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Monday, November 23, 2009

VENEZUELA: NARCOESTADO-TERRORISTA.
BEM-VINDA AO MERCOSUL!










































Militantes islâmicos reforçam seu papel no comércio de drogas
por Claude Salhani com contribuição de Sara A. Carter de Washington

As rotas marítimas do Atlântico Sul tornaram-se a rota preferida dos traficantes de drogas desde a América Latina para a África Ocidental e para a África do Norte, onde a Al Qaeda e grupos relacionados, estão cada vez mais envolvidos no reembarque da droga para a Europa, disseram especialistas e agentes da inteligência antidrogas.

Um oficial da inteligência norte-americana no Oriente Médio disse que sua agência tinha obtido "relatórios muito preocupantes" da crescente cooperação entre os militantes islâmicos que operam na África do Norte e Ocidental com os chefões das drogas da América Latina. Devido a atenção dos EUA estar focalizada no Caribe e os países africanos carecerem de meios para vigiar suas regiões costeiras, resulta que a maioria das rotas marítimas do Atlântico Sul estão abertas à navegação ilegal, confirmou o mesmo.

"O Atlântico Sul, tornou-se uma espécie de mar sem dono", disse o funcionário, falando sob condição do anonimato devido à natureza de seu trabalho.

Um porta-voz da Drug Enforcement Agency (DEA) confirmou a nova rota.

"Os colombianos têm mudado seu modus operandi de enviar cocaína através do Caribe, pois viram uma oportunidade de vender cocaína na Europa, transportando a carga para a Venezuela e depois através do Atlântico Sul para a África e, posteriormente para a Espanha de onde será distribuída para toda a Europa", disse Michael Sanders, porta-voz da DEA ao The Washington Times. "Isso é o que estamos observando. É apenas uma relocalização. Esse é o caminho que estamos monitorando, na maior parte do tempo".

O The Washington Times relatou em março que o Hesbolah, o grupo xiita libanês apoiado pelo Irã, está profundamente envolvido no tráfico de drogas. Cada vez mais, no entanto, grupos sunitas ligados à Al Qaeda também se transformam em traficantes de drogas para financiar suas organizações, dizem os especialistas.

"É uma arma contra os infiéis no Ocidente", disse Chris Brown, pesquisador sênior associado ao Instituto Potomac adjacente à Washington. "Enquanto o alvo do tráfico de drogas forem os infiéis, eles não vêem problemas em fazer isso."

As preocupações estão centradas em grupos como a Al Qaeda na região do Magrebe* (AQIM - Al Qaeda in the Islamic Maghreb), que opera principalmente no Marrocos, Argélia e Tunísia. Autoridades norte-africanas disseram que temem que o intuito da AQIM seja acumular grandes somas em dinheiro provenientes do tráfico de drogas, para posteriormente fazer uso do mesmo no financiamento de ataques com o objetivo de afugentar o turismo e desse modo abalar as economias daqueles países, para finalmente deporem os seculares regimes locais.

Grande parte do tráfico de drogas passa pela Venezuela, disse Jaime Daremblum, diretor do Centro para Estudos Latino-Americanos do Hudson Institute e ex-embaixador da Costa Rica para os Estados Unidos.

"Caracas se tornou a meca do narcotráfico", disse ele.

As drogas produzidas na Colômbia e no Peru passam através da Venezuela a caminho da África e depois são transbordadas para os mercados europeus, dizem os especialistas antidrogas. A guerrilha das FARC, que visa desestabilizar o governo da Colômbia, está envolvida e tem ligações com os islâmicos no norte da África, afirmaram eles.

"A maioria das drogas que estão disponíveis na Espanha são provenientes da Venezuela", disse o Sr. Daremblum.

O embaixador da Venezuela em Washington, Bernardo Alvarez disse que o governo do presidente venezuelano Hugo Chávez não tem nada a ver com o tráfico e luta ativamente contra ele.

"Não se esqueça que a Venezuela está no meio do caminho, entre o maior produtor de drogas da região (a Colômbia) e os maiores consumidores das mesmas (os EUA)", disse Alvarez, via e-mail. Responsabilizar a Venezuela, "seria como dizer que o governo dos EUA abençoam o tráfico de armas para o México, considerando-se que cerca de noventa por cento das armas apreendidas no México são procedentes dos EUA."

O embaixador acrescentou ainda, que "a Venezuela tem adotado uma estratégia global antidrogas que inclui prevenção, apreensões, detenções, extradições dos criminosos, a destruição de pistas de pouso clandestinas e o controle das possíveis rotas de tráfico".

"A Venezuela tem acordos de cooperação antidrogas com 37 países, incluindo França, Espanha e Portugal. A luta da Venezuela contra o tráfico tem sido reconhecida e elogiada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e até mesmo pela Organização Internacional de Polícia Criminal."

Michael Shifter, vice-presidente para assuntos políticos do Diálogo Interamericano, um centro de análises políticas em Washington com atuação em toda a América Latina, disse: "A Venezuela é o principal ponto de transbordo das drogas", porém, acrescentou que o problema é complexo.

"Os traficantes de droga estão fazendo um piquenique", disse ele. "As FARC estão claramente envolvidas, mas há muitos outros atores."

Os funcionários da inteligência e outros especialistas, dizem que alguns dos acordos entre os grupos islâmicos e os narcotrficantes são acertados na Guiné-Bissau, país localizado no oeste da África, uma ex-colônia Portuguesa onde a corrupção se desenvolve sem controle.

Num relatório recente, o International Crisis Group (ICG) disse que há "um risco real da Guiné-Bissau tornar-se o primeiro narcoestado da África".

O ICG, é um "think tank" (catalizador de idéias) com sede em Washington e Bruxelas, que se concentra nas análises de campo e na sensibilização a fim de evitar e resolver conflitos letais, acrescentou que "na ausência efetiva do Estado e das estruturas de segurança, o país tornou-se um ponto de trânsito fundamental para o tráfico de drogas entre a América Latina e a Europa."

Um oficial de inteligência para o Oriente Médio, disse que a CIA tenta controlar o tráfico, mas não poderá detê-lo em um país onde os islâmicos e os traficantes compram sua impunidade através do pagamento de pesados subornos aos funcionários locais.

O oficial sugeriu que deveria ser criado um centro de monitoramento conjunto para coordenar dados dos embarques e do espaço aéreo em ambos os lados do Atlântico Sul.

"Se os sul-americanos tiverem conhecimento de um navio ou avião dirigindo-se para a África, eles poderiam nos informar, e nós o acompanharíamos daqui", completou o oficial.

Sanders da DEA disse que sua organização "sabe que há grupos extremistas na África Ocidental, mas no momento não sabemos se eles estão desempenhando alguma função tráfico de drogas".

(*) A União do Magrebe Árabe (UMA) foi criada em 17 de fevereiro de 1989, através do Tratado de Marrakech. Os Estados-membros são: Argélia, Tunísia, Líbia, Marrocos e Mauritânia.


Publicado no jornal "The Washington Times".
Terça-feira, 17 de novembro de 2009.







HORA DO VÔMITO! NÃO ESQUEÇA DO "SAQUINHO"






Friday, October 16, 2009

PRÓXIMA PARADA: "ESTAÇÃO GULAG"





























"A liberdade não pode faltar a quem a deseja realmente, /
mas a quem deseja conquistá-la, ela indica o caminho dos perigos; /
é prometida a quem por ela arrisca a vida, /
nunca é prémio de um desejo indolente".

Giovanni Berchet


Primores de ternura (2)
por Olavo de Carvalho

Foro de São Paulo facilitou contato entre as FARC e os narcotraficantes brasileiros.

Nos anos 50-60, a união simbiótica de revolução e crime passou por um upgrade formidável, deixando de ser apenas uma prática consagrada e objeto de exortações retóricas e tornando-se alvo de teorização sistemática por parte dos pensadores marxistas, especialmente da Escola de Frankfurt.

