Showing posts with label Colômbia. Show all posts
Showing posts with label Colômbia. Show all posts

Monday, November 23, 2009

VENEZUELA: NARCOESTADO-TERRORISTA.
BEM-VINDA AO MERCOSUL!










































Militantes islâmicos reforçam seu papel no comércio de drogas
por Claude Salhani com contribuição de Sara A. Carter de Washington

As rotas marítimas do Atlântico Sul tornaram-se a rota preferida dos traficantes de drogas desde a América Latina para a África Ocidental e para a África do Norte, onde a Al Qaeda e grupos relacionados, estão cada vez mais envolvidos no reembarque da droga para a Europa, disseram especialistas e agentes da inteligência antidrogas.

Um oficial da inteligência norte-americana no Oriente Médio disse que sua agência tinha obtido "relatórios muito preocupantes" da crescente cooperação entre os militantes islâmicos que operam na África do Norte e Ocidental com os chefões das drogas da América Latina. Devido a atenção dos EUA estar focalizada no Caribe e os países africanos carecerem de meios para vigiar suas regiões costeiras, resulta que a maioria das rotas marítimas do Atlântico Sul estão abertas à navegação ilegal, confirmou o mesmo.

"O Atlântico Sul, tornou-se uma espécie de mar sem dono", disse o funcionário, falando sob condição do anonimato devido à natureza de seu trabalho.

Um porta-voz da Drug Enforcement Agency (DEA) confirmou a nova rota.

"Os colombianos têm mudado seu modus operandi de enviar cocaína através do Caribe, pois viram uma oportunidade de vender cocaína na Europa, transportando a carga para a Venezuela e depois através do Atlântico Sul para a África e, posteriormente para a Espanha de onde será distribuída para toda a Europa", disse Michael Sanders, porta-voz da DEA ao The Washington Times. "Isso é o que estamos observando. É apenas uma relocalização. Esse é o caminho que estamos monitorando, na maior parte do tempo".

O The Washington Times relatou em março que o Hesbolah, o grupo xiita libanês apoiado pelo Irã, está profundamente envolvido no tráfico de drogas. Cada vez mais, no entanto, grupos sunitas ligados à Al Qaeda também se transformam em traficantes de drogas para financiar suas organizações, dizem os especialistas.

"É uma arma contra os infiéis no Ocidente", disse Chris Brown, pesquisador sênior associado ao Instituto Potomac adjacente à Washington. "Enquanto o alvo do tráfico de drogas forem os infiéis, eles não vêem problemas em fazer isso."

As preocupações estão centradas em grupos como a Al Qaeda na região do Magrebe* (AQIM - Al Qaeda in the Islamic Maghreb), que opera principalmente no Marrocos, Argélia e Tunísia. Autoridades norte-africanas disseram que temem que o intuito da AQIM seja acumular grandes somas em dinheiro provenientes do tráfico de drogas, para posteriormente fazer uso do mesmo no financiamento de ataques com o objetivo de afugentar o turismo e desse modo abalar as economias daqueles países, para finalmente deporem os seculares regimes locais.

Grande parte do tráfico de drogas passa pela Venezuela, disse Jaime Daremblum, diretor do Centro para Estudos Latino-Americanos do Hudson Institute e ex-embaixador da Costa Rica para os Estados Unidos.

"Caracas se tornou a meca do narcotráfico", disse ele.

As drogas produzidas na Colômbia e no Peru passam através da Venezuela a caminho da África e depois são transbordadas para os mercados europeus, dizem os especialistas antidrogas. A guerrilha das FARC, que visa desestabilizar o governo da Colômbia, está envolvida e tem ligações com os islâmicos no norte da África, afirmaram eles.

"A maioria das drogas que estão disponíveis na Espanha são provenientes da Venezuela", disse o Sr. Daremblum.

O embaixador da Venezuela em Washington, Bernardo Alvarez disse que o governo do presidente venezuelano Hugo Chávez não tem nada a ver com o tráfico e luta ativamente contra ele.

"Não se esqueça que a Venezuela está no meio do caminho, entre o maior produtor de drogas da região (a Colômbia) e os maiores consumidores das mesmas (os EUA)", disse Alvarez, via e-mail. Responsabilizar a Venezuela, "seria como dizer que o governo dos EUA abençoam o tráfico de armas para o México, considerando-se que cerca de noventa por cento das armas apreendidas no México são procedentes dos EUA."

O embaixador acrescentou ainda, que "a Venezuela tem adotado uma estratégia global antidrogas que inclui prevenção, apreensões, detenções, extradições dos criminosos, a destruição de pistas de pouso clandestinas e o controle das possíveis rotas de tráfico".

"A Venezuela tem acordos de cooperação antidrogas com 37 países, incluindo França, Espanha e Portugal. A luta da Venezuela contra o tráfico tem sido reconhecida e elogiada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e até mesmo pela Organização Internacional de Polícia Criminal."

Michael Shifter, vice-presidente para assuntos políticos do Diálogo Interamericano, um centro de análises políticas em Washington com atuação em toda a América Latina, disse: "A Venezuela é o principal ponto de transbordo das drogas", porém, acrescentou que o problema é complexo.

"Os traficantes de droga estão fazendo um piquenique", disse ele. "As FARC estão claramente envolvidas, mas há muitos outros atores."

Os funcionários da inteligência e outros especialistas, dizem que alguns dos acordos entre os grupos islâmicos e os narcotrficantes são acertados na Guiné-Bissau, país localizado no oeste da África, uma ex-colônia Portuguesa onde a corrupção se desenvolve sem controle.

Num relatório recente, o International Crisis Group (ICG) disse que há "um risco real da Guiné-Bissau tornar-se o primeiro narcoestado da África".

O ICG, é um "think tank" (catalizador de idéias) com sede em Washington e Bruxelas, que se concentra nas análises de campo e na sensibilização a fim de evitar e resolver conflitos letais, acrescentou que "na ausência efetiva do Estado e das estruturas de segurança, o país tornou-se um ponto de trânsito fundamental para o tráfico de drogas entre a América Latina e a Europa."

Um oficial de inteligência para o Oriente Médio, disse que a CIA tenta controlar o tráfico, mas não poderá detê-lo em um país onde os islâmicos e os traficantes compram sua impunidade através do pagamento de pesados subornos aos funcionários locais.

O oficial sugeriu que deveria ser criado um centro de monitoramento conjunto para coordenar dados dos embarques e do espaço aéreo em ambos os lados do Atlântico Sul.

"Se os sul-americanos tiverem conhecimento de um navio ou avião dirigindo-se para a África, eles poderiam nos informar, e nós o acompanharíamos daqui", completou o oficial.

Sanders da DEA disse que sua organização "sabe que há grupos extremistas na África Ocidental, mas no momento não sabemos se eles estão desempenhando alguma função tráfico de drogas".

(*) A União do Magrebe Árabe (UMA) foi criada em 17 de fevereiro de 1989, através do Tratado de Marrakech. Os Estados-membros são: Argélia, Tunísia, Líbia, Marrocos e Mauritânia.


Publicado no jornal "The Washington Times".
Terça-feira, 17 de novembro de 2009.







HORA DO VÔMITO! NÃO ESQUEÇA DO "SAQUINHO"






Wednesday, October 15, 2008

PRESIDENTE URIBE: AGORA É A VEZ DA COLÔMBIA.
NÃO VACILE, ELIMINE-OS SEM A MÍNIMA PIEDADE!

AS FOTOS FALAM POR SI MESMAS.
O QUE AS PESSOAS NÃO ENTENDERAM AINDA, É QUE: SERÃO "ELES" OU "NÓS", DECIDAM!

Fotos: © Agência EFE





















BRASILOFOBIA URGENTE: CRISE FAZ SUBIR O PREÇO DA MELANCIA





































CCJ triplica soldo de generais

A CCJ da Câmara aprovou proposta de emenda constitucional que estabelece o salário de generais das Forças Armadas em 95% do de ministros do Superior Tribunal Militar, elevando os soldos de R$ 7.143 para R$ 22.111. (Globo)

"Com aumento salarial eles não reclamam" - (GBMF)

Publicado no "DOIS EM CENA" – 16/10/2008 – 6h01.



GRANDE GIANNETTI!

Inperdível entrevista do economista, filósofo e professor Eduardo Giannetti da Fonseca à FOLHA ONLINE, sobre a atual crise financeira mundial.

