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Wednesday, June 24, 2009

Sir Ney, "sarney", se até o sobrenome da "famiglia" é falso...














































O GRÃO MESTRE DA CLOACA DA ESBÓRNIA
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Elevado à camada dos bem-aventurados, entes de gracioso estado de santidade e graça celestial pelo "bruxo do nordeste" (auto-intitulado o "maior estadista" que já transitou nestas plagas), o Exmo e desacreditado Senhor Presidente do Senado foi alçado aos píncaros dos deuses, e repousa, portanto, acima dos demais mortais. Faz companhia, entre outros, ao êmulo da honestidade e da retidão de caráter, o injustiçado ex-Deputado Federal Severino, considerado pelo nosso verboso monarca, um supimpa "cabra da peste". Não esqueçamos que o Severino foi eleito prefeito, graças ao valioso aval de sua integridade, endossada pelo imparcial pensador que dirige os destinos da Nação.

Diante do óbvio, ocorreu-nos que o recém inaugurado "Museu da Corrupção" está incompleto. Lastimosamente carece o singular acervo, das estátuas de seus venerandos heróis.

Por certo, faltará espaço naquele memorial para tantos homenageados. Podemos reclamar do esquecimento das figuras maiores da propina, do golpe, das licitações fajutas, dos desvios pecuniários, dos roubos escancarados, das tramóias e esbulhos, dos ilícitos praticados à larga e de roldão por astutos políticos do passado.

Realmente, daqueles, permanecem indícios de que eram contumazes ladravazes, entretanto, as provas se perderam na poeira dos tempos. Mas o que dizer dos exemplos de agora, dos ícones atuais? Onde estão o reconhecimento, as homenagens, os lauréis?

São tantos, dirão os Curadores do Museu. Mas, por que não imortalizar os atuais? Os que proliferaram com o fim da "dita branda"? Sim, são tantos. Como laureá–los sem cometer injustiças?

Na multidão que se acotovela para inscrever seu nome no "Livro de Ouro", diante do descortino de seus sombrios passos nos escaninhos do poder, um se sobressai – o imortal José Sarney.

Click no banner abaixo para fazer uma visita virtual ao MuCo – Museu da Corrupção.






Sarney poderia ser entronizado como "o equilibrista", tal sua longevidade junto aos poderosos e ao poder. É um camaleão profissional. Por tudo o que o magnífico Sarney e sua prole legaram de ensinamentos para as futuras gerações como exemplos de sucesso, apesar de nadarem de braçada no mar da pusilanimidade, na sombra e na água fresca, sua gloriosa trajetória política é digna de ser cantada em prosa e verso. E sua imagem, esculpida em bronze.

Como Presidente da Nação, de 1985 a 1990, destacou-se como o pai da maior inflação gestada neste País. Não bastasse, em janeiro de 1987, decretou a moratória. Diante tantos e retumbantes fracassos, só podia dar no que deu; Sarney conquistou com méritos o seu diploma de "Homem de Visão", justo reconhecimento da sociedade agradecida, diante da virtuosa figura. É um monumento, asseveram seus correligionários.

Ao propormos, que o insigne cidadão, que conseguiu manter na pobreza e na ignorância dois estados da federação, tenha sua majestosa estátua no hall de entrada do "Museu da Corrupção", cumprimos um dever de justiça.

Sabemos, pelo "nosso guia", que o probo Senador, não é qualquer vivente e "merece respeito". Assim, dia-a-ia, o desgoverno vai criando a cota dos "desonestos inimputáveis", selecionadissima máfia da esquerdalha, simpatizantes e aderentes de ocasião. Sarney, o "maribondo de fogo", um imortal da Academia Brasileira de Letras (pobre Brasil), é "hors concours".

O Sarney, cognominado de "o epítome da bandalha enrustida", encabeça, por suas decantadas qualidades, reconhecida desfaçatez e proverbial capacidade de negar qualquer envolvimento em "maracutaias" e flagrantes abusos e usufrutos de poder, diante de contundentes e explícitas comprovações, sem mexer um músculo da face, encabeça com méritos, aquele rol de afamados cidadãos.

E merece ser perenizado. Daí... E, por exultação incontida, em face do que nos aguarda, bradamos convictos e rútilos de admiração "que viva a república socialista–cotista", futuro objetivo do "estado policialesco", que está sendo implantado através da "enrolação e da boçalização do politicamente correto".


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" – (Regional Brasília).
Segunda-feira, 22 de junho de 2009.




O BÊBADO E O EQUILIBRISTA










































O presidente e a mãe de preso
por Augusto Nunes

Tão recorrente quanto tiroteio em faroeste é o diálogo entre o repórter da TV e a mulher que chora na calçada do presídio conflagrado por uma rebelião.

– A senhora tem parente lá dentro?

– Meu filho ─ informa a voz aflita. ─ Fez umas besteiras porque andou em má companhia, mas é um menino muito bom.

Vai-se conferir a folha corrida e as besteiras não foram pouca coisa. Homicídio, latrocínio, assalto a mão armada, estupro, tentativa de assassinato, por aí. A mãe não sabe de nada, ou finge que de nada sabe. O filho é um menino muito bom.

Tão recorrente quanto essa conversa em dia de rebelião é a arbitrária absolvição pelo presidente Lula de todos os delinquentes de estimação. Peculato, furto, roubo, lavagem de dinheiro, estelionato, formação de quadrilha, estupro do sigilo bancário, um e outro assassinato de prefeito ─ seja qual for o crime cometido, os autores continuam inocentes. São bons companheiros. São meninos bons. Culpada é a imprensa, que sofre de denuncismo epidêmico e enxerga pecado onde só existe virtude.

José Dirceu, Antonio Palocci, Matilde Ribeiro, Benedita da Silva, Severino Cavalcanti, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Fernando Collor, Romero Jucá, todos os mensaleiros, todos os sanguessugas, todos os aloprados, agora José Sarney ─ a lista é tão extensa quanto o prontuário da turma. Lula faz de conta que não sabe de nada.

A diferença entre o presidente e a mulher do presídio é que ela tenta socorrer um criminoso que está no xadrez porque é uma pessoa comum, ele só socorre criminosos que continuam em liberdade porque são pessoas incomuns. O destino transformou-a numa genuína mãe de bandido preso. A esperteza fez Lula virar mãe de bandido solto.


Augusto Nunes da Silva é jornalista, nascido em Taquaritinga, interior de S. Paulo, foi redator-chefe da revista Veja, diretor de redação das revistas Época e Forbes, dos jornais O Estado de S. Paulo, Gazeta Mercantil e Zero Hora, além de diretor-executivo do Jornal do Brasil. Foi também apresentador do programa Roda Vida da TV Cultura e do programa "Verso & Reverso" da TVJB. Augusto Nunes escreveu diversos livros, entre os quais: "Minha Razão de Viver - Memórias de um Repórter" (livro de memórias de Samuel Wainer), "Tancredo" (biografia de Tancredo Neves), "O Reformador: um Perfil do Deputado Luís Eduardo Magalhães" e "A Esperança Estilhaçada", sobre a atual crise política, entre outros. É um dos personagens do livro "Eles Mudaram a Imprensa", da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que selecionou os seis jornalistas mais inovadores dos últimos 30 anos, além de ter ganho por quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Atualmente, Nunes escreve uma coluna na edição eletrônica da Revista VEJA.




Publicado na seção Direto ao Ponto da "Coluna do Augusto Nunes".
Terça-feira, 23 de junho de 2009.



O "ALTER EGO" DO POVO BRASILEIRO – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira





Thursday, June 18, 2009

16%: ESTE É O PERCENTUAL DE BRASILEIROS QUE CARREGAM O PAÍS NAS "COSTAS". OS 84% "RESTANTES", SÃO MEROS PARASITAS!










































O "ALTER EGO" DO POVO BRASILEIRO
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Segundo conhecidas, embora questionáveis fontes de pesquisa, o "nosso guia" atingiu a estupenda marca de 84% da preferência nacional.

Se o "nosso guia" não representa o povo, pelo menos o traçado de sua personalidade se encaixa, perfeitamente, sem grandes esforços, no protótipo no qual maciça parte da "galera" se identifica.

A imagem é verdadeira, na medida em que o universo daqueles, que de certa forma desfrutam das distorções emanadas de semelhante identificação, cresce, assustadoramente (84%?), num virtuoso círculo vicioso de usufruírem, sem fazer força, graças à falta de qualquer prurido moral, de pequenas esmolas até as polpudas vantagens que propagam-se no caos de imoralidade que se implantou.

Para os 16% que restam, só podemos lamentar que ainda persistam em sua cruzada em prol de um Brasil grandioso e altaneiro. A reviravolta, somente ocorrerá, através de uma educação responsável, de uma conscientização, da criação de uma mentalidade cívica, na moldagem de uma cidadania decorrente de algumas décadas de forjamento. É um trabalho de Hércules, sem as glórias do herói.