Segundo Herbert Marcuse, o mais popular desses autores na época e queridinho da grande mídia americana, o proletariado industrial já não servia como classe revolucionária, corrompido pelas benesses do capitalismo. Em vez de tirar desse óbvio desmentido dos prognósticos de Marx, quanto à miséria crescente dos trabalhadores no livre mercado, a conclusão lógica de que o marxismo não servia para grande coisa, Marcuse achou que podia consertar a teoria buscando uma nova classe revolucionária, definida não pela desvantagem econômica, mas por qualquer tipo de frustração psicológica.

Em vez de uma, descobriu três: (1) os intelectuais e estudantes, sempre revoltados contra uma sociedade que não lhes dá toda a importância que julgam merecer; (2) todos os insatisfeitos com qualquer coisa – esposas mal amadas, gays enfezados com a empáfia masculina, crianças rebeldes à autoridade paterna, etc.; (3) os marginais em geral: prostitutas, viciados, assassinos, estupradores e tutti quanti. Eram essas pessoas maravilhosas, e não os proletários, que tinham de ser organizadas para corromper o "sistema", enfraquecê-lo e destruí-lo por dentro.

A influência de Marcuse, fundindo-se às propostas de "revolução cultural" inspiradas em Antonio Gramsci, foi tão vasta e profunda que hoje o marcusismo em ação já nem aparece associado ao nome de seu inventor: tornou-se o modo de ser natural e universal do movimento revolucionário por toda parte.

No Brasil, a íntima colaboração entre a esquerda revolucionária e o banditismo, da qual já se viam amostras esporádicas desde os anos 30, começou a existir de forma mais organizada durante o regime militar, quando terroristas adestrados em Cuba, na Coréia do Norte e na China passaram a transmitir seus conhecimentos de estratégia e tática da guerrilha urbana aos delinquentes comuns com os quais compartilhavam o espaço no Presídio da Ilha Grande, RJ. Foi daí que nasceram as mega-organizações criminosas, o Comando Vermelho e o PCC.

A esperança que inspirou a sua fundação não foi decepcionada. Em poucos anos, o guru do narcotráfico carioca, William Lima da Silva, o "Professor", podia se gabar de haver superado seus mestres: "Conseguimos aquilo que a guerrilha não conseguiu: o apoio da população carente. Vou aos morros e vejo crianças com disposição, fumando e vendendo baseado. Futuramente, serão três milhões de adolescentes, que matarão vocês nas esquinas. Já pensou o que serão três milhões de adolescentes e dez milhões de desempregados em armas?"

O recorde anual de homicídios no Brasil, entre 40 e 50 mil, segundo a ONU, e o crescimento acelerado do consumo de drogas no País – enquanto diminui nos países em torno – mostram que a segunda expectativa também não foi totalmente frustrada.

Mais tarde, os terroristas subiram na vida, tornaram-se deputados, senadores, desembargadores, ministros de Estado, tendo de afastar-se dos antigos companheiros de presídio. Estes não ficaram, porém, desprovidos de instrutores capacitados. A criação do Foro de São Paulo, iniciativa de terroristas aposentados, facilitou os contatos entre agentes das Farc e as quadrillhas de narcotraficantes brasileiros – especialmente do PCC –, dos quais logo se tornaram mentores, estrategistas e sócios.

Foi o que demonstrou o juiz federal Odilon de Oliveira, de Ponta Porã, MS, pagando por essa ousadia o preço de ter de viver escondido, como se fosse ele o maior dos delinquentes (v. AQUI e sobretudo AQUI ), enquanto os homens das Farc transitam livremente pelo País, têm a proteção da militância esquerdista em caso de prisão e até são recebidos como hóspedes de honra por altos próceres petistas. (O secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, diz que as Farc não pertencem ao Foro de São Paulo. Ele mente e sabe que mente: 19 anos de documentos oficiais do Foro provam isso).

Mesmo apoiada pela mais vasta e permanente campanha de mutação cultural, a articulação direta de bandidos e revolucionários não seria suficiente para produzir seus efeitos se, ao mesmo tempo, a própria estrutura jurídico-policial do Estado não fosse submetida a alterações destinadas a dificultar a atividade repressiva, fornecendo aos delinquentes todas as vantagens na luta contra a sociedade. O desarmamento da população civil, a criminalização fácil das ações policiais mais corriqueiras, a leniência proposital para com os delinquentes juvenis, a tolerância ou mesmo incentivo à violência nas escolas – tudo isso converge com a estratégia do movimento revolucionário no empenho de demolir as defesas da sociedade por meio da criminalidade triunfante.

O auxílio-reclusão – ou "Bolsa-Bandido", como o povo prefere chamá-lo – não tem nada de extravagante ou surpreendente. É mais uma expressão da "imensa ternura para com os ferozes", o sentimento mais profundo e permanente da religião revolucionária, que de há muito deixou de ser só um estado de alma e se transformou em temível instrumento de ação prática.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais "Diário do Comércio", "Jornal do Brasil" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém o site "Olavo de Carvalho" em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal "Diário do Comércio" – (Editorial Opinião).
Quinta-feira, 15 de outubro de 2009, 21h12.





Primores de ternura (1) – Olavo de Carvalho


Para ver seu comentário publicado, click AQUI



PRÓXIMA PARADA: "ESTAÇÃO GULAG"

Wednesday, October 14, 2009

Com comunistas, jamais dialogar. Unicamente: Caçar e destruir!

ATENÇÃO: Essa poderá ser a derradeira "MISSÃO" daqueles que por letargia ou alheamento, legaram aos seus filhos e netos um País em estado de desagregação, imoral, aético, miserável e a caminho da escravização. NÃO VACILEMOS, REDIMAMO-NOS!

Aviso: A imagem abaixo é meramente uma interpretação digital do autor do blog.
Warning: The image below is merely a digital interpretation of the blog's author.










































"A árvore da liberdade deve ser regada de quando em quando com o sangue dos patriotas e dos tiranos.
É o seu adubo natural."
Thomas Jefferson



Primores de ternura (1)
por Olavo de Carvalho

Auxílio-reclusão é amostra do alinhamento com estratégias revolucionárias.

Leio no site da Previdência Social: "O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto."

Ou seja: no Brasil você pode matar, roubar, sequestrar ou estuprar, seguro de que, se for preso, sua família não passará necessidade. O governo garante. Se, porém, como membro efetivo da maioria otária, você não faz mal a ninguém e em vez disso prefere acabar levando dois tiros na cuca, quatro no estômago ou três no peito, ou então uma facada no fígado, esticando as canelas in loco ou no hospital, aí o governo não garante mais nada: sua viúva e seus filhos podem chorar à vontade na porta do Palácio do Planalto, que o coração fraterno da República solidária não lhes concederá nem uma gota da ternura estatal que derrama generosamente sobre os bandidos.

É, as coisas são assim. Se elas o escandalizam, é porque você está muito desatualizado. Afagar delinquentes, estimular o banditismo, é uma das mais antigas e veneráveis tradições do movimento revolucionário, que o nosso partido governante personifica orgulhosamente.

Veja o que pensavam alguns dos mentores revolucionários mais célebres:

Mikhail Bakunin, líder anarquista: "Para a nossa revolução, será preciso atiçar no povo as paixões mais vis."

Serge Netchaiev, terrorista que Lênin adotou como um de seus gurus: "A causa pela qual lutamos é a completa, universal destruição. Temos de nos unir ao mundo selvagem, criminoso."

Willi Münzenberg, o gênio organizador da propaganda comunista na Europa Ocidental e nos EUA: "Vamos corromper o Ocidente em tal medida, que ele acabará fedendo."

