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Monday, February 14, 2011

AS LEGIÕES DO DEMÔNIO




A esquerda e o Islã de mãos dadas – Parte I
por Leonardo Bruno

O professor idiota médio, aquele esquerdista encontrado em universidades e escolas, que choraminga horrores sobre a "falecida" (ou a falsa defunta) União Soviética e canta de coro e verso elogios sobre a ditadura de Fidel Castro e sua similar "bolivariana" na Venezuela de Hugo Chávez, nutre uma pernóstica admiração pelas ditaduras teocráticas islâmicas. A questão aí é confusa e necessita de uma visão mais apurada. O professor idiota médio não fala por osmose, por geração espontânea, até porque não tem miolo para tanto, mas fala por macaquices. Ele tem suas fontes de influência e desinformação: Revista Caros Amigos, Carta Maior, Le Monde Diplomatique, cartilhas do PT ou do Partido Comunista, etc.

Por que a esquerda ocidental defende, aprova e legitima a cultura politicamente correta homossexual e feminista no ocidente e contraditoriamente se posiciona a favor dos regimes islâmicos, que colocam mulheres feministas na cadeia e enforcam gays? Por que a esquerda ocidental odeia tanto o cristianismo, ao mesmo tempo em que aprova o fundamentalismo islâmico e o terrorismo? Por que uma militância ateísta e laicista, de repente, se torna aliada ao que há de pior no fanatismo e no atraso político totalitário religioso?

Uma coisa parece bastante óbvia: há uma aliança política entre o islã totalitário e os regimes comunistas. Ou melhor, há uma aliança tática entre o islã e os militantes comunistas e socialistas do ocidente. A Venezuela se aproxima do Irã para o desenvolvimento conjunto de armas nucleares, com a ajuda da Bolívia, que fornece o urânio. Os grupos terroristas islâmicos são armados com logística soviética e chinesa, além de norte-coreana, e seus excedentes de armas são disseminados na América Latina, através do narcotráfico das Farc e demais grupos terroristas de esquerda. Mesmo o proto-ditador Hugo Chávez compra armas soviéticas da Ucrânia e da Rússia.

Na verdade, o islã faz o mesmíssimo papel que Hitler fez na segunda guerra mundial. Um dos fatores que motivaram a aliança comunista com Hitler, através do Pacto Ribentropp-Molotov, era a perspectiva de que a Alemanha nazista, ao guerrear contra o oeste, se enfraqueceria, junto com as democracias ocidentais. Os regimes totalitários sabiam das fraquezas e da covardia das democracias ocidentais, temerosas em declarar uma guerra. Tanto os nazistas, como os comunistas exploravam esse medo, através de uma campanha de desinformação em massa na imprensa e na opinião pública. O regime nazista era vendido como a muralha contra as hordas bolchevistas do oriente. E os comunistas ocidentais usavam, tanto o regime nazista, como os sistemas democráticos, como espantalhos de "sociais-fascismos" e idolatravam a expansão e dominação da União Soviética.

Paradoxalmente insuflavam movimentos pacifistas de desarmamento unilateral das democracias, já que na ótica deles, tanto as democracias, como os fascismos eram apenas "fascismos", estavam no mesmo plano político. Quando a União Soviética invadiu a Finlândia em 1939, pouco depois do Pacto de aliança entre Hitler e Stálin, os intelectuais de esquerda, dentre os quais, Eric Hobsbawn, defenderam alegremente a expansão criminosa da Rússia naquele país. E quando Hitler invadiu a França em 1940, os comunistas franceses boicotaram o esforço de guerra francês contra o exército alemão.

A Alemanha, outrora bastião anti-bolchevique, tornou-se justamente a porta de entrada comunista na Europa. O exército alemão, que dependia largamente da logística e petróleo soviético, e envolvido em uma guerra longa, seria boicotado pelos russos, que invadiriam a Alemanha e dominariam a Europa. Na verdade, a Alemanha seria o quebra-gelo do exército vermelho sobre todo o continente europeu. Hitler percebeu isso a tempo e invadiu a União Soviética, pegando de surpresa os russos. A completa derrota do exército alemão e de seus aliados no Leste Europeu deu passe livre para que o exército vermelho ocupasse metade do continente. A única situação que impediu a total bolchevização da Europa foi a presença do exército americano, que evitou que todo um continente fosse perdido para o totalitarismo russo.

A situação atual não é muito diferente. É apenas mais complexa. A disputa atual não é entre democracia e ditadura apenas, mas envolve toda a estrutura de uma civilização. Tanto o islã, como o movimento comunista, são aliados na destruição completa da civilização cristã ocidental. Reitero, cristã, porque é o cristianismo que dá perfeita coerência aos nossos valores de direitos individuais e direitos humanos na democracia. Não se pode falar em sacralização da vida humana dentro do Estado laico que aprova o aborto. Nem a proteção da família com os "direitos" dos homossexuais e o decréscimo das famílias europeias e americanas. A perda de coerência de princípio das instituições europeias e ocidentais gerou essa crise de valores, essa crise hierárquica de princípios, que faz o continente europeu e o ocidente definharem para a barbárie islâmica. A campanha em massa de degradação, difamação e destruição sistemática do cristianismo já é antiga. Porém, ela ganha força quando os próprios Estados democráticos se tornam virulentamente hostis à religião cristã. Mas é só à religião cristã. Do lado islâmico, através da política do multiculturalismo, a tolerância dos Estados ocidentais é anormal, abusiva e até criminosa.

