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Sunday, June 26, 2011

BRASILEIROS: DEFORMADOS MORAIS CRÔNICOS !





Desonestidade é cultura
por João Ubaldo Ribeiro

Sempre se tem cuidado com generalizações, para não atingir os que não se enquadram nelas. Às vezes o sujeito odeia indiscriminadamente toda uma categoria, mas, ao falar nela e, principalmente, ao escrever, abre lugar para as exceções, os "não-são-todos" e ressalvas hipócritas sortidas. Outros recorrem a gracinhas, como na frase do antigamente famoso escritor Pitigrilli, segundo a qual "as únicas mulheres sérias são minha mãe e a mãe do leitor". No caso presente, decidi que as generalizações feitas hoje excluem todos os leitores, a não ser, evidentemente, os que desejem incluir-se - longe de mim contribuir para aumentar nossa tão falada legião de excluídos.

Antigamente, era muito comum ler ensaios e artigos escritos por brasileiros em que nós éramos tratados na terceira pessoa: o brasileiro é assim ou assado, gosta disso e não gosta daquilo. Em relação a maus hábitos então, a terceira pessoa era a única empregada. O autor do artigo escrevia como se ele mesmo não fizesse parte do povo cuja conduta lamentava. Até mesmo nas conversas de botequim, durante as habituais análises da conjuntura nacional, o comum era (ainda é um pouco, acho que o boteco é mais conservador que a academia) o brasileiro ser descrito como uma espécie de ser à parte, um fenômeno do qual éramos apenas espectadores ou vítimas. Eu não. Talvez, há muito tempo, eu tenha escrito dessa forma, mas devo ter logo compreendido sua falsidade e passei a me ver como parte da realidade criticada. Individualmente, posso não fazer muitas coisas que outros fazem, mas não serei arrogante ou pretensioso, vendo os brasileiros como "eles". Não são "eles", somos nós.

Creio que, feita a exceção dos leitores e esclarecido que estou falando em nós e não em inexistentes "eles", posso expor a opinião de que fica cada vez mais difícil não reconhecer, vamos e venhamos, que somos um povo desonesto. Não conheço as estatísticas de países comparáveis ao nosso e, além disso, nossas estatísticas são muito pouco dignas de confiança. Mas não estou preparando uma tese de mestrado sobre o problema e não tenho obrigação metodológica nenhuma, a não ser a de não falsear intencionalmente os fatos a que aludo e que vem das informações e impressões a que praticamente todos nós estamos expostos.

Claro, choverão explicações para a desonestidade que vemos, principalmente nos tempos que atravessamos, em que a impressão que se tem é de que ninguém é mais culpado ou responsável por nada. Há sempre fatores exógenos que determinaram uma ação desonesta ou delituosa. E, de fato, se é assim, não se pode fazer nada quanto à má conduta, a não ser dedicar todo o tempo a combater suas "causas". Essas causas são todas discutíveis e mais ainda o determinismo de quem as invoca, que praticamente exclui a responsabilidade individual. E, causa ou não causa, não se pode deixar de observar como, além de desonestos, ficamos cínicos e apáticos. Contanto que algo não nos atinja diretamente, pior para quem foi atingido.

Ninguém se espanta ou discute, quando se fala que determinado político é ladrão. Já nos acostumamos, faz parte de nossa realidade, não tem jeito. Alguns desses ladrões são até simpáticos e tratados de uma forma que não vemos como cúmplice, mas como, talvez, brasileiramente afetuosa. Votamos nele e perdoamos alegremente seus pecados, pois, afinal, ele rouba, mas tem suas qualidades. E quem não rouba? Por que todo mundo já se acostumou a que, depois de uma carreira política de uns dez anos, todos estão mais gordinhos e com o patrimônio às vezes consideravelmente ampliado? Como é que isso acontece rotineiramente com prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores, ministros e quem mais ocupe cargo público?

Os políticos, já dissemos eu e outros, não são marcianos, não vieram de outra galáxia. São como nós, têm a mesma história comum, vieram, enfim, do mesmo lugar que os outros brasileiros. Por conseguinte, somos nós. Assim como o policial safado que toma dinheiro para não multar - safado ele que toma, safados nós, que damos. Assim como o parlamentar que, ao empossar-se, cobre-se de privilégios nababescos, sem comparação a país algum.

Em todos os órgãos públicos, ao que parece aos olhos já entorpecidos dos que leem ou assistem às notícias, se desencavam, todo dia, escândalos de corrupção, prevaricação, desvio de verbas, estelionato, tráfico de influência, negligência criminosa e o que mais se possa imaginar de trambique ou falcatrua. E em seguida assistimos à ridícula, com perdão da má palavra, microprisão até de "suspeitos" confessos ou flagrados. A esse ritual da microprisão (ou nanoprisão, talvez, considerando a duração de algumas delas) segue-se o ritual de soltura, até mesmo de "suspeitos" confessos ou flagrados. E que fim levam esses inquéritos e processos ninguém sabe, até porque tanto abundam que sufocam a memória e desafiam a enumeração.

Manda a experiência achar que não levam fim nenhum, fica tudo por isso mesmo, porque faz parte do padrão com que nos domesticaram (taí, povo domesticado, gostei, somos também um povo muito bem domesticado) saber que poderoso nenhum vai em cana. E é claro que, por mais que negue isso com lindas manifestações de intenção e garantias de sigilo (como se aqui, de contas bancárias de caseiros a declarações de imposto de renda, algo do interesse de quem pode ficasse mesmo sigiloso), essa ideia de esconder os preços das obras da Copa tem toda a pinta de que é mais uma armação para meter a mão em mais dinheiro, com mais tranquilidade. Ou seja, é para roubar mesmo e não há o que fazer, tanto assim que não fazemos. Acho que é uma questão cultural, nós somos desse jeito mesmo, ladravazes por formação e tradição.


João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro nasceu na Ilha de Itaparica, Bahia, em 23 de janeiro de 1941. Iniciou no jornalismo trabalhando como repórter no Jornal da Bahia e, tempos depois, tornou-se editor-chefe do Jornal A Tribuna da Bahia. Com seu livro, Sargento Getúlio, de 1971, ganhou o Prêmio Jabuti. Morou nos EUA, em Portugal e na Alemanha. Participou de adaptações de textos seus e de terceiros para televisão e cinema e foi premiado e homenageado em várias partes do mundo. Atualmente assina textos semanais nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo. É um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos, autor de clássicos como Viva o Povo Brasileiro, que já superou a marca dos 120 mil exemplares vendidos e é membro da Academia Brasileira de Letras. Escreveu mais de 15 livros, traduzidos em 16 países.



Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo" – (Cultura).
Domingo, 23 de junho de 2011.





CAPISCI MALEDETTO ? – Bootlead







Sunday, November 14, 2010

MORRENDO  POLITICAMENTE  CORRETO !












































A naturalidade com que petistas e similares falam entre si de "luta armada" basta para provar que só são contra o homicídio quando não lhes é politicamente lucrativo.

"Par délicatesse j’ai perdu ma vie." (Arthur Rimbaud)

O dever de insultar
por Olavo de Carvalho

Um amigo que nem sempre concorda comigo, mas já deu mil provas de seus propósitos elevados, apontou duas objeções ao meu artigo "Maquiadores do crime".

1. Se formos mal educados com os nossos inimigos, estaremos nos rebaixando ao nível deles.

2. Mais importante que derrubar os adversários é lutar positivamente pelas idéias em que acreditamos.

Tenho a certeza de que objeções similares ocorreram a muitos leitores. Deixando a segunda para um artigo vindouro, respondo aqui à primeira delas.

Desde logo, digo que ela vale como regra geral, mas não como resposta ao meu artigo. O que ali afirmei não foi que devemos faltar ao respeito para com os meramente mal educados, mas para com os criminosos e trapaceiros. Para nivelar-nos a eles não bastaria dizer-lhes umas grosserias: seria preciso cometermos pelo menos um crime ou trapaça, coisa que jamais esteve nos meus planos. O merceeiro ou vendedor ambulante que, roubado, desfere meia dúzia de palavrões cabeludos contra o ladrão em fuga, torna-se por isso um ladrão?

Também não sugeri que infringíssemos todas as regras de polidez, apenas aquelas que nos são impostas artificialmente, maliciosamente pelos vigaristas, com o preciso objetivo de inibir a denúncia da sua vigarice, obrigando-nos a tratar delitos e crueldades (mentais inclusive) como se fossem elegantes divergências acadêmicas. Quando um sujeito insinua que vai me matar, ou me mandar para o Gulag, responder polidamente que não concordo muito com a sua proposta é dar-lhe ares de mera e inofensiva hipótese, quando na verdade se trata de um plano muito prático, muito material. Pode ser um plano de longo prazo, mas garanto que ser assassinado ou preso aos oitenta anos não me consolará nem um pouco de não havê-lo sido aos cinquenta, sessenta ou setenta.