Louis Aragon, poeta oficial do Partido Comunista Francês: "Despertaremos por toda parte os germes da confusão e do malestar. Que os traficantes de drogas se atirem sobre as nossas nações aterrorizadas!"

V. I. Lênin: "O melhor revolucionário é um jovem desprovido de toda moral."

De tal modo a paixão pelo crime se impregnou na mente revolucionária, que acabou até produzindo fenômenos paranormais. Em 8 de março de 1855, o poeta Victor Hugo, um ídolo dos revolucionários, recebeu numa sessão espírita, para satisfação aliás de suas próprias expectativas, esta mensagem do além: "A verdadeira religião proclama o novo evangelho: é uma imensa ternura pelos ferozes, pelos infames, pelos bandidos."

Os exemplos poderiam multiplicar-se indefinidamente. E nada disso ficou no papel, é claro. Nem se limitaram aquelas almas cândidas a cantar em prosa, verso e filme as virtudes excelsas da criminalidade (v. meu artigo "Bandidos e Letrados", de 26 de dezembro de 1994). Já em 1789 os revolucionários franceses abriram as portas das prisões, libertando indiscriminadamente milhares de assassinos, ladrões e estupradores que em poucos dias espalharam o caos nas ruas de Paris (mesmo na célebre Bastilha não havia um só prisioneiro político: só delinquentes).

Logo após a tomada do poder pelos comunistas na Rússia, a política oficial era fomentar o sexo livre, criando assim uma geração de jovens sem família para incentivar a criminalidade juvenil e liquidar pela confusão o que restasse da "ordem burguesa". A idéia foi de Karl Radek (o chefe de Willi Münzenberg), que, ironia cruel, ao cair em desgraça perante Stalin acabou sendo assassinado a murros e pontapés por jovens delinquentes numa prisão.

O voto de Louis Aragon foi cumprido à risca a partir dos anos 50, quando a URSS começou a treinar agentes para que se infiltrassem nas então incipientes redes de tráfico de drogas - especialmente na América Latina - e as dominassem por dentro, criando uma futura fonte local de subsídios para o movimento revolucionário, que estava saindo caro demais para o bolso soviético.

Essa foi a origem remota das Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que hoje dominam o narcotráfico no continente. A história é contada em detalhes pelo general tcheco Jan Sejna, que participou pessoalmente da operação (v. Joseph D. Douglass, Red Cocaine. The Drugging of America and the West, London, Harle, 1999).


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais "Diário do Comércio", "Jornal do Brasil" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém o site "Olavo de Carvalho" em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal "Diário do Comércio" – (Editorial Opinião).
Terça-feira, 13 de outubro de 2009, 20h44.





Devo pedir champanhe ou cianureto? – Arnaldo Jabor





Thursday, September 10, 2009

SUSPENSÃO DE DIREITOS POLÍTICOS


Quem estiver pendurado no "bolsa-esmola", deverá ter seus Direitos Políticos interrompidos por enquanto subsistir em tal situação, portanto, não poderá votar e nem ser votado.
É a única porta de saída para tentar salvar o Brasil da guerra civil!

























































O lado bom (do meu pessimismo)
por Carlos Reis

Quando eu imagino que já vi tudo, aparece essa história do Collor entrar para Acadêmica Alagoana de Letras sem ter escrito um único livro. O Reinaldo Azevedo, que não presta, escreveu que há um lado bom nisso: o Collor poderia ter escrito um livro! Eu já o imagino de fardão, na companhia do Sarney, mergulhado no mundo da ficção literária em que vivem; se deixando enlevar pelas preciosas letras e pelos vapores de... um bloco de gelo dourado, apenas sendo sobressaltado de quando em vez pela difícil tarefa de decidir como gastar tanto dinheiro e aproveitar o poder que vem de Lula, seu companheiro e mestre literário.

Entrementes, a quadra não é boa. A "boca não é boa", como diz a minha cunhada. Honduras está prestes a ser bombardeada virtualmente pelo Departamento de Estado americano, hoje nas mãos hábeis e ligeiras da Hilária Clinton. Ao preferir Hugo Chávez e Zelaya contra a vontade da maioria do povo hondurenho, a Casa Branca deu um passo decisivo de aproximação com a seção cubano-bolivariana do Foro de São Paulo, o que equivale a dar carta branca para os cocaleros e seus negócios na América Latina.

Mas enquanto isso os cocaleros fazem reuniões para demonstrar medo de Barack Hussein. Tudo uma palhaçada. Aquela repressão americana prometida contra as FARC e as drogas é de boca para fora? É, ou não é? Se é, pelo menos a imagem de repressão foi criada lá em Bariloche.

Se, no entanto o Barack Hussein ficar nessa linha contraditória, nessa política de agradar a gregos e bahianos, não poderá sustentar-se por muito tempo senão empregando força e ardis secretos maliciosos, tão eficientes quanto uma porrada na cara, mas muito próximos dos métodos fascistas dos cocaleros. Com um viés de força e autoritarismo, algo completamente estranho às tradições americanas, essa política capitulacionista, esse big stick ao contrário de quem se apóia em frágeis cocaleros, não sustentará o próprio presidente americano nem ninguém. Ele, mais cedo ou mais tarde terá que renunciar à vida eterna ou ao seu caráter divino. Será lembrado disso: no, you cannot!

Não se vive para sempre sustentando psicopatas como Hugo Chávez, Fidel, Evo Morales, et caterva. A esquizofrenia de apoiar ou fazer parecer que vai apoiar a luta contra as FARC de Álvaro Uribe e, ao mesmo tempo agradar o Foro de São Paulo, ferrando a pequenina Honduras, encaminhará muito mal o seu Obama. A política e a diplomacia cocaleros do Brasil e seus sócios são uma bela Stalingrado para o Obama. Como diria o Reinaldo, esse é o lado bom da história.

Mas até lá comeremos o pão que Marx e Che amassaram. Comerão muito mais desse pão, entretanto, aqueles que se voltarem esperançosos para as eleições do ano que vem, acreditando estar lutando uma boa guerra. Eu sei que são tentadoras a disputa, a velocidade dos cavalos de raça, a análise objetiva dos números e das chances políticas dos candidatos, até com direito a um improvável sonho de vitória antiesquerdista - toda eleição tem disso, para nossa maior amargura -, mas no fim é inarredável a decepção, ou a deception.

Prefiro a expressão inglesa, embora de sentido diferente. Enganar é da natureza do político, assim como o drible é da natureza do craque, e o vício do racionalismo é o ópio dos intelectuais. No mundo dos vivos, dos muito vivos, e dos mais espertos ainda, a deception é a única lei. Para enganar eles usam todos os meios e truques, especialmente os democráticos, porque esse regime maravilhoso permite tanto o crack quanto a roubalheira bem intencionada, majoritariamente sancionada, como acontece há anos no nosso pig sty, e como aconteceu agora na questão da censura da internet.

Somente a democracia, e suas conseqüências e mazelas, o socialismo majoritário, a legitimidade, o peso do voto comprado, coisas muito mais poderosas do que qualquer lei ou constituição, podem manter um estado de deception por muito tempo, um tempo maior do que o nosso próprio. Diante disso não temos nenhuma saída, exceto ter calma e esperar que esse regime desmorone sobre sua própria pecaminosidade, segundo uma lei de inexorabilidade que Lincoln celebrizou. Se apelarmos às armas deles, isto é, às eleições democráticas, penaremos mais; se apelarmos às suas cortes, penaremos mais ainda. Nem nossas forças armadas estão nesta equação. Unfortunatelly.

