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Friday, August 12, 2011

Um "megaloblasto" no MD (Ministério da Derrota). A fardinha de
"bostivariano" já está pronta e a continência é com a "sinistra".





E POR QUE NÃO UM GENERAL NO CONCÍLIO DO VATICANO?
por Vania L. Cintra

No convite para as solenidades militares em comemoração ao dia 25 de agosto, aniversário de Caxias, a realizarem-se nas dependências de um certo Quartel do Exército, as palavras "dia" e "soldado" foram impressas com letra minúscula. O Oficial que comigo comentou isso não se demonstrava exatamente surpreso. Talvez eu também já não devesse me espantar. Porque estou acompanhando, e, isso sim me deixa estupefata, a "importante" discussão que se abriu entre os Oficiais militares das três Armas nobres, discussão orquestrada, como sempre pelos "grandes" jornalistas especialistas em fofocas e em tudo mais e mais um pouco, a respeito de qual político seria pior ou melhor que o já escolhido pela Presidência para ocupar o Ministério da Defesa.

Trocou-se um seis por uma meia-dúzia. E daí? Com a ("auto" ou não) defenestração de Nelson Jobim do Ministério da Defesa, para que, exatamente, deveriam os militares estar discutindo o nome do civil que o poderia substituir? Moreira Franco, Aldo, Amorim, Genoíno... uma mulher... (e por que não uma mulher? Juro que cheguei a imaginar que Dona Rousseff aproveitaria a oportunidade e indicaria mais uma dona-de-casa que bem administrasse um orçamento doméstico...) discutir esses e outros tantos nomes a troco de quê? Por quê? Porque quanto pior for melhor será? Para quem? Era só o que nos faltava!

Alguns ainda exclamam, ao saber da indicação de Amorim: é o fim! Não, isso não é o fim simplesmente porque o fim já ocorreu bem antes, faz tempo, um bocado de tempo já. Tudo se quebrou ao ser considerado "obsoleto" e foi jogado em um depósito de ferro velho, onde cada peça foi sendo carcomida pela oxidação em um longo período de mau tempo que ainda estamos atravessando. Só que ninguém percebeu, nem viu, nem ouviu. E todo mundo foi empurrando os cacos que sobraram aqui e ali para debaixo do tapete para que ninguém, mesmo, percebesse. Tudo o que agora ocorre é apenas decorrência do fim de tudo. E para, dessa cacaria toda, tentar montar alguma coisa que preste ou que nos seja útil seria preciso usar, mais que muita graxa, muita "solda", se aqui me permitem um trocadilho absolutamente sem graça.

Se aquela discussão a respeito do nome do civil melhor ou pior aos interesses militares (e quais são os interesses militares?) ficasse borbulhando apenas no caldeirão em que se cozinha a "carreira" já dada nos militares por jornalistas e políticos "de carreira", ainda dava para entender. Isso tudo agita os ânimos, parece até que está acontecendo alguma coisa que deva ser noticiada e discutida com estardalhaço. Mas essa discussão boboca contagiou muitos militares, inclusive os mais sérios, capacitados e conseqüentes. E vem apenas mais oferecendo argumentos e mais solidificando o discurso dos civis que vêem os militares como se vissem vampiros ao meio-dia – os que querem caracterizá-los como incivilizados e imbecis – mas também serve a alguns militares cretinos e incompetentes – que existem, sim, não duvidem! – que bem sabem, apesar de serem cretinos, que são incompetentes, e, por isso mesmo, não se respeitam, não respeitam suas carreiras e sua missão, não respeitam a sua própria inteligência porque não a encontram, nem reconhecem ou respeitam a inteligência de militar algum, e só querem mesmo é faturar seus proventos ao fim do mês ou talvez uma viagenzinha aqui ou ali a pretexto de "aperfeiçoarem-se" (razão por que a Reunião do Alto Comando dedicou recentemente espaço a esse importante item em sua pauta). Estão nas FFAA por "expediente", arrumaram uma "boquinha" durante um tempo, até sua merecida "aposentadoria".

