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Sunday, November 21, 2010

CENAS REPUGNANTES, OU: O PREÇO A PAGAR PELAS PROMOÇÕES.

Fotos: A TRANSFORMAÇÃO

























QUANTO CUSTA?





No vídeo acima, o Gen Div Cmb Marco Edson Gonçalves Dias, Assessor Chefe da Assessoria Especial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e satélite do cachaceiro-mor desta republiqueta, também conhecido por "Gê Dias", carregando (ou será "rodando") a bolsinha da terrorista, ladra e assassina de soldados Dilma Vana Rousseff Linhares, também alcunhada de "Stella", "Luiza", "Patrícia" ou "Wanda" (possivelmente uma bolsa Birkin, da Hermès que custa no mínimo a bagatela de R$ 30 mil, dinheirinho de troco para "elles").

Devido a minha contemporaneidade com o ignóbil "general", confesso que senti uma profunda vergonha alheia ao assistir esse repulsivo vídeo, nunca imaginei que um oficial do EB pudesse chegar a esse grau de degradação, mas, na velocidade com que estão decaindo, acho que daqui por diante serão capazes de quaisquer torpezas para satisfazerem suas mesquinhas ambições. É lastimável, muito triste mesmo!

Nota: O "general" em questão é o único careca que aparece no vídeo.





O dever de insultar – Olavo de Carvalho








Monday, March 02, 2009

A TV do Franklinstein, um "brinquedinho" caro.

Foto: O terrorista e seqüestrador Franklin de Souza Martins que "está" Ministro da Comunicação Social de Lula.































O caso Morel
por Ipojuca Pontes

Mario Morel é jornalista de larga experiência na imprensa brasileira. Depois de trabalhar como repórter no jornal Última Hora e na revista Manchete, iniciou-se na TV na redação dos telejornais das TVs Rio e Excelsior - duas das grandes emissoras do eixo Rio-São Paulo nos anos 1960. A partir de 1985, ingressou na TV Educativa (hoje, TV Brasil) e, pelas mãos de Fernando Barbosa Lima, passou a dirigir por quase dez anos o programa de entrevistas Sem Censura, à época, com nítida audiência registrada pelo Ibope.

Na TV do Lula, desalojado do Sem Censura, Morel passou a dirigir Olhar e, no início do segundo mandato, Espaço Público, ambos programas de entrevistas, no ar a partir da meia-noite. Em setembro de 2008, no entanto, depois de duas décadas na TV Brasil (ex-TVE), o jornalista foi demitido sem nenhuma explicação. E também foi para o espaço o programa Espaço Público, o único a questionar problemas brasileiros sem o enfoque exclusivamente governista, ainda que subordinado à ótica de debatedores em geral comprometidos com a ortodoxia esquerdista.

Não se pode dizer que tenha sido expurgado da TV Brasil por ser profissional incompetente, petista dissidente ou mesmo um neoliberal tresmalhado. Filho do legendário repórter Edmar Morel (autor do livro-depoimento A Revolta da Chibata, apreciado, entre outros, por Luís Carlos Prestes), Mario Morel, ademais, escreveu Lula, o Metalúrgico - Anatomia de uma Liderança (Nova Fronteira, Rio, 1980, em 3ª edição), livro biográfico que, no seu devido tempo, ajudou o ex-operário a chegar à Presidência da República.

De fato, a demissão de Mario Morel é um enigma. Ele dá a entender que o Espaço Público, uma fenda na programação da casa, pode ter sido a razão de sua saída. Em declaração formal, partiu para a denúncia: "Fica cada vez mais claro que a TV Brasil é uma ?TV chapa-branca? a serviço do oficialismo da comunicação, objeto do deslumbramento de alguns diretores, cabide de emprego, sorvedouro de verbas públicas e área de manobra para empresas de comunicação do setor privado."