A naturalidade bisonha com que petistas e similares falam entre si de "luta armada", uns enaltecendo-a abertamente, outros chegando a condená-la, mas só desde o ponto de vista da conveniência e oportunidade, jamais da imoralidade intrínseca, basta para provar que só são contra o homicídio quando não lhes é politicamente lucrativo (tal é a única objeção do sr. Presidente às Farc). Luta armada, caramba, não é idéia, não é doutrina, não é teoria filosófica: é matar pessoas.

Sempre que discuto com esquerdistas, sei que estou discutindo com assassinos. Muitas vezes, assassinos adiados, mas, no fim das contas, sempre assassinos. Assassinos que, quando impedidos de realizar seus planos macabros, saem choramingando e se fazendo de vítimas com cinismo abjeto. Que é essa canalhice das "indenizações" senão uma lucrativa encenação de autopiedade da parte de indivíduos que se consideram lesados injustamente porque o malvado governo militar os impediu, pela força, de matar todos os que queriam matar?

Que respeito merecem essas pessoas? Que sentido tem conceder-lhes o direito de debater planos para o nosso assassinato, sabendo que a única divergência que pode surgir entre elas é quanto ao prazo de execução?

Imaginem o escândalo, a revolta da mídia chique se nos puséssemos a planejar "ações armadas" contra os comunistas! No entanto, ela acha muito natural e nada escandaloso que partidos legais se associem com quadrilhas de narcotraficantes e assassinos para a defesa mútua de seus interesses – interesses que, por isso mesmo, se destinam a sair igualmente beneficiados pela violência ou pela simultânea conversa mole de paz e democracia.

Haverá nisso somente uma "divergência de idéias" ou uma desigual distribuição dos meios de ação permitidos aos dois lados da disputa, um deles investido do direito de matar, roubar, sequestrar e trapacear à vontade, o outro abstendo-se servilmente até de falar duro contra quem faz isso? Aceitar esse jogo é mais que covardia, é trair a própria causa, é prostituir a própria consciência.

Não, meu caro amigo, tratar esses indivíduos com a rispidez que merecem não é jamais rebaixar-nos ao seu nível. Nem mesmo se os xingássemos dos piores nomes e o fizéssemos o dia inteiro, sem parar, com a mesma obsessividade persistente e psicótica com que eles sonham com a nossa morte, estaríamos nos igualando aos bandidos das Farc e aos seus parceiros no governo federal. Nenhum de nós é traficante, sequestrador, assassino, nem parceiro político e bajulador de quem o seja. Muito menos somos consciências morais deformadas como o sr. Presidente da República, para quem a prática desses crimes hediondos não desqualifica ninguém para o exercício dos mais altos cargos numa democracia.

Endereçado a quem de direito, nada que saia da nossa boca, por mais ofensivo e brutal que soe, pode jamais nos tornar tão sujos e desprezíveis quanto eles.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais "Diário do Comércio", "Jornal do Brasil" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém o site "Olavo de Carvalho" em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal "Diário do Comércio" – Opinião.
Quinta-feira, 11 de novembro de 2010, 20h33.





Polícia de São Paulo encontra lança-míssil no meio da rua – Telejornal "Bom Dia Brasil" (Rede Globo)







Thursday, September 09, 2010

"Um povo que valoriza os seus privilégios acima dos seus princípios,
cedo perde os dois"
– Dwight Eisenhower







































Calou-se, na alma de cada cidadão, a voz da consciência que, na escura solidão da sua alma, lhe trazia a lembrança amarga de seus delitos e de seus vícios.

O inferno brasileiro
por Olavo de Carvalho

A toda hora aparecem pastores, padres e, sobretudo, jornalistas e políticos – sim, jornalistas e políticos, essas personificações supremas da moralidade – clamando contra "a degradação dos costumes". O próprio termo, completamente deslocado, que empregam para nomear o mal, prova que são parte dele. "Degradação dos costumes" é uma expressão quantitativa, escalar: supõe a vigência permanente de uma escala contra a qual se mede o decréscimo da obediência rotineira aos valores que ela quantifica.

O que se passa no Brasil não é uma "degradação dos costumes": é, sim, a destruição premeditada de todas as escalas, a inversão sistemática de todos os valores.

Os costumes degradam-se quando a população já não consegue imitar, nem de longe, os modelos melhores de conduta que a História consagrou e que, ante o olhar de cada geração, se reencarnam de novo e de novo nas figuras das personalidades admiráveis, dos sábios, dos heróis e dos santos.

Quando, ao contrário, todas as personalidades admiráveis desapareceram ou foram postas para escanteio, e em seu lugar se colocam simulacros grotescos ou inversões caricaturais, o problema já não é a desobediência, mesmo generalizada, a valores que todos continuam reconhecendo da boca para fora; é, ao contrário, a obediência a modelos de malícia, perversidade e covardia que se impuseram, pela força da propaganda e da mentira, como as únicas encarnações possíveis do meritório e do admirável.

Quanto mais alto esses personagens sobem na hierarquia social, mais esfumada e distante vai ficando, até desaparecer por completo, a escala de valores que permitiria julgá-los e condená-los; e mais e mais eles próprios se consagram como unidades de medida de uma nova escala, monstruosamente invertida, que em breve passa a ser a única. Daí por diante, quem quer que não a siga e cultue dificilmente poderá evitar a sensação de marginalidade e isolamento que é, nesse quadro, o sucedâneo perfeito do sentimento de culpa.

Calou-se, na alma de cada cidadão, a voz da consciência que, na escura solidão da sua alma, lhe trazia a lembrança amarga de seus delitos e de seus vícios. Em lugar dela, desenvolve-se uma hipersensibilidade epidérmica à opinião dos outros, ao julgamento do grupo, ao senso das conveniências aparentes.

Preso na trama virtual dos olhares de suspeita, cada um vive agora em estado de sobressalto permanente, obsediado, ao mesmo tempo, pela compulsão de exibir equilíbrio, tranqüilidade e polidez para não se tornar o próximo alvo de desprezo. A essa altura, cada um se dispõe a renegar ideais, amizades, lealdades, admirações, promessas, ao primeiro sinal de que podem condená-lo a um ostracismo psíquico – que se anuncia tanto mais insuportável quanto mais tácito, implícito e não reconhecido como tal.

Há uma diferença enorme entre um "estado de medo" e uma "atmosfera de medo". O primeiro é patente, é público, todos falam dele e, não raro, encontram um meio de enfrentá-lo. A segunda é difusa, nebulosa, esquiva, e alimenta-se da sua própria negação, na medida em que acusar sua presença é, já, candidatar-se à rejeição, à perda dos laços sociais, ao isolamento enlouquecedor.

Nessa atmosfera, a única maneira de evitar o castigo ante cuja iminência se treme de pavor é negar que ele exista, e, com um sorriso postiço de serenidade olímpica, ajudar a comunidade a aplicá-lo a imprudentes terceiros que tenham ousado notar, em voz alta, a presença do mal.

Não digo que todos os brasileiros tenham se deixado submergir nessa atmosfera. Mas pelo menos as "classes falantes", se é possível diagnosticá-las pelo que publicam na mídia, já têm sua consciência moral tão deformada que até mesmo suas ocasionais e debilíssimas efusões de revolta contra o mal vêm contaminadas do mesmo mal.

Por exemplo, o fato de que clamem contra desvios de dinheiro público com muito mais veemência do que contra o massacre anual de 50 mil brasileiros (quando chegam a dar-lhe alguma atenção) prova, acima de qualquer possibilidade de dúvida, que por trás do seu ódio a políticos corruptos não há uma só gota de sentimento moral genuíno, apenas a macaqueação de estereótipos moralistas que ficam bem na fita. E que ainda continuem discutindo "se" o partido governante tem parceria com as Farc, depois de tantas provas documentais jamais contestadas, mostra que estão infinitamente menos interessadas em averiguar os fatos do que em apagar as pistas da sua longa e obstinada recusa de averiguá-los. Recusa que as tornou tão culpadas quanto aqueles a quem, agora, relutam em acusar, porque sentem que acusá-los seria acusar-se a si próprias.

Quando, por indolência seguida de covardia, os inocentes se tornam cúmplices ex post facto, já não sobra ninguém para julgar o crime: todos, agora, estão unidos na busca comum de um subterfúgio anestésico que o suprima da memória geral.

Não, não se trata de "degradação dos costumes", como nos Estados Unidos, na França, na Espanha ou em tantos outros países: trata-se, isto sim, da perda completa do senso moral, o que faz deste País uma bela imagem do inferno. No inferno não existe degradação, porque não há a presença do bem para graduá-la.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais "Diário do Comércio", "Jornal do Brasil" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA. O. de Carvalho é também o editor do seu próprio site "Olavo de Carvalho" em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal "Diário do Comércio" – Opinião.
Quarta-feira, 08 de setembro de 2010, 20h23.