A idéia da criação do Ministério da Defesa, dadas as circunstâncias sob as quais vicejou em nosso País, é, por si mesma, o triunfo dos "políticos" – quando não somente a submissão irrefletida aos ditames supranacionais – e impôs-se em processo que, por si mesmo, desmoralizou as FFAA, desmoralizando e, por fim, extinguindo o EMFA em suas funções, e liquidando a idéia de uma Política do Estado ao implodir os Ministérios militares. Temos agora Políticas de Governo, e nada mais. Mesmo assim, por ser um cargo definido como superior ao dos Comandantes das Armas, não poderá haver qualquer civil melhor ou pior que qualquer outro civil que possa assumir o cargo de Ministro da Defesa. Porque não há argumento capaz de explicar por que cargas d'água deva um civil – e somente um civil – ocupar esse cargo.

Muito menos terá cabimento o argumento de que teria havido um "acordo" tácito entre civis e militares no sentido de que a Defesa não deveria ser entregue a um Ministro militar porque este "privilegiaria o uso da força", nem a um diplomata porque este privilegiaria "a recusa, por princípio, do mesmo uso da força". Só quem não tenha a mais mínima noção do que seja e de a que serve a Diplomacia, nem tenha noção da história diplomática, não só a nossa como a de todos os Estados, no mundo inteiro, poderia supor existir, sugerir ou fazer tal acordo em qualquer tempo e lugar. Tal "acordo" não vale sequer como hipótese. Além de que, por esse raciocínio, qualquer civil, tivesse a formação que tivesse, desde que não a de um diplomata, estaria em condições de "resolver" os problemas de Defesa. E a discussão de seu nome seria inútil, uma vez que dependeria apenas da preferência pessoal do Governante (que alguns afirmam ser "soberano"), nada mais, entre os que pudessem ser "mais cuidadosos com as palavras".

Armas e Diplomacia não são instrumentos de Mercado, em que só valem a barganha e a capacidade de barganhar – Armas e Diplomacia são instrumentos de Estado. Ou andam juntas, lado a lado, harmoniosamente, buscando os mesmos objetivos – os de Estado – pelos mesmos meios, ou seus Ministérios, o das Relações Exteriores e, hoje, o chamado da Defesa, serão não mais que possibilidades a que títulos honoríficos e pequenos poderes sejam conferidos a indivíduos quaisquer em um Estado que não tenha qualquer expectativa de impor-se e impor seus interesses entre os demais Estados Nacionais. Em um Estado de faz-de-conta. Porque um Estado não é exatamente uma barraca instalada em feira-livre.

Essa discussão a respeito dos nomes dos melhores ou piores fulanos a ocupar o Ministério da Defesa não será importante, pois, nem mesmo inócua será – vem-nos sendo, desde que foi permitida, sempre muito nociva. Porque esses nomes se nos oferecem a partir de um crisol que apenas contém materiais inadequados a produzir qualquer liga forte. A fumaça poluída que dessa discussão se levanta mais avilta os militares, mais os desarticula, mais alimenta o processo de transformá-los em "entulho autoritário", portanto, em algo que nos é, de fato, desnecessário, e não nos leva a lugar algum. Se quisermos ter uma idéia do que vem a ser essa brincadeira de Ministério da Defesa nas mãos de juristas, filósofos, pacifistas, versejadores ou o que os valha e não quisermos usar a expressão "raposa cuidando do galinheiro" por considerarmos chula, bastará imaginar, raciocinando com um modelo ao revés, a confusão que se faria caso um General fosse designado pelo Papa a ocupar uma cadeira no Concílio do Vaticano e a decidir, entre Bispos e Cardeais, quais providências deveriam ser tomadas no sentido de promover a paz definitiva entre cristãos e não-cristãos. Nem se fantasiando de São Pedro esse General convenceria os fiéis à Santa Madre ou o resto do mundo de que ele era um iluminado e, ali, estava no lugar adequado. Muito menos os convenceria de que o Vaticano não estivesse pensando em desferir uma nova "cruzada contra os infiéis". E procurando se armar. No entanto, que tremendo sucesso fez Jobim na passarela desfilando com seu modelito camuflado...! Como? Por quê?