Eu não vou nessa porque já me vacinei de todos os fakes e hoaxes da política. Não preciso acompanhar o suicídio desse regime quando chegar a sua hora. Porque sei que qualquer movimento meu, como votar, por exemplo, dá vida e mais alento a esse regime. Se pensarmos o regime Lula e a estrutura do Foro de São Paulo como um organismo vivo, logo veremos que sua expectativa de vida não é muito grande; é muito menor do que eles imaginam, embora ainda muito maior do que a nossa própria expectativa de vida. Para isso temos que pensar para além dela. Digo mais, a sobrevida desse organismo é inversamente proporcional à sua ambição de poder. Ele padece de gigantismo celular, tentacular; o Reich dos mil anos do Lula et caterva, é o seu maior inimigo.

Por falar em reich, muitos analistas realmente sérios sempre viram em Hugo Chávez, por exemplo, um caráter trágico, wagneriano, ou tragicômico, que lembra Mussolini. Está tudo lá, o histrionismo, as fanfarras, as palhaçadas que, sem ele saber, já escreveram seu destino. Mas não tentem matá-lo. E se tentarem, não errem, porque haverá represálias! Esperemos. O que o povo hondurenho, venezuelano, e nós mesmos temos que fazer é ficar firmes e esperar a cena do posto de gasolina de Milão. Há ali, naquele organismo doentio, um dispositivo de autodestruição. Esperemos de outros também a mesma coisa porque são muitos os mussolinis da cocaína. A brevidade previsível desses fanfarrões não é boa companheira de Barack Obama e do próprio Foro de São Paulo.

Como vocês devem estar percebendo algo de muito estranho está acontecendo com o meu pessimismo. Nem a suspeita que a globalização já resolveu a questão do Foro de São Foro, do Barack Hussein, e de nós mesmos, absorvendo tudo como um buraco negro para engordar o Governo Mundial, mesmo assim, hoje nem isso me abala. Por isso, aproveitem o lado bom do meu pessimismo que eu não sei quanto tempo ele durará.


Carlos Alberto Reis Lima é médico neurologista e escritor.

Publicado no site "Mídia Sem Máscara".
Terça-feira, 08 de setembro de 2009.




LULA NA TV – Reinaldo Azevedo





Wednesday, October 15, 2008

PRESIDENTE URIBE: AGORA É A VEZ DA COLÔMBIA.
NÃO VACILE, ELIMINE-OS SEM A MÍNIMA PIEDADE!

AS FOTOS FALAM POR SI MESMAS.
O QUE AS PESSOAS NÃO ENTENDERAM AINDA, É QUE: SERÃO "ELES" OU "NÓS", DECIDAM!

Fotos: © Agência EFE





















BRASILOFOBIA URGENTE: CRISE FAZ SUBIR O PREÇO DA MELANCIA





































CCJ triplica soldo de generais

A CCJ da Câmara aprovou proposta de emenda constitucional que estabelece o salário de generais das Forças Armadas em 95% do de ministros do Superior Tribunal Militar, elevando os soldos de R$ 7.143 para R$ 22.111. (Globo)

"Com aumento salarial eles não reclamam" - (GBMF)

Publicado no "DOIS EM CENA" – 16/10/2008 – 6h01.



GRANDE GIANNETTI!

Inperdível entrevista do economista, filósofo e professor Eduardo Giannetti da Fonseca à FOLHA ONLINE, sobre a atual crise financeira mundial.

"O mercado financeiro, que parecia seguro, se desequilibrou. Quem se acostumou a ganhar sempre, passou a vender desesperadamente seus ativos. O mundo vinha caminhando em cima de uma tábua estreita, avançando, e todos acreditavam que enriqueciam cada vez mais. De repente, as pessoas se deram conta de que a tábua está suspensa no abismo, e elas se sentiram inseguras, incertas e perderam o equilíbrio."




Publicado no blog "JOSIAS DE SOUZA" – 16/10/2008 – 16h33.



O APOCALIPSE ESTÁ CADA VEZ MAIS PRÓXIMO!

A Sangre Fría – Rafael Poleo



Saturday, August 02, 2008

Presidente Uribe, após tocar a "pata do tinhoso", convém lavar as
mãos com água-benta.































O PERIGO DA ALIENAÇÃO
por José Nivaldo Cordeiro

Um dileto amigo perguntou-me ontem se os loucos não seríamos nós, aqueles que olhamos a cena política brasileira e apontamos o estado de manicômio em que ela se encontra. Afinal, os revolucionários estão se dando muito bem, ganham honrarias e dinheiro, exercem o poder de Estado, manejam enormes verbas em empresas privadas que dependem do governo, atravessam os oceanos para falar em nome de todos os brasileiros. Nadam de braçadas, como se diz na gíria. Quem está fora do festim seria o idiota e o louco, vez que as oportunidades todas estão fechadas para si. Um exemplo acabado dessa verdadeira exclusão social é o filósofo Olavo de Carvalho, um dos primeiros a apontar a demência coletiva nunca vista antes nesse país. Olavo perdeu os empregos, a renda e até mesmo a condição de residir no Brasil. De certo modo está a amargar o exílio, algo bastante doloroso para quem tem amor à pátria.

O lado bom da história do Olavo é que ele pôs entre si e o manicômio chamado Brasil uma distância higiênica, que aqueles que continuam aqui não têm como fazer. Resta-nos continuar a anunciar periodicamente que o estado de loucura tem aumentado, funcionando qual sentinelas a medir a vazão de um leito de um rio que passa por uma enchente. "A água ganhou mais um metro e está subindo". Enchente, bem o sabemos, não poupa ninguém. Na proporção tsunâmica que estamos a ver leva-nos a esperar uma catástrofe do tamanho daquelas citadas nas passagens bíblicas, algo como a que deu origem à Arca de Noé.

Claro, dar-se bem individualmente nessa situação não é apenas alienar a alma (enlouquecer), mas também renunciar a uma existência moral. Fazer tudo que o partido mandar é a regra de ouro. Não mais ter vontade própria, nem compromisso com a família, a tradição e a verdade. Não mais ter individualidade, fazer apenas o que manda o partido. Algo assim como nos tempos de Hitler e de Lênin e demais assemelhados históricos, a exemplo de Fidel Castro na sua Ilha-prisão.

Além de loucos são imorais, os revolucionários. Sem qualquer limite. Sem eira nem beira. Cabe aqui rememorar a bela citação que Voegelin fez no preâmbulo de seu livro A NOVA CIÊNCIA DA POLÍTICA: "A posteridade poderá saber que não deixamos, pelo silêncio negligente, que as coisas se passassem como num sonho." A frase, de Richard Hooker, terá sido o testemunho mais perspicaz daqueles tempos loucos da Reforma na Inglaterra. Os brasileiros terão, ao menos, os livros de Olavo de Carvalho e de Bruno Tolentino, esses dois gigantes que não se deixaram enlouquecer e nem abandonaram a arena e nem venderam a alma por algumas moedas de prata. Não se calaram, não comungaram do silêncio cúmplice. Temos os nosso Hookers, se é que serve de consolo.

Ontem eu lia, ainda uma vez, o livro de Ortega y Gasset MEDITACIONES DEL QUIXOTE. Nos últimos artigos que escrevi sublinhei que Voegelin chamou a atenção para a segunda realidade que é criada pelos dementes revolucionários. Voegelin o fez muito didaticamente, se se quiser, sinteticamente, citando Dom Quixote como um exemplo acabado de alienação. Ortega, um espanhol diante do grande mestre da língua-mãe, investigou o fenômeno bem mais a fundo. Demonstrou que tudo começa na Renascença, quando os europeus decidiram se descolar do real. O gênero romance é o mais adequado para dar conta dessa situação fantástica e a obra de Cervantes é precisamente aquela que o inaugurará. Não terá sido uma mera coincidência.

Ortega mostra como a segunda realidade se coloca e os homens modernos simplesmente se recusam a ver moinhos de vento quando querem enxergar gigantes no seu lugar. Nenhum Sancho Pança será capaz de enfiar a realidade como ela é na cabeça do louco voluntário.

