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Wednesday, March 09, 2011

Carnaval: A apoteose dos coprófagos.




A NOSSA FANTASIA
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Hoje, retiramos do armário a nossa fantasia de palhaço, de fato uma mistura de palhaço com pierrô, traje que alguns poderão, pejorativamente, nominar como de tolo empedernido, outros de trouxa assumidos.

É antiga. Temos usada a mesma e batida caricatura (?) de palhaço nos últimos oito anos, embora, a cada ano acrescentemos mais um adereço aqui, outro acolá. Assim, para os desconhecidos, ela poderá parecer nova.

Infelizmente, nós os palhaços não caímos nas graças do petismo, que dirá do lulismo, e muito menos do continuísmo.

Por pura vaidade ou vergonha, nos falta coragem para adentrarmos nas passarelas da folia com as indumentárias que o sindical – petismo - lulista adora.

A de "bichonas" ficou ridícula, conforme a nossa veneranda mãe, a de "crioulos", vergonhosa, segundo a nossa tia lésbica, a de "secundaristas da UNE", uma blasfêmia, na opinião dos sobrinhos, a de "universitários graças aos questionáveis exames do Enem", um nojo, foi a sentença de um velho amigo.

E assim, por tentativa e erro, fomos procurando uma fantasia mais de acordo com o nosso atual estado de espírito, tudo em vão.

Tanto a de "PAC 1" como a de "PAC 2", cheias de fogos de artifícios, de pompas e circunstâncias foram sumariamente desclassificadas.

A de "lavrador do MST", ignóbil, a de "sindicalista raivoso", sórdida, a de "assessor sem concurso", um vexame, a de "escamoteador de dinheiro na cueca", repugnante, a de "filiado ao PT", infame, a de "amedalhado pelas autoridades militares" (peito cheio de medalhas), indigna, a de "terrorista convicto" (portando granada e o escambau), repulsiva, a de "político corrupto", redundante, a de "juiz venal", desprezível, todas, foram espinafradas com desusado vigor por um grupo, que receamos nem podemos chamar de amigos, pois se negam a endossar nossas simpatias pelo atual (?) e muito menos pelo desgoverno passado (?).

Desarvorados, por sermos incapazes de escolher uma miserável fantasia para gozar dos folguedos de momo, tentamos, como último recurso, a de METAMORFOSE AMBULANTE, visto que, o dito goza da preferência nacional.

Não cortamos o dedo mindinho da mão esquerda (poderíamos até ser aposentados), isto tirou a veracidade de nossa indumentária, mas carregávamos uma garrafa de pinga, volta – e - meia trocávamos os passos, riamos às bandeiras despregadas, mentíamos à larga, mas esta derradeira tentativa foi a pior, a vaia correu solta. Quase apanhamos. Inclusive, rasgaram a nossa camiseta de "VIVA O MULLA".

Por tudo, compungidos, voltamos a tirar do armário a velha e rota fantasia.

O nariz, aquela bolinha vermelha que alegra a petizada está cada vez maior, as orelhas de burro, também. A novidade é a dentuça postiça uma singela homenagem à nova majestade.

Hoje, mais do nunca é preciso cair na gandaia, pois os ventos que sopram anunciam que este poderá ser, na atual quadratura, o último baile da Ilha Fiscal.

Depois, é pagar a pesada conta, que ele nos legou por nossa total e inconseqüente falta de caráter.

Nóis merece a fantasia de "tolinhos na terra dos vivaldinos".


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do "Exército de Caxias".










Publicado no site "A verdade sufocada"
Domingo, 06 de março 2011.



Click na capa do livro para comprar.






A "Casa do Caralho" é a grande campeã do carnaval brasileiro em 2011.
CONFIRA O SAMBA-ENREDO!





Mentiras carnavalescas
por Leonardo Bruno

Estamos na época de carnaval. É moda a mídia e a televisão venderem a idéia de que somos um povo festeiro e farrista. Bem, até nesta sexta-feira, eu seguia uma ética rotineira, porém fora do comum dessas fases pagodeiras: estava trabalhando e analisando meios de ganhar dinheiro com advocacia. Tenho que pagar minhas contas. Presenciei com indiferença a semana de carnaval. O tempora, O mores!