Não vislumbramos nada semelhante, no curto e médio horizonte. Muito pelo contrário.

Como não admirar um indivíduo que não tenha freios, nem compromissos, que não trabalhe, que diga e se desdiga ao sabor das conveniências, que utilize um cartão sem limites, que viaje à beça, que se hospede nos hotéis mais afamados, que pose para fotos ao lado dos mais proeminentes homens públicos do cenário internacional, que não tenha freios na língua, que vocifere as maiores barbaridades, sem que lhe faltem os calorosos aplausos. É o sonho de 84% dos nacionais. É o reinado sem coroa, mas com todas as vantagens da irresponsabilidade irrestrita.

Mas, como repreender ou ruborizar-se diante da conduta irreverente e inconseqüente do "paspalho", quando nós, é que realmente somos as suas marionetes?

Como reprimir desmandos e descasos, quando soterrados sob um "tsunami" de corrupções explícitas e implícitas do Congresso, nenhuma enclítica e respeitada voz se atreva a apontar acusadoramente para os culpados? Como atirar a primeira pedra, se a cada tampa de panela levantada, aspiramos a fétida podridão da desonestidade, da má fé, da malversação e da propina?

Como bradar por medidas e providências, quando em todos os níveis de governo e disseminados em todos os estados da Federação exista uma camada de lama capaz de cobrir qualquer indignação, quanto mais um arremedo de reação?

Como exigir justiça, probidade e grandeza de vis Poderes que foram aquinhoados em poucos anos com percentuais monstruosos de aumento salarial? Entre janeiro de 1995 e dezembro de 2008, a folha do Judiciário foi tonificada em 295%, a do Executivo em 72% e a do Legislativo em 187%.

Ah! Como custa barato comprar consciências, não importando a sua coloração política, ideológica ou da farda. Nada que um cargo de Conselheiro de alguma Estatal, com algumas benesses remuneratórias, e algumas mordomias, não possam aquietar.

Nenhuma voz por rouca que seja, dentre os Poderes da República é capaz de esboçar a mais canhestra reação. Onde estão os legisladores? Os juristas? As leis? A justiça?

Bom, a Justiça e a Lei, de mãos dadas, acabam de condenar a socialite Daslu a 94 anos de prisão. Enquanto isto, no passado Pan Americano no Rio, o TCU acusa que o superfaturamento do evento atingiu a astronômica cifra de 50 vezes o orçamento inicial. Sim, e daí?

E os Legisladores? Ao que parece estão prestes a decretar, oficialmente, a Discriminação Racial no Brasil. E haja cota. E haja minoria sexual.

Assim, como derrubar o bobalhão que se encontra refestelado no poder, lambuzado nas arbitrariedades e nas iniqüidades que o poder corrompido, uma claque complacente e cúmplice, e uma mídia amestrada sem o menor compromisso lhe concedem?

Não com surpresa, porém pesarosos, admitimos que nada, a não ser um milagre, poderá reverter o caos que se aproxima.

Realmente, impressiona-nos que ainda existam 16% de insatisfeitos. Talvez seja um modesto sinal de que nem tudo está perdido.

Avante 16%. No mínimo, lutaremos um bom combate.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" – (Regional Brasília).
Segunda-feira, 15 de junho de 2009.



JUNTE-SE AOS BONS!












UM PINGUÇO SEM NENHUM CARÁTER, NADA MAIS DO QUE ISSO!





O "ALTER EGO" DO POVO BRASILEIRO – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Monday, May 11, 2009

O CAÇADOR DA OSSADA PERDIDA.











































Acima o Cmt do EB, pronto para a mais importante "missão" de sua carreira, ou seja, garimpar e exumar os restos dos excrementos traidores da Pátria, que na região do Araguaia na década de 70, tentaram implantar uma guerrilha semelhante as FARCs colombianas, sob a sujeição de estados comunistas, como a extinta U.R.S.S, China, Albânia e claro, a sempre presente ilhota "paraíso" Cuba. Assim que o nobre Cmt, der por cumprida sua missão e de posse dos "valiosos" ossículos, possivelmente receba uma ordem do seu chefete, o generalíssimo Nelson "ximango" Jobim, para que tais despojos, por se tratarem de verdadeiros "heróis" nacionais, sejam depositados naquele monumento localizado no Aterro do Flamengo, lado a lado com aqueles ali homenageados. Dessa gentalha tudo é possível, não duvidem!

A meu ver, o comandante de um exército regular, que aceita tal "missão" e ordena aos seus comandados este tipo de incumbência, está colocando em xeque o mote: "Exército de ontem, de hoje e de sempre", pois quando manda os "soldados de hoje" procurar e exumar feitos coveiros, "restos" de inimigos apátridas, devidamente abatidos em combate pelos "soldados de ontem", está no mínimo pondo em dúvida a legalidade das ações à época levadas a efeito, nesse caso, podemos supor que as tropas que participaram daquelas operações cometeram crimes contra um grupo de pessoas pacíficas, que apenas se reuniam às margens do rio Araguaia, para cantar, rezar e celebrar a liberdade, uma verdadeira comunidade hippie. Sendo assim, com certeza aqueles "soldados de ontem", devem responder pelo crime de genocídio perante a uma corte internacional de justiça, proponho reativar Nuremberg.
Bootlead


SEGUINDO A PRAXE, MAIS UMA BOFETADA E MAIS UM VIGOROSO PONTAPÉ.
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

A primeira refere-se à recente e contundente declaração do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que os crimes da ditadura militar não poderão ficar impunes (doa a quem doer), ao mesmo tempo em que sacramentava mais uma polpuda bolsa-anistia para um inocente terrorista.

Não importa para aqueles justiceiros que um mar de lama inunde a deplorável e irrecuperável Nação. O que interessa de fato...

Quanto às indenizações, apesar dos milhares de processos na fila da bolsa-anistia, o País é rico, e será impossível, que cada perseguido e seus descendentes, não recebam a sua justa recompensa.

Lamentavelmente, na imundice nacional, ainda sobrevivem (veja-se o substancial corte de 40% no orçamento deste ano e a redução de 50% na incorporação), sabe Deus como, sua última pária, os inocentes militares das Forças Armadas. Mas não por muito tempo...

Não faz o menor sentido atestarmos, cotidianamente, que vive-se num País podre de cima abaixo, de norte a sul, de leste a oeste. Conscientemente, nada e ninguém se salva, os noticiosos que nos desmintam. A começar pela própria "justiça" que poderia ser nomeada de canalhamente "injusta", por sua proverbial incúria e pífia, quando não parcial, atuação. Contudo, os magistrados, rútilos de cínico patriotismo, demonstrando distorcido amor à verdade, tomados de inaudita indignação, exigem que os militares, que cumpriam sua missão legal de combater o terrorismo sejam caçados e punidos.

Tiradentes, por afrontar o governo imperial foi esquartejado e teve suas partes espalhadas aos quatro ventos, no mínimo, esperam que os indigitados militares tenham igual ou pior destino. Embora, saibamos que sua intenção real, é a de atingir o Exército Brasileiro, e torná-lo tão pequeno, tão indefeso e inerme, que não possa, mesmo que queira esboçar, uma mínima reação.

É coisa para não recuperar a dignidade nos próximos cem anos. Haja vista, a notícia a seguir, que confirma o triste vaticínio.

O segundo refere-se à busca dos corpos dos desaparecidos na guerrilha do Araguaia. Ano após ano, depois do fim dos governos militares, foram e são organizadas e divulgadas à larga pela grande imprensa, as medidas para o resgate das pretensas ossadas dos inocentes heróis guerrilheiros. Com estardalhaço, anualmente, são formadas Comissões e copiosos grupos que lançam-se, sem quartel, na tétrica empreitada. Felizmente, com o advento do exame de DNA as buscas tem sido infrutíferas. Não houvesse o exame, sabe-se lá quantas ossadas já não teriam sido desenterradas, atendendo aos nobres anseios de seus interesseiros agentes.

Assim, a boa-nova é a de que o Exército deverá procurar e desenterrar as ossadas dos mortos pela tirania militar durante o "massacre" do Araguaia. Alguns, os pessimistas, poderão tachar a missão (Subsidiária? Humanitária?), de maquiavélica; outros, de inocente, por julgarem que somente uma Instituição respeitável seria capaz de comer no mesmo prato em que outros cuspiram, sem o menor tremor.

Meus amigos, nós ainda ouviremos um clamor, exigindo que sejam desenterrados os ossos dos ex-presidentes militares da "dita branda" para as devidas punições, pois, para os seus acusadores é preciso resgatar a justiça, para isso, mesmo os mortos têm dívidas a pagar.

