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Monday, September 07, 2009

Excelente "lembrado" para um medíocre 7 de Setembro!
Seria, O. de C. um profeta? Não! "Apenas" um sábio.

Foto: O Professor Olavo de Carvalho durante uma transmissão ao vivo do seu talk show: "TRUE OUTSPEAK".

































LULA NA TV
por Reinaldo Azevedo

Lula falou ontem em rede nacional de rádio e TV. Fez campanha eleitoral desavergonhada. Não se limitou ao nacionalismo de ocasião, com as fantasias do pré-sal. Aproveitou para exaltar as virtudes do seu governo e, de modo nada discreto, insuflar a população contra o Congresso. Eu os convido a ler o que segue.

*
Os apóstolos do Estado nacional, que espumam de indignação patriótica à simples idéia de privatizar alguma empresa estatal, tornam-se de repente globalistas assanhados quando um poder supranacional vem defender os interesses deles contra os interesses da pátria.

Essa conduta é tão repetida e uniforme que só um perfeito idiota não perceberia nela um padrão, e por trás do padrão uma estratégia. Desde logo, "a pátria" que eles celebram se constitui exclusivamente de estatais, onde têm sua base de operações e de onde dominam não somente uma boa fatia do Estado, mas também os sindicatos de funcionários públicos e seus monumentais fundos de pensão.

Defendendo sua toca com a ferocidade de javalis acuados, desprezam tudo o mais que compõe a noção de "pátria" e não se inibem de colocar-se a serviço de ONGs e governos estrangeiros quando atacam as instituições nacionais, desmoralizam as Forças Armadas, desmembram o território brasileiro em "nações indígenas" independentes, impõem normas à educação de nossas crianças, fomentam conflitos raciais para destruir o senso de unidade nacional e, em suma, arrebentam com tudo o que constitui e define a essência mesma da nacionalidade. Da pátria, só uma coisa lhes interessa: o dinheiro e o poder que lhes vêm das estatais.

Em segundo lugar, o nacionalismo que ostentam é de um tipo peculiar, desde o ponto de vista ideológico. É um nacionalismo seletivo e negativo, que enfatiza menos o apego aos valores nacionais do que a ojeriza ao estrangeiro - e mesmo assim não ao estrangeiro em geral, como seria próprio da xenofobia ordinária, mas a um estrangeiro em particular: o americano.

Assim, por exemplo, não sentem a menor dor na consciência quando, sob o pretexto imbecil de que toda norma gramatical é imposição ideológica das classes dominantes, demolem a língua portuguesa e acabam suprimindo do idioma duas pessoas verbais (mutilação inédita na história lingüística do Ocidente); mas, ante o simples ingresso de palavras inglesas no vocabulário - um processo normal de assimilação que jamais prejudicou idioma nenhum, e que aliás é mais intenso no inglês do que no português -, saltam ao palanque, com os olhos vidrados de cólera, para denunciar o "imperialismo cultural". (v. AQUI )

Ser nacionalista, para essa gente, não é amar o que é brasileiro: é apenas odiar o americano um pouco mais do que se odeia o nacional. Mas, para cúmulo de hipocrisia, seu alegado antiamericanismo não os impede de celebrar o intervencionismo ianque quando lhes convém, por exemplo quando ajudam alegremente a desmoralizar a cultura miscigenada que constitui o cerne mesmo do estilo brasileiro de viver e lutam para impor entre nós a política americana das quotas raciais, em consonância com as campanhas milionárias subsidiadas pelas fundações Ford e Rockefeller.

Do mesmo modo, seu antiamericanismo fecha os olhos à entrada de novos códigos morais - feministas e abortistas, por exemplo - improvisados em laboratórios americanos de engenharia social com a finalidade precisa de destruir os obstáculos culturais ao advento da nova civilização globalista.

Redução do nacionalismo à defesa das estatais, substituição do antiamericanismo ao patriotismo positivo, adesão oportunista ao que é americano quando favorece a esquerda: desafio qualquer um a provar que a conduta constante e sistemática da chamada "esquerda nacionalista" não tem sido exatamente essa que aqui descrevo, definida por esses três pontos.

Nunca, na História, houve patriotas a quem se aplicasse tão exatamente, tão literalmente e com tanta justiça a observação de Samuel Johnson, de que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas.

