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Tuesday, September 21, 2010

IMPRENSA: COMEÇANDO A CAIR A FICHA? TARDE, MUITO TARDE...

LEIA TAMBÉM: "Lula é um fenômeno religioso" por Arnaldo Jabor





































Lula e a visão autoritária da imprensa
editorial do jornal "O Globo"

É nos improvisos que o presidente Lula se deixa levar, fala o que não seria conveniente do ponto de vista político, mas transmite o que lhe vai no fundo da alma. Inebriado por índices recordes de popularidade, nunca antes alcançados neste país, Lula tem radicalizado na autoindulgência, como se o apoio popular o colocasse acima de leis e limites institucionais.

São exemplos desse desvio as sucessivas vezes em que o presidente age como chefe de partido, numa deplorável mistura de papéis, porém bem ao estilo de um governo que, na ocupação da máquina burocrática, exercita ao extremo a confusão entre interesses privados e a esfera pública.

É nessa zona cinzenta que a grande família de Erenice Guerra se aboletou, e corporações sindicais sentam praça nos cofres do Tesouro, ao lado de movimentos ditos sociais que atuam em estado de semiclandestinidade, em parte financiados pelo contribuinte.

À medida que se envolvia no projeto de eleger a sua desconhecida ministra Dilma Rousseff, enquanto mantinha e até elevava a popularidade, o presidente foi jogando às favas o equilíbrio. Principal atração dos comícios de sua candidata, Lula radicaliza na insensatez. Pode-se dar desconto pelo inevitável aumento de temperatura característico das campanhas eleitorais, mas não é possível ser condescendente quando se invade de maneira desvairada o campo vital das liberdades democráticas.

Até porque o ataque feito por Lula à imprensa, num comício em Campinas, sábado, não é um acidente de rota, um fato isolado no seu governo de quase oito anos; tampouco no seu partido, onde se destilam propostas formais para a democratização da mídia, o controle social dos meios de comunicação, eufemismos para designar a destruição da independência da imprensa profissional, assim como fazem os governos de Cristina Kirchner e Hugo Chávez, aliados preferenciais da diplomacia companheira no continente.

No sábado, Lula, como se tomado pelo espírito do Rei Sol, um Luis XIV tropicalizado, bradou: Nós somos a opinião pública. Em meio a ataques a alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem um partido político (...), Lula, na verdade, externou toda a dificuldade que ele, auxiliares diretos e líderes petistas têm de entender o papel da imprensa numa sociedade aberta. Há tempos emana do Planalto a visão de que o governo Lula acabou com os formadores de opinião, e agora se sabe que eles foram substituídos, segundo este contorcionismo intelectual, pelo presidente e seu grupo no poder. Numa reedição de um pai dos pobres de figurino getulista, o presidente teria hipnotizado as massas, alimentadas por um assistencialismo bilionário, e por isso elas só reproduzirão a opinião do seu redentor.

Mais do que uma tosca engenharia de raciocínio, porém, esta percepção lulista da imprensa deriva de um entendimento autoritário da função dos meios de comunicação: segundo a vulgata ideológica dos intelectuais orgânicos do lulopetismo, a imprensa é um instrumento de manipulação da sociedade.

E, sendo assim, precisa estar subordinada ao partido e ao Estado, os quais, no imaginário desses militantes, se confundem. É inconcebível para esses que a imprensa profissional que precisa ser rentável para se manter independente, e o mais distante possível de verbas administradas pelos poderosos do momento cumpra uma função pública, e disto têm consciência profissionais e acionistas das empresas de comunicação.

A visão maniqueísta lulopetista da imprensa leva a que se procure intrincadas conspirações por trás de reportagens de denúncia, um truque que também serve para jogar uma cortina de fumaça à frente de desvios éticos cometidos pela companheirada. Foi assim que o mensalão se tornou produto de uma imprensa golpista, bem como a ação dos aloprados.

Denunciado por um aliado desgostoso, Roberto Jefferson, do PTB, o esquema de coleta e lavagem de dinheiro sujo para alimentar uma bancada parlamentar governista gerou um processo que tramita no Supremo Tribunal Federal, depois de aceita denúncia da Procuradoria Geral da República contra essa organização criminosa. No escândalo da tentativa de compra de um dossiê falso contra o tucano José Serra, na campanha de 2006 para o governo de São Paulo, petistas proeminentes os aloprados, nas palavras do próprio Lula foram apanhados em flagrante delito.

Nada, porém abala o discurso petista contra manobras golpistas da imprensa independente.

Mas não houve qualquer crítica quando, no primeiro governo FH, reportagem do GLOBO derrubou o então presidente dos Correios, Henrique Hargreaves, ao revelar que ele tinha um contrato com o Sebrae, do qual recebia sem trabalhar.

Não se ouviu, também, qualquer reclamação petista quando a Folha de S.Paulo relatou histórias de compra de votos de deputados federais a favor da emenda constitucional que permitiria a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Ou na revelação feita pelo GLOBO de que o esquema do mensalão, antes de José Dirceu, Delúbio e Genoino, fora acionado pelo PSDB mineiro no financiamento da campanha frustrada de reeleição do governador Eduardo Azeredo, delito também a ser julgado no STF. E nenhuma admoestação à imprensa partiu do PT na divulgação de cenas pornográficas de corrupção patrocinadas pelo DEM de Brasília.

Imprensa boa é imprensa chapa-branca, deduz-se.

Outra prova cabal de como o PT se equivoca sobre o jornalismo profissional foi dada por José Dirceu, cassado no escândalo do mensalão e considerado pelo Ministério Público o chefe da tal organização criminosa.

Considerado líder importante no partido, até visto como herói por ter se imolado pela causa petista, Dirceu demonstra continuar com bom trânsito em Brasília, e continua a pontificar.

Na semana passada, ao doutrinar sindicalistas petroleiros na Bahia, o ex-ministro da Casa Civil de Lula comemorou o fato de uma provável vitória da companheira de armas Dilma Rousseff facilitar a execução do projeto político do PT, difícil de ser aplicado com Lula, pois o presidente em contagem regressiva para voltar a São Bernardo é algumas vezes maior que o partido, explicou. Do projeto, consta o de sempre: democratização dos meios de comunicação etc.

Além de considerar que a imprensa brasileira abusa do direito de informar uma pérola do pensamento da esquerda autoritária, Dirceu reclamou de uma suposta tentativa das redações de interferir na formação do futuro governo Dilma, algo digno de ficção.

Ora, isto não é função da imprensa.

A não ser que se entendam os meios de comunicação pela ótica do PT: não passam de instrumentos de manipulação política e social.

É gigantesca também a dificuldade de Lula e companheiros entenderem que veículos de comunicação podem não defender partidos e candidatos, mas princípios, e, em função deles, criticar ou elogiar partidos e candidatos.

Trata-se de outro equívoco tentar comparar a postura da imprensa brasileira diante de governos, candidatos e legendas com a de países onde práticas democráticas são seguidas há séculos e existem partidos enraizados na sociedade por gerações.

Deturpar a realidade em razão de cacoetes ideológicos não chega a preocupar.

Costuma acontecer na política e mesmo no mundo acadêmico. O perigo está quando se chega ao poder com este tipo de percepção.


Publicado no jornal "O Globo" (Editorial Opinião).
Terça-feira, 21 de setembro de 2010.





Este governo transforma fatos em ficção (e vice-versa)

Foto: © CAMALEÃO - Óleo sobre tela, caricatura de "Arnaldo Jabor".









































Lula é um fenômeno religioso
por Arnaldo Jabor

Lula não é um político - é um fenômeno religioso. De fé. Como as igrejas que caem, matam os fiéis e os que sobram continuam acreditando. Com um povo de analfabetos manipuláveis, Lula está criando uma igreja para o PT dirigir, emparedando instituições democráticas e poderes moderadores.

Os fatos são desmontados, os escândalos, desidratados, para caber nos interesses políticos da igreja lulista e seus coroinhas. Lula nos roubou o assunto. Vejam os jornais; todos os assuntos são dele, tudo converge para a verdade oficial do poder. Lula muda os fatos em ficção. Só nos resta a humilhante esperança de que a democracia prevaleça.

Depois do derretimento do PSDB, o destino do país vai ser a maçaroca informe do PMDB agarrada aos soviéticos do PT, nossa direita contemporânea.

Os comentaristas ficam desorientados diante do nada que os petistas criaram com o apoio do povo analfabeto. Os conceitos críticos, como "razão, democracia, respeito à lei, ética", ficaram ridículos, insuficientes raciocínios diante do cinismo impune.

Como analisar com a razão essa insânia oficial? Como analisar o caso Erenice, por exemplo, com todas as provas na cara, com o Lula e seus áulicos dizendo que são mentiras inventadas pela mídia? Temos de criar novos instrumentos críticos para entender essa farsa. Novos termos. Estamos vendo o início de um "chavismo light", cordial, para que a "massa atrasada" seja comandada pela "massa adiantada" (Dilma et PT).

Os termos têm de ser mudados. Não há mais "propina"; agora o nome é "taxa de sucesso". A roubalheira se autonomeia "revolucionária" - assalto à coisa pública em nome do povo. O que se chamava "vítima" agora se chama "réu". Os escândalos agora são de governos inteiros roubando em cascata, como em Brasília, Rondônia e Amapá - são "girândolas de crimes". Os criminosos são culpados, mas sabem tramar a inocência. O "não" agora quer dizer "sim".