Interessante a experiência que tive quando fui ao Rio de Janeiro, no carnaval de 2005. Visitava um amigo, quando percebi que a cidade estava vazia. E sentia que a grande maioria desprezava ou ignorava o carnaval. De fato, a maioria do povo não dava à mínima. O grosso da população carioca fugia da cidade. Sobravam apenas alguns favelados, traficantes de drogas, bicheiros e artistas da Rede Globo. Além do que, claro, os turistas estrangeiros, visíveis deslumbrados e bobalhões (claro que não faço parte deles). Na última vez que passei pelo Rio de avião, indo de viagem a São Paulo, via um desses turistas toscos falando da caipirinha, com aquele sotaque meio ridículo. Estava com um grupo de gringos de sua espécie. Reconheci o passaporte: era da África do Sul. Com certeza vai levar uma imagem caricatural da nossa gente, ou seja, a de um país de praias, futebol, mulatas exóticas e foguentas e povo alegórico e fantasista. Quem diz que o Rio de Janeiro é o cartão postal desta nação realmente não sabe do que está falando.

Não consigo me identificar em nada com o Rio. Na verdade, eu não tenho a menor identidade com qualquer coisa tropical. O clima e a vegetação do norte me parecem monótonos e sem graça, além da temperatura ser alta, calorenta e por vezes insuportável. Sem querer depreciar meus amigos nordestinos, não me empolgo com praias ou paisagens solares. Tal como o Rio, as capitais nordestinas me fazem lembrar turistas gringos idiotas, prostitutas, trios elétricos e micaretas. Costumo apreciar climas temperados e cinzentos e roupas pesadas. Embora nunca tenha ido a Europa, aquela paisagem cinzenta, sombria que vejo em fotos e vídeos me causa uma séria impressão. Sem contar as quatro estações, que dão graça ao tempo. No Brasil, por mais que seja um gaúcho radicado no Pará, o máximo que me identifico é com São Paulo, terra da prosperidade e modernidade (ainda que o povo paulista vote no canastrão analfabeto e insípido Tiririca ou no charlatão pseudo-filósofo Gabriel Chalita para deputado federal). Ou as paisagens do sul, com suas colinas enormes e costumes europeus arraigados dos colonizadores. Se bem que os sulistas tenham fama de rudes, mal humorados, criaturas estranhas. Para quem está acostumado com a polidez e simpatia do povo paraense, a rudeza peculiar dos sulistas parece coisa de homens das cavernas, de verdadeiros ogros.

O carnaval passaria indiferente para mim, como para milhões de brasileiros, se não fosse um detalhe que virou notícia na internet. Uma escola de samba de Florianópolis chamada "Unidos da Ilha da Magia" vai desfilar com um tema de Cuba, em particular, homenageando a ditadura de mais de meio século do todo-poderoso ditadorzinho de republiqueta do Caribe, Fidel Castro. Se as escolas de samba se restringissem a mostrar mulheres nuas, cachaça à vontade e muita promiscuidade sexual, vá lá, eu não me importaria. O problema é a falsificação histórica digna dos piores dias do famigerado "realismo socialista" stalinista. Com o título "Cuba sim! Em nome da verdade", a escola de samba está propagando sórdidas mentiras. Com direito ainda a participação especial de Aleida Guevara, filha do guerrilheiro, terrorista, psicopata e assassino Che Guevara.

Algo me incomodou profundamente. Nada mais me atinge na alma do que a destruição da verdade. E, no entanto, o espectro de Stálin e do "Realismo Socialista" paira no carnaval, contaminando milhões de consciências com as falsidades abjetas e cínicas do regime socialista. Quando sambistas começam a falar sobre história, parecem papagaios analfabetos. Se bem que o problema não é somente de sambistas. O que não falta no curso de história são papagaios analfabetos, seja do marxismo, seja de apologia à tirania cubana, seja de qualquer governo liberticida. As escolas de samba, como subprodutos do velho fascismo varguista, agora servem a outro totalitarismo, só que comunista. O que mudou? O pensamento do governo e da intelligentsia. Continuam cada vez mais idiotas.

