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Tuesday, March 15, 2011

"SIGAM-ME OS QUE FOREM BRASILEIROS!" *
Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.

Foto: "Batalha do Avaí" – Museu Nacional de Belas Artes-RJ – Óleo sobre tela de Pedro Américo.


Click AQUI se desejar ver a imagem no tamanho original (1280 x 680 pixels)

A DOR DE UM SOLDADO
por Paulo Chagas

Caros amigos

Tenho muito orgulho do que sou e se me fosse possível nascer de novo e controlar meu destino, não hesitaria um instante sequer para optar, outra vez, por dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra, integridade e instituições juraria defender, até com sacrifício da própria vida.

Não me arrependo das decisões que tomei como soldado. Não me arrependo das atitudes que tomei, nem lamento as conseqüências dos meus atos, porque sou soldado por vocação, por amor ao meu País. Envaidece-me saber que mesmo morto nunca deixarei de ser um Soldado do Exército de Caxias!

Por outro lado, este mesmo orgulho, que me obriga a controlar a soberba e a presunção, angustia meu coração, meu instinto, minha disciplina e meu preparo para aceitar as coisas que, estando fora do meu alcance e da minha responsabilidade, eu não posso mudar.

Angustia-me a certeza de saber que os meus sentimentos são os mesmos de todos, que, como eu, são soldados por amor ao Brasil e ao Exército. Angustia-me a certeza de que todos, de alguma forma, sabem que estamos sendo engambelados pela falácia de que o passado pertence aos que passaram e que a história é responsabilidade de quem a viveu.

Angustia-me constatar que a cada dia que passa mais frágil fica a nossa resistência à contaminação ideológica de que “os soldados de hoje” são diferentes dos “soldados de ontem” e que as conseqüências dos “males que causaram” somente a eles cabe responder, lavamos, assim, as mãos entre os inocentes com a mesma hipocrisia com que Pilatos o fez diante da infame condenação do Cristo Jesus.

Angustia-me assistir a ameaça de quebra da unidade do Exército que, empenhado institucionalmente em uma guerra suja, não se manifesta de forma ostensiva, pública, altiva e vociferante em defesa de si mesmo e daqueles que, no cumprimento do dever e de ordens de operações, fizeram o que, na circunstância, todos achavam que era o que tinha que ser feito!

Angustia-me supor que, como Instituição de Estado, nos falte coragem e argumentação para enfrentar de peito aberto e coração exposto a crítica e a condenação de excessos e enganos que, pela vontade de vencer e neutralizar, o quanto antes, as ameaças à liberdade democrática, tenham sido eventualmente cometidos pelas forças ou agentes escalados para contrapor-se ao ataque armado da esquerda terrorista, assassina e revolucionária.

Angustia-me tomar conhecimento de inteligente e consistente argumentação, contrária à forma como o governo dos derrotados pretende “revelar a verdade” e deturpar a imagem das instituições militares perante a Nação, pela ação obscura e pela visão distorcida e intriguista da imprensa, em documento que, desta forma, se “supõe”, retrata o pensamento e a posição que, moralmente, todos devemos adotar.

Angustia-me constatar que passados dez anos da criação do Ministério da Defesa, com o que pessoalmente concordo, ainda não tenhamos aprendido a utilizar o espaço que nos proporciona o afastamento do poder político para manobrar ostensiva e dissuasivamente em defesa da nossa missão e da nossa importância como instituição nacional e como segmento da sociedade comprometidos, exclusivamente, com os interesses da Nação que, não necessariamente, devem coincidir com os das facções políticas no poder.

Finalizo, amigos, assegurando-lhes que, em meio a tantas angústias, nada se compara à dor de ferir a própria carne, quando o desabafo se transforma em crítica, pois, mesmo que construtiva, a crítica fere a sensibilidade e ferir o Exército Brasileiro é o mesmo que ferir a mim mesmo, pois não me permito ser menos que um Soldado de Caxias!


Paulo Chagas é General-de-Brigada do "Exército de Caxias".









Publicado no site "TERNUMA – Grupo Terrorismo Nunca Mais" – (Artigos).
Domingo, 13 de março de 2011.



