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Friday, November 27, 2009

O OGRO MALDITO E O "MENINO DO MEP".
















































Os filhos do Brasil
por César Benjamin (Especial para a Folha)

A Prisão na Polícia do Exército da Vila Militar, em setembro de 1971, era especialmente ruim: eu ficava nu em uma cela tão pequena que só conseguia me recostar no chão de ladrilhos usando a diagonal. A cela era nua também, sem nada, a menos de um buraco no chão que os militares chamavam de "boi"; a única água disponível era a da descarga do "boi". Permanecia em pé durante as noites, em inúteis tentativas de espantar o frio. Comia com as mãos. Tinha 17 anos de idade.

Um dia a equipe de plantão abriu a porta de bom humor. Conduziram-me por dois corredores e colocaram-me em uma cela maior onde estavam três criminosos comuns, Caveirinha, Português e Nelson, incentivados ali mesmo a me usar como bem entendessem. Os três, porém, foram gentis e solidários comigo. Ofereceram-me logo um lençol, com o qual me cobri, passando a usá-lo nos dias seguintes como uma toga troncha de senador romano.

Oriundos de São Paulo, Caveirinha e Português disseram-me que "estavam pedidos" pelo delegado Sérgio Fleury, que provavelmente iria matá-los. Nelson, um mulato escuro, passava o tempo cantando Beatles, fingindo que sabia inglês e pedindo nossa opinião sobre suas caprichadas interpretações. Repetia uma ideia, pensando alto: "O Brasil não dá mais. Aqui só tem gente esperta. Quando sair dessa, vou para o Senegal. Vou ser rei do Senegal".

Voltei para a solitária alguns dias depois. Ainda não sabia que começava então um longo período que me levou ao limite.

Vegetei em silêncio, sem contato humano, vendo só quatro paredes – "sobrevivendo a mim mesmo como um fósforo frio", para lembrar Fernando Pessoa- durante três anos e meio, em diferentes quartéis, sem saber o que acontecia fora das celas. Até que, num fim de tarde, abriram a porta e colocaram-me em um camburão. Eu estava sendo transferido para fora da Vila Militar. A caçamba do carro era dividida ao meio por uma chapa de ferro, de modo que duas pessoas podiam ser conduzidas sem que conseguissem se ver. A vedação, porém, não era completa. Por uma fresta de alguns centímetros, no canto inferior à minha direita, apareceram dedos que, pelo tato, percebi serem femininos.

Fiquei muito perturbado (preso vive de coisas pequenas). Há anos eu não via, muito menos tocava, uma mulher. Fui desembarcado em um dos presídios do complexo penitenciário de Bangu, para presos comuns, e colocado na galeria F, "de alta periculosia", como se dizia por lá. Havia 30 a 40 homens, sem superlotação, e três eram travestis, a Monique, a Neguinha e a Eva. Revivi o pesadelo de sofrer uma curra, mas, mais uma vez, nada ocorreu. Era Carnaval, e a direção do presídio, excepcionalmente, permitira a entrada de uma televisão para que os detentos pudessem assistir ao desfile.

Estavam todos ocupados, torcendo por suas escolas. Pude então, nessa noite, ter uma longa conversa com as lideranças do novo lugar: Sapo Lee, Sabichão, Neguinho Dois, Formigão, Ari dos Macacos (ou Ari Navalhada, por causa de uma imensa cicatriz que trazia no rosto) e Chinês. Quando o dia amanheceu éramos quase amigos, o que não impediu que, durante algum tempo, eu fosse submetido à tradicional série de "provas de fogo", situações armadas para testar a firmeza de cada novato.

Quando fui rebatizado, estava aceito. Passei a ser o Devagar. Aos poucos, aprendi a "língua de congo", o dialeto que os presos usam entre si para não serem entendidos pelos estranhos ao grupo.

Com a entrada de um novo diretor, mais liberal, consegui reativar as salas de aula do presídio para turmas de primeiro e de segundo grau. Além de dezenas de presos, de todas as galerias, guardas penitenciários e até o chefe de segurança se inscreveram para tentar um diploma do supletivo. Era o que eu faria, também: clandestino desde os 14 anos, preso desde os 17, já estava com 22 e não tinha o segundo grau. Tornei-me o professor de todas as matérias, mas faria as provas junto com eles.