Imagino que não esteja exatamente falando sozinha no deserto, porque não me é possível imaginar que não mais haja nas FFAA um único General, um único Almirante, um único Brigadeiro capacitado a assumir o nosso Ministério da Defesa, que não haja um único sujeito minimamente lúcido e probo na Ativa, no pico da hierarquia, que saiba o que é contornar os obstáculos da pequena política, comandar batalhas diárias enfrentando todo tipo de adversidades, e ter que dar a cara a tapa frente à tropa quando porventura erre em suas táticas e lhe cause danos ou baixas desnecessárias; nem me é possível conceber que não haja pelo menos meia-tropa que não consiga compreender que o cargo de Comando desse Ministério é um cargo vital ao Estado, que deve escapar das futricas dos salões dos Governos, portanto, não pode ser entregue a um qualquer civil "de carreira". Não nos basta resumir idéias afirmando que "ideologia, não!" Ideologia sim! Pois negando-se à população nacional o direito e o dever de pensar em valores nacionais, de projetar o que deve o Brasil fazer estando em confronto com seus pares, este nosso País só encolhe, manifestando já sérias tendências a desaparecer ao ser devorado por si mesmo. E que é isso senão ideologia? Se acaso uma ideologia for motivo de vergonha para alguém, esse alguém que assuma uma outra, pois, a qualquer mortal, é impossível reconhecer-se e reconhecer o ambiente que o cerca sem recurso a qualquer ideologia. Aliás, creio mesmo que nem um anjo ou um super-homem conseguiria fazer isso. E os Oficiais Superiores estudaram tanto, afinal, para quê? Para concorrer a prebendas, assumir cargos, em empresas públicas ou em órgãos-chave de quaisquer Ministérios, tal como é o DNIT, que civis não estivessem à altura de assumir, e para agradecer à Presidência a oportunidade de arriscar-se a se queimar ou a mais queimar a Corporação e mesmo a Instituição, uma vez que, nesses cargos, deverão submeter-se aos interesses e aos caprichos governamentais? Ou para oferecer seus serviços à empresa privada?

A população nacional tem muito o que exigir de um Oficial militar, sempre teve, e pode e deve exigir – afinal é ela quem paga por seu preparo profissional – mas não pode exigir o que hoje lhe vem sendo exigido: que se submeta aos "políticos". Exige-o porque é ignorante, porque crê no que lhe dizem os "líderes" de curta e torta ambição. E enquanto a discussão de qual o melhor ou o pior nome civil para o Ministério da Defesa continuar a ser levantada a cada queda de um Ministro que se impõe sobre os militares, com toda a descontinuidade de planos, projetos e prazos que a sua substituição acarreta, visto que nenhum desses Ministros é oriundo do Corpo diretamente neles interessado, ela apenas visa a sufocar, a matar asfixiada e a soterrar uma outra discussão que, essa, sim, é fundamental – a que deveria estar rolando acaloradamente a respeito da capacitação específica para a pasta.