"O mercado financeiro, que parecia seguro, se desequilibrou. Quem se acostumou a ganhar sempre, passou a vender desesperadamente seus ativos. O mundo vinha caminhando em cima de uma tábua estreita, avançando, e todos acreditavam que enriqueciam cada vez mais. De repente, as pessoas se deram conta de que a tábua está suspensa no abismo, e elas se sentiram inseguras, incertas e perderam o equilíbrio."




Publicado no blog "JOSIAS DE SOUZA" – 16/10/2008 – 16h33.



O APOCALIPSE ESTÁ CADA VEZ MAIS PRÓXIMO!

A Sangre Fría – Rafael Poleo



Saturday, August 02, 2008

Presidente Uribe, após tocar a "pata do tinhoso", convém lavar as
mãos com água-benta.































O PERIGO DA ALIENAÇÃO
por José Nivaldo Cordeiro

Um dileto amigo perguntou-me ontem se os loucos não seríamos nós, aqueles que olhamos a cena política brasileira e apontamos o estado de manicômio em que ela se encontra. Afinal, os revolucionários estão se dando muito bem, ganham honrarias e dinheiro, exercem o poder de Estado, manejam enormes verbas em empresas privadas que dependem do governo, atravessam os oceanos para falar em nome de todos os brasileiros. Nadam de braçadas, como se diz na gíria. Quem está fora do festim seria o idiota e o louco, vez que as oportunidades todas estão fechadas para si. Um exemplo acabado dessa verdadeira exclusão social é o filósofo Olavo de Carvalho, um dos primeiros a apontar a demência coletiva nunca vista antes nesse país. Olavo perdeu os empregos, a renda e até mesmo a condição de residir no Brasil. De certo modo está a amargar o exílio, algo bastante doloroso para quem tem amor à pátria.

O lado bom da história do Olavo é que ele pôs entre si e o manicômio chamado Brasil uma distância higiênica, que aqueles que continuam aqui não têm como fazer. Resta-nos continuar a anunciar periodicamente que o estado de loucura tem aumentado, funcionando qual sentinelas a medir a vazão de um leito de um rio que passa por uma enchente. "A água ganhou mais um metro e está subindo". Enchente, bem o sabemos, não poupa ninguém. Na proporção tsunâmica que estamos a ver leva-nos a esperar uma catástrofe do tamanho daquelas citadas nas passagens bíblicas, algo como a que deu origem à Arca de Noé.

Claro, dar-se bem individualmente nessa situação não é apenas alienar a alma (enlouquecer), mas também renunciar a uma existência moral. Fazer tudo que o partido mandar é a regra de ouro. Não mais ter vontade própria, nem compromisso com a família, a tradição e a verdade. Não mais ter individualidade, fazer apenas o que manda o partido. Algo assim como nos tempos de Hitler e de Lênin e demais assemelhados históricos, a exemplo de Fidel Castro na sua Ilha-prisão.

Além de loucos são imorais, os revolucionários. Sem qualquer limite. Sem eira nem beira. Cabe aqui rememorar a bela citação que Voegelin fez no preâmbulo de seu livro A NOVA CIÊNCIA DA POLÍTICA: "A posteridade poderá saber que não deixamos, pelo silêncio negligente, que as coisas se passassem como num sonho." A frase, de Richard Hooker, terá sido o testemunho mais perspicaz daqueles tempos loucos da Reforma na Inglaterra. Os brasileiros terão, ao menos, os livros de Olavo de Carvalho e de Bruno Tolentino, esses dois gigantes que não se deixaram enlouquecer e nem abandonaram a arena e nem venderam a alma por algumas moedas de prata. Não se calaram, não comungaram do silêncio cúmplice. Temos os nosso Hookers, se é que serve de consolo.

Ontem eu lia, ainda uma vez, o livro de Ortega y Gasset MEDITACIONES DEL QUIXOTE. Nos últimos artigos que escrevi sublinhei que Voegelin chamou a atenção para a segunda realidade que é criada pelos dementes revolucionários. Voegelin o fez muito didaticamente, se se quiser, sinteticamente, citando Dom Quixote como um exemplo acabado de alienação. Ortega, um espanhol diante do grande mestre da língua-mãe, investigou o fenômeno bem mais a fundo. Demonstrou que tudo começa na Renascença, quando os europeus decidiram se descolar do real. O gênero romance é o mais adequado para dar conta dessa situação fantástica e a obra de Cervantes é precisamente aquela que o inaugurará. Não terá sido uma mera coincidência.

Ortega mostra como a segunda realidade se coloca e os homens modernos simplesmente se recusam a ver moinhos de vento quando querem enxergar gigantes no seu lugar. Nenhum Sancho Pança será capaz de enfiar a realidade como ela é na cabeça do louco voluntário.

Alguém poderia inquirir: "Por que se incomodar com os loucos? Deixemo-los à sua loucura". Ora, se a questão fosse assim tão simples, não haveria problema algum. O ponto é que os loucos querem se tornar governantes, o que de fato tornam-se, e, a partir do poder, querem moldar os homens à sua loucura. A isso se chamou de engenharia social, cujo nome mais conhecido é socialismo. Meu caro leitor, quantos eleitores socialistas você conhece? Quantos políticos socialistas você conhece? Quantos governantes socialistas você conhece? Pois bem, todos eles são malucos de pedra e querem o poder para, loucamente, governar o Brasil. O caso mais trágico de loucura levada à forma de governo foi o da ex-URSS. O mais espetacular o de Hitler. Custaram milhões de mortos. Estamos a ver agora o caso venezuelano (acabei de ler na internet que Chávez vai estatizar o banco Santander). E também o brasileiro. Quantos milhões de indivíduos foram sacrificados em nome dessa loucura socialista? Quantos mais serão?

Acabei de ler no site do UOL também que os mais destacados membros do governo Lula estão citados no computador do terrorista Raúl Reyes, morto em boa hora pela Forças Armadas da Colômbia. Ministros, deputados, a alta hierarquia do PT, todo mundo, direta ou indiretamente citados como cúmplices e colaboradores das FARC, o que torna nossos governantes cúmplices de terrorismo, seqüestro, tráfico de drogas e tudo aquilo que as FARC têm praticado. Numa palavra, é uma perfeita loucura, é como se tivéssemos um governo delinqüente.

Governar de forma demencial tem conseqüências dramáticas, como a destruição da economia, a transformação do sistema jurídico em uma prisão e as forças do Estado numa ameaça perene contra as pessoas, em virtude da criminalização das banalidades da vida. E trás também a guerra. Se, de fato, a responsabilidade dos membros do PT for tudo isso que diz o UOL há um risco até de conflito armado com a Colômbia, o que equivale a um conflito com os EUA. Alguém poderia me dizer se não é a mais arrematada loucura, esta hipótese? Pois é disso que estamos falando. Não nos esqueçamos do recente bombardeio ao acampamento das FARC no Equador, precisamente para matar Raúl Reyes.

Não devemos subestimar o assunto e rir-nos nervosamente, virando para o lado da tela do computador a nossa vista, a modo de esquecer. De te fabula narratur. Ninguém escapará de ser cobrado pela cumplicidade, ainda que esta tenha a forma de um mísero voto, um voto como aqueles que elegeram Hitler.


José Nivaldo Cordeiro: "Quem sou eu? Sou cristão, liberal e democrata. Abomino todas as formas de tiranias e de coletivismos. Acredito que a Verdade veio com a Revelação e que a vida é uma totalidade, não podendo ser cindida em departamentos estanques. Abomino qualquer intervenção do Estado na vida das pessoas e na economia, além do imprescindível para manter a ordem pública. Acredito que a liberdade é um bem que se conquista cotidianamente, pelo esforço individual, e que os seus inimigos estão sempre a postos para destruí-la. Preservá-la é manter-se vigilante e sempre disposto a lutar, a combater o bom combate. Acredito que riqueza e prosperidade só podem vir mediante o esforço individual de trabalhar. Fora disso, é sair do bom caminho, é mergulhar na escuridão da mentira e das falsas promessas".


José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP e editor do site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado". E-mail: nivaldocordeiro@yahoo.com.br

Publicado no site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado".
Quinta-feira, 31 de julho de 2008.



DESABAFO DE MILITAR – Major Frederico Ramos Pereira



Presidente Uribe, após tocar a "pata do tinhoso", convém lavar as mãos com água-benta.