Passei assim a maior parte dos quase dois anos que fiquei em Bangu. Nos intervalos das aulas, traduzia livros para mim mesmo, para aprender línguas, e escrevia petições para advogados dos presos ou cartas de amor que eles enviavam para namoradas reais, supostas ou apenas desejadas, algumas das quais presas no Talavera Bruce, ali ao lado. Quanto mais melosas, melhor.

Como não havia sido levado a julgamento, por causa da menoridade na época da prisão, não cumpria nenhuma pena específica. Por isso era mantido nesse confinamento semiclandestino, segregado dos demais presos políticos. Ignorava quanto tempo ainda permaneceria nessa situação.

Lembro-me com emoção -toda essa trajetória me emociona, a ponto de eu nunca tê-la compartilhado- do dia em que circulou a notícia de que eu seria transferido. Recebi dezenas de catataus, de todas as galerias, trazidos pelos próprios guardas. Catatau, em língua de congo, é uma espécie de bilhete de apresentação em que o signatário afiança a seus conhecidos que o portador é "sujeito-homem" e deve ser ajudado nos outros presídios por onde passar.

Alguns presos propuseram-se a organizar uma rebelião, temendo que a transferência fosse parte de um plano contra a minha vida. A essa altura, já haviam compreendido há muito quem eu era e o que era uma ditadura. Eu os tranquilizei: na Frei Caneca, para onde iria, estavam os meus antigos companheiros de militância, que reencontraria tantos anos depois. Descumprindo o regulamento, os guardas permitiram que eu entrasse em todas as galerias para me despedir afetuosamente de alunos e amigos. O Devagar ia embora.



São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.

Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.

Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.

Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: "Você esteve preso, não é Cesinha?" "Estive." "Quanto tempo?" "Alguns anos...", desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta".

Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de "menino do MEP"*, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do "menino", que frustrara a investida com cotoveladas e socos.

Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o "menino do MEP"* nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.

O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu.



Dias depois de ter retornado para a solitária, ainda na PE da Vila Militar, alguém empurrou por baixo da porta um exemplar do jornal "O Dia". A matéria da primeira página, com direito a manchete principal, anunciava que Caveirinha e Português haviam sido localizados no bairro do Rio Comprido por uma equipe do delegado Fleury e mortos depois de intensa perseguição e tiroteio. Consumara-se o assassinato que eles haviam antevisto.

Nelson, que amava os Beatles, não conseguiu ser o rei do Senegal: transferido para o presídio de Água Santa, liderou uma greve de fome contra os espancamentos de presos e perseverou nela até morrer de inanição, cerca de 60 dias depois. Seu pai, guarda penitenciário, servia naquela unidade.

Neguinho Dois também morreu na prisão. Sapo Lee foi transferido para a Ilha Grande; perdi sua pista quando o presídio de lá foi desativado. Chinês foi solto e conseguiu ser contratado por uma empreiteira que o enviaria para trabalhar em uma obra na Arábia, mas a empresa mudou os planos e o mandou para o Alasca. Na última vez que falei com ele, há mais de 20 anos, estava animado com a perspectiva do embarque: "Arábia ou Alasca, Devagar, é tudo as mesmas Alemanhas!" Ele quis ir embora para escapar do destino de seu melhor amigo, o Sabichão, que também havia sido solto, novamente preso e dessa vez assassinado. Não sei o que aconteceu com o Formigão e o Ari Navalhada.

A todos, autênticos filhos do Brasil, tão castigados, presto homenagem, estejam onde estiverem, mortos ou vivos, pela maneira como trataram um jovem branco de classe média, na casa dos 20 anos, que lhes esteve ao alcance das mãos. Eu nunca soube quem é o "menino do MEP"*. Suponho que esteja vivo, pois a organização era formada por gente com o meu perfil. Nossa sobrevida, em geral, é bem maior do que a dos pobres e pretos.

O homem que me disse que o atacou é hoje presidente da República. É conciliador e, dizem, faz um bom governo. Ganhou projeção internacional. Afastei-me dele depois daquela conversa na produtora de televisão, mas desejo-lhe sorte, pelo bem do nosso país. Espero que tenha melhorado com o passar dos anos.

