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Friday, August 12, 2011

Um "megaloblasto" no MD (Ministério da Derrota). A fardinha de
"bostivariano" já está pronta e a continência é com a "sinistra".





E POR QUE NÃO UM GENERAL NO CONCÍLIO DO VATICANO?
por Vania L. Cintra

No convite para as solenidades militares em comemoração ao dia 25 de agosto, aniversário de Caxias, a realizarem-se nas dependências de um certo Quartel do Exército, as palavras "dia" e "soldado" foram impressas com letra minúscula. O Oficial que comigo comentou isso não se demonstrava exatamente surpreso. Talvez eu também já não devesse me espantar. Porque estou acompanhando, e, isso sim me deixa estupefata, a "importante" discussão que se abriu entre os Oficiais militares das três Armas nobres, discussão orquestrada, como sempre pelos "grandes" jornalistas especialistas em fofocas e em tudo mais e mais um pouco, a respeito de qual político seria pior ou melhor que o já escolhido pela Presidência para ocupar o Ministério da Defesa.

Trocou-se um seis por uma meia-dúzia. E daí? Com a ("auto" ou não) defenestração de Nelson Jobim do Ministério da Defesa, para que, exatamente, deveriam os militares estar discutindo o nome do civil que o poderia substituir? Moreira Franco, Aldo, Amorim, Genoíno... uma mulher... (e por que não uma mulher? Juro que cheguei a imaginar que Dona Rousseff aproveitaria a oportunidade e indicaria mais uma dona-de-casa que bem administrasse um orçamento doméstico...) discutir esses e outros tantos nomes a troco de quê? Por quê? Porque quanto pior for melhor será? Para quem? Era só o que nos faltava!

Alguns ainda exclamam, ao saber da indicação de Amorim: é o fim! Não, isso não é o fim simplesmente porque o fim já ocorreu bem antes, faz tempo, um bocado de tempo já. Tudo se quebrou ao ser considerado "obsoleto" e foi jogado em um depósito de ferro velho, onde cada peça foi sendo carcomida pela oxidação em um longo período de mau tempo que ainda estamos atravessando. Só que ninguém percebeu, nem viu, nem ouviu. E todo mundo foi empurrando os cacos que sobraram aqui e ali para debaixo do tapete para que ninguém, mesmo, percebesse. Tudo o que agora ocorre é apenas decorrência do fim de tudo. E para, dessa cacaria toda, tentar montar alguma coisa que preste ou que nos seja útil seria preciso usar, mais que muita graxa, muita "solda", se aqui me permitem um trocadilho absolutamente sem graça.

Se aquela discussão a respeito do nome do civil melhor ou pior aos interesses militares (e quais são os interesses militares?) ficasse borbulhando apenas no caldeirão em que se cozinha a "carreira" já dada nos militares por jornalistas e políticos "de carreira", ainda dava para entender. Isso tudo agita os ânimos, parece até que está acontecendo alguma coisa que deva ser noticiada e discutida com estardalhaço. Mas essa discussão boboca contagiou muitos militares, inclusive os mais sérios, capacitados e conseqüentes. E vem apenas mais oferecendo argumentos e mais solidificando o discurso dos civis que vêem os militares como se vissem vampiros ao meio-dia – os que querem caracterizá-los como incivilizados e imbecis – mas também serve a alguns militares cretinos e incompetentes – que existem, sim, não duvidem! – que bem sabem, apesar de serem cretinos, que são incompetentes, e, por isso mesmo, não se respeitam, não respeitam suas carreiras e sua missão, não respeitam a sua própria inteligência porque não a encontram, nem reconhecem ou respeitam a inteligência de militar algum, e só querem mesmo é faturar seus proventos ao fim do mês ou talvez uma viagenzinha aqui ou ali a pretexto de "aperfeiçoarem-se" (razão por que a Reunião do Alto Comando dedicou recentemente espaço a esse importante item em sua pauta). Estão nas FFAA por "expediente", arrumaram uma "boquinha" durante um tempo, até sua merecida "aposentadoria".

