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Monday, January 18, 2010

Lula o "capoeirista" (calção branco), enfrentando
o "gente branca de olhos azuis" (calção preto).


O Capoeirista por Mary Zaidan
Ao advertir que neste ano não encarnará o "Lulinha paz e amor" e que está pronto para revidar o "jogo rasteiro" da oposição e os chutes "do peito para cima", o presidente Lula propositadamente elevou o tom, antecipando a escala e os instrumentos que pretende usar para tentar eleger a sua sucessora. Mesmo sem intimidade alguma com essa dança-jogo-luta e seus maravilhosos e criativos golpes - rabo-de-arraia, meia-lua, queixada, bênção, martelo e tantos outros –, há tempos Lula pratica o que há de mais precioso na capoeira: a ginga. Com maestria, ginga entre falar uma coisa e fazer outra – embalado não pela cadência do berimbau, mas pelo som de sua própria voz. Esconde-se na hora certa, sabe tudo e, quando lhe convém, nada sabe. Acusa outros por delitos que lhe estão por demais próximos e move-se habilmente entre ofensores e ofendidos, entre seus ricos hábitos e os daqueles que vivem na miséria. Consegue fazer agrados à direita e à esquerda e cria, quando lhe é útil, antagonismos ideológicos, não raro há muito superados. Sua destreza é espantosa, de dar inveja a grandes mestres como Binha e Pastinha, idolatrados pelos capoeiristas brasileiros e africanos, terra base dessa belíssima arte. No primeiro palanque do ano, montado para a assinatura de protocolos do programa Minha casa, minha vida, Lula mais uma vez mostrou o seu gingado diante das câmeras de TV e de quase mil convivas. Comportou-se como candidato e, sem qualquer pudor, não escondeu o papel de coadjuvante que imagina para a ministra Dilma Rousseff, mesmo se ela chegar a Presidência da República. Como reina absoluto e não necessita se encaixar nos padrões marqueteiros de campanha, Lula repassou a Dilma o seu figurino de maior sucesso nas duas eleições anteriores. E, enquanto a ministra da Casa Civil tenta, ainda que sem a mesma desenvoltura do chefe, vestir-se de "Dilminha paz e amor", Lula desafia qualquer um que dele discorde ou possa vir a discordar. Lança ameaças ao vento para, antecipadamente, proteger a sua pupila. Usa uma estrela (um dos nomes que os capoeiristas dão à esquiva para uma rasteira), e se diz pronto para se defender de chibatas e voadoras (exemplos de golpes em que, depois de um giro no ar ou de um Aú, se atinge adversário com a sola ou a parte externa do pé). Chama para a briga adversários que não tem e não terá. Sem ter opositores, a propaganda de suas habilidades como capoeirista assemelha-se às exibições turísticas tão comuns no Pelourinho de Salvador, produzidas para inglês ver. Em mais de sete anos, Lula e o seu Governo contaram sempre com a docilidade dos adversários, cada dia mais tementes em desafiar a fabulosa popularidade do presidente. Não experimentou também qualquer ferocidade nas campanhas em que foi eleito e reeleito. Nas disputas eleitorais, o único golpe baixo (e põe baixo nisso) de que foi vítima veio do ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello, hoje um aliado que ginga no ritmo ditado por Lula. Cintura-dura e em quase nada flexível, o governador José Serra, o rival, não tem ginga alguma. Mas desta vez, talvez isso não lhe faça a falta que fez em 2004. É Dilma, e não Lula, que estará na roda. E dificilmente ela conseguirá, por mais esforço que faça nos treinos, adquirir molejo. Já o presidente continua a mostrar a sua incrível agilidade. Entre quatro paredes, dois dias depois dos arroubos, desculpou-se junto ao governador de Minas Gerais, Aécio Neves – a velha tática de consertar no privado os estragos e ameaças que fez em público. Como na capoeira, deu um passo para trás para poder disparar outro golpe qualquer quando e se os candidatos subirem ao ringue – arena que Dilma e Serra tentarão evitar. * Os nomes de golpes e a tentativa de explicá-los foram fruto de pesquisa, já que, ao contrário do presidente, não sou capoeirista.

Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência "Lu Fernandes Escritório de Comunicação".
Publicado no "Blog do Noblat". Domingo, 17 de janeiro de 2010, 14h25.
Farofa & capoeira por Augusto Nunes
"Na ausência de discurso programático, vale chutar do peito para cima. O que eles não sabem é que eu sou capoeirista. E estou muito preparado para não deixar a coisa perpassar peito para cima".
Lula, ainda atarantado com a indignação provocada pelo "Guia do Stalinismo Farofeiro", fingindo que dentro daquele isopor na praia havia não o que vocês imaginam, mas uma pilha de apostilas do curso intensivo de capoeira em que se diplomou durante as férias.