Falei de "realismo socialista"? As letras da música são pura paródia de mau gosto, de pura distorção da realidade. O besteirol começa desse jeito: "Uma forte emoção / No meu coração /Liberdade /Eu sou União/ A voz de um povo pela igualdade". Resta-nos saber onde está a liberdade numa ditadura que reprime as liberdades elementares do povo cubano. E que igualdade existe numa sociedade onde uma diminuta nomenclatura burocrática controla um país inteiro e trata seus concidadãos como verdadeiros servos? Deve ser a igualdade na miséria, todo mundo nivelado por baixo. Ou quem sabe o tipo peculiar de "igualdade socialista", onde uns são mais iguais que outros. A vigarice não termina por aí: "Guerreiros unidos na revolução/Pelo bem de uma nação/Um preço a pagar, não vou negar/Mas a comunidade em primeiro lugar". Grotesco é escutar que uma nação deva pagar a destruição de sua liberdade pela revolução. Em outras palavras, prisões arbitrárias, censura à liberdade de pensamento, de consciência e de imprensa, tortura, execuções sumárias, fuga em massa do país. Napoleão, no alto do seu sarcasmo, dizia que a revolução é a opinião que adquiriu algumas baionetas. No caso cubano, a revolução é a opinião que adquiriu o fuzil no paredão do quartel de La Cabaña.

O trecho da modinha esconde o lado perverso da história, típico da mentalidade socialista: a comunidade, em primeiro lugar, representada pelo Estado, tem pleno direito de esmagar o indivíduo. Hitler pregava os "direitos" da comunidade sobre indivíduo. Stálin pregava os "direitos" da comunidade sobre o indivíduo. Enfim, qualquer tirano prega a tirania da comunidade sobre o indivíduo. Porque não há maior representação de conformismos social do que a coletividade, do que está preestabelecido, do que é imposto pelo conjunto, em detrimento dos direitos do indivíduo. Isto porque nem mesmo a sociedade decide nada: é o Estado, ou uma camarilha bem diminuta chamada "Partido", que dita, tanto para a coletividade, como para o indivíduo, esmagando ambos.

E para finalizar, o sambinha vulgar nos vende a propaganda mentirosa do regime cubano, nestes termos: "Os sonhos se tornam verdade/ Trazendo pra muitos a felicidade/ Com saúde, educação/ A base pra um cidadão". Um sambista da vida não seria tão inteligente o bastante para escrever essas asneiras (embora seja bastante equiparada a estupidez e tagarelice comum do comunista). Não será suspeito que uma escola de samba fale "em nome da verdade", o que é a mais grotesca mentira?

Qualquer pessoa sensata e bem informada sabe que os serviços de saúde e educação cubanos não prestam. E desde quando um serviço de saúde e educação controlado pelo Estado vale a liberdade humana? Desde quando o suposto bem-estar social vale o mal estar espiritual de ser eternamente prisioneiro de um regime político tirano? Benjamin Franklin, na sua imensa sabedoria, afirmava que quem abdica da liberdade pela segurança, não merece a liberdade, nem a segurança. Cuba, em nome da segurança, perdeu a liberdade. E também a segurança.

Tal propaganda descarada cheira a uso indevido de dinheiro público, propina, peita, para promover ideologias e regimes genocidas. Ou quem sabe a dinheirada da própria ditadura cubana. Numa época em que um ex-presidente da república usou de sua influência no Ministério da Cultura para fazer um filminho ruim sobre sua vida, não me espantaria que a ideologização da cultura no Estado brasileiro esteja mais forte do que nunca, com a ascensão do PT no poder. Bem que o Ministério da Cultura deveria ser modificado, em homenagem a George Orwell e sua novela "1984": O Ministério da Verdade, que seria entendido como Ministério da Mentira!

"Cuba, em nome da mentira" é o espetáculo que a escola de samba de Florianópolis nos brinda. Não se pode exigir de sambistas carnavalescos ignorantes algum conhecimento de história. Mas por que dão palpites irresponsáveis? Provavelmente não tiraram asnices do nada. Extraíram de alguém, de alguma pretensa autoridade no assunto. Notoriamente da vulgata marxista dos nossos professores de história, entusiastas de qualquer mandatário de plantão, viuvinhas de Stálin e nostálgicos do Muro de Berlim que são. Ou então a tal "Associação Cultural José Martí", que deu apoio e orientação aos sambistas, já que a delegação da escola de samba foi a Cuba, deslumbrada, tal como um turista idiota nas praias do Rio de Janeiro. Voltaram apaixonados pela barbicha do Che Guevara, tal como um dia outros foram gamados pelos longos bigodes do sanguinário serial killer da Geórgia, o Sr. Diugashivili, guia genial dos povos.