Na sua indignação, Morel, que antes imaginava a TV Brasil como uma possível "TV pública", conforme anúncio original de Lula, não faz jogo de palavras: "Os atuais dirigentes não são do ramo. Entre eles, ninguém nunca trabalhou numa emissora de televisão ou rádio. E ninguém tem experiência como dirigente de empresas. Criou-se ali um programa de debates, ?livre e independente?, chamado 3 a 1. O primeiro entrevistado foi o presidente Lula. Para a entrevista foi escalada a própria diretora de jornalismo de emissora."

Sobre quem manda hoje na TV Brasil Mario Morel faz revelações inusitadas: "Ela não é, como se diz por aí, a TV do Lula, mas, sim, a ?TV do La Peña?. La Peña é um jornalista dono de uma empresa de comunicação, a Monte Castelo, que atua nos bastidores através da diretora de jornalismo, Helena Chagas, e do presidente da Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), jornalista Arnaldo Jacob, ambos com estreitas e antigas relações com a empresa Monte Castelo. Nos corredores da TV, La Peña se intitula amigo e conselheiro do ministro de Comunicação Social, Franklin Martins."

Ao tecer suas considerações, pondera, em tom dedutivo, mas contundente: "A TV Brasil não será uma TV pública como Lula disse que desejava. Uma TV que demite um jornalista (Luiz Lobo, ex-editor-chefe da TV e ex-âncora do Repórter Brasil) que não aceita chamar de ?banco de dados? o ?dossiê? do governo federal contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que extingue Espaço Público, único programa a discutir problemas brasileiros com independência, uma TV que só atinge 52 municípios dos 5.565 do País e com menos de 1% de audiência não é uma TV pública, é um brinquedo que custa R$ 350 milhões dos cofres públicos. A TV do La Peña é cara."

De fato, segundo o Ibope, a audiência média (nacional) da TV Brasil, que era de 0,75%, caiu para 0,72% (cerca de 170 mil pessoas) na atual gestão. E custa quantia bem mais elevada aos cofres da viúva (leia-se bolso do contribuinte): além dos R$ 350 milhões mencionados, a empresa tem acesso a um fundo de produção do Ministério da Cultura da ordem de R$ 80 milhões, além de outros tantos milhões advindos do faustoso universo das verbas publicitárias das estatais e do governo - sob o controle da Secretaria de Comunicação Social, dirigida pelo ex-guerrilheiro e jornalista Franklin Martins, a quem em última instância a emissora está subordinada.

Por mais incrível que pareça, o principal problema da TV Brasil não se apresenta no ostensivo desperdício de dinheiro público, muito menos no oficialismo que tomou conta de seus informativos ou mesmo na sua redução a área de manobra para empresas de comunicação privadas, como acusa o jornalista demitido. O mais perigoso, ou daninho, em especial para a frágil democracia vigente no País, é a infiltração sistemática da ideologia terceiro-mundista que impera na sua programação, a vender, sempre, de forma subliminar ou direta, valores distorcidos, preconceitos da luta de classes e as inatingíveis promessas da "utopia" socialista.

Com efeito, como a justificar os índices vergonhosos de audiência, ali se cultivam, sem questionamentos, as ideias e imagens de um Guevara messiânico, as bravatas do chavismo bolivariano, as eternas louvaminhas ao democida Fidel Castro, responsável direto pela morte de 130 mil pessoas. Outro dia, reproduzindo programa de entrevista com o esloveno Slavoj Zizek, "filósofo do caos", o espectador tomou o choque de ouvir esse embusteiro cultural tecer considerações (alucinadas) sobre a positividade dos gulags soviéticos, sem que ninguém presente protestasse.

Quanto ao enigma da demissão de Morel, parece não haver neste caso enigma nenhum: ele apenas expressa, desde Lenin, a velha prática do poder esquerdista de devorar os próprios aliados.


