Showing posts with label Fidel Castro. Show all posts
Showing posts with label Fidel Castro. Show all posts

Monday, February 14, 2011

AS LEGIÕES DO DEMÔNIO




A esquerda e o Islã de mãos dadas – Parte I
por Leonardo Bruno

O professor idiota médio, aquele esquerdista encontrado em universidades e escolas, que choraminga horrores sobre a "falecida" (ou a falsa defunta) União Soviética e canta de coro e verso elogios sobre a ditadura de Fidel Castro e sua similar "bolivariana" na Venezuela de Hugo Chávez, nutre uma pernóstica admiração pelas ditaduras teocráticas islâmicas. A questão aí é confusa e necessita de uma visão mais apurada. O professor idiota médio não fala por osmose, por geração espontânea, até porque não tem miolo para tanto, mas fala por macaquices. Ele tem suas fontes de influência e desinformação: Revista Caros Amigos, Carta Maior, Le Monde Diplomatique, cartilhas do PT ou do Partido Comunista, etc.

Por que a esquerda ocidental defende, aprova e legitima a cultura politicamente correta homossexual e feminista no ocidente e contraditoriamente se posiciona a favor dos regimes islâmicos, que colocam mulheres feministas na cadeia e enforcam gays? Por que a esquerda ocidental odeia tanto o cristianismo, ao mesmo tempo em que aprova o fundamentalismo islâmico e o terrorismo? Por que uma militância ateísta e laicista, de repente, se torna aliada ao que há de pior no fanatismo e no atraso político totalitário religioso?

Uma coisa parece bastante óbvia: há uma aliança política entre o islã totalitário e os regimes comunistas. Ou melhor, há uma aliança tática entre o islã e os militantes comunistas e socialistas do ocidente. A Venezuela se aproxima do Irã para o desenvolvimento conjunto de armas nucleares, com a ajuda da Bolívia, que fornece o urânio. Os grupos terroristas islâmicos são armados com logística soviética e chinesa, além de norte-coreana, e seus excedentes de armas são disseminados na América Latina, através do narcotráfico das Farc e demais grupos terroristas de esquerda. Mesmo o proto-ditador Hugo Chávez compra armas soviéticas da Ucrânia e da Rússia.

Na verdade, o islã faz o mesmíssimo papel que Hitler fez na segunda guerra mundial. Um dos fatores que motivaram a aliança comunista com Hitler, através do Pacto Ribentropp-Molotov, era a perspectiva de que a Alemanha nazista, ao guerrear contra o oeste, se enfraqueceria, junto com as democracias ocidentais. Os regimes totalitários sabiam das fraquezas e da covardia das democracias ocidentais, temerosas em declarar uma guerra. Tanto os nazistas, como os comunistas exploravam esse medo, através de uma campanha de desinformação em massa na imprensa e na opinião pública. O regime nazista era vendido como a muralha contra as hordas bolchevistas do oriente. E os comunistas ocidentais usavam, tanto o regime nazista, como os sistemas democráticos, como espantalhos de "sociais-fascismos" e idolatravam a expansão e dominação da União Soviética.

Paradoxalmente insuflavam movimentos pacifistas de desarmamento unilateral das democracias, já que na ótica deles, tanto as democracias, como os fascismos eram apenas "fascismos", estavam no mesmo plano político. Quando a União Soviética invadiu a Finlândia em 1939, pouco depois do Pacto de aliança entre Hitler e Stálin, os intelectuais de esquerda, dentre os quais, Eric Hobsbawn, defenderam alegremente a expansão criminosa da Rússia naquele país. E quando Hitler invadiu a França em 1940, os comunistas franceses boicotaram o esforço de guerra francês contra o exército alemão.

A Alemanha, outrora bastião anti-bolchevique, tornou-se justamente a porta de entrada comunista na Europa. O exército alemão, que dependia largamente da logística e petróleo soviético, e envolvido em uma guerra longa, seria boicotado pelos russos, que invadiriam a Alemanha e dominariam a Europa. Na verdade, a Alemanha seria o quebra-gelo do exército vermelho sobre todo o continente europeu. Hitler percebeu isso a tempo e invadiu a União Soviética, pegando de surpresa os russos. A completa derrota do exército alemão e de seus aliados no Leste Europeu deu passe livre para que o exército vermelho ocupasse metade do continente. A única situação que impediu a total bolchevização da Europa foi a presença do exército americano, que evitou que todo um continente fosse perdido para o totalitarismo russo.

A situação atual não é muito diferente. É apenas mais complexa. A disputa atual não é entre democracia e ditadura apenas, mas envolve toda a estrutura de uma civilização. Tanto o islã, como o movimento comunista, são aliados na destruição completa da civilização cristã ocidental. Reitero, cristã, porque é o cristianismo que dá perfeita coerência aos nossos valores de direitos individuais e direitos humanos na democracia. Não se pode falar em sacralização da vida humana dentro do Estado laico que aprova o aborto. Nem a proteção da família com os "direitos" dos homossexuais e o decréscimo das famílias europeias e americanas. A perda de coerência de princípio das instituições europeias e ocidentais gerou essa crise de valores, essa crise hierárquica de princípios, que faz o continente europeu e o ocidente definharem para a barbárie islâmica. A campanha em massa de degradação, difamação e destruição sistemática do cristianismo já é antiga. Porém, ela ganha força quando os próprios Estados democráticos se tornam virulentamente hostis à religião cristã. Mas é só à religião cristã. Do lado islâmico, através da política do multiculturalismo, a tolerância dos Estados ocidentais é anormal, abusiva e até criminosa.

Muitos poderiam objetar que a disputa entre ocidente e oriente é entre laicismo e religião, democracia e totalitarismo. Nada mais falso. O conceito de governo laico é pura invenção do cristianismo medieval. Parte da dessacralização do poder político e da recusa saudável da divinização do Estado, do rei ou do imperador, comum ao mundo antigo e ao mundo islâmico. No entanto, o laicismo, que é uma ideologia que destrói qualquer fundamento na transcendência, tem sua forma de idolatria: o materialismo, na figura do próprio Estado encarnado, que se torna vontade última no plano dos valores e do direito.

O relativismo moral, ético e cultural do ocidente e o multiculturalismo são frutos cabais da militância laicista. A pregação intelectual laica gerou o esvaziamento ético e moral do ocidente. Foi ela a responsável pela relativização geral dos costumes, que faz com que os islâmicos imponham sua sharia ou cortem clitóris de muçulmanas no continente europeu, sem o menor escândalo de governos democráticos e entidades de direitos humanos. Ora, se todos os valores estão no mesmo plano de relativismo cultural, por que condenar as práticas bárbaras dos islâmicos? Por que defender os valores do ocidente? A democracia liberal não será capaz de proteger esses princípios. Os liberais não entendem que os conceitos formais da democracia não são suficientes para defender o ocidente das tiranias e dos totalitarismos. A democracia liberal no ocidente só sobreviveu em alguns países porque havia um esquema moral e ético cristão ancestral, que colocava os direitos naturais acima da vontade do Estado.

Atualmente, dominados por um esquema mental utilitarista, os liberais acabam por acatar qualquer subjetividade neurótica e irresponsável em nome do respeito ao indivíduo. A militância pró-aborto, pró-homossexualismo, pró-destruição da família só existe porque o esquema utilitário do individualismo liberal permitiu uma completa destruição dos valores comuns da vida e da família comungados até então pelo ocidente. Na sociedade ocidental, ninguém relativizava o direito à vida de um nascituro inocente. Tampouco as estruturas tradicionais da família e da sexualidade. As reinvindicações aparentemente "individualistas" de grupos desajustados, idiossincráticos ou mesmo criminosos tornaram-se armas poderosíssimas para destruir a democracia liberal, colocando em xeque todo seu sistema de liberdades, já que esse escopo só existe dentro do direito à vida e a proteção da família. Não é mera coincidência que estes grupos politicamente corretos sejam bancados ou apoiados pelos partidos comunistas. . .

As democracias liberais não foram poderosas o suficiente para se defenderem dos movimentos totalitários do tipo fascista ou comunista. E não serão poderosas o suficiente para derrotarem a expansão islâmica, junto com a aliança comunista. Ao acatarem o laicismo e o utilitarismo, os liberais dão armas prontas para todos os inimigos dos sistemas de liberdades. A democracia liberal pode acatar até a ditadura islâmica. Basta que os "indivíduos" islâmicos sejam maioria e votem em peso pela destruição das liberdades individuais. É o que de fato ocorre na Europa, com o crescimento vertiginoso da população muçulmana. Em outras palavras, o individualismo liberal, sem a tradição cristã que organiza uma hierarquia tradicional de valores comuns, é uma arma contra a própria democracia e a civilização.

Os islâmicos terroristas e os comunistas militantes sabem muito bem explorar o sistema de liberdades para destruí-lo. Eles tomam conta da opinião pública, intimidam as democracias e a chantageiam psicologicamente e invertem toda a crítica, a fim de desmoralizar moralmente o ocidente. As democracias são paralisadas pela sua covardia ou excesso de bom mocismo. Tal como na época da expansão nazista, os políticos ocidentais tremem de medo perante o Islã. Serão sugados por ele.

A desestruturação cultural do ocidente só tem uma meta: a sua completa destruição. E o Islã será o rolo compressor contra as democracias ocidentais, com o agravante de ter uma força cultural muito maior do que o nazismo. Enquanto isso, potências como Rússia e China vão explorar o caos de uma guerra contra o ocidente, para esmagarem os dois lados enfraquecidos. Os objetivos estão perfeitamente claros: destruir o Estado judeu; islamizar a Europa e destruir as referências cristãs e ocidentais da cultura; desestabilizar as democracias na América Latina e implantar regimes totalitários pró-comunistas e pró-islâmicos. E, por último, fazer prostrar a nação norte-americana contra a força conjunta do imperialismo islâmico e comunista.