Vigarices à parte, os carnavalescos ignorantes não parecem agradecidos pelo sistema de liberdades que usufruem. Envolvidos pela sua "ilha da magia", ignoram completamente que Cuba é uma ilha sim, mas de magia negra. Os idiotas úteis brincam no carnaval como macacos de uma grande farsa. Só que a farsa não é mera fantasia de carnaval. É uma burla destrutiva que oculta, oprime e esconde a aflição de milhões de cubanos. E no reino de todas as prisões, campos de concentração, paredões e águas que separam Cuba do exterior, a pior muralha que isola a vida dos cubanos do mundo real democrático é a mentira. Mentira que é alimentada por intelectuais, historiadores, universidades, "associações culturais", imprensa, enfim, todos colaborando para a eterna prisão do povo cubano. A mentira repetida pela escola de samba é mais uma chave nos grilhões daquela pobre nação. E a ignorância, alimentada pela mentira sistemática, aliena cada vez mais as nações democráticas na sua obrigação de defender da liberdade contra os males do totalitarismo.


Leonardo Bruno, "Conde Loppeux de la Villanueva", um reacionário hidrófobo, blogueiro da mídia golpista.








Publicado no blog "Conde Loppeux de la Villanueva"
Sábado, 05 de março 2011,04h28.




A alegria é um produto de mercado – Arnaldo Jabor







Friday, March 07, 2008

Atenção, "meninos" e "meninas": O "PICNIC" ACABOU!



























Click AQUI e veja o vídeo da bem sucedida Operação Fênix do Exército Colombiano, que fulminou com o acampamento das FARC acoitado no Equador.


OEA reflete vitórias colombianas contra as Farc
por William Waack

O único treinamento das Farc do qual participei como repórter, filmando uma série para o Jornal Nacional, em 2001, era, claro, um show para a TV. Como outros jornalistas, pude estar (autorizado pelo comando das Farc) na zona desmilitarizada que o então governo colombiano havia estabelecido numa região central do país. Era uma espécie de parque temático da guerrilha, com acampamento modelo, discursos políticos, escola para camponeses, etc – bem distante da realidade nas frentes de combate, conforme pude constatar na mesma viagem.

Mesmo num show para a câmera de TV (guerrilheiros avançando e recuando em colunas, táticas de infiltração e cerco, exercícios de ordem unida) dava para se notar que o principal problema de combate das Farc, como de qualquer unidade militar, era manter sua gente apta… a combater. O maior número de baixas da organização, explicava-me o comandante Joaquin Gómez, que agora ocupa o lugar de Raúl Reyes como segundo do grupo narco-guerrilheiro, devia-se a doenças no pé.

De fato, os pés de um combatente naquela região da selva nunca secam, principalmente se ele usar calçados de couro. Em uma semana uma picada de inseto transforma-se numa bicheira. Em quinze dias o combatente não tem mais condições de andar. Para grupos de 12 guerrilheiros que precisam estar em constante movimentação, é um problema fundamental (depressa as Farc descobriram que é muito melhor mover-se com botas de borracha de cano alto, uma medida copiada até pelas tropas de elite “ranger” do Exército colombiano).

Outro problema grave para os guerrilheiros, facilmente constatável naquele show de treinamento: comunicações. Os rádios das Farc eram aparelhos comuns, de alcance limitado por montanhas e que precisavam de baterias recarregadas todo dia. E facilmente rastreáveis por qualquer um que tenha equipamento similar (um “walkie talkie” que se compra em qualquer loja). E que distância percorre um guerrilheiro com todo equipamento (mantimentos para 3 dias, arma e munição), perguntei ao comandante Gómez. “Depende”, disse ele, “tipicamente uns 20 quilômetros por noite”.

Um garimpeiro na Amazônia consegue “varar” (como eles dizem para andar a pé) uns 200 quilômetros de floresta em menos de uma semana, e eles são exímios andarilhos. Provavelmente o comandante Gómez exagerava a capacidade de deslocamento de seus comandados. Fora do parque temático das Farc no centro do país (ele foi abolido em 2002) pude ver os guerrilheiros no departamento de Putumayo, próximo a Puerto Asis, a região onde se deu o mortífero ataque da Colômbia no último fim de semana.