(*)
Gostaram? O título do artigo é "O nacionalismo de esquerda é uma fraude" e foi escrito por Olavo de Carvalho em maio de 2001. Parece-me uma excelente análise da fala de Lula, feita com mais de oito anos de antecedência…


Reinaldo Azevedo é formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e em Jornalismo pela Universidade Metodista, foi professor de literatura e redação dos colégios Quarup, Singular e do curso Anglo, foi também redator-chefe das revistas República e Bravo!, diretor de redação da revista Primeira Leitura, além de coordenador de política da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo. Escreve freqüentemente sobre política nos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo". Reinaldo atualmente é articulista da revista "VEJA" e escreve o blog político mais influente da rede, "Blog Reinaldo Azevedo". Polêmico, irônico, ferino, Reinaldo Azevedo é autor dos livros "Contra o Consenso: Ensaios e Resenhas", pela Editora Barracuda, do best seller "O país dos Petralhas" e por último "Máximas de um País Mínimo", ambos da Editora Record.





Publicado no "Blog Reinaldo Azevedo".
Segunda-feira, 07 de setembro de 2009, 6h33.




A Candidata Dilma – Ipojuca Pontes





Wednesday, August 27, 2008

A hora é agora Coronel! Já sabemos do resultado, para que esperar mais?
Aprestados! Ordene a Área de Concentração. SELVA!!!





















Contra a demarcação: Coronel vê risco de surgir "nação étnica" na fronteira
entrevista para a o jornal "Folha de S.Paulo", em Brasília

Gélio Fregapani, 72, diz conhecer como poucos o Estado de Roraima, onde pisou pela primeira vez no início dos anos 1960. Coronel reformado do Exército, foi um dos fundadores do Cigs (Centro de Instrução de Guerra na Selva), trabalhou por dez anos na Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Diz que o Exército é "fervorosamente contra" a demarcação contínua da reserva.

Apontado pela PF como um dos responsáveis por municiar os arrozeiros que atacaram índios, disse que, se isso tivesse ocorrido, a PF não estaria mais na região. "Esse pessoal não pode competir comigo".


FOLHA - Por que a Raposa/Serra do Sol deve ser demarcada em ilhas?

FREGAPANI - A demarcação contínua de uma grande área indígena, com diferentes etnias e culturas, provoca a criação de algo parecido com o Curdistão, uma nova nação étnica separada dos países. Se for em ilhas, não tem problema nenhum.

FOLHA - Há pressão internacional para formar uma nova nação?

FREGAPANI - Sim. Essa história de índios nômades é falácia. Claro que existe possibilidade de migrações, mas os índios não são nômades. Não é necessária uma área do tamanho de Portugal para isso tudo. Na fronteira é o perigo.

FOLHA - O sr. defende que os índios não levem em conta sua cultura e se considerem apenas brasileiros?

FREGAPANI - Sim. Se nós (fizermos isso), damos (permissão) à criação de nações dentro do Brasil, estamos contribuindo para desagregar o país. Os EUA desejam isso, a Inglaterra, a Alemanha. Porque querem aquelas jazidas que têm lá e querem lidar com um governo mais dócil, não com o governo brasileiro. Se o Brasil ganhar a Raposa, haverá condições de contestarmos outras (terras).

FOLHA - O governo diz que pode entrar a qualquer tempo nas terras.

FREGAPANI - O governo está dividido. Há uma parcela de traidores no governo. Além do mais, o Exército é fervorosamente contra essa reserva, a ponto de poder haver motins se a demarcação for contínua.

FOLHA - Quem são os traidores?

FREGAPANI - Não vou citar. Há um esforço para dividir o Brasil. Chega um momento em que nem o Exército consegue entrar. Nenhuma fronteira é sagrada. Só ficam razoavelmente definidas quando habitadas. Fala-se da floresta, mas é para desviar o assunto. Querem é a serra que separa o Brasil da Venezuela e das Guianas, por causa do potencial mineral.

FOLHA - Os índios não têm direito?

FREGAPANI - Eles têm toda a terra de que precisam. Aquilo é grande. É terra demais e os índios não estão ligados a isso. Isso é coisa de estrangeiro.

FOLHA - A PF o acusa de ajudar os arrozeiros com táticas de guerrilha.

FREGAPANI - Se tivesse ensinado táticas de guerrilha não tinha um policial federal lá. E quem afirmou isso estaria morto. Esse pessoal não pode competir comigo. Agora, quando a região se declarar independente, aí sim vou fazer guerrilhas.