Por outro lado, enquanto a discussão sobre essa capacitação específica para o cargo de responsável pela Defesa e Segurança do Estado não se fizer, enquanto os Oficiais militares não exigirem que "seu" Ministério se volte apenas às Armas e ao que as Armas devem e podem fazer, que é cuidar realmente da Defesa do Estado e de sua Segurança (mas alguém mais lá ainda sabe que vem a ser isso?), sem se preocupar com alegorias, sambas-enredos ou com demonstrar jogo de cintura aos turistas, enquanto permitirmos, todos nós, que esse Ministério seja apenas mais um entre as dezenas e dezenas de Ministérios civis criados de acordo com o movimento das marés e sirva apenas para que quem for indicado Ministro adicione títulos indevidos ao seu currículo pessoal e intransferível, para absorver burocratas de outros Ministérios, que estejam sem função e sejam colocados à disposição, ou para que estudantezinhos deslumbrados e desinformados usem suas bolsas de estudo e componham suas tesezinhas de Mestrado ou Doutorado conforme as "novas regras do novo mundo globalizado" determinam, ninguém respeitará o Dia do Soldado. Simplesmente porque, embora no mundo inteiro os Soldados estejam fazendo o que Soldados devem fazer, contando com o respeito e o apoio da população consciente de quem é, em nosso País não se vêem mais Soldados a respeitar, e os que se fantasiam de Soldados e se colocam à porta das Catedrais da Esplanada dos Ministérios em Brasília mendigando alguma atenção continuarão sendo vistos por todos, aqui e no mundo inteiro, inclusive por eles próprios, como, literalmente, um zero à esquerda.

E o Brasil continuará marchando unido, em acelerado, para trás. Mesmo que ninguém perceba.


Vania Leal Cintra é socióloga, Bacharelada e Licenciada Plena pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCCAMP, especializada em Docência no Ensino Superior pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCCAMP, possui Mestrado em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo – USP e Doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP. Vania também é editora do site "MINHA TRINCHEIRA". E-mail: minhatrincheira@uol.com.br





Publicado no site "MINHA TRINCHEIRA".
Sábado, 06 de agosto de 2011.





MERGULHADOS NO VÍCIO – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira












Tuesday, June 15, 2010

LARGA DO MEU PÉ, "MOTHERFUCKER ANKLE-BITER"!


Video Bonus Post


Aproveitando o "ensejo": Uma pequena "homenagem" à Saramago.




































A dança de Lula com os déspotas
por Mary O'Grady

"O presidente do Brasil está preservando a lamentável imagem do seu país como a de um país ressentido, um "cãozinho pentelho" (ankle-biter) do Terceiro Mundo.

É muito provável que não leve muito tempo para todos nós sermos expulsos do Jardim do Éden que o Brasil vem sonhando depois que se tornou um país sério e um "global player" no cenário mundial. Agora, justo quando parecia que o eterno sonho brasileiro estava prestes a se tornar realidade, o presidente Lula consegue transformar uma vitória em uma derrota.

O Brasil pode estar ganhando algum respeito na frente econômica e monetária, mas quando se trata de liderança geopolítica, o Sr. da Silva está fazendo um trabalho extraordinário para preservar a imagem de um país ressentido, um "cãozinho pentelho" (ankle-biter) do Terceiro Mundo.

O mais recente exemplo de como o Brasil ainda não está preparado para o horário nobre dos círculos internacionais aconteceu na semana passada, quando o país votou contra sanções ao Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A Turquia foi o parceiro solitário do Brasil neste episódio constrangedor. Mas a Turquia, pelo menos pode culpar a complexidade de suas raízes muçulmanas. Lula está jogando a reputação do Brasil na lama para sua própria satisfação política.

O Brasil defendeu seu voto nas Nações Unidas, fundamentado no motivo que as sanções "muito provavelmente levarão ao sofrimento o povo do Irã e jogará nas mãos daqueles que, de ambos os lados, não querem que o diálogo prevaleça". Desenrole essa afirmação e não há nenhum conteúdo. As sanções são dirigidas, não contra os civis, mas às ambições iranianas de proliferação nuclear e de mísseis. Quanto ao "diálogo", deveria ser óbvio, que agora, o que o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad precisa é de um pouco menos de conversa-fiada.

Embora o Brasil tenha considerado que o seu voto foi uma posição de princípios em defesa do que seria considerado justo, sem dúvida mudou rapidamente. Depois de lançar suspeitas sobre as sanções, rapidamente anunciou que iria honrá-las. Isso sugere que ainda pode estar avaliando o diminuto retorno causado pela sua lunática política externa.