Putumayo é de importância estratégica para as Farc, pois lá está grande parte do cultivo de coca no país. Não é à toa que o Exército colombiano, recuperado e treinado com assistência militar direta dos Estados Unidos, concentrou suas operações naquele lugar. E está tendo enorme sucesso no combate aos guerrilheiros. Que hoje só podem movimentar-se, comer, armar-se, controlar ainda a produção de coca, se tiverem um esconderijo seguro – naquele caso, o Equador.

As mortes do “Negro” Acácio, em setembro, próximo à fronteira com a Venezuela, e de Raúl Reyes, no último fim de semana, na fronteira com o Equador, são o retrato de um duplo golpe que provavelmente diminuirá ainda mais a capacidade de combate da guerrilha. Negro Acácio (o comparsa de Fernandinho Beira-Mar na troca de mulheres e armas, trazidas do Brasil, por cocaína, produzida na Colômbia) era um dos principais gerentes do tráfico de drogas gerado pelas Farc, enquanto Reyes era o responsável pelo tráfego de influência internacional.

Parece-me claro que a estratégia de sobrevivência da narco-guerrilha, hoje, é meramente política. Ela está sendo sufocada por uma ofensiva militar, pela falta de apoio popular e, principalmente, pelos enormes problemas de logística em regiões de selva tropical. Para as Farc, continuar existindo depende do controle do narcotráfico, mas, em medida muito maior, de aliados políticos que facilitem descanso, rearmamento, zonas de segurança e repercussão. Por si só, estariam destruídas.

O governo colombiano está vencendo a guerra e o resultado da resolução da OEA reflete a percepção de vários países latino-americanos de que dar uma sobrevida às Farc só interessa à mal traçada estratégia do coronel Hugo Chávez. O fato consumado pela Colômbia é um duplo golpe militar na cabeça do grupo narco-guerrilheiro. As autoridades colombianas não têm pressa em trocar reféns provavelmente pela constatação de que o principal é não dar respiro as Farc.

É disso que se trata a crise, no momento. Chávez e seus seguidores não querem que as Farc sejam derrotadas. Estão prolongando um conflito armado por interesses políticos e ideológicos. Uma política externa brasileira que estivesse voltada de fato para nossos interesses principais de segurança deveria concentrar-se na solução desse conflito militar – o da narco-guerrilha contra um governo legítimo, legal e democrático.

Ser “neutro” diante das Farc é fazer o jogo de Chávez.


William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.



Publicado no Portal G1.
Quinta-feira, 06 de março de 2008, 19h46.



O Brasil e a Grã-Colômbia – Demétrio Magnoli



Wednesday, February 20, 2008

El "coma andante" Fidel e o comunismo são cadáveres insepultos,
vertendo chorume pela América Latina subdesenvolvida.










































Fidel conduziu regime derrotado pela História
por William Waack

Não dá para se falar de Fidel como se fosse um morto, ainda que as idéias que ele defende tenham sido sepultadas em quase todas as partes do mundo. O comandante em chefe deixa de comandar mas, conforme escreve, continuará sendo ouvido.

Lembro-me de algumas ocasiões nas quais estive, como jornalista, nas cercanias de Fidel. Uma das mais divertidas foi durante uma conferência de cúpula ibero-americana em Oporto, Portugal. Fidel passava carrancudo pelo bolo dos jornalistas quando foi avisado por nós, repórteres, que o ditador Pinochet acabara de ser confinado à prisão domiciliar enquanto visitava a Inglaterra.

El comandante parou, virou-se para nós com um sorriso maroto e disse: “pero esto, sí, me interesa”. Nem ele disfarçou o motivo: se a moda de mandar prender ditador latinoamericano em viagem pega….

Como enviado especial a Berlim Oriental estava no camarote da imprensa dentro do Palácio do Povo, em outubro de 1989 – o último grande encontro de todos os líderes comunistas amigos da então URSS. Menos de três anos depois, estavam todos fora da foto – menos Fidel.

Sobreviveu ao maior coveiro de regimes socialistas na História recente, o Papa João Paulo II. Em visita ao Vaticano, Fidel não se importou nem um pouco em posar para a célebre pintura do Juízo Final. Sua frase mais famosa foi pronunciada ainda antes de tomar o poder em Cuba: “a História me absolverá”.

Dificilmente Fidel escapará de um julgamento bastante duro. O teste é saber que capacidade o regime cubano terá de sobreviver a quem o criou e conduziu com mão de ferro. Se a História nos ensina qualquer coisa, os exemplos a mão são contundentes. Nenhum dos regimes socialistas (a Coréia do Norte é a exceção) sobreviveu a seus criadores.

