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Friday, March 13, 2009

MST = Malta Satânica e Terrorista

Foto: Resultado de uma "ocupação" do MST.

































Fora MST!
por João Mellão Neto

Nos meados da década de 80, quando o MST ainda se esboçava, ocorreu uma invasão. Uma entre centenas, dirão. Pois é, mas essa eu tive a oportunidade de acompanhar. Estava iniciando como jornalista e buscava conhecer em detalhes todos os temas palpitantes da época. Reforma agrária era um deles.

Como se dizia, o esbulho aconteceu. E logo depois a área foi desapropriada. Passaram-se alguns meses e aqueles quase 3 mil hectares foram entregues aos tais trabalhadores sem-terra. Um político de esquerda da região não perdeu a oportunidade. Com um grande alicate, compareceu ao local e, perante uma plateia atenta, solenemente cortou a cerca de arame farpado da fazenda. "Neste momento", declarou, "entrego estas terras ao povo brasileiro".

O "povo brasileiro" não se interessou em tomar posse de imediato. Para tanto era necessário que alguém fosse lá demarcar os lotes e sortear quem seriam os proprietários de cada um. Esse processo demandou uns 20 meses, mas ninguém se esquentou. Sem a menor cerimônia, os briosos manifestantes montaram acampamento à beira da cidadezinha mais próxima e, a partir de então, munidos de cupons para alimentação, fornecidos pelo governo federal, tornaram-se consumidores urbanos.

Quando os lotes ficaram prontos, ocorreu um fato que em nada contribuía para o sucesso da causa agrária. Os felizes contemplados não se mostraram dispostos a trocar a doce vida urbana que tinham pelas agruras da condição de novos proprietários rurais. Pudera, os lotes não tinham água nem luz. Os cupons para alimentação deixariam de ser fornecidos tão logo se configurasse a posse. Ninguém ali estava a fim de se tornar herói.

Com muito custo o assentamento se configurou. Após a posse, voltaram todos para a cidade e passaram a reivindicar, novamente, o fornecimento de água, luz e comida.

Dez anos depois, a situação era a seguinte: quatro ou cinco famílias se aventuraram a mudar para seus lotes e lá viviam em condições precárias. Mais de 20 trataram de vender os seus direitos de posse e seus lotes passaram por inúmeros donos. Especulação imobiliária da pior espécie, algo absolutamente condenável pelos ideólogos esquerdistas que chefiavam o movimento.

A maioria agiu de forma ainda pior. Como havia uma usina de álcool nas redondezas, trataram todos de arrendar seus lotes a ela e continuaram a viver na cidade. Tornaram-se, com isso, burgueses rentistas. E isso era deplorável e intolerável.

No Brasil inteiro situações como essa se repetiram e nada foi mostrado à opinião pública. Os padres e organizadores dos movimentos eram todos socialistas, mas os invasores, curiosamente, não. Entregavam-se a práticas capitalistas as mais comezinhas e mesquinhas tão logo lhes surgisse uma oportunidade.

Paciência. Estava patente, para os ideólogos, que o povo brasileiro, em geral, era tacanho. Não tinha a largueza de visão e o desprendimento necessários para a condução de uma revolução vitoriosa. Essa tarefa, então, como sempre, teria de ficar por conta das vanguardas - as camadas mais instruídas e esclarecidas dos movimentos. E essas, na época, eram compostas pelos padres e intelectuais.

Foi dessa forma, ideologicamente cambaleante, que nasceram os movimentos agrários. Agora eles são muito mais organizados, lograram se estabelecer. E o dinheiro para tanto? Ora, obviamente vem do Estado. E este, assim, segundo as tais vanguardas, cumpre uma de suas funções mais básicas e edificantes: está subsidiando a reforma agrária. E não pode existir uma destinação de verbas mais nobre e meritória.

Os contribuintes não concordam. Foi-se o tempo em que a opinião pública se embevecia com a causa fundiária. Hoje em dia todos acompanham, contrariados, o noticiário que reporta o desperdício de recursos em tudo o que diz respeito ao tema.

Até mesmo a razão de ser dos movimentos sociais do campo deixou de existir. A causa original, todos se recordam, era o combate aos latifúndios improdutivos. Pois bem, esses não existem mais. Quem tinha terra, e não produzia, tratou de vendê-la para quem o fazia.

Adotou-se então a tese de que a função dos movimentos era a de combater as grandes plantações feitas com sementes geneticamente modificadas. Não colou. Ninguém se comoveu com a causa.

O inimigo, agora, é o agronegócio. Havia pudores no passado quanto a se atacar propriedades reconhecidamente produtivas. Agora não há mais. Não se discute mais a questão da produtividade da terra, mas sim a que essa produtividade serve.

Segundo esta ótica obtusa, 100 hectares de terra nas mãos de um microproprietário rural - mesmo que esse alcance patamares medíocres de produção - cumprem melhor a sua função social do que o mesmo quinhão de terra pertencendo a uma grande usina de açúcar ou a uma fábrica de papel e celulose.

Essa nova razão de ser dos movimentos "sem-terra" seria digna de debate não fosse ela a quinta ou a sexta evocada pelos seus líderes para justificarem a sua existência. Eles se dispõem até mesmo a contrariar os mais óbvios interesses nacionais, ajudando o novo governo populista do Paraguai a expulsar os fazendeiros brasileiros de lá.

Os padres e intelectuais socialistas que no passado recente ainda podiam dizer-se idealistas, tornaram-se todos velhacos e parasitas. Apelam, agora, para qualquer nova bandeira que mantenha os movimentos que dirigem existindo. Para, assim, continuar recebendo preciosas verbas do governo.

Moral da história: sem-terra, que nada! Não passam de uns sem-vergonha que vivem à nossa custa e desperdiçam o nosso dinheiro. Não precisamos mais dessa gente. Tchau! Fora! Abaixo o MST!

Que não fiquem por aí por falta de despedida. Adeus!