O atual caos egípcio é apenas o prelúdio que poderá levar o Oriente Médio e até o mundo à guerra. A ascensão da Irmandade Islâmica e a ameaça de quebra de acordo de paz entre o Egito e o Estado judeu vai restaurar a mesma estrutura geopolítica que engendrou a guerra dos seis dias contra Israel. E expor um país democrático à sanha fanática dos islâmicos. O Irã e a Síria estão pedindo a guerra. Falta o Egito aderir. E a esquerda ocidental finge defender a democracia, ao acatar a derrubada do ditador Hosni Mubarak, quando na prática, quer que o circo pegue fogo, aprovando a ascensão de uma ditadura pior e bem mais antiocidental.

Quem vencerá essa luta? Ninguém sabe. Porém, quaisquer que sejam os destinos, eles serão negros. George Orwell dizia que o totalitarismo seria uma bota esmagando um rosto humano. O islã é a cimitarra no pescoço da humanidade.

Publicado no blog "Conde Loppeux de la Villanueva"
Segunda-feira, 07 de fevereiro de 2011.








A esquerda e o Islã de mãos dadas – Parte II
por Leonardo Bruno

No meu último artigo sobre a aliança entre o Islã totalitário e o movimento esquerdista, alguém objetou afirmando que tudo não passaria de "teoria da conspiração". A associação chinesa, russa, norte-coreana e mesmo latino-americana com os grupos terroristas islâmicos não teria força suficiente para derrotar o ocidente, considerado cultural, política e tecnologicamente superior. No entanto, a argumentação ignora vários aspectos básicos. Primeiramente, os inimigos da civilização ocidental sabem da supremacia do ocidente sobre o resto do mundo. Mas isso tampouco os intimida. Pelo contrário, embora saibam dessa superioridade, conhecem também suas fraquezas. Se a civilização superior fosse sinônima de perpetuidade e invulnerabilidade, o Império Romano jamais seria destruído pelas hordas bárbaras do leste.
Um detalhe essencial dessa fraqueza é de princípio. A democracia não está preparada para combater seus inimigos totalitários. O século XX inteiro é um retrato cabal dessa fragilidade. Da mesma forma que o sistema de liberdades é um elemento poderoso da força criativa do ocidente, por outro lado, o relativismo moral e ético pode colocar toda essa concepção de liberdade a perder. E por quê? Ao contrário do palavreado liberal, crente que os formalismos da democracia são fontes causais e asseguradoras da nossa concepção dos direitos civis, os conceitos de liberdade do ocidente são teológicos, frutos de uma tradição cultural cristã ancestral, que faz do livre arbítrio um dilema moral basilar das nossas escolhas entre o bem e o mal, o moral e o imoral, o verdadeiro e o falso, etc.

Em outras palavras, a liberdade, a voluntariedade, o consentimento e a responsabilidade individual têm sólido peso na formação religiosa do mundo ocidental, em épocas muito anteriores ao liberalismo político. Na verdade, o sistema liberal só deu certo dentro do prisma de uma estrutura cristã elementar. Quando o cristianismo definhou, a liberdade foi junto para o espaço. Alguém poderia objetar, afirmando que países como Japão e Coréia do Sul também adotaram sistemas liberais sem serem originalmente cristãos. Porém, muitos dos valores ocidentais foram absorvidos por esses povos, inclusive, os conceitos e dilemas éticos e morais do ocidente, adaptados à realidade deles. É claro que a mera existência da Cristandade, em si mesma, não significa que haja um sistema de liberdades. É perfeitamente possível que existam governos cristãos extremamente autoritários. Todavia, o ocidente, sem os valores cristãos, parece se degenerar em sistemas muito mais opressivos, mesmo dentro dos Estados democráticos, já que os valores morais transcendentes, que não dependem da gerência governamental, são colocados de lado, em nome da vontade estatal. No final, o Estado democrático se auto-sacraliza, auto-diviniza.

A liberdade só tem sentido a partir de um prisma ético e moral, dentro de um sistema de valores orientadores da conduta individual. A democracia liberal está naufragando, justamente porque esses princípios estão em crise. Liberdade individual no ocidente se tornou sinônimo de licenciosidade e as noções morais e éticas do dever estão sendo invertidas de cabeça para baixo. E como os grupos e sistemas totalitários exploram a fraqueza moral do ocidente? Será mera coincidência que os comunistas incentivam bandeiras idiossincráticas da ditadura cultural politicamente correta, do aborto, do casamento gay e demais elementos desmoralizadores, justamente para subverter os conceitos morais e éticos ancestrais da liberdade? Não será espantoso que esses movimentos explorem a liberdade de imprensa, de opinião e informação para subverter e deturpar completamente o sentido da realidade e mesmo propaguem a destruição das próprias liberdades pelas quais são beneficiárias? As liberdades democráticas estão sendo prostituídas e utilizadas para a destruição da própria democracia.

O laicismo é, atualmente, um proselitismo caro tanto a liberais, como a esquerdistas. Contudo, as ideias liberais clássicas, de Locke, Adam Smith a Montesquieu, de Tocqueville a Bastiat, só tiveram vigor e seguridade através da crença de que há valores transcendentes na política, inspirados pelo direito natural, seja este concebido pela razão ou por Deus. Ninguém, até então questionava o valor intrínseco da vida humana, da estrutura natural da família, da moral vigente ou mesmo os deveres e iniciativas do indivíduo, em favor de caprichos particulares e absurdos. Pelo contrário, o Estado liberal visava proteger os direitos. Ademais, o sábio Tocqueville afirmava que a consequência da falta de religião na vida pública democrática transformaria a democracia de uma nação cristã para uma nação de turcos obedientes. Nada mais profética sua análise. A Europa é uma legião de "turcos" obedientes à idolatria pagã da soberania popular do Estado. E com o crescimento populacional dos muçulmanos, é possível que virem turcos de fato. A propaganda da laicidade pelos liberais está levando a uma quebra moral do ocidente, já que os valores tradicionais estão sendo dissociados de sua origem mística, transcendente. Ingenuamente, eles acreditam que o Estado liberal é neutro de valores e crenças. Paradoxalmente, tanto para o liberal, como para o socialista, justiça não é algo acima do Estado. É o próprio Estado. O liberal laico é o idiota útil que faz tudo o que o socialista deseja.

O vazio moral do liberalismo político está sendo usado como a melhor arma para destruir a sociedade civil e os direitos individuais. E como? Ao relativizarem os valores da vida, da família e de toda uma estrutura moral em nome de qualquer subjetividade neurótica, os liberais estão contribuindo para destruir os alicerces da liberdade civil, que são as instituições privadas. Lembremos, as instituições da sociedade civil são morais, no sentido de que necessitam de valores para que elas tenham confiabilidade e sejam um meio de associação e diálogo entre os indivíduos. Da família à livre empresa, da livre associação à Igreja e à escola, todas essas associações e instituições estão sendo ameaçadas por uma campanha completa de desmoralização. É muita ingenuidade ou burrice achar que as leis formais da democracia liberal vão estar acima dos valores éticos e morais consagrados pela sociedade. Se dentro da própria sociedade há movimentos subversivos e delinquentes bem organizados, que deturpam os valores comuns da vida, da liberdade, da propriedade e da família, é claro que isso vai se refletir na conduta do Estado e das leis. A agendinha politicamente correta das esquerdas está atuante e sendo perfeita beneficiária da democracia liberal. Como anteriormente, os movimentos fascistas e o nazismo foram perfeitamente beneficiários da democracia liberal nos anos 30 do século passado. Não é o liberal que acha que todas as ideias podem ser respeitadas e niveladas no mesmo plano, já que tudo é uma questão de mera subjetividade?

A mídia atual é um perfeito instrumento que incentiva o ódio a tudo aquilo que nos identifica, representa e estrutura socialmente: a moral cristã, os valores familiares, o direito à vida, o direito à propriedade, o senso de dever e solidariedade, a livre iniciativa, etc. E contraditoriamente, esta mesma fábrica de desinformação e propaganda nos dita como bajular os nossos inimigos, no sentido pervertido de sujeitar-nos covardemente sob os caprichos de nossos algozes. Daí a Europa envergonhada de suas origens cristãs, rendendo loas ao Islão que a odeia ou à tirania comunista, que almeja escravizá-la como gado. Ou a democracia que aprova as atrocidades islâmicas de extirpação do clitóris ou espancamento de mulheres sob as vistas grossas das feministas e das organizações de direitos humanos, em pleno ocidente. Tudo em nome do multiculturalismo, naturalmente!

O islão terrorista também sabe se aproveitar da democracia liberal. Enquanto o método esquerdista é o da desinformação em massa e da escandalosa colaboração política com os governos e grupos fanáticos muçulmanos, as práticas islâmicas visam o terror e a intimidação, mescladas com a chantagem psicológica (embora esse expediente seja comum ao histórico dos movimentos comunistas). Na verdade, o islão aprendeu, e muito, com o movimento comunista. Os grupos terroristas muçulmanos atuais só existem porque foram treinados e armados através de uma elaborada organização logística da KGB soviética. Alguém duvida que as ditaduras islâmicas são armadas pelos países comunistas? A OLP, o Hammas, o Hezbollah, e outros, são produtos da guerra fria, crias subversivas da Rússia. Como as ditaduras da Síria, do Irã e mesmo antiga ditadura de Saddam Hussein foram inspiradas no modelo soviético.

