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Thursday, October 30, 2008

Este é "esperto", já está até "preservando" o pescoço para o seu "destino".
Da série: "DESTA VEZ, VAMOS FAZER A COISA CERTA!".

Foto: Paulo de Tarso Vannuchi, pseudoguerrilheiro, mas apenas um moleque-de-recados da ALN
e o seu "ponto de encontro", com 37 anos de atraso.

































A porta da rua é a serventia da casa
por Demóstenes Torres

O secretário especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, caso venha mesmo pedir demissão poderia aproveitar o tempo de folga para estudar um pouco os estatutos legais e rever os seus provectos conceitos. Vannuchi é um democrata simulado que não gosta da Constituição e pensa que o estado de direito é instrumento de amparo às suas convicções revanchistas.

Recentemente, em ato público contra a ditadura militar, teve arroubo de caçador de torturadores e declarou que garantiria de próprio punho o direito de defesa aos que agiram nos porões do regime de exceção. Agora, também publicamente, ameaça entregar o cargo ao presidente da República caso a Advocacia Geral da União (AGU) mantenha justamente a defesa do coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de comandar o DOI-Codi em ação movido pelo Ministério Público Federal.

Ocorre que, neste caso, a União se tornou ré na relação processual e cabe, por dever constitucional, à AGU defendê-la e com o argumento de sempre: a Lei de Anistia encerrou o assunto e ponto. Como não é possível rasgar a Carta de 1988 para satisfazer o capricho de Vannuchi, o natural é que ministro encontre a porta de saída do governo Lula. O contrário seria optar pelo crime de responsabilidade.

Vannuchi, em primeiro lugar, sustenta um absurdo jurídico do qual o próprio presidente da República, com muita razão, quer distância medida. Depois, a exoneração passa a ser um imperativo quando um subordinado chantageia em público o dono da caneta. Isto configura quebra explícita de confiança. O pior de tudo é que não há polêmica na matéria a não ser a própria vontade de Vannuchi de se cristianizar politicamente para encontrar alternativa honrosa à causa prescrita.

Particularmente acho pouca qualquer punição para infratores da lei, especialmente torturadores, e tenho repulsa total a qualquer arbitrariedade, mais ainda as cometidas pelo regime de 1964. Agora, também não posso concordar que pretendam, em nome de uma ancestralidade esquerdista, fulminar o ato jurídico perfeito consagrado pela Lei de Anistia. Revigorar um assunto tão bem pacificado no ordenamento legal e político do País é lançar mão do mesmo expediente de exceção daquele tempo.

Como isso trama contra a democracia, a demissão de Vannuchi terá até função educativa e pode ser o ponto de partida para o governo de uma vez por todas virar o disco e restaurar a sua autoridade. O presidente Lula precisa descer do muro e mostrar aos descontentes que a porta da rua é a serventia da casa.


Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador pelo DEM-GO.








Publicado no " Blog do Noblat".
Quarta-feira, 29 de outubro de 2008, 14h53.



Políticos e mafiosos – Ipojuca Pontes


Sunday, July 27, 2008

O "golpe" do terceiro mandato continua em marcha.
"Eles" apenas, aguardam o momento oportuno. Não de iludam!










































A mosca azul e o terceiro mandato
por Wilson Figueiredo



O presidente Lula não poderia escolher pior momento para tirar da gaveta assuntos adiáveis e devolver ao debate a sovada reforma política. Começa que o plural seria mais adequado por serem várias as reformas sob a rubrica política. Os incomodados, os políticos, que se retirem se não gostarem. As reformas são exigência dos cidadãos e dos eleitores, sem os quais a democracia perde o sentido. A proposta de Lula pode ser também a maneira de descartá-las mais uma vez, depois que a discussão conflagrar as eternas divergências de fundo. A responsabilidade pelo insucesso recairá sobre a qualidade política nacional. Se foi proposital, Lula acertou na mosca azul, que responde pelo nome de terceiro mandato, recusado tanto pela veemência presidencial quanto pelo enraizamento da candidatura Dilma Rousseff e a exclusão dos demais pretendentes.O sucesso da operação foi conseqüência do empenho de Lula, a ponto de dar novo encaminhamento à sucessão. Ainda assim, urnas são também capazes de custar lágrimas e ranger de dentes mais adiante.