A idéia da criação do Ministério da Defesa, dadas as circunstâncias sob as quais vicejou em nosso País, é, por si mesma, o triunfo dos "políticos" – quando não somente a submissão irrefletida aos ditames supranacionais – e impôs-se em processo que, por si mesmo, desmoralizou as FFAA, desmoralizando e, por fim, extinguindo o EMFA em suas funções, e liquidando a idéia de uma Política do Estado ao implodir os Ministérios militares. Temos agora Políticas de Governo, e nada mais. Mesmo assim, por ser um cargo definido como superior ao dos Comandantes das Armas, não poderá haver qualquer civil melhor ou pior que qualquer outro civil que possa assumir o cargo de Ministro da Defesa. Porque não há argumento capaz de explicar por que cargas d'água deva um civil – e somente um civil – ocupar esse cargo.

Muito menos terá cabimento o argumento de que teria havido um "acordo" tácito entre civis e militares no sentido de que a Defesa não deveria ser entregue a um Ministro militar porque este "privilegiaria o uso da força", nem a um diplomata porque este privilegiaria "a recusa, por princípio, do mesmo uso da força". Só quem não tenha a mais mínima noção do que seja e de a que serve a Diplomacia, nem tenha noção da história diplomática, não só a nossa como a de todos os Estados, no mundo inteiro, poderia supor existir, sugerir ou fazer tal acordo em qualquer tempo e lugar. Tal "acordo" não vale sequer como hipótese. Além de que, por esse raciocínio, qualquer civil, tivesse a formação que tivesse, desde que não a de um diplomata, estaria em condições de "resolver" os problemas de Defesa. E a discussão de seu nome seria inútil, uma vez que dependeria apenas da preferência pessoal do Governante (que alguns afirmam ser "soberano"), nada mais, entre os que pudessem ser "mais cuidadosos com as palavras".

Armas e Diplomacia não são instrumentos de Mercado, em que só valem a barganha e a capacidade de barganhar – Armas e Diplomacia são instrumentos de Estado. Ou andam juntas, lado a lado, harmoniosamente, buscando os mesmos objetivos – os de Estado – pelos mesmos meios, ou seus Ministérios, o das Relações Exteriores e, hoje, o chamado da Defesa, serão não mais que possibilidades a que títulos honoríficos e pequenos poderes sejam conferidos a indivíduos quaisquer em um Estado que não tenha qualquer expectativa de impor-se e impor seus interesses entre os demais Estados Nacionais. Em um Estado de faz-de-conta. Porque um Estado não é exatamente uma barraca instalada em feira-livre.

Essa discussão a respeito dos nomes dos melhores ou piores fulanos a ocupar o Ministério da Defesa não será importante, pois, nem mesmo inócua será – vem-nos sendo, desde que foi permitida, sempre muito nociva. Porque esses nomes se nos oferecem a partir de um crisol que apenas contém materiais inadequados a produzir qualquer liga forte. A fumaça poluída que dessa discussão se levanta mais avilta os militares, mais os desarticula, mais alimenta o processo de transformá-los em "entulho autoritário", portanto, em algo que nos é, de fato, desnecessário, e não nos leva a lugar algum. Se quisermos ter uma idéia do que vem a ser essa brincadeira de Ministério da Defesa nas mãos de juristas, filósofos, pacifistas, versejadores ou o que os valha e não quisermos usar a expressão "raposa cuidando do galinheiro" por considerarmos chula, bastará imaginar, raciocinando com um modelo ao revés, a confusão que se faria caso um General fosse designado pelo Papa a ocupar uma cadeira no Concílio do Vaticano e a decidir, entre Bispos e Cardeais, quais providências deveriam ser tomadas no sentido de promover a paz definitiva entre cristãos e não-cristãos. Nem se fantasiando de São Pedro esse General convenceria os fiéis à Santa Madre ou o resto do mundo de que ele era um iluminado e, ali, estava no lugar adequado. Muito menos os convenceria de que o Vaticano não estivesse pensando em desferir uma nova "cruzada contra os infiéis". E procurando se armar. No entanto, que tremendo sucesso fez Jobim na passarela desfilando com seu modelito camuflado...! Como? Por quê?