É um erro e uma tolice acreditar que a população islâmica destes países esteja preparada para a democracia, nos moldes ocidentais. A "revolução árabe" no Egito, alardeada como uma luta pela democracia na mídia ocidental é tão somente um prelúdio para outra ditadura islâmica atroz, tal como é atualmente o Irã, com a ascensão do aiatolá Khomeini. Erro maior ainda foi a política ocidental com relação aos cidadãos islâmicos nascidos no continente europeu. A política multiculturalista das esquerdas, com a tolerância dos liberais, visou separá-los da comunidade e dos valores ocidentais. Ao invés de assimilá-los, acabou criando duas comunidades distintas, cujo abismo cultural é assustador. No final das contas, a população islâmica europeia é uma bomba-relógio pronta para explodir e incendiar o velho continente.

Os arautos da democracia ocidental não sabem o que fazer contra essas artimanhas. Por um lado, os islâmicos provocam e hostilizam o sistema democrático, explorando seu sistema de liberdades para promover sua causa totalitária e ter passe livre para aterrorizar a população civil. E por outro lado, a imprensa ocidental, infestada de esquerdistas, boicota qualquer tipo de ação defensiva contra essas práticas. Na verdade, tanto islâmicos e esquerdistas exploram os sentimentos humanitários da democracia para jogá-los contra o ocidente. "Valores humanitários", por assim dizer, só valem para os ocidentais obedecerem, quando a relação é com o islão. Entretanto, os islâmicos fundamentalistas desprezam quaisquer causas humanitárias. Com a ajuda da opinião pública distorcida, subvertem a ordem da realidade e dos valores, imputando noções de moralidade que eles nem mesmo obedecem. Neste caso, a democracia vive um dilema sério: se se omitir contra a ação islâmica de intimidação, poderá se enfraquecer e perder a batalha contra o terrorismo. E se usar uma política dura de restrição aos direitos civis ou mesmo de expulsão dos islâmicos, será acusada de trair seus princípios individualistas e liberais. Eis o jogo perverso da chamada "guerra assimétrica". Nos dois casos, a intenção de desmoralizar e destruir a democracia é uma fórmula incrivelmente eficaz.

No geral, os liberais, idiotizados com a crença adocicada dos formalismos constitucionais e com as pregações do livre mercado, ignoram ou não percebem que as grandes disputas políticas do século XX e no século XXI foram verdadeiras lutas civilizacionais. Lutar contra o comunismo ou o nazismo não foi apenas uma guerra entre democracia liberal e totalitarismo, mas uma luta entre tudo que entendemos por civilização nos últimos dois mil anos e uma nova forma de vida e política destrutiva, perversa, que ameaçou levar a humanidade ao mais completo obscurantismo. Quem percebeu, com sabedoria, essa disparidade, foi o estadista Churchill. Pena que até então nada se aprendeu com essas lições históricas.

As cimitarras, mais uma vez, depois de séculos de guerras, estão apontadas para a Europa e o ocidente e ameaçam tudo aquilo que concebemos como civilização. A diferença é que agora os islâmicos estão armados com homens-bombas e fuzis kalashinikovs. E planejam construir até bombas atômicas, com o apoio do que foi a mais grotesca e destrutiva cria ideológica do ocidente, que é o comunismo. Entretanto, a pior crise do ocidente é interna, é moral. Ao que parece, o ceticismo domina as consciências políticas e intelectuais no quesito de seus próprios valores e não há alguém disposto a defendê-los. Essa nova guerra será menos vitoriosa pelas armas do que pela defesa dos valores em disputa. Uma delas é a Cristandade e suas estrutura de valores. Sem a moral necessária, sem a defesa apologética do arcabouço cultural que faz do ocidente uma civilização corajosa, criativa e superior, a guerra estará perdida antes de começar. E é só esperar o desastre. . .

Publicado no blog "Conde Loppeux de la Villanueva"
Quarta-feira, 09 de fevereiro de 2011.



Leonardo Bruno, "Conde Loppeux de la Villanueva", um reacionário hidrófobo, blogueiro da mídia golpista.











Morre em SP o jornalista Mauro Chaves – Estadão








Friday, May 29, 2009

PROCURADOS VIVOS OU MORTOS. TANTO FAZ!



































BANALIDADE DO MAL
por Maria Lucia Victor Barbosa

Estaremos no fim de uma era? Essa pergunta não pretende uma interpretação milenarista de cunho profético ou religioso, que prevê catástrofes destruidoras da ordem vigente, a qual seria substituída por tempos de felicidade. Mesmo porque, dificilmente dá para imaginar um mundo onde o mal deixe de ser o locatário.

Seja como for, não se pode deixar de constatar que o mal tem estado bastante ativo. Pior. Está se vivendo a banalidade do mal, expressão da filósofa judia, Hannah Arendt, que tomo emprestado.

Isto não é difícil de constatar, pois nessa época em que valores foram perdidos, os horrores da violência, da impiedade, da indiferença à vida, aumentaram substancialmente. Lideranças perniciosas manipulam a maioria incapaz de discernir sua própria ruína. Através de conceitos deturpados governos utilizam o "duplipensar", termo criado por George Orwell em "1984". Desse modo, despotismo passa por democracia. Populismo é visto como defesa dos interesses do povo. Arbitrariedades de toda espécie são apresentadas como exercício de soberania. Intoxicadas pela propaganda enganosa as massas louvam e cultuam personalidades equivocadas. Evolui no mundo o terrorismo que se alimenta do fanatismo religioso. Avoluma-se a corrupção nos meios governamentais e políticos estão se lixando para a opinião pública. Eles sabem que na verdade opinião pública inexiste. Mesmo porque, façam o que fizerem, são eleitos e reeleitos.

Se tudo é processo, foram gestadas nas mudanças mundiais figuras malignas, entre as quais se destacam Mahmoud Ahmadinejad, o fanático e despótico presidente do Irã, e Kim Jong-il, o tirano comunista da Coréia do Norte.

Ahmadinejad, que nega o holocausto, tem como obsessão destruir Israel. E enquanto o presidente norte-americano, Barack Hussein Obama, prefere as luvas de pelica da diplomacia, Ahmadinejad, o odiento, avança em seu programa nuclear pondo em risco não só Israel, mas todo o mundo.

Quanto ao ditador Kim Jong-il, deu demonstração de força ao realizar neste mês de maio seu segundo teste nuclear. Ele explodiu um artefato que pode ter potência comparável à bomba que os Estados Unidos lançaram em Hiroshima, em 1945. Isto além dos mísseis que vem lançando, o que põe em alerta especialmente a Coréia do Sul e o Japão. Um dos mísseis que fazem parte do arsenal da Coréia do Norte, o Taepodong, pode atingir o Alasca e o Havaí. Naturalmente tais atos desencadearam a reprovação mundial, inclusive, a do Conselho de Segurança (CS) da ONU. Até a China, que sustenta a miserável Coréia do Norte se posicionou contra as provocações do homenzinho.

O leitor pode indagar: o que o Brasil tem a ver com tais turbulências? Respondo que tem a ver com a banalização do mal. Isto porque, nossa política externa, comandada de fato por Marco Aurélio Garcia, tem demonstrado uma atração irresistível para o que não presta.

Por exemplo, Ahmadinejad foi convidado a nos visitar mesmo após seu discurso violento contra Israel, pronunciado na conferência sobre racismo promovida pela ONU. Felizmente ele cancelou a vinda e pesaram para isso os protestos de judeus e de movimentos sociais contra a presença nefanda.
Ahmadinejad deixou, por assim dizer, seu anfitrião e presidente da República, Lula da Silva, esperando no aeroporto.

Kim, chamado de o "Grande Sol do século 20", também merece a paixão de nossa diplomacia. Tanto é que pela primeira vez o Brasil poria uma embaixada na Coréia do Norte. O presidente Lula da Silva teve que recolher às pressas a tal embaixada, que ficou postergada para quando o tresloucado tirano, quem sabe, ficar mais calmo e parar de provocar o mundo do alto de seus sapatos de plataforma, tentativa de aumentar sua diminuta estatura.

Na ONU o Brasil vem consolidando a posição de poupar países acusados de violar direitos humanos, como a Coréia do Norte e o Congo. Tampouco menciona esses direitos em seus negócios com a China. E votou a favor de uma polêmica resolução na ONU que poupa críticas ao governo do Sri Lanka e evita investigação internacional sobre crimes de guerra.

Estamos à beira de perder mais um cargo internacional, entre os muitos que já perdemos, diante da escolha do Itamaraty que recai sobre um egípcio antissemita para diretor da UNESCO, em detrimento de um brasileiro.

Na América Latina existe um indisfarçável caso de amor entre Lula da Silva e seus admirados companheiros da esquerda caudilhista: Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correia, Fernando Lugo e o eterno ditador do Caribe, Fidel Castro. Na áfrica o presidente da República visita ditadores e pergunta como fazer para ficar tanto tempo no poder.

Para culminar, o terrorista e assassino italiano, Cesare Battisti, é nosso, sem possibilidade de extradição para a Itália. E, segundo Janio de Freitas, colunista da Folha de S. Paulo, em 26/05/09, "está preso no Brasil, sob sigilo rigoroso, um integrante da alta hierarquia do Al Qaeda, identificado como responsável pelo setor internacional da organização".

Posteriormente foi dito que o homem chamado apenas de K tinha sido solto e o ministro da Justiça, Tarso Genro, defensor da permanência de Battisti no Brasil, desmentiu o relacionamento de K com a organização terrorista. Será isso mesmo?

Tudo é aceito com indiferença. Tudo está banalizado. Inclusive, o mal.


Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem" e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido". Maria Lucia, também é editora do blog "Maria Lucia Victor Barbosa Seleção de Artigos Publicados". E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Enviado por Maria Lucia Victor Barbosa.
Sexta-feira, 29 de maio de 2009, 11h47.