João Mellão Neto, nasceu na cidade de São Paulo, SP em 06/11/1955, filho de comerciante de café e agro-pecuarista estudou administração de empresas na Fundação Getúlio Vargas e jornalismo na Fundação Cásper Líbero. João Mellão Neto tem seus artigos publicados, todas as sextas-feiras na página 2 do jornal "O Estado de S. Paulo". Como escritor já publicou diversos livros na área do "pensamento político liberal", em vista que João Mellão também teve uma carreira política bastante diversificada para sua idade, sendo quatro vezes secretário municipal, cumpriu dois mandatos de deputado federal e foi Ministro do Trabalho e da Administração, atualmente é deputado estadual em São Paulo (DEM). E-mail: jmellao@al.sp.gov.br



Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo" (Editorial Opinião).
Sexta-Feira, 13 de março de 2009.




Antessala do inferno – João Ubaldo Ribeiro






Sunday, July 13, 2008

Por enquanto Daniel "dança", prossegue a "matanza" de "carneiros". Meu Deus!
Quando daremos um BASTA a este "inferno" que "eles" nos conduziram?

Dúvida: "MERDA", agora começa com "P", de "PRESIDENTE"?








































Em perseguição, polícia diz ter matado jovem por engano no PR
Do Portal G1, em São Paulo

Carro de casal bateu acidentalmente em viatura e foi alvejado por dois agentes. Em nota, PM lamenta e informa que vai apurar os acontecimentos.

Uma jovem de 20 anos foi morta durante uma perseguição policial na madrugada deste domingo (13), no município de Porto Amazonas, distante cerca de 80 quilômetros de Curitiba. Policiais disseram ter confundido o carro em que ela estava com um amigo com o veículo que estava sendo perseguido.

De acordo com nota divulgada pela Polícia Militar, os agentes perseguiam um carro suspeito que já havia furado dois bloqueios nas cidades de Lapa (PR) e São Mateus do Sul (PR). Os fugitivos estavam em Porto Amazonas.

Durante a perseguição, o carro onde estava os jovens chocou-se com uma das viaturas e dois policiais desceram atirando. Segundo a nota, "no momento da colisão, eles acharam que se tratava de mais um integrante de uma possível quadrilha e que havia colidido intencionalmente com a viatura. A fim de pará-lo, efetuaram disparos contra o veículo."

Somente depois de atirarem, os policiais perceberam se tratar do carro ocupado pelo casal e que havia batido acidentalmente na viatura.

Segundo a Polícia Militar, Rafaele Ramos Lima estava no banco do passageiro e foi baleada na cabeça. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. O rapaz que dirigia o carro, Diogo Soldi, de 21 anos, levou um tiro de raspão e foi encaminhado para exames em um hospital de Curitiba.

Em nota, a Polícia Militar "lamenta profundamente os fatos ocorridos" e informa que pediu acompanhamento do Ministério Público Estadual na apuração dos acontecimentos.

Os dois policiais militares que atiraram no casal foram detidos e encaminhados para o Batalhão da PM em Ponta Grossa (PR). As armas também foram apreendidas e enviadas para a perícia.

Após o engano, equipes encontraram o provável veículo foragido, com placas de Curitiba, abandonado com pacotes de cigarros vindos do Paraguai.

Na nota, a PM informa que o objetivo é que "a apuração seja rigorosa e transparente" e que "o Comando Geral da Polícia Militar do Paraná e o Ministério Público acompanham de perto o desenrolar da investigação."


Publicado no "Portal G1".
Domingo,13 de julho de 2008, 16h40.





Dantas: "Vou contar tudo! Detonar!" – Bob Fernandes-Terra Magazine




Friday, July 11, 2008

"Anistiando" os integrantes das FARC.














































Salvando as Farc
por Olavo de Carvalho

Estranguladas pelo Exército, odiadas pelo povo colombiano, reduzidas a um décimo de seu contingente e, por fim, desmoralizadas pelo resgate espetacular de quinze reféns, as Farc estão seguindo o manual de instruções e fazendo exatamente o que a guerrilha brasileira fez em circunstâncias idênticas: partiram para o gerenciamento de danos e tentam desesperadamente transformar a derrota militar em vitória política.

Se bem sucedida, essa operação terá sido, no fim das contas, o triunfo mais espetacular que a gangue poderia ter desejado. Todos os clássicos da guerra revolucionária explicam que guerrilhas não têm por alvo derrotar o adversário no campo de batalha, mas forçá-lo a aceitar exigências políticas. Esse é o único objetivo a que podem aspirar e a única razão de ser da sua existência – e, para isso, a derrota militar pode ser ainda melhor do que a vitória. O exemplo do Vietnã ainda está na memória de todos, mas não precisamos ir buscar tão longe: nosso governo atual não é outra coisa senão as guerrilhas dos anos 60-70 transfiguradas em poder político pelas boas graças da anistia.

Não é, pois, de estranhar que, sob pretextos humanitários de uma hipocrisia abjeta, os apelos à desmobilização das Farc em nome da "luta pacífica" se espalhem por toda parte com a simultaneidade exemplar de uma orquestra bem afinada.

Quem soa a nota dominante é, como não poderia deixar de ser, o sr. presidente da República. Fingindo pena dos reféns mantidos em cativeiro e um ardente desejo de "paz", ele sugere que as Farc abandonem a luta armada e sigam o exemplo do seu partido.

Para uma organização que matou trinta mil pessoas e manteve três mil seqüestrados presos em condições sub-humanas durante quase uma década, ser de repente admitida como partido político e automaticamente anistiada de todos os seus crimes é mais do que um presente generoso: é a vitória perfeita, a realização integral dos seus sonhos mais lindos.

Que o sr. Presidente da República venha a colaborar tão solicitamente para a realização desses sonhos é nada mais do que natural: durante dezesseis anos, como fundador e chefe do Foro de São Paulo, ele sentou-se à mesa com os líderes da narcoguerrilha e de outras organizações criminosas, traçando com elas a estratégia unificada da esquerda latino-americana para a conquista do poder total no continente. O princípio mais elementar e óbvio dessa estratégia não poderia deixar de ser a articulação dialética da violência armada com o esforço de organização política, ora convergindo, ora fingindo opor-se -- e ludibriando a todos, enfim, pela alternância feliz da intimidação e da sedução.