(*) N da R. – Frase proferida por Caxias no dia 6 de dezembro de 1868, quando o Exército Brasileiro, em solo paraguaio desde 1866, defrontava-se com a "passagem de Itororó", sendo a "passagem" uma ponte sobre o arroio de Itororó. O combate começou pela manhã às 8 horas e terminou às 13 horas. Foi um dos mais cruentos da guerra do Paraguai. Três vezes o Exército Brasileiro fora repelido pelas tropas dos generais paraguaios Caballero e Moreno. Quando os brasileiros estavam sendo repelidos pela quarta vez, Caxias "desceu a colina de onde comandava a luta, desembainhou a espada e 'gritando vivas ao Imperador e ao Brasil', lançou-se sobre a ponte, e nesse ato seu cavalo foi morto pelas balas, assim como vários homens que o acompanhavam". A pé, ele continuou. Várias testemunhas relatam que, ao passar pela tropa, Caxias "deu voz de 'firme' e se arrojou sobre aquela posição, exclamando de espada desembainhada, 'sigam-me os que forem brasileiros!' ".


HINO A CAXIAS
Letra: D Aquino Correia.
Música: Francisco de Paula Gomes.


Click AQUI para ver a letra do hino.








A NOSSA FANTASIA – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira



Mentiras carnavalescas – Leonardo Bruno







Monday, March 23, 2009

SOB A ÉGIDE DA LEI E DA ORDEM!










































Este país caminha inexoravelmente para a ingovernabilidade, a resultante será o caos, que certamente nos conduzirá a uma guerra civil. Somente com o estabelecimento das premissas "LEI e ORDEM", poderemos ter alguma chance de futuro como nação. Não há necessidade de apontar culpados, todos os brasileiros que não se enquadrem nas categorias de inúteis, autocomplacentes, semi-analfabetos e miseráveis por opção, sabem quem são os verdadeiros traidores da Pátria. Porém a hora é de ação, não podemos mais perder tempo com debates estéreis, depois de salvar-mos o Brasil, "executaremos" o acerto de contas com os "devedores".



GENERAL CESÁRIO E A MÍSTICA DA SACRALIDADE MILITAR
por André F. Falleiro Garcia

A vida humana compõe-se de incontáveis atos rotineiros, nos quais o dia-a-dia profissional ou familiar contribui para o progresso de uma cidade, região ou país. Mas não há apenas essa rotina, quase sempre estafante nos dias atuais. Há momentos especiais, que marcam fases da vida individual ou social, proporcionam um clímax de emoção, revestem de gala pessoas e ambientes.

É o cerimonial que torna sensível a diferença entre uma coisa e outra. As cerimônias emolduram circunstâncias que ficariam banais e se confundiriam com a rotina se não fossem vividas segundo certo ritual.

Celebra-se de forma cerimoniosa o batizado, a colação de grau, o casamento, o enterro. Ou a tomada de posse de um prefeito, governador ou presidente. Nas monarquias a coroação de um rei é coisa estupenda. As cerimônias militares estão entre as mais belas jóias que reluzem na sociedade temporal.

Os adornos, formas, cores e movimentos têm grande importância para valorizar esses atos. Quando as pessoas são vazias de valores, nessas horas ficam cheias apenas de faceirice. Esta, como é inconsistente, proporciona contentamento fugaz que logo desce de clave e busca a hilaridade e a trivialidade, chegando muitas vezes até o vulgar.

Mas se os participantes do cerimonial se voltam para o significado intrínseco daquilo que se passa, então percebem a sacralidade do momento. O acontecimento passa a ter uma dimensão superior. O teto se abre e a ligação com o infinito se estabelece. É o momento da aliança entre o homem que sobe até Deus, e Deus que desce até o homem. Este é o significado da sacralidade. Há uma espécie de superação do presente, que então se acresce do passado e do futuro.

Não compareci à Passagem de Comando realizada no dia 11 de março de 2009 no Salão Nobre do Palácio Duque de Caxias, quando o General-de-Exército Luiz Cesário da Silveira Filho transmitiu o Comando Militar do Leste para o General-de-Exército Rui Alves Catão.