O OVO DA SERPENTE – José Nivaldo Cordeiro


SOBRE OVELHAS, LOBOS E CÃES PASTORES – Dave Grossman








Monday, January 26, 2009

VADE RETRO SATANÁS!











































Epitáfio no túmulo de Fidel Castro: "Foi uma tragédia para o gênero humano que tal homem tenha existido".


Finalmente o mundo foi libertado do barbudo e cruel ditador, Fidel Alejandro Castro Ruz. Castro, 81 anos, morreu quando seu ânus artificial teve problemas e explodiu, não havendo mais condições de ser reconstruido. Os médicos disseram que ele estava há dias com dor intensa no ânus e que nada podiam fazer para aliviar o sofrimento do paciente por falta de morfina, devido ao embargo imposto pelos EUA. Antes disso, o hospital havia sido evacuado devido ao forte cheiro emanado pelos regurgitos excrementícios do ditador, que já eram sentidos em toda Havana.

Foto: O ânus artificial de Fidel, logo após ser
implantado por um famoso cirurgião espanhol.






























Notícias recentes vindas diretamente do inferno dão conta que Castro tem reclamado do tratamento dispensado pelo "gerente geral" do estabelecimento, como também, considerado o lugar um pouco quente, mas afora estes contratempos, se adaptou bem e está desfrutando a companhia de seus queridos amigos Che Guevara, Josef Stalin, Saddam Hussein e claro, do "Adolfinho". Disse ainda, estar ansioso para se reencontrar com seu irmão Raúl e seus mais diletos amigos, Chávez, Lula, Morales, Correa, Bachelet e o casal Kirchner, o mais breve possível. Tomara!



O Último Charuto de Fidel: Um Obituário
por Mario Guerreiro

Em 12/8/1926, em Birán, leste de Cuba, numa família de latifundiários abastados, nasceu Fidel Alejandro Ruiz Castro, mais tarde conhecido como Fidel Castro. Em 1945 – como todo jovem latino-americano desejoso de por um anel de rubi no dedo e ser chamado de "dotô" - entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de Havana. Mas, em vez de assistir aulas regularmente, fez como o sub-comandante Zé Dirceu mais tarde faria: tornou-se ativista estudantil, fervoroso militante da Federação Estudantil Universitária. E como todo mundo sabe, quem estuda não tem tempo para fazer política universitária e vice-versa.

Em 1952, protestou contra o golpe de Estado dado por Fulgencio Batista cujo governo foi marcado pela violência e repressão, somente superável pelo regime ditatorial instalado em Cuba 7 anos mais tarde. No ano seguinte, em 26 de julho de 1953, Fidel reuniu uma dúzia de desordeiros, desajustados, desesperados e despreparados, formou um exército Brancaleone e - montado em Aquilante, bestia della mala sorte - atacou o quartel de Moncada em Santiago de Cuba. Foi uma verdadeira temeridade que os destemperados chamam de "coragem".

Seu objetivo era se apossar de armas militares do segundo maior arsenal do país. E é escusado dizer que o referido assalto foi uma quixotada das boas. Fidel conseguiu fugir, mas foi preso 8 dias mais tarde, levado a julgamento e justamente condenado a 15 anos de prisão. E os teria cumprido integralmente, apesar de existência dessa excrescência demagógica jurídica chamada "redução de pena por bom comportamento". (Ora, comportar-se bem é um dever do detento e ninguém deve ser recompensado por cumprir seu dever. Deve, isto sim, ser punido por não o cumprir, ou seja: mau comportamento, pena aumentada. Dura lex sed lex!) Xô Michel Foucault! Vade retro!

Advogado que era, Fidel fez questão de assumir sua própria defesa, posteriormente transformada em livro: A História me Absolverá. Se a história o absolverá ou não, tudo depende de todos os países do mundo se tornarem comunistas ou não. Mas a flácida e complacente Justiça cubana - como todas da América Latina sabem ser – não o absolveu: concedeu-lhe anistia em 1955. Ah! Se arrependimento matasse...

Tão logo anistiado, Fidel foi trabalhar como advogado pela primeira vez na vida, minto: fundou o Movimento Revolucionário 26 de Julho. Partiu então para o exílio no México de Pancho Villa, Zapata, Carranza e outros outrora combatentes de La Cucaracha, que ya no podía caminar, porque le faltaba marijuana que fumar. Foi aí que Fidel conheceu o-médico-e-o-monstro argentino Ernesto Che Guevara – criminoso patológico, que se comprazia em executar aqueles que ele mesmo condenava em tribunais populares; mas hoje símbolo da menopausa e estampa preferida de T-shirts de adolescentes do tipo: Hay gobierno, soy contra!

Em 1956, Castro decidiu voltar a Cubanacan, misterioso país del amor. Persuadiu o dono de um vetusto e carcomido iate, Stultifera Navis, a levá-lo do México para a Ilha, onde pretendia desembarcar e desembarcou de fato com 81 homens armados, para fazer La Revolución. Viva José Marti! Viva Marx ! Viva la tontería!

Curioso que o nome da referida embarcação era Granma (forma abreviada de grand-mother, em inglês, querendo dizer: "vovozinha"). Posteriormente, não podendo chamar o jornal do PCC de Pravda (em russo: "A Verdade"), só porque já existia um assim chamado, e na ausência de melhor nome para o pasquim: chamaram-no de Granma e reconheceram a sábia advertência de Fidel: "Mais do que um jornal é desperdício de papel".

Isto é que é governante preocupado com gastos extravagantes e supérfluos, geradores de déficit público! Admirável exemplo a ser seguido! Principalmente por portadores de cartão corporativo, como nossa primeira dama e nosso primeiro cavalheiro, aficionados ambos de um irrefreável consumismo. Quem nunca comeu melado quando se lambuza...mas quem paga a conta é o Velho Zuza, este grande otário chamado pelos políticos de "o contribuinte". De fato, ele contribui demais para uma festança para a qual jamais é convidado.

Em 1959, finalmente, Fidel desceu a Sierra Maestra e, só para festejar melhor o réveillon, em 1.o de janeiro de 1959 entrou vitorioso em La Habana com os barbudos cantando: Guantanamera, Guajira, Guantanamera (bis). Yo soy un hombre sincero, de donde nascen las palmas, etc. Conta-se que foi justamente aí que um famoso cantor de rumbas maneras, mambos calientes y otras cositas más, vendo a apoteótica entrada do hirsuto velhaco e seus hirsutos asseclas, proclamou: "Só se salvarão os que souberem nadar". Atualmente, ele é conhecido em Cubanacan como El Profeta.

No ano seguinte Fidel proferiu, pela primeira vez, um refrão que repetiria milhares de vezes em seus infindáveis discursos: Pátria o muerte, venceremos! (variação: Socialismo o muerte!) e para desfazer qualquer dúvida quanto à sua adesão ao comunismo, restabeleceu relações diplomáticas com a URSS firmando uma aliança político-econômica pela qual foi regiamente recompensado, uma vez que Cuba – incapaz de produzir máquinas de lavar roupa, bicicletas, liquidificadores e coisas do gênero - foi sustentada por aquela de quem foi teúda e manteúda, a URSS, até a dissolução da mesma como Sonrisal em copo d’água, no Annus Mirabilis de 1991. Marx estava certo: "Tudo que é sólido se dissolve no ar". (vide Manifesto do Partido Comunista).

E a revista Forbes insiste em afirmar que, após 50 anos de revolução, Cuba não enriqueceu...não enriqueceu seu povo, pois seu líder supremo - mesmo não sendo grande empresário no ramo da informática – tornou-se o Bill Gates do Caribe.

Bastou um ano para que, em 1961, os Estados Unidos, percebendo a aproximação de Fidel do comunismo – e não nos esqueçamos jamais que estávamos em pleno bipolarismo da Guerra Fria! - rompeu relações com Cuba, que neste mesmo ano declarou-se seguidora fiel do marxismo-leninismo-stalinismo. Sweet Jesus!

No ano seguinte, veio a Crise dos Mísseis. Descobrindo mísseis instalados em Cuba e apontando para os Estados Unidos, JFK exigiu a retirada dos mesmos. Depois de alguma relutância, Nikita Krushev acabou concordando, só para contrariar Fidel, que levou um puxão de orelha por sua reação passional à sensata medida do Primeiro-Ministro soviético. Ou seja: Advertido pelo mesmo de que a presença de mísseis em Cuba, poderia acabar desencadeando uma guerra atômica de proporções planetárias, Fidel teria dito: "Não me importa que Cuba saia do mapa, contanto que leve junto com ela El Monstruo" (Leia-se: os Estados Unidos) – o que é uma clara revelação de suas tendências ególatras, narcisistas e autodestrutivas, totalmente indiferentes à vida de seu próprio povo.

Em 1975, finalmente, graças aos poderes de Greyskull e da lógica dialética, Cuba tornou-se o maior país do mundo: tinha sua capital em Moscou, seu exército na África e seu povo livre em Miami. Influenciado pela malfadada idéia trotskysta de "revolução permanente" – idéia esta que lhe valeu o exílio para o México da bela e irresistível Frieda Kahlo por quem o ex-Comandante do Exército Vermelho expurgado se apaixonou perdidamente - Fidel exportou La Revolución primeiramente para a África e posteriormente para a América do Sul, começando pela Bolívia, onde foi delatado e deletado o Che, deixando muitas lacrimosas viúvas em toda a América Lat(r)ina. (O local de sua morte hoje é um santuário com peregrinações maiores do que as feitas ao mausoléu de Rodolfo Valentino, o mais famoso Latin lover de Hollywood depois de El Zorro, digo: Antonio Banderas).