O crime continuado do PT – Editorial do "Estadão"






Sunday, August 23, 2009

Andar "de quatro" será o nosso próximo estágio involutivo.
Falta pouco!






























De quatro
por João Ubaldo Ribeiro

De vez em quando eu olho aqui, olho acolá, leio o jornal do dia, vejo alguns noticiários de televisão e concluo que se, por exemplo, o governo decretasse que, de agora em diante, os cidadãos e cidadãs iam ter de ficar de quatro, enquanto estivessem em agências bancárias e repartições públicas, poderíamos esperar ver todo mundo engatinhando no dia seguinte, sem reclamar.

— Estamos baseados em estatísticas — explicará um porta-voz do ministério responsável. — Em média, os assaltos a bancos são iniciados com 86,6% dos clientes de pé, o resto sentado e nenhum de quatro. Por outro lado, não há registro de assaltos iniciados com os clientes de quatro. A mesma coisa com mau atendimento em repartições públicas, porque, entre as pessoas que ficaram de quatro nas filas do SUS, somente 23,8% deixaram de ser atendidas. Portanto, essa medida terá como efeito a redução drástica dos assaltos a bancos e do mau atendimento em órgãos públicos.

Claro, resta-nos alguma altivez e poderemos esperar protestos indignados.

Haverá passeatas e caras pintadas por todo o Brasil e, depois de manifestações ruidosas, as demandas dos rebelados serão atendidas. Ninguém pode ir contra a objetividade estatística e deixar de cooperar com a segurança e a tranquilidade públicas, de maneira que se negar a ficar de quatro estará fora de cogitação, mas o ministério se obrigará a fornecer luvas de couro e joelheiras gratuitas a todos os que tiverem de ficar de quatro. (E aí se fará a licitação para a compra desses equipamentos, vai ter subfaturamento, a Polícia Federal vai pegar três quadrilhas, sai no "Jornal Nacional" — e o resto da história já sabemos, todo mundo solto, o script habitual, mas isso já é outra conversa.) O pessoal se esquece, mas eu não — e prometi que volta e meia tocaria no assunto, só por ranhetice mesmo — daquele famoso kit de primeiros socorros para usuários de automóveis. Vocês se lembram, havia um ou mais itens dele que só eram fornecidos por um fabricante.

Ameaçados de sanções terrificantes, os donos de carros morreram em dez ou quinze pratas, não lembro bem, para comprar o kit. Deve ter sido um belo catado. Pouco depois, o governo anunciou que não era nada daquilo, realmente o kit era ainda pior do que kit nenhum e ficou tudo por isso mesmo.

Tenho certeza de que o dinheiro arrecadado foi todo destinado à melhoria das estradas do país. E ninguém protestou nem se recusou a pagar, não houve nem necessidade de enrolação enfeitada por números e percentagens pseudoestatísticas.

E assim vamos, cada vez mais protegidos pelo manto generoso do Estado e seu incansável governo. Suponho que, à luz (ou à sombra) de medidas como as tomadas contra o fumo, está implantada, ou começando a implantar-se, a noção de que o indivíduo é social e juridicamente responsável por sua saúde, nos casos em que não cuidar dela possa prejudicar outros ou onerar os serviços públicos. Por consequência, não somente fumar deve ser coibido como, talvez mais ainda, ingerir bebidas alcoólicas. O sujeito que bebe de forma contumaz está, é claro, minando seriamente sua saúde. Frequentemente, os bêbedos também matam ou aleijam inocentes, que não têm nada a ver com a cachaça alheia. E não somente os bêbedos adoecem assim. Quantos pais de família irresponsáveis não ingerem produtos tidos (e como tal provados por "estatísticas") como cancerígenos, ou causadores de entupimento nas artérias, e por aí vai? Diante da confusão criada por esse quadro, caberia ao Estado, mais cedo ou mais tarde, definir o que é saúde.

Não sei que rumos tomaria tal empreitada, mas, com certeza, certos grupos, não apenas fumantes e alcoolistas, seriam punidos, como os gordos. Ou os que se recusam a fazer exercícios físicos.

Não descarto a hipótese de um imposto especial sobre as grandes gorduras (o popular carnê-barriga) ou a contribuição permanente de indolência física.

Para não falar na saúde mental, que compõe o quadro geral da higidez.

Imagino que, num futuro que espero ainda remoto, poderá ser declarado maluco quem não apoiar o governo. Sei que pensam que maluco sou eu, quando imagino esse tipo de coisa, mas basta recordar a internação, em hospitais psiquiátricos, de dissidentes de regimes do tempo da Cortina de Ferro.

Mais proximamente, antevejo medidas contra a depressão, seguramente um sério problema de saúde. Não custará nada proibir livros, peças, filmes e músicas que possam levar à depressão ou a sentimentos, em última análise, deletérios para o equilíbrio mental e emocional e, deste modo, para a saúde. De novo, maluco sou eu, mas me lembro do nazismo, que, afinal, não está tão distante assim e nunca realmente deixou de existir.

As mais novas providências para nos proteger acabam de ser tomadas em relação às farmácias. As normas, pelo que sei, são iguais para todas as farmácias, não importa se na menor das cidades ou numa grande capital. O ímpeto inovador do Estado faz com que ele veja as farmácias das pequenas cidades remotas sob a mesma ótica que as grandes cadeias, nas áreas metropolitanas.

Nem mesmo fazer as vezes de agência bancária onde não existe nenhuma vai ser possível para as farmácias.

Enfim, teremos farmácias — as que sobrarem depois das novas medidas e acho que em Itaparica não vai restar nenhuma — de Primeiro Mundo.

Sim, os nossos principais problemas em relação a farmácias são a venda de remédios sem receita e a automedicação com a ajuda dos balconistas. Nenhum deles vai ser, nem de longe, resolvido pelas novas regras, mas, como eu digo sempre, não se pode querer tudo neste mundo e com má vontade é que não se vai para a frente. Quando pensei no exemplo dos quatro pés, não achei que era uma metáfora, mas agora estou achando.


João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro nasceu na Ilha de Itaparica, Bahia, em 23 de janeiro de 1941. Iniciou no jornalismo trabalhando como repórter no Jornal da Bahia e, tempos depois, tornou-se editor-chefe do Jornal A Tribuna da Bahia. Com seu livro, Sargento Getúlio, de 1971, ganhou o Prêmio Jabuti. Morou nos EUA, em Portugal e na Alemanha. Participou de adaptações de textos seus e de terceiros para televisão e cinema e foi premiado e homenageado em várias partes do mundo. Atualmente assina textos semanais nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo. É um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos, autor de clássicos como Viva o Povo Brasileiro, que já superou a marca dos 120 mil exemplares vendidos e é membro da Academia Brasileira de Letras. Escreveu mais de 15 livros, traduzidos em 16 países.


Publicado no jornal "O Globo".
Domingo, 23 de agosto de 2009.




ONDE ESTAIS "LEÔNIDAS"? – Ministro Olympio Pereira da Silva Junior






Friday, August 14, 2009

ELITE BRASILEIRA. E, ISSO AINDA EXISTE?



































As elites somos nós
por João Mellão Neto

Se você tem um bom automóvel, uma casa confortável e uma renda folgada, parabéns! Mesmo sem saber, você faz parte "da zelite".

Você argumentará que seu carro é financiado, sua casa está hipotecada e sua renda provém de salário. Ou poderá dizer que é um profissional liberal que sua a camisa por cada centavo que amealha. Tanto faz. Em qualquer das condições acima, você, inapelavelmente, é "da zelite".

No caso de você possuir um negócio próspero e empregar alguns funcionários, aí, então, a coisa piora. De nada adianta você evocar a sua origem humilde e afirmar que tudo o que possui provém de seu próprio esforço. Em qualquer circunstância você faz parte "da zelite" mesmo.

E o que é, afinal, "a zelite"?

Segundo o discurso oficial, trata-se de uma gente míope, egoísta e inconsequente que - a partir de uma visão muito particular da História - esteve no poder nos últimos cinco séculos e é, portanto, responsável por todas as mazelas nacionais.

No caso de você ser branco e ter olhos azuis, a coisa piora. Segundo o líder maior, você é um sujeito irresponsável e ganancioso, que, - fazendo parte de uma congregação maior - por sua cupidez e volúpia, acabou criando um clima propício para que se instalasse a atual crise mundial. Afinal, onde já se viu banco quebrar? Só pode ser porque era dirigido por gente cega como você.

Pelo sim, pelo não, vá a uma ótica e trate de comprar e colocar, ao menos, umas lentes de contato que mudem a cor de seus olhos.