Mas posso avaliar o alto significado do ato e a grandeza de espírito de seus participantes através das palavras pronunciadas pelo general Cesário: "As solenidades militares não se esgotam nos seus aspectos visíveis e formais, senão no seu significado profundo de ritual e símbolo, que deve ser interpretado e explicitado, para que se cumpra o seu verdadeiro papel de síntese do que se quer preservar do passado, de testemunho das aspirações do presente e de arauto do que se deseja anunciar do futuro."

Constato, em suas palavras, a presença de um bem inapreciável: a mística da sacralidade militar. Ela não morreu. Sobreviveu às medalhadas, às caricaturas e ao postiço.

Mas é preciso interpretar e explicitar o significado intrínseco do que se passou naquele momento. Sem esse esforço, esvazia-se o conteúdo sacral e resta o mero profissionalismo, hoje quase sinônimo de venalidade.

Eis como o general Cesário apresentou seu testemunho dessa ligação com o sacral militar que o nimbou ainda no berço: "Meu pai, também orgulhoso oficial de cavalaria, vaticinara no meu nascimento 'se fores militar, sejas oficial do Exército, ele é o cerne da nacionalidade brasileira e dentre as armas escolhe a imortal Cavalaria, ela é a doce brisa dos campos de batalha e sobre ela Deus, Deus somente'. Cumpri os seus desígnios."

Essas palavras inspiradas reduzem à unidade os três elementos da cosmologia militar: a terra, o homem, Deus. Conectam-se o amor à pátria, a carreira militar e o serviço divino. Daí decorre uma mística: de um ato de enlevo à brasilidade, nascido em peito varonil que empunha uma arma, e que sobe como um rojão ao mais alto. Esse enlevo não produz arrogância nem mesmo afetação: gera a abnegação, da qual decorrem o serviço, a obediência e o holocausto.

O noviciado na arte militar foi realizado pelo general Cesário nesse mesmo espírito, seguindo essa mesma mística: "Ainda na Academia Militar, berço esplêndido de brasilidade e origem de todos nós, aprendi a grandeza e a servidão da vida militar. A par de exaustivos conhecimentos que nos eram transmitidos, absorvi o Espírito Militar que, oxigenado pela camaradagem, é formado por coragem, lealdade, ética, dignidade, espírito público e amor incondicional ao Brasil, virtudes tão escassas nos dias atuais, mas que, naquele templo de amor ao Brasil, jamais deixaremos de ensinar."

Nas palavras do general Cesário que citamos, podemos identificar o núcleo ideológico que compõem a mística militar: o serviço, a obediência e o holocausto. Pois o conteúdo desse espírito é o serviço à pátria, a obediência à hierarquia de comando e o primado do senso de holocausto sobre o instinto de conservação.

É justamente o senso de holocausto que ele ressalta, ao se referir ao seu batismo de fogo: "Ainda como cadete do último ano, participei ativamente da Revolução Democrática de 31 de março de 1964, ocupando posição de combate no Vale do Paraíba, oportunidade na qual aprendi que, se necessário for, o soldado deve dispor da própria vida para que os interesses maiores da Pátria se sobreponham às ambições pessoais."

Mais uma vez, em sua fala, o general retorna ao momento crucial de 1964 – vivido sob as ordens do general Médici que na época comandava a Academia Militar das Agulhas Negras – para exaltar o serviço, a obediência e o senso de holocausto: "Rendo a minha homenagem àqueles que junto comigo, magnetizados pela liderança de nosso Comandante e dos nossos Instrutores, não titubearam diante da possibilidade de derramar o seu próprio sangue, se necessário fosse, sem se importar em sacrificar a sua juventude e as suas esperanças em prol do interesse maior da Pátria".

A obediência militar, para ser sacral, deve ser governada pela prudência. É preciso uma ordem, vindo de um superior legítimo, que ordene dentro do campo onde pode exerce sua autoridade. Se aquele que manda ultrapassa o âmbito de seu direito de mandar, não há ordem, mas abuso de poder. A um abuso de poder corresponde ao subalterno não o dever da obediência, mas o dever da resistência. São noções que orientaram – e ainda orientam – o procedimento sempre modelar do general Cesário.

Quem ler o Testamento de Caxias (v. AQUI ) encontrará também nele traços dessa mística sacral militar. O reducionismo que tentam impor ao militarismo brasileiro não se limita a transformar seu corpo em cavalgadura de um civil. Mais que isso: querem roubar-lhe a alma.