Sunday, July 06, 2008

Os grandes vitoriosos e os desprezíveis derrotados de sempre.











































Na hora da vitória, Ingrid demonstrou o equilíbrio que falta a Chávez
por William Waack

Foi impressionante a capacidade de articulação política de Ingrid Betancourt no momento da vitória. Indagada por jornalistas sobre as tentativas de mediação de Chávez – nas quais o presidente venezuelano empenhou-se em dar ao bando narco guerrilheiro o status de respeitável força política – a ex-sequestrada demonstrou extraordinário equilíbrio (que falta a Chávez). E fuzilou:

"Chávez é um importante aliado (na causa da libertação de reféns). Mas sob uma condição: a de respeitar a democracia colombiana. Os colombianos elegeram Uribe, e não as Farc."

As Farc só não perderam totalmente a guerra ainda devido à ajuda que encontram em território de países vizinhos.

Especialmente a Venezuela. Ficaram nesta quarta feira (2) sem sua principal arma, que era o escudo humano proporcionado por dezenas de reféns. Sua derrocada militar é evidente. Mais clara agora é a desmoralização política.

Álvaro Uribe deu uma lição espetacular do uso de pressão militar e política. Os fatos se impuseram de maneira muito rápida aos que repetiram – alheios à realidade – que não havia solução militar para o conflito. Havia, sim. Desde que respeitada a principal lição: a de que operações militares só fazem sentido se estiverem dentro de uma clara condução política.

O governo colombiano aprendeu brilhantemente a lição do começo da década, quando mantinha um vasto território desmilitarizado, no qual as Farc se reagrupavam, descansavam, treinavam, mantinham reféns e, como eu mesmo pude comprovar, como repórter, cultivavam folha de coca, produziam a pasta básica e a vendiam adiante.

É óbvio que a ofensiva militar encurralou os guerrilheiros, mas o principal mérito dos golpes aplicados às Farc é político. É o fato de que uma imensa maioria dos colombianos apoiou a política do presidente. Ou é para esquecer o impressionante protesto anti-Farc no final do ano passado?

Alguns formuladores de política externa em Brasília devem ter ficado constrangidos. Participaram de uma palhaçada circense encenada por Chávez, no ano passado, para libertar os reféns hoje resgatados por uma brilhante operação militar. E, involuntariamente, apoiaram hoje a política "militarista" de Uribe. O chanceler brasileiro declarou na noite de quarta feira que, agora enfraquecidas, as Farc talvez topem negociar de verdade.

Ou seja: a pressão militar é que levará o que sobrou dos narco guerrilheiros à negociação.


William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.



Publicado no Portal G1.
Quinta-feira, 03 de julho de 2008, 07h37.




A "MESA REDENTORA"???

Em 1964 os militares construíram uma "mesa" com quatro "pés", como devem ter todas as mesas que se prezem. Os "pés" da "mesa" dos militares eram representados pela Igreja Católica, pelo Judiciário, pelos Bancos e pelo Sr. Roberto Marinho (depois Rede Globo). Em cima da "mesa", os militares, embaixo os comunistas e todos os chamados inimigos da Pátria.

E hoje? A "mesa" continua com a mesma estrutura, agora já não sustentada por "pés", mas por "patas", ou seja: A Igreja, não mais a Católica e sim a da "libertação" associada a do "reino do demônio", o mesmo Judiciário, composto como naquela época de uma maioria de juízes despreparados, despóticos e venais, os Bancos, com a mesma sanha agiotista de sempre e a Rede Globo, agora com os rebentos do Sr. Marinho mercenariamente a serviço dos poderosos de plantão.

Quem está agora em cima da "mesa"? Os perdedores de 1964, os comunistas e os tais inimigos da Pátria.

Embaixo da "mesa" os militares. E ao que tudo indica os militares do presente, não têm a honradez e a coragem inerentes àqueles de 64 para doravante desmontarem a "mesa" e extinguirem de uma vez por todas com os que estão ou já estiveram por cima da "mesa" nos últimos e infelizes tempos para os verdadeiros brasileiros. Até quando?
Bootlead





CONTESTAÇÕES ÀS INJÚRIAS E DIFAMAÇÕES CONTRA MIM – Cel Ustra




Friday, May 30, 2008

UNASUR-UBA CUCARACHA




A NATIMORTA UNASUL
por Maria Lucia Victor Barbosa

A constituição da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) foi mais um fiasco retumbante da política externa brasileira. Gerado pelo Itamaraty, o organismo sub-regional tem as digitais do chanceler de fato, Marco Aurélio Garcia, o que é suficiente para conduzir qualquer projeto ao fracasso. E, sem dúvida, pode-se dizer que a Casa, nome anterior do bloco que foi rejeitado e ridicularizado por Hugo Chávez, caiu.

Vários presidentes sul-americanos consideram, apropriadamente, que a Unasul é apenas mais um foro de discussão. O presidente do Uruguai, Tabaré Vazquez, nem se deu ao trabalho de comparecer à reunião de constituição. O presidente do Peru, Alan Garcia, foi embora assim que assinou o ato constitutivo. O secretário-executivo já escolhido da Unasul, o ex-presidente do Equador, Rodrigo Boria, renunciou ao cargo por não querer se comprometer com uma espécie de "academia de debates". E o que é mais desmoralizante para o governo brasileiro: o Conselho Sul-Americano de Defesa, tão acalentado pelo ministro Nelson Jobim, e que deveria ter adquirido vida jurídica durante a reunião da cúpula, não foi aceito pela Colômbia e encontrou resistência entre os demais presidentes. Para não ficar muito feio a presidente do Chile, Michele Bachelet, propôs a criação de um grupo de trabalho para estudar o Conselho, tática sintomática quando não se quer resolver um assunto.

Naturalmente o discurso de abertura da reunião, lido pelo pai da Unasul, presidente Lula da Silva, soou com aquele inconfundível toque de megalomania tão característico das falas presidenciais. Disse nosso mandatário supremo: "Uma América do Sul Unida mexerá com o tabuleiro do poder no mundo".

Será esse outro mundo sul-americano possível? A retórica do presidente brasileiro pode agradar, enaltecer, massagear egos nacionalistas, mas esconde dura realidade. Primeiro porque a América do Sul não tem poder nem militar nem econômico para mexer com o tabuleiro do mundo. Segundo porque a Unasul não terá capacidade de promover a pretendida união uma vez que os países que formam o bloco têm direções diferentes de acordo com suas necessidades ou mesmo posições irreconciliáveis. São os seguintes os doze países que constituem o bloco: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai, Venezuela.

No tocante ao Brasil e seus vizinhos cabe lembrar o que afirmou em sua magistral obra, "Do bom selvagem ao bom revolucionário", o escritor e jornalista venezuelano, Carlos Rangel:

"Todo hispano-americano sabe bem que quando encontra um brasileiro está diante dele, não ao lado dele, que um e outro têm acerca do mundo pontos de vista diferentes, se não opostos". "Pode-se dizer que existem pontos comuns, afinidades, um parentesco entre o Brasil e a América Espanhola, mas suas diferenças levam de vencida suas afinidades se tivermos em conta, além disso, a espetacular consolidação do Brasil numa única e gigantesca nação que toca em todos os outros países da América do Sul à exceção do Equador e do Chile, particularidade que contrasta com a fragmentação da América Espanhola em múltiplas parcelas".

Aí está uma das maiores causas da inexistência de maior afinidade entre o Brasil e os demais vizinhos de origem espanhola: somos grandes demais, fortes demais e, como os Estados Unidos, causamos um misto de inveja e temor. É sintomático que recentemente tenhamos sido chamados de imperialistas na Bolívia e no Paraguai, sendo que no Paraguai nossa bandeira foi queimada. Algo que não foi mostrado nas TVs como seria se fosse a bandeira norte-americana.

Ainda assim, ou mesmo por isso, em que pese o enorme prejuízo dado ao Brasil pela Bolívia, as recentes hostilidades paraguaias, as imposições comerciais da Argentina, as queixas do Uruguai com relação ao tratamento que é dado no Mercosul a este país, pelo Brasil, o governo petista tenta impor Lula da Silva como o grande líder sul-americano, o irmão magnânimo capaz de eliminar a "influência nefasta" dos norte-americanos.

Desse modo, o Conselho Sul-Americano de Defesa, na verdade, uma aliança militar sub-regional que muito interessaria a Hugo Chávez, substituiria a Organização dos Estados Americanos (OEA) na solução de conflitos localizados.

Bem fez o presidente Uribe, da Colômbia, ao não aceitar o Conselho de Defesa. Como observou o sociólogo Demétrio Magnoli, "como pretender que a Colômbia se incorpore a um Conselho de Defesa incapaz de pronunciar uma condenação incondicional das Farc?". (O Estado de S. Paulo, 29/05/2008). E bem agora quando o competente presidente Uribe está prestes a derrotar os narcoterroristas, como demonstram as mortes dos principais chefes do bando de celerados.