"A zelite" é egoísta e voluptuosa. Dispõe-se a "explorar" todos, desde a coitadinha da doméstica até profissionais de nível superior.

Não tem como escapar disso. Quanto mais pessoas você emprega, mais explorador você é.

Qual é a lógica que preside e dá sentido a tudo isso?

Simples. Trata-se de uma espécie de marxismo cuidadosamente apurado e adequado às circunstâncias próprias a um clima tropical.

O raciocínio, devidamente resumido, é o seguinte: um trabalhador que labore 40 horas semanais acaba não recebendo do patrão um salário equivalente ao seu esforço. Recebe menos. A diferença fica com o patrão. É o lucro dele. E é por isso que ele é rico.

E o mérito?

Não há lugar para mérito nesse processo. O patrão é sempre um explorador.

O que fazer para identificar um membro "da zelite"?

Fácil. Basta reparar no relógio ou nas roupas com que costuma se apresentar. É tudo coisa "de grife", como se diz. Coisa que os pobres não podem usar. É muito cara e, portanto, supérflua.

Gente "da zelite" frequenta lugares da moda e costuma esbanjar dinheiro. O preço, por exemplo, de uma única refeição num restaurante chique daria para alimentar pelo menos uns dez meninos de rua. E "a zelite" ainda tem o desplante de reclamar quando esses desvalidos, num momento de desespero, tomam uma arma e a assalta nos semáforos. Exige punição. Acontece que a polícia não está aí para acudi-la. Ela deve, isso sim, é trabalhar nos bairros periféricos para garantir a segurança dos pobres.

Aliás, é justamente na área pública que se identificam os marxistas tropicais.

Ninguém propõe, pura e simplesmente, o massacre, a extinção "da zelite". Isso é coisa do marxismo antigo e não existe mais em lugar nenhum. Ela deve continuar existindo, ao menos para pagar impostos e, assim, garantir a arrecadação. Cabe ao Estado apossar-se desses recursos e redistribuí-los a quem deles precisa.

Agora, beneficiar "a zelite" com políticas públicas, jamais.

O preço a pagar pelo status de pertencer a ela é bastante elevado. Paga-se, no mínimo, um terço do que se ganha em tributos. A carga tributária nacional é de 38%.

Se for considerado que os membros "da zelite" pagam tudo em dobro, o peso do Estado em sua vida é muito maior. Paga-se pelo ensino gratuito e pela escola particular. Custeia-se a saúde pública e paga-se convênio pela assistência médica privada. Sustenta-se a segurança pública e mantém-se também um serviço de segurança das nossas ruas ou dos nossos condomínios.

Ninguém se recusa a pagar impostos, mas se entende que seria de bom alvitre se se visse o retorno disso em obras e serviços para os menos favorecidos. Qual o quê! Afora o Bolsa-Família, tudo o que mais existe não passa de discurso. Esse programa mesmo - menina dos olhos do atual governo - é puro assistencialismo, pois de nada serve para que os pobres possam deixar de sê-lo.

O discurso que se pratica é de ressentimento contra "a zelite". Seu surgimento é de longa data. Mas foi inaugurado publicamente em 1989, quando o atual presidente - então candidato ao cargo pela primeira vez - logrou passar para o segundo turno. Mesmo que os comunistas, no mundo, estrebuchassem em seus derradeiros estertores, aqui, no Brasil, suas palavras de ordem haviam obtido alento. Foi com esse discurso que elas deixaram os bancos das universidades para ganhar as ruas.

Esse tipo de discurso tem servido apenas para disfarçar e justificar a inatividade e a incompetência de quem o faz.

"A zelite", ou as elites, somos eu, você, todos nós que, pelo estudo ou pelo trabalho, logramos nos destacar dos demais. Todo povo tem elites. E nós, agora, além das elites tradicionais temos uma nova. Que se moldou nos sindicatos e nas universidades e pretende se firmar justamente por meio de um discurso antielites.

Nós nunca cobiçamos as casas dos nossos vizinhos. Trabalhamos e lutamos para construir as nossas. E esperamos dos nossos vizinhos que não as cobicem, também.


João Mellão Neto, nasceu na cidade de São Paulo, SP em 06/11/1955, filho de comerciante de café e agro-pecuarista estudou administração de empresas na Fundação Getúlio Vargas e jornalismo na Fundação Cásper Líbero. João Mellão Neto tem seus artigos publicados, todas as sextas-feiras na página 2 do jornal "O Estado de S. Paulo". Como escritor já publicou diversos livros na área do "pensamento político liberal", em vista que João Mellão também teve uma carreira política bastante diversificada para sua idade, sendo quatro vezes secretário municipal, cumpriu dois mandatos de deputado federal e foi Ministro do Trabalho e da Administração, atualmente é deputado estadual em São Paulo (DEM). E-mail: jmellao@al.sp.gov.br



Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo" (Editorial Opinião).
Sexta-Feira, 14 de agosto de 2009.




Brasil: Jamais verás nenhum país como este. Não verás mesmo!




Thursday, June 18, 2009

16%: ESTE É O PERCENTUAL DE BRASILEIROS QUE CARREGAM O PAÍS NAS "COSTAS". OS 84% "RESTANTES", SÃO MEROS PARASITAS!










































O "ALTER EGO" DO POVO BRASILEIRO
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Segundo conhecidas, embora questionáveis fontes de pesquisa, o "nosso guia" atingiu a estupenda marca de 84% da preferência nacional.

Se o "nosso guia" não representa o povo, pelo menos o traçado de sua personalidade se encaixa, perfeitamente, sem grandes esforços, no protótipo no qual maciça parte da "galera" se identifica.

A imagem é verdadeira, na medida em que o universo daqueles, que de certa forma desfrutam das distorções emanadas de semelhante identificação, cresce, assustadoramente (84%?), num virtuoso círculo vicioso de usufruírem, sem fazer força, graças à falta de qualquer prurido moral, de pequenas esmolas até as polpudas vantagens que propagam-se no caos de imoralidade que se implantou.

Para os 16% que restam, só podemos lamentar que ainda persistam em sua cruzada em prol de um Brasil grandioso e altaneiro. A reviravolta, somente ocorrerá, através de uma educação responsável, de uma conscientização, da criação de uma mentalidade cívica, na moldagem de uma cidadania decorrente de algumas décadas de forjamento. É um trabalho de Hércules, sem as glórias do herói.

Não vislumbramos nada semelhante, no curto e médio horizonte. Muito pelo contrário.

Como não admirar um indivíduo que não tenha freios, nem compromissos, que não trabalhe, que diga e se desdiga ao sabor das conveniências, que utilize um cartão sem limites, que viaje à beça, que se hospede nos hotéis mais afamados, que pose para fotos ao lado dos mais proeminentes homens públicos do cenário internacional, que não tenha freios na língua, que vocifere as maiores barbaridades, sem que lhe faltem os calorosos aplausos. É o sonho de 84% dos nacionais. É o reinado sem coroa, mas com todas as vantagens da irresponsabilidade irrestrita.

Mas, como repreender ou ruborizar-se diante da conduta irreverente e inconseqüente do "paspalho", quando nós, é que realmente somos as suas marionetes?

Como reprimir desmandos e descasos, quando soterrados sob um "tsunami" de corrupções explícitas e implícitas do Congresso, nenhuma enclítica e respeitada voz se atreva a apontar acusadoramente para os culpados? Como atirar a primeira pedra, se a cada tampa de panela levantada, aspiramos a fétida podridão da desonestidade, da má fé, da malversação e da propina?

Como bradar por medidas e providências, quando em todos os níveis de governo e disseminados em todos os estados da Federação exista uma camada de lama capaz de cobrir qualquer indignação, quanto mais um arremedo de reação?

Como exigir justiça, probidade e grandeza de vis Poderes que foram aquinhoados em poucos anos com percentuais monstruosos de aumento salarial? Entre janeiro de 1995 e dezembro de 2008, a folha do Judiciário foi tonificada em 295%, a do Executivo em 72% e a do Legislativo em 187%.

Ah! Como custa barato comprar consciências, não importando a sua coloração política, ideológica ou da farda. Nada que um cargo de Conselheiro de alguma Estatal, com algumas benesses remuneratórias, e algumas mordomias, não possam aquietar.

Nenhuma voz por rouca que seja, dentre os Poderes da República é capaz de esboçar a mais canhestra reação. Onde estão os legisladores? Os juristas? As leis? A justiça?

Bom, a Justiça e a Lei, de mãos dadas, acabam de condenar a socialite Daslu a 94 anos de prisão. Enquanto isto, no passado Pan Americano no Rio, o TCU acusa que o superfaturamento do evento atingiu a astronômica cifra de 50 vezes o orçamento inicial. Sim, e daí?