Muitos poderiam objetar que a disputa entre ocidente e oriente é entre laicismo e religião, democracia e totalitarismo. Nada mais falso. O conceito de governo laico é pura invenção do cristianismo medieval. Parte da dessacralização do poder político e da recusa saudável da divinização do Estado, do rei ou do imperador, comum ao mundo antigo e ao mundo islâmico. No entanto, o laicismo, que é uma ideologia que destrói qualquer fundamento na transcendência, tem sua forma de idolatria: o materialismo, na figura do próprio Estado encarnado, que se torna vontade última no plano dos valores e do direito.

O relativismo moral, ético e cultural do ocidente e o multiculturalismo são frutos cabais da militância laicista. A pregação intelectual laica gerou o esvaziamento ético e moral do ocidente. Foi ela a responsável pela relativização geral dos costumes, que faz com que os islâmicos imponham sua sharia ou cortem clitóris de muçulmanas no continente europeu, sem o menor escândalo de governos democráticos e entidades de direitos humanos. Ora, se todos os valores estão no mesmo plano de relativismo cultural, por que condenar as práticas bárbaras dos islâmicos? Por que defender os valores do ocidente? A democracia liberal não será capaz de proteger esses princípios. Os liberais não entendem que os conceitos formais da democracia não são suficientes para defender o ocidente das tiranias e dos totalitarismos. A democracia liberal no ocidente só sobreviveu em alguns países porque havia um esquema moral e ético cristão ancestral, que colocava os direitos naturais acima da vontade do Estado.

Atualmente, dominados por um esquema mental utilitarista, os liberais acabam por acatar qualquer subjetividade neurótica e irresponsável em nome do respeito ao indivíduo. A militância pró-aborto, pró-homossexualismo, pró-destruição da família só existe porque o esquema utilitário do individualismo liberal permitiu uma completa destruição dos valores comuns da vida e da família comungados até então pelo ocidente. Na sociedade ocidental, ninguém relativizava o direito à vida de um nascituro inocente. Tampouco as estruturas tradicionais da família e da sexualidade. As reinvindicações aparentemente "individualistas" de grupos desajustados, idiossincráticos ou mesmo criminosos tornaram-se armas poderosíssimas para destruir a democracia liberal, colocando em xeque todo seu sistema de liberdades, já que esse escopo só existe dentro do direito à vida e a proteção da família. Não é mera coincidência que estes grupos politicamente corretos sejam bancados ou apoiados pelos partidos comunistas. . .

As democracias liberais não foram poderosas o suficiente para se defenderem dos movimentos totalitários do tipo fascista ou comunista. E não serão poderosas o suficiente para derrotarem a expansão islâmica, junto com a aliança comunista. Ao acatarem o laicismo e o utilitarismo, os liberais dão armas prontas para todos os inimigos dos sistemas de liberdades. A democracia liberal pode acatar até a ditadura islâmica. Basta que os "indivíduos" islâmicos sejam maioria e votem em peso pela destruição das liberdades individuais. É o que de fato ocorre na Europa, com o crescimento vertiginoso da população muçulmana. Em outras palavras, o individualismo liberal, sem a tradição cristã que organiza uma hierarquia tradicional de valores comuns, é uma arma contra a própria democracia e a civilização.

Os islâmicos terroristas e os comunistas militantes sabem muito bem explorar o sistema de liberdades para destruí-lo. Eles tomam conta da opinião pública, intimidam as democracias e a chantageiam psicologicamente e invertem toda a crítica, a fim de desmoralizar moralmente o ocidente. As democracias são paralisadas pela sua covardia ou excesso de bom mocismo. Tal como na época da expansão nazista, os políticos ocidentais tremem de medo perante o Islã. Serão sugados por ele.

A desestruturação cultural do ocidente só tem uma meta: a sua completa destruição. E o Islã será o rolo compressor contra as democracias ocidentais, com o agravante de ter uma força cultural muito maior do que o nazismo. Enquanto isso, potências como Rússia e China vão explorar o caos de uma guerra contra o ocidente, para esmagarem os dois lados enfraquecidos. Os objetivos estão perfeitamente claros: destruir o Estado judeu; islamizar a Europa e destruir as referências cristãs e ocidentais da cultura; desestabilizar as democracias na América Latina e implantar regimes totalitários pró-comunistas e pró-islâmicos. E, por último, fazer prostrar a nação norte-americana contra a força conjunta do imperialismo islâmico e comunista.

O atual caos egípcio é apenas o prelúdio que poderá levar o Oriente Médio e até o mundo à guerra. A ascensão da Irmandade Islâmica e a ameaça de quebra de acordo de paz entre o Egito e o Estado judeu vai restaurar a mesma estrutura geopolítica que engendrou a guerra dos seis dias contra Israel. E expor um país democrático à sanha fanática dos islâmicos. O Irã e a Síria estão pedindo a guerra. Falta o Egito aderir. E a esquerda ocidental finge defender a democracia, ao acatar a derrubada do ditador Hosni Mubarak, quando na prática, quer que o circo pegue fogo, aprovando a ascensão de uma ditadura pior e bem mais antiocidental.

Quem vencerá essa luta? Ninguém sabe. Porém, quaisquer que sejam os destinos, eles serão negros. George Orwell dizia que o totalitarismo seria uma bota esmagando um rosto humano. O islã é a cimitarra no pescoço da humanidade.

Publicado no blog "Conde Loppeux de la Villanueva"
Segunda-feira, 07 de fevereiro de 2011.