Publicado na "Folha Online".
Quarta-feira, 27 de agosto de 2008, 08h15.



A Hora da Decisão – Cel Av Luís Mauro Ferreira Gomes



Tuesday, June 03, 2008

A malícia nada pode contra a sabedoria.













































Errando e aprendendo
por Olavo de Carvalho

Recebo diariamente dezenas de perguntas de alunos, leitores e ouvintes, e tento responder a quantas posso, mas em geral recuso todo pedido de orientação religiosa, quando mais não seja porque não considero que eu mesmo seja o protótipo do sujeito orientadíssimo nessas questões. Há, no entanto, uma regra de interpretação bíblica – portanto, de moral religiosa também – que decorre da natureza mesma da linguagem e que ninguém em seu juízo perfeito pode negar, embora muitos a neguem na prática sem percebê-lo.

Não aprendi essa regra com ninguém, nem decerto fui o primeiro a descobri-la: depois de ter andado por inumeráveis cabeças de crentes ao longo dos milênios, ela acabou por aparecer na minha, espontaneamente, uma certa manhã, depois de eu ter rezado durante meses a Nosso Senhor Jesus Cristo para que tornasse as Suas palavras mais inteligíveis a um jumento como eu. Tenho portanto minhas razões para acreditar que Ele mesmo, sem que eu o notasse, programou o meu cérebro para aceitá-la. Aos santos, profetas e iluminados, Deus fala em voz alta ou em sonhos. Os burros e teimosos da minha espécie só aprendem em estado de sono profundo, quando repousamos totalmente inconscientes e indefesos entre os braços do Senhor, como as criancinhas, e, por momentos, sem qualquer mérito da nossa parte, desfrutamos de um privilégio a elas reservado. Tenho seguido essa regra há anos, e infalivelmente ela me torna as coisas cada vez mais claras, tanto na decifração de trechos da Bíblia como na resolução de perplexidades da vida. No mais, ela é tão natural e óbvia que só não a seguem os que jamais se deram conta dela.

Como geralmente acontece com as verdades mais simples, aquilo que é percebido num relance intuitivo e mudo exige algum requinte lógico para se expor em palavras. Para facilitar a explicação, faço aqui uma distinção entre "normas" e "princípios" – longinquamente inspirada na de Kant e Max Scheler entre ética material e formal, mas sem o mínimo compromisso com a filosofia moral de um ou do outro. Todo sistema moral compõe-se das duas coisas. Normas específicas ordenam ou proíbem um determinado tipo de conduta concreta: não mate, não roube, ajude os órfãos e as viúvas, etc. Quando a ordem não se expressa por um imperativo concreto, mas por uma relação abstrata de proporcionalidade, como numa equação do tipo a/b = x/y, então já não se trata de uma conduta em especial, mas de um princípio que deve ser seguido em todas as condutas, em todas as situações da vida.

As normas específicas, para ser obedecidas, requerem distinções e ressalvas que, partindo da sua formulação geral tipológica, as adaptem sabiamente à situação particular do momento. "Não matarás", decerto, mas quem se recuse a fazê-lo na guerra ou em defesa do inocente ameaçado pode arcar com a culpa de expor os outros à morte, por omissão. "Não roubarás", é claro, mas quem tem o direito de se recusar a fazê-lo quando o único meio de transportar um ferido ao hospital é o carro que um proprietário desconhecido esqueceu com a chave na ignição? "Não prestarás falso testemunho", mas isto não quer dizer que você esteja obrigado a dizer a verdade quando um assaltante lhe pergunta onde o seu patrão guarda o dinheiro, ou quando um truculento comissário do povo lhe pergunta onde a sua aldeia escondeu a colheita. Tendo validade tipológica absoluta, as normas são de aplicação eminentemente relativa: relativa à situação, às intenções, ao caráter das pessoas envolvidas, à interferência de fatores culturais, psicológicos e psicopatológicos altamente complexos, etc. etc. etc. Permanentes na sua obrigatoriedade geral, requerem uma interpretação particular, diferente em cada caso e circunstância. Muitas vezes, pessoas de bem fazem o mal, não porque desejem conscientemente violar a regra moral, mas porque erram na sua interpretação particular.