E os Legisladores? Ao que parece estão prestes a decretar, oficialmente, a Discriminação Racial no Brasil. E haja cota. E haja minoria sexual.

Assim, como derrubar o bobalhão que se encontra refestelado no poder, lambuzado nas arbitrariedades e nas iniqüidades que o poder corrompido, uma claque complacente e cúmplice, e uma mídia amestrada sem o menor compromisso lhe concedem?

Não com surpresa, porém pesarosos, admitimos que nada, a não ser um milagre, poderá reverter o caos que se aproxima.

Realmente, impressiona-nos que ainda existam 16% de insatisfeitos. Talvez seja um modesto sinal de que nem tudo está perdido.

Avante 16%. No mínimo, lutaremos um bom combate.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" – (Regional Brasília).
Segunda-feira, 15 de junho de 2009.



JUNTE-SE AOS BONS!












UM PINGUÇO SEM NENHUM CARÁTER, NADA MAIS DO QUE ISSO!





O "ALTER EGO" DO POVO BRASILEIRO – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Wednesday, May 13, 2009

BRASIL: CAMINHANDO PARA UM VALE DE SOMBRAS E MORTE.


































O decálogo de uma sociedade apodrecida
por Geraldo Almendra

(As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem).

O desgoverno petista trouxe à tona a verdadeira identidade imoral da sociedade brasileira em constante processo de “aperfeiçoamento”, deste que nossas terras foram ocupadas pelo que de pior havia na casa suja dos países exploradores de nossas riquezas.

O único período de nossa história em que o Brasil se apresentou como um potencial ícone de um mundo desenvolvido, livre das mazelas do socialismo apodrecido nem as do capitalismo neoliberal escravo das canalhices do sistema financeiro mundial, foi durante o regime militar de 1964 a 1985, o que demonstrou que a falência da moralidade no país poderia ter sido evitada e controlada, não fosse o erro grosseiro de alguns comandantes militares que fingiram cair no canto da sereia espúria de uma abertura democrática – para fugir de suas responsabilidades de terminar seu trabalho –, abertura democrática conduzida por gente que somente queria estabelecer as bases para transformar nosso país em um símbolo mundial da corrupção e da imoralidade nas relações públicas e privadas.

Faltou visão aos militares, que deveriam ter revolucionado – como estavam fazendo com a economia – a educação e o ambiente das academias, infestadas de esclarecidos e diplomados patifes. Não bastavam apenas grandes investimentos materiais, mas, principalmente, uma revolução na capacidade da academia de formar e promover uma nova geração de líderes civis de valor moral diferenciado para administrar o país na geração seguinte.

Que fizeram os militares na passagem do bastão? – Tiraram o time de campo e baixaram as armas para a escória da prostituição da política fantasiada de próceres da abertura democrática, depois de já ter iniciado, junto com a turma da USP a fabricação no submundo da covardia e da traição às gerações futuras uma coisa, um verme da política prostituída, chamado de Lula, como uma alternativa de uma esquerda apodrecida que espalhou suas sementes militantes e sórdidas dentro do poder público.

Faltou inteligência militar para acabar seu dever de casa iniciado em 1964? A Escola Superior de Guerra foi dominada por esclarecidos patifes, covardes ou traidores da nossa pátria?

A falta de responsabilidade – usando este termo apenas para ser educado – para continuar conduzindo o país na direção de uma sociedade marcada pelo respeito aos códigos legais do país e praticante de relações públicas e privadas com suas ações limitadas pelos braços da lei, da moralidade e da ordem pública, nos deixou uma herança imoral - que entregou o país nas mãos de terroristas - que está fazendo, todos os dias, os contribuintes de idiotas e palhaços do Circo do Retirante Pinóquio.

O resultado do erro dos comandantes militares em 1985 está produzindo seus principais resultados.

Depois de desgovernos civis absolutamente imorais que transformaram o poder público em um covil de bandidos, temos o desgoverno petista que está acabando o serviço sujo com louvor – se mostrando o pior de todos –, quase vitorioso em um projeto de poder perpétuo em que a palavra de ordem é: seja cúmplice, corrupto, prevaricador ou cale a boca e vá trabalhar para sustentar o Estado Bandido.

Assistindo o circo pegar fogo está uma caserna, em processo final de humilhação e desestruturação, permitindo, entre outros tantos absurdos, que dois bandidos comuns entrem no seu ambiente militar, roubem dinheiro de um banco e saiam sem serem incomodados.

É esta a força militar que estamos aprendendo a não contar mais para trazer de volta a esperança de vivemos em um país em que a honestidade e a moralidade sejam seus principais valores nas relações públicas e privadas.

É esta a força militar que está permitindo que os poderes da República sejam dominados por uma máfia da corrupção e da prevaricação e que as páginas da Constituição sejam rasgadas e seus restos jogados na privada dos traidores do país.

É esta a força militar que está permitindo que a educação no país esteja entrando em um colapso moral-assistencialista-clientelista.

Temos um angustiante pressentimento que esta é a força militar que estará nos apontando suas armas para defender o Estado Comunista de Direito Petista.

Quando criança meu filho adorava brincar com seus exércitos de soldadinhos de chumbo sonhando um dia fazer parte de suas tropas. Ele acabou entrando para aquela força que deixou um submarino afundar parado em um cais no RJ, mas, felizmente, teve o bom senso de sair e buscar outros rumos bem mais nobres; tenho hoje certeza que não gostaria de ser um soldado de chumbinho para ser cúmplice ou manipulado pelos canalhas traidores do país, e deixar o país afundar no mar da tragédia da imoralidade que domina nossa sociedade. Fico feliz pela decisão que tomou, pois não passei a vida trabalhando para garantir a formação e a colocação na sociedade de um covarde apátrida.

A subordinação silenciosa das Forças Armadas a canalhas conduzidos ao poder público - núcleo de um Estado Bandido - por estelionatos eleitorais, corrupção e prevaricação, é um crime de lesa pátria.


Geraldo Almendra é Economista, Consultor e Professor de Matemática.
E-mail: glaf@superig.com.br








Publicado no site "Brasil acima de tudo".
Quarta-feira, 13 de maio de 2009.




DISCURSO DE DESPEDIDA DO GENERAL CASTRO






Thursday, April 30, 2009

CRIANÇAS DO MST: HOJE INOCENTES ("ESCUDOS") ÚTEIS,
AMANHÃ GUERRILHEIROS SANGÜINÁRIOS. NÃO SE ILUDAM!

Foto: Inocentes crianças abusadas pelos pais e vagabundos do MST,
porém no futuro serão os algozes dos nossos filhos e netos.














































Click AQUI se desejar ver a imagem no tamanho original (853 x 1280)


ACORDA SOCIEDADE BRASILEIRA!
Mensagem do Grupo Guararapes

A SOCIEDADE está acuada. Pois, nas circunstâncias atuais, está ameaçada de todos os lados. Mas o pior lado é o de onde vem o MST, esse movimento dito dos sem terra, embora boa maioria deles não são propriamente "sem terra", mas ativistas recrutados entre revoltados na pobreza, pobres coitados da sorte, ou vivendo aquém de suas expectativas, lembradas ou reativadas pelos ideólogos do socialismo-comunismo. Estes que não desistem de se apoderar de vez do governo, e a este agora servindo, como já tentaram diversas vezes, como em 1935, 64 e 68; mas sempre derrotados, vencidos pela SOCIEDADE, que não os aceita, porque não se convence de suas ideias, não tolera o marxismo-leninismo. Mas eles teimam, não descansam, persistem, não desistem.

E hoje, numa nova estratégia, sabiamente idealizada e em plena execução, o MST invade a propriedade pública e privada, órgãos públicos e fazendas, nos meios urbano e rural, muitas vezes com a conivência de autoridades e até o apoio financeiro do próprio governo, por portas travessas de organizações, mesmo governamentais. Do próprio governo, onde estão os mesmos ideólogos, sob a máscara de estarem fazendo democracia, quando, valendo-se desta, só pretendem destruí-la, para chegar a um poder ditatorial socialista. Por isso animam e estimulam o MST, fazendo-o seu instrumento. Para fazê-lo crescer a um ponto que, amanhã, quando for tarde demais, enfrentará até as Forças Armadas, que, de reduzido efetivo, mal armadas e mal equipadas - de propósito, poderão não ter condições de contê-lo. E o objetivo dos que estão no poder - e do MST se servindo -, logo se concretizará. E o pior, no propósito jurado de defender a Pátria e as Instituições, com o sacrifício da própria vida, as FFAA se lançarão a um possível desastre pois poderemos ter uma carnificina – quem sabe(?) –, pior que em Canudos. São levas e levas, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, em todo o País; de homens e mulheres, - armados a pau, ferro e fogo, acompanhados inclusive de crianças, como escudos protetores, e muitas vezes enganados, a serviço de lideranças mal intencionadas.