Em1980, já se podiam notar os primeiros efeitos do mencionado empreendimento exportacionista: em maio, uma primeira leva de 120.000 cubanos foram autorizados a inaugurar o êxodo para os Estados Unidos, coisa posteriormente proibida, de modo a evitar o esvaziamento populacional de Cubanacan, misterioso país del amor. Número maior do que o mencionado acima é o dos mortos e presos pela Revolución, malgrado Fidel ter assegurado a um jornalista cor-de-rosa brasileiro: "En Cuba no hay prisioneros políticos, hay inimigos de la revolución!" Convenhamos que esta é uma ótima piada...de humor negro, perdão: "negro" não, "macabro", para ser politicamente correto.

Em 1985, o rei indicou o príncipe para ocupar o trono, perdão: Fidel indicou Raúl, seu irmão, para sucedê-lo no posto de El Coma Andante. Daí para diante, membros notáveis de nossa esquerda festiva não poderiam mais fumar um charuto com Fidel Castro, não porque não desejassem assim fazer e o próprio assim não quisesse, mas sim porque ele abandonou o tabagismo a conselho médico. Mas, quem será? Quem será? Quem será que dançou o último tango em Paris, ou seja: que fumou o último charutão com El Coma Andante? Lulla, Chico Buarque, Oscar Niemeyer, o sub-comandante Marcos de Chiapas ou sub-comandante Zé Dirceu da Bruzundanga???

Na década de 90, Cuba esteve às portas da miséria com o fim da mesada dada pela União Soviética. Porém, é de bom alvitre sempre lembrar que, em 30 anos de aliança com Cuba, a União Soviética nada fez pelo desenvolvimento socioeconômico do país, que continuou sendo um país agrário produtor de tabaco, açúcar e rum. Além disso, a revista Forbes insiste em asseverar que, após 50 anos de revolução, Cuba não enriqueceu...não enriqueceu seu povo, mas sim seu líder supremo que - mesmo não sendo grande empresário no ramo da informática – tornou-se o Bill Gates do Caribe.

O mesmo está fazendo Lulla, ao criar eternos dependentes do Bolsa Família num descarado assistencialismo. E pensar que mais de 60% do povo o apóia cegamente... Que se pode fazer? Se não adianta mesmo mudar de governo, só resta a solução de mudar de povo!

Quanto a Cuba, se ela não adotou o regime de livre empresa, ao menos atenuou seu regime de economia puramente estatal, ao criar um de economia mista. Meno male! Criou também resorts para turistas em que a moeda é o dólar. Mais tarde, passou a contar com a ajuda monetária de Hugorila Chávez, o truculento caboclo enrricado de Maracaibo, que entrou no governo com US$ 10 o barril de petróleo e hoje está a mais de US$ 100, fornecendo boa prova de que o dinheiro é ótimo servo, porém péssimo senhor.

Em 1995, El Coma Andante tirou, pela primeira vez, seu quepe, suas botas e seu sua jaqueta verde-oliva, comparecendo de terno e gravata numa reunião da ONU na Dinamarca. E em 1998, recebeu o Papa João Paulo II numa visita histórica a Cuba. Sinais de uma grande mudança? Não, meras simulações de tal coisa em que a primeira foi amplamente superada pela segunda, pois temos de considerar que a maioria do povo cubano era e ainda é católica, independentemente da crença ou descrença de Fidel em matéria de religião.

Na década de 90, com o fracasso do comunismo no leste da Europa, a Internacional Comunista resolveu criar o Fórum de São Paulo, onde seriam elaboradas estratégias gramscianas para a hegemonia vermelha em toda a América do Sul. Isto marcou o surgimento de dois acontecimentos assaz preocupantes: (1) O triste retorno do idiota latino- americano. (2) A formação da Trindade do Mal: Belzebu, Mefistófeles e Ashmodeus, perdão: Castro, Lulla e Chávez.

Finalmente, em 2004, a queda de Fidel!

Após ter feito breve discurso de 6 horas, ele foi descer do palanque e tropeçou, dando com as fuças no chão. Nada grave, porém: fraturou o joelho esquerdo e a perna direita. Para os místicos, inequívoco indício da decadência e do fim. Mas, creiamos ou não neste transcendental sinal, a verdade é que, desde o tragicômico ocorrido, El Coma Andante só tem aparecido na tela da TV cubana de pijama, chinelos e com cara de cachorro fazendo cocô na chuva. Aguardemos, pois, o que fará Raulito de Las Candongas, agora que assumiu o posto de Coma Andante em exercício de Cubanacan.



Mario Antonio de Lacerda Guerreiro nasceu no Rio de Janeiro em 1944. Doutorou-se em Filosofia pela UFRJ em 1983. É Professor Adjunto IV do Depto. de Filosofia da UFRJ. Ex-Pesquisador do CNPq. Ex-Membro do ILTC (Instituto de Lógica, Filosofia e Teoria da Ciência), da SBEC (Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos). Membro Fundador da Sociedade Brasileira de Análise Filosófica, membro Fundador da Sociedade de Economia Personalista e membro do Instituto Liberal do Rio de Janeiro e da Sociedade de Estudos Filosóficos e Interdisciplinares da Universidade. Autor de: "Problemas de Filosofia da Linguagem"; "O Dizível e O Indizível"; "Ética Mínima Para Homens Práticos"; "O Problema da Ficção na Filosofia Analítica"; "Ceticismo ou Senso Comum?"; "Deus Existe? Uma Investigação Filosófica" e "Liberdade ou Igualdade".
E-mail: xerxes39@gmail.com


Publicado no site "Parlata".
Segunda-feira, 05 de maio de 2008.

Leia também: O ADVENTO – Reinaldo Azevedo

Monday, December 01, 2008

UMA FIGURA ABJETA DE MUITAS CARAS E NOMES.










































As três faces de um canalha
por Paulo Carvalho Espíndola

A primeira delas é o seu nome de batismo, José Dirceu de Oliveira e Silva, nome pomposo que bem poderia nomear um herói. Muito menos que isso, nomeia um nefando terrorista e um dos maiores criminosos da História recente do Brasil.

A segunda é a do "companheiro" Daniel, desde cedo traidor da pátria e fiel seguidor do facínora Carlos Marighela, aquele mesmo que Lula, muito recentemente, rotulou de herói. Daniel logo descambou para a subversão, até ser preso em um congresso estudantil ilegal. Recuperou a liberdade ao ser banido do território nacional na troca por um embaixador norte-americano, seqüestrado por terroristas. O terror era a sua causa e o crime a sua vocação. Por eles fez cursos de guerrilha em Cuba, onde estabeleceu fortes laços de cumplicidade com o assassino Fidel Castro e formou nova quadrilha de malfeitores políticos, o Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), de curta duração e de triste destino.

A terceira é de Carlos Henrique Gouveia de Melo - o mesmo "companheiro" Daniel - na sua volta clandestina ao Brasil. Sob essa face, estabeleceu-se em Cruzeiro do Oeste/PR, iludiu uma pobre-rica mulher e com ela se casou, assim aumentando um pouco mais a sua extensa folha-corrida criminal.

A tão falada anistia, que a esquerda hoje tanto tenta invalidar para o lado que a venceu na luta armada, libertou Carlos Henrique da sua máscara e do seu casamento ilegal, com o quê ressurgiu das cinzas a pior face de um canalha.






















Voltou à cena José Dirceu.

Curiosamente livre de um passado sujo, José Dirceu enveredou pela política legal e tornou-se expoente do Partido dos Trabalhadores e, muito mais, eminência parda daquele que acabou por eleger-se presidente do Brasil.

O circo tornou-se seu. Fazia e desfazia com o beneplácito de Lula, que tinha e ainda tem muito medo dele, por razões que a própria razão desconhece. Acredito que seja porque ele saiba de muita sujeira.

Foi o mandatário de fato e, assim, tinha toda a liberdade de ação. Ágil, voltou ao crime, aliando-se ao colarinho branco e a uma nova quadrilha. Daí vieram os mensalões e uma incontável série de malfeitos, capazes, em um país sério, de implodir toda a estrutura governamental. Não foi o caso do Brasil.

José Dirceu foi defenestrado do governo e teve cassado o seu mandato parlamentar. Agora é lobista e prossegue nas suas articulações de bastidores, com Lula e seus parceiros como as suas marionetes.

A memória nacional é cada vez mais curta e disso ele se vale.

Anteontem mesmo, um grande jornal brasileiro abriu espaço para José Dirceu para ele vomitar o seu canto de sereia e afrontar a Marinha do Brasil.

Críticas são sempre bem-vindas na democracia - tenho por hábito grafar essa palavra com inicial maiúscula. Ler a matéria de José Dirceu, entretanto me causou asco e, sobretudo, a certeza de que ele continua o mesmo, ao exaltar o assassino João Cândido, o "almirante negro". Misturou alhos com bugalhos, perversa e maldosamente, à guisa de defender um anti-racismo muito mais presente nas mal encobertas intenções de "movimentos sociais" do que na realidade de um país miscigenado como o Brasil.

É emblemática a parcialidade do articulista José Dirceu no seu agravo à Marinha do Brasil: A Marinha não condena a chibata, os castigos físicos e nem os métodos de alistamento militar utilizados então, quando os conscritos negros eram caçados a laço – contra os quais Cândido liderou o movimento – mas condena a revolta por causa das vítimas entre os oficiais (quatro) e a população civil (duas crianças) do Rio de Janeiro, bombardeado. Pior, a Marinha não condena a prisão de João Cândido, sua expulsão da Marinha, sua vida na miséria e nem o assassinato de seus 16 companheiros.

É subliminar a diferença que faz entre "vítimas" (as da Marinha) e o "assassinato" dos companheiros de José Cândido.