A gratidão que as Farc têm por Lula e por seu partido expressou-se da maneira mais eloqüente na mensagem que enviaram a eles na última assembléia do Foro, em 2007, onde se derramavam em louvores a ambos por terem resgatado do perigo de extinção o movimento comunista na América Latina. Com seu pronunciamento recente, o sr. Presidente da República não faz senão dar continuidade à sua obra salvadora, que chegará ao seu ponto culminante no momento em que uma infinidade de crimes hediondos for premiada com a anistia geral e a elevação dos delinqüentes à posição de governantes legais. Governantes que, decorrido algum tempo, poderão então, com toda a calma, serenamente, metodicamente, ir destruindo um por um aqueles que os anistiaram, exatamente como faz hoje a guerrilha brasileira.

Ao sr. presidente pouco interessa que, entre as vítimas das Farc, estejam os funcionários da nossa Embaixada feitos em pedaços pelo atentado à bomba ali praticado em 1993, os milhões de crianças brasileiras levadas à autodestruição pelas drogas que as Farc distribuem no país, ou os nossos concidadãos mortos a tiros, nas ruas, por quadrilheiros locais que as Farc armaram e treinaram. Tudo o que lhe interessa é assegurar um futuro brilhante para aqueles seus companheiros de militância -- assassinos, seqüestradores e narcotraficantes.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias.
E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no "Jornal do Brasil".
Quinta-feira,10 de julho de 2008.


CONTESTAÇÕES ÀS INJÚRIAS E DIFAMAÇÕES CONTRA MIM – Cel Ustra

NÃO SABEM MAIS O QUE FAZER! OU NUNCA SOUBERAM? – Ex-Blog do Cesar Maia


Friday, March 07, 2008

Atenção, "meninos" e "meninas": O "PICNIC" ACABOU!



























Click AQUI e veja o vídeo da bem sucedida Operação Fênix do Exército Colombiano, que fulminou com o acampamento das FARC acoitado no Equador.


OEA reflete vitórias colombianas contra as Farc
por William Waack

O único treinamento das Farc do qual participei como repórter, filmando uma série para o Jornal Nacional, em 2001, era, claro, um show para a TV. Como outros jornalistas, pude estar (autorizado pelo comando das Farc) na zona desmilitarizada que o então governo colombiano havia estabelecido numa região central do país. Era uma espécie de parque temático da guerrilha, com acampamento modelo, discursos políticos, escola para camponeses, etc – bem distante da realidade nas frentes de combate, conforme pude constatar na mesma viagem.

Mesmo num show para a câmera de TV (guerrilheiros avançando e recuando em colunas, táticas de infiltração e cerco, exercícios de ordem unida) dava para se notar que o principal problema de combate das Farc, como de qualquer unidade militar, era manter sua gente apta… a combater. O maior número de baixas da organização, explicava-me o comandante Joaquin Gómez, que agora ocupa o lugar de Raúl Reyes como segundo do grupo narco-guerrilheiro, devia-se a doenças no pé.

De fato, os pés de um combatente naquela região da selva nunca secam, principalmente se ele usar calçados de couro. Em uma semana uma picada de inseto transforma-se numa bicheira. Em quinze dias o combatente não tem mais condições de andar. Para grupos de 12 guerrilheiros que precisam estar em constante movimentação, é um problema fundamental (depressa as Farc descobriram que é muito melhor mover-se com botas de borracha de cano alto, uma medida copiada até pelas tropas de elite “ranger” do Exército colombiano).

Outro problema grave para os guerrilheiros, facilmente constatável naquele show de treinamento: comunicações. Os rádios das Farc eram aparelhos comuns, de alcance limitado por montanhas e que precisavam de baterias recarregadas todo dia. E facilmente rastreáveis por qualquer um que tenha equipamento similar (um “walkie talkie” que se compra em qualquer loja). E que distância percorre um guerrilheiro com todo equipamento (mantimentos para 3 dias, arma e munição), perguntei ao comandante Gómez. “Depende”, disse ele, “tipicamente uns 20 quilômetros por noite”.

Um garimpeiro na Amazônia consegue “varar” (como eles dizem para andar a pé) uns 200 quilômetros de floresta em menos de uma semana, e eles são exímios andarilhos. Provavelmente o comandante Gómez exagerava a capacidade de deslocamento de seus comandados. Fora do parque temático das Farc no centro do país (ele foi abolido em 2002) pude ver os guerrilheiros no departamento de Putumayo, próximo a Puerto Asis, a região onde se deu o mortífero ataque da Colômbia no último fim de semana.

Putumayo é de importância estratégica para as Farc, pois lá está grande parte do cultivo de coca no país. Não é à toa que o Exército colombiano, recuperado e treinado com assistência militar direta dos Estados Unidos, concentrou suas operações naquele lugar. E está tendo enorme sucesso no combate aos guerrilheiros. Que hoje só podem movimentar-se, comer, armar-se, controlar ainda a produção de coca, se tiverem um esconderijo seguro – naquele caso, o Equador.

As mortes do “Negro” Acácio, em setembro, próximo à fronteira com a Venezuela, e de Raúl Reyes, no último fim de semana, na fronteira com o Equador, são o retrato de um duplo golpe que provavelmente diminuirá ainda mais a capacidade de combate da guerrilha. Negro Acácio (o comparsa de Fernandinho Beira-Mar na troca de mulheres e armas, trazidas do Brasil, por cocaína, produzida na Colômbia) era um dos principais gerentes do tráfico de drogas gerado pelas Farc, enquanto Reyes era o responsável pelo tráfego de influência internacional.

Parece-me claro que a estratégia de sobrevivência da narco-guerrilha, hoje, é meramente política. Ela está sendo sufocada por uma ofensiva militar, pela falta de apoio popular e, principalmente, pelos enormes problemas de logística em regiões de selva tropical. Para as Farc, continuar existindo depende do controle do narcotráfico, mas, em medida muito maior, de aliados políticos que facilitem descanso, rearmamento, zonas de segurança e repercussão. Por si só, estariam destruídas.

O governo colombiano está vencendo a guerra e o resultado da resolução da OEA reflete a percepção de vários países latino-americanos de que dar uma sobrevida às Farc só interessa à mal traçada estratégia do coronel Hugo Chávez. O fato consumado pela Colômbia é um duplo golpe militar na cabeça do grupo narco-guerrilheiro. As autoridades colombianas não têm pressa em trocar reféns provavelmente pela constatação de que o principal é não dar respiro as Farc.