Ante as últimas demonstrações de inigualável empáfia protagonizadas por obra e graça dos nossos magistrados e da magistral (Esperta? Desmoralizante? Sarcástica?) decisão de colocar o Exército Brasileiro de quatro cavoucando buracos na região do Araguaia, sem qualquer reação visível por parte das autoridades militares, poucas esperanças nos restam na justiça dos homens aos serviços do desgoverno.

Quanto à busca das ossadas, esperamos que os Pelotões de Sepultamento estejam à altura da missão e desenterrem, também, a nossa dignidade, provavelmente, semi-sepulta em cova rasa naquela região.

Por derradeiro, e exalando o último suspiro, admitamos, este é, sem sombra de dúvida, um País sério. Não importa que alguns insistam em afirmar o contrário.

Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" (Regional Brasília).
Quinta-feira, 07 de maio de 2009.































O ASSALTO NO QG DO EXÉRCITO
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

O Assalto no QG do Exército ou a Apoteose do Desrespeito com o moral ao rés do chão e com o orgulho em frangalhos, doravante, aproveitando a onda da gripe suína, aconselhamos aos militares a utilizarem à guisa de precaução contra o vírus mexicano, mas, ainda, para encobrir a face enrubescida, a máscara cirúrgica. O subterfúgio nos parece apropriado para escondermos o rosto da vergonha ao saber que uma dupla de reles assaltantes assaltou um banco sediado no Quartel - General do Exército.

Após o triste evento, que caracteriza uma inimaginável afronta aos militares e uma monumental descrença no seu treinamento e no seu preparo profissional, além de um infame descaso e uma descabida afronta para com a Instituição, e contra tudo aquilo que ela deveria representar.

A inconcebível audácia nos permite uma cristalina leitura da ocorrência, cujas raízes, mais profundas, vêm germinando e florescendo há alguns anos.

O destempero ocorreu no rastro da falta de consideração para com as coisas da caserna que, infelizmente, alguns militares vêm construindo com desusado labor nas últimas décadas. Entendamos que a dupla de assaltantes teve o atrevimento de assaltar uma instalação militar pretensamente super vigiada e protegida e, cujas vias de acesso poderiam ser total e facilmente bloqueadas em curto espaço de tempo. No entanto, a reles e pífia dupla de marginais atreveu - se, descaradamente, a planejar e executar seu tosco plano. E o pior, certamente, a dupla esperava escapar, como escapou, até o momento presente.

Assombra - nos, além da petulância, uma atitude ou a falta dela, que resume o nosso pesar, o DESRESPEITO da dupla de meliantes para com uma entidade, instituição ou qualquer órgão de repressão que possui na sua essência a força como instrumento de emprego e ação.

Contudo, o ridículo para não qualificar de lamentável evento, tem suas raízes numa espiral de permissividade, passividade e impunidade consentidas que se arrastaram ao longo dos últimos anos, e que alimentaram um flagrante clima de desdém em relação à Instituição. Ao olharmos para o passado, fica difícil precisar quando tudo começou. Seria, durante os "anos de chumbo", que de "duros" só tiveram o nome? Aparentemente, não. Seria, quando simples sanções disciplinares passaram a ser arbitradas pela justiça comum? Seria, quando o Adido Militar no Reino Unido foi sumariamente afastado por clamor da "esquerdalha"? Seria pelo descaso da Instituição em relação aos militares que cumpriram sua missão e hoje são perseguidos e tachados de torturadores? Ou, seria pela falta de pudor em cobrir de méritos e medalhas conhecidos detratores e mesmo antigos terroristas? E o abandono do Tenente Vinicius, aquele do Morro da Providência? Quem sabe, seria a busca das ossadas dos mortos na Guerrilha do Araguaia, apenas para satisfazer o ego do "espaçoso" Jobim? Afinal, são tantas emoções.

Por certo, vasculhando o passado, saltarão aos nossos olhos um turbilhão de atos e fatos que pavimentaram o caminho para o último (é melhor chamar de penúltimo, pois não sabemos o que nos aguarda no futuro) assalto, para o recente roubo dos sete fuzis, para o lançamento de livros e memoriais, monumentos e edificações que flagrantemente agrediram e agridem a dignidade da Força Terrestre.

Todavia, sendo a esperança a última que morre, confiamos nas medidas que serão adotadas e que breve, a dupla de descarados seja, definitivamente, encarcerada pela fulminante atuação da Instituição.

Finalmente, concluímos, desgraça pouca é bobagem.

Publicado no blog "A CONTINÊNCIA" (Cel Erildo).
Sábado, 09 de maio de 2009.



Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.















A Disputa pelo Poder – Cel Av Luís Mauro Ferreira Gomes



O candidato Serra – Ipojuca Pontes













Tuesday, March 10, 2009

A Praça dos Três Poderes: O tricéfalo "Cérbero" * com seu apetite insaciável.

Ilustração: "Cérbero" de Paul Gustave Doré para a Divina Comédia.

































Click AQUI se desejar ver a imagem no tamanho original (1024 x 818)

Antessala do inferno
por João Ubaldo Ribeiro

Não está na moda acreditar no inferno, mas encaro isso com suspeita, pois não dizem que a maior vitória de Satanás é não acreditarem nele? Aliás, atrevendo-me a adivinhar a estratégia do Inimigo, imagino que deve ser assim mesmo, pois ao desdenhar da sua dele existência e das penas avernais, seus prepostos e futuras almas sob seu domínio vão fazendo o trabalho dele sem lhe dar cuidados. A expressão "estar como o Diabo gosta" deixa de ser brincalhona e passa a aplicarse seriamente ao Brasil. Correndo o risco de soar cínico, chego a sugerir que a crença na existência do inferno seja fomentada pelos óbvios descrentes que nos governam. (Ou então creem, mas acham que Deus olha para o outro lado e não os vê nas muitas horas em que estão perpetrando todo tipo de bandidagem; e, claro, confiam em que a misericórdia divina é infinita, esquecendo que é infinita, mas não otária.) Funcionaria, se é que não já funciona, como excelente ópio do povo. Acreditar no inferno pode ser, para muitos brasileiros, a única maneira de manter uma relativa sanidade mental. Já se viu que, neste vale de lágrimas, os salteadores que se instalaram em todos os poderes, em todos os níveis, em todos os graus desta federação de meia-tigela, nunca vão pagar por nada. Por conseguinte, resta ao cidadão ultrajado, roubado, menosprezado e vilipendiado botar fé em que Satanás, mais dia menos dia, cuidará do assunto à sua maneira.

Não foi à toa que, como é mostrado no livro de Jó, Deus criou Satanás e tem uma certa curiosidade paternal sobre ele e suas realizações — vamos dizer que o acha um mal necessário.

Talvez até não seja tão ridículo assim imaginar um inferno como nas ilustrações de Gustave Doré para A Divina Comédia, ou mesmo pior, com lagartões comendo o sujeito vivo, poças de excremento onde se é obrigado a chafurdar ("saíste do metafórico para o literal", poderá brincar um diabão letrado, ao aplicar esse tratamento no próximo senador que for dar com os costados lá), tentar dormir em catres permanentemente úmidos, frios, cheios de pulgas, aranhas, baratas e ratazanas, com o sono frequentado por pesadelos medonhos.

Por que não? Todo homem constrói seu próprio inferno e, se é assim que pensa no inferno um desses meliantes, assim seu inferno será.

Peço desculpas pela teologia de botequim, mas creio estar dando minha contribuição para a estabilidade social do país. Existe inferno, tem que existir.

Inicialmente, pensei em tomar emprestada a expressão aplicada por um senador ao Congresso Nacional (ou somente ao Senado, não tenho certeza, mas me responsabilizo pela extensão): casa de tolerância. Mas depois pensei na grande injustiça contra as prostitutas assim cometida pelo senador e não quis repeti-la aqui. Não estou fazendo graça, não, é uma injustiça mesmo. Quantas prostitutas (só estou tratando das profissionais, as idôneas) se locupletaram do dinheiro público? Quantas prostitutas afanaram verbas destinadas a obras de saneamento, merendas escolares e todo tipo de programa, até mesmo os destinados a matar a fome dos mais miseráveis? Ou seja, quantas prostitutas encheram o pandulho às custas da fome de uma criança? Quantas prostitutas mantêm escravos a seu serviço? Quantas prostitutas mentem como rotina, se valem de truques jurídicos para tirar o toba da seringa e enriquecem por fraude, concussão, advocacia administrativa e todo tipo de tramoia concebível? Quantas prostitutas têm entrada na polícia ou respondem a processos criminais, descontando-se que não têm imunidade nem foro especial e são tratadas com santimonial hipocrisia até pelos fregueses? Quantas prostitutas contribuem todos os dias para a descrença geral, o cinismo, a desmoralização das instituições democráticas, o "cada um cuide de si", "farinha pouca, meu pirão primeiro", "se eu não meter a mão, neguinho vem e mete", "vassífu o avião, que eu não sou piloto" e mais lemas que hoje orientam nosso comportamento? Será exagero aqui do poeta oferecer a hipótese de que o Brasil tem muitíssimo melhor exemplo em suas putas que em seus parlamentares? Os congressistas talvez se enganem um pouco com a imagem do Congresso e de seus membros. Enganamse para melhor, pois pouco falta para, na usança popular, político, deputado, senador, vereador etc. virarem sinônimos perfeitos de ladrão esperto e impune. Pelo interior do Brasil, já há muita gente apelidada pejorativamente de Político ou Deputado e sei de pelo menos um proprietário de jegues, Luíz Olegarino, lá de Itaparica, que se recusa a chamar seus animais de qualquer nome que, mesmo remotamente, lembre políticos.