Não sou psicólogo e, muito menos, psiquiatra para interpretar o que diz esse homem, mas me parece desigual a relação entre os mortos de cada lado. Para mim é bem nítida a tendência para deturpar a História: danem-se as vítimas da Marinha e glória aos companheiros de um assassino frio que urinou no cadáver de seu comandante. Nessa redação comprometida, duas crianças e quatro oficiais não significam nada; os rebeldes, sim.

José Dirceu continua o mesmo, fiel à traição e ao derramamento de sangue, desde que assim seja para os seus desígnios.

Vários dos seus vinte e oito companheiros da MOLIPO tombaram em confronto com os órgãos de segurança. Com certeza, foram delatados e "deletados" por um companheiro em Cuba. Isso pode ter sido obra de Fidel Castro ou de algum amigo "revolucionário" brasileiro. Não me atrevo a apontar culpados, no entanto, tenho convicção de que Daniel conhece muito bem essa estória macabra.

Antes de redescobrir e de reinterpretar os arquivos da História da Marinha, "companheiro" Daniel, abra os seus. Os companheiros da MOLIPO descansarão em paz ou não.

Interessante em tudo isso é que um órgão da grande imprensa ainda abre espaço para essa gente.

E o contraditório?

Ah! Ele virá, certamente, em outro bostejo de José Dirceu...

































Paulo Carvalho Espíndola é Coronel do Exército Brasileiro.









Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais"(Regional Brasília).
Segunda-feira, 01 de dezembro de 2008.





Queda-de-braço – Olavo de Carvalho


Anestesia obâmica – Heitor De Paola



Friday, October 24, 2008

AMÉRICA – SOB O DOMÍNIO DO MAL!

Foto: Barack Hussein Obama, islamita, comunista e demonista, precisa dizer mais?




































Candidato do medo
por Olavo de Carvalho

Obama promete desmantelar o sistema de defesa espacial, desacelerar o programa americano de pesquisas nucleares, transformar em derrota a vitória no Iraque, vetar a abertura de poços de petróleo.

Chamado de Messias pelo líder radical muçulmano Louis Farrakhan e de Meu Jesus pela editora-chefe de um jornal universitário, Barack Hussein Obama informa: "Contrariamente ao que diz a opinião popular, não nasci numa manjedoura." Já pensaram se ele não avisasse? Qualquer que seja o caso, pelo menos um milagre confirmado ele já fez: é o primeiro candidato presidencial que obtém o aplauso de todos os inimigos dos EUA sem que isto desperte contra ele a menor desconfiança do establishment americano. Entre seus entusiastas, contam-se o Hammas, o presidente iraniano Ahmadinejad, Muammar Khadafi, Fidel Castro, Hugo Chávez e o canal de TV Al-Jazeera. Imagino o que aconteceria à candidatura de Franklin D. Roosevelt em 1932 se ele recebesse o apoio ostensivo de Josef Stalin, Adolf Hitler e Benito Mussolini.

É verdade que Obama promete desmantelar o sistema de defesa espacial dos EUA, desacelerar unilateralmente o programa americano de pesquisas nucleares, transformar em derrota a vitória no Iraque, vetar a abertura de poços de petróleo e oferecer carteiras de motorista e assistência médica gratuita aos imigrantes ilegais, aquele povinho patriota que quer transformar o Texas e a Califórnia em estados mexicanos. Mas, se você insinua que qualquer dessas coisas é um bom motivo para os comunistas e radicais islâmicos gostarem dele, a mídia em peso diz que você "passou dos limites" e é virtualmente culpado de crime de ódio.

Ahmadinejad declarou que a vitória do candidato democrata nas eleições dará o sinal verde para a islamização do mundo, Khadafi proclamou que Obama é um muçulmano fiel apoiado por milionários islamitas e Louis Farrakhan, aproveitando a onda de entusiasmo obamista, anunciou que a Nation of Islam, a sociedade secreta de radicais islâmicos que ele preside, há décadas funcionando em marcha lenta, está tendo "um novo começo" e logo estará operando de novo com força total. O sentido desses fatos é claro, mas notar isso é imoral: todo cidadão de respeito tem de jurar que o apoio vindo dos inimigos da América é apenas um equívoco da parte deles, já que Obama não lhes deu – oh, não! - o menor pretexto para que simpatizassem com ele. Insinuar qualquer convergência de interesses é imputar a Obama culpa por associação – uma perfídia carregada, evidentemente, de "subtons racistas".

Qualquer palavra mais dura contra o candidato negro é, aliás, apontada como prova de racismo, e a mínima sugestão de que haja nisso alguma chantagem racial é prova dupla. O próprio John McCain faz questão de manter o debate na esfera das idéias, frisando que o oponente é "um homem decente, do qual não há nada a temer." Essa declaração é involuntariamente irônica. A coisa que todo americano mais teme, hoje em dia, é alguém suspeitar que ele pensa mal de Barack Hussein Obama. Seguindo o exemplo do líder, a militância republicana capricha nas exibições de respeito e veneração à pessoa do adversário.

Um funcionário do escritório da campanha de McCain em Pompano Beach, CA, que colocou atrás de sua mesa um cartaz associando Obama a Marx e Hitler foi instantaneamente demitido. Um cidadão do Estado de Ohio, que fez umas perguntas mais duras ao candidato democrata sobre seu projeto de reforma fiscal, pagou caro pelo atrevimento. Teve sua vida particular vasculhada pelos repórteres e foi severamente criticado pelos crimes hediondos de trabalhar como encanador sem licença e de não ter pago uma multa de trânsito que recebeu no Arizona oito anos atrás. Isso dá uma idéia do zelo exasperado com que a grande mídia protege a imagem de Barack Obama. Samuel Wurzelbacher, ou Joe Encanador – o apelido pelo qual veio a ser nacionalmente conhecido -, tira da sua experiência a conclusão incontornável: "Quando você já não pode mais fazer perguntas a seus líderes, é uma coisa temível."

O temor não é somente psicológico. Vários militantes republicanos já foram surrados por obamistas, escritórios da campanha McCain em vários estados foram invadidos e destruídos, e só a ação da polícia impediu, a tempo, que centenas de agitadores obamistas bem treinados, armados de coquetéis Molotov, queimassem os ônibus que se dirigiam à Convenção Republicana em St. Paul (mesmo assim os remanescentes fizeram um belo estrago).

Quando um candidato usa de métodos terroristas e ao mesmo tempo o establishment decreta que chamá-lo de terrorista é o suprassumo da demência, está claro que esse candidato tem direitos ilimitados. Ele pode receber 63 milhões de dólares em contribuições ilegais do exterior, e nada de mau lhe acontecerá por isso. Uma ONG que o apadrinha pode fazer uma derrama de títulos de eleitor falsos em treze estados, e ai de quem sugira que ele tem alguma culpa no caso. Em compensação, McCain foi acusado de violência verbal criminosa pelo simples fato de mencionar a ligação arquicomprovada de Obama com William Ayers.

Uma passeata em favor de McCain-Palin, em Nova York, foi recebida com toda sorte de xingamentos e ameaças. Como, em contrapartida, nenhuma violência se observasse contra os militantes obamistas, foi preciso inventar que, num comício de Sarah Palin, alguém gritou Kill him! ao ouvir o nome de Obama. A polícia examinou cuidadosamente as gravações do encontro e concluiu que ninguém gritou nada disso. Outro fator intimidante é a superioridade econômica. A campanha de Obama recolheu nada menos de 605 milhões de dólares em contribuições. Para cada anúncio de McCain, saem quatro de Obama. Mais avassaladora ainda é a propaganda gratuita fornecida ao candidato democrata pela grande mídia.

Até o momento, o único jornal de certa importância que noticiou o processo movido pelo advogado democrata Philip Berg contra Obama foi o Washington Times - nominalmente republicano –, que no entanto classifica as dúvidas quanto à nacionalidade de Obama como meros "rumores da internet" e, aludindo ao processo só nas linhas finais, como se fosse apenas um rumor a mais, se omite de informar que Obama, em vez de apresentar sua certidão de nascimento como solicitado pelo queixoso, preferiu lançar mão de uma complexa argumentação jurídica para se esquivar de fazê-lo. O segundo processo, aberto no estado de Washington, não é nem mencionado.

As maiores empresas de jornais e canais de TV protegem o candidato democrata não somente contra seus adversários, mas contra ele próprio. Atos ou declarações dele que possam mostrá-lo a uma luz desfavorável são cuidadosamente omitidos. Em toda a grande mídia americana não se encontrará uma só palavra sobre a longa carreira de Obama como militante abortista, muito menos sobre a única atividade importante desenvolvida por ele no plano internacional: a campanha montada, com dinheiro público, para elevar ao poder no Quênia o agitador anti-americano e pró-terrorista Raila Odinga, culpado de ordenar o assassinato de mais de mil de seus opositores políticos e de conspirar com líderes muçulmanos para impingir a religião islâmica a uma nação de maioria cristã.

Obama não somente ajudou Odinga com dinheiro dos contribuintes americanos e abriu contatos para ele no Senado, mas fez comícios em favor dele no Quênia. Se algo mostra a verdadeira natureza dos compromissos internacionais do candidato democrata, é esse episódio – mas até a FoxNews se omite de tocar no assunto.

Por aqui, todo mundo diz que a vitória de Obama é certa. A mim me parece que, mesmo se perdesse as eleições, Obama seria um vencedor. O partido de seus adversários já estava de joelhos no momento em que, em vez de um conservador autêntico, escolheu como candidato um típico liberal republican, promessa garantida, caso eleito, de um governo fraco, subserviente aos críticos, exatamente como o foi o de George W. Bush.