É disso que se trata a crise, no momento. Chávez e seus seguidores não querem que as Farc sejam derrotadas. Estão prolongando um conflito armado por interesses políticos e ideológicos. Uma política externa brasileira que estivesse voltada de fato para nossos interesses principais de segurança deveria concentrar-se na solução desse conflito militar – o da narco-guerrilha contra um governo legítimo, legal e democrático.

Ser “neutro” diante das Farc é fazer o jogo de Chávez.


William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.



Publicado no Portal G1.
Quinta-feira, 06 de março de 2008, 19h46.



O Brasil e a Grã-Colômbia – Demétrio Magnoli



Saturday, March 01, 2008

MUNDO FARC

Foto: Copyright © Alirio Gomez
































A perversidade das Farc
editorial do jornal O Estado de S. Paulo

A cena foi transmitida pela emissora estatal venezuelana Telesur, a única autorizada a documentar a entrega de quatro reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a representantes do governo de Caracas e da Cruz Vermelha, em um ponto da Amazônia colombiana apropriadamente chamado El Retorno. A única mulher do grupo de libertados depois de mais de seis anos de captura, a ex-senadora Gloria Polanco, recebe flores de uma guerrilheira, agradece e diz o que vai fazer com elas: “Vou depositar no túmulo de meu marido, os quatro ramos, um de cada um dos meus filhos e o outro meu.” Poucas imagens - e palavras - poderiam ser mais lancinantes do que essa na crônica de horrores protagonizada pela organização narcoterrorista que mantém em cativeiro centenas de pessoas, algumas há um decênio.

A história da ex-senadora, afinal, é uma ilustração insuperavelmente fiel da desumanidade desse exército de delinqüentes “revolucionários”. Em julho de 2001, Gloria foi seqüestrada com dois dos seus três filhos, então com 15 e 17 anos, por um bando que invadiu o prédio em que moravam na cidade de Neiva, no sul da Colômbia. Sete meses depois, ela foi separada dos jovens e incluída no infame rol de “reféns políticos”, hoje na casa de 40, que as Farc querem trocar por 500 dos seus que se encontram presos. À época, mesmo ausente, ela foi eleita para o Congresso pelo Partido Conservador - com a maior votação daquele pleito. O seu marido e correligionário, ex-deputado e ex-governador, Jaime Lozada, conseguiu comprar a libertação dos filhos, pagando o resgate em parcelas. Eles recuperaram a liberdade em julho de 2004. Um ano e meio depois, num ataque a tiros e explosivos, Lozada foi assassinado - aparentemente, por ter atrasado uma prestação.

A promessa da viúva de levar a seu túmulo as flores do mal - literalmente - exprime tudo o que pode separar a decência humana da criminalidade hedionda dos terroristas que, embora na defensiva hoje em dia, continuam na sua faina assassina que atormenta o povo colombiano. Para libertar outros reféns, as Farc ainda se dão ao escárnio de exigir, além da soltura de 500 guerrilheiros, que o presidente Álvaro Uribe decrete a desmilitarização, por 45 dias, das áreas onde se situam os municípios de Pradera e Florida e onde se daria o escambo. Naturalmente, tratando-se de uma região próxima de Cali, a terceira maior cidade do país, seria uma temeridade o governo de Bogotá aceitar a imposição dos bandidos. Blefando ou não, as Farc anunciaram o fim abrupto das “liberações unilaterais” iniciadas em janeiro com a entrega de uma ex-senadora e de uma auxiliar de sua mais conhecida vítima, Ingrid Betancourt.

Seqüestrada em fevereiro de 2002, quando candidata à presidência da Colômbia, a então senadora, agora a única mulher refém dos facínoras, tem sido especialmente maltratada por eles. Um dos quatro libertados anteontem, o também ex-senador Luis Eladio Pérez - que contou em detalhes revoltantes as agruras a que eram todos submetidos -, descreveu Ingrid, com quem esteve no começo do mês, como “fisicamente esgotada” e correndo risco de vida. Pérez relatou que ela é mantida “em condições infra-humanas”. Em Caracas, para onde os ex-cativos foram finalmente conduzidos, no papel de coadjuvantes involuntários do show do bom amigo das Farc, Hugo Chávez, Gloria Polanco reiterou que o estado de Ingrid é desesperador. Nem assim, o caudilho se dispôs a demandar a sua soltura.

Numa apoteose de cinismo, dirigiu-se diretamente ao chefão da narcoguerrilha, Manuel Marulanda, a quem pediu que transferisse a prisioneira para “um comando” mais próximo dele, “enquanto continuamos abrindo o caminho para a sua liberação definitiva” - como se os padecimentos a ela infligidos não tivessem sido determinados pelo mesmo Marulanda, qualquer que fosse o pedaço de inferno que fosse obrigada a habitar. Chávez ainda se gabou de estar fazendo “tudo o que pudermos para liberar até o último dos seqüestrados” - como se as Farc estivessem propensas, apenas para enaltecer perante o mundo a figura do caudilho aliado, a renunciar ao seu poder de barganha. O que a quadrilha do narcotráfico pretende é ser reconhecida como força beligerante legítima.


Publicado no jornal " O Estado de S.Paulo ".
Sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008.





Reflexão IV – Cel Aluisio Madruga

O Brasil progride enquanto dorme – Arnaldo Jabor

Friday, February 08, 2008

UMA FOTO REPULSIVA!

Na foto o "general" inFelix e seus "companheiros": "Waldir", "Francisco", "Miguel", "Rogerio", "Comprido",
"Grande", "Nilson", "Lula", Franklin e ainda "Stella", "Luiza", "Patricia", "Wanda", Dilma.