A esquerda e o Islã de mãos dadas – Parte II
por Leonardo Bruno

No meu último artigo sobre a aliança entre o Islã totalitário e o movimento esquerdista, alguém objetou afirmando que tudo não passaria de "teoria da conspiração". A associação chinesa, russa, norte-coreana e mesmo latino-americana com os grupos terroristas islâmicos não teria força suficiente para derrotar o ocidente, considerado cultural, política e tecnologicamente superior. No entanto, a argumentação ignora vários aspectos básicos. Primeiramente, os inimigos da civilização ocidental sabem da supremacia do ocidente sobre o resto do mundo. Mas isso tampouco os intimida. Pelo contrário, embora saibam dessa superioridade, conhecem também suas fraquezas. Se a civilização superior fosse sinônima de perpetuidade e invulnerabilidade, o Império Romano jamais seria destruído pelas hordas bárbaras do leste.
Um detalhe essencial dessa fraqueza é de princípio. A democracia não está preparada para combater seus inimigos totalitários. O século XX inteiro é um retrato cabal dessa fragilidade. Da mesma forma que o sistema de liberdades é um elemento poderoso da força criativa do ocidente, por outro lado, o relativismo moral e ético pode colocar toda essa concepção de liberdade a perder. E por quê? Ao contrário do palavreado liberal, crente que os formalismos da democracia são fontes causais e asseguradoras da nossa concepção dos direitos civis, os conceitos de liberdade do ocidente são teológicos, frutos de uma tradição cultural cristã ancestral, que faz do livre arbítrio um dilema moral basilar das nossas escolhas entre o bem e o mal, o moral e o imoral, o verdadeiro e o falso, etc.

Em outras palavras, a liberdade, a voluntariedade, o consentimento e a responsabilidade individual têm sólido peso na formação religiosa do mundo ocidental, em épocas muito anteriores ao liberalismo político. Na verdade, o sistema liberal só deu certo dentro do prisma de uma estrutura cristã elementar. Quando o cristianismo definhou, a liberdade foi junto para o espaço. Alguém poderia objetar, afirmando que países como Japão e Coréia do Sul também adotaram sistemas liberais sem serem originalmente cristãos. Porém, muitos dos valores ocidentais foram absorvidos por esses povos, inclusive, os conceitos e dilemas éticos e morais do ocidente, adaptados à realidade deles. É claro que a mera existência da Cristandade, em si mesma, não significa que haja um sistema de liberdades. É perfeitamente possível que existam governos cristãos extremamente autoritários. Todavia, o ocidente, sem os valores cristãos, parece se degenerar em sistemas muito mais opressivos, mesmo dentro dos Estados democráticos, já que os valores morais transcendentes, que não dependem da gerência governamental, são colocados de lado, em nome da vontade estatal. No final, o Estado democrático se auto-sacraliza, auto-diviniza.

A liberdade só tem sentido a partir de um prisma ético e moral, dentro de um sistema de valores orientadores da conduta individual. A democracia liberal está naufragando, justamente porque esses princípios estão em crise. Liberdade individual no ocidente se tornou sinônimo de licenciosidade e as noções morais e éticas do dever estão sendo invertidas de cabeça para baixo. E como os grupos e sistemas totalitários exploram a fraqueza moral do ocidente? Será mera coincidência que os comunistas incentivam bandeiras idiossincráticas da ditadura cultural politicamente correta, do aborto, do casamento gay e demais elementos desmoralizadores, justamente para subverter os conceitos morais e éticos ancestrais da liberdade? Não será espantoso que esses movimentos explorem a liberdade de imprensa, de opinião e informação para subverter e deturpar completamente o sentido da realidade e mesmo propaguem a destruição das próprias liberdades pelas quais são beneficiárias? As liberdades democráticas estão sendo prostituídas e utilizadas para a destruição da própria democracia.

O laicismo é, atualmente, um proselitismo caro tanto a liberais, como a esquerdistas. Contudo, as ideias liberais clássicas, de Locke, Adam Smith a Montesquieu, de Tocqueville a Bastiat, só tiveram vigor e seguridade através da crença de que há valores transcendentes na política, inspirados pelo direito natural, seja este concebido pela razão ou por Deus. Ninguém, até então questionava o valor intrínseco da vida humana, da estrutura natural da família, da moral vigente ou mesmo os deveres e iniciativas do indivíduo, em favor de caprichos particulares e absurdos. Pelo contrário, o Estado liberal visava proteger os direitos. Ademais, o sábio Tocqueville afirmava que a consequência da falta de religião na vida pública democrática transformaria a democracia de uma nação cristã para uma nação de turcos obedientes. Nada mais profética sua análise. A Europa é uma legião de "turcos" obedientes à idolatria pagã da soberania popular do Estado. E com o crescimento populacional dos muçulmanos, é possível que virem turcos de fato. A propaganda da laicidade pelos liberais está levando a uma quebra moral do ocidente, já que os valores tradicionais estão sendo dissociados de sua origem mística, transcendente. Ingenuamente, eles acreditam que o Estado liberal é neutro de valores e crenças. Paradoxalmente, tanto para o liberal, como para o socialista, justiça não é algo acima do Estado. É o próprio Estado. O liberal laico é o idiota útil que faz tudo o que o socialista deseja.

O vazio moral do liberalismo político está sendo usado como a melhor arma para destruir a sociedade civil e os direitos individuais. E como? Ao relativizarem os valores da vida, da família e de toda uma estrutura moral em nome de qualquer subjetividade neurótica, os liberais estão contribuindo para destruir os alicerces da liberdade civil, que são as instituições privadas. Lembremos, as instituições da sociedade civil são morais, no sentido de que necessitam de valores para que elas tenham confiabilidade e sejam um meio de associação e diálogo entre os indivíduos. Da família à livre empresa, da livre associação à Igreja e à escola, todas essas associações e instituições estão sendo ameaçadas por uma campanha completa de desmoralização. É muita ingenuidade ou burrice achar que as leis formais da democracia liberal vão estar acima dos valores éticos e morais consagrados pela sociedade. Se dentro da própria sociedade há movimentos subversivos e delinquentes bem organizados, que deturpam os valores comuns da vida, da liberdade, da propriedade e da família, é claro que isso vai se refletir na conduta do Estado e das leis. A agendinha politicamente correta das esquerdas está atuante e sendo perfeita beneficiária da democracia liberal. Como anteriormente, os movimentos fascistas e o nazismo foram perfeitamente beneficiários da democracia liberal nos anos 30 do século passado. Não é o liberal que acha que todas as ideias podem ser respeitadas e niveladas no mesmo plano, já que tudo é uma questão de mera subjetividade?