"O bichinho nasce e eu vou logo difamando?", diz Luís.

Ninguém os respeita. Pela frente, sim, a maior parte com medo de desagradar à autoridade. Fomos, quase todos nós, criados para ter uma postura subserviente diante da autoridade e agir como se o ocupante de cargo público não existisse para servir ao cidadão. Outra parte por puxa-saquismo.

E ainda outra parte por admiração, pois considera a política, conforme o exemplo vindo de cima, o caminho mais seguro para o sujeito "se fazer". Tanto assim que se contam nos dedos os políticos que não encerram a carreira com o patrimônio opulentamente engordado, tudo dentro desta "legalidade" indecente, que não se faz nada para mudar. A coisa pública é conduzida como feudo, aceita-se tudo e não se responde por nada, dentro de um sistema podre, imoral e delinquente, sem valores que não os da pilhagem, sem ética que não a do silêncio conivente, sem ideal que não a prosperidade pessoal.

O país é governado por decretosleis com o nome artístico de medidas provisórias.

O Congresso, para o povo, não é nada, não serve para nada além de roubar e dar despesa. E ainda falam em imagem. Nem se olhem no espelho, que o espelho ou quebra ou cospe em vocês. E, sim, o inferno existe, pensem nisso.

*NR. Na mitologia grega, Cérbero ou Cerberus (em grego, Kerberos = "demônio do poço") era um monstruoso cão de três cabeças e cobras ao redor do pescoço que guardava a entrada do Hades, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Em "A Divina Comédia" de Dante Alighieri, Cérbero aparece no Inferno dos Gulosos.


João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro nasceu na Ilha de Itaparica, Bahia, em 23 de janeiro de 1941. Iniciou no jornalismo trabalhando como repórter no Jornal da Bahia e, tempos depois, tornou-se editor-chefe do Jornal A Tribuna da Bahia. Com seu livro, Sargento Getúlio, de 1971, ganhou o Prêmio Jabuti. Morou nos EUA, em Portugal e na Alemanha. Participou de adaptações de textos seus e de terceiros para televisão e cinema e foi premiado e homenageado em várias partes do mundo. Atualmente assina textos semanais nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo. É um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos, autor de clássicos como Viva o Povo Brasileiro, que já superou a marca dos 120 mil exemplares vendidos e é membro da Academia Brasileira de Letras. Escreveu mais de 15 livros, traduzidos em 16 países.


Publicado no jornal "O Globo".
Domingo, 08 de março de 2009.




NEM TUDO ESTÁ DOMINADO – A DECISÃO DO CONFRONTO NECESSÁRIO I e II – Geraldo Almendra





Sunday, November 23, 2008

Animal de estimação "adestrado" pelo próprio "dono"!


































Como lidar com pato manco
por Mauro Chaves

O problema é que ele ainda não sabe que é pato e muito menos que é manco - se é que já ouviu falar dos lame ducks, apelido que os norte-americanos dão aos governantes em fim de poder. Ele não se sente esvaziado - e, se sentir, finge que não se sente. Não percebe ou finge que não percebe que suas ordens estão longe de ser prontamente atendidas, como antigamente. Até o cafezinho demora muito mais - e chega frio, faltando adoçante de envelope (vindo só o feio frasco de gotas). A displicência toma conta do seu gabinete - e dos seus Ministérios, e do seu governo. Mas ele ainda pensa que todos à sua volta continuam, como antes, concentrados 24 horas por dia para lhe agradar. É capaz de, meticulosamente, medir tudo, menos o grau de importância que ainda consegue preservar - mas que despenca a cada novo dia que o aproxima da planície.

É claro que um pato que tentou durante 20 anos entrar cinco vezes na lagoa - e o conseguiu em duas - se acostumou a desfrutar essas tentativas, até mais do que a própria lagoa. Mas não tendo encontrado quem possa suceder-lhe no comando da lagoa - e vendo-a só sobrevoada ostensivamente por outra espécie de ave, de bico grosso -, o pato manco se esforça por colocar em seu lugar alguém cuja rigidez de movimento de asas (à prova de qualquer treinamento com bambolê) mais se assemelha a uma estátua de ave do que a uma ave natural. De qualquer forma, foi o pato chefe que precipitou desastradamente a própria sucessão. Isso foi sua maior mancada - tanto que o tornou manco muito ante do tempo.

Quando o pato ainda era todo-poderoso e desfrutava popularidade recordista entre penosos e outros bichos de variada espécie, tinha todas as razões para se sentir acima de todos os bicos e asas. Fora favorecido, na lagoa, pelo elevado nível das águas que provinham de mananciais externos em excelente estado de vazão. Os patinhos que eram (ou se esforçavam para permanecer) mais raquíticos recebiam bolsas de milho sem precisar fazer nenhum esforço de catação. Muitos patos auxiliares faziam coisas feias nas bordas da lagoa - pegando porções que não lhes pertenciam e oferecendo milho extra e patuás de propinas para que alguns não os delatassem -, mas o pato chefe nunca sabia de nada, não tinha a menor idéia do que pudesse ocorrer de errado com seus subordinados, nem mesmo quanto ao milho não-contabilizado.

Por outro lado, sempre que algum pato companheiro procurava se destacar na lagoa, ou tentava disputar o poder com o chefe, tinha por este as asinhas cortadas, de uma forma ou de outra. Assim a lagoa ficou sob o domínio de um pato só, com a perspectiva de ser dominada não mais por pato algum - mas sim por um tucano que nunca parou de realizar seus vôos rasantes por sua superfície. E eis que, sem que bichos de espécie alguma esperassem, surgiu um tremendo tsunami (que o pato chefe, inicialmente, identificou como simples marolinha) que começou a arrasar muitos lagos vizinhos e se aproxima, perigosamente. Coincidiu a intempérie com o fato de o pato chefe estar na plena situação de pato manco. Os poderes totais de que este se sentia investido, o enorme sucesso pesqueiro que julgara ter obtido - e que "nunca antes havia ocorrido nesta lagoa" - passaram a escoar rapidamente por um bueiro que parecia invisível (mas de cuja existência, no fundo, todos desconfiavam).

Então, o que fazer? Como lidar com um pato manco que ainda acredita poder deslizar tranqüilo pela superfície da lagoa, no pouco tempo que ainda lhe resta para comandá-la, apesar do torvelinho que tem pela frente? A primeira coisa a fazer é procurar deixá-lo na ilusão de que ainda não é pato manco. Pois, se ele tiver consciência da própria patomanquice, é um perigo. Ninguém sabe como poderá reagir. Poderá sucumbir à tentação de fazer acordos até com alguns velhos urubus - o que seria péssimo para o processo de oxigenação da lagoa que se espera daqui a dois anos. Assim, não se pode deixar que saia da euforia habitual para entrar num processo de solidão que leve à depressão. É preciso que não perca a capacidade de festejo, nem a de comemorar até a vitória de campeão da segunda divisão - categoria, aliás, que marcou todo o seu governo da lagoa.

É preciso redobrar a paciência e aturar, com generosidade, a continuação das hipérboles, prosopopéias e antonomásias improvisadas, dos conselhos bombásticos a todos os dirigentes das lagoas do planeta, das tentativas de liderar as 20 maiores do mundo - em menoscabo das que são, efetivamente, as oito maiores. É preciso não se queixar quando ele repete e insiste nas excelências dos feitos de antecessores adversários como se tratasse dos próprios feitos, ou quando atribui a erros alheios o que, há pouco, comemorava como acertos seus.