Como diz o ditado, há males que vêm para bem. Que a Unasul seja mesmo uma academia para tomar chá e fazer turismo. Caso contrário servirá não aos interesses do Brasil ou da América do Sul, mas do esperto Hugo Chávez, o verdadeiro senhor da "Casa".


Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem" e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido".
E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Enviado por Maria Lucia Victor Barbosa.
Sexta-feira, 30 de maio de 2008, 11h52.





A hora e a vez dos ideólogos – Demétrio Magnoli

Thursday, May 29, 2008

UNASUL = União das Nações que Apoiam Seqüestradores, Usurpadores e Ladrões.

Foto: Futura reunião de cúpula de presidentes membros da Unasul.









































A hora e a vez dos ideólogos
por Demétrio Magnoli

O Conselho Sul-Americano de Defesa pode aspirar a um lugar de honra nos manuais de relações internacionais, como caso exemplar para estudo de uma política externa emparedada entre o imperativo do interesse nacional e os delírios ideológicos de uma esquerda que não aprende nada. Numa declaração contaminada pelo cinismo, Lula registrou que, "dos 12 países, apenas a Colômbia colocou objeção". Não seria porque, em seu esforço para derrotar as Farc, o Estado colombiano conta com o apoio dos EUA, mas enfrenta a hostilidade explícita da Venezuela e do Equador?

O interesse nacional brasileiro consiste em promover a estabilidade no entorno sul-americano. A Organização dos Estados Americanos (OEA), atravessada pela disparidade de poder entre os EUA e os demais Estados, não deveria ser um obstáculo à constituição de um órgão de segurança regional na América do Sul. Mas um órgão assim só pode existir com base no respeito à soberania dos Estados democráticos da região. Como pretender que a Colômbia se incorpore a um Conselho de Defesa incapaz de pronunciar uma condenação incondicional das Farc?

Politicamente, as Farc morreram quando, numa seqüência de ações terroristas, destruíram o processo de paz impulsionado pelo ex-presidente Andrés Pastrana entre 1998 e 2002. A eleição de Álvaro Uribe, sobre a plataforma de derrotar militarmente a guerrilha, representou uma decisão nacional. O governo Uribe prometeu desmantelar os grupos paramilitares de direita e está cumprindo o compromisso. Os golpes assestados pelo Exército eliminaram a capacidade de combate da guerrilha e a promessa de liberdade para os guerrilheiros que renunciarem às armas provoca fraturas generalizadas entre os insurgentes. As Farc só podem ser salvas pela interferência externa.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, crismou as Farc como um "movimento bolivariano" e se entregou a uma operação de socorro que se utiliza dos reféns para chantagear a Colômbia. A meta do caudilho é intercambiar a liberdade dos reféns pelo reconhecimento das Farc como parte beligerante. Nessa hipótese, o grupo conservaria suas armas e sua liberdade de ação enquanto os colombianos, contra a vontade que exprimiram em duas eleições sucessivas, seriam submetidos novamente a supostas negociações de paz. O entusiasmo chavista pelo Conselho de Defesa só pode ser compreendido à luz do que se passa na selva colombiana.

"O plano de Bolívar, quando regressou do Panamá, era formar uma aliança não só econômica e política, mas militar também, para nos defender e para assegurar nossa independência do imperialismo, do neoimperialismo e das guerras preventivas". Na visão de Chávez, o Conselho de Defesa é o embrião de uma aliança estratégica e de um exército regional destinados a prover segurança contra os EUA. Essa concepção se inspira nas teses do sociólogo alemão Heinz Dieterich, confidente do presidente da Venezuela até o fracassado referendo constitucional do ano passado, que imaginou a construção de um "bloco militar de poder latino-americano" sob a liderança do próprio Chávez.

Na forma sem conteúdo aventada pelo Brasil, o Conselho de Defesa não tem cérebro nem músculos - será, unicamente, um foro consultivo de debates, algo como uma antecâmara da OEA. Chávez aceita começar com tão pouco, pois sua prioridade tática é tecer uma articulação regional que isole a Colômbia, propiciando caminhos para evitar a iminente derrota das Farc.

A voz do venezuelano já se converteu numa ordem de comando para os partidos da esquerda stalinista latino-americana. Na declaração da reunião do Foro de São Paulo, encerrada no domingo em Montevidéu, está escrito: "Introduziu-se na região o conceito de guerra preventiva e aumentou-se a militarização em uma situação inédita comandada pelos EUA, que utiliza o governo da Colômbia como ponte". O documento, plenamente alinhado à operação de salvamento chavista, recomenda "aumentar os esforços para conseguir uma saída negociada para o conflito armado". No fim do encontro, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, expressou seu profundo pesar pela morte de Manuel Marulanda, o Tirofijo, chefão das Farc.

Desde Rio Branco a política externa brasileira adquiriu um perfil de política de Estado, elevando-se quase sempre acima do jogo político doméstico. No governo Lula, contudo, a pressão crescente dos ideólogos ameaça a paliçada que protege o interesse nacional. Em razão dos laços estreitos que ligam o PT ao castrismo e da emergência do chavismo, a ofensiva ideológica tem intensidade singular no domínio crucial da política para a América do Sul. O espectro da falência das Farc destruiu um equilíbrio precário no núcleo decisório da política externa brasileira.

Quando Chávez mediava a libertação dos reféns, o assessor presidencial Marco Aurélio Garcia declarou que o Brasil se mantém "neutro" diante do conflito colombiano. Logo depois, na hora do ataque à base do chefe guerrilheiro Raúl Reyes, Garcia tentou alinhar o Brasil à Venezuela e forçar uma condenação em bloco da Colômbia, mas foi afastado de cena pelo Planalto, que transferiu o comando diplomático para o Itamaraty. A tensão filtra-se no governo e no aparelho petista. O ministro do Exterior, Celso Amorim, rebelou-se contra a idéia de conferir às Farc um estatuto político, enquanto o senador Aloizio Mercadante ergueu a voz para sugerir uma condenação incondicional à guerrilha degenerada.

Agora os ideólogos voltam à carga. Diante das informações encontradas no computador de Reyes que atestam o apoio político e material da Venezuela às Farc, o Brasil conserva um silêncio oficial ignóbil. Simultaneamente, o PT eleva o tom da campanha de propaganda contra a Colômbia e o Conselho de Defesa vai sendo preenchido com os conteúdos que interessam a Caracas. Pagaremos caro pelo erro de brincar com os princípios permanentes de nossa política externa.


Demétrio Magnoli é graduado em Ciências Sociais e Doutor em Geografia Humana pela FFLCH-USP, editor da publicação Mundo - Geografia e Política Internacional, assina coluna semanal na Folha de S. Paulo e integra o GACINT - Grupo de Análises de Conjuntura Internacional da USP. Autor e co-autor de vários livros nas áreas de Geografia, Conjuntura Internacional, História Contemporânea, tais quais: " O Que é Geopolítica", "Da Guerra Fria à Detènte" e "O Mundo Contemporâneo", entre outros, além ministrar palestras e colaborar em diversos órgãos da mídia.
E-mail: demetrio.magnoli@terra.com.br




Publicado no jornal " O Estado de S. Paulo".
Quinta-feira, 29 de maio de 2008.





O germe do autoritarismo – Ricardo Noblat

Friday, March 07, 2008

Atenção, "meninos" e "meninas": O "PICNIC" ACABOU!



























Click AQUI e veja o vídeo da bem sucedida Operação Fênix do Exército Colombiano, que fulminou com o acampamento das FARC acoitado no Equador.


OEA reflete vitórias colombianas contra as Farc
por William Waack

O único treinamento das Farc do qual participei como repórter, filmando uma série para o Jornal Nacional, em 2001, era, claro, um show para a TV. Como outros jornalistas, pude estar (autorizado pelo comando das Farc) na zona desmilitarizada que o então governo colombiano havia estabelecido numa região central do país. Era uma espécie de parque temático da guerrilha, com acampamento modelo, discursos políticos, escola para camponeses, etc – bem distante da realidade nas frentes de combate, conforme pude constatar na mesma viagem.

Mesmo num show para a câmera de TV (guerrilheiros avançando e recuando em colunas, táticas de infiltração e cerco, exercícios de ordem unida) dava para se notar que o principal problema de combate das Farc, como de qualquer unidade militar, era manter sua gente apta… a combater. O maior número de baixas da organização, explicava-me o comandante Joaquin Gómez, que agora ocupa o lugar de Raúl Reyes como segundo do grupo narco-guerrilheiro, devia-se a doenças no pé.