A mídia atual é um perfeito instrumento que incentiva o ódio a tudo aquilo que nos identifica, representa e estrutura socialmente: a moral cristã, os valores familiares, o direito à vida, o direito à propriedade, o senso de dever e solidariedade, a livre iniciativa, etc. E contraditoriamente, esta mesma fábrica de desinformação e propaganda nos dita como bajular os nossos inimigos, no sentido pervertido de sujeitar-nos covardemente sob os caprichos de nossos algozes. Daí a Europa envergonhada de suas origens cristãs, rendendo loas ao Islão que a odeia ou à tirania comunista, que almeja escravizá-la como gado. Ou a democracia que aprova as atrocidades islâmicas de extirpação do clitóris ou espancamento de mulheres sob as vistas grossas das feministas e das organizações de direitos humanos, em pleno ocidente. Tudo em nome do multiculturalismo, naturalmente!

O islão terrorista também sabe se aproveitar da democracia liberal. Enquanto o método esquerdista é o da desinformação em massa e da escandalosa colaboração política com os governos e grupos fanáticos muçulmanos, as práticas islâmicas visam o terror e a intimidação, mescladas com a chantagem psicológica (embora esse expediente seja comum ao histórico dos movimentos comunistas). Na verdade, o islão aprendeu, e muito, com o movimento comunista. Os grupos terroristas muçulmanos atuais só existem porque foram treinados e armados através de uma elaborada organização logística da KGB soviética. Alguém duvida que as ditaduras islâmicas são armadas pelos países comunistas? A OLP, o Hammas, o Hezbollah, e outros, são produtos da guerra fria, crias subversivas da Rússia. Como as ditaduras da Síria, do Irã e mesmo antiga ditadura de Saddam Hussein foram inspiradas no modelo soviético.

É um erro e uma tolice acreditar que a população islâmica destes países esteja preparada para a democracia, nos moldes ocidentais. A "revolução árabe" no Egito, alardeada como uma luta pela democracia na mídia ocidental é tão somente um prelúdio para outra ditadura islâmica atroz, tal como é atualmente o Irã, com a ascensão do aiatolá Khomeini. Erro maior ainda foi a política ocidental com relação aos cidadãos islâmicos nascidos no continente europeu. A política multiculturalista das esquerdas, com a tolerância dos liberais, visou separá-los da comunidade e dos valores ocidentais. Ao invés de assimilá-los, acabou criando duas comunidades distintas, cujo abismo cultural é assustador. No final das contas, a população islâmica europeia é uma bomba-relógio pronta para explodir e incendiar o velho continente.

Os arautos da democracia ocidental não sabem o que fazer contra essas artimanhas. Por um lado, os islâmicos provocam e hostilizam o sistema democrático, explorando seu sistema de liberdades para promover sua causa totalitária e ter passe livre para aterrorizar a população civil. E por outro lado, a imprensa ocidental, infestada de esquerdistas, boicota qualquer tipo de ação defensiva contra essas práticas. Na verdade, tanto islâmicos e esquerdistas exploram os sentimentos humanitários da democracia para jogá-los contra o ocidente. "Valores humanitários", por assim dizer, só valem para os ocidentais obedecerem, quando a relação é com o islão. Entretanto, os islâmicos fundamentalistas desprezam quaisquer causas humanitárias. Com a ajuda da opinião pública distorcida, subvertem a ordem da realidade e dos valores, imputando noções de moralidade que eles nem mesmo obedecem. Neste caso, a democracia vive um dilema sério: se se omitir contra a ação islâmica de intimidação, poderá se enfraquecer e perder a batalha contra o terrorismo. E se usar uma política dura de restrição aos direitos civis ou mesmo de expulsão dos islâmicos, será acusada de trair seus princípios individualistas e liberais. Eis o jogo perverso da chamada "guerra assimétrica". Nos dois casos, a intenção de desmoralizar e destruir a democracia é uma fórmula incrivelmente eficaz.

No geral, os liberais, idiotizados com a crença adocicada dos formalismos constitucionais e com as pregações do livre mercado, ignoram ou não percebem que as grandes disputas políticas do século XX e no século XXI foram verdadeiras lutas civilizacionais. Lutar contra o comunismo ou o nazismo não foi apenas uma guerra entre democracia liberal e totalitarismo, mas uma luta entre tudo que entendemos por civilização nos últimos dois mil anos e uma nova forma de vida e política destrutiva, perversa, que ameaçou levar a humanidade ao mais completo obscurantismo. Quem percebeu, com sabedoria, essa disparidade, foi o estadista Churchill. Pena que até então nada se aprendeu com essas lições históricas.

As cimitarras, mais uma vez, depois de séculos de guerras, estão apontadas para a Europa e o ocidente e ameaçam tudo aquilo que concebemos como civilização. A diferença é que agora os islâmicos estão armados com homens-bombas e fuzis kalashinikovs. E planejam construir até bombas atômicas, com o apoio do que foi a mais grotesca e destrutiva cria ideológica do ocidente, que é o comunismo. Entretanto, a pior crise do ocidente é interna, é moral. Ao que parece, o ceticismo domina as consciências políticas e intelectuais no quesito de seus próprios valores e não há alguém disposto a defendê-los. Essa nova guerra será menos vitoriosa pelas armas do que pela defesa dos valores em disputa. Uma delas é a Cristandade e suas estrutura de valores. Sem a moral necessária, sem a defesa apologética do arcabouço cultural que faz do ocidente uma civilização corajosa, criativa e superior, a guerra estará perdida antes de começar. E é só esperar o desastre. . .