Por isso mesmo, Deus não nos forneceu só regras de conduta, mas também os princípios gerais que devem nortear a sua interpretação. Esses princípios, por serem formais como equações e não se referirem a nenhuma situação concreta, são de validade absoluta e incondicional em todas as situações e servem de pedra-de-toque para aferir a interpretação que damos às normas concretas. Nos Dez Mandamentos, essa distinção é clara. Quando alguém lhe pergunta qual o mínimo necessário para entrar no céu, Jesus responde: "Amarás o teu Deus acima de todas as coisas e amarás o teu próximo como a ti mesmo." Os Dez Mandamentos compõem-se portanto de dois princípios e oito regras. Os princípios são as chaves que determinam o sentido das regras em cada caso. Se um sujeito comete adultério, ele infringe uma regra, mas, se você o aponta à execração nas ruas em vez de perdoá-lo e aconselhá-lo em particular como esperaria que fizessem com você caso o pecado fosse seu, você peca muito mais que o adúltero, pois viola um princípio. Deus perdoa os adúlteros, os mentirosos, os ladrões e até os assassinos, mas não perdoa quem não perdoa. Posso estar enganado, mas suspeito que no inferno há menos adúlteros do que cônjuges virtuosos que lhes negaram o perdão.

Ao longo da Bíblia encontram-se muitos princípios formais secundários, derivados dos dois primeiros. São autênticos mapas da mina para a alma atormentada que, nas complexidades da existência, quer fazer o certo mas não sabe o que é o certo. Um desses princípios – o mais freqüentemente esquecido, pelas minhas contas – foi enunciado por S. Paulo Apóstolo: "Experimentai de tudo e ficai com o que é bom." Não me canso de meditar essa sentença, e as profundidades que nela encontro preencheriam muitos livros, se eu fosse capaz de escrevê-los.

Vejam. São Paulo, ao longo de suas cartas, enunciou muitas regras de conduta, mais pormenorizadas do que aquelas contidas nos Dez Mandamentos. Se você lê essas regras, já sabe portanto o que, segundo o ensinamento do Apóstolo, é bom e é mau. Para que, então, a necessidade de "experimentar"? A distinção mesma entre princípios e regras contém implicitamente a resposta. Para que você evite uma conduta má, não basta saber que, tipologicamente, isto é, genericamente, ela está enquadrada na classificação de "má". A conduta humana não se dirige por abstrações, mas pela percepção direta e sensível das situações. É preciso que você "veja" com seus próprios olhos o mal e o bem. Seres humanos não aprendem só por ouvir dizer – mesmo que a Palavra ouvida seja a de Deus: eles aprendem pela experiência, pela demorada, trabalhosa e dolorosa distinção entre o bem e o mal não em definições gerais simples, mas em situações alucinantemente complexas e ambíguas da vida real. O símbolo do pão, na Eucaristia, significa as virtudes morais, práticas, assim como o vinho significa as virtudes espirituais, de ordem puramente interior. "Comerás o teu pão com o suor do teu rosto" quer dizer exatamente isso: o pouco de bom que possa haver em nós virá misturado ao mal, e terá de ser separado dele aos poucos, através da experiência, da tentativa e do erro, como numa longa decantação alquímica. Deus pode, é claro, preservar você deste ou daquele pecado por um ato da Graça, mas Ele não está obrigado a fazer isso, muito menos a imunizá-lo de antemão contra todos os pecados possíveis. Ademais, que graça maior você pode receber de Deus além da Sua promessa de justificar os erros tão logo, no caminho da experiência, eles sejam francamente admitidos como tais?

Se o Apóstolo distingue entre a experiência e sua conclusão seletiva, ele subentende que nem tudo o que for experimentado será bom, mas que tudo deve ser experimentado sempre em vista do aprendizado e do bem, não do vulgar desejo de experimentar por experimentar, nem de uma dúvida forçada, artificiosa. Platão dizia que "verdade conhecida é verdade obedecida". Tão logo você enxergou nitidamente que certa conduta é má, tem de evitá-la por todos os meios. Até lá, tem uma certa margem de erro justificado, como exigência inerente à própria noção de aprendizado, com a condição de confessar o erro tão logo o tenha percebido como tal e de não teimar nele depois disso. Quando você descobriu o que é bom, não o largue por dinheiro nenhum deste mundo.