O Partido dos Trabalhadores de Lula é da esquerda inflexível, mas ninguém deve confundi-lo com um comitista bolchevique. Ele é apenas um político esperto que veio das ruas (do povão) e ama o poder e as limusines ("pobre gosta de luxo" – Joãozinho Trinta). Como primeiro presidente do Brasil pelo Partido dos Trabalhadores, ele teve que equilibrar-se entre as coisas úteis que aprendeu sobre mercados e restrições monetárias, em oposição à ideologia de sua base partidária.

Foto: O presidente do Brasil Lula da Silva, com o cruel iraniano Mahmud Ahmadinejad (Teerã 16 de maio).
































Sua resposta a este dilema tem sido a de utilizar o seu Ministério das Relações Exteriores — onde a burocracia do serviço de assuntos estrangeiros é geneticamente propensa à esquerda e é chefiada pelo notoriamente antiamericano, o intelectual e anticapitalista Celso Amorim — que desse modo pode desenvolver suas credenciais esquerdistas. Com sua amizade com os "não alinhados" fazendo um papel de escudo, ele tem sido capaz de manter os ideólogos coletivistas de fora da economia.

Mas a reputação do Brasil como um líder entre as economias emergentes têm sofrido grandemente. Para satisfazer a esquerda, foi necessário que Lula defendesse e glorificasse os seus (da esquerda) heróis, que são alguns dos mais notórios violadores dos direitos humanos do planeta.

Uma revisão de seus dois mandatos na presidência revelam uma tendência para defender déspotas e denegrir democratas. O repressivo governo iraniano é apenas o exemplo mais recente. Há também o apoio incondicional de Lula para a ditadura de Cuba e da Venezuela de Hugo Chávez. Em fevereiro, Cuba permitiu que o dissidente político Orlando Zapata morresse de fome, na mesma semana em que Lula chegou à ilha-colônia de escravos para comemorar com os irmãos Castro. Quando perguntado pela imprensa sobre Zapata, Lula desqualificou a sua morte, como mais uma das muitas greves de fome na história que são ignoradas pelo mundo. Ele obviamente nunca ouviu falar do militante irlandês Bobby Sands.

Lula também sustentou o Sr. Chávez quando ele tem destruiu as instituições democráticas em seu país e colaborou com o tráfico de drogas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Um Brasil maduro teria usado sua influência para liderar uma resistência contra o terrorismo patrocinado pelo Estado. Mas, sob a analise de custo-benefício da política de Lula, vítimas da violência das FARC não contam.

Os hondurenhos também não se saíram nada bem durante a jornada de Lula no poder. O Brasil consumiu uma boa parte do ano passado, tentando forçar o país a restabelecer o presidente deposto Manuel Zelaya, apesar de ele ter sido removido do governo por civis, por ter violado a Constituição. As ações do Brasil, inclusive acolhendo o Sr. Zelaya na embaixada do Brasil por meses, criou imensas dificuldades econômicas para os hondurenhos.

Na semana passada, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, solicitou o retorno de Honduras à Organização dos Estados Americanos (OEA), observando que o país realizou uma eleição e voltou à normalidade. O Brasil se opôs. "O retorno Honduras à OEA deve estar ligado a meios específicos para garantir a redemocratização e o restabelecimento de direitos fundamentais", disse o atual Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Antonio de Aguiar Patriota. Uma reparação ao Brasil: Não quiseram dizer Cuba?

O Brasil vai realizar eleições presidenciais em outubro e, apesar da popularidade com que Lula vai deixar o cargo, não há garantias que a candidata do Partido dos Trabalhadores venha a ser eleita. Então, ele agora está alimentando a sua base partidária com carne crua (sanguinariamente), agarrando-se às mãos do Sr. Ahmadinejad e votando contra o Tio Sam.