É necessário reconhecer, sobretudo, as notáveis qualidades do que virou pato manco. Ele até conseguiu melhorar o volume de alimentos produzidos na lagoa, tamanho foi o sucesso em repetir e até aperfeiçoar o sistema de coleta alimentar feito por seu antecessor - embora nisso tenha empregado auxiliares demais que só nadavam e, mesmo assim, em águas não muito limpas. A enorme facilidade de comunicação foi outra qualidade que, durante a fase dos peixes gordos, só aumentou o prestígio do chefe. Foi ele quem demonstrou - "como nunca antes nesta lagoa" - a maior capacidade de aquisição de convencimentos: pois nunca antes se dissera tanto "eu estou convencido de que", nesta patuléia. Mas sua qualidade mais extraordinária foi a de ensinar a usufruir os maiores sabores da vida com a maior economia de esforços. Nisso ele foi, é e sempre será um autêntico mestre. E o resto é papo (de pato).


Mauro Chaves é formado em Direito, Administração de Empresas, Filosofia, Cinema e Línguas, é jornalista, escritor, autor teatral, compositor e artista plástico. Mauro também é Editorialista e articulista do jornal "O Estado de S. Paulo", desde 1981 e comentarista político da Rede Gazeta de Televisão. Entre seus vários livros publicados, destacam-se "Três Contos Artificiais", "O Dólar Azul" e "Eu não disse?".
E-Mail: mauro.chaves@attglobal.net




Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo" (Opinião).
Sábado, 22 de novembro de 2008.
















O monstro no fundo do abismo – J. R. Nyquist


The Monster at the Bottom of the Abyss – J. R. Nyquist





Friday, October 17, 2008

Coroado o "imperador do pocilgão". Viva Dom Pedro LI!































Sou monarquista
por Paulo Carvalho Espíndola

Em 21 de abril de 1993, dei meu voto para a Monarquia, aderindo à campanha "Vote no Rei". Minha participação no plebiscito fez-me parte dos 7,5% dos votantes pelo 3º Império do Brasil. Perdi a parada e fui obrigado a votar, por mais três pleitos, em candidatos a mandatários desta República viciada e falida. Votei errado nos três.

Creio firmemente, entretanto, que nunca na história deste país a necessidade de um imperador impôs-se de maneira tão premente. Temo-lo de fato; falta-nos efetivá-lo de direito, sem nenhuma convulsão e na harmônica composição das forças políticas. O Imperador está diante de todos nós. Só nos falta entregar-lhe o cetro imperial para o regozijo de 80% dos brasileiros, segundo o que dizem os insuspeitos institutos de pesquisa.

Luiz Inácio Lula da Silva será Dom Pedro III e reinará absoluto!

Os arautos da dúvida e amantes do "deixa como está", certamente argumentarão com o berço pobre desse homem e pela falta de sangue azul em suas veias. Berço pobre? Isso é piada, em vista dos berços e das alcovas dos reis absolutistas; faltavam neles até as mínimas condições de higiene, embora sobrassem filigranas de ouro nos penicos. E o sangue azul? Isso é balela, pois todo sangue é vermelho e o do nosso candidato a monarca é vermelhíssimo, como sói acontecer com seus parceiros latino-americanos das potências Cuba, Bolívia, Equador, Paraguai e Venezuela. Malgrado o berço pobre, o virtual monarca do Brasil fez o que quis fazer em penicos aceitos da nobreza do sindicalismo e de financiadores do grande baile da Ilha Fiscal ainda vindouro.

Notícias alvissareiras li por estes dias. Na primeira delas, soube da pretensão dos bastidores do governo petista de prorrogar o mandato de Lula por mais dois anos, transferindo as próximas eleições presidenciais para 2012. Na segunda, a êxtase: a convocação de uma Constituinte não sei para quê. Suponho que seja para a divinação de um soberano absoluto.

Para isso, todavia, em primeiríssimo lugar precisamos escoimar os vícios da nossa práxis política. Reformas constitucionais não são necessárias. Tudo pode continuar como aí está na estrutura legal; apenas algumas poucas adaptações, talvez – e digo isso sem grande convicção -, sejam oportunas.

Visualizo essas mudanças, fundamentalmente e antes de tudo, com a purificação das "zelites". Imagino isso numa extrema unção a corruptos, comunistas, mensaleiros, "regenerados" criminosos políticos e outras figuras de rapina. Dez maracanãs, quinze morumbis, dezessetes mineirões e setecentos e vinte estádios de menor porte receberiam essa gente e todos nós assistiríamos, via satélite e pela internet, à grande remissão dos pecados. Incontáveis clones do Sumo Pontífice desceriam de helicópteros e ungiriam a todos. Xô satanases! Será o nascedouro de uma grande nobreza. De viscondes a barões nascerá a nova corte, sob a direção do maior dos nobres: o Duque José Dirceu.

Ao imperador Dom Pedro III, cortesãos renascidos. Dª Domitila de Castro, a revigorada Marquesa de Santos, substituirá com mais viço sessentonas guerrilheiras e psicoterapeutas sexuais tão em moda e candidatas a mandar em todos nós.

O nosso maior arquiteto, se ainda vivo estiver, modificará a sua obra e projetará na concha do Congresso um monumento ao monarca libertador.

Do pré-sal emergirão as nossas riquezas, que trarão meios e recursos para construção das Forças Armadas Imperiais. O Exército, inspirado pelo novo patrono, Marechal-de-Campo Carlos Lamarca, estará pronto a intervir, com presteza e extrema eficiência, na guarda do patrimônio da nobreza, no apartamento de brigas de cachorros bravos e em outras missões "constitucionais", sem descurar-se de missões subsidiárias, como a "improvável" defesa da integridade territorial do Brasil.

Infelizmente, o Império terá gente que, nos subterrâneos, conspirará.

Ratos do esgoto que imaginavam lutar pela democracia, no máximo conseguirão pensões e indenizações do Estado por terem defendido, de armas nas mãos, uma República cruel. Quão nobre será a nobreza, nessa comiseração...

Dom Pedro III, antes de "noço" guia, será o condutor do III Reich que vai dar certo. As marolas da economia global levá-lo-ão ao grande destino.

Palavras da salvação...


Paulo Carvalho Espíndola é Coronel do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" (Regional Brasília).
Sexta-feira, 17 de outubro de 2008.



PRESIDENTE URIBE: AGORA É A VEZ DA COLÔMBIA. NÃO VACILE, ELIMINE-OS SEM A MÍNIMA PIEDADE!



Coroado o "imperador do pocilgão". Viva Dom Pedro LI!

Monday, October 13, 2008

O Brasil está "FERRADO"!
Por quê? Aqueles que juraram defendê-lo com o sacrifício da própria vida,
NÃO CUMPRIRAM!










































A crise nas garras do Leão
por Ipojuca Pontes

Em Brasília tudo vai continuar sendo uma festa. Para a população trabalhadora e o contribuinte ficará a conta, como de costume.

Tudo indica que vai acabar a boa vida de Dr. Lula da Silva. Não falo, naturalmente, dos jantares palacianos servidos à base de finas entradas de vieiras grelhadas com tomate confit e de ótimas fatias de carne de javali importada, acompanhadas de excelsas taças de Romanée Conti, ao preço de R$ 20 mil a garrafa. Não, de modo algum: como se diz nas rodas vulgares, "quem é rei nunca perde a majestade". Os rega-bofes oficiais continuarão como de hábito.

O que parece chegar ao fim é a bazófia eufórica do "nunca dantes na história deste país…", a charla marota de um governo que se valia - para anunciar prosperidade ilusória - da expansão do crédito fácil e do jogo financeiro da banca internacional. Claro, a partir da "regulação estratégica" formatada com juros tabelados pela burocracia do Banco Central – daqui e d’além mar.

No seu clássico tratado de economia, "Ação Humana" (Instituto Liberal, Rio, 1990), Ludwig von Mises ensina que "a expansão do crédito é o principal instrumento do governo na sua luta contra a economia de mercado". Apesar da trágica experiência do crack de 1929 (fomentada em primeiro plano pela irresponsabilidade do Federal Reserve), desde o governo Jimmy Carter o banco central dos Estados Unidos vinha fazendo da política de expansão do crédito a chave-mestra para se chegar, pela via expressa do consumismo, ao Paraíso. Resultado: deu-se, como esperado, a eclosão da catastrófica tempestade de merda.

Sim, é fato: também por aqui, muito além da "marolinha" vaticinada pelo "guia genial da raça", o que se anuncia é o chumbo grosso. Quem sabe a estraçalhar, ao mesmo tempo, a expansão do consumo, o preço dos alimentos, o programa de aceleração de crescimento, o sonho do carro sem entrada e com 72 meses de financiamento, a criação de novos empregos e a manutenção dos antigos, o frenesi dos financiamentos imobiliários e o próprio comércio internacional (vantajoso) de commodities.

Onde vai desaguar tudo isso?

Pelo piar da coruja oficial, nas garras do Leão.