Eu, que sou burro e não presto, e além disso sou relapso e preguiçoso, enxerguei um pedacinho muito pequenininho do bem, que comparado à minha ilustre pessoa é do tamanho do infinito. Enxerguei-o graças ao conselho paulino. Daí advém a parte estável e séria da minha alma, parte miúda mas muito melhor que o conjunto dela, o qual espero ir melhorando aos poucos até o último dia, conforme outros bens vão rebrilhando aqui e ali entre as obscuridades da minha mente. Vou por partes, decerto. Sou paciente e tolerante comigo mesmo enquanto estou na confusão e na dúvida, mas, tão logo vejo as coisas com claridade, não dou mais moleza ao meu mesquinho ser. Passo num instante dos auto-afagos à palmatória.

Não conheço outro método, nem recomendo este a quem saiba de outro melhor. Aos demais, digo com o Apóstolo: Experimentem.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias.
E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal "Diário do Comércio".
Segunda-feira,02 de junho de 2008.





O REI DOS IDIOTAS LATRINO-AMERICANOS – Bootlead

Monday, May 19, 2008

Manda a fumaça do cachimbo pra cachola. Acende, puxa, prende, passa.
Maresia, sente a maresia, maresia, uuu... Sente a maresia!


































Os homens certos no lugar certo
por Olavo de Carvalho

Chamar o sr. Tarso Genro de terrorista e mentiroso, como o fez o deputado Jair Bolsonaro no memorável dia 15 de maio, é uma simples questão de rigor histórico.

Quanto ao primeiro desses qualificativos, o ministro, que participou ativamente de uma organização dedicada a atentados e homicídios – sob a desculpa de lutar contra uma ditadura que ele chamava de assassina mas colocando-se a serviço de outra ditadura incomparavelmente mais assassina, continua alardeando sua fidelidade ao marxismo, doutrina explicitamente terrorista. Por definição, o porta-voz de uma doutrina terrorista é terrorista, mesmo depois que a idade e as circunstâncias o dispensaram da parte mais grosseira e suja do serviço.

Se o sr. Genro afirma que as práticas terroristas já não se justificam no presente quadro, é manifesto que tem em vista a mera questão da oportunidade tática, excluindo in limine qualquer condenação moral ao terrorismo em si; e é igualmente claro que mesmo sua restrição tática só se aplica ao Brasil, não a outros países da América Latina, de vez que até o momento nem ele, nem o governo que ele representa, nem o partido que os colocou no poder abjuraram jamais da declaração de apoio aos métodos terroristas das Farc, assinada em 2002 no Foro de São Paulo pelo sr. Lula da Silva, declaração que, para cúmulo de cinismo, rotulava de "terrorista", isto sim, o combate movido contra a narcoguerrilha pelo Exército da Colômbia.

A qualificação de "ex-terrorista", que a mídia adotou para embelezar a folha corrida de indivíduos como o sr. Genro, é artificiosa e descabida como o seria a de "ex-assassino". Uma organização terrorista, por definição, não se compõe só dos paus-mandados que colocam bombas em locais onde elas inevitavelmente matarão transeuntes inocentes; nem só dos pistoleiros que armam tocaias para balear gente pelas costas; nem só dos heróicos assaltantes que, de metralhadora em punho, fazem tremer pálidas funcionárias de bancos. Uma organização terrorista é uma hierarquia camuflada e sutil que sobe desde esses bas-fonds até os altos postos da administração, da mídia e da diplomacia, de onde se estende sobre ela o manto protetor das meias-palavras e das desconversas, exatamente como os agentes políticos do Foro de São Paulo em Brasília fazem com as Farc, o MIR chileno e outras gangues de assassinos, seqüestradores e narcotraficantes. Se um soldado é dispensado da batalha, mas removido para posto administrativo, ele não foi para a reserva: está na ativa. Não é um ex-soldado, é um soldado. Se um terrorista já não tem de dar tiros e soltar bombas, mas continua mesclado à rede política que dá proteção ao terrorismo, não é um ex-terrorista: é um terrorista. Servindo ao governo do Foro de São Paulo, o sr. Genro é uma das peças fundamentais da mais imensa máquina terrorista que já existiu no continente. E é claro que por dentro ele se orgulha disso, desprezando e odiando aqueles que vêem aí algum motivo de desonra. Quando ele foi obrigado a ouvir calado as palavras verazes do deputado Bolsonaro, foi de cabeça baixa, mas não de vergonha, e sim de raiva, que ele se submeteu a esse humilhante ritual democrático do qual, como membro ilustre da Nomenklatura , estaria dispensado em Cuba ou na Coréia do Norte. E a raiva mal contida explodiu logo no dia seguinte, fazendo desabar sobre a pessoa do coronel Brilhante Ustra todo o insaciável desejo de vingança, todo o ressentimento insano que os terroristas de Brasília têm contra os militares que preferiram continuar servindo ao Brasil em vez de alistar-se nas tropas revolucionárias de Cuba.