De fato, os pés de um combatente naquela região da selva nunca secam, principalmente se ele usar calçados de couro. Em uma semana uma picada de inseto transforma-se numa bicheira. Em quinze dias o combatente não tem mais condições de andar. Para grupos de 12 guerrilheiros que precisam estar em constante movimentação, é um problema fundamental (depressa as Farc descobriram que é muito melhor mover-se com botas de borracha de cano alto, uma medida copiada até pelas tropas de elite “ranger” do Exército colombiano).

Outro problema grave para os guerrilheiros, facilmente constatável naquele show de treinamento: comunicações. Os rádios das Farc eram aparelhos comuns, de alcance limitado por montanhas e que precisavam de baterias recarregadas todo dia. E facilmente rastreáveis por qualquer um que tenha equipamento similar (um “walkie talkie” que se compra em qualquer loja). E que distância percorre um guerrilheiro com todo equipamento (mantimentos para 3 dias, arma e munição), perguntei ao comandante Gómez. “Depende”, disse ele, “tipicamente uns 20 quilômetros por noite”.

Um garimpeiro na Amazônia consegue “varar” (como eles dizem para andar a pé) uns 200 quilômetros de floresta em menos de uma semana, e eles são exímios andarilhos. Provavelmente o comandante Gómez exagerava a capacidade de deslocamento de seus comandados. Fora do parque temático das Farc no centro do país (ele foi abolido em 2002) pude ver os guerrilheiros no departamento de Putumayo, próximo a Puerto Asis, a região onde se deu o mortífero ataque da Colômbia no último fim de semana.

Putumayo é de importância estratégica para as Farc, pois lá está grande parte do cultivo de coca no país. Não é à toa que o Exército colombiano, recuperado e treinado com assistência militar direta dos Estados Unidos, concentrou suas operações naquele lugar. E está tendo enorme sucesso no combate aos guerrilheiros. Que hoje só podem movimentar-se, comer, armar-se, controlar ainda a produção de coca, se tiverem um esconderijo seguro – naquele caso, o Equador.

As mortes do “Negro” Acácio, em setembro, próximo à fronteira com a Venezuela, e de Raúl Reyes, no último fim de semana, na fronteira com o Equador, são o retrato de um duplo golpe que provavelmente diminuirá ainda mais a capacidade de combate da guerrilha. Negro Acácio (o comparsa de Fernandinho Beira-Mar na troca de mulheres e armas, trazidas do Brasil, por cocaína, produzida na Colômbia) era um dos principais gerentes do tráfico de drogas gerado pelas Farc, enquanto Reyes era o responsável pelo tráfego de influência internacional.

Parece-me claro que a estratégia de sobrevivência da narco-guerrilha, hoje, é meramente política. Ela está sendo sufocada por uma ofensiva militar, pela falta de apoio popular e, principalmente, pelos enormes problemas de logística em regiões de selva tropical. Para as Farc, continuar existindo depende do controle do narcotráfico, mas, em medida muito maior, de aliados políticos que facilitem descanso, rearmamento, zonas de segurança e repercussão. Por si só, estariam destruídas.

O governo colombiano está vencendo a guerra e o resultado da resolução da OEA reflete a percepção de vários países latino-americanos de que dar uma sobrevida às Farc só interessa à mal traçada estratégia do coronel Hugo Chávez. O fato consumado pela Colômbia é um duplo golpe militar na cabeça do grupo narco-guerrilheiro. As autoridades colombianas não têm pressa em trocar reféns provavelmente pela constatação de que o principal é não dar respiro as Farc.

É disso que se trata a crise, no momento. Chávez e seus seguidores não querem que as Farc sejam derrotadas. Estão prolongando um conflito armado por interesses políticos e ideológicos. Uma política externa brasileira que estivesse voltada de fato para nossos interesses principais de segurança deveria concentrar-se na solução desse conflito militar – o da narco-guerrilha contra um governo legítimo, legal e democrático.

Ser “neutro” diante das Farc é fazer o jogo de Chávez.


William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.



Publicado no Portal G1.
Quinta-feira, 06 de março de 2008, 19h46.



O Brasil e a Grã-Colômbia – Demétrio Magnoli



Não vai sobrar nada!

Foto: Palácio do Itamaraty no Rio de Janeiro, de uma época em que o Brasil ainda praticava Diplomacia.

































O Brasil e a Grã-Colômbia
por Demétrio Magnoli


O bombardeio aéreo que devastou um acampamento guerrilheiro no lado equatoriano da faixa de fronteiras e matou Raúl Reyes, o número dois das Farc, não é um incidente isolado, mas um elemento na teia da internacionalização do conflito interno colombiano deflagrada pela política 'bolivariana' de Hugo Chávez. Esse é o pano de fundo no qual se move uma política externa brasileira desfigurada por uma fatal duplicidade de orientações.

A supressão das Farc é um objetivo nacional da Colômbia. O fracasso das negociações de paz conduzidas pelo ex-presidente Andrés Pastrana e a degeneração política e moral da antiga guerrilha comunista, convertida num bando financiado pelo narcotráfico, estabeleceram o marco no qual foi eleito e reeleito o conservador Álvaro Uribe. A sua promessa de derrotar a guerrilha por meios militares conta com o apoio ativo da esmagadora maioria dos colombianos.

Há alguns anos, fustigadas incessantemente pelas forças armadas, as Farc perderam quase toda a sua capacidade de combate e retrocederam para as faixas de fronteira. Hoje, a guerrilha procura uma trégua estratégica, que seria possível apenas com a criação de uma zona desmilitarizada, nos moldes do precedente estabelecido por Pastrana. Os reféns, de um lado, e Hugo Chávez, de outro, são os instrumentos disponíveis para a execução dessa política.

Quando Chávez deu um passo à frente e se apresentou como mediador para a libertação dos reféns, a iniciativa foi descrita como um empreendimento humanitário. Logo depois do primeiro sucesso, porém, o presidente da Venezuela declarou sua solidariedade com as Farc, definiu a guerrilha celerada como um 'movimento bolivariano com um projeto político respeitável' e clamou por seu reconhecimento internacional como parte beligerante. Dias atrás, na mesma linha, o caudilho prestou homenagem a Raúl Reyes, enquanto anunciava o deslocamento de tropas para a fronteira com a Colômbia.

Convencionalmente, os analistas interpretaram a operação como um componente da política interna venezuelana, na qual Chávez busca reconquistar um respaldo popular que se evapora, tocando os tambores da guerra e clamando contra o espectro do inimigo externo. Isso existe, é claro, mas representa apenas a superfície conjuntural de um movimento geopolítico de fundo. O chavismo não é um caudilhismo tradicional, mas um movimento internacionalista articulado em torno da ideologia bolivariana. A decisão de financiar as Farc e de resgatar a guerrilha da beira do precipício se inscreve na lógica de um projeto revolucionário latino-americano. Na visão de Chávez, Venezuela e Colômbia são entidades geopolíticas artificiais, oriundas da fragmentação da Grã-Colômbia. O projeto do caudilho é a restauração do efêmero Estado presidido por Simón Bolívar entre 1819 e 1830. Nesse projeto, as Farc figuram como exércitos libertadores bolivarianos atuando em território ocupado.

A Venezuela chavista não pratica uma política externa realista e não reconhece o princípio da soberania nacional, que invoca aos brados quando a Colômbia bombardeia um santuário das Farc em terras do Equador. O evento que se desenvolve na América Latina, e do qual faz parte o giro diplomático do equatoriano Rafael Correa, só pode ser compreendido à luz da política externa revolucionária de Chávez. A intromissão permanente nos assuntos dos países latino-americanos é um traço estrutural do chavismo.

A reação brasileira ao incidente no Equador envolve um tripé de iniciativas. A designação do ministro Celso Amorim para conduzir a crise, no lugar de Marco Aurélio Garcia, geralmente encarregado das relações regionais, obedece ao imperativo de reduzir a influência do PT, que tende ao alinhamento com Chávez. A condenação do bombardeio colombiano e a insistência de um pedido incondicional de desculpas procuram introduzir uma cunha entre Rafael Correa e Chávez. A definição do incidente como um evento bilateral é uma tentativa de afastar a Venezuela do foco da crise.