Está gizado de modo sucinto o perfil de alma do soldado brasileiro, do único exército de Caxias, que ontem, hoje e amanhã serve como sentinela dos nossos campos, dos nossos mares, dos nossos ares. Para ele, "a farda não é uma vestimenta que se despe, mas uma segunda pele que adere definitivamente à alma...". A farda veste seu corpo, a mística da sacralidade militar reveste sua alma.


Publicado pelo site "SACRALIDADE".



O TESTAMENTO DE CAXIAS

Foto: O Duque de Caxias.









































Assim começa o testamento: "Em nome de Deus, Amém. Eu, LUIZ ALVES DE LIMA E SILVA, Duque de Caxias, achando-me com saúde e em meu perfeito juízo, ordeno o meu testamento, da maneira seguinte:"...

Rio de Janeiro, sete de maio de 1880. Fechava os olhos, para sempre, o mais bravo dos militares que vivera no seio do Exército Brasileiro para a glória deste próprio Exército.

LUIZ ALVES DE LIMA E SILVA nasceu em 25 de agosto de 1803, na fazenda São Paulo, Capitania do Rio de Janeiro. Assentou praça como cadete, em 1808, com apenas cinco anos de idade, como era costume, à época, para os filhos de militares.

"... quero que meu enterro seja feito sem pompa alguma, e só como irmão da Cruz dos Militares, no grau que ali tenho ...".

Em 1818, matriculou-se na Academia Real Militar e, como alferes, foi destacado para o 1o Batalhão de Fuzileiros da Guarnição da Corte. Promovido a Tenente, em 1821, foi integrar, no ano seguinte, o recém-formado Batalhão do Imperador, Unidade de Elite do Exército. Em 1823, teve seu batismo de fogo, quando o Batalhão do Imperador foi deslocado para a Bahia, nas Guerras de Independência contra as tropas portuguesas estacionadas em Salvador. Em 1825, participou, como capitão, ainda no Batalhão do Imperador, da campanha da Cisplatina, de onde retornou no posto de major. Em janeiro de 1833, no Rio de Janeiro, casou-se com Anna Luiza de Loreto Carneiro Viana. Nesse mesmo ano, nasceu sua primeira filha, Luiza, e em 1836, nasceu Ana, sua segunda filha.

"...Não desejo, mesmo, que façam convites para o meu enterro, porque os meus amigos, que me quiserem fazer este favor, não precisam desta formalidade e muito menos consintam os meus filhos que seja embalsamado."

Em 1837, já promovido a Tenente-Coronel, foi escolhido para pacificar a Província do Maranhão, onde havia iniciado o movimento da Balaiada. Como coronel recém-promovido, em 1839, foi investido nas funções de Comandante das Armas e Presidente da Província do Maranhão, visando centralizar em uma única autoridade todas as ações. Em julho de 1841, pelos serviços prestados na pacificação do Maranhão, o governo imperial o promoveu a Brigadeiro e lhe conferiu o título de Barão de Caxias, nome da vila maranhense onde a insurreição começou e foi, por ele, pacificada. Os estudiosos apontam que CAXIAS ingressou na sublime ordem maçônica, entre 1841 e 1842, na Augusta e Respeitável Loja Simbólica São Pedro de Alcântara, influenciado pelo tio JOSÉ JOAQUIM DE LIMA E SILVA e desempenhou como já foi citado, diversos cargos na Maçonaria Brasileira, dentre os quais destacam-se o de Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito e Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil.

Fraternidade, bondade, firmeza, compreensão, respeito, integridade de caráter, coerência, disciplina, lealdade e amor à Pátria e à família, entre outras, são algumas virtudes que se deseja de um homem maçom e CAXIAS, ao longo de sua vida, demonstrou possuí-las todas. Em 1842, pacificou a Província de São Paulo e a de Minas Gerais. Pelos relevantes serviços prestados, foi promovido ao posto de Marechal-de-Campo graduado, quando não contava sequer com quarenta anos de idade.