Quando a vaca vai pro brejo?
por Bootlead

A vaca já foi pro brejo, quando um General de quatro estrelas (serão vermelhas?) do Exército Brasileiro, no caso o General-de-Exército Jorge Armando Felix (ou inFelix) senta-se à mesa com dois terroristas, sendo uma ladra e o outro seqüestrador, senão coisas piores (este "general" sentaria-se à mesa até com o próprio Lamarca), e todos com uma alegria esfuziante defendendo o indefensável, a roubalheira escancarada com os tais "cartões corporativos" pelo "ladrão-mor" e seus acólitos, isto, após o mesmo "general", haver emitido declarações à imprensa na mesma linha de argumentação, onde "evacuou" a seguinte frase lapidar: "Para nós, quanto menor a transparência, maior é o grau de segurança".

Segurança do quê cara pálida, para "nós" quem? Do seu chefete, dos seus amigotes na ladroagem ou a sua mesmo "general"? Uma desfaçatez sem limites! Pobre Exército Brasileiro, em que mãos caístes.

Para isto só há uma palavra: VERGONHA!

Ah! "Homens" de 64, que serviço mau acabado fizestes, mataram a serpente, mas deixaram os ovos, além de uma lavra de "melancias" germinando em suas próprias "casas". E agora, quem será capaz de terminar o serviço e a que preço?



O "curriculum" dos personagens (da esq. para a direita):

Dilma Vana Rousseff Linhares ("Stella", "Luiza", "Patricia", "Wanda")

Em 1967, era militante da Política Operária (POLOP), em Minas Gerais, junto com seu marido, Claudio Galeno de Magalhães Linhares ("Aurelio", "Lobato"). Saiu da POLOP e, também com seu marido, ingressou no Comando de Libertação Nacional (COLINA), tendo sido eleita, em abril de 1969, quando atuava no então Estado da Guanabara, membro do seu Comando Nacional.

Acompanhou a fusão entre o COLINA e a Vanguarda Popular Revolucionária, do "capitão" Carlos Lamarca (sempre ele), que deu origem à Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).

Em setembro de 1969, participou como convidada, só com direito à voz, do I Congresso da VAR-Palmares, realizado numa casa em Teresópolis.

Ainda em 1969 a "companheira Stella" foi uma das que planejou aquele que seria o mais rentável golpe da luta armada em todo o mundo: o roubo do cofre de Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo. O crime foi cometido pela Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares (VAR-Palmares), quando 13 guerrilheiros da VAR-Palmares roubaram o cofre de 200 kg de uma casa no bairro carioca de Santa Tereza, onde vivia a amante do ex-governador e levaram US$ 2,6 milhões de dólares. Onde foi parar o dinheiro? Perguntem a Dilma ou será Stella!

A "companheira" Dilma foi presa em São Paulo em 16 de janeiro de 1970.

Click AQUI para saber mais sobre Dilma "Stella" Rousseff.


Franklin De Souza Martins ("Waldir", "Francisco", "Miguel", "Rogerio", "Comprido", "Grande", "Nilson", "Lula")

Filho de um senador, ingressou no PCB em 1966, atuando no Comitê Secundarista do então Estado da Guanabara, foi militante da DI/GB (Dissidência da Guanabara do PCB) e do MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro). Foi presidente do DCE/UFRJ (Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e vice-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes). Em outubro de 1968, foi preso no Congresso da UNE, em Ibiúna sob o comando do indigitado José Dirceu ("Daniel"), na época presidente da UEE (União Estadual dos Estudantes de Sâo Paulo).

Em abril de 1969, foi eleito para a Direção Geral do MR-8 e, em meados desse mesmo ano, participou do seqüestro do embaixador dos EUA, Charles B. Elbrick. Em fins de 1969, fugiu do Brasil no esquema da ALN (Aliança Libertadora Nacional), indo fazer cursos de guerrilha e terrorismo em Cuba (emboscadas, armamentos, explosivos, túneis e táticas militares), sob os auspícios do seu venerável ídolo Fidel Castro.

Também viveu em Santiago do Chile, onde, em dezembro de 1972, foi eleito para a nova Direção Geral do MR-8, regressou ao Brasil em fevereiro de 1973, indo estruturar o Comitê Regional de São Paulo do mesmo grupo terrorista, que atualmente tem entre seus "comandantes" o ex-Governador de Sâo Paulo Orestes Quércia e o atual Governador do Paraná, Roberto Requião.

É ainda, patrono ou talvez proprietário do jornaleco comunista "Hora do Povo", dirigido por antigos e atuais membros do MR-8.


General-de-Exército Jorge Armando Felix

Jorge Armando Felix, além dos cursos regulares da carreira de oficial do Exército, freqüentou a Escola de Comando das Forças Armadas da Alemanha e a Escola Superior de Guerra (ESG).

Como Oficial Superior foi, dentre outras funções, instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e Comandante do 1º Grupo de Artilharia Antiaérea, localizados no Rio de Janeiro - RJ.

Desempenhou, como Oficial-General, cargos de comando e de direção nas cidades de Cruz Alta-RS, Brasília-DF, Caçapava-SP e São Paulo-SP.

Foi promovido ao posto atual em 25 de novembro de 2000, e exerceu o cargo de Secretário de Ciência e Tecnologia do Exército, no Rio de Janeiro, e, por extensão, membro do Alto-Comando do Exército. É ainda bacharel em Ciências Econômicas pela Faculdade de Ciências Econômicas do Rio de Janeiro.




A política-chanchada – Ipojuca Pontes



Diogo, O Terrível - João Pereira Coutinho


Wednesday, January 30, 2008

As árvores da Amazônia que realmente interessam ao lulo-petismo.








































A absolvição dos assassinos da mata
por Augusto Nunes

A investigação demorou sete dias. Em rigoroso silêncio, o presidente Lula vasculhou mentalmente a selva à procura de alguma coisa que lhe permitisse atribuir aos suspeitos de sempre também a espantosa reaceleração do desmatamento da Amazônia. Não encontrou impressões digitais de Fernando Henrique Cardoso nas motosserras de Mato Grosso . Tampouco localizou pegadas de George Bush nas matas assassinadas em Rondônia. Ao fim de uma semana, entendeu que não poderia incorporar à herança maldita ou à cupidez do capitalismo ianque as assustadoras radiografias produzidas pelo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Nacionais (Inpe).

À falta de culpados convenientes, o presidente Lula recorreu ao truque que utiliza quando todas as pistas e evidências apontam para delinqüentes de estimação: inocentou todo mundo. "Não é hora de acusar ninguém", comunicou na segunda-feira, durante o programa radiofônico "Café com o presidente".