O governo Lula opera no sentido de erguer um dique de contenção e evidencia conhecer perfeitamente o cenário geopolítico mais amplo. Contudo, Lula exige desculpas sem condições da Colômbia, mas não condena incondicionalmente a guerrilha colombiana - e, sobretudo, não levanta a voz do Brasil para cobrar a cooperação logística da Venezuela e da Colômbia contra o uso das faixas de fronteiras pelas Farc. No plano político e moral, essas omissões configuram uma intolerável neutralidade diante do conflito entre o Estado colombiano e o bando de guerrilheiros que mata inocentes e seqüestra civis. No plano estratégico, elas abrem as comportas para a passagem da enchente chavista.

No fim das contas, a política externa brasileira não se desfigura por uma incapacidade de análise do quadro externo, mas por algo mais grave, que adquire contornos trágicos. No governo Lula, o conceito de interesse nacional foi submetido a uma persistente erosão ideológica, que o torna inoperante. No PT, na CUT e no PC do B vicejam a nostalgia do stalinismo, um nacionalismo anacrônico de perfil autoritário e a incontida admiração pela Cuba castrista e pela Venezuela chavista. Nesse meio político, as Farc não são uma guerrilha que tortura, mas um exército antiimperialista.

Esse caldo ideológico faz seu caminho até os centros de decisão de nossa política externa, desfigurando-a quase por completo. Usualmente, essa desfiguração se manifesta em episódios vexaminosos, mas de escassas repercussões estratégicas imediatas, como a indiferença diante das violações de direitos humanos e a solidariedade à ditadura castrista cubana. A Venezuela, porém, constitui um teste de fogo. A omissão e a duplicidade diante da política internacional chavista não provocam apenas vergonha, mas ameaçam a estabilidade do entorno regional e a segurança de nossas fronteiras.


Demétrio Magnoli é graduado em Ciências Sociais e Doutor em Geografia Humana pela FFLCH-USP, editor da publicação Mundo - Geografia e Política Internacional, assina coluna semanal na Folha de S. Paulo e integra o GACINT - Grupo de Análises de Conjuntura Internacional da USP. Autor e co-autor de vários livros nas áreas de Geografia, Conjuntura Internacional, História Contemporânea, tais quais: " O Que é Geopolítica", "Da Guerra Fria à Detènte" e "O Mundo Contemporâneo", entre outros, além ministrar palestras e colaborar em diversos órgãos da mídia.





Publicado no jornal " O Estado de S. Paulo".
Quinta-feira, 06 de março de 2008.



O Itamaraty do "barão top, top" - Demétrio Magnoli

Tuesday, March 04, 2008

Que coisa mais nojenta! Sem palavras.

Vídeo: PETISTAS VENEZUELANOS

Click na seta ou no botão play (4) duas vezes, para ativar o vídeo.

Como bem definiu Diogo Mainardi: "É uma gente embriagada, barulhenta, porca, feia e de pernas curtas".



Saturday, March 01, 2008

Parabéns ao digno (de nome e de atos) EXÉRCITO COLOMBIANO!
Livraram o mundo de uma grande merdalha. ¡Adelante Hombres con honor!









































Click AQUI e veja como será o fim de todos os porcos comunistas da América Latina.


Número dois das FARC é morto na Colômbia
por Bob Fernandes - Terra Magazine

O número dois das FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Raul Reyes, foi morto após combates com o exército colombiano no departamento de Putumayo, segundo a Rádio Caracol.

Luis Edgar Devia, nome real do dirigente guerrilheiro, era o porta-voz internacional da guerrilha. Ele foi morto com mais 16 guerrilheiros enquanto transitava pelas florestas do sul do país, quando foi alvo de um bombardeio da Força Aérea.

A informação foi confirmada pelo Ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos.

Antes de morrer, Reyes concedeu ao jornalista Jacques Gomes Filho uma de suas últimas entrevistas, onde falou com exclusividade sobre a saúde de Ingrid Betancourt, seqüestrada durante a campanha presidencial de 2002, e a mediação de Hugo Chávez.

Confira a seguir a íntegra da conversa:

Por que é tão difícil convencer as Farc a dar provas de vida dos reféns?

Raúl Reyes - O problema é muito simples. As Farc priorizam a segurança, tanto dos prisioneiros quanto de seus integrantes. Explico: não vamos expor ninguém para que o governo de Álvaro Uribe assassine ao tentar resgatá-los pela força. Tampouco vamos expor os guerrilheiros aos ataques aéreos do Exército. Esta circunstância real da confrontação faz com que tenhamos muito cuidado em enviar gente ao lugar onde eles estão.

Mas a demora faz a comunidade internacional questionar o real estado de saúde dos prisioneiros...

Raúl Reyes - A comunidade internacional se sentiria muito mais preocupada se estas pessoas morressem por um erro nosso. Lembre-se do que aconteceu com os deputados do Vale do Cauca. Morreram 11 deputados. Houve falhas de segurança e, por isso, eles morreram. Antes haviam morrido outros, também numa tentativa do governo de Uribe de resgatá-los à força. Mas admito que houve falha da nossa parte e não queremos que isso se repita, ao contrário. Queremos manter a segurança e integridade física dos prisioneiros, incluindo a senhora Ingrid Betancourt, os três estadunidenses e cada um dos militares e policiais que estão nas mesmas condições.

Em que condições estão Ingrid Betancourt e os três estadunidenses?

Raúl Reyes - Estão todos nas mesmas condições. São reféns, mas recebem de nossa organização alimentação - a mesma que comemos todos os guerrilheiros - e também os mesmos medicamentos que utilizamos quando ficamos doentes. Temos enfermeiros, médicos, remédios em nossas fileiras na selva. Recebem toda a atenção, como se fossem membros da organização. Mas é preciso entender que eles, como prisioneiros, querem saber das famílias e, sobretudo, recuperar a liberdade, porque sabem do risco que correm. O que Uribe disse até agora, em cinco anos de mandato, é que vai resgatá-los pela força. Eles ouvem as notícias pelo rádio e lêem os jornais de vez em quando. Por isso se preocupam e não vêem por parte do chefe do governo colombiano uma atitude solidária com eles, com suas famílias, uma atitude sensata que permita a liberação desses prisioneiros sãos e salvos, que é a proposta feita pelas Farc.

O senhor assegura, então, que nas mãos das Farc eles não correm perigo?

Raúl Reyes - Por parte das Farc não existe nenhum risco. São reféns, dos quais cuidamos, e respeitamos sua integridade física, suas crenças religiosas e ideológicas. Estamos em um conflito interno, enfrentamos um governo ditatorial, de caráter fascista, que não quer facilitar o intercâmbio humanitário em nenhuma circunstância. Pelo contrário, lança permanentemente operativos militares por terra, pelo ar e pela água buscando os prisioneiros. E nessa busca os coloca em perigo, porque os guerrilheiros que cuidam deles estão armados. Qualquer tentativa de resgate coloca os reféns no meio do fogo cruzado.

Manter pessoas presas, às vezes por mais de dez anos, não é um método cruel de luta?

Raúl Reyes - Não, o que existe é uma resposta. O povo não pode ajoelhar-se diante de um inimigo cruel. Tem que usar todas as armas para se defender dos exploradores. É isso que fazem as Farc: a crueldade vem de quem quer manter nosso povo submetido nessa situação. Agora, na Colômbia, como em outros países do continente, não deveria ser necessária a luta armada se houvesse outras condições. Mas por aqui já assassinaram e continuam assassinando a oposição revolucionária. Já morreram mais de 6 mil dirigentes e militantes da União Patriótica (antigo braço partidário das Farc), do Partido Comunista Colombiano, dirigentes sindicais, camponeses, indígenas...

Por que as Farc insistem em negociar em território desmilitarizado?

Raúl Reyes - Não existe nenhuma possibilidade de se reunir com representantes do governo, seja na Colômbia ou em outro país, enquanto não se desmilitarizar os municípios de Pradera e Florida. Porque as Farc não têm a mínima confiança na seriedade, na honestidade e na ética, se é que existe isso, no pensamento de Uribe. Tem que haver garantia de segurança a nossos porta-vozes e a todos que vão conversar ali. Queremos receber nossos camaradas libertados e entregar os que estão com a gente com segurança. Se o governo dos Estados Unidos quer ver livres os seus cidadãos, o que me parece justo, deve dar a ordem para Uribe desmilitarizar. Imediatamente se realizará um encontro para começar o acordo que permita a libertação de todos os prisioneiros.

O presidente venezuelano Hugo Chávez continua sendo uma opção para mediar as negociações do acordo humanitário?