Alguém poderia inquirir: "Por que se incomodar com os loucos? Deixemo-los à sua loucura". Ora, se a questão fosse assim tão simples, não haveria problema algum. O ponto é que os loucos querem se tornar governantes, o que de fato tornam-se, e, a partir do poder, querem moldar os homens à sua loucura. A isso se chamou de engenharia social, cujo nome mais conhecido é socialismo. Meu caro leitor, quantos eleitores socialistas você conhece? Quantos políticos socialistas você conhece? Quantos governantes socialistas você conhece? Pois bem, todos eles são malucos de pedra e querem o poder para, loucamente, governar o Brasil. O caso mais trágico de loucura levada à forma de governo foi o da ex-URSS. O mais espetacular o de Hitler. Custaram milhões de mortos. Estamos a ver agora o caso venezuelano (acabei de ler na internet que Chávez vai estatizar o banco Santander). E também o brasileiro. Quantos milhões de indivíduos foram sacrificados em nome dessa loucura socialista? Quantos mais serão?

Acabei de ler no site do UOL também que os mais destacados membros do governo Lula estão citados no computador do terrorista Raúl Reyes, morto em boa hora pela Forças Armadas da Colômbia. Ministros, deputados, a alta hierarquia do PT, todo mundo, direta ou indiretamente citados como cúmplices e colaboradores das FARC, o que torna nossos governantes cúmplices de terrorismo, seqüestro, tráfico de drogas e tudo aquilo que as FARC têm praticado. Numa palavra, é uma perfeita loucura, é como se tivéssemos um governo delinqüente.

Governar de forma demencial tem conseqüências dramáticas, como a destruição da economia, a transformação do sistema jurídico em uma prisão e as forças do Estado numa ameaça perene contra as pessoas, em virtude da criminalização das banalidades da vida. E trás também a guerra. Se, de fato, a responsabilidade dos membros do PT for tudo isso que diz o UOL há um risco até de conflito armado com a Colômbia, o que equivale a um conflito com os EUA. Alguém poderia me dizer se não é a mais arrematada loucura, esta hipótese? Pois é disso que estamos falando. Não nos esqueçamos do recente bombardeio ao acampamento das FARC no Equador, precisamente para matar Raúl Reyes.

Não devemos subestimar o assunto e rir-nos nervosamente, virando para o lado da tela do computador a nossa vista, a modo de esquecer. De te fabula narratur. Ninguém escapará de ser cobrado pela cumplicidade, ainda que esta tenha a forma de um mísero voto, um voto como aqueles que elegeram Hitler.


José Nivaldo Cordeiro: "Quem sou eu? Sou cristão, liberal e democrata. Abomino todas as formas de tiranias e de coletivismos. Acredito que a Verdade veio com a Revelação e que a vida é uma totalidade, não podendo ser cindida em departamentos estanques. Abomino qualquer intervenção do Estado na vida das pessoas e na economia, além do imprescindível para manter a ordem pública. Acredito que a liberdade é um bem que se conquista cotidianamente, pelo esforço individual, e que os seus inimigos estão sempre a postos para destruí-la. Preservá-la é manter-se vigilante e sempre disposto a lutar, a combater o bom combate. Acredito que riqueza e prosperidade só podem vir mediante o esforço individual de trabalhar. Fora disso, é sair do bom caminho, é mergulhar na escuridão da mentira e das falsas promessas".


José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP e editor do site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado". E-mail: nivaldocordeiro@yahoo.com.br

Publicado no site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado".
Quinta-feira, 31 de julho de 2008.



DESABAFO DE MILITAR – Major Frederico Ramos Pereira



Presidente Uribe, após tocar a "pata do tinhoso", convém lavar as mãos com água-benta.

Friday, July 11, 2008

"Anistiando" os integrantes das FARC.














































Salvando as Farc
por Olavo de Carvalho

Estranguladas pelo Exército, odiadas pelo povo colombiano, reduzidas a um décimo de seu contingente e, por fim, desmoralizadas pelo resgate espetacular de quinze reféns, as Farc estão seguindo o manual de instruções e fazendo exatamente o que a guerrilha brasileira fez em circunstâncias idênticas: partiram para o gerenciamento de danos e tentam desesperadamente transformar a derrota militar em vitória política.

Se bem sucedida, essa operação terá sido, no fim das contas, o triunfo mais espetacular que a gangue poderia ter desejado. Todos os clássicos da guerra revolucionária explicam que guerrilhas não têm por alvo derrotar o adversário no campo de batalha, mas forçá-lo a aceitar exigências políticas. Esse é o único objetivo a que podem aspirar e a única razão de ser da sua existência – e, para isso, a derrota militar pode ser ainda melhor do que a vitória. O exemplo do Vietnã ainda está na memória de todos, mas não precisamos ir buscar tão longe: nosso governo atual não é outra coisa senão as guerrilhas dos anos 60-70 transfiguradas em poder político pelas boas graças da anistia.

Não é, pois, de estranhar que, sob pretextos humanitários de uma hipocrisia abjeta, os apelos à desmobilização das Farc em nome da "luta pacífica" se espalhem por toda parte com a simultaneidade exemplar de uma orquestra bem afinada.

Quem soa a nota dominante é, como não poderia deixar de ser, o sr. presidente da República. Fingindo pena dos reféns mantidos em cativeiro e um ardente desejo de "paz", ele sugere que as Farc abandonem a luta armada e sigam o exemplo do seu partido.

Para uma organização que matou trinta mil pessoas e manteve três mil seqüestrados presos em condições sub-humanas durante quase uma década, ser de repente admitida como partido político e automaticamente anistiada de todos os seus crimes é mais do que um presente generoso: é a vitória perfeita, a realização integral dos seus sonhos mais lindos.

Que o sr. Presidente da República venha a colaborar tão solicitamente para a realização desses sonhos é nada mais do que natural: durante dezesseis anos, como fundador e chefe do Foro de São Paulo, ele sentou-se à mesa com os líderes da narcoguerrilha e de outras organizações criminosas, traçando com elas a estratégia unificada da esquerda latino-americana para a conquista do poder total no continente. O princípio mais elementar e óbvio dessa estratégia não poderia deixar de ser a articulação dialética da violência armada com o esforço de organização política, ora convergindo, ora fingindo opor-se -- e ludibriando a todos, enfim, pela alternância feliz da intimidação e da sedução.

A gratidão que as Farc têm por Lula e por seu partido expressou-se da maneira mais eloqüente na mensagem que enviaram a eles na última assembléia do Foro, em 2007, onde se derramavam em louvores a ambos por terem resgatado do perigo de extinção o movimento comunista na América Latina. Com seu pronunciamento recente, o sr. Presidente da República não faz senão dar continuidade à sua obra salvadora, que chegará ao seu ponto culminante no momento em que uma infinidade de crimes hediondos for premiada com a anistia geral e a elevação dos delinqüentes à posição de governantes legais. Governantes que, decorrido algum tempo, poderão então, com toda a calma, serenamente, metodicamente, ir destruindo um por um aqueles que os anistiaram, exatamente como faz hoje a guerrilha brasileira.

Ao sr. presidente pouco interessa que, entre as vítimas das Farc, estejam os funcionários da nossa Embaixada feitos em pedaços pelo atentado à bomba ali praticado em 1993, os milhões de crianças brasileiras levadas à autodestruição pelas drogas que as Farc distribuem no país, ou os nossos concidadãos mortos a tiros, nas ruas, por quadrilheiros locais que as Farc armaram e treinaram. Tudo o que lhe interessa é assegurar um futuro brilhante para aqueles seus companheiros de militância -- assassinos, seqüestradores e narcotraficantes.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias.
E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no "Jornal do Brasil".
Quinta-feira,10 de julho de 2008.