Será que vai funcionar? Muita coisa vai depender se aqueles brasileiros que o vêem como quem desperdiçou as chances de uma nação emergente, ser mais numerosa do que aqueles que apóiam a sua dança com os déspotas. Como advertiu o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, a política de Lula tem levado o Brasil "de lado a lado", mas não está muito claro se os brasileiros estão de acordo com tudo isso.
Tradução: Bootlead

Mary Anastasia O'Grady é membro do conselho editorial do The Wall Street Journal e escreve colunas e editoriais sobre a América Latina, comércio e economia internacional. Ela também é editora de "As Américas", uma coluna semanal que é exibida toda segunda-feira e trata de política, economia e negócios na América Latina e Canadá. Mary O'Grady ligou-se ao jornal em agosto de 1995 e tornou-se uma redatora sênior da editoria em dezembro de 1999. Em 2009, Mary O'Grady recebeu o "Prêmio Thomas Jefferson" da Associação de Empresas Privadas de Educação, em 2005, Mary ganhou o "Prêmio Bastiat de Jornalismo" concedido pela International Policy Network por seus artigos sobre o Banco Mundial, a economia subterrânea no Brasil e sobre os maus conselhos económicos que os E.U.A. muitas vezes propõe aos países da América Latina, em 1997 foi a vencedora do "Prêmio Inter American Press Association's Daily Gleaner" por seus editoriais e em 1999 recebeu uma menção honrosa do "Prêmio Excelência em Jornalismo" na categoria "Opinião" da Sociedade Interamericana de Opinião (SIP-IAPA). Mary O'Grady, nasceu em Bryn Mawr-PA, é bacharela em Inglês pelo Assumption College e possui MBA em gestão financeira pela Pace University. E-mail: O'Grady@wsj.com







Publicado no "The Wall Street Journal" – (Opinião: As Américas).
Segunda-feira, 14 de junho de 2010.







WSJ.com Network – Jornal Opinião: O Brasil é antiamericano?

Mary O'Grady conversa com o apresentador Dan Henninger sobre o crescimento dos laços de Lula com o Irã e o que isso pode significar para as relações do Brasil com os Estados Unidos. Edição de 11 de junho de 2010.
(em inglês)






ENFIM JUNTOS… NO INFERNO! DE ONDE NUNCA DEVERIAM TER SAÍDO.


















































O judeu de Bethesda – Claudio de Moura Castro






Sunday, December 16, 2007

O esfacelamento do Itamaraty em "marcha batida".

Foto: José Maria da Silva Paranhos o "Barão do Rio Branco"
(Patrono da Diplomacia Brasileira).











































Carta aberta ao chanceler Celso Amorim

Como um grande número de colegas, acompanho com desaprovação, mas em silêncio, a maneira como você e Samuel vêm conduzindo o Itamaraty.

Hierarquizados como somos, ainda acreditamos no velho bordão de que quem fala pela Casa é o seu chefe. Assim, ao nos darmos conta, logo no início do governo Lula, de quem iria dirigir a Casa nos próximos anos, muitos, como eu, preferimos aposentar-nos a seguir na ativa sob uma direção de que fatalmente discordaríamos. A propósito, nunca, em momento algum do Itamaraty, houve tantos embaixadores aposentados voluntária e precocemente.

Certo, você já havia dirigido a Casa em outra ocasião, mas as circunstâncias eram totalmente diferentes, pois não só sua chefia era mais aparência que realidade (o que muitos dizem ser novamente o caso), mas, sobretudo o presidente era outro.

Não é o caso de concordar ou não com o governo. Afinal, todos servimos ao país no tempo dos governos militares, com os quais a grande maioria de nós não concordava. Mas servíamos ao Estado, nosso legítimo patrão, e não a partidos.