Era mais que um pito endereçado à ministra Marina Silva, que debitou o recrudescimento dos ataques à floresta a produtores de soja e pecuaristas que contam com o olhar complacente - ou a cumplicidade ativa - dos governadores de Estados que aparecem muito mal no retrato produzido pelo Inpe.

Era sobretudo um recado destinado a tranqüilizar os pecadores aliados. São inimigos jurados da floresta, certo. Mas são amigos de Lula, que não é de abandonar companheiros no meio do caminho, muito menos de esquecer governadores aliados no meio da clareira que acabaram de abrir.

A sentença do Grande Juiz absolveu liminarmente, por exemplo, o mato-grossense Blairo Maggi. Quando pressentem a aproximação do rei da soja, árvores centenárias choram como bebês, jacarés se arrastam em alta velocidade, igarapés mudam de rumo. Quando o donatário de Mato Grosso aparece no Planalto, Lula corre para o abraço.

A Amazônia está sob controle, recitou na segunda-feira o presidente que nunca pisou nos grotões da floresta. Só não sabe disso "essa gente que torce pro Brasil andar pra trás", repetiu. Lula prefere sempre olhar para a frente. Talvez por isso não consiga ver os criminosos ao lado e os oportunistas na retaguarda. Concentrado no futuro, ignora os perigos do presente. O desmatamento é apenas um entre os tantos tormentos que afligem a Amazônia. Há também os garimpeiros que caçam minérios associados a índios que, se resolverem combater com arco e flecha, acabarão atingindo o próprio pé. Há as tribos que interditam estradas federais. Há os estrangeiros que viraram donos de territórios colossais. Se sobram problemas, falta governo. Os braços do Estado não alcançam a Amazônia. Se depender de Lula, jamais alcançarão.

O apóstolo da boa notícia

Na reunião do ministério transformada pelo presidente da República numa carnavalesca imitação da Santa Ceia, o mestre ordenou aos 37 discípulos que divulgassem com mais freqüência e entusiasmo as proezas da igrejinha do Planalto. O ministro Pedro Brito, chefe da Secretaria Especial de Portos, só precisou de cinco dias para puxar o cordão dos devotos da boa notícia.

Na noite de segunda-feira, os telespectadores dos canais da TV aberta, aprisionados em cadeia nacional por três minutos, souberam que, graças ao maior governante desde a primeira caravela, existe no Brasil uma Secretaria Especial de Portos. Também souberam que seu chefe era o homem cujos cabelos desbotados imploravam pela tintura que sobrava no bigode negro como as asas da graúna.

Nem dom João VI, que há 200 anos abriu os portos brasileiros às nações amigas, pensara nisso. Tampouco os monarcas e presidentes incumbidos de cuidar do país nas décadas seguintes. Só Lula percebeu que a coisa não funcionaria sem uma secretaria especial - e comandada por alguém como Pedro Brito.

Era isso o que faltava para acabar com a espantosa frota de cargueiros à espera de uma vaga no porto de Santos, ou com as inverossímeis filas de caminhões nos acessos ao porto de Paranaguá. Era isso o que faltava para botar nos eixos um sistema aeroportuário em decomposição. Mas em 2010, balbuciou o artista em seu monólogo. O que não foi feito em 500 anos ficará pronto em três. Está escrito no PAC. A platéia só precisa esperar sentada.


Augusto Nunes da Silva é jornalista, nascido em Taquaritinga, interior de S. Paulo, foi redator-chefe da revista Veja, diretor de redação das revistas Época e Forbes e dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Zero Hora. Foi também apresentador do programa Roda Vida, da TV Cultura. Augusto Nunes escreveu diversos livros, entre os quais: "Minha Razão de Viver - Memórias de um Repórter" (livro de memórias de Samuel Wainer), "Tancredo" (biografia de Tancredo Neves), "O Reformador: um Perfil do Deputado Luís Eduardo Magalhães" e "A Esperança Estilhaçada", sobre a atual crise política, entre outros. É um dos personagens do livro "Eles Mudaram a Imprensa", da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que selecionou os seis jornalistas mais inovadores dos últimos 30 anos, além de ter ganho por quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Atualmente é colunista do Jornal do Brasil e apresentador do programa "Verso & Reverso" da TVJB.


Publicado no jornal "Jornal do Brasil".
Quarta-feira, 30 de janeiro de 2008.



Saturday, January 19, 2008

FARC: Fornecedores Abandalhados e Repugnantes de Cocaína.

Foto: Resultado da lavagem cerebral comunista: ADOLESCÊNCIA NARCÔMANA E ASSASSINA MOVIDA A SEXO E "PÓ"!




























Click AQUI para ver as terríveis atrocidades cometidas por estes narcoterroristas, denominados FARC, através de uma horripilante coletânea de fotos difundidas pela colombiana Silvia Andrea Moreno. A VERDADEIRA FACE DOS ASSASSINOS!



Só governo não percebe: Farc são ameaça
por William Waack

Os recentes episódios em torno da narcoguerrilha das Farc são uma excelente aula sobre como a falta de princípios atrapalha uma política externa. No caso, a política externa brasileira. Vamos deixar de lado neste momento princípios como ética, justiça, direitos humanos, etc, etc, e pensar apenas naquilo que se chama de Realpolitik – na esmagadora maioria das vezes, no meu entender, o fator dominante em relações internacionais.

O que representam as Farc do ponto de vista dos interesses brasileiros? Um perigo, sem dúvida. Trata-se de um grupo bem armado e bem organizado, com controle efetivo sobre uma excelente fonte de financiamento (plantio, colheita, processamento da folha da coca, distribuição e venda de pasta de cocaína e, em certos casos, do produto final). Partes desse agrupamento armado operam na fronteira brasileira e, conforme exemplo recente atestou, em contato direto com o crime organizado na Amazônia e em algumas grandes cidades.