Publicado no blog "Conde Loppeux de la Villanueva"
Quarta-feira, 09 de fevereiro de 2011.



Leonardo Bruno, "Conde Loppeux de la Villanueva", um reacionário hidrófobo, blogueiro da mídia golpista.











Morre em SP o jornalista Mauro Chaves – Estadão








Tuesday, January 06, 2009

Brasil: Duas gerações de idiotas sofreram
"lavagens cerebrais" KaGeBianas.












































Assistam todos os vídeos abaixo, são extremamente esclarecedores.

Seqüência com 07 vídeos em que Yuri Alexandrovitch Bezmenov, ou Tomas Schuman, desertor soviético da Novosti-KGB, detalha como funciona o processo de subversão e dominação da sociedade-alvo da KGB. Os vídeos foram realizados em uma palestra ocorrida na Summit University em Los Angeles, CA, no ano de 1983, cuja atualidade é sem dúvida evidente nos dias de hoje. Bezmenov, enumera as várias áreas de atuação e mostra o quanto movimentos aparentemente espontâneos da sociedade são aproveitados ou até criados pelo subversor. Uma lição essencial de ciência política que confirma exatamente para onde estamos sendo conduzidos pela escória de comuno-petistas atualmente no poder.



Vídeo 01





Vídeo 02





Vídeo 03





Vídeo 04





Vídeo 05





Vídeo 06





Vídeo 07






Anúncio do fim – Olavo de Carvalho


As if Things Weren't Bad Enough, Russian Professor Predicts End of U.S – Igor Panarin



Monday, January 05, 2009

OS OCIDENTAIS ESTÃO RUMANDO SILENCIOSAMENTE PARA A EXTINÇÃO!


































Anúncio do fim
por Olavo de Carvalho

Se fossem apenas previsões em sentido estrito, as especulações do cientista político russo Igor Panarin quanto ao futuro dos EUA não mereceriam mais atenção que um palpite de turfista. Mas, exatamente como aquelas de Arnold Toynbee que comentei em outro lugar (v. AQUI ), elas não são previsões: são o resumo de um plano já em avançada fase de execução. Nenhum estudioso em seu juízo perfeito se arriscaria a fazer prognósticos tão detalhados com base em puras tendências econômicas gerais. Se Panarin é levado a sério pelo Kremlin, é porque o Kremlin sabe do que ele está falando. Suas profecias só merecem respeito porque preparam aquilo que anunciam. Discuti-las como teoria é divertimento ocioso: ou a elite americana faz algo de prático para frustrá-las, ou trata logo de inventar algum pretexto elegante para relax and enjoy ("relacha e goza") diante da ocupação estrangeira.

Panarin prevê a decomposição dos EUA a partir de 2010, com a subseqüente divisão do território em seis regiões separadas, sob o domínio da China, da Rússia, do México, da União Européia, do Canadá e do Japão (v. AQUI em inglês). Não há espaço aqui para analisar cada um desses casos, mas, só para dar dois exemplos, a China, pretendente à posse de toda a costa oeste segundo Panarin, e o México, virtual herdeiro de nove Estados entre a Flórida e o Novo México, já desfrutam, nos EUA, de uma liberdade de ação que nenhuma potência concede usualmente a nações estrangeiras. Vinte e tantos anos de demolição sistemática da indústria americana em favor de seus concorrentes chineses – verdadeiro protecionismo às avessas –, acabaram por fazer do consumidor americano o principal sustentáculo da economia chinesa, transmutando investimentos em débitos e ajuda econômica em ritual de auto-imolação. A política de favorecimento unilateral inaugurada por Richard Nixon e levada à perfeição por Bill Clinton deu enfim o resultado previsível: mais até do que a velha URSS, que só cresceu às dimensões de potência ameaçadora graças ao auxílio recebido dos EUA, a China tornou-se, para usar a expressão clássica de Anthony Sutton, "o melhor inimigo que o dinheiro podia comprar". Somem-se a isso a tolerância suicida ante a espionagem chinesa, a superioridade da China na produção de armas nanotecnológicas capazes de paralisar a nação adversária em poucas horas
(v. AQUI ) e, last not least, a hegemonia cultural do anti-americanismo na Califórnia, e verão que Panarin não está tão maluco quanto parece. Quanto ao México, tem o privilégio de fomentar livremente movimentos de secessão em vários Estados do Sul, sob o olhar complacente do governo americano, que, com toda a certeza, se tornará ainda mais complacente na gestão Obama, de vez que o novo presidente apóia e é apoiado por "La Raza", organização militante que advoga a expulsão dos "gringos" e a ocupação da área pela autoridade mexicana.

Com cáustica ironia, Panarin lembra que em vão o povo americano espera milagres de Barack Obama: os milagres não virão.

Obama é, na verdade, o presidente menos qualificado que já houve para defender a integridade e a soberania dos EUA. Amplamente beneficiado por ajudas estrangeiras ilegais, vulnerável a toda sorte de chantagens pelo seu passado nebuloso, suas ligações comprometedoras e seus documentos falsificados, Obama foi posto no poder por quem sabe que pode destrui-lo com duas cuspidas. E foi posto lá precisamente por isso. Ele está bem protegido de seus inimigos, mas totalmente à mercê de seus protetores. Contra estes, ele não pode defender nem sequer a si próprio, quanto mais ao país inteiro.

Quanto àqueles que festejam antecipadamente o fim dos EUA, talvez não lhes ocorra, por falta de imaginação, a suspeita de que um mundo dominado pela Rússia e pela China não conhecerá outro regime político senão o russo e o chinês.