Mesmo assim, não pretendo assistir a "O Filho do Brasil", que exala o mau cheiro das mistificações. Li nos jornais que o filme mostra cenas dos 30 dias em que Lula esteve detido e lembrei das passagens que registrei neste texto, que está além da política. Não pretende acusar, rotular ou julgar, mas refletir sobre a complexidade da condição humana, justamente o que um filme assim, a serviço do culto à personalidade, tenta esconder.

(*) MEP - Movimento de Emancipação do Proletariado grupo voltado à luta armada originado das divisões do PCB na década de 70; LIBELU (Liberdade e Luta), Organização Estudantil; Ala Vermelha, Dissidência do PC do B; membros da AP (Ação Popular), da PALOP (Política Operaria) e do PRC (Partido Revolucionário Comunista).


César Benjamin, 55, militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meados de 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em 1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha.



Publicado no jornal "Folha de S. Paulo".
Sexta-feira, 27 de novembro de 2009.




VENEZUELA: NARCOESTADO-TERRORISTA. BEM-VINDA AO MERCOSUL!






Friday, September 25, 2009

Yeeesss! Ganhei o dia. Ótimo trabalho "caçador", menos um!

*Atualizado em 26/09/2009.

Vídeo: O tiro de comprometimento do Major Busnello (Ch de Plan e Op do 6º BPMERJ-Tijuca)




NR. A princípio, pensei em cortar o último comentário da tonta da apresentadora, onde ela diz: "Uma tragédia", mas... Tragédia para quem "cara pálida"? Só se for para o boné do bandido, porque para a sociedade é uma dádiva, menos um vagabundo no mundo. Porém, como esse tipo de evento é recorrente no Rio de Janeiro, ou melhor, no Brasil inteiro, quem sabe tal apresentadora, uma defensora contumaz dos "derechos zumanos" de bandidos, não seja ela ou um familiar da mesma, um dos próximos reféns desse tipo de situação. Seria interessante saber se ela continuaria achando "uma tragédia".

BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO! – Pois é, lá se foi um "bandido bom" para a "casa do capeta", ou uma outra casa mais popular, que também começa com "ca".


O TAMANHO DO ESTRAGO




































O "CAÇADOR"

Foto: Major João Jaques Busnello.



































Atirador da PM aproveitou o momento em que a vítima abaixou a cabeça para atirar
por Ronaldo Braga

RIO - Foi o Major Busnello, chefe da 3ª Seção do 6º BPM (Tijuca) o responsável pelo tiro de fuzil 7,62, a uma distância de 40 metros, que matou o bandido que tinha invadido uma farmácia, durante assalto na Rua Pereira Nunes, na Tijuca. Ele contou que já estava posicionado havia uma hora e meia, em local que ele não quis informar, acompanhando o desenrolar do caso.

A partir do momento que recebeu uma ordem do comandante, coronel Fernando Príncipe, ele aproveitou a oportunidade: quando a vítima, a comerciante Ana Cristina Garrido, passou mal e abaixou a cabeça para fazer o disparo.

Busnello contou ainda que, em tese, o disparo neste momento é difícil porque a vítima pode reerguer a cabeça rapidamente. Ele disse ainda que foi a primeira vez que fez disparo como atirador de elite no 6º BPM. Ele fez cursos de tiro no Bope, na Polícia Federal, na Aeronáutica, em Brasília, e também em Canoas, no Rio Grande do Sul.

Publicado no jornal "Extra Online".
Sexta-feira, 25 de setembro de 2009, 13h59.




E OS "DERETCHOS DOSMANOS"? AQUI "Ó"!




































Foto acima: O dia seguinte, "Tudo Azul" – Maj Busnello e a "renascida" Ana Cristina Garrido, recebe flores do seu "salvador", flores de alegria, poderia ser uma coroa funebre, aí sim seria "uma tragédia", viste dona Annenberg.