Com o governo do PT e conhecendo a sua "flexibilidade", mais o viés ideológico do Samuel, vários, como eu, previmos o que estaria por acontecer e, com o espírito de disciplina da carreira, preferimos dela nos afastar, por estimarmos que viríamos a discordar frontalmente da maneira pela qual a Casa seria conduzida. Assim, eu, por exemplo, pedi minha aposentadoria mais de cinco anos antes da data compulsória.

Evidentemente não foi uma decisão fácil. Você sabe tão bem quanto eu o quanto significa para nós essa carreira, como nos dedicamos integralmente a ela. Mas absolutamente não me arrependo de havê-la deixado tão cedo, pois com meu temperamento seria muito difícil engolir calado a série de estrepolias administrativas que vêm sendo praticadas. E que já se iniciavam com a falta de legitimidade do secretário-geral, que não preenchia os requisitos legais para ocupar o cargo (lembro que para que o pudesse ocupar foi necessária a anulação, por meio de um artigo espúrio de medida provisória que nada tinha a ver com o Itamaraty, da exigência de haver exercido chefia de missão diplomática).

Enfim, não vou entrar em pormenores dos vários atos que estupraram as tradições da Casa, pois você certamente os conhece muito melhor do que eu.

Quero ater-me a um episódio recentíssimo, o do falecimento do ex secretário-geral e chanceler, e sobretudo grande embaixador, Mario Gibson Barboza. Sobre o qual você só veio a manifestar-se na undécima hora, ao aderir, na véspera, à homenagem que vários amigos, eu dentre eles, lhe prestamos com uma missa na Candelária. E que, pelas melhores tradições da Casa, deveria ter sido iniciativa sua.

Caso houvesse da sua parte ou da do Samuel alguma restrição pelo fato de Gibson ter sido o ministro de Estado de um duríssimo governo militar, lembro a vocês que a personalidade e a autoridade moral do falecido embaixador foram diretamente responsáveis pela manutenção da dignidade do Itamaraty naquele terrível período. Devemos a Gibson, como a alguns dos outros colegas que bem dirigiram a Casa após 1964, o fato de o Itamaraty haver sido preservado tanto quanto possível da violência do regime.

Creio que você - que sempre considerei dos mais inteligentes dentre os colegas - acabou tendo o bom senso de dar um freio na iconoclastia infantil que fazia com que o Itamaraty fingisse desconhecer o desaparecimento de um dos seus melhores nomes, e viesse, finalmente, a evitar uma grosseria inexplicável e a juntar-se ao preito que lhe rendíamos os colegas.

Pois, alentado por essa demonstração de juízo, tomo a liberdade de sugerir que use essa inteligência para analisar com equilíbrio os rumos que sua gestão está dando à Casa. Para ver que o PT passará (e breve, espero), assim como passou o regime militar, mas que o Itamaraty deve permanecer. Os José Dirceus, os Marco Aurélio Garcias e outros sicários da vida são, felizmente, transitórios. O Itamaraty era, pensávamos, permanente, com suas tradições, suas invejáveis e invejadas normas administrativas.

Que você, como parece ter feito no caso do embaixador Gibson, use de sua inteligência para deter o processo de aviltamento das tradições da carreira.

O achincalhamento a que a atual gestão submeteu a organização e os bons costumes do Ministério vai demorar décadas para ser remediado. Mas, se você utilizar sua inteligência para deter de imediato o processo e começar, na medida do possível (sei que no quadro atual não deve ser tarefa fácil) a revertê-lo, talvez dentro de uns 10 a 20 anos possamos pelo menos voltar a donde estávamos no final de 2002. E daí evoluir.

Atenciosamente (embora seja norma da Casa, não dá para usar "respeitosamente" com o ministro de Estado que está, até o momento, presidindo ao seu desmoronamento ético e profissional),

Embaixador Marcio de Oliveira Dias.


Publicado no "Jornal do Brasil".
Domingo, 16 de dezembro de 2007.



Carta aberta a um "ministrinho" - Embaixador Marcio de Oliveira Dias
 
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