Os proprietários, de ordinário de fazendas produtivas, não contam com a segurança do Estado – e até têm o Estado contra eles, como nos recentes incidentes no Pará, onde a governadora - petista, se diga -, ao que se vê na mídia e na Internet, não manda cumprir, ou retarda o cumprimento de decisões da Justiça para reintegração de posse de propriedades invadidas. Os proprietários defendem-se como podem, fazendo despesas extraordinárias para pagar e armar seguranças, defendendo os seus bens, de vez que as forças do Estado lhes faltam para garantir-lhes a posse, direito que a Constituição lhes assegura.

Muitos dos confrontos que o MST provoca têm sido da maior violência, inclusive com mortos e feridos, sendo exemplo marcante o chamado massacre de Eldorado de Carajás, quando a Polícia, depois julgada como assassina irresponsável, teve que reagir, em legítima defesa, acuada por contraventores da Lei, que aos policiais se lançavam, com paus, facões e foices (como se viu repetidamente nas TVs) e mesmo com armas de fogo, como se teria depois verificado.

Os do MST invadem propriedades e nelas se instalam, usando e abusando dos bens alheios, matando rezes para se regalarem, ateando fogo em veículos - de simples transporte ou máquinas agrícolas de alto custo, destruindo ou furtando o que encontram pela frente. E o Executivo, tolerante e conivente, parecendo interessado no quanto pior, melhor, para os seus maus propósitos; e um Judiciário inerte e ausente, que parece também acuado, com receios, não se sabe de que (ministros contrariarem governo que os nomeou?); e um Legislativo acovardado, só receoso de perder votos.

A SOCIEDADE precisa despertar e lembrar-se de que ela não está desprotegida. De que ela tem suas próprias armas e tem, mais, suas armas principais asseguradas no texto constitucional, para manterem a Lei e a Ordem. Armas a que a mesma SOCIEDADE já apelou mais de uma vez. Sempre que esteve em perigo. Armas que são do povo, QUE SÃO SUAS - pois que ela é POVO -, que jamais lhe faltaram, sempre acorrendo para o seu bem, que é o bem do BRASIL!

Mas não há muito que esperar. Pode ficar tarde demais. E não valerá arrepender-se.

ACORDA SOCIEDADE BRASILEIRA!


Publicado no site do "Grupo Guararapes".
Quarta-feira, 29 de abril de 2009.





A T E N Ç Ã O

INFORMAÇÃO EXTREMAMENTE IMPORTANTE PARA A LIBERDADE E A DEMOCRACIA

Recebi de fonte altamente fidedigna (obviamente não divulgável), que foi decidido em reunião realizada recentemente nos "subterrâneos" desse desgoverno autoritário, que quando a gripe suína se propagar por vários estados brasileiros e atingir um certo número de pessoas, com as conseqüentes mortes resultantes da mesma, será primeiramente decretado ESTADO DE DEFESA (Art. 136, CF), e posteriormente ESTADO DE SÍTIO (Art. 137, CF). Isto é tudo o que a canalha comuno-petista deseja para poder implantar de uma vez por todas o seu projeto socialista-comunista bolivariano. Para essa raça uma pandemia viral com todas as suas agravantes, além do pânico correspondente, vêm a calhar para os seus indisfarçáveis propósitos.

A HORA ESTÁ PRÓXIMA, ATENTOS BRASILEIROS!

Bootlead




GRIPE SUÍNA AVANÇA E ASSUSTA O MUNDO – CENÁRIO PREOCUPANTE – Correio Braziliense





CRIANÇAS DO MST: HOJE INOCENTES ("ESCUDOS") ÚTEIS, AMANHÃ GUERRILHEIROS SANGÜINÁRIOS. NÃO SE ILUDAM!

Tuesday, April 21, 2009

PRECISA DESENHAR?



Click no botão PLAY para ativar o vídeo.


PAÍS DE BRAHMEIROS

Brasil, país de Brahmeiros, quem não rouba e trapaceia é bebum o ano inteiro. Vota em anta e é feliz, pensa que sabe das coisas, mas não percebe o desgraçado nem a ponta do nariz. Morre na fila do SUS agradecendo ao Lulão, deus amado e poderoso, que não está nem aí se trata com gente ou cachorro. Mas enquanto o Corinthians ganhar, tudo vai às mil maravilhas, a pátria amada está salva, e a vida? Ora, a vida se empurra com a barriga.
Maria Lucia Victor Barbosa


Os esclarecidos
por Geraldo Almendra

"No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal. Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar".
Andrei Pleshu

As armas da revolta de uma minoria de esclarecidos, vis a vis o tamanho da população brasileira, com a perspectiva de terem todos os seus direitos questionados por um Estado Petista de Direito Comunista, estão voltadas para as hordas dos deserdados da justiça social que foram subornados pelo grotesco assistencialismo clientelista promovido em larga e incontrolável escala pelo Retirante Pinóquio, seguindo o exemplo da cretinice de seu antecessor.

O país está paralisado diante do poder do Estado Bandido, e das ações criminosas dos movimentos sociais que estão invadindo propriedades privadas, destruindo patrimônios alheios e cometendo assassinatos, tudo impune ou questionado de mentirinha com a proteção do corporativismo sórdido e de uma Justiça rigorosamente indecente, cada vez mais subserviente ao Poder Executivo.

A sociedade está em coma de Justiça e com as obrigações sociais do Estado Bandido, rigorosamente falidas nos seus resultados essenciais. Fazer escravos de projetos assistencialistas e clientelistas tem sido a grande e maior realização desse desgoverno desqualificado.

É de uma comodidade absolutamente covarde muitos declararem agora, diante do quase inevitável, a tomada do poder por uma terrorista, que "o Brasil não presta porque o povo não presta", ou "que a população brasileira é formada de estúpidos, imbecis, retardados mentais, ignorantes" como únicas justificativas precípuas para o domínio do petismo no país.

Tudo é dito como se a formação do imbecil coletivo fosse um fato histórico autônomo e não dependesse das ações criminosamente elaboradas pelos esclarecidos e suas elites dirigentes durante os desgovernos civis.

O Regime Militar, que estava construindo uma sociedade digna de se viver, cometeu um absurdo erro ao permitir um "movimento de redemocratização" sem terminar o dever de casa, que era expurgar para sempre do país os canalhas do socialismo genocida que hoje estão destruindo nossa pátria e promovendo a troca de nossa bandeira pela vermelha de estrela única.

Os comandantes das Forças Armadas estão agora distribuindo medalhas para o petismo e arriando suas calças para seus superiores comunistas, em troca da destruição dos nossos sonhos de democracia e liberdade, e da proteção do futuro desgoverno da terrorista Estela.

O famoso movimento de redemocratização, que estava minado pelas sementes de uma esquerda mal intencionada e apodrecida, culminou com a tomada do Estado pelos artífices da construção de um poder público corrupto, prevaricador e corporativista sórdido, que serviu de instrumento para o enriquecimento ilícito de milhares de "políticos" – O Pior dos Insultos – e a consolidação da distribuição do poder político para as oligarquias políticas canalhas que até hoje dominam a sociedade, sobressaindo-se a nova burguesia petista que está dando uma lição de competência e excelência criminosa para se sustentar no poder.

Os comandantes militares da época, com medo dos diabinhos da esquerda suja, ajudaram a construir a fantasia do Golbery: o demônio de um líder "político" – uma verdadeira fraude de ser humano – para "neutralizar" as forças do mal. Estão pagando o preço até hoje, mas que, de preço pago, está aparentemente começando a se transformar em promessas de sinecuras cada vez melhores.

Uma pergunta fundamental: – Foi o imbecil coletivo que estruturou a sociedade e sua postura coletiva imoral, aética e apátrida depois do regime militar?

A resposta incomoda muito, pois quem promoveu a lambança do apatriotismo, e da degeneração moral e ética que domina o país, foram justamente os esclarecidos e/ou seus cúmplices – "políticos", acadêmicos, artistas, grandes empresários exploradores do Estado e do povo, um Sistema Financeiro que agora causou a bancarrota do mundo, apresentadores de televisão, jornalistas marrons e, obviamente, os sinecuristas que se apossaram do poder público.

Foram rigorosamente esses brasileiros "esclarecidos" que abriram o caminho para que o mais desqualificado e etílico líder "político" – O Pior dos Insultos – de nossa história, agora esteja dando as cartas, transformando as Forças Armadas em soldadinhos de chumbo arrumados no tabuleiro do jogo sujo de destruição de nossa pátria conforme suas vontades, e mantendo suas forças paramilitares dos movimentos sociais infernizando a vida de quem trabalhou, durante muitos anos, para construir patrimônios, que estão sendo invadidos e destruídos com a proteção da nova Justiça petista.