Fazer reféns, a nova moda do crime
por Aurílio Nascimento

Os abelhudos e abelhudas da segurança pública são mestres em difundir análises e opiniões adequadas apenas aos seus interesses pessoais. Normalmente, tais trabalhos possuem o foco nas instituições e em seus integrantes. Nunca se destacou que quem se lança na vida criminosa o faz por escolha, e não por falta de oportunidade, como querem outros. A frouxidão das leis e um exército de falsos defensores dos direitos humanos fazem com que, cada vez mais, idiotas pratiquem crimes, sem levar em conta que a empreitada pode levar à morte. Como tudo começa? Dois ou três aprendizes de marginal, já reprovados anteriormente, se encontram na favela, e tem início o diálogo.

Aprendiz de bandido 1 – E aí Mané? Tá de bobeira?

Aprendiz de bandido 2 – Demorô. Qual é?

Aprendiz de bandido 1 – Aí, vamô meter uma parada?

Aprendiz de bandido 2 – Já é.

Aprendiz de bandido 1 – Vamô escolher o quê? Tem a padaria, a farmácia, a banca de jornal...

Aprendiz de bandido 2 – Padaria meti ontem. Vamô na farmácia.

Aprendiz de bandido 1 – Já é. Pega as peça.

Aprendiz de bandido 2 – Manô, os vermes tá na área. E se eles chegar junto? O que nóis faz?

Aprendiz de bandido 1 – Qual é? Vai dá prá trás? Se os vermes chegar junto, nóis faz refém, chama os caras dos direitos humanos, nosso adevogado, e fica tudo certo. Nóis vai preso, mais nóis não morre.

Aprendiz de bandido 2 – Demorô. Vamô nessa.

Fazer reféns, quando a polícia chega em minutos ao um local de roubo em andamento, parece que está se tornando moda. Mesmo sabendo da presença da polícia por perto, os aprendizes parecem não se incomodar com isto. Cercados, pedem a presença dos defensores dos direitos humanos, pastores, advogados, imprensa, familiares. Não deu certo desta vez? Descansam um pouco à custas dos que pagam impostos e vivem assustados e depois tentam novamente.

Hoje, 25 de setembro de 2009, um aprendiz não considerou os riscos de sua empreitada e, na quase certeza de que arranjaria uma boa grana para gastar no baile logo mais à noite, foi assaltar uma farmácia. Cercado, não estremeceu. Fez uma refém e esperou a chegada de seus salvadores. Só que o pastor estava rezando, o advogado estava em audiência, a imprensa tinha mais o que fazer e a mamãe estava ocupada lavando roupa. Mas a PM estava lá. A falta de avaliação do aprendiz foi determinante na sua partida antecipada. Muito embora a ação policial tenha sido bastante aplaudida pela opinião pública, amanhã certamente será condenada pelas ONGs financiadas pelo dinheiro público. Em todo o mundo é assim que a polícia age. Cercado, o marginal tem apenas duas opções: se entregar pacificamente ou enfrentar a polícia, colocar em risco a vida do refém e morrer. Parabéns à PM.

Publicado no "Blog do Comissário Aurílio Nascimento" – Casos de Polícia e Segurança.
Sexta-feira, 25 de setembro de 2009, 16h00.




HOMENS-BOMBA

Foto: A arma do crime, provavelmente "desviada" de alguma unidade das FFAA.



































O POVO HONESTO E TRABALHADOR ESTÁ CANSADO

Foto: Um espectador aplaudindo a prestância da PM-Rio e o "deletamento" do inservível.





























Atenção blogueiros da "Luta" e do "Poder Patriótico":

É preciso esclarecer esse "povo" que parabeniza e aplaude a primorosa ação da PM-Rio, que o marginal devidamente eliminado da face da terra, é um dos inúmeros filhos do Lula, da Dilma e do PT. Precisamos inverter este inexplicável paradoxo, no qual o povo trabalhador e de bem, elege e apóia a cambada lulo-petista-comunista e não faz a devida relação causal, entre a criminalidade galopante, o péssimo sistema de "saúde", "educação" ineficaz, etc. Enfim, é preciso tornar claro a esse mesmo povo, que a televisão de LCD de quatrocentas polegadas que ele compra às custas de um endividamento sufocante, não passa de um ardil montado pela canalha "desgovernante", para que eles, "o povo", sinta uma falsa ascensão social, quando na realidade estão comprometendo o futuro de seus filhos e netos com um projeto político que os conduzirá inevitavelmente à miséria e ao sofrimento.