Leão, claro, é firula de linguagem - melhor seria dizer abutre, a ave sarcófaga que devora todo tipo de carne, humana ou não. Por que digo isso? Bem, pelo que se informa, a partir de reunião palaciana, os burocratas de Brasília, diante do "ambiente de incerteza provocada pela crise americana", voltaram as baterias para a aprovação no Senado da famigerada Contribuição Social para a Saúde (CSS) - o que se convencionou rotular nas rodas oficiais, algo debochadamente, como o "imposto do cheque".

De fato, é dose para leão, sobretudo quando estudo recente divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) dá conta de que o contribuinte brasileiro da classe média vai gastar este ano 75% do que ganha para pagar imposto e adquirir serviços que deveriam ser fornecidos pelo próprio governo, tais como, por exemplo, segurança, saúde e educação.

Como se sabe, o contribuinte brasileiro em geral tem de trabalhar, anualmente, até o dia 27 de maio para alimentar a gula fiscal da União (em parceria com estados e municípios). Mas este ano, devido ao aumento galopante dos impostos, o cidadão da classe média, com renda mensal entre 8 e 10 mil reais, precisou trabalhar até o dia 5 de junho para saldar suas dívidas com o fisco. E depois, visto que desgraça pouca é bobagem, ainda terá de suar a camisa até o final de setembro para suprir os débitos da ineficiência dos serviços que deveriam ser prestados nas três esferas do poder.

Segundo o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, restará ao cidadão da classe média, vítima das garras do leão, apenas os três meses restantes do ano - de 1° de outubro a 31 de dezembro – para trabalhar para si mesmo e suprir os gastos com moradia, alimentação, vestuário e, às vezes, porque ninguém é de ferro, algum lazer. Para chegar a tal conclusão, os analistas do IBPT tiveram como base dados fornecidos pela própria Receita e Tesouro Nacional, além de inúmeras instituições privadas, entre elas a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Federação Nacional das Escolas Particulares.

Mesmo diante da tempestade global, que se prenuncia duradoura, o governo não dá trégua ao contribuinte da classe média. Quer garfá-lo a todo custo. Por conseqüência, a partir de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), as empresas constituídas por profissionais liberais terão de pagar ao leão a parcela de 2,00% destinada ao Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), caso optem pela declaração do "lucro presumido". O que se afigura como duro golpe no bolso de advogados, médicos, dentistas, arquitetos, contadores, entre tantos outros profissionais liberais que tinham a cobrança da "contribuição" como inconstitucional.

Com carga tributária tida e havida como "das maiores do mundo", o governo, em plena crise, está se apropriando de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, que hoje gira em torno R$ 2 trilhões. Boa parte desse ervanário é torrada com a ampliação da máquina estatal que conta com mais de um milhão de servidores, além da doação de recursos a países "irmãos" da África e América Latina, custeio de viagens e mordomias, programas de aceleração de crescimento marcados pelo desvio de verbas e desperdício, e por aí vai. Sem falar no retorno firme da inflação, uma forma a mais de imposto que, já em agosto, no caso dos produtos alimentícios, atingiu o índice nada lisonjeiro de 12%.

O certo seria o governo cortar os gastos públicos vertiginosos que em parte vinham sendo alimentados pelos investidores estrangeiros agora em fuga. Mas, quem disse que Lula toma tenência? Além de anunciar aumentos de salários e novas contratações de servidores públicos, dando seqüência ao aparelhamento do Estado, o vosso presidente, na hora de apertar o cinto, recomenda a gastança desenfreada – pública e privada.

Ou seja: vai se ferrar – ferrando a nação.


Ipojuca Pontes é jornalista, cineasta e escritor, nasceu em Campina Grande, na Paraíba, e ao longo de sua carreira conquistou mais de trinta prêmios nacionais e internacionais. Foi também Secretário Nacional da Cultura no governo Fernando Collor de Mello.






Publicado no site " MídiaSemMáscara" (Editorias).
Segunda-feira, 13 de outubro de 2008.




São Paulo se conduz – Mauro Chaves



O Brasil está "FERRADO".

Tuesday, September 30, 2008

"Eu acho que não está longe da gente a atingir a perfeição no
tratamento de saúde neste país"
. (Lula - Porto Alegre em 19/04/2006)

Ilustração: Teste do Pezinho.

































Obs.: O Teste do Pezinho é um exame rápido de prevenção que coleta gotinhas de sangue do calcanhar do bebê com a finalidade de impedir o desenvolvimento de doenças as quais, se não tratadas, podem levar à deficiência intelectual e causar outros prejuízos à qualidade de vida das pessoas. A Fibrose Cística é uma das doenças triadas pelo teste. O teste é gratuito e obrigatório.


UMA DOR ABAFADA E QUE REVOLTA

30 de setembro de 2008

"O QUE MAIS ALTO RECEBEMOS DE DEUS E DA NATUREZA É A VIDA". (GOETHE)

AJUDE A DIFUNDIR E SALVE UMA VIDA. SÓ PRESSIONADOS OS ORGÃOS PÚBLICOS FUNCIONAM. (GTMELO)

Não sei como possa chamar este documento que estou escrevendo. Carta? Grito de Revolta? Vontade de morrer por ter nascido homem? Não sei. Só sei que vou desabafar para que o mundo tome conhecimento da falta de vergonha existente no meu País. Aqui os senhores encontrarão a GRANDEZA DA LUTA PELA VIDA!

Assisti, na TV, daí minha revolta, uma reportagem de brasileiras desesperadas, lá no Rio Grande do Sul, chorando e a Secretaria de Saúde dando explicações pela falta de um remédio muito caro para os portadores de FIBROSE CÍSTICA. Tomei um susto, pois o problema ainda continua e vivi este drama nos anos 80. E a justificativa, sempre, é a mesma: a falta do dinheiro, que ao invés de ser encaminhado para a saúde, está rolando na mão de ladrões que deveriam se encontrar na cadeia.

Sou o general Reformado Francisco Batista Torres de Melo. Tenho uma filha que teve duas lindas netas que nasceram com FIBROSE CÍSTICA. Na época, lá pelos anos 80, a doença ainda era desconhecida no Brasil. A tosse, o catarro e a luta destas minhas netas faziam minha filha ser uma gigante. Sabe o que ela é mesmo? È uma mulher que acredita em Deus e diz que foi Ele quem lhe mandou duas jóias. Nesta luta ainda LHE agradece por ter podido observar, dentro desse quadro de dor, as mais ricas experiências da existência humana: A RESIGNAÇÃO, A HUMILDADE, A CREDIBILIDADE, A TOLERÂNCIA e A CAPACIDADE DE SE COLOCAR NO LUGAR DO OUTRO. Nossas ajudas, minha e de minha senhora que já partiu, foram pequenas diante dos problemas desta mulher que sabe honrar o seu nome.

Foi descoberta a doença na UNICAMP. Minha filha juntou-se a outras famílias que tinham filhos com a mesma doença e juntos fundaram uma sociedade, associando-se a uma outra maior, lá do Paraná. Foram à luta. Serra, antes de ser governador, foi um grande ministro da saúde, juntamente com o seu chefe de gabinete, Barjas Negri, hoje, prefeito de PIRACICABA. Compraram a briga da FIBROSE CÍSTICA e, reconhecendo a gravidade da situação, criaram a obrigatoriedade do teste do pezinho do renascido, que desde logo detecta a doença.

Contar a vida de minhas netas seria um romance e poucos iriam se interessar no mundo em que vivemos. Formaram-se. A primeira já se juntou a sua querida avó e a segunda conseguiu fazer o transplante dos dois pulmões e vai vivendo bem.

Quem ler estas linhas até poderá se emocionar um pouco. A ida da minha neta para o INCOR, para realizar o transplante dos pulmões em São Paulo, foi uma operação de guerra. Chovia muito e havia necessidade de chegar a São Paulo em duas horas. Ela saiu de PIRACICABA, conduzida pelo noivo e os seus pais, até a cidade de JUNDIAÍ, onde no posto rodoviário, policiais militares a acompanharam até ao aeroporto deste município, local em que a POLÍCIA MILITAR já a aguardava com helicóptero para levá-la ao INCOR. Chovia a cântaros.

Todos torcendo e com a ajuda de DEUS chegaram a tempo. Verdadeiro milagre. Como pagar tudo isso? Não há preço. E os médicos torcendo e vibrando com a chegada. Antes, já havia tido uma operação desta. Ela foi levada da mesma maneira, mas o transplante, nesta primeira tentativa, não ocorreu, pois na época era a segunda da fila e os médicos não conseguiam entrar em contato com a primeira paciente, o que logo em seguida ocorreu, possibilitando o transplante, com sucesso, desta. As duas vivem.