Supondo, como suponho, que às autoridades brasileiras não interessa um grupo armado junto às nossas fronteiras em colaboração direta com o crime organizado, cabe perguntar o que é feito para combatê-lo. O governo colombiano comprou da Embraer um esquadrão de aviões monopostos turbo-hélice de excelente reputação em operações táticas, o Super Tucano. Depois dos helicópteros especiais de transporte e ataque (vendidos pelos americanos), é a melhor arma aérea contra guerrilhas.

Os principais pontos de passagem de fronteira do Brasil com a Colômbia foram reforçados pelo Exército, Marinha, FAB e Polícia Federal – embora todos eles sofram de crônica falta de pessoal e equipamentos e enfrentem enormes dificuldades para controlar fronteiras na Amazônia. Mas aquilo que os Estados-Maiores consideram uma real ameaça à nossa soberania não encontra a mesma avaliação no Planalto e no Itamaraty.

É o famoso “viés ideológico”, aliado ao fato do presidente Lula empenhar-se sempre em aparecer bem em todas as fitas, seja Havana, seja Caracas, seja Bogotá, seja Washington. Parece haver grande dificuldade, por parte de alguns personagens próximos a Lula, em desligar-se de uma visão de mundo que, por exemplo, celebrava as “conquistas” do regime comunista da Alemanha Oriental quando o Muro estava caindo, e que continua acreditando em “internacionalismo” e “solidariedade” de forças de esquerda que, na prática, também jamais existiu – especialmente quando estavam em jogo os interesses maiores de potências patrocinadoras do “internacionalismo” e da “solidariedade”.

As Farc perderam há muito tempo sua agenda política, típica de guerrilhas de inspiração cubana que também não mais existem. As autoridades brasileiras passaram perigosamente perto de conceder aos narcoguerrilheiros um status político que eles não merecem, e nem nos interessa (se a gente pensar no Estado brasileiro, e não apenas no atual governo). As Farc são uma ameaça não apenas distante à nossa soberania territorial: elas colaboram com forças (o crime organizado) que se infiltraram em uma parte considerável de nossas instituições.

Ou seja, não é necessário discutir por muito tempo se as Farc merecem ser chamadas de terroristas, insurgentes, beligerantes, heróis da luta pela liberdade ou o rótulo que você, leitor, preferir. Se é princípio da nossa política externa (e, até agora, foi) a defesa de nossa integridade territorial, o empenho em manter vizinhos estáveis e confiáveis (Evo Morales é? Uma Colômbia em guerra é?) e a ampliação da nossa capacidade de influência, parece-me uma grotesca e diletante atitude, a de tratar as Farc como parte do governo o faz.



William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.



Publicado no Portal G1.
Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2008, 19h47.




Friday, July 20, 2007

Cenário de uma catástrofe mais que evidente.

Foto: © Copyright by TT – Air Team Images - PLANEPICTURES.NET




























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IRRESPONSABILIDADE ASSASSINA
por Maria Lucia Victor Barbosa

Mais uma vez o luto e a dor se abatem sobre o País. Em setembro do ano passado foram 154 mortos no que se chamou de pior desastre da aviação brasileira. Nenhuma providência foi tomada pelas autoridades para resolver o caos aéreo. Apenas promessas vagas. Simulações de ordens partindo do presidente da República. Eleição de culpados como pilotos norte-americanos ou cachorro na pista. Bilhões gastos no PAN. Nenhum recurso para renovação dos aparelhos de controle aéreo. Nenhum treinamento para novos controladores de vôo. Obras suspeitas de superfaturamento em Congonhas.

Agora o pior acidente foi superado. Já se fala em quase 200 mortos, incluindo as pessoas que estavam no prédio da TAM. Mais uma vez emerge claramente a incompetência assassina, a indiferença brutal, a covardia das esquivas, o cinismo das explicações que não explicam. Tudo isso não vem do botequim da esquina, mas das autoridades constituídas que incluem, naturalmente, o presidente da República.

Onde está o sempre confuso e inoperante ministro da Defesa? Onde está o comandante da Aeronáutica para dar explicações adequadas à Nação? Onde estão os responsáveis pela Infraero e pela Anac? Onde está o presidente da República, que tão afeito a luzes e câmaras, a constantes aparições televisivas desta vez não entrou em cadeia de rádio e televisão para consolar as famílias enlutadas? Ou avião é coisa de rico e ele só se dirige aos pobres, aos grotões que digerem facilmente seu gesticular furioso e alucinado, que se empolgam com seus esgares e com seu palavreado chulo próprio dos demagogos que, sedutores de massas entusiasmam os mais carentes? As autoridades (in)competentes estão mergulhados em silêncio ensurdecedor.

Será que o presidente Lula da Silva não aparece por estar de ressaca cívica depois das vaias recebidas no Maracanã de 90 mil gargantas? Pode ser, pois, em que pesem as teorias delirantes e sem nexo dos seus áulicos, dos ptbulls hidrófobos que tentam explicar o monumental apupo, LILS sabe que por uns momentos, os mais constrangedores pelos quais já passou, ficou nu como o rei da história. O gigantesco palanque constituído para sua apoteose triunfal no PAN falhou miseravelmente. Simplesmente porque não houve controle oficial. Aquilo foi diferente dos auditórios fechados, das platéias selecionadas, das claques que o aplaudem em comícios encomendados e em inaugurações planejadas. E ele deve saber que a perniciosa e venenosa tese da “elite branca” especialmente postada no Maracanã para vaiá-lo, não passa de um blefe ideologicamente imbecil dos companheiros.

Por tudo isso, quem sabe, Sua Excelência está sem ânimo para se dirigir aos brasileiros nesse momento de tanta dor. Prefere convocar uma reunião no Palácio e chamar alguns de seus auxiliares. Eles discutem como poderão tirar partido da desgraça para exaltar ainda mais a figura luminosa do salvador da pátria. Decreta-se luto oficial. Aposta-se no esquecimento rápido de mais essa tragédia. Pede-se tempo para averiguar os fatos. Elabora-se algumas teorias idiotas para justificar o acidente, e pronto. E só aguardar a próxima queda de avião, porque a continuar a incompetência assassina governamental o horror irá fatalmente se repetir.