Antigamente, mentia se com bons álibis; hoje, as tramoias e as patranhas são deslavadas; não há mais respeito nem pela mentira. Está em andamento uma "revolução dentro da corrupção", invadindo o Estado em nossa cara, com o fito de nos acostumar ao horror. Gramsci foi transformado em chefe de quadrilha.

Nunca antes nossos vícios ficaram tão explícitos, nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo. Já sabemos que a corrupção no país não é um "desvio" da norma, não é um pecado ou crime; é a norma mesmo, entranhada nos códigos e nas almas.

Nosso único consolo: estamos aprendemos muito sobre a dura verdade nacional neste rio sem foz, onde as fezes se acumulam sem escoamento. Por exemplo: ganhamos mais cultura política com a visão da figura da Erenice, a burocrata felliniana, a "mãe coragem" com seus filhos lobistas, com o corpinho barbudo do Tuminha (lembram?), com o "make-over" da clone Dilma (que ama a ex-Erenice, seu braço- direito há 15 anos), com o silêncio eufórico dos Sarneys, do Renan, do Jucá... Que delícia, que doutorado sobre nós mesmos!

Ao menos estamos mais alertas sobre a técnica do desgoverno corrupto que faz pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, esgotos à flor da pele, tudo proclamado como plano de aceleração do crescimento popular.

Nossa crise endêmica está em cima da mesa de dissecação, aberta ao meio como uma galinha. Meu Deus, que prodigiosa fartura de novidades imundas, mas fecundas como um adubo sagrado, belas como nossas matas, cachoeiras e flores.

Os canalhas são mais didáticos que os honestos. Temos assistido a um show de verdades mentirosas no chorrilho de negaças, de cínicos sorrisos e lágrimas de crocodilo.

Como é educativo vermos as falsas ostentações de pureza para encobrir a impudicícia, as mãos grandes nas cumbucas e os sombrios desejos das almas de rapina. Que emocionante este sarapatel entre o público e o privado: os súbitos aumentos de patrimônio, filhinhos ladrões, ditadura dos suplentes, cheques podres, piscinas em forma de vaginas, despachos de galinhas mortas na encruzilhada, o uísque caindo mal no Piantela, as flatulências fétidas no Senado, as negaças diante da evidência de crime, os gemidos proclamando "honradez" e "patriotismo".

Talvez essa vergonha seja boa para nos despertar da letargia de 400 anos. Através deste escracho, pode ser que entendamos a beleza do que poderíamos ser!

Já se nos entranhou na cabeça, confusamente ainda, que, enquanto houver 20 mil cargos de confiança no país, haverá canalhas, enquanto houver estatais com caixa preta, haverá canalhas, enquanto houver subsídios a fundo perdido, haverá canalhas. Com esse Código Penal, nunca haverá progresso.

Já sabemos que mais de 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas, sem saneamento, com o Lula brilhando na TV, xingando a mídia e com todos os mensaleiros, sanguessugas e aloprados felizes em seus empregos e dentro do ex-partido dos trabalhadores.

E é espantoso que esse óbvio fenômeno político, caudilhista, subperonista, patrimonialista, aí, na cara da gente, seja ignorado por quase toda a "inteligentsia" do país, que antes vivia escrevendo manifestos abstratos e agora se cala diante desse perigo concreto que nos ronda. No Brasil, a palavra " esquerda" ainda é o ópio dos intelectuais.

A única oposição que teremos é a da imprensa livre, que será o inimigo principal dos soviéticos ascendentes.

O Brasil está evoluindo em marcha a ré! Só nos resta a praga: malditos sejais, ó mentirosos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas se transformem em cobras peçonhentas que se enrosquem em vossos pescoços e vos devorem a alma.

Os soviéticos que sobem já avisaram que revistas e jornais são o inimigo deles.

Por isso, "si vis pacem, para bellum", colegas jornalistas. Se quisermos a paz, preparemo-nos para a guerra.


Arnaldo Jabor, carioca nascido em 1940, é cineasta e jornalista, também já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e na Rádio CBN. O estilo irônico e mordaz com que comenta os fatos da atualidade brasileira foi decisivo para o seu grande sucesso junto ao público. Arnaldo Jabor também é colunista do jornal “O Estado de S. Paulo”, além de escrever regularmente para diversos outros jornais do Brasil.
E-mail: a.j.producao@uol.com.br


Publicado no jornal "O Estado de S.Paulo".
Terça-Feira, 21 de setembro de 2010.






9.11.01–9.11.10 You promised, you'd never forget. You promised. – Bootlead






Wednesday, June 24, 2009

Sir Ney, "sarney", se até o sobrenome da "famiglia" é falso...














































O GRÃO MESTRE DA CLOACA DA ESBÓRNIA
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Elevado à camada dos bem-aventurados, entes de gracioso estado de santidade e graça celestial pelo "bruxo do nordeste" (auto-intitulado o "maior estadista" que já transitou nestas plagas), o Exmo e desacreditado Senhor Presidente do Senado foi alçado aos píncaros dos deuses, e repousa, portanto, acima dos demais mortais. Faz companhia, entre outros, ao êmulo da honestidade e da retidão de caráter, o injustiçado ex-Deputado Federal Severino, considerado pelo nosso verboso monarca, um supimpa "cabra da peste". Não esqueçamos que o Severino foi eleito prefeito, graças ao valioso aval de sua integridade, endossada pelo imparcial pensador que dirige os destinos da Nação.

Diante do óbvio, ocorreu-nos que o recém inaugurado "Museu da Corrupção" está incompleto. Lastimosamente carece o singular acervo, das estátuas de seus venerandos heróis.

Por certo, faltará espaço naquele memorial para tantos homenageados. Podemos reclamar do esquecimento das figuras maiores da propina, do golpe, das licitações fajutas, dos desvios pecuniários, dos roubos escancarados, das tramóias e esbulhos, dos ilícitos praticados à larga e de roldão por astutos políticos do passado.

Realmente, daqueles, permanecem indícios de que eram contumazes ladravazes, entretanto, as provas se perderam na poeira dos tempos. Mas o que dizer dos exemplos de agora, dos ícones atuais? Onde estão o reconhecimento, as homenagens, os lauréis?

São tantos, dirão os Curadores do Museu. Mas, por que não imortalizar os atuais? Os que proliferaram com o fim da "dita branda"? Sim, são tantos. Como laureá–los sem cometer injustiças?

Na multidão que se acotovela para inscrever seu nome no "Livro de Ouro", diante do descortino de seus sombrios passos nos escaninhos do poder, um se sobressai – o imortal José Sarney.

Click no banner abaixo para fazer uma visita virtual ao MuCo – Museu da Corrupção.






Sarney poderia ser entronizado como "o equilibrista", tal sua longevidade junto aos poderosos e ao poder. É um camaleão profissional. Por tudo o que o magnífico Sarney e sua prole legaram de ensinamentos para as futuras gerações como exemplos de sucesso, apesar de nadarem de braçada no mar da pusilanimidade, na sombra e na água fresca, sua gloriosa trajetória política é digna de ser cantada em prosa e verso. E sua imagem, esculpida em bronze.

Como Presidente da Nação, de 1985 a 1990, destacou-se como o pai da maior inflação gestada neste País. Não bastasse, em janeiro de 1987, decretou a moratória. Diante tantos e retumbantes fracassos, só podia dar no que deu; Sarney conquistou com méritos o seu diploma de "Homem de Visão", justo reconhecimento da sociedade agradecida, diante da virtuosa figura. É um monumento, asseveram seus correligionários.

Ao propormos, que o insigne cidadão, que conseguiu manter na pobreza e na ignorância dois estados da federação, tenha sua majestosa estátua no hall de entrada do "Museu da Corrupção", cumprimos um dever de justiça.

Sabemos, pelo "nosso guia", que o probo Senador, não é qualquer vivente e "merece respeito". Assim, dia-a-ia, o desgoverno vai criando a cota dos "desonestos inimputáveis", selecionadissima máfia da esquerdalha, simpatizantes e aderentes de ocasião. Sarney, o "maribondo de fogo", um imortal da Academia Brasileira de Letras (pobre Brasil), é "hors concours".

O Sarney, cognominado de "o epítome da bandalha enrustida", encabeça, por suas decantadas qualidades, reconhecida desfaçatez e proverbial capacidade de negar qualquer envolvimento em "maracutaias" e flagrantes abusos e usufrutos de poder, diante de contundentes e explícitas comprovações, sem mexer um músculo da face, encabeça com méritos, aquele rol de afamados cidadãos.

E merece ser perenizado. Daí... E, por exultação incontida, em face do que nos aguarda, bradamos convictos e rútilos de admiração "que viva a república socialista–cotista", futuro objetivo do "estado policialesco", que está sendo implantado através da "enrolação e da boçalização do politicamente correto".


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" – (Regional Brasília).
Segunda-feira, 22 de junho de 2009.