A propriedade privada, a democracia, e a liberdade já são "fantasias" em estado de degeneração legal e já somos subordinados a uma democracia de mentira, controlada por um Estado Bandido ditatorial e autoritário, que comanda os poderes públicos e a sociedade com medidas provisórias votadas e aprovadas por um Congresso imerso no mar da degeneração moral e ética, que faz todos os dias, impunemente, os contribuintes de palhaços do Circo do Retirante Pinóquio.

Alguém escreveu:

"O povo brasileiro é resultante do cruzamento de portugueses ladrões, assassinos e escravocratas com negros africanos, ignorantes e escravizados e índios indolentes e não menos ignorantes. O resultado disso foi uma formação de uma sub-raça com um QI inferior e uma índole apegada ao furto e a indolência. Com tal matéria prima humana é impossível se formar uma nação respeitável."

Esta será sempre a filosofia de uma parcela da sociedade esclarecida que não aceita reconhecer sua própria culpa por ser a maior responsável pela entrega do nosso país nas mãos dos "políticos" – O Pior dos Insultos.

Diante das críticas que tenho recebido por muitos esclarecidos a quem envio meus artigos, que declaram que sou um radical descontrolado entre tantos outros "qualificativos" menos nobres, neste momento, deixo de fazê-los durante algum tempo, ou para "sempre", continuando com minhas aulas a plantar sementes de cidadãos que tenham a coragem de defender sua pátria quando necessário e que não se escondam no casulo de sua covardia quando virem um canalha comunista pela frente.

Se minha "platéia" preferencial se incomoda com "minhas verdades" não tenho mais o que fazer, não que eu quisesse fazê-las verdades únicas, pois minha humildade e formação não permitem que eu tenha essa postura.

Contudo, se for convocado, estarei disponível para me unir àqueles que desejem iniciar um movimento de resistência ao futuro desgoverno da terrorista que irá assumir o poder em 2010 graças à covardia de uma classe esclarecida que vendeu sua alma e sua pátria, à omissão, ao suborno imoral, aético, material e financeiro, tudo amplamente promovido pelas forças obedientes ao demônio do Retirante Pinóquio.

É importante frisar que tenho recebido muito mais sinais de respeito pelo meu patriotismo de gente da esquerda não apodrecida, do que daqueles esclarecidos "defensores do Estado Democrático de Direito", a quem durante mais de seis anos tenho tentando alertar para a destruição de meu país pelo socialismo genocida.

Se nada fizermos na prática, e se Deus me permitir ficar vivo mais algum tempo, serei testemunha do resultado da mais grotesca covardia de uma sociedade esclarecida que permitiu, sem luta, que sua pátria se transformasse em uma nova Cuba, sendo que desta vez, com a força geopolítica de um continente e suas alianças genocidas.

E que nossos filhos e suas famílias nos perdoem por temos deixado isso acontecer...

A postura das Forças Armadas diante do que está acontecendo no país se arrisca a nos colocar uma dúvida: eram mesmos heróis aqueles que nos defenderam da sanha comunista durante o Regime Militar?

Boa sorte para todos e até 2014 com a volta da turma do sapo barbudo ao poder e impune de todos os seus crimes, que ficarão arquivados para sempre, como segredo de Estado, nos porões criados durante o "mandato" da terrorista Estela, e sob a proteção das novas Forças Armadas protetoras da bandeira vermelha de estrela única.


Geraldo Almendra é Economista, Consultor e Professor de Matemática.
E-mail: glaf@superig.com.br








Publicado no site "Brasil acima de tudo".
Segunda-feira, 20 de abril de 2009.




GUARARAPES: A GUERRA BRASÍLICA E O NASCEDOURO DE UM EXÉRCITO. - Bootlead





Friday, March 13, 2009

MST = Malta Satânica e Terrorista

Foto: Resultado de uma "ocupação" do MST.

































Fora MST!
por João Mellão Neto

Nos meados da década de 80, quando o MST ainda se esboçava, ocorreu uma invasão. Uma entre centenas, dirão. Pois é, mas essa eu tive a oportunidade de acompanhar. Estava iniciando como jornalista e buscava conhecer em detalhes todos os temas palpitantes da época. Reforma agrária era um deles.

Como se dizia, o esbulho aconteceu. E logo depois a área foi desapropriada. Passaram-se alguns meses e aqueles quase 3 mil hectares foram entregues aos tais trabalhadores sem-terra. Um político de esquerda da região não perdeu a oportunidade. Com um grande alicate, compareceu ao local e, perante uma plateia atenta, solenemente cortou a cerca de arame farpado da fazenda. "Neste momento", declarou, "entrego estas terras ao povo brasileiro".

O "povo brasileiro" não se interessou em tomar posse de imediato. Para tanto era necessário que alguém fosse lá demarcar os lotes e sortear quem seriam os proprietários de cada um. Esse processo demandou uns 20 meses, mas ninguém se esquentou. Sem a menor cerimônia, os briosos manifestantes montaram acampamento à beira da cidadezinha mais próxima e, a partir de então, munidos de cupons para alimentação, fornecidos pelo governo federal, tornaram-se consumidores urbanos.

Quando os lotes ficaram prontos, ocorreu um fato que em nada contribuía para o sucesso da causa agrária. Os felizes contemplados não se mostraram dispostos a trocar a doce vida urbana que tinham pelas agruras da condição de novos proprietários rurais. Pudera, os lotes não tinham água nem luz. Os cupons para alimentação deixariam de ser fornecidos tão logo se configurasse a posse. Ninguém ali estava a fim de se tornar herói.

Com muito custo o assentamento se configurou. Após a posse, voltaram todos para a cidade e passaram a reivindicar, novamente, o fornecimento de água, luz e comida.

Dez anos depois, a situação era a seguinte: quatro ou cinco famílias se aventuraram a mudar para seus lotes e lá viviam em condições precárias. Mais de 20 trataram de vender os seus direitos de posse e seus lotes passaram por inúmeros donos. Especulação imobiliária da pior espécie, algo absolutamente condenável pelos ideólogos esquerdistas que chefiavam o movimento.

A maioria agiu de forma ainda pior. Como havia uma usina de álcool nas redondezas, trataram todos de arrendar seus lotes a ela e continuaram a viver na cidade. Tornaram-se, com isso, burgueses rentistas. E isso era deplorável e intolerável.

No Brasil inteiro situações como essa se repetiram e nada foi mostrado à opinião pública. Os padres e organizadores dos movimentos eram todos socialistas, mas os invasores, curiosamente, não. Entregavam-se a práticas capitalistas as mais comezinhas e mesquinhas tão logo lhes surgisse uma oportunidade.

Paciência. Estava patente, para os ideólogos, que o povo brasileiro, em geral, era tacanho. Não tinha a largueza de visão e o desprendimento necessários para a condução de uma revolução vitoriosa. Essa tarefa, então, como sempre, teria de ficar por conta das vanguardas - as camadas mais instruídas e esclarecidas dos movimentos. E essas, na época, eram compostas pelos padres e intelectuais.

Foi dessa forma, ideologicamente cambaleante, que nasceram os movimentos agrários. Agora eles são muito mais organizados, lograram se estabelecer. E o dinheiro para tanto? Ora, obviamente vem do Estado. E este, assim, segundo as tais vanguardas, cumpre uma de suas funções mais básicas e edificantes: está subsidiando a reforma agrária. E não pode existir uma destinação de verbas mais nobre e meritória.

Os contribuintes não concordam. Foi-se o tempo em que a opinião pública se embevecia com a causa fundiária. Hoje em dia todos acompanham, contrariados, o noticiário que reporta o desperdício de recursos em tudo o que diz respeito ao tema.

Até mesmo a razão de ser dos movimentos sociais do campo deixou de existir. A causa original, todos se recordam, era o combate aos latifúndios improdutivos. Pois bem, esses não existem mais. Quem tinha terra, e não produzia, tratou de vendê-la para quem o fazia.

Adotou-se então a tese de que a função dos movimentos era a de combater as grandes plantações feitas com sementes geneticamente modificadas. Não colou. Ninguém se comoveu com a causa.

O inimigo, agora, é o agronegócio. Havia pudores no passado quanto a se atacar propriedades reconhecidamente produtivas. Agora não há mais. Não se discute mais a questão da produtividade da terra, mas sim a que essa produtividade serve.

Segundo esta ótica obtusa, 100 hectares de terra nas mãos de um microproprietário rural - mesmo que esse alcance patamares medíocres de produção - cumprem melhor a sua função social do que o mesmo quinhão de terra pertencendo a uma grande usina de açúcar ou a uma fábrica de papel e celulose.