"Declaro que deixo ao meu criado Luiz Alves quatrocentos mil réis e toda a roupa de meu uso. Deixo ao meu amigo e companheiro de trabalho, João de Souza da Fonseca Costa, como sinal de lembrança, todas as minhas armas, inclusive a espada com que comandei seis vezes, em campanha, e o cavalo de minha montaria, arreado com os arreios melhores que tiver na ocasião de minha morte."

Ainda grassava, no Sul, a revolta dos Farrapos. Mais de dez Presidentes de Província e Generais se haviam sucedido, desde o início da luta, sempre sem êxito. O Governo Imperial nomeou-o Comandante-Chefe do Exército em operações e Presidente da Província do Rio Grande do Sul. Logo ao chegar em Porto Alegre, fez apelo aos sentimentos patrióticos dos insurretos, por intermédio de um manifesto cívico, onde dizia:

- "Lembrai-vos que a poucos passos de vós está o inimigo de todos nós - o inimigo de nossa raça e de tradição. Não pode tardar que nos meçamos com os soldados de Oribe e Rosas; guardemos para então as nossas espadas e o nosso sangue. Abracemo-nos para marcharmos, não peito a peito, mas ombro a ombro, em defesa da Pátria, que é a nossa mãe comum".

Se no honroso campo de batalha, a firmeza de seus lances lhe granjeou o rosário de triunfos que viria despertar nos rebeldes a idéia de pacificação, paralelamente, seu descortino administrativo, seus atos de bravura, de magnanimidade e de respeito à vida humana, conquistaram a estima e o reconhecimento dos adversários. A Paz de Ponche Verde, assinada em 1845, marcou sua proclamação como Conselheiro da Paz e como o Pacificador do Brasil. Marechal-de-Campo e Conde, em 1845. Senador do Império e pai de Luis Alves, em 1847. Presidente da Província do Rio Grande do Sul e Comandante-Chefe do Exército do Sul, adentrou ao Uruguai e bateu as tropas de Manoel Oribe, em 1851. Tenente-General e Marquês de Caxias, em 1852. Ministro da Guerra, em 1855 e 1861. Em 1862, promovido a Marechal-de-Exército, viu seu único filho falecer, com 14 anos. Em 1863, assumiu novamente a função de Senador.

"...Logo que eu falecer, deve o meu testamenteiro fazer saber ao Quartel-General, e ao Ministro da Guerra, que dispenso as honras fúnebres que me pertencem como marechal do Exército...".

Em 1865, tinha início a Guerra da Tríplice Aliança, contra as forças paraguaias. Nessa campanha, CAXIAS imortalizou seu nome na literatura militar, com o uso do balão de observação e pela construção da estrada do Grão-Chaco, que permitiu a realização da marcha de flanco, no chaco paraguaio, entre outras ações.

"Sigam-me os que forem brasileiros!".

Com este brado, CAXIAS demonstrou toda a sua liderança, quando da travessia da ponte sobre o arroio Itororó, arrastando seus homens pelo exemplo. Só deu por finda sua gloriosa jornada, em 01 de janeiro de 1869, ao tomar ASSUNÇÃO. Nesse ano, recebeu o título de Duque, o único brasileiro nato a ter o título de Duque. Ao receber os cumprimentos pela ação, na Guerra do Paraguai, declarou:

- "O Exército Brasileiro que eu tanto me orgulho de haver comandado, muito merece da Pátria, por seu valor, por sua intrepidez e abnegação e eu me regozijo ao ver tão bem apreciado seu heróico comportamento, tanto mais que eu fui testemunha de seus valorosos feitos e compartilhei de seus extraordinários sofrimentos."

E disse mais:

"Como militar eu cumpri o meu dever, servindo ao meu soberano e minha Pátria. E apesar de minha idade avançada e de alquebrado pelas fadigas de rude campanha, estarei sempre pronto para obedecer ao chamado do Governo Imperial, quando o País carecer de meus serviços militares e civis, até onde chegarem minhas forças."

Contava aí com 66 anos. Em 1875, pela terceira vez, foi nomeado Ministro da Guerra e Presidente do Conselho de Ministros. Participou, ainda, da chamada Questão Religiosa, do afastamento de D. Pedro II e da Regência da Princesa Isabel.