O FIM TRÁGICO DE UM "INOCENTE" BONÉ

Foto: "Coitado", estava na cabeça errada e na hora errada.




























Não deixe de ver também: É ASSIM QUE FUNCIONA! (Uma situação similar em Caracas-Venezuela)




Lula: Psicótico delirante crônico, sociopata histriônico, et cetera e tal.






Yeeesss! Ganhei o dia. Ótimo trabalho "caçador", menos um!

Wednesday, June 24, 2009

Sir Ney, "sarney", se até o sobrenome da "famiglia" é falso...














































O GRÃO MESTRE DA CLOACA DA ESBÓRNIA
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Elevado à camada dos bem-aventurados, entes de gracioso estado de santidade e graça celestial pelo "bruxo do nordeste" (auto-intitulado o "maior estadista" que já transitou nestas plagas), o Exmo e desacreditado Senhor Presidente do Senado foi alçado aos píncaros dos deuses, e repousa, portanto, acima dos demais mortais. Faz companhia, entre outros, ao êmulo da honestidade e da retidão de caráter, o injustiçado ex-Deputado Federal Severino, considerado pelo nosso verboso monarca, um supimpa "cabra da peste". Não esqueçamos que o Severino foi eleito prefeito, graças ao valioso aval de sua integridade, endossada pelo imparcial pensador que dirige os destinos da Nação.

Diante do óbvio, ocorreu-nos que o recém inaugurado "Museu da Corrupção" está incompleto. Lastimosamente carece o singular acervo, das estátuas de seus venerandos heróis.

Por certo, faltará espaço naquele memorial para tantos homenageados. Podemos reclamar do esquecimento das figuras maiores da propina, do golpe, das licitações fajutas, dos desvios pecuniários, dos roubos escancarados, das tramóias e esbulhos, dos ilícitos praticados à larga e de roldão por astutos políticos do passado.

Realmente, daqueles, permanecem indícios de que eram contumazes ladravazes, entretanto, as provas se perderam na poeira dos tempos. Mas o que dizer dos exemplos de agora, dos ícones atuais? Onde estão o reconhecimento, as homenagens, os lauréis?

São tantos, dirão os Curadores do Museu. Mas, por que não imortalizar os atuais? Os que proliferaram com o fim da "dita branda"? Sim, são tantos. Como laureá–los sem cometer injustiças?

Na multidão que se acotovela para inscrever seu nome no "Livro de Ouro", diante do descortino de seus sombrios passos nos escaninhos do poder, um se sobressai – o imortal José Sarney.

Click no banner abaixo para fazer uma visita virtual ao MuCo – Museu da Corrupção.






Sarney poderia ser entronizado como "o equilibrista", tal sua longevidade junto aos poderosos e ao poder. É um camaleão profissional. Por tudo o que o magnífico Sarney e sua prole legaram de ensinamentos para as futuras gerações como exemplos de sucesso, apesar de nadarem de braçada no mar da pusilanimidade, na sombra e na água fresca, sua gloriosa trajetória política é digna de ser cantada em prosa e verso. E sua imagem, esculpida em bronze.

Como Presidente da Nação, de 1985 a 1990, destacou-se como o pai da maior inflação gestada neste País. Não bastasse, em janeiro de 1987, decretou a moratória. Diante tantos e retumbantes fracassos, só podia dar no que deu; Sarney conquistou com méritos o seu diploma de "Homem de Visão", justo reconhecimento da sociedade agradecida, diante da virtuosa figura. É um monumento, asseveram seus correligionários.

Ao propormos, que o insigne cidadão, que conseguiu manter na pobreza e na ignorância dois estados da federação, tenha sua majestosa estátua no hall de entrada do "Museu da Corrupção", cumprimos um dever de justiça.