O BÊBADO E O EQUILIBRISTA










































O presidente e a mãe de preso
por Augusto Nunes

Tão recorrente quanto tiroteio em faroeste é o diálogo entre o repórter da TV e a mulher que chora na calçada do presídio conflagrado por uma rebelião.

– A senhora tem parente lá dentro?

– Meu filho ─ informa a voz aflita. ─ Fez umas besteiras porque andou em má companhia, mas é um menino muito bom.

Vai-se conferir a folha corrida e as besteiras não foram pouca coisa. Homicídio, latrocínio, assalto a mão armada, estupro, tentativa de assassinato, por aí. A mãe não sabe de nada, ou finge que de nada sabe. O filho é um menino muito bom.

Tão recorrente quanto essa conversa em dia de rebelião é a arbitrária absolvição pelo presidente Lula de todos os delinquentes de estimação. Peculato, furto, roubo, lavagem de dinheiro, estelionato, formação de quadrilha, estupro do sigilo bancário, um e outro assassinato de prefeito ─ seja qual for o crime cometido, os autores continuam inocentes. São bons companheiros. São meninos bons. Culpada é a imprensa, que sofre de denuncismo epidêmico e enxerga pecado onde só existe virtude.

José Dirceu, Antonio Palocci, Matilde Ribeiro, Benedita da Silva, Severino Cavalcanti, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Fernando Collor, Romero Jucá, todos os mensaleiros, todos os sanguessugas, todos os aloprados, agora José Sarney ─ a lista é tão extensa quanto o prontuário da turma. Lula faz de conta que não sabe de nada.

A diferença entre o presidente e a mulher do presídio é que ela tenta socorrer um criminoso que está no xadrez porque é uma pessoa comum, ele só socorre criminosos que continuam em liberdade porque são pessoas incomuns. O destino transformou-a numa genuína mãe de bandido preso. A esperteza fez Lula virar mãe de bandido solto.


Augusto Nunes da Silva é jornalista, nascido em Taquaritinga, interior de S. Paulo, foi redator-chefe da revista Veja, diretor de redação das revistas Época e Forbes, dos jornais O Estado de S. Paulo, Gazeta Mercantil e Zero Hora, além de diretor-executivo do Jornal do Brasil. Foi também apresentador do programa Roda Vida da TV Cultura e do programa "Verso & Reverso" da TVJB. Augusto Nunes escreveu diversos livros, entre os quais: "Minha Razão de Viver - Memórias de um Repórter" (livro de memórias de Samuel Wainer), "Tancredo" (biografia de Tancredo Neves), "O Reformador: um Perfil do Deputado Luís Eduardo Magalhães" e "A Esperança Estilhaçada", sobre a atual crise política, entre outros. É um dos personagens do livro "Eles Mudaram a Imprensa", da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que selecionou os seis jornalistas mais inovadores dos últimos 30 anos, além de ter ganho por quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Atualmente, Nunes escreve uma coluna na edição eletrônica da Revista VEJA.




Publicado na seção Direto ao Ponto da "Coluna do Augusto Nunes".
Terça-feira, 23 de junho de 2009.



O "ALTER EGO" DO POVO BRASILEIRO – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira





Wednesday, March 04, 2009

PMDB: Pomos a Mão no Dinheiro do Brasil!






































"Consciência social de brasileiro é medo da polícia"
por Arnaldo Jabor

Nelson Rodrigues previu a onda atual de neocanalhas

Uma das obsessões de Nelson Rodrigues era o canalha. Ele dizia: "Ninguém sai na rua e bate no peito berrando: "Eu sou um canalha"". O maior dos pulhas se achava um santo de vitral. Mas isso mudou muito.

Hoje, o canalha se orgulha de sê-lo. Veste-se de canalha, bigode e gravata de canalha, cabelo pintado, carantonhas ferozes. Antes, o canalha se ocultava pelos cantos, escondido da própria sombra. Hoje, os sem-vergonhas ostentam orgulho pelo que chamam de "realismo político" ou necessidade de alianças. Roubar são ossos do ofício. A pornopolítica tomou conta de tudo, e Nelson é que tem fama de pornográfico - logo quem... um moralista que corava diante de um palavrão. Mas, hoje, Nelson, revisto como estilo e como visão de mundo, traz uma lição política.

Filho do jornalismo policial com o fundo talento de Dostoievski caboclo, Nelson mostrava como um escritor deveria se posicionar diante do texto neste país. Uma vez ele me disse ao telefone que o "problema da literatura nacional era que nenhum escritor sabia bater escanteio". Ensolarada imagem esportiva para definir muito literato folgado.

Formado nas delegacias sórdidas, vendo cadáveres de negros plásticos e ornamentais, metido no cotidiano marrom do jornal do pai, Nelson flagrou verdades imortais que estavam ali, no meio da rua, na nossa cara, e que ninguém via.

Uma vez ele me disse: "Se Deus perguntar para mim se eu fiz alguma coisa que preste na vida para entrar no céu, eu responderei a Deus: "Sim, Senhor, eu inventei o óbvio!""

Sua literatura nos ensina o óbvio e isso é profundo numa literatura eivada de ambiciosos engajamentos "corretos" ou cheia de intenções formais desesperançadas que transformam o cinismo debochado numa visão de mundo.

Como criar (querem uns), sem denunciar o "mal latino", a miséria, como o chatola García Márquez, ou como criar (querem outros) sem babar o ovo de Joyce, Kafka ou Beckett?

Ele foi o primeiro a sacar o futuro dos marxistas de galinheiro do passado que hoje lutam por boquinhas e roubam no mensalão.

Até hoje, muita gente não entendeu que sua grandeza está justamente na sincronia com os detritos do cotidiano. A faxina que Nelson fez na prosa é semelhante à que João Cabral fez na poesia. Nelson baniu as metáforas a pontapés "como ratazanas grávidas" e criou o que podemos chamar de antimetáforas feitas de banalidades condensadas. Suas comparações sempre nos remetem a um "mais concreto" que denota comicamente a impotência da literatura. Shakespeare tinha isso, Cervantes também. Suas frases famosas nunca aspiravam ao sublime. Exemplos: "O torcedor rubro-negro sangra como um César apunhalado", "A mulher dava gargalhadas de bruxa de disco infantil", "Seu ódio era tanto que ele dava arrancos de cachorro atropelado", "Seu peito se encheu de um ar heroico como anúncio de fortificante", "A bola seguia Didi com a fidelidade de uma cadelinha ao seu dono", "O juiz correu como um cavalinho de carrossel", "A virtude é bonita, mas exala um tédio homicida. Não acredito em honestidade sem acidez, sem dieta e sem úlcera", "O sujeito vive roendo a própria solidão como uma rapadura".

Às vezes, ele dá lições de arte e literatura: "Enquanto o Fluminense foi perfeito, não fez gol nenhum. E vem a grande verdade: a obra-prima no futebol e na arte tem de ser imperfeita. A partir do momento em que o Fluminense deixou de ser tão elitista, tão Flaubert, os gols começaram a jorrar aos borbotões".

Gilberto Freyre sacou sua "superficialidade profunda", assim como André Maurois entendeu que a genialidade de Proust era "a épica das irrelevâncias...". E isso é muito saudável, num país onde ninguém escreve um bilhete sem buscar a eternidade.

Em meio a esta crise, dominados pela mídia, sem projeto político claro, "somos uns Narcisos às avessas que cuspimos na própria imagem", "vivemos amarrados no pé da mesa bebendo água numa cuia de queijo Palmira", "hoje o brasileiro é inibido até para chupar um Chicabon". E uma das razões para estarmos "mergulhados em negra e cava depressão" é a visão épica, generalista, ideológica ou ambiciosa demais nos projetos e programas e utopias para o Brasil. Se bem que ele mesmo dizia: "Sou de um patriotismo inatual e agressivo, digno de um granadeiro bigodudo".

A lição política de Nelson é de que talvez as coisas sejam muito mais simples. Não adianta nem nos "atolarmos em brutais euforias" nem vivermos com "complexo de vira-latas", atravessando a "aridez de três desertos".

O Brasil não se salvará com planos messiânicos ou ideias gerais de "epopeias de Cecil B. de Mille", sejam elas epopeias operárias ou epopeias neoliberais. O "óbvio ululante" é limpar a casa e cuidar do detalhe, do enxugamento do Estado, "chupando a carótida dos chefes das estatais como tangerinas" quando se mostrarem obviamente ladrões ou favorecendo correligionários, como vemos todo dia.

Salvar o Brasil é óbvio, tão simples e puro como a prosa do NR - é só pensar no presente e não sonhar com um futuro impossível. O PMDB, por exemplo, é um partido que extirpou o canalha e instituiu o pragmatismo dos delitos permitidos, de modo a nos anestesiar com a impossibilidade de solução ou de punições. A extraordinária entrevista de Jarbas Vasconcelos, fundamental para o país, teve até o sabor de algo arcaico, nostálgico dos parlamentos do Império. Seus colegas velhacos até riram da "inatualidade" de seu gesto - que coisa "antiga", denunciar ladrões...

O brasileiro precisa se convencer de que não é um vira-lata e protestar, como fez agora com sucesso na tentativa de assalto à mão armada do PMDB ao fundo Real Grandeza de Furnas.

Não conseguiram. Porque, como Nelson dizia: "Consciência social de brasileiro é medo da polícia." E, agora sabemos, da opinião pública também.