Imagino que não esteja exatamente falando sozinha no deserto, porque não me é possível imaginar que não mais haja nas FFAA um único General, um único Almirante, um único Brigadeiro capacitado a assumir o nosso Ministério da Defesa, que não haja um único sujeito minimamente lúcido e probo na Ativa, no pico da hierarquia, que saiba o que é contornar os obstáculos da pequena política, comandar batalhas diárias enfrentando todo tipo de adversidades, e ter que dar a cara a tapa frente à tropa quando porventura erre em suas táticas e lhe cause danos ou baixas desnecessárias; nem me é possível conceber que não haja pelo menos meia-tropa que não consiga compreender que o cargo de Comando desse Ministério é um cargo vital ao Estado, que deve escapar das futricas dos salões dos Governos, portanto, não pode ser entregue a um qualquer civil "de carreira". Não nos basta resumir idéias afirmando que "ideologia, não!" Ideologia sim! Pois negando-se à população nacional o direito e o dever de pensar em valores nacionais, de projetar o que deve o Brasil fazer estando em confronto com seus pares, este nosso País só encolhe, manifestando já sérias tendências a desaparecer ao ser devorado por si mesmo. E que é isso senão ideologia? Se acaso uma ideologia for motivo de vergonha para alguém, esse alguém que assuma uma outra, pois, a qualquer mortal, é impossível reconhecer-se e reconhecer o ambiente que o cerca sem recurso a qualquer ideologia. Aliás, creio mesmo que nem um anjo ou um super-homem conseguiria fazer isso. E os Oficiais Superiores estudaram tanto, afinal, para quê? Para concorrer a prebendas, assumir cargos, em empresas públicas ou em órgãos-chave de quaisquer Ministérios, tal como é o DNIT, que civis não estivessem à altura de assumir, e para agradecer à Presidência a oportunidade de arriscar-se a se queimar ou a mais queimar a Corporação e mesmo a Instituição, uma vez que, nesses cargos, deverão submeter-se aos interesses e aos caprichos governamentais? Ou para oferecer seus serviços à empresa privada?

A população nacional tem muito o que exigir de um Oficial militar, sempre teve, e pode e deve exigir – afinal é ela quem paga por seu preparo profissional – mas não pode exigir o que hoje lhe vem sendo exigido: que se submeta aos "políticos". Exige-o porque é ignorante, porque crê no que lhe dizem os "líderes" de curta e torta ambição. E enquanto a discussão de qual o melhor ou o pior nome civil para o Ministério da Defesa continuar a ser levantada a cada queda de um Ministro que se impõe sobre os militares, com toda a descontinuidade de planos, projetos e prazos que a sua substituição acarreta, visto que nenhum desses Ministros é oriundo do Corpo diretamente neles interessado, ela apenas visa a sufocar, a matar asfixiada e a soterrar uma outra discussão que, essa, sim, é fundamental – a que deveria estar rolando acaloradamente a respeito da capacitação específica para a pasta.

Por outro lado, enquanto a discussão sobre essa capacitação específica para o cargo de responsável pela Defesa e Segurança do Estado não se fizer, enquanto os Oficiais militares não exigirem que "seu" Ministério se volte apenas às Armas e ao que as Armas devem e podem fazer, que é cuidar realmente da Defesa do Estado e de sua Segurança (mas alguém mais lá ainda sabe que vem a ser isso?), sem se preocupar com alegorias, sambas-enredos ou com demonstrar jogo de cintura aos turistas, enquanto permitirmos, todos nós, que esse Ministério seja apenas mais um entre as dezenas e dezenas de Ministérios civis criados de acordo com o movimento das marés e sirva apenas para que quem for indicado Ministro adicione títulos indevidos ao seu currículo pessoal e intransferível, para absorver burocratas de outros Ministérios, que estejam sem função e sejam colocados à disposição, ou para que estudantezinhos deslumbrados e desinformados usem suas bolsas de estudo e componham suas tesezinhas de Mestrado ou Doutorado conforme as "novas regras do novo mundo globalizado" determinam, ninguém respeitará o Dia do Soldado. Simplesmente porque, embora no mundo inteiro os Soldados estejam fazendo o que Soldados devem fazer, contando com o respeito e o apoio da população consciente de quem é, em nosso País não se vêem mais Soldados a respeitar, e os que se fantasiam de Soldados e se colocam à porta das Catedrais da Esplanada dos Ministérios em Brasília mendigando alguma atenção continuarão sendo vistos por todos, aqui e no mundo inteiro, inclusive por eles próprios, como, literalmente, um zero à esquerda.