Sabemos, pelo "nosso guia", que o probo Senador, não é qualquer vivente e "merece respeito". Assim, dia-a-ia, o desgoverno vai criando a cota dos "desonestos inimputáveis", selecionadissima máfia da esquerdalha, simpatizantes e aderentes de ocasião. Sarney, o "maribondo de fogo", um imortal da Academia Brasileira de Letras (pobre Brasil), é "hors concours".

O Sarney, cognominado de "o epítome da bandalha enrustida", encabeça, por suas decantadas qualidades, reconhecida desfaçatez e proverbial capacidade de negar qualquer envolvimento em "maracutaias" e flagrantes abusos e usufrutos de poder, diante de contundentes e explícitas comprovações, sem mexer um músculo da face, encabeça com méritos, aquele rol de afamados cidadãos.

E merece ser perenizado. Daí... E, por exultação incontida, em face do que nos aguarda, bradamos convictos e rútilos de admiração "que viva a república socialista–cotista", futuro objetivo do "estado policialesco", que está sendo implantado através da "enrolação e da boçalização do politicamente correto".


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" – (Regional Brasília).
Segunda-feira, 22 de junho de 2009.




O BÊBADO E O EQUILIBRISTA










































O presidente e a mãe de preso
por Augusto Nunes

Tão recorrente quanto tiroteio em faroeste é o diálogo entre o repórter da TV e a mulher que chora na calçada do presídio conflagrado por uma rebelião.

– A senhora tem parente lá dentro?

– Meu filho ─ informa a voz aflita. ─ Fez umas besteiras porque andou em má companhia, mas é um menino muito bom.

Vai-se conferir a folha corrida e as besteiras não foram pouca coisa. Homicídio, latrocínio, assalto a mão armada, estupro, tentativa de assassinato, por aí. A mãe não sabe de nada, ou finge que de nada sabe. O filho é um menino muito bom.

Tão recorrente quanto essa conversa em dia de rebelião é a arbitrária absolvição pelo presidente Lula de todos os delinquentes de estimação. Peculato, furto, roubo, lavagem de dinheiro, estelionato, formação de quadrilha, estupro do sigilo bancário, um e outro assassinato de prefeito ─ seja qual for o crime cometido, os autores continuam inocentes. São bons companheiros. São meninos bons. Culpada é a imprensa, que sofre de denuncismo epidêmico e enxerga pecado onde só existe virtude.

José Dirceu, Antonio Palocci, Matilde Ribeiro, Benedita da Silva, Severino Cavalcanti, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Fernando Collor, Romero Jucá, todos os mensaleiros, todos os sanguessugas, todos os aloprados, agora José Sarney ─ a lista é tão extensa quanto o prontuário da turma. Lula faz de conta que não sabe de nada.

A diferença entre o presidente e a mulher do presídio é que ela tenta socorrer um criminoso que está no xadrez porque é uma pessoa comum, ele só socorre criminosos que continuam em liberdade porque são pessoas incomuns. O destino transformou-a numa genuína mãe de bandido preso. A esperteza fez Lula virar mãe de bandido solto.


Augusto Nunes da Silva é jornalista, nascido em Taquaritinga, interior de S. Paulo, foi redator-chefe da revista Veja, diretor de redação das revistas Época e Forbes, dos jornais O Estado de S. Paulo, Gazeta Mercantil e Zero Hora, além de diretor-executivo do Jornal do Brasil. Foi também apresentador do programa Roda Vida da TV Cultura e do programa "Verso & Reverso" da TVJB. Augusto Nunes escreveu diversos livros, entre os quais: "Minha Razão de Viver - Memórias de um Repórter" (livro de memórias de Samuel Wainer), "Tancredo" (biografia de Tancredo Neves), "O Reformador: um Perfil do Deputado Luís Eduardo Magalhães" e "A Esperança Estilhaçada", sobre a atual crise política, entre outros. É um dos personagens do livro "Eles Mudaram a Imprensa", da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que selecionou os seis jornalistas mais inovadores dos últimos 30 anos, além de ter ganho por quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Atualmente, Nunes escreve uma coluna na edição eletrônica da Revista VEJA.




Publicado na seção Direto ao Ponto da "Coluna do Augusto Nunes".
Terça-feira, 23 de junho de 2009.



O "ALTER EGO" DO POVO BRASILEIRO – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira





 
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