Arnaldo Jabor, carioca nascido em 1940, é cineasta e jornalista, também já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e na Rádio CBN. O estilo irônico e mordaz com que comenta os fatos da atualidade brasileira foi decisivo para o seu grande sucesso junto ao público. Arnaldo Jabor também é colunista do jornal “O Estado de S. Paulo”, além de escrever regularmente para diversos outros jornais do Brasil.



Publicado no jornal "O Globo".
Terça-feira, 03 de março de 2009.



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O caso Morel – Ipojuca Pontes"





Wednesday, February 18, 2009

CLUBE DOS 16%: COM MUITO ORGULHO!











































O Brasil virou um grande PMDB
por Arnaldo Jabor

Estamos anestesiados diante da vida política do país.

A entrevista de Jarbas Vasconcelos na revista "Veja" desta semana é uma rara ilha de verdade neste mar de mentiras em que naufragamos. Precisávamos dessas palavras indignadas que denunciam a rede de mediocridade política e de desagregação de poderes que assola o país, do Congresso ao Executivo.

De dentro de casa, Jarbas berrou: "O PMDB é corrupto!". E mostrou como esse partido nos manipula, sob o guarda-chuva do marketing populista de Lula.

O que Jarbas Vasconcelos atacou já era voz corrente entre jornalistas, inclusive o pobre diabo que vos fala.

Mas sua explosão é legítima e incontestável, vinda de um dos fundadores do MDB, depois transformado nesta anomalia comandada pelo Sarney, que é o líder sereno e hábil da manutenção do atraso em nossas vidas. Duvidam? Vão a São Luís para entender o que fez esse homem com seu jaquetão impecável há 40 anos no poder daquele estado. Jarbas aponta: "A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador Sarney, (...) que vai transformar o país em um grande Maranhão".

Mais que um partido, o PMDB atual é o sintoma alarmante de nossa doença secular. Era preciso que um homem de estatura política abrisse a boca finalmente, neste país com a oposição acovardada diante do ibope de Lula.

Estamos aceitando a paralisia mental que se instalou no país, sob a demagogia oportunista deste governo. O gesto de Jarbas é importante justamente por ser intempestivo, romanticamente bruto, direto, sem interesses e vaselinas.

É mais que uma entrevista - é um manifesto do "eu-sozinho", um ato histórico (se é que ainda sobra algo "histórico" na política morna de hoje). E não se trata de um artigo de denúncia "moral" ou de clamor por "pureza": é um retrato de como alianças espúrias e a corrupção "revolucionária" deformaram a própria cara da política brasileira. Com suas alianças e negaças, o governo do PT desmoralizou o escândalo!

Lula revalidou os velhos vícios do país, abrindo as portas para corruptos e clientelistas, em nome de uma "governabilidade" que nada governa, impedido pela conveniência e pelos interesses de seus "aliados". É como ser apoiado por uma máfia para combater o mal das máfias.

Jarbas não tem medo de ser chamado de reacionário pelo povão ou pelos intelectuais que ainda vivem com o conceito de "esquerda" entranhado em seus cérebros, como um tumor inoperável.

Essa palavra "esquerda" ainda é o ópio dos intelectuais e "santifica"qualquer discurso oportunista. Na mitologia brasileira, Lula continua o símbolo do "povo" que chegou ao poder. A origem quase "cristã" desse mito de "operário salvador", de um Getúlio do ABC, dá-lhe uma aura intocável. Poucos têm coragem de desmentir esse dogma, como a virgindade de Nossa Senhora.

A última vez que vimos verdades nuas foi quando Roberto Jefferson, legitimado por sua carteirinha de espertalhão, botou os bolchevistas malucos para correr.

Depois disso, chegou o lulo-sindicalismo, ou o peleguismo desconstrutivo, que empregou mais de cem mil e aumentou os gastos federais de custeio em 128 por cento.

O lulismo esvazia nossa indignação, nossa vontade de crítica, de oposição. Para ser contra o que, se ele é "a favor" de tudo, dependendo de com quem está falando - banqueiros ou desvalidos? Ele põe qualquer chapéu - é ecumênico, todas as religiões podem adorá-lo.

Ele ostenta uma arrogância "simpática" e carismática que nos anestesia e que, na mídia, cria uma sensação de "normalidade" sinistra, mas que, para quem tem olhos, parece a calmaria de uma tempestade que virá para o próximo governante.

Herdeiro da sensata organização macroeconômica de FHC, que, graças a Deus, o Palocci manteve (apesar dos ataques bolchevistas dos Dirceus da vida), Lula surfou seis anos na bolha bendita da economia internacional, mas não aproveitou para fazer coisa alguma nova ou reformista.

Lula tem a espantosa destreza de nos dar a impressão de que "tudo vai bem", de que qualquer critica é contra ele ou o Brasil.

Como disse Jarbas em sua entrevista, o governo do PT "deixou a ética de lado e não fez reformas essenciais, nem nada para a infraestrutura, e o PAC não passa de um amontoado de projetos velhos reunidos em pacote eleitoreiro" (...), e o Bolsa Família, que é o maior programa oficial de compra de votos do mundo, não tem compromisso algum com a educação ou com a formação de quadros para o trabalho".

A única revolução que deveria ser feita no Brasil seria o enxugamento de um Estado que come a nação, com gastos crescentes, inchado de privilégios, um Estado que só tem para investir 0,9% do PIB. A tentativa de modernização que FH tentou foi renegada pelo governo do PT. Lula fortaleceu o patrimonialismo das velhas oligarquias, e o PAC é uma reforma cosmética, como a plástica da Dilma, que ele quer eleger para voltar depois, em 2014. O único projeto do governo é o próprio Lula. Em cima dos 84% de aprovação popular, nada o comove. Só se comove consigo mesmo.

Lula se apropriou de nossa tradicional "cordialidade" corrupta para esvaziar resistências. Assim, ele revitalizou o PMDB - o partido que vai decidir nosso futuro! Hoje, não temos nem governo nem oposição - apenas um teatro em que protagonistas e figurantes são o PMDB.

E no meio disso tudo: o Lula, um messias sem programa, messias de si mesmo.

Oitenta e quatro por cento do povo apoia um governo que acha progressista e renovador, quando na verdade é ultraconservador e regressista.

Nem o PT ele poupou para "conservar" a si mesmo. O PMDB é sua tropa de choque, seu "talibã" molenga e malandro.

Agora...tentem explicar este quadro que Jarbas sintetiza com a clara luz de sua entrevista para um pobre homem analfabeto que descola 150 reais por mês do Bolsa Família...

Vivemos um grande autoengano.


Arnaldo Jabor, carioca nascido em 1940, é cineasta e jornalista, também já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e na Rádio CBN. O estilo irônico e mordaz com que comenta os fatos da atualidade brasileira foi decisivo para o seu grande sucesso junto ao público. Arnaldo Jabor também é colunista do jornal “O Estado de S. Paulo”, além de escrever regularmente para diversos outros jornais do Brasil.



Publicado no jornal "O Globo".
Terça-feira, 17 de fevereiro de 2009.



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BEM-VINDO! AO CLUBE DOS 16%. – Bootlead"



CONHEÇA A MENTE DE UM ESQUERDISTA
por Autor(a) desconhecido(a)

Pra começo de conversa, muitos não gostam de estudar. Foram péssimos estudantes, a maioria com várias repetências de ano. Mas são de família de classe média, onde sempre sofreram pressão pra "ser alguém na vida". Como são preguiçosos, sem disciplina e folgados precisam arrumar um jeitinho pra se dar bem, e se fazerem passar por coisas que não são.

Fingir que é culto, "engajado" e "crítico" rende pontos. Assim prestam vestibular sem concorrência, de preferência em um curso de Jornalismo, Geografia, Ciências Sociais, História ou Filosofia e começam sua carreira de charlatanismo.

Ali na universidade encontram todas as ferramentas: professores barbudinhos, livros de esquerda, palestras com "doutores" no assunto e até o assédio de políticos "guerreiros" do PT, do PC do B e assemelhados.

É claro que não estudam nada. Vivem o tempo todo no DCE, deitados no chão, passeando no campus com aquelas mochilas velhas, calças cargo, sandálias de couro, cabelos ensebados e, de vez em quando, um "lolozinho".

Alguns começam a se infiltrar nos sindicatos e nas reuniões dos sem-terra. Já começam a se achar revolucionários, reserva intelectual das massas proletárias exploradas e das causas revolucionárias.

Assim, se passam por intelectuais, cultos, moderninhos e diferentes. Sentem-se mais seguros para atacar as mulheres, achando que elas são doidas por esse tipo de gente.

Começam a ver os amigos que estão trabalhando ou cursando Engenharia, Medicina, Direito ou Administração como pobres coitados que não tiveram a chance da "iluminação".

Como não trabalham e vivem apenas de mesada e facadinhas, estão sempre lisos. Aí começa a brotar o ódio por quem se veste um pouco melhor ou tem um carrinho popular. São os eles chamam de "porcos capitalistas" ou "burgueses reacionários".