Da mesma maneira, nenhum regime socialista “reformou-se” e continuou socialista (a China que o diga). As transições parecem ter sido ditadas a) pelo tipo de sistema que o país da órbita soviética vivia antes de ter sido sovietizado; b) por cultura e religião. A regra é simples, mas ajuda em boa parte a entender os caminhos que foram tomados pelas ex-repúblicas soviéticas na Europa do leste, por exemplo, ou na Ásia Central (ou no Cáucaso).

Fidel conduziu até o ponto de quase ruptura um regime derrotado pela História. Para mim, justificar a repressão a idéias ou opiniões dissidentes com base nos avanços sociais é absolutamente inaceitável. Nossos princípios, especialmente os de direitos humanos, têm de ter aplicação universal. Caso contrário, não são princípios.

Da mesma maneira, é possível entender quais circunstâncias (especialmente a burrice de seguidas administrações americanas) levaram Fidel a percorrer os caminhos de seu socialismo de um homem só. Mas “o embargo”, “as conspirações da CIA” não servem mais, hoje, para tornar simpático um regime interessado apenas na própria sobrevivência.

Sem dúvida Fidel fez História. E foi derrotado por ela.


William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.



Publicado no Portal G1.
Quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008, 07h08.



Reflexão III – Cel Aluisio Madruga


Dessa vez Lula não foi bobo. Foi leviano – Ricardo Noblat



Saturday, September 08, 2007

Kit fantasia de "Genérico" completa, por apenas R$ 252,00. Aproveite!
















































Todos os artigos acima especificados podem ser adquiridos via Internet no site da LOJA MILITAR.


RÉQUIEM PARA UMA DATA CÍVICA OU, INFELIZMENTE, “A VACA FOI PRO BREJO”
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Não contente em desmoralizar as Forças Armadas, o desgoverno petista assume descaradamente a programação da Data Cívica Nacional do Dia Sete de Setembro, sempre organizada com correção, sem qualquer conotação política pelos militares, para transformá– la em evento, que a cada ano será transmutado em palco de cunho socialista.

Preparem- se para acompanhar, no futuro, a movimentação de ônibus e mais ônibus, vindos de todas as partes, lotados de simpatizantes, que ovacionarão o chefe do desgoverno e, eventualmente, poderão até vaiar o desfile (os militares).

Que ninguém se iluda: por detrás deste inusitado interesse esconde–se uma verdadeira hidra coroada com as mais nefandas intenções.

A desmoralização corre solta diante dos nossos olhos. Ninguém pode negar.

O desgoverno mata à míngua de recursos, as Instituições Militares, mantém os militares com escassos soldos, bem abaixo da imensa maioria de assemelhados, inserindo na consciência do público interno a certeza do descaso, além da descrença na capacidade de seus chefes em reivindicar as aspirações das Forças Singulares e as suas, com o necessário vigor.

Leio que, tal como um salvador da Pátria, a chegada do Jobim carreou para as Instituições Militares alguns recursos. Mas, observem que eles sempre foram necessários. No entanto, eram negados? Não eram liberados por engenho e arte da equipe econômica? As demais Organizações Militares, como a Aeronáutica, no caso de equipamentos para o controle do trafego aéreo, reivindicavam absurdos ou supérfluos?

Portanto, os recursos foram liberados para o Jobim ou por causa dele. Assim sendo, nada mais justo do que prestigiá - lo com fervor, cobrindo-o com mimos e afagos em cada Unidade Militar que ele visite. Repito, nenhuma homenagem estará à altura desse novo prócer “militar”(?).

Por isso, preparem o cerimonial de salamaleques. Creio que a embaixada britânica, pela sua vasta experiência no trato com a realeza, poderá ser extremamente útil no ensinamento de meneios e mesuras de alto impacto.

Para piorar, entendo que seria ingênuo imaginarmos que o espaçoso, saliente e arrogante ministro da defesa não tenha conhecimento das reações ostensivas dos militares, em particular da reserva, ao conspurcar, sem pejo, a honrada farda do Exército Brasileiro, que enche de orgulho àqueles que a ostentam. E, em especial, guindado, com o beneplácito dos comandantes militares, ao posto de General de Exército.