O propósito de renunciar com estardalhaço, passando por cima do PT, foi a maneira pessoal de Lula consolidar a solução, sem levar em conta a posição alternativa de Ciro Gomes. Sendo assim, na cota de imprevistos, a retomada da reforma política só pode ser útil a prazo curto. Suficiente apenas para alimentar o esgotado debate que a oposição recusará para não fornecer a moldura ao debate do terceiro mandato que ficou para trás, se tiverem sido para valer as palavras de Lula. O próximo problema será a ocupação política de todo o ano de 2009, mas sem ceder às pressões aos interessados no pronto início da campanha presidencial. A variedade de acordos regionais é fonte de atritos e velhas incompatibilidades municipais. Ainda bem que Lula, no caso do terceiro mandato, desarmou primeiro a oposição, mas não satisfez ao balaio de gatos acomodados na coalizão parlamentar.

A demora da reação indignada, por parte da oposição (se é que é mesmo), à proposta da reforma política, tem a esta altura o sinal fatídico de tempestade a caminho. Não faz sentido, do seu ponto de vista, regar de esperança enganosa um buquê de reformas apenas para enfeitar, por oportunismo, a democracia na hora em que seus piores costumes serão avivados na campanha de prefeitos e vereadores. Servirá apenas para confundir sentimentos e ressentimentos em prejuízo da democracia. Sob a poeira a ser levantada, o terceiro mandato pode surgir cabalisticamente como moeda de troca e solução de mais baixo custo (e não apenas custo) político. É dar marcha-à-ré sair pela tangente que nada tem a ver com o que neste momento separa governo e oposição, sem nada capaz de uni-los.

A teoria do mal menor está de sobreaviso. Desde que Luís XV fez o acordo com o dilúvio e ficou com a prioridade, o terceiro mandato pode ganhar respaldo inesperado ou favorecer novo entendimento acima das circunstâncias. A dificuldade de remover a recusa de Lula será, ironicamente, a última carta do jogo perigoso, e baixar sobre a mesa de negociação o terceiro mandato como peça de valor. Quando nada, para aliviar as costas presidenciais expostas na desastrada intromissão de Lula na Polícia Federal (primeiro, quando se derramou em elogios à prisão de poderosos, depois quando tomou o partido contra as algemas utilizadas sem fazer distinções). Ninguém entendeu e muitos suspeitam ainda de muito mais coisas, entre o céu e a terra, do que constou da vã apuração.

Não se espere muito da oposição, como tal entendidos os que desconfiam deste governo, se tiver de negociar com figuras administrativas. Politicamente, a banda larga (a governista) será orientada por um ex-social democrata que tirou a casaca para vestir o macacão do PT. Para entender-se com o próprio Lula, falta sotaque sindical à retórica oposicionista. O máximo que o PSDB e o DEM podem conseguir numa batalha em cima da mesa é inserir na hipótese do terceiro mandato um parágrafo único declarando-o optativo. Salva-se, ao menos, a face do presidente.

Com o passar do tempo, se nada der certo para preencher o vazio político por mais de 24 horas, o imprevisível terceiro mandato vai reaparecer. A oposição nem se arrisca a sair da toca desde que a incerteza ficou compatível com o pós-Lula. Ninguém sabe como será o dia seguinte, mas tudo faz crer que terá a ver com o que já está aí, sem antecedentes históricos suficientes para soluções de emergência. Nos áureos tempos, falsas soluções eram montadas por pensadores e executadas por mãos militares, mas os golpes de Estado se esgotaram. Já o terceiro mandato -- mesmo em remoto caráter optativo -- pode não estar embutido na reforma política, mas ficou com o rabo de fora. A ausência de crise não deixa de ser o disfarce da crise, da qual as sucessões presidenciais nunca abriram mão. Tendo sido, desde o primeiro presidente, a parteira da República, a crise só não mais faz cesarianas por falta de um César pleonástico e de um rio chamado Rubicão, que cruzou em cima da hora para entrarem juntos na História.


Wilson Figueiredo é jornalista com 63 anos de carreira. Trabalhou em inúmeros veículos, como a "Agência Meridional", "Folha de Minas", "Manchete", "Mundo Ilustrado" e "O Cruzeiro". Foi um dos principais colaboradores do "Jornal do Brasil", onde trabalhou por 47 anos.






Publicado no site "Opinião e Notícia".
Quinta-feira, 24 de julho de 2008.



Sociedade covarde e subordinada aos patifes da corrupção e aos escroques da política prostituída – Geraldo Almendra



O "golpe" do terceiro mandato continua em marcha. "Eles" apenas, aguardam o momento oportuno. Não de iludam!
 
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