Começam uma fase mais aloprada da vida quando passam a ouvir Chico Buarque e músicas andinas. Nessa fase já começam a pensar em se tornar terroristas, lutar ao lado dos norte-coreanos etc. Não usam mais desodorante e a cada 5 minutos aparece nas suas mentes a imagem de um MacDonald's totalmente destruído.

Mas é claro que o que querem não é a revolução, isso é apenas uma desculpa. Como são incompetentes para quase tudo, até mesmo para bater um prego na parede, e sentem vergonha de fazer trabalhos mais simples, e são arrogantes o suficiente para não começar por baixo, querem saltar etapas. Querem no fundo a coisa que todo esquerdista mais deseja, mesmo que de forma subliminar: um emprego público!

Mas aí surge um outro problema: é a coisa mais difícil passar em um concurso. É preciso estudar (argh!).

Assim, sonham com a "revolução" proletária, com a tomada do poder por uma elite da esquerda, nas quais eles estão incluídos, obviamente, afinal são da mesma tribo.

Assim, ocuparão, por indicação, um cargo comissionado em alguma repartição qualquer, onde ganharão um bom salário para poder aplicar seus "vastos e necessários conhecimentos" adquiridos durante anos na luta pela derrubada do sistema capitalista imundo.

Nessa fase cortarão o cabelo, tomarão banho, usarão terno, passarão a apreciar bons vinhos e restaurantes e, dependendo do cargo, terão até motorista particular. E enfiarão a mão, sem dó, no dinheiro dos cofres do Estado. Claro que pela nobre causa socialista e para o bem dos trabalhadores.

(Autoria desconhecida, mas de quem sabe das coisas)


***Peguei emprestado do Félix Maier lá no "Resistência militar"




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Friday, October 03, 2008

O "stalin" bolivariano, já começou a expurgar seus "tukhachevsky".



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Preso o ex-Número 1 de Chávez.
por Bootlead

O general da reserva Raúl Isaías Baduel, ex-ministro da Defesa venezuelano, foi preso quando saía de um supermercado em companhia de sua mulher Cruz Maria De Baduel, por policiais da Direção Geral de Inteligência Militar (DIM) no Estado de Aragua.

Baduel era um dos homens de confiança de Chávez, mas rompeu ele em 2007, quando se declarou contrário a um projeto de reforma da Constituição promovido pelo governo. Hoje ele é uma das principais figuras da oposição. A promotoria militar alega que nvestiga o militar em um suposto caso de corrupção.

O promotor militar general Nelson Morales afirmou que Baduel está sendo levado para um tribunal militar. Baduel falou à emissora Globovisión por telefone, o general afirmou que estava sendo conduzido de "maneira violenta". "Desconheço as acusações", disse, qualificando a operação como "um atropelo". "Não tenho nada a temer nem nada de que me envergonhar", completou.

Baduel nega as acusações e sustenta que seu caso "não tem nenhuma conotação jurídica". Ele afirma que sofre o assédio da justiça "para calar-me, amedrontar-me".

O militar passou à reserva em julho de 2007, logo após ser afastado do cargo de ministro da Defesa por Chávez. Quatro meses depois, voltou à esfera pública para criticar um projeto de reforma constitucional impulsionado pelo presidente. O texto, que previa o estabelecimento de um modelo socialista e a reeleição presidencial indefinida, foi rejeitado dezembro em referendo pela população.

Na ocasião o general Raúl Baduel, afirmou que a reforma constitucional seria um golpe de Estado se fosse aprovada no referendo de 2 de dezembro, e pediu aos militares que reflitissem sobre a situação.

Baduel disse aida que se a reforma fosse aprovada "estaria consumado na prática um golpe de Estado, que violaria de maneira descarada o texto constitucional e seus mecanismos, introduzindo mudanças de maneira fraudulenta e por procedimentos impróprios, levando o povo como ovelhas ao matadouro".

Baduel lembrou que "as Forças Armadas são uma instituição essencialmente profissional, sem militância política, organizada pelo Estado para garantir a independência e a soberania da Nação (...) e que está a serviço exclusivo da Nação, e não de uma pessoa ou projeto político".

Raul Isaias Baduel, nasceu em 6 de julho de 1955, na cidade de Las Mercedes, Estado de Guárico. Foi Comandante Geral do Exército venezuelano de janeiro de 2004 até julho de 2006 e Ministro da Defesa de junho de 2006 até julho de 2007, foi um dos precursores, ao lado de Chávez, do movimento bolivariano clandestino dentro das Forças Armadas, que em em 17 de dezembro de 1982, se reuniram sob a mitológica árvore Samán de Güere, a mesma freqüentada pelo libertador Simón Bolívar (1783-1830), onde selaram um juramento de lutar "até quebrar as correntes que nos aprisionam seguindo a vontade dos poderosos", o general Baduel é inclusive padrinho de um dos filhos de Chávez.

N.R. General-de-Divisão Mikhail TUKHACHEVSKY (1893 - 1937), foi um comandante militar soviético e chefe do Exército Vermelho, acusado injusta e falsamente de colaborar com os nazistas durante o Grande Expurgo, sendo condenado e executado pelos Processos de Moscou. Sua morte foi a mais notável entre os generais do Exército Vermelho, por ser ele um veterano e bem reputado oficial.


Foto: Chávez e Baduel, compadres e farinha do mesmo saco.




























Uma suspeita inconveniente - Ten Cel Med Edvaldo Tavares



Friday, June 20, 2008

"SERVIR", NÃO "SERVIL!"

Deprimente! O Cmt do EB, curvado ante o falsário confesso da Constituição.






































"ANTES DE VOS PERTENCER, PERTENÇO AO MEU PAÍS"
Pierre Corneille

ORDEM ERRADA NÃO SE CUMPRE!

No trabalho de desmonte do exercito brasileiro, vale de tudo. Sucateamento puro e simples, falta de equipamentos, armamento e veículos, passa pelo aviltamento do soldo etc. e, para desmoralizar de vez, agora impõem ao seu contingente, um extra-eleitoral, uma mãozinha na campanha de um candidato fajuta e corrupto a soldo do Planalto, prestando-se a tarefa de reles cabo eleitoral. Isto é jogar o Exército na sarjeta. E como esta tarefa, além de não lhe dizer respeito por caráter constitucional e ao perfil em que são moldados, situam-se em uma zona que não é o seu teatro de operações, estão expostos desnecessariamente, como ocorreu, a erros inevitáveis e já previstos. O repúdio da população são os lucros que o governo a serviço do socialismo mundial, capitaliza na sua aversão pelas FFAA. Enfraquecer as FFAA é entregar a nação a seus inimigos.

Há reclamações generalizadas em defesa das FFAA, mas em um tom que da a impressão que estas ações são equívocos sem muita importância, ou ações descuidadas e irrefletidas por seus chefes maiores, que é o governo mesmo. NÃO! Não são! São ações que seguem um propósito que vem sendo cumprido à risca e têm ajuda, em determinada medida, até de dentro da caserna quando são obstinados em sua cegueira, quando induzem outros à mesma cegueira, diante destes ataques claros e indisfarçáveis. Ao se recusarem em enxergar, se tornam cúmplices. Por isso e para aqueles que têm visão, e não querem se tornar cúmplices, pois se balizam pelo serviço em defesa da Pátria, deverão ter em mente e presente que: ORDEM ERRADA NÃO SE CUMPRE!

A transformação dos exércitos, em países não só como o Brasil, diga-se de passagem, em sucata inerme, está no organograma e cronograma tático estratégico dos socialistas de todos os tipos com pretensão de domínio mundial, globalista, encastelados na ONU, no CFR, no Pacto de Shangai, etc. As FFAA constituem graves obstáculos para seus objetivos, e que todo esforço tem se empreendido para sua desmoralização e desmonte até a sua destruição ou transformação em forças amestradas. Estas iniciativas ocorrem desde o Governo Sarney, e cada novo governo cumpre sua parte nesta tarefa. FHC fez a sua e agora o atual. Não podemos, entretanto, eximir parte dos militares nesta façanha, pois tudo tem uma história. Se tiveres dúvidas, pergunte-se porque, após 21 anos de intervenção militar, cujo propósito era o combate ao comunismo, evitando que o Brasil entrasse para o seleto grupo de regimes tirânicos, os resultados tenham sido o contrario do que foi proposto.

Este combate resultou no crescimento das esquerdas que passaram a dominar todo panorama da vida política e social brasileira. Mal se passou o governo aos civis, os "comunas" estavam em todos os escaninhos da vida nacional, inclusive no próprio Exército. Como isso foi possível? Porque os esforços desses ilibados militares, que não se duvida foram honestos e muitos sinceros, renderam resultados diametralmente oposto aos que almejaram?

Os militares que figuraram no comando do governo brasileiro no período de 64-85, como a maioria dos políticos e intelectuais brasileiros, assim como governos anteriores e até hoje, sempre rezaram pela cartilha do "intervencionismo", ou seja, da interferência do governo na economia, sem nenhuma restrição, a não ser, a restrição do livre-mercado. Os militares no comando do governo brasileiro, ao fazerem sua opção pelo "intervencionismo", cumpriam a agenda socialista, tendo ou não consciência das resultantes de suas ações.