Augusto Nunes da Silva é jornalista, nascido em Taquaritinga, interior de S. Paulo, foi redator-chefe da revista Veja, diretor de redação das revistas Época e Forbes, dos jornais O Estado de S. Paulo, Gazeta Mercantil e Zero Hora, além de diretor-executivo do Jornal do Brasil. Foi também apresentador do programa Roda Vida da TV Cultura e do programa "Verso & Reverso" da TVJB. Augusto Nunes escreveu diversos livros, entre os quais: "Minha Razão de Viver - Memórias de um Repórter" (livro de memórias de Samuel Wainer), "Tancredo" (biografia de Tancredo Neves), "O Reformador: um Perfil do Deputado Luís Eduardo Magalhães" e "A Esperança Estilhaçada", sobre a atual crise política, entre outros. É um dos personagens do livro "Eles Mudaram a Imprensa", da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que selecionou os seis jornalistas mais inovadores dos últimos 30 anos, além de ter ganho por quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Atualmente, Nunes escreve uma coluna na edição eletrônica da Revista "VEJA".
Publicado na seção Sanatório Geral da "Coluna do Augusto Nunes". Quarta-feira, 13 de janeiro de 2010.
2010: SE NOS SUBMETERMOS A ISSO... PODEREMOS TERMINAR RECEBENDO ISTO!
Lula o "capoeirista" (calção branco), enfrentandoo "gente branca de olhos azuis" (calção preto).

Tuesday, August 26, 2008

Olimpíadas no Brasil em 2016.

No caso de o Brasil vir a sediar os Jogos Olímpicos de 2016, deveríamos aproveitar a ocasião para lançarmos a "CAPOEIRA" como modalidade olímpica em substituição ao beisebol, esporte recém excluído dos mesmos.

No vídeo abaixo poderemos ver uma exibição prévia da nova modalidade olímpica, um confronto realizado entre Brasil e EUA (atleta brasileiro de calção branco e atleta norte-americano de calção preto). Levaremos "merdalha" na certa!




Click no botão PLAY, para ativar o vídeo.
Obs: Caso o download esteja lento ou intermitente, click no botão PAUSE, aguarde completar o carregamento e então pulse PLAY.


A falácia do quadro de medalhas
por Marcos Tavares Martins

Pois é, ficamos atrás da Etiópia, do Quênia, da Jamaica...mas ficamos na frente de países de primeiríssima linha, como Suécia, Suíça, Dinamarca, Áustria, Grécia. E o que significa isso? Resposta: Nada. Absolutamente nada.

A utilização do quadro de medalhas para comparar países e povos foi uma estratégia de Hitler nos jogos de 1936, para provar a superioridade da raça branca, mas um afro-descendente (Jesse Owens) arrasou a onda dele. Depois disso, URSS e EUA despejaram milhões de dinheiros no esporte durante a guerra fria, com o mesmo tipo disputa arrogante e vazia. A URSS acabou, e juntando os retalhos todos, não é nem metade do que já foi nas medalhas. Mas em compensação, o IDH* dos países que a formavam melhorou e muito. Agora, a China, sob acusação de abusos com seus atletas, virou "a maior do mundo".

No dia seguinte às provas de velocidade, O Globo publicou uma enorme manchete sobre os feitos dos atletas da Jamaica: "Que País é esse??" E dizia: do tamanho do Espírito Santo, com a população de Salvador, etc.etc. Respondendo ao Globo, com suas próprias palavras: A Jamaica é um país pequeno, pobre, carente, desigual, sem futuro. E depois dessas medalhas todas? Vai continuar um país pobre, pequeno, desigual, carente, sem futuro. Vai continuar a ser o país do reggae e agora dos velocistas.

Quadro de medalhas não muda o IDH de um país. Vejam o caso (ou o ocaso) de Cuba, que enquanto financiada pela "propaganda" do regime, brilhava nos quadros de medalhas. Cadê Cuba? Está atrás da gente.

E o nosso povo, vai ficar melhor do que o povo da Suécia, Suíça, Dinamarca, Áustria...? Acho que não...pelo menos, não tão cedo!

Em Pequim, aumentamos nosso "volume" na disputa. Participamos de mais finais, competimos em mais modalidades, tivemos medalhas inesperadas de gente que está na batalha. Perdemos ouros quase certos, que pena! Mas estávamos ali, não éramos os azarões.

Vamos parar com essas comparações a partir do quadro de medalhas. Isso é coisa de ditadura, que o utiliza como "propaganda" de seu regime.

Temos outras prioridades além do quadro de medalhas: educação, saúde, saneamento, infra-estrutura, etc, etc.

O investimento estatal no esporte poderia vir associado à educação de base, que identificaria os meninos com aptidão esportiva, para depois serem apoiados pelo patrocínio das empresas, ainda que parte delas sejam estatais. Esse é o caminho. Mas que isso seja feito como parte de um processo de melhoria da educação.

A melhoria do quadro de medalhas virá naturalmente.

*IDH = Índice de Desenvolvimento Humano (Medida comparativa de riqueza, alfabetização, educação, esperança média de vida, natalidade e outros fatores).


Marcos Tavares Martins é Cidadão Brasileiro.








Publicado na Seção Opinião do jornal "O Globo Online".
Segunda-feira, 25 de agosto de 2008, 15h53.



EM MARCHA, SOLDADOS DO BRASIL! (HOMENAGEM AO DIA DO SOLDADO)



 
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