Pena que agora não tem pilotos americanos para levarem a culpa. Mas não é difícil incriminar o piloto que não conseguiu frear o avião. Alguém tem que ser culpado. Menos a Aeronáutica, a Infraero, a Anac, o tartamudeante ministro da Defesa e, principalmente, o presidente da República. Este, além de ser infalível como o Papa, de nada sabe, nada vê, por nada é responsável. Se fosse outro o presidente o que fariam os petistas? No mínimo pediriam o impeachment. Lula, porém, é intocável.

Mas quantos ainda morrerão assassinados oficialmente pela incompetência das autoridades? Não se sabe. Melhor recorrer às estradas. Mas com muito cuidado porque estão em péssimo estado. Como tudo nesse governo, a operação tapa-buraco na última campanha presidencial foi uma farsa. Mais uma como o fracassado Programa Fome Zero ou seu substituto Bolsa Família que tem problemas de fraudes em 90% das cidades recentemente auditadas. Sem falar nas inexistentes PPPs e outras propagandas enganosas.

Nas estradas ainda há chance de sobreviver. Nos aviões é quase impossível. Ainda que os pilotos sejam de uma habilidade e de uma competência incríveis para poder contornar todos os perigos oriundos do controle aéreo, das pistas molhadas, etc. Eis a condição dos meios de transporte num país com as dimensões do Brasil. E o presidente da República ainda tem o desplante de dizer que nunca estivemos tão bem desde a Proclamação da República.

Curva-se de dor o Brasil nesse momento. Até quando se curvará a pátria diante dos desmandos que ora presenciamos? Até quando os brasileiros serão enganados, intoxicados com a propaganda petista? O que somos, um rebanho imbecilizado ou um povo capaz de cobrar de seus governantes o cumprimento dos deveres para os quais os elegemos? Quantos ainda morrerão em desastres aéreos para que o Brasil possa acordar dessa letargia idiotizante?



Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo “O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem” e “América Latina – Em busca do Paraíso Perdido”.
E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Quinta-feira, 19 de julho de 2007, 12h43.



Thursday, July 19, 2007

"MAYDAY"






























As causas estruturais da tragédia
editorial do jornal O Estado de S.Paulo.

Desastres de aviação, dizem os especialistas, sempre têm mais de uma causa. Com a tragédia do Airbus da TAM não é diferente. As causas são a incompetência, desídia, leviandade, ganância e corrupção presentes no sistema de transporte aéreo brasileiro. Perto desses fatores estruturais, eventuais falhas técnicas, ou do piloto, na origem da catástrofe de anteontem em Congonhas são dados acessórios. Essencial é o descalabro que permite o funcionamento a plena carga do maior aeroporto brasileiro numa área já abarcada pelo centro ampliado de São Paulo; a recusa das companhias aéreas em reduzir as suas operações ali, ou ao menos desconcentrá-las dos horários de pico; a submissão cúmplice da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aos interesses das empresas que dominam o setor; a calamidade administrativa, a politicagem e a fraude endêmica na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

Tudo isso sob os olhos - e a responsabilidade objetiva - de um governo cujo presidente só quer ouvir o som da própria voz e continua a repetir hoje o que, horas antes do terrível acidente, admitiu fazer no passado - “a quantidade de coisas que eu falei e falava porque era moda falar, mas que não tinha substância para sustentar na hora em que você pega no concreto”. E que traça ele próprio o retrato acabado de sua gestão ao confessar que “em determinados cargos (...) a gente faz quando pode e, se não pode, deixa como está para ver como é que fica”. No dia 29 de setembro do ano passado, 154 pessoas morreram no que foi, até às 18 horas e 45 minutos de anteontem, o maior desastre aéreo da história brasileira. Desde os 154 mortos da tragédia da Gol até as duas centenas de mortes desta terça-feira, descontado o palavrório entorpecedor de todos quantos têm parte com os problemas da aviação comercial no País - e com as possíveis soluções para eles -, continuou-se na estaca zero em matéria de “pegar no concreto” para melhorar os padrões de segurança de vôo no território. Para todos os efeitos práticos, “deixou-se como está para ver como é que fica”.

Nesse quadro de falência dos poderes públicos e de voracidade de interesses privados, Congonhas - sem as chamas, os corpos e os destroços - é a síntese das incompetências e irresponsabilidades que marcam a administração pública brasileira. Em abril de 2005, um brigadeiro, Edilberto Teles Sirotheau Corrêa, denunciou a “obsessiva prioridade” dada pela Infraero “às obras que proporcionam ‘visibilidade’, em detrimento das necessidades operacionais”. De fato, gastaram-se R$ 350 milhões para modernizar esse shopping center no qual se transformou o terminal do aeroporto que, já em 2005, registrava 228 mil pousos e decolagens, 33 mil a mais do que o desejável pelos critérios internacionais. Em janeiro último, o Ministério Público Federal pediu à Justiça a interdição da pista principal de Congonhas. No mês seguinte, um juiz federal proibiu aviões de grande porte, como Boeings e Airbuses, de operar no aeroporto enquanto os problemas da pista não fossem sanados. Uma instância superior invalidou a decisão, considerando-a drástica demais e fonte de impactos econômicos negativos.

Enfim, ao custo de R$ 19,9 milhões, a Infraero contratou o conserto da pista - e a liberou escandalosamente antes de nela serem acrescentadas as ranhuras transversais que asseguram o escoamento da água das chuvas e aumentam a aderência dos pneus dos aviões ao solo, facilitando a freada e reduzindo o risco de derrapadas como a que, na segunda-feira, arrastou por 150 metros, até o gramado próximo, um turboélice com uma vintena de pessoas a bordo, muito mais manejável do que um Airbus capaz de levar cerca de 180 pessoas. (Outro episódio, negado pela TAM, foi a arremetida, também na segunda-feira, de um aparelho da companhia, cujo comandante desistiu do pouso no último momento devido ao alagamento da pista.) As obras do grooving só poderiam começar na próxima quarta-feira. Pode ser que tenha contribuído para a tragédia do vôo 3054 um erro na manobra de pouso ou uma pane no sistema de freios do Airbus. Mas é certo que o desfecho seria outro se a pista tivesse plenas condições de segurança. Não as tinha e ainda assim era usada, em última análise, por incompetência, desídia, leviandade, ganância e corrupção.


Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Quinta-feira, 19 de julho de 2007.



 
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