Voltemos aos remédios. Foi uma luta para o governo do Estado de São Paulo (idos de 80) querer fornecê-los de graça. Outros Estados já faziam. Para o remédio chegar até PIRACICABA era outra operação de guerra. Duas a três famílias (ônibus, carros e boa vontade) apanhavam e guardavam em geladeiras até que se conseguia ir a SÃO PAULO e se trazia. Minha filha é uma heroína e eu não sou nada na frente desta mulher gigante.

Voltemos aos remédios. Fico possesso. Fico humilhado em ser brasileiro. Falta dinheiro? Falta é mandar estes canalhas que roubam para a cadeia. Com 700 milhões roubados pelo bandido ROMÉRIO PEREIRA tínhamos remédios, para todos nossos pretos, pobre e prostitutas e ele continua por aí sem ser preso e nem levou algema. E os Dantas, os Delúbio, e a canalhada dos Paulinhos, dos DOSSIÊS, dos VARIGLOG e mais mil roubos onde estão? E o homem dos dólares da cueca? Na certa estão tomando cerveja e rindo de nós, que pagamos impostos. E o Congresso? Formado de alguns desqualificados que podem ser chamados por outros nomes que não podem ser escritos, pois me desqualificariam como general do Exército. Peço permissão para dizer apenas um: CORJA. É pouco, merecem outros aos milhares.

Sabe o que me conforta em tudo isso? É o que a minha neta me falou, após a operação de transplante: VOVÔ O SENHOR NÃO SABE COMO É BOM RESPIRAR. A doença não permite que a pessoa respire normalmente. ELA renasceu para a VIDA. Palmas aos médicos e enfermeiras do INCOR.

Vão dizer que um general não pode dizer nome feio! Vão dizer que eu deveria ter me revoltado há mais tempo! Vivo revoltado e VIVO QUERENDO PASSAR E-MAIL, COMO GRUPO GUARARAPES e não posso. Dizem que passo SPAM. Falam que o GRUPO GUARARAPES é composto de jurássicos. Não roubamos, não temos amantes, nem quem sustente amantes. Não temos fazendas falsas. Parece ser coisa de filho de gente importante. Não temos dinheiro para comprar página de jornal ou revista e não temos filhos que ficam ricos da noite para o dia. Podem até escutarem nossos telefones, que estamos mandando todos para aquele lugar.

TEM gente morrendo nos POSTOS DE SAÚDE e tem gente ROUBANDO NO GOVERNO. PODE UM NEGÓCIO DESTE? O QUE FAZER? ENTRAR COM UM PROCESSO? CONTRA QUEM? E ADIANTA? SÓ EM 2100 IRÃO RESOLVER, POIS TEM QUINHENTOS MIL PROCESSOS DE LADRÕES (DO GOVERNO E NÃO DO GOVERNO) NA FRENTE E QUE ESTÃO SOLTOS POR AÍ, ANDANDO.

Irão alegar que temos CONSTITUIÇÃO. Só que o governo não a cumpre e fica por isso mesmo, pois o STF não mais existe e está sendo grampeado pelo governo e não derruba o governo, pois não cumpre o artigo 142 da CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. Desculpem! Ela não existe, pois até foi falsificada.

Vão dizer que vivemos num ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO e tem todo tipo de gente no governo roubando (SENADOR – DEPUTADO – FISCAL E POR AÍ VAI) E o procurador chamando de quadrilha e as quadrilhas soltas e freqüentando o governo e o tal ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO indo para AQUELE LUGAR QUE TODOS SABEM ONDE É.

Há uma solução. Juntar na Praça dos Três Poderes corruptos da Nação, em BRASÍLIA, as portadoras e portadores de fibrose cística e lá deixar que morram, como num CAMPO DE CONCENTRAÇÃO ou GULAGs, para que a sociedade brasileira assim se revolte e mande prender os ladrões brasileiros. Pode ser que assim, a JUSTIÇA que está em frente tire a venda e que possa ver a desgraça que reina neste PAÍS.

Ao expressar toda a minha revolta, conclui-se que tudo isto acontece por vivermos numa sociedade amorfa, corrupta e esquecida do ensinamento de CHARLES DARWIN, o grande naturalista inglês: "A grande diferença entre o homem e o macaco é o senso moral". Nossa sociedade é composta, em grande número, de macacos. Perdeu-se o sentido da ÉTICA E DA MORAL.

GEN DE DIV. REF. FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO
Idt: 100006240-4 Ministério do Exército

P S. Li num jornal que um jato particular foi até a Espanha e trouxe um remédio para salvar a vida do nosso Vice Presidente da República. O remédio entrou de contrabando, conforme cita a notícia, pois ainda não tem licença oficial para ser comercializado no Brasil. Será que tem outro brasileiro precisando deste remédio? Deus queira que o nosso Vice-Presidente seja salvo pelo remédio, pois a vida é a maior OBRA DE DEUS e quando outro avião for buscar mais remédio, traga para outros brasileiros, até para FIBROSE SÍSTICA.

Este documento foi lido em primeira mão na reunião do GRUPO GUARARAPES de 2 de setembro de 2008, que aprovou o documento, que só estou enviando, agora, por ter resolvido o meu problema de enviar e-mail.

GEN. DIV REFORMADO TORRES DE MELO


Francisco Batista Torres de Melo é General-de-Divisão do Exército Brasileiro.
Coordenador Geral do "Grupo Guararapes".











Quais as consequências da crise a longo prazo? - William Waack



Monday, September 22, 2008

Era uma vez um "tucano" ...

Fotomontagem: © by Bootlead 2008



































"Saiu de moda fazer oposição" (Senador Sérgio Guerra, Presidente Nacional do PSDB - "Tucano")

Estão pensando que eu sou bobo
por João Ubaldo Ribeiro

Esta vida é um rude golpe atrás do outro. A gente pensa que conseguiu algum tempo de sossego e aí lá vem perturbação no juízo. E confesso a vocês que não esperava a revelação que me fizeram de chofre e sem misericórdia, na semana que passou. Dirão talvez muitos entre vocês que isto mostra como ando alienado, pois o que me contaram não devia ser surpresa para ninguém, muito menos para mim. Mas talvez alguma defesa inconsciente me viesse bloqueando a visão durante todo este tempo. Terei sido, ai de mim, o pior dos cegos, aquele que não quer ver.

O que me disseram foi ainda mais cruel, por simples e certeiro: "Você está fora da moda." Convenhamos que o sujeito ainda mal desperto, com uma certa ressaca do café da manhã e a perspectiva de mais um dia enfarruscado e frio, ouvir uma dessas é nocauteante. Como, eu estava fora da moda? Estava, estava. Estava, não; está. Já deu no jornal, já é conversa quase unânime, vai entrar para o politicamente correto em breve. Fazer oposição não está com nada mesmo, está inequívoca, inegável e ridiculamente fora da moda.

Creio haver saído cambaleante, em direção aqui ao escritório. Sim, sim, aquelas palavras ricocheteavam pelas paredes, ziguezagueavam pelo oco que parecia ser meu crânio. Podia esperar de tudo, até mesmo que o Bahia contratasse a Marta e a Cristiane e ganhasse o Brasileirão, mas isso era demais. Eu, um sujeito tão esforçado, que faz questão de cumprir sua obrigação com o maior empenho possível, estava assim fora da moda, um rebotalho, um fósforo queimado atirado no chão, como no samba-canção que Ângela Maria cantava?

Pois é, inútil tapar o sol com uma peneira. Agora que o fim está próximo, acho que posso abrir o peito com vocês sem reservas. Durante toda a minha vida, desde o menino tímido de calças curtas e óculos redondos até o - como direi? - estranho senhor que ora escreve para um público talvez demasiado indulgente, meu sonho sempre foi estar na moda. Ser chique, então, nem se fala, sempre foi tudo o que secretamente quis.

Sentei-me, o travo amargo da desilusão e da derrota na boca, o teclado agora me parecendo um traste transmissor de bobagens para o computador, a vida um deserto sem sentido. Avaliei deprimidamente o passado. Com todo o cuidado, fiz a coisa certa, ou o que fazem os ineptos e malfadados do meu quilate.
Procurei para onde ia o barco dos bem-pensantes e dos que ficam na moda, embiquei o meu também para lá, na mais pura obediência a meus interesses pessoais, querendo - meu Deus, será tão grave pecado assim? - desesperadamente entrar na moda ou ficar nela. E tive a paga dos vilões de novela, agora num mato sem cachorro, sem poder abrir o bico, para não ser vaiado, esnobado ou expulso da mesa do boteco. Isto para não falar nos que clamam por ostracismo ou exigem degredo. Acho que nem de escuta telefônica tenho mais que ter medo, nadir da degradação e da decadência, no Brasil.