CONTESTAÇÕES ÀS INJÚRIAS E DIFAMAÇÕES CONTRA MIM – Cel Ustra

NÃO SABEM MAIS O QUE FAZER! OU NUNCA SOUBERAM? – Ex-Blog do Cesar Maia


Sunday, July 06, 2008

Os grandes vitoriosos e os desprezíveis derrotados de sempre.











































Na hora da vitória, Ingrid demonstrou o equilíbrio que falta a Chávez
por William Waack

Foi impressionante a capacidade de articulação política de Ingrid Betancourt no momento da vitória. Indagada por jornalistas sobre as tentativas de mediação de Chávez – nas quais o presidente venezuelano empenhou-se em dar ao bando narco guerrilheiro o status de respeitável força política – a ex-sequestrada demonstrou extraordinário equilíbrio (que falta a Chávez). E fuzilou:

"Chávez é um importante aliado (na causa da libertação de reféns). Mas sob uma condição: a de respeitar a democracia colombiana. Os colombianos elegeram Uribe, e não as Farc."

As Farc só não perderam totalmente a guerra ainda devido à ajuda que encontram em território de países vizinhos.

Especialmente a Venezuela. Ficaram nesta quarta feira (2) sem sua principal arma, que era o escudo humano proporcionado por dezenas de reféns. Sua derrocada militar é evidente. Mais clara agora é a desmoralização política.

Álvaro Uribe deu uma lição espetacular do uso de pressão militar e política. Os fatos se impuseram de maneira muito rápida aos que repetiram – alheios à realidade – que não havia solução militar para o conflito. Havia, sim. Desde que respeitada a principal lição: a de que operações militares só fazem sentido se estiverem dentro de uma clara condução política.

O governo colombiano aprendeu brilhantemente a lição do começo da década, quando mantinha um vasto território desmilitarizado, no qual as Farc se reagrupavam, descansavam, treinavam, mantinham reféns e, como eu mesmo pude comprovar, como repórter, cultivavam folha de coca, produziam a pasta básica e a vendiam adiante.

É óbvio que a ofensiva militar encurralou os guerrilheiros, mas o principal mérito dos golpes aplicados às Farc é político. É o fato de que uma imensa maioria dos colombianos apoiou a política do presidente. Ou é para esquecer o impressionante protesto anti-Farc no final do ano passado?

Alguns formuladores de política externa em Brasília devem ter ficado constrangidos. Participaram de uma palhaçada circense encenada por Chávez, no ano passado, para libertar os reféns hoje resgatados por uma brilhante operação militar. E, involuntariamente, apoiaram hoje a política "militarista" de Uribe. O chanceler brasileiro declarou na noite de quarta feira que, agora enfraquecidas, as Farc talvez topem negociar de verdade.

Ou seja: a pressão militar é que levará o que sobrou dos narco guerrilheiros à negociação.


William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.



Publicado no Portal G1.
Quinta-feira, 03 de julho de 2008, 07h37.




A "MESA REDENTORA"???

Em 1964 os militares construíram uma "mesa" com quatro "pés", como devem ter todas as mesas que se prezem. Os "pés" da "mesa" dos militares eram representados pela Igreja Católica, pelo Judiciário, pelos Bancos e pelo Sr. Roberto Marinho (depois Rede Globo). Em cima da "mesa", os militares, embaixo os comunistas e todos os chamados inimigos da Pátria.

E hoje? A "mesa" continua com a mesma estrutura, agora já não sustentada por "pés", mas por "patas", ou seja: A Igreja, não mais a Católica e sim a da "libertação" associada a do "reino do demônio", o mesmo Judiciário, composto como naquela época de uma maioria de juízes despreparados, despóticos e venais, os Bancos, com a mesma sanha agiotista de sempre e a Rede Globo, agora com os rebentos do Sr. Marinho mercenariamente a serviço dos poderosos de plantão.

Quem está agora em cima da "mesa"? Os perdedores de 1964, os comunistas e os tais inimigos da Pátria.

Embaixo da "mesa" os militares. E ao que tudo indica os militares do presente, não têm a honradez e a coragem inerentes àqueles de 64 para doravante desmontarem a "mesa" e extinguirem de uma vez por todas com os que estão ou já estiveram por cima da "mesa" nos últimos e infelizes tempos para os verdadeiros brasileiros. Até quando?
Bootlead





CONTESTAÇÕES ÀS INJÚRIAS E DIFAMAÇÕES CONTRA MIM – Cel Ustra




Friday, May 30, 2008

UNASUR-UBA CUCARACHA




A NATIMORTA UNASUL
por Maria Lucia Victor Barbosa

A constituição da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) foi mais um fiasco retumbante da política externa brasileira. Gerado pelo Itamaraty, o organismo sub-regional tem as digitais do chanceler de fato, Marco Aurélio Garcia, o que é suficiente para conduzir qualquer projeto ao fracasso. E, sem dúvida, pode-se dizer que a Casa, nome anterior do bloco que foi rejeitado e ridicularizado por Hugo Chávez, caiu.

Vários presidentes sul-americanos consideram, apropriadamente, que a Unasul é apenas mais um foro de discussão. O presidente do Uruguai, Tabaré Vazquez, nem se deu ao trabalho de comparecer à reunião de constituição. O presidente do Peru, Alan Garcia, foi embora assim que assinou o ato constitutivo. O secretário-executivo já escolhido da Unasul, o ex-presidente do Equador, Rodrigo Boria, renunciou ao cargo por não querer se comprometer com uma espécie de "academia de debates". E o que é mais desmoralizante para o governo brasileiro: o Conselho Sul-Americano de Defesa, tão acalentado pelo ministro Nelson Jobim, e que deveria ter adquirido vida jurídica durante a reunião da cúpula, não foi aceito pela Colômbia e encontrou resistência entre os demais presidentes. Para não ficar muito feio a presidente do Chile, Michele Bachelet, propôs a criação de um grupo de trabalho para estudar o Conselho, tática sintomática quando não se quer resolver um assunto.

Naturalmente o discurso de abertura da reunião, lido pelo pai da Unasul, presidente Lula da Silva, soou com aquele inconfundível toque de megalomania tão característico das falas presidenciais. Disse nosso mandatário supremo: "Uma América do Sul Unida mexerá com o tabuleiro do poder no mundo".

Será esse outro mundo sul-americano possível? A retórica do presidente brasileiro pode agradar, enaltecer, massagear egos nacionalistas, mas esconde dura realidade. Primeiro porque a América do Sul não tem poder nem militar nem econômico para mexer com o tabuleiro do mundo. Segundo porque a Unasul não terá capacidade de promover a pretendida união uma vez que os países que formam o bloco têm direções diferentes de acordo com suas necessidades ou mesmo posições irreconciliáveis. São os seguintes os doze países que constituem o bloco: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai, Venezuela.

No tocante ao Brasil e seus vizinhos cabe lembrar o que afirmou em sua magistral obra, "Do bom selvagem ao bom revolucionário", o escritor e jornalista venezuelano, Carlos Rangel:

"Todo hispano-americano sabe bem que quando encontra um brasileiro está diante dele, não ao lado dele, que um e outro têm acerca do mundo pontos de vista diferentes, se não opostos". "Pode-se dizer que existem pontos comuns, afinidades, um parentesco entre o Brasil e a América Espanhola, mas suas diferenças levam de vencida suas afinidades se tivermos em conta, além disso, a espetacular consolidação do Brasil numa única e gigantesca nação que toca em todos os outros países da América do Sul à exceção do Equador e do Chile, particularidade que contrasta com a fragmentação da América Espanhola em múltiplas parcelas".

Aí está uma das maiores causas da inexistência de maior afinidade entre o Brasil e os demais vizinhos de origem espanhola: somos grandes demais, fortes demais e, como os Estados Unidos, causamos um misto de inveja e temor. É sintomático que recentemente tenhamos sido chamados de imperialistas na Bolívia e no Paraguai, sendo que no Paraguai nossa bandeira foi queimada. Algo que não foi mostrado nas TVs como seria se fosse a bandeira norte-americana.