Raúl Reyes - Chávez pode fazer muito para contribuir para que Uribe entenda que a solução para a libertação dos prisioneiros não é pela força. A saída política é a solução idônea, que pode conseguir a liberação de todos os prisioneiros, evitando as mortes, que são produto da intransigência e mesquinhez do governo com a população colombiana. Qualquer ajuda de fora é bem-vinda. Consideramos muito importante a ajuda da França. O apoio dado pelos países não-alinhados, como o apoio de Lula no Brasil, de Kirchner na Argentina e Rafael Corrêa no Equador. São expressões de solidariedade com o povo colombiano em benefício da troca de prisioneiros. Quanto mais expressões de solidariedade, melhor.

O senhor parabenizou Lula quando foi reeleito. O governo brasileiro continua merecendo os elogios feitos?

Raúl Reyes - Reitero meus parabéns. Porque os brasileiros votaram no Lula convencidos de que era o homem que ia redimi-los da política neoliberal e das garras do império. Tomara que Lula possa cumprir e fazer jus a toda essa esperança que o converteu no presidente dos brasileiros. O Brasil é um país muito importante na região por ser um subcontinente e a política de Estado brasileira tem importância para a gente. Pela informação que tenho, Lula poderia fazer mais. O povo espera muito mais do presidente Lula. Tenho a esperança de que ele possa corresponder e ser verdadeiramente o representante do PT e de todas as forças revolucionárias, progressistas, comunistas e dos sem-terra que votaram por ele.

Fala-se muito que as Farc têm ações fora da Colômbia. Isso procede?

Raúl Reyes - As Farc não realizam nenhuma ação militar fora do seu território. Temos uma política de fronteiras. Para a gente, os países vizinhos com quem compartilhamos fronteiras são nossos irmãos. E fazemos dessas fronteiras um berço da paz. Porque, além de tudo, essas regiões fronteiriças são um remanso de pobreza, abandonadas pelos governos. Com o Brasil, temos uma fronteira bem grande, com a Venezuela também, com o Equador, com o Peru... Quase todas elas são formadas por selva e rios, onde vivem pessoas muito pobres, analfabetas em sua maioria, abandonadas. Respeitamos as autoridades constituídas por nossos vizinhos, mas pedimos reciprocidade. Ou seja, que os governos vizinhos da Colômbia não participem de operações militares do governo de Uribe contra o povo em armas das Farc.

Mas já houve conflitos na fronteira com a cidade brasileira de Tabatinga (AM).

Raúl Reyes - Não realizamos operações militares fora do território colombiano. É diferente que cruzem por aí, por alguma emergência, porque é mais fácil chegar a determinado lugar, mas nunca para realizar ações militares.

Os países da região desencadearam uma corrida armamentista, inclusive o Brasil, que vai duplicar os investimentos nas Forças Armadas em 2008. Isso não é uma ameaça?

Raúl Reyes - As Farc não se sentem ameaçadas, porque não estamos em conflito com nenhum desses países. Se o governo do Brasil decidiu melhorar seus armamentos e equipar seu exército, deve ter suas razões para isso. Não tem nada a ver com a luta das Farc que corresponde a um conflito interno, que deve ser resolvido entre os colombianos. Isso não afeta as Farc, porque não estamos em guerra contra nenhum país, nem sequer contra os Estados Unidos.

Em 43 anos de luta, quais foram os grandes acertos e erros das Farc?

Raúl Reyes - O principal acerto das Farc foi ter sido criada como organização de oposição ao regime e converter-se hoje em uma opção de poder para governar a Colômbia. O erro, talvez por causa da guerra, foi não ter chegado ao poder. Porque as guerrilhas, em qualquer parte do mundo, que tenham planos bem definidos como a nossa, querem chegar ao poder e derrubar o regime governante. Em nosso caso, já passou todo esse tempo e não conseguimos ainda. Mas houve um importante desenvolvimento, uma experiência riquíssima. Conseguimos formar um grupo grande de jovens, homens e mulheres com capacidade de fazer qualquer trabalho revolucionário, dirigir organizações guerrilheiras grandes ou pequenas, capazes de aportar os conceitos políticos e ideológicos da organização, conhecimentos suficientes sobre as razões das lutas. Isso me dá a certeza de que um dia deixaremos de ser clandestinos e nos lançaremos à luz pública. Estamos satisfeitos por ser uma guerrilha independente, revolucionária, com ideologias e convicções inspiradas na Revolução Cubana, no Che, em Mao Tsé-Tung, em Ho Chi Minh e em nossa própria experiência, que é riquíssima.

Mas o senhor acredita que a organização ainda pode chegar ao poder?

Raúl Reyes - Sobre isso não resta a menor dúvida: as Farc continuam lutando pelo poder e vão conseguir de qualquer maneira, seja pela via armada, seja pela via democrática, com acordos políticos. As Farc não fazem a guerra pela guerra. Fomos obrigados pelo Estado colombiano a fazer a guerra para nos defender e conseguir a paz. Todas as ações militares que as Farc realizam não possuem um caráter distinto do político. Porque somos uma organização com uma proposta de governo, uma proposta de Estado. Uma proposta para uma Colômbia diferente da que nos foi imposta pelos comandantes da oligarquia colombiana. As Farc não estão contra as eleições, porque somos uma organização comunista. Mas temos que saber quando poderemos participar de eleições e para quê. Se existe um processo que possibilite nossa participação, podemos participar e contribuir de alguma maneira. Caso contrário não faz sentido. Porque já tivemos a experiência do genocídio contra a União Patriótica.

Como seria um governo das Farc?

Raúl Reyes - Seria um governo do povo para o povo. Um governo bolivariano, antiimperialista. Um governo de integração e irmandade com todos os países do mundo e particularmente com os vizinhos da Colômbia. Um governo que trabalharia pela integração latino-americana, pela Pátria Grande e pelo socialismo. Teríamos que conformar um novo exército, mais bolivariano e que respeite os Direitos Humanos sem nunca usar as armas contra o povo. Desde 1994, as Farc têm uma proposta para um novo governo: pluralista, patriótico, democrático e de reconciliação nacional. Um governo que abrigue todos os setores: sociais, docentes, estudantis, feministas, camponeses, indígenas, intelectuais, jornalistas etc. Mas também da insurgência revolucionária e dos partidos de esquerda. Se existem setores do Pólo Democrático Alternativo (partido de esquerda) que querem estar aí, sejam bem-vindos. Assim como do Partido Liberal, do Partido Conservador, da Igreja Católica também. Convidamos os militares patriotas, bolivarianos. Quer dizer que é uma concertação política para um grande acordo nacional, pela paz, pela convivência.

As Farc mantêm ligação com o narcotráfico?

Raúl Reyes - Nenhuma. As Farc só mantêm ligação com os camponeses, que por não terem garantias de crédito e de assistência do Estado recorrem à produção de coca. Mas eles não são narcotraficantes. São trabalhadores rurais, que em algumas regiões plantam coca e em outras a papoula. Quem compra deles esses produtos é que são os narcotraficantes. As Farc têm vínculos com esses trabalhadores rurais, assim como têm vínculos com os plantadores de soja, de milho, de feijão, criadores de gado. Cobramos impostos, não dos camponeses, mas de quem compra deles os produtos. Em troca não deixamos que os roubem nessas negociações e que paguem o que é justo.

Os seqüestros extorsivos também são outra forma de arrecadação questionável...

Raúl Reyes - As Farc não seqüestram. O que fazemos é cobrar impostos daqueles que financiam a guerra na Colômbia, como está previsto na lei 002, aprovada pelo Estado Maior central de nossa organização. Todos que têm patrimônio de mais de US$ 1 milhão têm de pagar 10% do que arrecadam para as Farc. Alguns pagam voluntariamente, outros se negam a pagar. E quando não pagam, prendemos até que paguem. Fazemos o mesmo que fazem os governos de todo o mundo com aqueles que não pagam impostos.

N.R. Uma pergunta que não quer calar: Por quê será que o jornalista Jacques Gomes Filho, autor da entrevista, ou o Terra Magazine, escondem o nome "SILVA" quando mencionam o nome real do vagabundo morto? Até nisso, estão querendo proteger o nosso "LUIZ"?


Publicado no site "Terra Magazine".
Sábado, 01 de março de 2008, 12h32.





A perversidade das Farc - Estadão

O Brasil progride enquanto dorme – Arnaldo Jabor

MUNDO FARC

Foto: Copyright © Alirio Gomez
































A perversidade das Farc
editorial do jornal O Estado de S. Paulo

A cena foi transmitida pela emissora estatal venezuelana Telesur, a única autorizada a documentar a entrega de quatro reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a representantes do governo de Caracas e da Cruz Vermelha, em um ponto da Amazônia colombiana apropriadamente chamado El Retorno. A única mulher do grupo de libertados depois de mais de seis anos de captura, a ex-senadora Gloria Polanco, recebe flores de uma guerrilheira, agradece e diz o que vai fazer com elas: “Vou depositar no túmulo de meu marido, os quatro ramos, um de cada um dos meus filhos e o outro meu.” Poucas imagens - e palavras - poderiam ser mais lancinantes do que essa na crônica de horrores protagonizada pela organização narcoterrorista que mantém em cativeiro centenas de pessoas, algumas há um decênio.