E o Brasil continuará marchando unido, em acelerado, para trás. Mesmo que ninguém perceba.


Vania Leal Cintra é socióloga, Bacharelada e Licenciada Plena pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCCAMP, especializada em Docência no Ensino Superior pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCCAMP, possui Mestrado em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo – USP e Doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP. Vania também é editora do site "MINHA TRINCHEIRA". E-mail: minhatrincheira@uol.com.br





Publicado no site "MINHA TRINCHEIRA".
Sábado, 06 de agosto de 2011.





MERGULHADOS NO VÍCIO – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira












Monday, August 25, 2008

EM MARCHA, SOLDADOS DO BRASIL!

Foto: Soldado 201- Edson Arantes do Nascimento, que serviu no 6º GMAC em Santos,
posteriormente 6º GACosM (Fortaleza de Itaipu - Praia Grande-SP), no ano de 1959.



































Cabe uma pergunta: Em que puteiro "serviu" o morfético de nove dedos?


Luís Alves de Lima e Silva - o Duque de Caxias é o insigne Patrono do Exército Brasileiro,
que o reverencia na data de seu nascimento
25 DE AGOSTO — "DIA DO SOLDADO".


A Profissão Militar I

"Senhor, umas casas existem, no vosso reino onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a um toque de corneta, se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de corneta, se deitam obedecendo. Da vontade fizeram renúncia como da vida.

Seu nome é sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares...

Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a liberdade e a vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros demais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a servidão.

Eles, porém, calados, continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição, eles compram a liberdade para todos e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das coisas os impede agora de fazer em rigor tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem.

Porque, por definição, o homem da guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha, à sua esquerda vai coragem, e à sua direita a disciplina".

(Moniz Barreto – "Carta a El-Rei de Portugal, 1893").



A Profissão Militar II

"Não há profissão tão agradável como a militar; profissão tanto nobre na execução (pois a mais forte, generosa e magnífica de todas as virtudes é a valentia) quanto nobre na sua causa: não há utilidade mais legítima nem mais geral do que a proteção da tranqüilidade e da grandeza do seu país. Agrada-vos a companhia de tantos homens, nobres, jovens, ativos, a visão freqüente de tantos espetáculos trágicos, a liberdade desse convívio sem artifícios e uma forma de vida viril e sem cerimônia, a variedade de mil atividades diversas, essa fogosa harmonia da música guerreira que vos alimenta e aquece os ouvidos e a alma, a honra desse exercício, mesmo a sua rudeza e dificuldade, que Platão considera tão pouca que na sua república a reparte com as mulheres e as crianças.

Oferecei-vos para os papéis e os riscos pessoais de acordo com o que julgais sobre o seu brilho e a sua importância, soldado voluntário, e vedes quando mesmo a vida é justificadamente empregue neles, "penso que é belo morrer combatendo" (Virgílio). Temer os perigos gerais que envolvem uma multidão em que tantas pessoas incorrem, não ousar o que tantas espécies de indivíduos ousam é próprio de um ânimo desmedidamente frouxo e inferior. A sua companhia dá confiança até mesmo às crianças. Se outros vos sobrepujam em ciência, em graça, em força, em fortuna, tendes causas terceiras a que inculpar; mas por ceder-lhes passo em firmeza de alma só podeis inculpar a vós mesmos. A morte é mais abjeta, mais fatigante e penosa num leito do que em combate, as febres e os catarros tão dolorosos e mortais quanto uma arcabuzada. Quem estivesse afeito a suportar valorosamente os acidentes da vida comum não teria de aumentar a sua coragem para se tornar soldado."

(Michel Eyquem de Montaigne, em "Ensaios").


O homem certo no lugar errado.

A coisa mais importante para toda a vida é a escolha da profissão:
quanto a isso, só o acaso dispõe. (Blaise Pascal)










































CANÇÃO FIBRA DE HERÓI
Banda Sinfônica e Coral do Corpo de Fuzileiros Navais – Marinha do Brasil
(Companhia de Bandas do Batalhão Naval) Rio de Janeiro – RJ





Click AQUI para ver a letra da canção "Fibra de Herói".