"... e que só desejo que me mandem seis soldados, escolhidos dos mais antigos, e de melhor conduta, dos corpos da guarnição, para pegar nas argolas do meu caixão, a cada um dos quais o meu testamenteiro, no fim do enterro, dará trinta mil réis de gratificação."

Já com idade avançada, CAXIAS resolveu retirar-se para sua terra natal, na Província do Rio de Janeiro. No dia 07 de maio de 1880, às vinte horas e trinta minutos, fechava os olhos para sempre o Duque de Caxias. No dia seguinte, chegava, em trem especial, na estação do Campo de Sant'Ana, o seu corpo, vestido com o seu mais modesto uniforme de Marechal-de-Exército, trazendo ao peito apenas duas condecorações, as únicas de bronze: a do Mérito Militar e a Geral da Campanha do Paraguai. No ato do sepultamento, o literato Visconde de Taunay, então Major do Exército, concluiu assim sua alocução:

"Carregaram o seu féretro seis soldados rasos; mas, senhores, esses soldados que circundam a gloriosa cova e a voz que se levanta para falar em nome deles, são o corpo e o espírito de todo o Exército Brasileiro. Representam o preito derradeiro de um reconhecimento inextingüível que nós, militares, de Norte a Sul deste vasto império, vimos render ao nosso velho Marechal, que nos guiou como general, como protetor, quase como pai, durante quarenta anos; soldados e orador, humildes todos em sua esfera, muito pequenos pela valia própria, mas grandes pela elevada homenagem e pela sinceridade da dor".

"...Deixo à minha irmã, a Baronesa de Suruhy, as minhas condecorações de brilhantes da Ordem de Pedro I, como sinal de lembrança e a meu irmão, o visconde de Tocantins, um candeeiro de prata, que herdei de meu pai. Deixo o meu relógio de ouro com a competente corrente ao capitão Salustiano de Barros Albuquerque, também como lembrança pela lealdade com que tem me servido... .Deixo à minha afilhada Anna Eulália de Noronha, casada com o Capitão Noronha, doze contos de réis. ... . Tudo o que mais possuo será repartido com as minhas duas filhas Anna e Luiza... ."

Rio de Janeiro, 23 Abr 1874
Luís Alves de Lima e Silva
Duque de Caxias

"Em nome de Deus, Amém."




Carta a um Jobim fora do tom – Gen Luiz Cesário da Silveira Filho





Thursday, July 31, 2008

Vaaaiii!!!


































DESABAFO DE MILITAR
por Frederico Ramos Pereira

Há tempos que me controlo em me expressar e dizer o que realmente sinto. Basta! Ou escrevo ou tenho um câncer. Estamos vivendo num país onde os ricos são amigos dos poderosos e nunca são lesados ou punidos. Os poderosos são ricos e entram na regra anterior. Fazem e acontecem e nada acontece!!! Por outro lado os pobres e miseráveis, na maioria ignorantes, a verdade seja dita, já estão comprados pelo governo (PT) com suas bolsas, auxílios, esmolas, etc., a classe média só se fode. Banca os impostos dos ricos e as esmolas dos pobres.

Eu sou descontado em folha de R$ 17.000,00 por ano só de Imposto de Renda, fora IPTU, IPVA, TAC, IOF, IPQP... Alguém paga isto de livre e espontânea vontade ao leão? Leio os jornais e ouço os noticiários e é só desgraça, corrupção, falcatrua e não acontece nada!

Será que a coisa ta ruim mesmo ou eu que sou muito pessimista?

O político, inclui-se aí o presidente, 99% do senado, 99,9% do congresso, estão cagando pra hora do Brasil, querem é se dar bem fazer caixa e eternizar a corriola, revelando e apadrinhando mais fdp para estuprar a pátria amada, embarrigá-la e abandonar o filho feio. E a violência? Todos sabem que esta vem, em grande parte, motivada pelo tráfico de drogas. Se abafarem as entradas da droga ela não chega aos grandes centros e a criminalidade é asfixiada. Por quê não fazem isso? Porque grande parte dos políticos têm seus tentáculos depositados sobre o tráfico ou vice-versa. Aí um tenente, formado pelo melhor estabelecimento universitário do país, a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), na qual tive orgulho em me formar em 1989, é colocado numa favela, devido a conchavos políticos, com a participação do Exército Brasileiro (meu Deus!), é submetido a horas de patrulha no Morro da Providência, tendo que liderar seu pelotão e controlar seus homens. Este Tenente deve ter engolido a seco várias e várias provocações de muitos marginais e subprodutos do crime, até que, como todo ser humano, aloprou e fez o que fez.