Ipojuca Pontes é jornalista, cineasta e escritor, nasceu em Campina Grande, na Paraíba, e ao longo de sua carreira conquistou mais de trinta prêmios nacionais e internacionais. Foi também Secretário Nacional da Cultura no governo Fernando Collor de Mello.






Publicado no jornal " O Estado de S. Paulo" (Opinião).
Segunda-feira, 02 de março de 2009.



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Ministro sugere que famílias questionem Lei da Anistia – Jornal Zero Hora





A TV do Franklinstein, um "brinquedinho" caro.

Thursday, October 30, 2008

Este é "esperto", já está até "preservando" o pescoço para o seu "destino".
Da série: "DESTA VEZ, VAMOS FAZER A COISA CERTA!".

Foto: Paulo de Tarso Vannuchi, pseudoguerrilheiro, mas apenas um moleque-de-recados da ALN
e o seu "ponto de encontro", com 37 anos de atraso.

































A porta da rua é a serventia da casa
por Demóstenes Torres

O secretário especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, caso venha mesmo pedir demissão poderia aproveitar o tempo de folga para estudar um pouco os estatutos legais e rever os seus provectos conceitos. Vannuchi é um democrata simulado que não gosta da Constituição e pensa que o estado de direito é instrumento de amparo às suas convicções revanchistas.

Recentemente, em ato público contra a ditadura militar, teve arroubo de caçador de torturadores e declarou que garantiria de próprio punho o direito de defesa aos que agiram nos porões do regime de exceção. Agora, também publicamente, ameaça entregar o cargo ao presidente da República caso a Advocacia Geral da União (AGU) mantenha justamente a defesa do coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de comandar o DOI-Codi em ação movido pelo Ministério Público Federal.

Ocorre que, neste caso, a União se tornou ré na relação processual e cabe, por dever constitucional, à AGU defendê-la e com o argumento de sempre: a Lei de Anistia encerrou o assunto e ponto. Como não é possível rasgar a Carta de 1988 para satisfazer o capricho de Vannuchi, o natural é que ministro encontre a porta de saída do governo Lula. O contrário seria optar pelo crime de responsabilidade.

Vannuchi, em primeiro lugar, sustenta um absurdo jurídico do qual o próprio presidente da República, com muita razão, quer distância medida. Depois, a exoneração passa a ser um imperativo quando um subordinado chantageia em público o dono da caneta. Isto configura quebra explícita de confiança. O pior de tudo é que não há polêmica na matéria a não ser a própria vontade de Vannuchi de se cristianizar politicamente para encontrar alternativa honrosa à causa prescrita.

Particularmente acho pouca qualquer punição para infratores da lei, especialmente torturadores, e tenho repulsa total a qualquer arbitrariedade, mais ainda as cometidas pelo regime de 1964. Agora, também não posso concordar que pretendam, em nome de uma ancestralidade esquerdista, fulminar o ato jurídico perfeito consagrado pela Lei de Anistia. Revigorar um assunto tão bem pacificado no ordenamento legal e político do País é lançar mão do mesmo expediente de exceção daquele tempo.

Como isso trama contra a democracia, a demissão de Vannuchi terá até função educativa e pode ser o ponto de partida para o governo de uma vez por todas virar o disco e restaurar a sua autoridade. O presidente Lula precisa descer do muro e mostrar aos descontentes que a porta da rua é a serventia da casa.


Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador pelo DEM-GO.








Publicado no " Blog do Noblat".
Quarta-feira, 29 de outubro de 2008, 14h53.



Políticos e mafiosos – Ipojuca Pontes


Monday, May 19, 2008

Manda a fumaça do cachimbo pra cachola. Acende, puxa, prende, passa.
Maresia, sente a maresia, maresia, uuu... Sente a maresia!


































Os homens certos no lugar certo
por Olavo de Carvalho

Chamar o sr. Tarso Genro de terrorista e mentiroso, como o fez o deputado Jair Bolsonaro no memorável dia 15 de maio, é uma simples questão de rigor histórico.