O golpe do século – Mario Sabino (Revista "VEJA")






Saturday, August 25, 2007

DIA DO SOLDADO

"Recebo o Sabre de Caxias como o própio Simbolo da Honra Militar"



































Nossas homenagens neste Dia do Soldado são dirigidas aos Cadetes do Primeiro Ano da AMAN, que neste ano de 2007, elegeram como seu Patrono um Grande Soldado do Brasil: O General Emílio Garrastazu Médici.


Ordem do Dia do Cmt do Exército

25 de agosto - Dia do Soldado

Meus comandados!

Quando perguntarem quem sois, respondei com firmeza, orgulho e vibração: “Sou soldado do Exército Brasileiro.”

Aliás, soldados somos, todos nós, que integramos essa fantástica coletividade verde-oliva, sem qualquer preconceito, em convivência harmônica e produtiva, congraçando todas as raças, religiões e classes sociais.

Nosso coração pulsa em sintonia com a alma brasileira. Servimos à Pátria, incondicionalmente, com entusiasmo, inteligência e abnegação. Mantemo-nos ao largo de paixões políticas, da sede de poder e das cobiças vãs. Por livre escolha, submetemo-nos às leis e regulamentos, na prática saudável da hierarquia e indispensável da disciplina. Valorizamos a autoridade legítima, sem subserviência, e sublimamos os interesses pessoais, colocando o Brasil acima de tudo.

Buscamos o constante aperfeiçoamento pessoal e profissional, no seio de uma Instituição que luta obstinadamente para corresponder à estatura político-estratégica do nosso País.

Ao longo da História, preservamos, expandimos e ajudamos a prosperar a “Terra Brasilis” e, não raro, derramamos nosso sangue ao defendê-la. Em Guararapes, falamos e ouvimos falar em Pátria pela primeira vez. Com galhardia e criatividade, enfrentamos e expulsamos os invasores.

Mais tarde, asseguramos nossa Independência. Preservamos e defendemos o Império, mas, diante do apelo inevitável da História, participamos ativamente da Proclamação da República.

Fundamos a pioneira Escola Politécnica. Dela saímos para disseminar modernidade e progresso científico em fábricas e laboratórios e para construir estradas e rodovias pioneiras, de reconhecido valor estratégico.

Desbravamos sertões e construímos linhas telegráficas. Reproduzimos e elaboramos mapas e cartas inéditas de todas as regiões brasileiras.

Na Segunda Guerra Mundial, lutamos contra as tiranias, na vitoriosa Força Expedicionária Brasileira.

Somos presença e vigilância diuturna em nossas distantes e imensas fronteiras. Com nossos familiares, sem o conforto dos grandes centros, preservamos, integramos, desenvolvemos e defendemos, a qualquer custo, a nossa Amazônia.

Nas missões de paz, a serviço das Nações Unidas, mostramos ao mundo nossa capacidade de mesclar operações militares com ações humanitárias.

Seguimos as pegadas de marcantes exemplos e de gloriosas tradições. Não transigimos jamais quando se trata de honradez, lealdade e dignidade.

Somos discípulos de Caxias, o Marechal Luiz Alves de Lima e Silva, nosso patrono, herói maior da Pátria, pacificador e artífice da união nacional.

Somos Instituição nacional, permanente e invicta, que a sociedade brasileira admira e em quem confia nos momentos difíceis.

Somos o “Braço Forte”, que ignora as dificuldades e se prepara, com afinco e profissionalismo, seja para dissuadir ameaças, seja para agir em força quando se esgotarem os meios pacíficos.

Somos, também, a “Mão Amiga”, presente em todos os rincões, para colaborar com o desenvolvimento e para apoiar os irmãos necessitados, nos momentos de crise e de calamidade.

Somos a Força Terrestre, preparada e motivada para cumprir integralmente nossa missão constitucional, e empenhada na construção de uma nação livre, democrática e soberana.

Por tudo isso, respondei com orgulho, firmeza e vibração:

- Sou militar, sou soldado do Exército Brasileiro.


Publicado no "Noticiário do Exército – A palavra da Força".
Centro de Comunicação Social do Exército – Ano LI - Nº 10.413
Sábado, 25 de agosto de 2007.









 
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