A esse primeiro desatino seguiu-se outro pior: a partir do instante em que os republicanos, em vez de abrir mil processos como o de Philip Berg, aceitaram como adversário eleitoral legítimo e decente um candidato sem nacionalidade comprovada, com uma biografia nebulosa e repleta de mentiras flagrantes, ajudado e subsidiado pelos mais odientos inimigos do país, ficou claro que haviam abdicado de todo sentimento de honra e consentido em legitimar uma farsa. Se perderem as eleições, eles merecerão tantas lágrimas quanto aqueles que preferiram antes deixar Lula conquistar a presidência do Brasil do que contar o que sabiam sobre o Foro de São Paulo.

Quanto à campanha de Obama, seu perfil é claro. O amálgama de promessas utópicas, propaganda avassaladora, beatificação psicótica do líder, apelo racial, controle da mídia e intimidação sistemática do eleitorado é idêntico nos mínimos detalhes à estratégia eleitoral de Hitler em 1933, mas para dizer isso em público – ou mesmo conscientizá-lo em voz baixa – é preciso mais coragem do que se pode esperar do eleitor médio hoje em dia.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias.
E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal "Diário do Comércio" (Opinião).
Quinta-feira, 23 de outubro de 2008, 22h05



JORNAL NACIONAL = MINISTÉRIO DA PROPAGANDA PETISTA
(NÃO ACREDITE NA GLOBO, SÃO TOTALMENTE VENAIS, PLIM, PLIM).

VEJA NESTE VÍDEO DO QUE É CAPAZ A REDE GLOBO E SEUS APRESENTADORES.
ELES TOPAM TUDO POR DINHEIRO, VENDEM ATÉ A ALMA PARA O DIABO!




Podem incluir na relação da mídia safada e mentirosa os jornalões "Folha de S. Paulo", "O Estado de S. Paulo", "O Globo", "Jornal do Brasil", "Correio Braziliense", "O Estado de Minas Gerais", etc. E mais ainda: "IBOPE", "Datafolha", "CNT" e outras merdas do mesmo naipe.


ESSES NOJENTOS, VÃO PAGAR CARO, NÃO PERDEM POR ESPERAR!

Vídeo originalmente exibido no blog "DOIS EM CENA".


Morrendo por delicadeza – Olavo de Carvalho

Os desacertos da polícia paulista – Editorial do Jornal do Brasil



Monday, September 29, 2008

Foro de Sao Paulo: El holocausto comunista de América Latina.










































"América Latina está gobernada por el Foro de Sao Paulo"
por Antonio Sánchez García

Antonio Sánchez García afirma que "salvo dignas y muy escasas excepciones, América Latina está gobernada por el Foro de Sao Paulo y sus vicarios de la izquierda en todos sus matices".

Salvo dignas y muy escasas excepciones, América Latina está gobernada por el Foro de Sao Paulo y sus vicarios de la izquierda en todos sus matices. En el reparto de roles, como en una película de Hollywood, unos hacen del buen policía, juicioso y moderado, otros el del policía zafio y brutal. El concierto de sus aspiraciones es la misma: controlar la región y avanzar tanto como se pueda en su labor de zapa de la institucionalidad democrática y el descoyuntamiento de nuestra tradición republicana.

No importa que entre unos y otros(as) haya diferencias tácticas en asuntos puntuales. Como por ejemplo el tratamiento de la crisis boliviana – impuesta a macha martillo por Evo Morales - o las relaciones con los Estados Unidos. A efectos de la manada, el propósito no cambia un ápice: desbancar los sistemas prevalecientes desde hace dos siglos, transformar de raíz la constelación de nuestras relaciones internacionales, liquidar las llamadas burguesías locales y montar sistemas de dominación unidimensionales de intensidad variables: abiertamente totalitarias en donde ello sea posible – Venezuela, Nicaragua, Ecuador, Bolivia – caudillescas y opresoras donde la propia tradición imponga dictaduras "perfectas", como en la Argentina mafiosa y peronista, y socialdemócratas respetuosas a lo interno donde el cuero no de para más, como en Chile y en Brasil.

Si el caso de Venezuela no puede ser más elocuente, el de Bolivia no lo es menos. En el caso venezolano, que vive la peor crisis de su historia, desde Lula a Michelle Bachelet han construido un parapeto protector que consolida la violación de la constitución y los atropellos a los derechos humanos, impidiendo que los organismos multilaterales – desde la ONU a la OEA y desde el ALBA a UNASUR – exijan la aplicación de correctivos enmarcados en sus declaraciones de principio.

Poco importa que entre los atropellados haya altos funcionarios internacionales de su propia ciudadanía, como José Miguel Vivanco y Human Rights Watch. Las Cartas Democráticas de la OEA y de Ushuaia son meramente decorativas: sirven de mascaradas a los miembros del Club, intocables todos y solidarios unos a otros por principio. El de Bolivia reitera el mismo tratamiento: no se va en auxilio del pueblo boliviano, sino de su gobernante. Al que se le tira un salvavidas para que tome un segundo aire y pueda arremeter con los ímpetus de siempre una vez controlado el volcán sobre el que se asienta.

Finalmente sigue Bolivia, como el Ecuador, el mismo guión preestablecido en el Foro y puesto en acción con la asesoría de Fidel Castro y el financiamiento de Hugo Chávez.

El Club acaba de hacer su estreno en las grandes ligas de la diplomacia en la Asamblea General de la ONU en Nueva York. Por cierto: en medio de la crisis financiera global, que viene como anillo al dedo para desviar la atención de los problemas prioritarios de nuestra región, como el terrorismo, el narcotráfico, la inseguridad, las violaciones y sobre todo la pobreza.

Por cierto: con una impudicia indigna de su aparente sobriedad, ha expresado allí uno de los miembros del Club – la Sra. Bachelet – una afirmación no sólo absurda y peregrina, sino insólita: con los 750 mil millones de dólares con que la reserva federal auxilia al sistema financiero de los Estados Unidos se hubiera podido resolver el problema de la pobreza en el planeta.

¿Cinismo o estulticia? Olvida expresamente la Sra. Bachelet que esa es exactamente la cantidad de dinero de que ha dispuesto su par el teniente coronel Hugo Chávez en nueve años de gobierno, durante los cuales no sólo ha agravado el problema de la pobreza, sino que ha arruinado aún más a un modesto país de 1 millón de kilómetros cuadrados y 28 millones de habitantes. Sumiéndolo en la depauperación y la criminalidad. Si el Foro fuera el encargado de repartir ese dinero, a personajes como Mugabe y Daniel Ortega, ya nos imaginamos los resultados.

Ahora se reúnen en Manaus. Lula, el director de la orquesta, pedirá que los trombones de Chávez y los charangos de Evo no desentonen demasiado. Que falta todavía un buen trecho por recorrer. De paso se aprovechará de la circunstancia para afianzar sus negocios, que al fin y al cabo sus electores todavía son brasileños: agarrarse el gas para su burguesía neo imperialista y seguir exportando huevos y construyendo puentes en las tierras del mejor presidente de Venezuela en sus últimos cien años. Malos, muy malos tiempos los de estas democracias paridas en el Foro de Sao Paulo. Así no quiera creerlo Teodoro Petkoff: nos llevarán a la ruina.


Antonio Sánchez García es historiador, filósofo, profesor, columnista en diversos medios venezolanos y autor del libros: "Dictadura o Democracia: Venezuela en la encrucijada" y "La izquierda real y la nueva izquierda en América Latina".







Publicado en el sitio "noticias24.com".
Lunes 29 de septiembre de 2008, 12h12.



A próxima crise americana – Olavo de Carvalho



"América Latina está gobernada por el Foro de Sao Paulo" – Antonio Sánchez García

Friday, September 12, 2008

O "czar" da banânia.










































Fomos coniventes com Evo Morales
por William Waack

A capacidade de Evo Morales e Hugo Chávez de tornarem as coisas difíceis para si mesmos e para o resto do continente é diretamente proporcional à incapacidade brasileira de convencê-los de que os caminhos “bolivarianos” levam apenas ao fracasso das economias, ao dissenso interno, à desestabilização política e a conflitos externos absolutamente desnecessários.

Curiosamente, é amplo consenso no Brasil que esses fenômenos – instabilidade econômica e política, conflitos externos – não nos interessam. Não há candidatos sérios à Presidência da República por aqui com plataformas sequer remotamente apegadas à quebra das instituições, rompimento de contratos de longo prazo, repúdio a dívidas, hostilidade a potências estrangeiras, nacionalização, estatização, perseguição de minorias, cerceamento da oposição ou destruição dos outros poderes.

É o que Evo Morales e Hugo Chávez fazem, diante de um governo brasileiro incapaz de articular nossa conduta em função dos nossos interesses de longo prazo. Que interesse podemos ter em vizinhos à beira da guerra civil, como a Bolívia? Que interesse podemos ter num vizinho que ressuscita a Guerra Fria no Caribe como maneira de promover a própria fanfarronice militar, como faz a Venezuela?

Cabe aqui uma pergunta central: qual a capacidade que o Brasil tinha de influenciar acontecimentos nos reinos de Evo Morales e Hugo Chávez? Muita, se tivessemos já há bastante tempo deixado suficientemente claro para ambos que à principal potência regional (o Brasil) não interessa a instabilidade que ambos promovem. É, sim, direito legítimo dos povos da Venezuela e da Bolívia de viver sob o regime político e econômico que bem entenderem.

Mas – e é nesse “mas” que reside nosso problema – não às custas de sacudir o resto. Pode o atual governo brasileiro olhar para a situação boliviana e dizer que se trata de um observador neutro, empenhado em promover algum tipo de conciliação interna baseada no compromisso e entendimento que as partes possam atingir? Claro que não. Fomos coniventes com Morales – “a coisa mais extraordinária” da América do Sul, segundo Lula.