Quanto ao qualificativo de mentiroso, qual outro caberia ao representante de um governo que, tentando ceder um Estado inteiro da Federação aos poderes internacionais, o faz não somente contornando como um ladrão furtivo a autoridade soberana do Congresso, mas usando como pretexto "científico" para a doação um laudo antropológico falso, assinado com nomes de pessoas que nem mesmo sabiam da sua existência?

O pronunciamento do deputado Bolsonaro só pecou por incompletude, que a brevidade explica. Primeiro, não é só o ministro Genro que é terrorista e mentiroso. O governo Lula está repleto deles. Segundo, esses indivíduos não são só terroristas e mentirosos: são traidores do Brasil, mercadores da soberania nacional. Subiram ao poder para doar Roraima aos globalistas, a Petrobrás à Bolívia, Itaipu ao Paraguai, as favelas do Rio às Farc e, por toda parte, terras produtivas à Via Campesina. Nenhum brasileiro lhes deve respeito. O simples fato de alguém como o general Heleno, o deputado Bolsonaro ou até um zé-ninguém como eu lhes dirigir a palavra já é honra que não merecem. Não digo que o lugar deles seja a cadeia, onde há delinqüentes recuperáveis. Nem o cemitério, onde repousam defuntos virtuosos. Nem o lixo, que pode ser reciclado. Não, não há no mundo um espaço apropriado para eles. Talvez somente o inferno os abrigasse. Foi por isso que criaram o Foro de São Paulo. Cada um deles é agora o homem certo no lugar certo.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no "Jornal Inconfidência".
Segunda-feira,19 de maio de 2008.



Música apológica à maconha.






Sunday, December 16, 2007

Um grande país nas mãos de um energúmeno:
Lamentavelmente, este país é o Brasil!











































"metar-mofose ambulanto"

"Como uma sociedade pode permitir que um desqualificado de tal porte permaneça no comando do país? Será que algum empresário deixaria tal espécie entrar na sua empresa e ocupar alguma função executiva? E os hipócritas batendo palmas para suas sandices? O que pensar dessa corja de aproveitadores do imbecil coletivo liderado pelo apedeuta?"



MENSAGEM DE ANO NOVO PARA O PAÍS
por Geraldo Almendra

Enfim uma derrota para esse espúrio desgoverno petista: vai acabar a CPMF, a maior fonte de sustentação do populismo assistencialista e do suborno dos esclarecidos, cúmplices dos calhordas, que estão abarrotando o Estado graças ao empreguismo praticado ostensivamente nos podres poderes da República.

Infelizmente temos que escutar o lamento dos hipócritas que infestam o poder público; alguns declaram de forma cínica que assistiram o enterro da saúde, como se essa contribuição estivesse sendo usada, de forma relevante, para melhorar o sistema de saúde do país; outros imbecis ameaçam dizendo que a sociedade irá cobrar de alguém o que vier acontecer também com a saúde e com outros "investimentos", fazendo o jogo sujo da política prostituída para repassar para os outros as irresponsabilidades sociais de um desgoverno desqualificado, imoral, aético e prevaricador. Como é calhorda essa gente! Nojentos!

Agora o plim-plim apresenta, em horário nobre, notícias e comentários sobre o paradoxo das mentiras deslavadas, demonstrando para a sociedade imbecilizada que a CPMF era usada para quase tudo, mas muito pouco para a finalidade pela qual foi criada; antes, essa rede de televisão espúria calava-se sobre as verdadeiras destinações dessa contribuição e da verdade econômica que todos, ricos e pobres, pagavam esse imposto covarde no preço dos produtos que comprava, e ainda fazia a sutil propaganda das mentiras dos prostitutos da política para convencer a sociedade que a CPMF deveria continuar sendo imposta aos contribuintes.