Ainda assim, ou mesmo por isso, em que pese o enorme prejuízo dado ao Brasil pela Bolívia, as recentes hostilidades paraguaias, as imposições comerciais da Argentina, as queixas do Uruguai com relação ao tratamento que é dado no Mercosul a este país, pelo Brasil, o governo petista tenta impor Lula da Silva como o grande líder sul-americano, o irmão magnânimo capaz de eliminar a "influência nefasta" dos norte-americanos.

Desse modo, o Conselho Sul-Americano de Defesa, na verdade, uma aliança militar sub-regional que muito interessaria a Hugo Chávez, substituiria a Organização dos Estados Americanos (OEA) na solução de conflitos localizados.

Bem fez o presidente Uribe, da Colômbia, ao não aceitar o Conselho de Defesa. Como observou o sociólogo Demétrio Magnoli, "como pretender que a Colômbia se incorpore a um Conselho de Defesa incapaz de pronunciar uma condenação incondicional das Farc?". (O Estado de S. Paulo, 29/05/2008). E bem agora quando o competente presidente Uribe está prestes a derrotar os narcoterroristas, como demonstram as mortes dos principais chefes do bando de celerados.

Como diz o ditado, há males que vêm para bem. Que a Unasul seja mesmo uma academia para tomar chá e fazer turismo. Caso contrário servirá não aos interesses do Brasil ou da América do Sul, mas do esperto Hugo Chávez, o verdadeiro senhor da "Casa".


Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem" e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido".
E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Enviado por Maria Lucia Victor Barbosa.
Sexta-feira, 30 de maio de 2008, 11h52.





A hora e a vez dos ideólogos – Demétrio Magnoli

Thursday, May 29, 2008

UNASUL = União das Nações que Apoiam Seqüestradores, Usurpadores e Ladrões.

Foto: Futura reunião de cúpula de presidentes membros da Unasul.









































A hora e a vez dos ideólogos
por Demétrio Magnoli

O Conselho Sul-Americano de Defesa pode aspirar a um lugar de honra nos manuais de relações internacionais, como caso exemplar para estudo de uma política externa emparedada entre o imperativo do interesse nacional e os delírios ideológicos de uma esquerda que não aprende nada. Numa declaração contaminada pelo cinismo, Lula registrou que, "dos 12 países, apenas a Colômbia colocou objeção". Não seria porque, em seu esforço para derrotar as Farc, o Estado colombiano conta com o apoio dos EUA, mas enfrenta a hostilidade explícita da Venezuela e do Equador?

O interesse nacional brasileiro consiste em promover a estabilidade no entorno sul-americano. A Organização dos Estados Americanos (OEA), atravessada pela disparidade de poder entre os EUA e os demais Estados, não deveria ser um obstáculo à constituição de um órgão de segurança regional na América do Sul. Mas um órgão assim só pode existir com base no respeito à soberania dos Estados democráticos da região. Como pretender que a Colômbia se incorpore a um Conselho de Defesa incapaz de pronunciar uma condenação incondicional das Farc?

Politicamente, as Farc morreram quando, numa seqüência de ações terroristas, destruíram o processo de paz impulsionado pelo ex-presidente Andrés Pastrana entre 1998 e 2002. A eleição de Álvaro Uribe, sobre a plataforma de derrotar militarmente a guerrilha, representou uma decisão nacional. O governo Uribe prometeu desmantelar os grupos paramilitares de direita e está cumprindo o compromisso. Os golpes assestados pelo Exército eliminaram a capacidade de combate da guerrilha e a promessa de liberdade para os guerrilheiros que renunciarem às armas provoca fraturas generalizadas entre os insurgentes. As Farc só podem ser salvas pela interferência externa.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, crismou as Farc como um "movimento bolivariano" e se entregou a uma operação de socorro que se utiliza dos reféns para chantagear a Colômbia. A meta do caudilho é intercambiar a liberdade dos reféns pelo reconhecimento das Farc como parte beligerante. Nessa hipótese, o grupo conservaria suas armas e sua liberdade de ação enquanto os colombianos, contra a vontade que exprimiram em duas eleições sucessivas, seriam submetidos novamente a supostas negociações de paz. O entusiasmo chavista pelo Conselho de Defesa só pode ser compreendido à luz do que se passa na selva colombiana.

"O plano de Bolívar, quando regressou do Panamá, era formar uma aliança não só econômica e política, mas militar também, para nos defender e para assegurar nossa independência do imperialismo, do neoimperialismo e das guerras preventivas". Na visão de Chávez, o Conselho de Defesa é o embrião de uma aliança estratégica e de um exército regional destinados a prover segurança contra os EUA. Essa concepção se inspira nas teses do sociólogo alemão Heinz Dieterich, confidente do presidente da Venezuela até o fracassado referendo constitucional do ano passado, que imaginou a construção de um "bloco militar de poder latino-americano" sob a liderança do próprio Chávez.

Na forma sem conteúdo aventada pelo Brasil, o Conselho de Defesa não tem cérebro nem músculos - será, unicamente, um foro consultivo de debates, algo como uma antecâmara da OEA. Chávez aceita começar com tão pouco, pois sua prioridade tática é tecer uma articulação regional que isole a Colômbia, propiciando caminhos para evitar a iminente derrota das Farc.

A voz do venezuelano já se converteu numa ordem de comando para os partidos da esquerda stalinista latino-americana. Na declaração da reunião do Foro de São Paulo, encerrada no domingo em Montevidéu, está escrito: "Introduziu-se na região o conceito de guerra preventiva e aumentou-se a militarização em uma situação inédita comandada pelos EUA, que utiliza o governo da Colômbia como ponte". O documento, plenamente alinhado à operação de salvamento chavista, recomenda "aumentar os esforços para conseguir uma saída negociada para o conflito armado". No fim do encontro, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, expressou seu profundo pesar pela morte de Manuel Marulanda, o Tirofijo, chefão das Farc.

Desde Rio Branco a política externa brasileira adquiriu um perfil de política de Estado, elevando-se quase sempre acima do jogo político doméstico. No governo Lula, contudo, a pressão crescente dos ideólogos ameaça a paliçada que protege o interesse nacional. Em razão dos laços estreitos que ligam o PT ao castrismo e da emergência do chavismo, a ofensiva ideológica tem intensidade singular no domínio crucial da política para a América do Sul. O espectro da falência das Farc destruiu um equilíbrio precário no núcleo decisório da política externa brasileira.

Quando Chávez mediava a libertação dos reféns, o assessor presidencial Marco Aurélio Garcia declarou que o Brasil se mantém "neutro" diante do conflito colombiano. Logo depois, na hora do ataque à base do chefe guerrilheiro Raúl Reyes, Garcia tentou alinhar o Brasil à Venezuela e forçar uma condenação em bloco da Colômbia, mas foi afastado de cena pelo Planalto, que transferiu o comando diplomático para o Itamaraty. A tensão filtra-se no governo e no aparelho petista. O ministro do Exterior, Celso Amorim, rebelou-se contra a idéia de conferir às Farc um estatuto político, enquanto o senador Aloizio Mercadante ergueu a voz para sugerir uma condenação incondicional à guerrilha degenerada.

Agora os ideólogos voltam à carga. Diante das informações encontradas no computador de Reyes que atestam o apoio político e material da Venezuela às Farc, o Brasil conserva um silêncio oficial ignóbil. Simultaneamente, o PT eleva o tom da campanha de propaganda contra a Colômbia e o Conselho de Defesa vai sendo preenchido com os conteúdos que interessam a Caracas. Pagaremos caro pelo erro de brincar com os princípios permanentes de nossa política externa.