Podemos nos dirigir a Chávez dizendo que, para o Mercosul (um projeto que nasceu não apenas para baixar tarifas aduaneiras), é contraproducente a fabricação de conflitos com outros centros de poder? Claro que não. Assistimos ao jorro de sandices verbais do desequilibrado presidente da Venezuela como se fosse um animador de auditórios – agora que ele não só compra aviões russos mas, também, trata de provocar infantilmente os Estados Unidos promovendo manobras militares com os russos nós vamos bater palmas, rir ou fazer de conta que nada está acontecendo?

Permitam-me aqui um parênteses. Na célebre crise dos mísseis de 1962 (quando Moscou instalou mísseis nucleares em Cuba), Fidel Castro, o maior inspirador de Chávez, foi o principal perdedor. Estados Unidos e União Soviética entenderam-se à revelia do ditador cubano. Não seria difícil imaginar que, na visão de mundo distorcida e peculiar de Chávez, ele talvez possa estar achando que será uma espécie de “vingador” da História, trazendo para a porta dos fundos dos EUA seu velho rival. Arrisca-se a ser, como Fidel, o principal perdedor.

Situações de política externa desfavoráveis aos interesses de um país não são cataclismos meteorológicos, surgidos do nada. Morales e Chávez precisaram ser cultivados, criados, tolerados, precisaram sentir-se livres para agir, incentivados a tentar e convencidos de que podem conseguir. Em momento algum sentiram-se impedidos pelo seu principal vizinho, o Brasil.

Quem os apóia e festeja esse tipo de panacéia retrógrada e perigosa tem motivos para celebrar. Para os interesses do Brasil os acontecimentos na Bolívia e na Venezuela são lamentáveis. Resta esperar que a realidade se imponha – algo que dirigentes ideologizados jamais se dignam a admitir. O preço será pago por um enorme e indesejado sofrimento das populações da Bolívia e da Venezuela.


William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.



Publicado no Portal G1.
Quinta-feira, 11 de setembro de 2008, 20h13.



11 de Setembro de 2001 - Não nos esqueçamos jamais!

General Raymundo Nonato: "Um grande ensinamento" - Editoria de Economia do jornal "O Dia Online".



O "czar" da banânia.

Saturday, August 02, 2008

Presidente Uribe, após tocar a "pata do tinhoso", convém lavar as
mãos com água-benta.































O PERIGO DA ALIENAÇÃO
por José Nivaldo Cordeiro

Um dileto amigo perguntou-me ontem se os loucos não seríamos nós, aqueles que olhamos a cena política brasileira e apontamos o estado de manicômio em que ela se encontra. Afinal, os revolucionários estão se dando muito bem, ganham honrarias e dinheiro, exercem o poder de Estado, manejam enormes verbas em empresas privadas que dependem do governo, atravessam os oceanos para falar em nome de todos os brasileiros. Nadam de braçadas, como se diz na gíria. Quem está fora do festim seria o idiota e o louco, vez que as oportunidades todas estão fechadas para si. Um exemplo acabado dessa verdadeira exclusão social é o filósofo Olavo de Carvalho, um dos primeiros a apontar a demência coletiva nunca vista antes nesse país. Olavo perdeu os empregos, a renda e até mesmo a condição de residir no Brasil. De certo modo está a amargar o exílio, algo bastante doloroso para quem tem amor à pátria.

O lado bom da história do Olavo é que ele pôs entre si e o manicômio chamado Brasil uma distância higiênica, que aqueles que continuam aqui não têm como fazer. Resta-nos continuar a anunciar periodicamente que o estado de loucura tem aumentado, funcionando qual sentinelas a medir a vazão de um leito de um rio que passa por uma enchente. "A água ganhou mais um metro e está subindo". Enchente, bem o sabemos, não poupa ninguém. Na proporção tsunâmica que estamos a ver leva-nos a esperar uma catástrofe do tamanho daquelas citadas nas passagens bíblicas, algo como a que deu origem à Arca de Noé.

Claro, dar-se bem individualmente nessa situação não é apenas alienar a alma (enlouquecer), mas também renunciar a uma existência moral. Fazer tudo que o partido mandar é a regra de ouro. Não mais ter vontade própria, nem compromisso com a família, a tradição e a verdade. Não mais ter individualidade, fazer apenas o que manda o partido. Algo assim como nos tempos de Hitler e de Lênin e demais assemelhados históricos, a exemplo de Fidel Castro na sua Ilha-prisão.

Além de loucos são imorais, os revolucionários. Sem qualquer limite. Sem eira nem beira. Cabe aqui rememorar a bela citação que Voegelin fez no preâmbulo de seu livro A NOVA CIÊNCIA DA POLÍTICA: "A posteridade poderá saber que não deixamos, pelo silêncio negligente, que as coisas se passassem como num sonho." A frase, de Richard Hooker, terá sido o testemunho mais perspicaz daqueles tempos loucos da Reforma na Inglaterra. Os brasileiros terão, ao menos, os livros de Olavo de Carvalho e de Bruno Tolentino, esses dois gigantes que não se deixaram enlouquecer e nem abandonaram a arena e nem venderam a alma por algumas moedas de prata. Não se calaram, não comungaram do silêncio cúmplice. Temos os nosso Hookers, se é que serve de consolo.

Ontem eu lia, ainda uma vez, o livro de Ortega y Gasset MEDITACIONES DEL QUIXOTE. Nos últimos artigos que escrevi sublinhei que Voegelin chamou a atenção para a segunda realidade que é criada pelos dementes revolucionários. Voegelin o fez muito didaticamente, se se quiser, sinteticamente, citando Dom Quixote como um exemplo acabado de alienação. Ortega, um espanhol diante do grande mestre da língua-mãe, investigou o fenômeno bem mais a fundo. Demonstrou que tudo começa na Renascença, quando os europeus decidiram se descolar do real. O gênero romance é o mais adequado para dar conta dessa situação fantástica e a obra de Cervantes é precisamente aquela que o inaugurará. Não terá sido uma mera coincidência.

Ortega mostra como a segunda realidade se coloca e os homens modernos simplesmente se recusam a ver moinhos de vento quando querem enxergar gigantes no seu lugar. Nenhum Sancho Pança será capaz de enfiar a realidade como ela é na cabeça do louco voluntário.

Alguém poderia inquirir: "Por que se incomodar com os loucos? Deixemo-los à sua loucura". Ora, se a questão fosse assim tão simples, não haveria problema algum. O ponto é que os loucos querem se tornar governantes, o que de fato tornam-se, e, a partir do poder, querem moldar os homens à sua loucura. A isso se chamou de engenharia social, cujo nome mais conhecido é socialismo. Meu caro leitor, quantos eleitores socialistas você conhece? Quantos políticos socialistas você conhece? Quantos governantes socialistas você conhece? Pois bem, todos eles são malucos de pedra e querem o poder para, loucamente, governar o Brasil. O caso mais trágico de loucura levada à forma de governo foi o da ex-URSS. O mais espetacular o de Hitler. Custaram milhões de mortos. Estamos a ver agora o caso venezuelano (acabei de ler na internet que Chávez vai estatizar o banco Santander). E também o brasileiro. Quantos milhões de indivíduos foram sacrificados em nome dessa loucura socialista? Quantos mais serão?

Acabei de ler no site do UOL também que os mais destacados membros do governo Lula estão citados no computador do terrorista Raúl Reyes, morto em boa hora pela Forças Armadas da Colômbia. Ministros, deputados, a alta hierarquia do PT, todo mundo, direta ou indiretamente citados como cúmplices e colaboradores das FARC, o que torna nossos governantes cúmplices de terrorismo, seqüestro, tráfico de drogas e tudo aquilo que as FARC têm praticado. Numa palavra, é uma perfeita loucura, é como se tivéssemos um governo delinqüente.

Governar de forma demencial tem conseqüências dramáticas, como a destruição da economia, a transformação do sistema jurídico em uma prisão e as forças do Estado numa ameaça perene contra as pessoas, em virtude da criminalização das banalidades da vida. E trás também a guerra. Se, de fato, a responsabilidade dos membros do PT for tudo isso que diz o UOL há um risco até de conflito armado com a Colômbia, o que equivale a um conflito com os EUA. Alguém poderia me dizer se não é a mais arrematada loucura, esta hipótese? Pois é disso que estamos falando. Não nos esqueçamos do recente bombardeio ao acampamento das FARC no Equador, precisamente para matar Raúl Reyes.

Não devemos subestimar o assunto e rir-nos nervosamente, virando para o lado da tela do computador a nossa vista, a modo de esquecer. De te fabula narratur. Ninguém escapará de ser cobrado pela cumplicidade, ainda que esta tenha a forma de um mísero voto, um voto como aqueles que elegeram Hitler.


José Nivaldo Cordeiro: "Quem sou eu? Sou cristão, liberal e democrata. Abomino todas as formas de tiranias e de coletivismos. Acredito que a Verdade veio com a Revelação e que a vida é uma totalidade, não podendo ser cindida em departamentos estanques. Abomino qualquer intervenção do Estado na vida das pessoas e na economia, além do imprescindível para manter a ordem pública. Acredito que a liberdade é um bem que se conquista cotidianamente, pelo esforço individual, e que os seus inimigos estão sempre a postos para destruí-la. Preservá-la é manter-se vigilante e sempre disposto a lutar, a combater o bom combate. Acredito que riqueza e prosperidade só podem vir mediante o esforço individual de trabalhar. Fora disso, é sair do bom caminho, é mergulhar na escuridão da mentira e das falsas promessas".


José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP e editor do site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado". E-mail: nivaldocordeiro@yahoo.com.br

Publicado no site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado".
Quinta-feira, 31 de julho de 2008.



DESABAFO DE MILITAR – Major Frederico Ramos Pereira



Presidente Uribe, após tocar a "pata do tinhoso", convém lavar as mãos com água-benta.
 
Copyright © 2004-2019 Bootlead