A história da ex-senadora, afinal, é uma ilustração insuperavelmente fiel da desumanidade desse exército de delinqüentes “revolucionários”. Em julho de 2001, Gloria foi seqüestrada com dois dos seus três filhos, então com 15 e 17 anos, por um bando que invadiu o prédio em que moravam na cidade de Neiva, no sul da Colômbia. Sete meses depois, ela foi separada dos jovens e incluída no infame rol de “reféns políticos”, hoje na casa de 40, que as Farc querem trocar por 500 dos seus que se encontram presos. À época, mesmo ausente, ela foi eleita para o Congresso pelo Partido Conservador - com a maior votação daquele pleito. O seu marido e correligionário, ex-deputado e ex-governador, Jaime Lozada, conseguiu comprar a libertação dos filhos, pagando o resgate em parcelas. Eles recuperaram a liberdade em julho de 2004. Um ano e meio depois, num ataque a tiros e explosivos, Lozada foi assassinado - aparentemente, por ter atrasado uma prestação.

A promessa da viúva de levar a seu túmulo as flores do mal - literalmente - exprime tudo o que pode separar a decência humana da criminalidade hedionda dos terroristas que, embora na defensiva hoje em dia, continuam na sua faina assassina que atormenta o povo colombiano. Para libertar outros reféns, as Farc ainda se dão ao escárnio de exigir, além da soltura de 500 guerrilheiros, que o presidente Álvaro Uribe decrete a desmilitarização, por 45 dias, das áreas onde se situam os municípios de Pradera e Florida e onde se daria o escambo. Naturalmente, tratando-se de uma região próxima de Cali, a terceira maior cidade do país, seria uma temeridade o governo de Bogotá aceitar a imposição dos bandidos. Blefando ou não, as Farc anunciaram o fim abrupto das “liberações unilaterais” iniciadas em janeiro com a entrega de uma ex-senadora e de uma auxiliar de sua mais conhecida vítima, Ingrid Betancourt.

Seqüestrada em fevereiro de 2002, quando candidata à presidência da Colômbia, a então senadora, agora a única mulher refém dos facínoras, tem sido especialmente maltratada por eles. Um dos quatro libertados anteontem, o também ex-senador Luis Eladio Pérez - que contou em detalhes revoltantes as agruras a que eram todos submetidos -, descreveu Ingrid, com quem esteve no começo do mês, como “fisicamente esgotada” e correndo risco de vida. Pérez relatou que ela é mantida “em condições infra-humanas”. Em Caracas, para onde os ex-cativos foram finalmente conduzidos, no papel de coadjuvantes involuntários do show do bom amigo das Farc, Hugo Chávez, Gloria Polanco reiterou que o estado de Ingrid é desesperador. Nem assim, o caudilho se dispôs a demandar a sua soltura.

Numa apoteose de cinismo, dirigiu-se diretamente ao chefão da narcoguerrilha, Manuel Marulanda, a quem pediu que transferisse a prisioneira para “um comando” mais próximo dele, “enquanto continuamos abrindo o caminho para a sua liberação definitiva” - como se os padecimentos a ela infligidos não tivessem sido determinados pelo mesmo Marulanda, qualquer que fosse o pedaço de inferno que fosse obrigada a habitar. Chávez ainda se gabou de estar fazendo “tudo o que pudermos para liberar até o último dos seqüestrados” - como se as Farc estivessem propensas, apenas para enaltecer perante o mundo a figura do caudilho aliado, a renunciar ao seu poder de barganha. O que a quadrilha do narcotráfico pretende é ser reconhecida como força beligerante legítima.


Publicado no jornal " O Estado de S.Paulo ".
Sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008.





Reflexão IV – Cel Aluisio Madruga

O Brasil progride enquanto dorme – Arnaldo Jabor

Sunday, February 03, 2008

SEXO, DROGAS E MUITO SANGUE.
































Click AQUI para ver algumas fotos das meninas das FARC e do tarado pedófilo, vulgo "Raúl Reyes",
que as seqüestra para satisfazer seus instintos doentios e animalescos.


Revelados os horríveis abusos das FARC a menores
por Gonzalo Guillen

O porta-voz da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Luis Édgar Devia Silva, conhecido como Raúl Reyes, mantêm a sua disposição grupos de meninas a partir dos nove anos de idade, seqüestradas por ordens suas em bairros pobres de cidades e povoados com o objetivo de escravizá-las e satisfazer seus desejos sexuais, segundo os testemunhos de dezenas das próprias menores que escaparam do domínio da guerrilha.

Os comoventes testemunhos foram revelados ao jornal "El Nuevo Herald" por fontes militares, assim como pelo Instituto Colombiano do Bem-Estar Familiar, que atende a maioria das vítimas desses abusos que estão documentados em seus arquivos. Todas as fontes pediram para manterem-se anônimas por temerem represálias por parte do grupo guerrilheiro.

Sonia, uma menina que foi seqüestrada no departamento administrativo de Caquetá aos 12 anos para ser entregue a serviço de Devia, por exemplo, contou as autoridades militares que em 16 oportunidades tentou escapar. Mas sempre foi recapturada e presa a uma árvore, onde permanecia a disposição de Devia, participante do secretariado das FARC.

Finalmente, aos 16 anos, Sonia conseguiu fugir de maneira definitiva e hoje permanece sob proteção especial de um programa estatal de recuperação infantil.

Outras meninas que escaparam das FARC e foram capturadas pelas autoridades, também contribuíram com informações sobre grupos de menores confinadas para servir os apetites sexuais de Devia e outros chefes daquela organização.

De acordo com os testemunhos de dezenas de crianças que escaparam das FARC ou foram capturados, aqueles que contraem Aids são eliminados para impedir a propagação da doença.

As garotas que ficarem grávidas apesar dos dispositivos e medicamentos que devem utilizar por ordens superiores, são obrigadas a abortar. Se a gravidez estiver avançada, as jovens são separas até darem a luz e três meses depois do parto voltam às linhas de frente e seus bebês são doados.

Um estudo da Organização Internacional para as Migrações (OIM), sobre as crianças prisioneiros-combatentes, apresentado em uma conferência de imprensa na última sexta-feira em Bogotá, confirma ao menos parcialmente os mencionados testemunhos.

De acordo com a consultora internacional Natalia Springer, que dirigiu a investigação, encontrou casos de meninas recrutadas pela guerrilha que segundo as mesmas, foram atadas a árvores para serem abusadas sexualmente.

O estudo revelou ademais que pelo menos 20 por cento da força básica dos exércitos ilegais da Colômbia, principalmente as FARC, são crianças.

O estudo também estabeleceu que pelo menos 35 por cento dos guerrilheiros adultos de hoje foram incorporados na guerrilha quando eram crianças.

De fato, Víctor Julio Suárez Rojas, o sanguinário Mono Jojoy, chefe militar das FARC, sustenta que entrou para a organização com a idade de 12 anos e, por isso, baseado em sua própria história, justifica o seqüestro de menores para convertê-los em prisioneiros combatentes.

Desde meados de 2007, de acordo com Springer, na Colômbia agravou-se o seqüestro de crianças pobres para convertê-los em bucha de canhão na linha de frente em combate das FARC.

As principais conclusões da investigação da OIM foram apresentadas em uma conferência de imprensa em Bogotá em que ademais participaram a Procuradoria Geral, a Promotoria, a Defensoria Pública e o Comando geral das forças armadas.

O Procurador. Edgardo Maya, informou na conferência de imprensa que em 250 municipios de 18 departamentos administrativos da Colômbia os exércitos guerrilheiros e paramilitares continuam recrutando crianças.

O último cálculo sobre as crianças combatentes na Colômbia feitos pela UNICEF e pelo Instituto do Bem-Estar Familiar: ambas as instituições indicaram que havia entre 10 e 13.000.

Tradução Bootlead



Publicado no jornal "El Nuevo Herald".
Domingo, 03 de fevereiro de 2008.






O PREÇO DA HONRA – Cel Erildo Lemos

A armadilha do Fox – Flavio Machado (Revista ÉPOCA)
 
Copyright © 2004-2019 Bootlead