Essa nova razão de ser dos movimentos "sem-terra" seria digna de debate não fosse ela a quinta ou a sexta evocada pelos seus líderes para justificarem a sua existência. Eles se dispõem até mesmo a contrariar os mais óbvios interesses nacionais, ajudando o novo governo populista do Paraguai a expulsar os fazendeiros brasileiros de lá.

Os padres e intelectuais socialistas que no passado recente ainda podiam dizer-se idealistas, tornaram-se todos velhacos e parasitas. Apelam, agora, para qualquer nova bandeira que mantenha os movimentos que dirigem existindo. Para, assim, continuar recebendo preciosas verbas do governo.

Moral da história: sem-terra, que nada! Não passam de uns sem-vergonha que vivem à nossa custa e desperdiçam o nosso dinheiro. Não precisamos mais dessa gente. Tchau! Fora! Abaixo o MST!

Que não fiquem por aí por falta de despedida. Adeus!


João Mellão Neto, nasceu na cidade de São Paulo, SP em 06/11/1955, filho de comerciante de café e agro-pecuarista estudou administração de empresas na Fundação Getúlio Vargas e jornalismo na Fundação Cásper Líbero. João Mellão Neto tem seus artigos publicados, todas as sextas-feiras na página 2 do jornal "O Estado de S. Paulo". Como escritor já publicou diversos livros na área do "pensamento político liberal", em vista que João Mellão também teve uma carreira política bastante diversificada para sua idade, sendo quatro vezes secretário municipal, cumpriu dois mandatos de deputado federal e foi Ministro do Trabalho e da Administração, atualmente é deputado estadual em São Paulo (DEM). E-mail: jmellao@al.sp.gov.br



Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo" (Editorial Opinião).
Sexta-Feira, 13 de março de 2009.




Antessala do inferno – João Ubaldo Ribeiro






Wednesday, February 04, 2009

O caráter de um povo, deve ser julgado pelo tipo de pessoas que elege.










































O banquete de migalhas de Sarney e Temer
por José Nêumanne

O PMDB está em festa: três meses depois de ter comemorado um amplo triunfo nas eleições municipais de outubro de 2008, entra em 2009 refestelado nas presidências da Câmara e do Senado. Ou seja, fez barba, cabelo e bigode! Como 11 entre 10 comentaristas políticos em atividade na imprensa, no rádio e na televisão consideram que os pleitos municipais de 2008 foram o vestíbulo e da composição das Mesas dirigentes das duas Casas do Congresso Nacional se tece o capacho (nunca antes uma palavra foi tão bem usada em todos os sentidos, modéstia inclusa) da eleição de 2010, enfim, estará o partido da resistência civil à ditadura militar pronto para assumir o poder na República, do qual foi apeado pela vontade do povo desde que José Sarney saiu do Palácio do Planalto. Mas esta será uma afirmação tão autêntica quanto a natureza peemedebista do "novelho" presidente do Senado.

O caso é que o PMDB não ganhou as eleições municipais. A aritmética de sua vitória renega aquele princípio matemático segundo o qual não é correto somar laranjas com bananas, pelo fato elementar de que, ao serem somadas, laranjas não passam a ter gosto de banana e vice-versa. Não se pode falar em vitória nacional de um partido num pleito municipal, seja na Suíça ou no Paraguai. Quanto mais num país do tamanhão do nosso! Mesmo tendo vencido a eleição no segundo maior município do País, São Sebastião do Rio de Janeiro, com um candidato tão puro-sangue quanto o maranhense do Amapá, o ex-tucano Eduardo Paes, e ainda que faça parte da coligação vencedora no maior de todos, São Paulo de Piratininga, desde os primórdios da disputa, nada há a ser comemorado pelo PMDB. Ou melhor: há, sim! Composto por gatos e sapatos que não se entendem nem se toleram, o PMDB tem mais é de cantar vitória para valorizar o próprio peixe. Os outros dirigentes políticos que tratem de separar a verdade da falsidade para não comprarem gato por lebre. Nós outros, que não temos cargos a distribuir nas províncias nem na capital, é que nada temos a ganhar numa festa em que o penetra se comporta como anfitrião e este se finge de morto só para dele tirar o pior.

O domínio do Poder Legislativo pelo maior aliado do governo, seja qual for o governo, não diz respeito à cidadania, tampouco à disputa decisiva que se dará em 2010, quando forem disputados os governos estaduais e a maior joia da coroa, a Presidência. Aí, o PMDB ganhará o prêmio que merece no cenário político nacional: o Oscar de coadjuvante de qualquer vencedor de uma eleição de verdade. Ora, dirão os "idiotas da objetividade", Itamar Franco militou no PMDB e foi presidente da República. Sim, mas a situação atual não pode ser comparada com a da Nova República, quando Sarney reinava no Planalto e o dr. Ulysses dava as cartas na Praça dos Três Poderes. Como Sarney, saído da cúpula do partido que servia à ditadura, a Arena, para ser vice de Tancredo, que voltara ao PMDB após haver fundado o PP com o arqui-inimigo Magalhães Pinto, Itamar era vice - do ressurreto Collor - e, portanto, desembarcou na Presidência sem um mísero votinho que sequer aquecesse o chá das 5 das velhinhas inglesas. Agora mandando de novo no Congresso e sem candidato à Presidência, o PMDB se manterá mordomo, mas tão cedo não vai ser castelão.

A vitória de Sarney no Senado e de Michel Temer (SP) na Câmara só confirma a velha vocação que o Parlamento tem no Brasil de bem servir aos senhores do Poder Executivo. Assim foi sempre, à exceção da chamada Nova República, quando o multipresidente do partido, da Constituinte e da Câmara amarrou seu cavalo no mastro da bandeira e deixou ao noviço maranhense as pompas e circunstâncias dos toques de corneta no Alvorada. Em nossa meia-democracia das urnas, o poder popular expresso pelo voto, legítima manifestação de soberania, é atenuado, ou melhor, moderado, como já se dizia no Segundo Império, pelo método de representação escolhido.

O voto proporcional para a Câmara dos Deputados, na qual em teoria o poder popular seria exercido por representação, evita cuidadosamente a interferência do cidadão incômodo. O truque para escamotear a possibilidade de intromissão do populacho nas decisões tomadas pelas elites dirigentes da burguesia patronal, da casta sindical e das cúpulas partidárias também é facilitado pela forma como funciona o Senado Federal. A igualdade aritmética das bancadas de Estados díspares em tamanho, população e importância econômica ajuda a diluir o poder popular num caldo grosso e insípido de interesses paroquiais e ambições classistas. Sarney e Temer passam a ser os encarregados de mexer essa poção.

Isto pode ser muito bom para eles e para os cupinchas que dividirão com ambos as mordomias deste poder de fancaria. Mas nada significa nem para o poder real, que será disputado daqui a dois anos, nem para a cidadania, que se manifestará nas urnas e, depois, se recolherá ao silêncio, "bestializada", como definiu o historiador José Murilo de Carvalho, até a eleição seguinte, em 2014. Em 2010, e depois de quatro em quatro anos, a cidadania escolherá seu chefe e este terá entre seus poderes os instrumentos de cooptação dos parlamentares que, na mesma ocasião, a mesma cidadania escolher. É melhor que o arbítrio das ditaduras civis e militares de antanho. Pode até ser melhor que as farsas passadas do Império moderado ou das eleições de bico de pena da República Velha. Ninguém duvida. Mas é algo bem diferente de uma democracia de verdade, com instituições impessoais, Poderes autônomos, recall e transparência na gestão e, sobretudo, na manipulação dos bens públicos.

O PMDB tem o direito de festejar as migalhas no banquete dos poderosos de verdade. Nós, não! Ainda temos um imenso deserto de homens e ideias a percorrer.


José Nêumanne Pinto é um escritor, jornalista e poeta, nascido em Uiraúna (PB), em 18 de maio de 1951. Começou sua carreira jornalística no "Diário da Borborema", Campina Grande (PB), como repórter em 1968. Recebeu os prêmios Esso de Jornalismo Econômico em 1975, pela série "Perfil do Operário Brasileiro Hoje" e o Troféu Imprensa de Reportagem Esportiva, também em 1975, pela reportagem "Éder Jofre e o Boxe Brasileiro". Nêumanne foi colunista, com um artigo semanal sobre Brasil na edição em castelhano do jornal "Miami Herald" . Atualmente reside em São Paulo, onde é articulista periódico do jornal "O Estado de S. Paulo" e editorialista do "Jornal da Tarde", além de publicar seus artigos em diversos órgãos da imprensa nacional. Como escritor José Nêumanne tem diversos livros publicados, também é editor do blog "Estação José Nêumanne" sobre poesia, jornalismo e literatura. E-mail: neuman@estado.com.br


Publicado no jornal "O Estado de S.Paulo" – (Editorial Opinião).
Quarta-feira, 04 de fevereiro de 2009.




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