Quanto ao primeiro desses qualificativos, o ministro, que participou ativamente de uma organização dedicada a atentados e homicídios – sob a desculpa de lutar contra uma ditadura que ele chamava de assassina mas colocando-se a serviço de outra ditadura incomparavelmente mais assassina, continua alardeando sua fidelidade ao marxismo, doutrina explicitamente terrorista. Por definição, o porta-voz de uma doutrina terrorista é terrorista, mesmo depois que a idade e as circunstâncias o dispensaram da parte mais grosseira e suja do serviço.

Se o sr. Genro afirma que as práticas terroristas já não se justificam no presente quadro, é manifesto que tem em vista a mera questão da oportunidade tática, excluindo in limine qualquer condenação moral ao terrorismo em si; e é igualmente claro que mesmo sua restrição tática só se aplica ao Brasil, não a outros países da América Latina, de vez que até o momento nem ele, nem o governo que ele representa, nem o partido que os colocou no poder abjuraram jamais da declaração de apoio aos métodos terroristas das Farc, assinada em 2002 no Foro de São Paulo pelo sr. Lula da Silva, declaração que, para cúmulo de cinismo, rotulava de "terrorista", isto sim, o combate movido contra a narcoguerrilha pelo Exército da Colômbia.

A qualificação de "ex-terrorista", que a mídia adotou para embelezar a folha corrida de indivíduos como o sr. Genro, é artificiosa e descabida como o seria a de "ex-assassino". Uma organização terrorista, por definição, não se compõe só dos paus-mandados que colocam bombas em locais onde elas inevitavelmente matarão transeuntes inocentes; nem só dos pistoleiros que armam tocaias para balear gente pelas costas; nem só dos heróicos assaltantes que, de metralhadora em punho, fazem tremer pálidas funcionárias de bancos. Uma organização terrorista é uma hierarquia camuflada e sutil que sobe desde esses bas-fonds até os altos postos da administração, da mídia e da diplomacia, de onde se estende sobre ela o manto protetor das meias-palavras e das desconversas, exatamente como os agentes políticos do Foro de São Paulo em Brasília fazem com as Farc, o MIR chileno e outras gangues de assassinos, seqüestradores e narcotraficantes. Se um soldado é dispensado da batalha, mas removido para posto administrativo, ele não foi para a reserva: está na ativa. Não é um ex-soldado, é um soldado. Se um terrorista já não tem de dar tiros e soltar bombas, mas continua mesclado à rede política que dá proteção ao terrorismo, não é um ex-terrorista: é um terrorista. Servindo ao governo do Foro de São Paulo, o sr. Genro é uma das peças fundamentais da mais imensa máquina terrorista que já existiu no continente. E é claro que por dentro ele se orgulha disso, desprezando e odiando aqueles que vêem aí algum motivo de desonra. Quando ele foi obrigado a ouvir calado as palavras verazes do deputado Bolsonaro, foi de cabeça baixa, mas não de vergonha, e sim de raiva, que ele se submeteu a esse humilhante ritual democrático do qual, como membro ilustre da Nomenklatura , estaria dispensado em Cuba ou na Coréia do Norte. E a raiva mal contida explodiu logo no dia seguinte, fazendo desabar sobre a pessoa do coronel Brilhante Ustra todo o insaciável desejo de vingança, todo o ressentimento insano que os terroristas de Brasília têm contra os militares que preferiram continuar servindo ao Brasil em vez de alistar-se nas tropas revolucionárias de Cuba.

Quanto ao qualificativo de mentiroso, qual outro caberia ao representante de um governo que, tentando ceder um Estado inteiro da Federação aos poderes internacionais, o faz não somente contornando como um ladrão furtivo a autoridade soberana do Congresso, mas usando como pretexto "científico" para a doação um laudo antropológico falso, assinado com nomes de pessoas que nem mesmo sabiam da sua existência?