A forma foi certa? Não, claro que não, mas aqueles garotos (se é que se pode chamar assim), mais cedo ou mais tarde iriam morrer, seguindo as estatísticas das vítimas do tráfico, e não deviam ser boa coisa, não para provocar o Exército. Eu estive lá na Providência, em março, com o 25º Batalhão de Infantaria Pára-quedista (25º BI Pqdt) e vi a situação a que eram submetidos meus soldados. É muito fácil para qualquer um, de longe, cheiroso e sob um ar condicionado crucificar tal oficial, mas guerra é guerra. Sou carioca de Bonsucesso, mas reconheço que o Rio está numa guerra e estão colocando as tropas no olho do furacão. Lembro, o Tenente é um acadêmico, outros universitários só vão à favela para participar de ONG sem vergonha e fumar maconha. O Tenente estava trabalhando. Se eu solto meu filho de 10 anos numa loja de louças chinesas e ele quebra um vaso caro a culpa é só dele? Foi deprimente ver na televisão aquela visita do Ministro da Defesa à família de uma das "vítimas", mais deprimente foi ver a cara de algumas "autoridades" que o acompanhavam, cordeirinhos! Enquanto isso cadê o General Heleno que só falou a verdade? Vários medicamentos baseados em substâncias que só encontramos na Amazônia são de patentes estrangeiras. O "açaí" é de patente japonesa!

Gringos compram pedaços daquela terra a preço de banana. Tem é político graúdo roubando feio e levando vantagens, mais uma vez, cagando pra hora do Brasil.

Como sou militar, de tropa, sem sangue azul, sem me preocupar em me dar bem com missões "boca boa", sem ser carreirista, sempre sincero com superiores e leal com subordinados, já sei como agir, nossa profissão é meio de vida e não meio de morte, cada vez mais serei corporativista, aos militares tudo o resto que se f...

Como subcomandante exijo que o batalhão cumpra horários, mas o libero na hora certa. Estamos acostumados a cumprir a missão a qualquer custo sem meios, sem dinheiro, etc...

Desde que entrei no exército ouço que somos pobres, até quando?

Faltam pouco mais de seis anos para que eu vá para a reserva e nada mudou. Vai mudar? Não creio. Num país onde bilhões são desviados para bolsos de safados e ilhas fiscais, temos que engolir que não há dinheiro para as Forças Armadas. E tem gente que engole ou finge que engole para não se queimar.

Meu compromisso é com minha família e com meus amigos, que me respeitam, com eles não posso me queimar, com o resto? Não estou preocupado.

Dói-me ver safados chamar o período de 1964 a 1985 de ditadura, vê-los receber indenizações como vítimas dele, vê-los nos achincalhar, pisar, submeter e humilhar, vê-los no poder nos olhando com soberba. Enfarta-me vê-los serem agraciados com medalhas do Pacificador. Eu, que tenho quase 20 anos só na tropa, destes, 10 anos na Brigada Pára-quedista, nunca fui punido, sempre fui leal ao Exército, não tenho. O José Genoíno, neste universo, é melhor do que eu.

Sabem o que me dói também é ver oficiais da nossa força, que vestem a pele de amantes da instituição, mas na verdade estão preocupados apenas com seus umbigos, em não se queimar.

A razão de ser do Exército é a tropa, na hora do pau é esta que vai dar a cara para bater, mas tem oficial que diz que medalha de Corpo de Tropa é para sargento, que quem é de tropa é burro e fica aí piruando ser instrutor da AMAN, EsAO e ECEME para ganhar pontinhos e pegar "bocadas", chegam a coronel e general sem ter nem 10 anos de tropa, brincadeira! Depois vão pra Brasília e viram "ideúdos".

Estou começando a achar que sou otário.

Vou ficando por aqui, agradeço a atenção.

Não vou mais engolir sapo, Homens têm que ter coragem.

Homem não tem medo de "homem". Boca é pra falar.