Demétrio Magnoli é graduado em Ciências Sociais e Doutor em Geografia Humana pela FFLCH-USP, editor da publicação Mundo - Geografia e Política Internacional, assina coluna semanal na Folha de S. Paulo e integra o GACINT - Grupo de Análises de Conjuntura Internacional da USP. Autor e co-autor de vários livros nas áreas de Geografia, Conjuntura Internacional, História Contemporânea, tais quais: " O Que é Geopolítica", "Da Guerra Fria à Detènte" e "O Mundo Contemporâneo", entre outros, além ministrar palestras e colaborar em diversos órgãos da mídia.
E-mail: demetrio.magnoli@terra.com.br




Publicado no jornal " O Estado de S. Paulo".
Quinta-feira, 29 de maio de 2008.





O germe do autoritarismo – Ricardo Noblat

Monday, May 19, 2008

Manda a fumaça do cachimbo pra cachola. Acende, puxa, prende, passa.
Maresia, sente a maresia, maresia, uuu... Sente a maresia!


































Os homens certos no lugar certo
por Olavo de Carvalho

Chamar o sr. Tarso Genro de terrorista e mentiroso, como o fez o deputado Jair Bolsonaro no memorável dia 15 de maio, é uma simples questão de rigor histórico.

Quanto ao primeiro desses qualificativos, o ministro, que participou ativamente de uma organização dedicada a atentados e homicídios – sob a desculpa de lutar contra uma ditadura que ele chamava de assassina mas colocando-se a serviço de outra ditadura incomparavelmente mais assassina, continua alardeando sua fidelidade ao marxismo, doutrina explicitamente terrorista. Por definição, o porta-voz de uma doutrina terrorista é terrorista, mesmo depois que a idade e as circunstâncias o dispensaram da parte mais grosseira e suja do serviço.

Se o sr. Genro afirma que as práticas terroristas já não se justificam no presente quadro, é manifesto que tem em vista a mera questão da oportunidade tática, excluindo in limine qualquer condenação moral ao terrorismo em si; e é igualmente claro que mesmo sua restrição tática só se aplica ao Brasil, não a outros países da América Latina, de vez que até o momento nem ele, nem o governo que ele representa, nem o partido que os colocou no poder abjuraram jamais da declaração de apoio aos métodos terroristas das Farc, assinada em 2002 no Foro de São Paulo pelo sr. Lula da Silva, declaração que, para cúmulo de cinismo, rotulava de "terrorista", isto sim, o combate movido contra a narcoguerrilha pelo Exército da Colômbia.

A qualificação de "ex-terrorista", que a mídia adotou para embelezar a folha corrida de indivíduos como o sr. Genro, é artificiosa e descabida como o seria a de "ex-assassino". Uma organização terrorista, por definição, não se compõe só dos paus-mandados que colocam bombas em locais onde elas inevitavelmente matarão transeuntes inocentes; nem só dos pistoleiros que armam tocaias para balear gente pelas costas; nem só dos heróicos assaltantes que, de metralhadora em punho, fazem tremer pálidas funcionárias de bancos. Uma organização terrorista é uma hierarquia camuflada e sutil que sobe desde esses bas-fonds até os altos postos da administração, da mídia e da diplomacia, de onde se estende sobre ela o manto protetor das meias-palavras e das desconversas, exatamente como os agentes políticos do Foro de São Paulo em Brasília fazem com as Farc, o MIR chileno e outras gangues de assassinos, seqüestradores e narcotraficantes. Se um soldado é dispensado da batalha, mas removido para posto administrativo, ele não foi para a reserva: está na ativa. Não é um ex-soldado, é um soldado. Se um terrorista já não tem de dar tiros e soltar bombas, mas continua mesclado à rede política que dá proteção ao terrorismo, não é um ex-terrorista: é um terrorista. Servindo ao governo do Foro de São Paulo, o sr. Genro é uma das peças fundamentais da mais imensa máquina terrorista que já existiu no continente. E é claro que por dentro ele se orgulha disso, desprezando e odiando aqueles que vêem aí algum motivo de desonra. Quando ele foi obrigado a ouvir calado as palavras verazes do deputado Bolsonaro, foi de cabeça baixa, mas não de vergonha, e sim de raiva, que ele se submeteu a esse humilhante ritual democrático do qual, como membro ilustre da Nomenklatura , estaria dispensado em Cuba ou na Coréia do Norte. E a raiva mal contida explodiu logo no dia seguinte, fazendo desabar sobre a pessoa do coronel Brilhante Ustra todo o insaciável desejo de vingança, todo o ressentimento insano que os terroristas de Brasília têm contra os militares que preferiram continuar servindo ao Brasil em vez de alistar-se nas tropas revolucionárias de Cuba.

Quanto ao qualificativo de mentiroso, qual outro caberia ao representante de um governo que, tentando ceder um Estado inteiro da Federação aos poderes internacionais, o faz não somente contornando como um ladrão furtivo a autoridade soberana do Congresso, mas usando como pretexto "científico" para a doação um laudo antropológico falso, assinado com nomes de pessoas que nem mesmo sabiam da sua existência?

O pronunciamento do deputado Bolsonaro só pecou por incompletude, que a brevidade explica. Primeiro, não é só o ministro Genro que é terrorista e mentiroso. O governo Lula está repleto deles. Segundo, esses indivíduos não são só terroristas e mentirosos: são traidores do Brasil, mercadores da soberania nacional. Subiram ao poder para doar Roraima aos globalistas, a Petrobrás à Bolívia, Itaipu ao Paraguai, as favelas do Rio às Farc e, por toda parte, terras produtivas à Via Campesina. Nenhum brasileiro lhes deve respeito. O simples fato de alguém como o general Heleno, o deputado Bolsonaro ou até um zé-ninguém como eu lhes dirigir a palavra já é honra que não merecem. Não digo que o lugar deles seja a cadeia, onde há delinqüentes recuperáveis. Nem o cemitério, onde repousam defuntos virtuosos. Nem o lixo, que pode ser reciclado. Não, não há no mundo um espaço apropriado para eles. Talvez somente o inferno os abrigasse. Foi por isso que criaram o Foro de São Paulo. Cada um deles é agora o homem certo no lugar certo.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no "Jornal Inconfidência".
Segunda-feira,19 de maio de 2008.



Música apológica à maconha.






Tuesday, April 08, 2008

Vídeos da entrevista do Gen Heleno à Rede Bandeirantes.

PARTE 1

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PARTE 2

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PARTE 3

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Das duas uma: Ou o Gen Heleno é um otimista inveterado e sofre de "credululice" crônica, ou então é um tremendo sarcástico.

O comandante militar da Amazônia, General Augusto Heleno, diz que o combatente de selva brasileiro é um dos mais preparados, mas um dos mais mal aparelhados do mundo. Heleno responde por 25 mil homens que cuidam de onze mil quilômetros de fronteiras e assegurou, em entrevista ao Canal Livre da Rede Bandeirantes de Televisão, que foi ao ar no último Domingo às 23h30, que não há risco das FARC terem bases militares no Brasil.

A frase do General que me provoca um justificável ceticismo: "Quando o presidente Lula disse há algumas semanas atrás, que neste país todos podem mentir menos ele (Lula)". O pior que pode acontecer é o General acreditar nisto.
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N.R. Mensagem ao Gen Heleno: O "coiso" não pode mentir, ele já é a própria mentira. A mentira começa quando ele diz que nasceu em tal dia e em tal lugar, uma vez que, o "coiso" nunca nasceu. FOI CAGADO PELO DIABO!

General volte a ser um bom soldado, um guerreiro em luta pela Pátria ameaçada. Não seja mais um "político fardado", esse papel não lhe fica bem. Honre o seu brilhante passado.





(Singelos) COMENTÁRIOS SOBRE A CARTA DA Dra MARISE VALÉRIA SANTOS – Cel Rui Garavelo
 
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