Como disse um antigo opositor do desgoverno petista, subornado pelas sinecuras públicas, agora ministro, sustentado pelos palhaços e imbecis dos contribuintes: "Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional".

Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos. Como o poder corrompe! Esse mesmo vendido participa da "limpeza ideológica" do Estado tirando de cena os opositores dos comunistas. A verdade é que esse desgoverno calhorda queria usar a CPMF para garantir a reeleição do apedeuta através do financiamento do assistencialismo populista prostituto e do empreguismo corporativista, e depois praticar a mesmice do estelionato eleitoral das mentiras de promessas não cumpridas.

O país está imbecilizado pela falência da educação e da cultura, absolutamente corrompido pela degradação moral que tomou conta das relações públicas e privadas com o aval de esclarecidos, que assinam em baixo da canalhice da prostituição política. Acompanhamos durante o ano de 2007 o poder público continuar sendo tomado pelos vermes da corrupção, do corporativismo e da prostituição política. Continuamos testemunhando um inimaginável suborno da sociedade pelo empreguismo público, por exorbitantes ganhos financeiros de banqueiros e aplicadores na dívida do poder público.

Permanecemos inertes diante do populismo assistencialista praticado por um desgoverno que está plantando as sementes da devassidão da prostituição da política para, sofregamente, colher seus frutos, correndo contra o tempo, para garantir o projeto de poder perpétuo do petismo. A máquina pública continuou se agigantando, enquanto as responsabilidades sociais do desgoverno comunista do PT não foram, novamente, cumpridas; seguem as promessas de “bilhões” - que nunca são realizadas - para recuperar a infra-estrutura econômica do país, esburacada e ultrapassada, e para investimentos na saúde, educação e saneamento básico.

O crescimento econômico continua carente de uma arquitetura econômica auto-sustentada e ocorre apenas em função de uma capacidade produtiva próxima do seu limite, de uma demanda externa extremamente favorável, e de uma irresponsável oferta de crédito mais do que proporcional ao pífio aumento da renda, levando milhões de incautos cidadãos a um crescente endividamento garantido por descontos em folha de pagamento.

O assistencialismo populista aumentou sem controle - sustentado com o trabalho dos outros - sua sanha para garantir a manutenção do petismo no poder nas próximas eleições graças aos votos dos menos favorecidos que, por falta de consciência crítica ou cumplicidade, se vendem por uma bolsa-esmola qualquer, por um pedaço de terra tomado dos outros, ou pela chance de invadir, roubar e destruir propriedades privadas.

Diante de um Poder Judiciário subalterno a um traidor da pátria, continuam sendo praticados os subterfúgios do submundo do corporativismo e da manipulação dos códigos legais, com o descarado objetivo de proteger as "gangs dos quarentas" e seus cúmplices, formalizando, pelo lado da "Justiça", uma absurda impunidade para os que têm a acolhida do poder político mais prostituído de nossa história.

Voltamos a assistir nossas Forças Armadas serem, novamente, moralmente e materialmente aniquiladas, para continuarem no papel de marionetes do Circo do Retirante Pinóquio; agora com a desculpa da queda da CPMF seus aumentos salariais e o reaparelhamento prometido ficarão novamente em terceiro plano, enquanto nossos soldados continuam hibernando nas casernas, assistindo seu país ser transformado em um Estado Comunista de Direito.

Presenciamos o Congresso Nacional ser definitivamente transformado em uma casa de tolerância da prostituição da política e do suborno, com prostituta de classe fazendo a festa com a falência moral e ética do Parlamento. Nunca na história do nosso país, como diz o grande imbecil, se presenciou tanta promiscuidade no poder público.

Sempre pensamos que após tantos escândalos que transitaram quase que diariamente pelas páginas dos jornais, tanta patifaria, tanta mentira, tanta leviandade, tanta falsidade e tanta hipocrisia, a sociedade iria para as ruas pedir a destituição dos canalhas que transformaram o poder público em um verdadeiro puteiro da corrupção, e do mais sórdido corporativismo.

Nada aconteceu, para limitar as ações dos bandidos que tomaram conta do poder público, a não ser a decretação da falência moral e ética das relações públicas e privadas. As ações da PF redundam em nada, pois a "Justiça", com seus meandros e subterfúgios do mundo do corporativismo sórdido, acaba postergando as ações punitivas, nos levando à conclusão que os canalhas continuarão impunes e, mais cedo ou mais tarde terão seus crimes "esquecidos".