Tenho um filho e não quero que ele veja em mim um covarde. Nunca!

Nunca me vendi e nunca me venderei por conveniência, sigo meus princípios. Olho nos olhos das pessoas com que falo. Minha única fortuna é o meu caráter. Minha vida é minha família. Desta vida só levamos a família e os amigos. De toda a vida, apenas aqueles que estiverem ao redor de seu túmulo no dia do seu funeral é que valeram a pena, o resto foi o resto!

BRASIL, ACIMA DE TUDO!

Major Frederico Ramos Pereira
Pqdt NR 56.288
TEL: (21) 7629-7736 =Fred Pqdt=

E-mail: fredpqdt@yahoo.com.br


Frederico Ramos Pereira é Major do Exército Brasileiro.








Publicado no fotolog "Navegação Programada" (Ten Cel Licio Maciel).
Quarta-feira, 30 de julho de 2008.


Click AQUI para ver a letra da Canção do Pará-quedista.








A mosca azul e o terceiro mandato – Wilson Figueiredo


Friday, December 08, 2006

Médici: A great soldier and a great honor.































General Emílio Garrastazu Médici
b. 4 Dec 1905, Bajé, RS.
d. 9 Oct 1985, Rio de Janeiro, RJ.


Title:
President of the Federative Republic of Brazil.

Term:
30 Oct 1969 - 15 Mar 1974.

Chronology:
25 Oct 1969, elected by the electoral college.

30 Oct 1969, took the oath of office at the session of the National Congress, Congressional Palace, meeting hall of the Chamber of Deputies, Brasília, DF.

15 Mar 1974, presidential functions expired.

Biography:
A descendant of family with Italian-Basque origins, Emílio Garrastazu Médici was educated at military schools of Porto Alegre and Rio de Janeiro. He was commissioned a second lieutenant in 1927 and first lieutenant in 1929.

The Revolution of 1930 found Médici at Bajé, Rio Grande do Sul, where he liaised between the military and civil plotters. Médici participated in the suppression of the Constitutionalist Revolution in São Paulo (1932) and earned the promotion to captain in 1934. Médici enjoyed a steadily growth in his military career and was nominated (1957) chief of the staff of General Artur da Costa e Silva, who became Médici's close friend. Promoted to brigadier general in 1961, Médici held a number of posts until he was named military attaché in Washington, D.C. (1964).

The election of Costa e Silva as president of the Republic (1967) paved the way for further promotion of Médici, who was made chief of the National Information Service (Serviço Nacional de Informações, SNI) (1967-1969), a Brazil's internal security agency. In April 1969 Médici assumed the command of the 3rd Army, but a new political crisis emerged when the military ministers took over the functions of president because of incapacitation of Costa e Silva (31 Aug 1969).

As conditions of the president's health were worsening, the army high command selected three candidates for the presidency including generals Médici, Antônio Carlos Murici and Ernesto Beckmann Geisel. The military leaders favored the candidacy of Médici, who was elected unopposed by the National Congress on 25 Oct 1969 and took the oath office five days later.

The same day a new Constitution of the Federative Republic of Brazil went into effect (30 Oct 1969) providing the chief executive with considerable power. Médici maintained a strong centralized government throughout his tenure as president. Despite the criticism of the opposition, the Institutional Acts remained an instrument of effective administration alongside the Constitution, while the president continued to govern by issuing ordinances. Médici officially joined the government-sponsored National Renewal Alliance Party (Aliança Renovadora Nacional [Arena]) and controlled the selection of candidates at local elections with the help of SNI.

In 1970 the president enacted laws imposing further censorship on press and confirming ineligibility of certain political figures for holding state offices. Repressive acts aimed against the terrorist activities of urban guerrillas and leftist extremists, who practiced abduction of foreign diplomats, helped legitimize harsh measures in the view of public opinion. A large group of people fell victims of tortures applied by law-enforcement bodies and condemned by international community.

The Médici administration made a considerable progress in economic growth, which became known as the Brazilian economic "miracle" including fast growth of economy and neutralization of inflation. Impressive dynamism of the Brazilian economic system was sustained until the end of Médici's presidency. He retired from politics when he completed his term as president and declined a proposal for his election to the Senate.




 
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