Não obstante, desejo a todos um Feliz Ano Novo, seja isto lá o que for.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais "Diário do Comércio", "Jornal do Brasil" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém o site "Olavo de Carvalho" em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no "Jornal do Brasil" (Opinião).
Quinta-feira, 01 de janeiro de 2009.






































As if Things Weren't Bad Enough, Russian Professor Predicts End of U.S.
by Andrew Osborn for The Wall Street Journal

In Moscow, Igor Panarin's Forecasts Are All the Rage; America 'Disintegrates' in 2010

MOSCOW -- For a decade, Russian academic Igor Panarin has been predicting the U.S. will fall apart in 2010. For most of that time, he admits, few took his argument -- that an economic and moral collapse will trigger a civil war and the eventual breakup of the U.S. -- very seriously. Now he's found an eager audience: Russian state media.

In recent weeks, he's been interviewed as much as twice a day about his predictions. "It's a record," says Prof. Panarin. "But I think the attention is going to grow even stronger."

Prof. Panarin, 50 years old, is not a fringe figure. A former KGB analyst, he is dean of the Russian Foreign Ministry's academy for future diplomats. He is invited to Kremlin receptions, lectures students, publishes books, and appears in the media as an expert on U.S.-Russia relations.

But it's his bleak forecast for the U.S. that is music to the ears of the Kremlin, which in recent years has blamed Washington for everything from instability in the Middle East to the global financial crisis. Mr. Panarin's views also fit neatly with the Kremlin's narrative that Russia is returning to its rightful place on the world stage after the weakness of the 1990s, when many feared that the country would go economically and politically bankrupt and break into separate territories.

A polite and cheerful man with a buzz cut, Mr. Panarin insists he does not dislike Americans. But he warns that the outlook for them is dire.

"There's a 55-45% chance right now that disintegration will occur," he says. "One could rejoice in that process," he adds, poker-faced. "But if we're talking reasonably, it's not the best scenario -- for Russia." Though Russia would become more powerful on the global stage, he says, its economy would suffer because it currently depends heavily on the dollar and on trade with the U.S.

Mr. Panarin posits, in brief, that mass immigration, economic decline, and moral degradation will trigger a civil war next fall and the collapse of the dollar. Around the end of June 2010, or early July, he says, the U.S. will break into six pieces -- with Alaska reverting to Russian control.

In addition to increasing coverage in state media, which are tightly controlled by the Kremlin, Mr. Panarin's ideas are now being widely discussed among local experts. He presented his theory at a recent roundtable discussion at the Foreign Ministry. The country's top international relations school has hosted him as a keynote speaker. During an appearance on the state TV channel Rossiya, the station cut between his comments and TV footage of lines at soup kitchens and crowds of homeless people in the U.S. The professor has also been featured on the Kremlin's English-language propaganda channel, Russia Today.

Mr. Panarin's apocalyptic vision "reflects a very pronounced degree of anti-Americanism in Russia today," says Vladimir Pozner, a prominent TV journalist in Russia. "It's much stronger than it was in the Soviet Union."

Mr. Pozner and other Russian commentators and experts on the U.S. dismiss Mr. Panarin's predictions. "Crazy ideas are not usually discussed by serious people," says Sergei Rogov, director of the government-run Institute for U.S. and Canadian Studies, who thinks Mr. Panarin's theories don't hold water.

Mr. Panarin's résumé includes many years in the Soviet KGB, an experience shared by other top Russian officials. His office, in downtown Moscow, shows his national pride, with pennants on the wall bearing the emblem of the FSB, the KGB's successor agency. It is also full of statuettes of eagles; a double-headed eagle was the symbol of czarist Russia.

The professor says he began his career in the KGB in 1976. In post-Soviet Russia, he got a doctorate in political science, studied U.S. economics, and worked for FAPSI, then the Russian equivalent of the U.S. National Security Agency. He says he did strategy forecasts for then-President Boris Yeltsin, adding that the details are "classified."

In September 1998, he attended a conference in Linz, Austria, devoted to information warfare, the use of data to get an edge over a rival. It was there, in front of 400 fellow delegates, that he first presented his theory about the collapse of the U.S. in 2010.

"When I pushed the button on my computer and the map of the United States disintegrated, hundreds of people cried out in surprise," he remembers. He says most in the audience were skeptical. "They didn't believe me."

At the end of the presentation, he says many delegates asked him to autograph copies of the map showing a dismembered U.S.

He based the forecast on classified data supplied to him by FAPSI analysts, he says. He predicts that economic, financial and demographic trends will provoke a political and social crisis in the U.S. When the going gets tough, he says, wealthier states will withhold funds from the federal government and effectively secede from the union. Social unrest up to and including a civil war will follow. The U.S. will then split along ethnic lines, and foreign powers will move in.

California will form the nucleus of what he calls "The Californian Republic," and will be part of China or under Chinese influence. Texas will be the heart of "The Texas Republic," a cluster of states that will go to Mexico or fall under Mexican influence. Washington, D.C., and New York will be part of an "Atlantic America" that may join the European Union. Canada will grab a group of Northern states Prof. Panarin calls "The Central North American Republic." Hawaii, he suggests, will be a protectorate of Japan or China, and Alaska will be subsumed into Russia.

"It would be reasonable for Russia to lay claim to Alaska; it was part of the Russian Empire for a long time." A framed satellite image of the Bering Strait that separates Alaska from Russia like a thread hangs from his office wall. "It's not there for no reason," he says with a sly grin.

Interest in his forecast revived this fall when he published an article in Izvestia, one of Russia's biggest national dailies. In it, he reiterated his theory, called U.S. foreign debt "a pyramid scheme," and predicted China and Russia would usurp Washington's role as a global financial regulator.