Mas ainda tenho meus trunfos na manga. Se cair, caio de pé, o que não sei bem como se faz, mas já ouvi gente dizendo, de maneira que deve estar certo. E espero ser chique também, não esquecer que quero muito ser chique. E, assim, já estudo projetos para não fazer oposição. Acho algumas idéias um pouco exageradas, tais como a que me deu uma ex-fã (foi assim mesmo que ela assinou o e-mail), segundo a qual eu deveria subir a pé até o Redentor e de lá cantar "Errei, sim" o domingo inteiro. A caminhada até Brasília, para exibir ao público o cartaz "Perdão, Brasil", logo antes de beijar os pés do presidente, se ele deixar, também me pareceu um pouco forçada.

Não, creio que há caminhos mais simples e mais eficazes. Escrevo um livro com um título singelo como Memórias de Um Carreirista. Não será difícil, porque até nisso, sem eu perceber e muito menos agradecer, ele já vinha me ajudando. Porque meu modelo, mesmo fisicamente inexistente como livro, seria o volume que ele talvez pudesse escrever, com a diferença de que ele deu certo e que o título dele seria Memórias de Um Pelego. No meu, contarei toda a minha luta inglória para estar na moda, inclusive durante o governo Fernando Henrique, do qual também burramente falei mal.

Será que ele me perdoa? Podia perguntar "eles", me referindo ao PT, mas não tem mais PT. Será que encontrará lugar, em seu grande coração, de me dizer qualquer coisa tal como "Sim, te acolho e te perdôo, porque viste a Verdade e não é dado a quem encarna a Verdade negar o perdão a quem A reconhece". E, mais tarde, que me mande falar "vem, meu filho, que te darei o que dou a todo o meu rebanho: queres uns dois Bolsas Famílias ou um emprego num dos muitos lugares que reservo e crio todo dia, a fim de abrigar minhas ovelhas desgarradas?".

Sei que meus desafetos já previam o meu fim. Mas não contavam com a minha astúcia. Tão certo como, lá caladinhos e metendo a mão num rico faturamentozinho, estão secando o Rio São Francisco; tão certo como roubaram, roubam e roubarão no e do governo e ninguém vai preso; tão certo quanto vivemos bem e à tripa forra, principalmente em matéria de educação, saúde e segurança; tão certo como agora, com o Pré-Sal, vamos ter dinheiro até para comprar os Estados Unidos inteiros, se eles começarem a incomodar demais; tão certo quanto estou achando esse governo a solidificação de uma ditadura galhofeira dos poderosos de sempre, sobre a mesma massa ovina. Tão certo quanto tudo isso e muito mais, podem ter certeza de que voltarei triunfalmente à moda. Aderi. Oposição, meu caro amigo, minha encantadora amiga, vão procurar num lugar fora da moda por aí. Poderei ter de mentir um pouco, mas estarei na moda. Aliás, mentir também está, não está?

''Fazer oposição não está com nada mesmo, está inegável e ridiculamente fora de moda''

''Sei que meus desafetos já previam o meu fim. Mas não contavam com a minha astúcia''


João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro nasceu na Ilha de Itaparica, Bahia, em 23 de janeiro de 1941. Iniciou no jornalismo trabalhando como repórter no Jornal da Bahia e, tempos depois, tornou-se editor-chefe do Jornal A Tribuna da Bahia. Participou de algumas coletâneas antes de publicar seu primeiro livro, intitulado Setembro Não Tem Sentido, em 1968. Com seu segundo livro, Sargento Getúlio, de 1971, ganhou o Prêmio Jabuti. Morou nos EUA, em Portugal e na Alemanha. Participou de adaptações de textos seus e de terceiros para televisão e cinema e foi premiado e homenageado em várias partes do mundo. Atualmente assina textos semanais nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo. É um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos, autor de clássicos como Viva o Povo Brasileiro, que já superou a marca dos 120 mil exemplares vendidos e é membro da Academia Brasileira de Letras. Escreveu mais de 15 livros, traduzidos em 16 países.


Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo" - (Caderno 2 – Ponto de Vista).
Domingo, 21 de setembro de 2008.



Curiosidades obâmicas – Olavo de Carvalho



Wednesday, July 16, 2008

A corrupção é o resultado do aparelhismo do Estado pelas ratazanas lulo-petistas.

Foto: Um petista em ação na administração pública.











































Ciranda da corrupção: novos fatos e velhos personagens
por Paulo Carvalho Espíndola

Passa o tempo e fatos novos surgem com velocidade cada vez maior na ciranda da corrupção no Brasil, mas o governo é o mesmo, assim como os personagens do mar de lama.

O interregno entre os escândalos reduz-se a poucas horas. Algemas policiais em peixes graúdos não mais escandalizam uma opinião pública já entorpecida diante de tanta desonestidade. O orgulho de ser brasileiro nem no futebol ora encontra respaldo, em vista dos tropeços e da bisonhice da seleção canarinho. Entretanto, Lula e seu governo continuam batendo recordes de popularidade, num fenômeno que Freud jamais explicaria.

As supostas motivações políticas do assassinato de Celso Daniel - lembram-se dele? - quedaram-se no esquecimento e sequer o Ministério Público encontra ânimo para prosseguir investigando, malgrado ruidosos indícios contra a alta cúpula do Partido dos Trabalhadores nesse crime brutal. Se não me falha a memória, os fatos seriam conseqüência de corrupção eleitoral e enredaram figuras de proa como: José Dirceu, a velha eminência parda do regime; Gilberto Carvalho, hoje chefe-de-gabinete do presidente Lula; Luiz Eduardo Greenhalg, preposto do partido, que teria cumprido o encargo de abafar o caso e mascarar evidências; e outros do baixo clero petista.

O escândalo do mensalão, as cuecas recheadas de dólares, as trapalhadas de Pallocci versus caseiro Francenildo, o dossiê de Dilma Rousseff, os cartões corporativos, as CPI de pizzaiolos, as propinas do Severino, a compra da Varig, hoje parecem coisas do passado e até saíram do anedotário político por não terem mais graça, inclusive alguns porres do presidente flagrados por fotógrafos abelhudos. Por oportuno, Lula há poucos dias, na iminência de sancionar a lei seca, teve a descerimônia de declarar que o seu último porre foi na copa do mundo 1974, após a derrota da seleção para a Holanda...

Curiosamente, porém, porres e cuecas à parte, em toda essa barafunda pontuam velhos personagens, gravitando direta ou indiretamente na endêmica sujeira nacional: José Dirceu, Gilberto Carvalho, Luiz Eduardo Greenhalg, Marcos Valério, Delúbio Soares, Roberto Teixeira, Naji Nahas e mais vários santos, como se vê nas páginas da revista “Veja”, edição de 16 de julho de 2008, na reportagem sob o prende-e-solta de Daniel Dantas, o agora inimigo público número um do governo.

Lamentável em tudo isso é que, além do transbordamento desse mar de corrupção, se abriu grave crise no seio do Judiciário e mais uma picuinha entre este e o Executivo.

É ainda mais curioso que Lula tenha reunido o conselho político do seu governo para discutir o imbróglio da operação Satiagraha e da prisão de Daniel Dantas. Será demonstração de zelo ou medo do que poderá vir à tona?

Oficialmente sóbrio, Lula há poucos dias resolveu dar curso a mais uma de suas fanfarrices imbecis, afrontando explicitamente o povo norte-americano, ao exaltar a vitória dos vietcongues na guerra do Vietnã. Ao lado da sua sorridente comitiva de ex(?) - comunistas brasileiros, o apedeuta escarneceu dos milhares de jovens mortos nessa guerra cruel e do que ela representa para o povo americano. Com qual propósito Lula ofendeu o aliado histórico e o maior parceiro comercial do Brasil? Que diplomacia é essa que olvida as mais caras tradições da casa de Rui Barbosa para pôr em prática a política externa de aloprados como Marco Aurélio Garcia, Celso Amorim, Dilma Rousseff e demais “itamaratecas” do comuno-petismo? O boquirroto falou em nome de quem, se o povo brasileiro não lhe dá carta-branca para tanta verborragia irresponsável? Não se assustem e nem sejam levados por patriotadas de arquibancada se o governo americano retaliar de algum modo.

Enquanto isso, no Brasil, algemas, presos, advogados e juízes mostravam ao mundo a lavação da imundície verde-amarela.

Voltando à ciranda, será que desta vez se rasgará a máscara do cego-surdo-mudo? É humanamente impossível alguém enganar um povo inteiro por tanto tempo.

Um dia a casa cai na cabeça dessa gente.

Esperemos, com olhos no futuro e com as mãos nos bolsos para defender o nosso dinheiro pelo menos, uma vez que a honra nacional já está pra lá de indefensável.


Paulo Carvalho Espíndola é Coronel do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" (Regional Brasília).
Quarta-feira, 15 de julho de 2008.


Tabuleiro e xadrez – Francisco Marcos


 
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