Desde de quando os bolchevicks abandonaram sua tentativa fracassada de realizar os ideais socialistas de uma só vez, de uma só carga, e adotaram a NEP, a Nova Economia Política, o mundo todo seguiu o exemplo e passou a ter um único sistema de política econômica, que é o "intervencionismo". Tido como moderno e avançado, está situado como um meio-termo entre o capitalismo, que todos odeiam, e o socialismo, que todos almejam. Mesmo os que se dizem francamente anticomunistas, quando no governo, praticam-no, ignorando as suas conseqüências. No "intervencionismo", de regulamentação em regulamentação, de restrição em restrição, se vai ao socialismo, mesmo sem se dar conta.

O governo do Presidente Médici além de ir na onda, foi a mais alta mistificação do "intervencionismo". Dava a impressão de que quem criava riquezas era o governo, que com a sua ação providencial, a sua onipresença planejadora, era o responsável pelo "milagre brasileiro", escondendo o fato que é o capitalismo, embora aprisionado pelas interferências governamentais, ainda é dinâmico e inovador. Não lhes passava pela cabeça, como até hoje, que quando o governo interfere no livre-mercado, controlando-o, regulamentando-o, dizendo que o faz com a mais pura das intenções, está na verdade dando passos progressivos no caminho do socialismo. O "intervencionismo" governamental é a construção do socialismo por etapas, sem derramamento de sangue, sem violência. A intervenção governamental é o gradualismo, é a transformação lenta e imperceptível no caminho ao socialismo, mesmo quando já em estágio bem adiantado, ainda assim não é inteiramente percebido.

Mesmo com o governo atual e seu partido terem se declarado de esquerda e socialista, ainda assim não é levado a sério, talvez por não apresentar semelhanças ao pressuposto clássico da revolução bolchevista. O PT, LULA, assim como FHC, não construíram este Estado semi-socialista. Receberam de mãos beijadas esta construção de muitos governos, inclusive dos militares. A idéia do Estado paternal está enraizada no imaginário dos brasileiros que não compreendem a vida sem o Estado Onipotente, e o fazem instintivamente.

Os militares deste período também transigiram com a tarefa que o momento lhes impôs de combater o inimigo em seu próprio terreno. Como excelentes militares, não deram quartel aos inimigos que lhe afrontavam de mãos armadas. No entanto, para aqueles armados de idéias marxistas, os mais perigosos dos inimigos, os mesmos estavam completamente perdidos e desarmados. Despreparados, não sabiam como identificá-los. O próprio General Castelo Branco, por exemplo, prestigiava atos de agentes comunistas, como o lançamento do livro do General pró-comunista Nelson Werneck Sodré, nas dependências do Instituto Brasileiro de História Militar. Davam-se subsídios a editoras de livros marxistas como a Civilização Brasileira, de Ênio Silveira. Nas bancas de jornal, havia fartura de jornais e brochuras de cunho marxista. Por outro lado, desenvolvia-se sistemático combate ao reduto das forças conservadoras, principalmente ao jornal "O Estado de S. Paulo", até a sua completa desarticulação. Mas não moveram um músculo contra a partidarização e submissão daquele reduto da chamada "direita", agora nas mãos e desígnios dos socialistas de plantão. Atiraram no que viam, acertaram no que não viam.

Lutando com um inimigo quase invisível, os militares perdiam aliados e ajudavam o inimigo. O governo do Presidente Geisel foi mais indecente ainda. Por um fio não tivemos nossas relações com os EUA rompidas, entre tantos motivos estava o nosso programa nuclear. Bandeou-se para o lado dos cubanos e foi puxar o saco de Fidel Castro, dando-lhe armas e munição para a aventura do barbudo na África. Não satisfeito ainda abriu as portas para os comunistas chineses, e eles fazem a festa até hoje. Liberou total para as "esquerdas" que até o Itamaraty se tornou francamente comunista. Para dar abrigo e boa vida para as "esquerdas" que cresciam exponencialmente, criou quase uma centena de estatais.

Como se vê, não se pode criticar o estado atual das coisas ignorando que se cumpriram ordens erradas.

ORDEM ERRADA NÃO SE CUMPRE, RECRUTA! Assim os militares não zelam nem por suas fardas e descuidam até de suas missões. Os militares do passado agiram, na pratica, como força auxiliar das "esquerdas" que hoje nos dominam. Evitaram um banho de sangue em que os esquerdistas seriam afogados em seu próprio e embaixo de muita bala. As "esquerdas", como se mostraram em 64, eram débeis desorganizadas e inconseqüentes, enquanto a tal da "direita" estava armada até aos dentes e muito articulada. Com a intervenção dos militares, a "direita" foi completamente desarticulada, enquanto o contrário não aconteceu as "esquerdas". Até os jornais de hoje cumprem fielmente os desejos do então Presidente Costa e Silva, para quem a missão da imprensa era elogiar o governo, embora não o fazem do seu atual, mas sim do PT.

O Homem age de acordo com suas idéias. E as idéias prevalecentes entoam loas à intervenção governamental, cujo viés é anticapitalista. As ações regulamentadoras e controladoras do Estado na economia abrem espaços na direção do socialismo. Aos militares, assim como todos os cidadãos que têm a intenção de influir nos destinos do Brasil não comunista, devem prestar atenção em suas ações, que são reflexos de suas idéias, do contrario colherão frutos diametralmente opostos aos seus objetivos, ajudando ao inimigo mais do que possam pensar. Os militares têm uma missão constitucional a cumprir. Só o receio dos erros do passado os fazem marcar passo e prestar continência a quem não devem por nenhuma razão. Mas é preciso superar os erros do passado e avançar na reconquista do terreno perdido.

EM MARCHA, SOLDADO. QUE CADA UM CUMPRA O SEU DEVER!



NR. Out of Context: No período de 1967 à 1974 (Governos Costa e Silva e Médici) o ex-deputado Antônio Delfim Netto foi Ministro da Fazenda, depois Ministro da Agricultura e do Planejamento, ou seja, teve participação em quase todos os Governos Militares, sendo este mesmo personagem que revelou ser um admirador do "socialismo fabiano", a ideologia orientadora da Comunidade Européia e também da ONU. Hoje este senhor é uma espécie de "guru" do atual desgoverno comunista em fase de implantação no nosso país. Pensem bem, não é uma estranha coincidência o Sr. Delfim Netto manter sempre uma estreita relação com os governantes de plantão, sejam eles quem forem? Não será o Sr. Delfim o representante do C.F.R. (Council on Foreign Relations) junto ao governo brasileiro, daqueles que querem governar o mundo através da implantação de um regime comunista global?




Tuesday, May 06, 2008

Tudo é uma grande "mentira" em um país onde não existem "janelas" para o futuro.

































Pequenas bobagens traçam nosso destino
por Arnaldo Jabor

Há muitos anos, percebi que haviam modificado a caixa grande dos Chicletes Adams. Essas caixinhas tinham uma janela de celofane, através da qual se viam os chicletinhos chacoalhando. Um dia, notei que a janela original tinha sido trocada por uma falsa abertura: um desenho na caixa com os chicletinhos delineados. Algum executivo zeloso tinha cortado despesas, eliminando a doce escotilha por onde se viam as balinhas frescas como a brisa. Uma bobagem, não? Mas, senti que a 'pós-modernidade' (uff...) estava começando. É isso: nas irrelevâncias do cotidiano se escondem indícios de nosso destino.

O Brasil está vivendo uma ridícula revolução de costumes, um sarapatel de velhas idéias e novas anomalias que mataram os velhos conceitos que nos explicavam. Já há um pós-poder, uma pós-corrupção, uma pós-direita, um pós-crime, uma pós-miséria, uma pós-língua se cristalizando. Que palavras podemos usar para descrever o que vemos? Sou colunista de jornal há 17 anos. Falo na TV há 13. No rádio, todo dia há mais de 5. E vejo que as palavras que sempre usei já não bastam. As idéias não correspondem mais aos fatos. Só nos restam os indícios.

Querem entender o ódio que os jovens dedicam ao País? Vejam as paredes do Rio e São Paulo. Não existe uma nesga de muro que não exiba uma pichação. Vingam-se das cidades que os excluem. Não há slogans, ou protestos. Apenas hieróglifos para sujar a melhor pedra, o mármore mais antigo; qualquer beleza tem de ser destruída. As pichações são o manifesto do não-sentido de nossa juventude pobre. Que nome daremos a este imenso bucho informe que a miséria cria nas periferias? A razão da barbárie cria uma nova língua feita de grunhidos, em torno da morte e da droga. As palavras, a pronúncia, a gíria letal dos bandidos nos acena com um futuro de guerras sem trégua.

Outra pergunta: que estará anunciando para nosso futuro esta incessante repetição de escândalos políticos jamais resolvidos?

O Lula, eufórico com seu ibope, estimula esta impunidade, pela perversão esperta que agora pratica de apoiar indiciados, de se abraçar com os mais tenebrosos corruptos. Isto também é uma linguagem no ar. A negativa de crimes mais evidentes, o 'não sei', o 'não fui eu' vai criando uma espécie de 'jurisprudência da impunidade'. Talvez a crosta de corrupção nacional fique tão grossa que nunca mais se volte a uma mínima moralidade.

