerra, tudo para eliminar, extinguir com a existência dos que defendiam sua liberdade, independência, costumes e culturas.

Em nenhum momento na história humana aqueles grupos secretos deixaram de agir, infiltrar-se em todas as formas de agrupamento humano. Em nenhum momento deixaram de aliar-se aos perversos e utilizar seus serviços pagando em ouro, prata, jóias que foram juntando em tesouros, botim de guerras, metais e pedrinhas brilhantes que adotaram, convencionaram utilizar como medida de valor.

O que eram materiais arrumados para o prazer estético, dureza, resistência, maleabilidade e utilizado como atrativo para decorar templos e objetos de culto, roupagens e a cabeça das mulheres foi sendo explorado e amealhado, escondido em cavernas e mais tarde em cofres fortes, até ser substituído pelas moedas, que os guardiões dos tesouros passaram a emitir.

Tinham então o poder de comprar consciências e armas para submeter os povos que viviam em estado natural espalhados nos confins do planeta ainda em locais ainda desconhecidos. Onde chegavam com suas armas e prepotência, introduziam seus costumes e obrigavam os nativos a buscar metais e pedras, enchiam seus navios e os transportavam para suas cavernas e cofres.

"Descobriram", dominaram e escravizaram, transformaram em colônias os povos dos continentes que batizaram como Ásia, África e Américas. Os descendentes em linhagem direta daqueles ritualistas em clubes secretos, passaram a utilizar linguagem simbólica, financiaram pesquisas científicas, promoveram mais guerras, sofisticaram o sistema de dominação.

Pouco a pouco, eliminaram os lastros convencionais do valor da moeda e espalharam papel pintado pelo mundo, onde já dominam as grandes corporações e compram a consciência de governantes solertes. Recentemente, para aprimorar seus controles, sumiram com os recursos e largaram no ventilador a fala ameaçadora de um agourento, mentiroso e mistificador.

A terra vai esquentar! Os países vão sumir! Muita gente vai morrer! Aí a gente começou a pensar: ora! Quem manda mesmo é o Criador e não esses caras aí.

Como mentira tem perna curta, na reunião onde queriam vender bugalhos por alhos, o vermelho diabo pintado de verde, o clima esfriou. Nevou!

Mas os sujeitinhos persistem na mentira. Alguns se envergonham. Outros desistem ou dão o dito por não dito. De mesmo, caem as máscaras e são revelados os propósitos deste despautério internacional. Os abestalhados exércitos de melancias, falam contra o imperialismo capitalista e querem mesmo é o governo ditatorial mundial. Os abestalhados gritam, a serviço dos nobres herdeiros das seitas secretas manipuladoras das vontades ignorantes.

Estamos no limiar de grandes mudanças sim. Mudanças bem informadas e trânsito de credibilidade. Avaliação de atitudes. Decisões que vão importar para um novo ciclo de civilização. Só esperamos que a razão e a responsabilidade sobre a vida, que depende da evolução espiritual, que depende de escolhas e muita disciplina do ser consigo mesmo, possa guiar os passos humanos.

Sabemos quem são. Sabemos que ocupam os postos de poder. Sabemos que confiamos nos discursos mistificadores. Sabemos quais as ferramentas que utilizam para submeter os povos. Sabemos que o conformismo e o silêncio ampliam a força do terror.

Aos poucos a humanidade, principalmente os mais jovens, vão abrir mão da violência mortífera e da presunção do poder. Há um poder mais forte e uma vontade mais poderosa no comando do coração de cada um. A receita utilizada até agora resulta num bolo amargo. Vamos ver as mudanças comportamentais que nos conduzam à razão responsável. À paz, valorização da vida e do trabalho.

A mensagem é desafiadora: "Amai-vos uns aos outros!" É possível! Acredite!



Arlindo Montenegro é criador de abelhas e editor do blog "ViverdeNovo".


Publicado no site "Alerta Total" .
Quinta-feira, 24 de dezembro de 2009, 00h01.






Geração maldita – Olavo de Carvalho





Tuesday, December 25, 2007

FELIZ NATAL! - MERRY CHRISTMAS!











































OS VOTOS
por Sergio Jockymann*

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".




*N.R. Consta que esta poesia é de autoria de Sergio Jockymann, publicada em 1980 no jornal "Folha da Tarde" de Porto Alegre-RS, porém, tem circulado na Internet com o nome de "Desejos" e como autor Victor Hugo. Seja de quem for a autoria, é muito bonita!

 
Copyright © 2004-2019 Bootlead