Diante de tal quadro de degeneração moral e ética de uma sociedade acovardada e subornada, devemos pedir a Deus que em 2008 possamos presenciar um início de revolução de costumes, dignos de cidadãos minimamente civilizados e que tenham amor à sua pátria:

- as Forças Armadas recusando o papel de avalistas da tomada do poder no país pelos cúmplices do Foro de SP;

- os pobres perceberem seu papel de otários manipulados pelas bolsas preservação da pobreza e passarem a lutar por empregos com salários dignos, dizendo não à corja que os fazem de imbecis e palhaços dependentes do poder público;

- os idiotas dos torcedores que ficam matando uns aos outros por "amor" à bandeira do seu clube tenham a mesma disposição para amar a bandeira do seu país e lutar na revolução contra os que estão nos empurrado para o socialismo corrupto e plantando as sementes da destruição do nosso país;

- a sociedade tomar vergonha na cara e vaiar os prostitutos da política cada vez que circularem nos espaços públicos;

- a classe média esclarecida tomar coragem e passar a defender nossa pátria das mãos dos comunistas, colocando em segundo plano seu individualismo, seu egoísmo, e seu patrimonialismo;

- os artistas que ainda não foram subornados pelo desgoverno petista tomarem, também, coragem e passarem a lutar, com seu poder de comunicação, para a destituição das "gangs dos quarenta" que se apossaram do poder público;

- os estudantes universitários voltarem a defender sua pátria, e que não mais sejam conduzidos por líderes que querem entregar o país ao comunismo genocida e corrupto que já ceifou a vida de mais de 100 milhões de pessoas no mundo durante o último século;

- os acadêmicos, os profissionais mais bem preparados, os homens do saber, não aceitarem mais vender sua moral, sua ética e sua honra em troca de sinecuras públicas ou privadas, para servirem ou serem capachos do mais sórdido filho da serpente da prostituição da política;

- os jornalistas íntegros ajudarem seus colegas demitidos dos seus empregos e que estão sendo perseguidos pela ditadura petista, não se deixando subornar pelo jogo de poder dos canalhas que estão transformando o país em um Estado Comunista de Direito controlado pela nova burguesia petista subordinada ao Foro de SP, que quer fazer do país um pólo da revolução comunista da América Latina;

- a sociedade não se deixar mais enganar pelas propagandas dos bancos e entender que o Sistema Financeiro é sempre o grande beneficiário do seu sofrimento diante da escorchante carga tributária que é obrigada a pagar para bancar o superávit primário e enriquecer a elite de investidores que avaliza os desmandos do desgoverno petista;

- a sociedade não mais permitir que suas escolas públicas sejam vergonhosamente transformadas em centros de doutrinação socialista e continuem sendo um exemplo mundial da falência da educação;

- a sociedade não mais aceitar que os canalhas das "gangs dos quarenta" continuem livres, leves e soltos, zombando e fazendo de palhaços e imbecis os contribuintes que continuam pagando seus assaltos aos cofres públicos;

- a sociedade entender que o Brasil está perdendo sua soberania e poderá ser invadido por grupos revolucionários comunistas com a aquiescência do desgoverno petista;

- a sociedade perceber que o desarmamento da população civil é uma estratégia para evitar sua reação à tomada do poder pelos comunistas;- os assassinos de índios nas ruas de Brasília não fiquem mais impunes e, além disso, não sejam promovidos para ganharem altos salários, à custa dos imbecis dos contribuintes e da falência da "Justiça", quando se trata de punir os poderosos.

Enfim, que a sociedade brasileira tome vergonha na cara e não permita mais que um desqualificado golpista continue a conduzir o país para o caos social, econômico, moral e ético. Que em 2008 a sociedade tenha a coragem patriótica para destituir do poder esse golpista e todos os seus cúmplices corruptos ou vendidos, ou então assine um cheque em branco para autorizar esse calhorda transformar nossos filhos e suas famílias em escravos de um Estado Comunista de Direito subordinado ao Foro de SP e suas ramificações na América Latina.


Geraldo Almendra é Economista, Consultor e Professor de Matemática.
E-mail: glaf@superig.com.br









Publicado no site " Brasil acima de tudo ".
Domingo, 16 de dezembro de 2007.



 
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