Americans hope President-elect Barack Obama "can work miracles," he wrote. "But when spring comes, it will be clear that there are no miracles."

The article prompted a question about the White House's reaction to Prof. Panarin's forecast at a December news conference. "I'll have to decline to comment," spokeswoman Dana Perino said amid much laughter.

For Prof. Panarin, Ms. Perino's response was significant. "The way the answer was phrased was an indication that my views are being listened to very carefully," he says.

The professor says he's convinced that people are taking his theory more seriously. People like him have forecast similar cataclysms before, he says, and been right. He cites French political scientist Emmanuel Todd. Mr. Todd is famous for having rightly forecast the demise of the Soviet Union -- 15 years beforehand. "When he forecast the collapse of the Soviet Union in 1976, people laughed at him," says Prof. Panarin.


Igor N. Panarin is Doctor of political sciences, professor of the Diplomatic Academy Ministry of Foreign Affairs, Russia. Prof. Panarin is the author of nine books, "Infowar and power", "Infowar and world", "Infowar and election", and others, and of many political essays published in various journals. Prof. Panarin often take part in different political discussions on the Russian TV on the main problems of Russian policy, development of relationships between USA and Russia and many others. His main interests are history, philosophy, psychology, computer science, communication, election technology, conceptual problems of globalization, the theory and practice of infowar.




Published in "The Wall Street Journal".
Monday, December 29, 2008.




FELIZ ANO NOVO! – HAPPY NEW YEAR!


INSISTO: 1964 NUNCA TERMINOU! "CONTINUA TUDO COMO DANTES NO QUARTEL D’ABRANTES"



Thursday, November 20, 2008

A História sendo repetida como farsa e certamente com o mesmo
final ruinoso para a humanidade.

Figura: Cartoon de David Low, publicado no tablóide inglês "Evening Standard" em 22 de dezembro de 1939.































English Version


O monstro no fundo do abismo
por J. R. Nyquist

Num artigo publicado em 6 de outubro pela revista "STRATFOR", intitulado "A questão alemã", George Friedman despejou um balde de lógica fria sobre os planos americanos para o futuro da OTAN. Parece que a Alemanha está determinada a bloquear o ingresso da Ucrânia e da Geórgia na OTAN. As implicações de longo prazo desta decisão são atordoantes. Friedman explica: "Uma vez que a OTAN opera na base do consenso, qualquer nação membro pode efetivamente bloquear qualquer candidato a membro da aliança". A invasão russa à Geórgia forçou a Alemanha a adotar essa posição. O conflito obrigou os alemães a deixar claro o seu pensamento geopolítico. O que vemos agora, com bastante clareza, é a Alemanha rejeitando a OTAN. Os alemães podem chamar o seu gesto como bem quiserem. Eles estão pensando como alemães. O ataque russo à Geórgia foi uma tacada de mestre, pois redirecionou a sensibilidade política da Alemanha, de uma visão centrada na OTAN, para uma visão centrada na Alemanha. Na Europa, há uma questão que se ergue acima de todas as outras, e os alemães darão a resposta. Ou a Europa enfrentará a Rússia numa nova Guerra Fria, ou se tornará parceira da Rússia. De acordo com a lógica de Friedman, a Alemanha já se decidiu pela parceria com a Rússia.

Imaginem uma parceria entre Rússia e Alemanha. Os russos fornecem a musculatura militar, os recursos naturais e a mão-de-obra barata. Os alemães fornecem a tecnologia, o dinheiro e a finesse européia. Friedman diz que a situação energética da Alemanha é "desesperadora" e que as lideranças alemãs estão meramente buscando seus interesses nacionais. É importante lembrar, porém, que os alemães vêem tanto a cenoura quanto a vara, os prós e contras. Os líderes alemães não estão apenas evitando a dor. Eles estão sendo tentados por uma parceria com a Rússia, especialmente quando as estruturas financeiras globais estão implodindo. Tal como ressalta Friedman, o "problema político" da Alemanha é a sua posição geográfica no centro da Europa. A Alemanha tem os olhos voltados para o Ocidente ou para o Oriente? Ela se alinha à Rússia ou aos anglo-americanos e franceses?

Ora, mas é claro que a Alemanha entende que seu destino repousa no Ocidente! Tal conclusão, todavia, pode ser razoável apenas para quem vê os acontecimentos à distância. Ela não é tão imediatamente razoável para as lideranças alemãs, tentadas que estão pela perspectiva de um papel "reformador" vital na Europa. A União Européia não está funcionando apropriadamente e o euro pode estar indo para lata de cinzas da história. O sistema da OTAN, por tanto tempo dominado pelos Estados Unidos, é cada vez mais inconveniente do ponto de vista alemão. Pode ser que, de fato, seja um plano um tanto estouvado aliar-se ao Kremlin – que prefere métodos asiáticos. Mas tal parceria apela tanto à vaidade alemã quanto ao seu senso prático. Os russos dão valor aos alemães; eles sussurram doces lisonjas aos ouvidos da Alemanha. O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, fala alemão fluentemente e até possui traços germânicos, além de compreender o pensamento alemão, o que lisonjeia ainda mais os alemães. É um caso complexo de sedução.

Como é que, lá no fundo, os alemães se sentem a respeito das intenções russas quanto à Geórgia e Ucrânia? Os alemães estão prontos a raciocinar em termos de seus próprios interesses nacionais. Eles estão tentados a desconsiderar a OTAN. Talvez estejam enjoados de serem prisioneiros da OTAN. Afinal, a Alemanha foi derrotada na II Guerra Mundial e se viu presa na armadilha da Guerra Fria entre Rússia e Estados Unidos. Esta não é uma situação que agüente uma repetição. Um conflito entre a Rússia e a OTAN não é do interesse nacional alemão. A amizade com a Rússia traz uma promessa – ainda que seja falsa.