Ao vê–lo fardado no Haiti, confesso que fui dominado por uma triste constatação – é inegável, ele riu por último. Deliberadamente, travestiu-se de general, tripudiando sobre qualquer reação.

O que diria o saudoso Gen. José Moretzsohn, que do alto de sua proverbial vibração, escreveu algo como "ao militar, a farda era tão importante, que se tornava uma segunda pele", parafraseando trecho de belíssima e consagrada citação do ilustre Gen. Octávio Costa. A minha pele, infelizmente, está coçando.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Publicado no site "Ternuma – Terrorismo Nunca Mais".
Sexta-feira, 07 de setembro de 2007.



Saturday, August 11, 2007

Quando a farda vira fantasia, imagine-se o resto.
É UMA VERGONHA!

Se um "funcionário" ganha a patente de general, o "chefe" então,
deverá ganhar a de marechal. Correto?





































REFLEXÕES DE UM CORONEL ESCLEROSADO
por Cícero Novo Fornari

Sentado em minha poltrona favorita, vi pela TV que o Brasil tinha novo Ministro da Defesa. Ministro da Defesa? Não pode ser. Não estão querendo dizer Ministro da Guerra? Lembro-me então que isso é coisa de um passado remoto.

Mas o nome Defesa não está errado?

O nosso Ministério da Defesa peca inicialmente pelo nome: alguém que entra em campo com a imposição de apenas se defender, está fadado a perder ou no máximo empatar. O nome mais correto seria Ministério das Forças Armadas, ou no nosso caso atual, MINISTÉRIO DAS FRAQUEZAS DESARMADAS.

Lembrei-me então que existe uma imposição que o Ministro da Defesa seja um civil e de preferência com o Certificado de Isenção do Serviço Militar. Mas agora a coisa melhorou. Parece que foi colocado alguém do ramo. Ele está fardado! E tem um belo currículo.

Tem “notável saber jurídico”, pois foi Ministro e também Presidente do Supremo Tribunal de Federal, mas seus oficiais de gabinete se esqueceram de alertá-lo que existe uma lei chamada Estatuto dos Militares que em seu Art. 76 diz: “Os uniformes das Forças Armadas, com seus distintivos, insígnias e emblemas, são privativos dos militares e simbolizam a autoridade militar, com as prerrogativas que lhes são inerentes."

Parágrafo único: Constituem crimes previstos na legislação específica o desrespeito aos uniformes, distintivos, insígnias e emblemas militares, bem como seu uso por quem não tiver direito.

O uso do uniforme militar pelo Ministro causou preocupações aos seus assessores.

O tesoureiro do gabinete pensou: “Será que posso sacar o soldo de soldado recruta para o Ministro?"

Ele certamente não irá gostar, porque o nosso recruta recebe menos que um salário mínimo.

Por sua vez, o Ministro, preocupado com o cerimonial, indagou aos seus áulicos:

"E se me “baterem” continência, como vou proceder?"

Rapidamente o seu assistente disse:

"O senhor responde com o mesmo gesto, com a mão direita."

Um segundo, mais chegado ao esquema gramscista, adiantou:

"É melhor responder com a mão esquerda, é mais atual."

O terceiro, adepto do Foro de São Paulo, que sempre aparece nesses momentos, arrematou:

"O senhor pode responder com as duas mãos, fazendo o famoso “TOC,TOC,TOC”, já institucionalizado pelo Palácio do Planalto.

Atributos não faltam ao Ministro.

Com o seu notável saber político, foi Deputado federal e constituinte em 1988 e publicamente revelou que fraudou o texto constitucional, depois de ter sido aprovado em plenário. Agora é especialista em aviação.

Quando for visitar a Marinha vai ficar uma gracinha com sua roupinha de marinheiro.

Marcha soldado, cabeça de papel...

Luiz de Camões foi militar e suas palavras esculpidas em bronze na pérgula da Academia Militar das Agulhas Negras, ficaram gravadas indelevelmente em nossas mentes e nossos corações:

“A disciplina militar prestante, não se aprende senhor na fantasia, sonhando, imaginando ou estudando, mas sim vendo, tratando e planejando.”

Passo a palavra à Procuradoria da Justiça Militar;

Rogamos a DEUS que salve a nossa PÁTRIA.

BRASIL ACIMA DE TUDO!

SELVA! BRASIL!


Cícero Novo Fornari é Coronel do Exército Brasileiro, com muita honra...

 
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