Mesmo nas microbobagens, como no chiclete sem janela, vejo dicas de uma mutação. Fico alucinado com a febre de uma pseudolinguagem executiva, uma algaravia técnica e informática que enche nossos ouvidos: celulares em voz alta na rua, nos aeroportos, nos cinemas. Outro dia, dentro de um avião, vi um sujeito demitir no celular um empregado aos berros: 'Rua! Vou te cozinhar com a maçã na boca!'

E as campainhas? De repente, um funk ao seu lado, um Pour Elise, uma cornetinha trauteando. Por que não fazem um celular que aperte o saco do usuário? Ele daria um grito e gemeria baixinho: 'Alô'! Odeio 'gadgets' como blackberries que nos acorrentam nas informações, que nos fazem viver num alerta permanente, espantalhos elétricos conectados a tudo: rádio, videogame, filmes, bolsa, previsão do tempo, torpedinhos, um suspense eterno de que algo vai chegar e nos salvará, ou matará.

Que recado nos traz a evidente hipersexualização das moças no Brasil (lá fora não é assim, não). Todas se vestem de 'cachorras', barriguinha de fora, ingênuas com rebolados intensos. Há algo de sinistro em tanta nudez. Riam de mim, mas não agüento mais bundas. Nos outdoors, revistas, TVs. Por que bunda vende tanto?

Fico doido quando uma telefonista me pergunta: 'Quem deseja?' Tenho ganas de gritar: 'O ser humano deseja!' Mas, ela continua: 'Senhooorrr, o dr. Fulano não se encontra...' Como? Está maluco, caiu em desgraça, se perdeu na floresta?

E o 'imagina', que o Joaquim Ferreira dos Santos dissecou outro dia: 'Obrigado...' 'Imagina!' Que significa? Que não posso ser grato? Por que não 'de nada' ou o velho e doce 'Não tem de quê...' E por aí, vou me irritando com esses maus agouros.

Quando peço um guaraná, lembrando das belas frutinhas amazônicas, ouço invariavelmente: 'Com gelo e laranja?' Por quê? O meu guaraná indígena não basta mais? Quem inventou essa besteira? Tenho ainda a esperança de encontrar um velho garçom que me pisque o olho e pergunte: 'Da Brahma ou da Antártica?'

Repugnam-me células fotoelétricas em bicas de banheiros chiques. Você mete a mão ensaboada debaixo de uma bica dourada e a água não sai. Tenta de novo, nada. Até que o faxineiro te ensina a posição certa, esperando a gorjeta. A água jorra e pára, antes de lavar o sabão líquido cor-de-mijo.

Tenho nojo de papel higiênico de folha fina, que se esgarça entre as unhas, abomino e-mails em cascata com as piadinhas da hora, tenho asco de frasezinhas que me tiram do sério, com gente me dizendo: 'Bom descanso' ou 'Bom trabalho' - tristes cumprimentos de escravos do capital. Odeio anúncio de avião, que repete a mesma bosta há anos. E o telemarketing, com pobres moças trêmulas te enchendo com ofertas? Eu tenho pena de sua solidão e deixo que me torrem o saco.

Estamos mudando nesses indícios. Estamos afogados pelo ferro-velho mental do País, pelas oligarquias felizes e impunes, por um Judiciário caquético, pelas caras deformadas de políticos, pelas barrigas, gravatas escrotas, pela gomalina dos cabelos, pelas notas frias, pela boçalidade dos discursos, pelos superfaturamentos, estamos soterrados de detritos de vergonhas, togas de desembargadores, bicheiros soltos, balas perdidas, crianças assassinadas, celebridades imbecis, depressões burguesas, doenças tropicais, dengue, barriga d'água, barbeiros e chagas, enchente que não drenou, irresponsabilidades fiscais, assassinos protegidos no Congresso, furtos em prefeituras, municípios apodrecidos.

Cientistas políticos não bastam. Precisamos de detetives da mediocridade brasileira.


Arnaldo Jabor, carioca nascido em 1940, é cineasta e jornalista, também já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e na Rádio CBN. O estilo irônico e mordaz com que comenta os fatos da atualidade brasileira foi decisivo para o seu grande sucesso junto ao público. Arnaldo Jabor também é colunista do jornal “O Estado de S. Paulo”, além de escrever regularmente para diversos outros jornais do Brasil.



Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Terça-feira, 06 de maio de 2008.


Leia mais artigos de ARNALDO JABOR no BOOTLEAD:

¤ O Brasil progride enquanto dorme

¤ A IRRESISTÍVEL SEDUÇÃO DO TERCEIRO MANDATO

¤ Em Tropa de Elite, queremos vingança

¤ 'Brasileiro tem de assumir a própria lepra!'

¤ Os aviões andaram bebendo

¤ Síndrome da incompetência generalizada

¤ O troço. O lulismo é uma nova categoria política

¤ Um bode preto assola o país

¤ Lula, o intocável

¤ Será possível que ninguém se toca?

¤ Qual é a origem do dinheiro (Comentário de Jabor censurado na Internet pelo TSE)







Mais lamentável que apanhar no recreio do colégio, é não ter pai nem mãe para reclamar... – Carl von Clausewitz

Friday, September 21, 2007

A palavra de Mercadante vale um fio do seu bigode?





























A nossa corrupção e a deles
por Demétrio Magnoli


A então deputada Angela Guadagnin (PT-SP) entregou-se abertamente, de corpo e alma, à defesa dos “mensaleiros” nas comissões e no plenário da Câmara. No fim, quando um colega de partido se beneficiou da onda indiscriminada de absolvições, ela protagonizou a “dança da impunidade”, que lhe valeu fama instantânea e lhe custou a reeleição. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), operando sob instruções do Planalto, engajou-se furtivamente na missão de reverter intenções de voto favoráveis à cassação de Renan Calheiros. No fim, da sessão clandestina em que o Senado absolveu o homem das vacas milagrosas emergiu um Mercadante pálido que, balbuciando, declarou seu voto de abstenção e, desafiando as evidências, negou seu engajamento na operação de resgate do aliado do presidente.

Mercadante não se distingue de Guadagnin por seus atos, mas unicamente por se envergonhar deles - ou, numa interpretação cínica, por um cálculo eleitoral superior. Tanto quanto a deputada dançarina, o senador imprimiu à sua biografia política o credo indelével segundo o qual é tolerável a conversão do mandato popular num passaporte para o tráfico de interesses e a fabricação de patrimônios privados.

O PT não absolveu sozinho o pecuarista milagreiro - e nem todos os senadores do partido se curvaram ao credo de Mercadante. Mas o partido de Lula soldou a maioria parlamentar que, organizada como conclave de fora-da-lei, hasteou nas sombras a bandeira do escárnio. Mais uma vez, tal como no episódio das absolvições em massa dos “mensaleiros”, o núcleo principal da bancada petista consagrou o princípio da impunidade. A conclusão se impõe: das entranhas do partido que acusava e condenava numa única sentença, brandindo a espada de fogo da “ética na política”, nasceu um partido que tudo tolera, justifica e legitima - e que hoje, em nome da coerência, teria de recusar o processo de impeachment de Fernando Collor.

Coerência é o que busca o ministro Tarso Genro quando declara, como o fez dias atrás, que seu partido cometeu o erro histórico de, até a inauguração da Presidência de Lula, se apresentar como o guardião inflexível e solitário da “ética na política”. Na tardia retratação há algo mais que a marca inconfundível do oportunismo. De fato, a política democrática não é o terreno da verdade absoluta, mas das verdades possíveis, e não comporta uma narrativa do confronto da virtude contra o vício, cuja lógica exclui o horizonte da alternância de poder. O jogo democrático se faz, na maior parte do tempo, pelo exercício da razão instrumental, que inclui a negociação, a transigência, a conciliação, a acomodação de legítimos interesses eleitorais.

A retratação de Genro veicula uma reivindicação razoável. O PT quer ser avaliado à luz dos critérios comuns da política democrática - não pelos parâmetros inatingíveis da ética absoluta que cobrava dos outros, com fúria santa, nos tempos das célebres “bravatas de oposição”. Mas, de qualquer modo, há um limite para o exercício da razão instrumental, que é o respeito à regra legal e à integridade das instituições democráticas. Esse limite foi, uma vez mais, ultrapassado.

Coerência é também o que busca, por um outro caminho, a filósofa Marilena Chaui. No auge da crise do “mensalão”, quando os petistas procuravam reconhecer a sua própria imagem no espelho da história, Chaui teceu o discurso da negação, que lhes proporcionou um ponto de fuga teórico. Ela explicou que o balcão tentacular de negócios não existia, a não ser na forma de uma “construção fantasmagórica da mídia”. O álibi tem dinâmica própria: na sessão clandestina do Senado, o senador Almeida Lima (PMDB-SE) conclamou seus colegas a rejeitarem a acusação e afirmarem a soberania da Casa diante da mídia “abjeta, desqualificada, torpe e impudica”.

Chaui faz escola e inspira discípulos improváveis, mas está atenta para a fadiga inevitável do material discursivo. Depois que o STF aceitou a denúncia contra a quadrilha do “mensalão”, a filósofa cortesã reformou seu diagnóstico, mas apenas para apertar até o fim o parafuso, fabricando uma peça acabada de delinqüência intelectual em dois atos.