O pronunciamento do deputado Bolsonaro só pecou por incompletude, que a brevidade explica. Primeiro, não é só o ministro Genro que é terrorista e mentiroso. O governo Lula está repleto deles. Segundo, esses indivíduos não são só terroristas e mentirosos: são traidores do Brasil, mercadores da soberania nacional. Subiram ao poder para doar Roraima aos globalistas, a Petrobrás à Bolívia, Itaipu ao Paraguai, as favelas do Rio às Farc e, por toda parte, terras produtivas à Via Campesina. Nenhum brasileiro lhes deve respeito. O simples fato de alguém como o general Heleno, o deputado Bolsonaro ou até um zé-ninguém como eu lhes dirigir a palavra já é honra que não merecem. Não digo que o lugar deles seja a cadeia, onde há delinqüentes recuperáveis. Nem o cemitério, onde repousam defuntos virtuosos. Nem o lixo, que pode ser reciclado. Não, não há no mundo um espaço apropriado para eles. Talvez somente o inferno os abrigasse. Foi por isso que criaram o Foro de São Paulo. Cada um deles é agora o homem certo no lugar certo.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no "Jornal Inconfidência".
Segunda-feira,19 de maio de 2008.



Música apológica à maconha.






Tuesday, August 14, 2007

Huuummm...Será que também fuma charuto?





































Depois de envenenar Anac, Dilma fala de "antídotos"
por Josias de Souza

O brasileiro vai, aos poucos, suprimindo de seus hábitos o ponto de exclamação. Espantosa época a nossa, em que se permite aos ministros fazer tudo e dizer qualquer coisa. Gestos e palavras nem sempre fazem nexo. Mas nada acontece. O absurdo adquiriu uma doce, arrebatadora, admirável naturalidade.

Veja-se o caso da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Ajudou a enfiar nos postos de direção da Anac um punhado de incompetentes. É parceira de Walfrido dos Mares Guia na articulação que acomodou o petista Milton Zuanazzi na poltrona de presidente da agência.

Dilma fez política numa área que reclamava rigores técnicos. Sobreveio o aerocaos. E a constatação de que, sob Lula, graças à esperteza dos ministros e à inapetência do Senado, a Anac convertera-se em descalabro.

Pois bem, em meio ao absurdo, Dilma leva à face um sorriso de aeromoça. E passa a discorrer sobre o futuro da Anac. Como se não tivesse nada a ver com o passado da encrenca. Nesta segunda-feira (13), a superministra defendeu, veja você, uma poda nos poderes das agências e a flexibilização dos mandatos fixos de seus gestores.

Ora, agências reguladoras, como o nome está a indicar, servem para “regular” e fiscalizar os setores econômicos sob sua alçada –no caso da Anac, o setor aéreo. Em tese, deveriam defender os interesses do consumidor. Seus gestores têm mandato justamente para que possam agir com desassombro, sem o receio de sofrer retaliações.

No caso da Anac, o problema está no uso político que se fez da agência, não nas normas que regem o seu funcionamento. O cargo público costuma ser feito pelo funcionário que o ocupa. Se a matéria-prima que a ministra ajudou a acomodar nas cadeiras da Anac não ajuda, é lícito que tente remediar o próprio erros. Mas a companheira Dilma deveria impor a si mesma uma penitência: para cada solução que apresentasse, faria pelo menos duas autocritícias.


Josias de Souza, nascido em 1962, é jornalista desde 1984. Trabalha na Folha de S.Paulo há 20 anos. Nesse período, ocupou diferentes funções, de repórter a Secretário de Redação do jornal. Hoje, é colunista da Folha. Publicou em 1994 o livro "A História Real" (Editora Ática), em co-autoria com Gilberto Dimenstein. O trabalho revela os bastidores da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2001, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".





Publicado no blog "Josias de Souza".
Segunda-Feira, 13 de agosto de 2007, 17h38.


 
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