O primeiro ato é uma filosofia da corrupção: “Nenhum governante governa sem fazer alianças e negociações com outros partidos. Essa negociação tende à corrupção. Essa compra e venda ocorreu sistematicamente nos governos José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.” O segundo é uma corrupção da filosofia: “Mas o PT e seu presidente operário, como ousam fazer o mesmo que os partidos da classe dominante? Que ousadia absurda! Os meios de comunicação transformaram a situação em um caso único, nunca visto antes, e construíram a imagem do governo mais corrupto da história do Brasil.” Descontadas as inverdades óbvias, a filósofa está dizendo que corrupção é destino e que nos resta escolher entre a corrupção viciosa dos outros e a corrupção virtuosa dos seus.

O círculo se fecha e uma coerência se refaz. A virtude é uma imanência do PT e de Lula: reflete as essências do partido e de “seu presidente operário”, que não podem ser contaminadas pelas ações de um ou de outro. Os virtuosos estavam certos quando, com ou sem evidências, denunciavam e condenavam o vício - pois isso abreviava a chegada da virtude ao poder. Os virtuosos estão certos quando, contra todas as evidências, protegem a corrupção no seu meio e no meio dos aliados - pois disso depende a continuidade da união entre a virtude e o poder.

Na operação de cabala de votos, Mercadante não disse aos colegas que o homem das vacas quentes e das notas geladas é inocente, mas que sua cassação correspondia a um interesse da oposição e a uma tentativa de desestabilizar o governo. A sua razão instrumental não tem limites. É que, na nova ordem da filosofia, poder é virtude.



Demétrio Magnoli é graduado em Ciências Sociais e Doutor em Geografia Humana pela FFLCH-USP, editor da publicação Mundo - Geografia e Política Internacional, assina coluna semanal na Folha de S. Paulo e integra o GACINT - Grupo de Análises de Conjuntura Internacional da USP. Autor e co-autor de vários livros nas áreas de Geografia, Conjuntura Internacional, História Contemporânea, tais quais: " O Que é Geopolítica", "Da Guerra Fria à Detènte" e "O Mundo Contemporâneo", entre outros, além ministrar palestras e colaborar em diversos órgãos da mídia.





Publicado no jornal " O Estado de S. Paulo".
Sexta-feira, 21 de setembro de 2007.


A corrupção "virtuosa" do petismo


Monday, July 23, 2007

Agora a agressão é contra a Marinha do Brasil. Eles também irão engolir mais este "sapo-teste"?
































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A ILHA DE MARAMBAIA
por Denis Rosenfield

A invenção de quilombolas está se tornando uma perigosa prática nacional. Tanto mais perigosa porquanto encontra respaldo jurídico num decreto presidencial de 2003 e apoio político-administrativo em órgãos como o Incra, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, e a Fundação Palmares, do Ministério da Cultura. Ora, um decreto presidencial, ato administrativo do Poder Executivo, não poderia regulamentar um artigo constitucional, o 68, que dispõe sobre os quilombos, requerendo uma lei complementar, cuja aprovação é atribuição do Poder Legislativo. Por outro lado, órgãos como o Incra e a Fundação Palmares se tornaram ideologicamente engajados, tendo como objetivo central relativizar a propriedade em nome de supostas funções raciais e sociais, atentando, inclusive, contra o Estado de Direito.

O decreto estipula a autodefinição enquanto critério da negritude e a conseqüente auto-atribuição de terras e propriedades rurais e urbanas como condições de desapropriação. O arbítrio da autodefinição e da auto-atribuição se torna, então, a regra de ações ditas quilombolas, não sendo necessário, por exemplo, que essas pessoas residam nesses locais. Ou seja, não é necessária a existência de quilombos, como estipula a Constituição. Não seria a primeira vez na História que ações "legais" atentam contra o Estado de Direito, numa deriva autoritária que pode pôr em questão os fundamentos mesmos da democracia representativa.

A Ilha de Marambaia, no Rio de Janeiro, para quem não a conhece, é uma base dos fuzileiros navais. Um local esplêndido. A União comprou-a por "95 contos de réis" em 1905 e a transferiu para a Marinha em 1906. O seu título de propriedade remonta à fazenda do comendador Breves, tudo estando devidamente documentado. Em função de vicissitudes históricas do Estado brasileiro, em 1938 lá funcionou uma escola de pesca, desativada em 1971. Em 1981, foi instalado o Centro de Adestramento dos Fuzileiros Navais, encarregado do treinamento de seus membros. Está aos seus cuidados a conservação da ilha, que em nada interfere no que diz respeito às suas atividades propriamente militares. Trata-se de uma magnífica reserva ecológica, que vem sendo cuidadosamente preservada pela Marinha, com mata nativa e toda uma fauna e uma flora riquíssimas. Universidades lá realizam pesquisas. Não há plantações nem cultivo de espécie alguma. É quase um milagre que essa conservação tenha sido garantida, haja vista a destruição ambiental ocorrida em outras ilhas ao redor.

Mas nem milagres parecem resistir à arbitrariedade. Um grupo orientado por uma ONG, cuja direção é formada por pastores e bispos metodistas, anglicanos e presbiterianos, fomenta e reclama essa área como "quilombola", tendo como respaldo o Decreto Presidencial 4.887. Habitam a ilha, além dos fuzileiros, 106 famílias, que vivem basicamente da pesca, de cesta básica, Bolsa-Família e aposentadorias. Até a intervenção dessa ONG não havia conflitos "raciais" na ilha. Aliás, sua população é completamente miscigenada, algo tipicamente brasileiro, segundo diversos matizes, vivendo em pequenas áreas costeiras. Suas moradias têm cerca ao redor, configurando, assim, a sua posse. Nada mais simples, do ponto de vista social, do que conceder direitos reais de uso a essas famílias em suas áreas respectivas, já delimitadas. Aliás, essa é proposta da própria Marinha.

Ora, o que quer essa ONG, com o apoio da Fundação Palmares e do Incra? Nada menos que 16 milhões de metros quadrados para 106 famílias, tornando-as "proprietárias" de praticamente metade da ilha e de quase toda a sua baía. Mas o que pretendem realmente? Tomar posse de paredes rochosas e da mata nativa? Destruir a reserva ambiental para lá "plantar" alguma coisa? Ou talvez, sob o belo nome de "turismo étnico", dar início à especulação imobiliária? O que está realmente por trás de tudo isso? Há laudos ambientais segundo os quais não é aconselhável a ocupação humana dessa área de preservação, objeto precisamente dessa ação "racial".

É curioso que o "laudo racial" que serviu de base para instrução do processo junto à Fundação Palmares e ao Incra tenha sido feito pela própria ONG. Ela seria simultaneamente parte, "juíza" e incentivadora de tudo o que acontece, estando milagrosamente em todos os lugares ao mesmo tempo, numa ubiqüidade ideológica digna de seres que agem segundo uma "causa" tida por "absoluta". Ela fornece, assim, os "relatórios técnico-científicos", que deveriam ser mais apropriadamente denominados "técnico-ideológicos", como se, dessa maneira, a legalidade estivesse sendo preservada.

Imaginem o que - se nem a Marinha é respeitada - poderia bem acontecer com os pequenos proprietários rurais e urbanos, confrontados com "reivindicações raciais" dessa espécie. Quem os defenderia? Há todo um símbolo aqui em jogo. Se a Ilha de Marambaia for desapropriada, a mensagem passada é a seguinte: se nem as Forças Armadas resistem a nós, o caminho está aberto a novas ações que podem reformatar completamente as relações de propriedade e, mesmo, partes inteiras do território nacional. Um trabalho preliminar, nesse sentido, já foi feito pela Universidade de Brasília, que construiu um "mapa racial" brasileiro, que serve de orientação para as ações ditas quilombolas. Unidades da Federação seriam amputadas de uma parte considerável de seu território, não importando a existência de títulos de propriedade privados ou públicos, nem a própria existência de cidades. Sabemos que bastam os critérios arbitrários da autodefinição e da auto-atribuição para dar início a uma reivindicação desse tipo, não valendo os direitos de propriedade, por mais antigos e legais que sejam.

Surge uma nova legalidade, a legalidade do arbítrio, passando a legislar sobre tudo. Estamos entrando no terreno da exceção em nome de supostos critérios de raça, criando o apartheid que não fez parte da História nacional.



Denis Lérrer Rosenfield, nasceu em 21 de novembro de 1950 em Porto Alegre. Fez seus estudos de graduação em filosofia na Universidade Nacional Autônoma do México e seus estudos de pós-graduação na França, tendo obtido o grau máximo de “Doutor de Estado” pela Universidade de Paris I Panthéon Sorbonne em 1982. É atualmente Professor Titular de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Pesquisador I-A do CNPq. Autor de vários livros e artigos em português, francês e espanhol, além de professor visitante na França, Alemanha, Argentina e Estados Unidos. Também é articulista dos jornais Estado de São Paulo e O Globo, colaborador da Folha de São Paulo e editor da revista Filosofia Política. Atua também como consultor de análise política para empresas, grupos financeiros, associações empresariais e partidos políticos.
E-Mail: denisrosenfield@terra.com.br



Publicado no jornal "O Estado de S.Paulo".
Segunda-feira, 23 julho de 2007.



 
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