A França e a Grã-Bretanha desejam desafiar a nova postura agressiva da Rússia. A Alemanha não quer isso de jeito nenhum. Os Estados Unidos buscam trazer a Ucrânia e a Geórgia para a OTAN. A Alemanha não quer isso de jeito nenhum. Há uma rachadura séria na OTAN. Os alemães encontrarão um caminho de saída da OTAN? O senso comum supõe que isso é impensável. Todos sabem que a Rússia é perigosa. Fazer parceria com a Rússia é brincar com fogo. Cedo ou tarde a Alemanha irá se queimar. Ao mesmo tempo, porém, os eventos recentes na Geórgia ensinaram algo aos alemães. De repente, a Alemanha se viu diante de uma escolha desagradável.

"A OTAN, como instituição criada para resistir aos russos, está num avançado estado de decadência. Para ressuscitá-la, os alemães teriam de pagar um altíssimo preço econômico", ressalta Friedman. Está muito claro que os alemães já decidiram abandonar a missão da OTAN e partir em busca de seus próprios interesses econômicos de curto prazo. Aonde isto os levará no longo prazo é óbvio. Chegará o dia em que Rússia e Alemanha entrarão em conflito e os Estados Unidos não estarão por perto para ajudar a Alemanha. E talvez a crise em Wall Street tenha ressaltado a futura irrelevância dos Estados Unidos para a Alemanha. Afinal, os EUA estão entrando em colapso.

Portanto, a OTAN está encrencada. Ela não pode existir por muito mais tempo. Os russos são astutos ao jogar suas cartas diplomáticas, econômicas e militares. Ao seduzir os alemães para uma parceria, abrem o caminho para a destruição da OTAN por vias diplomáticas. "A OTAN não tem poder militar real para projetar-se ao leste e nenhum poder será criado sem um grande esforço alemão e, neste sentido, nada está por vir", escreveu Friedman. A lógica da análise de Friedman não pode ser contestada. O Kremlin olha para o colapso em Wall Street e enxerga uma oportunidade. Em 2 de outubro, durante a coletiva de imprensa conjunta que reuniu a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente russo Dmitri Medvedev, este último disse: "Um dos temas complicados que discutimos foi o da crise financeira. Chegamos à conclusão de que, mais uma vez, o atual sistema de segurança financeira global, assim como o sistema de segurança internacional, não satisfaz as necessidades presentes. As falhas no modelo econômico adotado pelos Estados Unidos da América são sérias, e hoje nós estamos pagando por elas". Num discurso ao Fórum Público Russo-Alemão, o presidente Medvedev traduziu a atual crise financeira em linguagem geopolítica: "O que demonstraram os eventos recentes? Demonstraram que o tempo em que uma economia e uma moeda dominavam o globo se foi, irremediavelmente. E nós precisamos de soluções coletivas para resolver a crise financeira causada pelo egoísmo financeiro…". Em outras palavras: deixem os americanos sofrer o seu destino. Agora, a Europa está face a face com a Rússia. A Europa desejaria opor-se à Rússia por conta própria? Os russos estão forçando a Alemanha a tomar uma decisão. "É possível que hoje ainda haja alguém desejoso de voltar à primitiva divisão do mundo em termos de 'nossos' e 'deles', de 'o certo' e 'o errado', mas na Rússia estamos convencidos de que essa época acabou definitivamente. É impossível reviver o Muro de Berlim, tanto quanto é impossível retornar à Guerra Fria – não há razão para isso".

O presidente Medvedev está dando uma piscadela para os alemães e a mensagem implícita é: Vocês sabem o que fazer… Vocês não querem nos confrontar. Vocês precisam de nós. A perversidade das intrigas da KGB em Moscou não é a questão. É preciso olhar "além do bem e do mal", para as duras realidades da situação. A Alemanha quer sentir o deprimente frio do inverno, sem os benefícios do petróleo e gás russos? Esta não é uma posição sensata e a Alemanha sabe para onde ir. A OTAN está acabada e os Estados Unidos entrarão em colapso. Conseqüentemente, a Europa precisa de uma nova "arquitetura de segurança". Trocando em miúdos, a Europa agora pertence à Rússia e os alemães deveriam fechar um acordo enquanto os russos estão de bom humor. Se o primeiro-ministro francês diz que o mundo está "à beira do abismo", o monstro que o aguarda no fundo é a Rússia.

Tradução MSM.

Jeffrey R. Nyquist, é colunista, editor e um renomado expert em geopolítica e relações internacionais. Jeffery Nyquist é formado em sociologia política pela Universidade da Califórnia, é também o autor do livro "Origins of the Fourth World War". Tem também vários artigos de sua autoria publicados em web sites tais como: sierratimes.com, worldnetdaily.com, financialsense.com, e newsmax.com. Nyquist defende o ponto de vista que a queda da União Soviética foi uma ação premeditada para incentivar o ocidente a se desarmar, e que os comunistas estão no controle até hoje. Este ponto de vista foi primeiramente exposto pelo desertor soviético, Anatoly Golitsyn, em seu livro "New Lies For Old: The Communist Strategy of Deception and Disinformation". J.R. Nyquist mantém também o site "JRNyquist.com".



Publicado no site "FINANCIAL SENSE".
Sexta-feira, 10 de outubro de 2008.




Perdão seletivo – Vannuchi e Genro acham que a anistia ampla e irrestrita não vale para inimigos – Augusto Nunes




Wednesday, October 15, 2008

O APOCALIPSE ESTÁ CADA VEZ MAIS PRÓXIMO!
SÓ NOS FALTAVA ISSO, SERÁ A PÁ DE CAL!

Foto abaixo: PC-12M/SS-25 Topol, míssil balístico intercontinental nuclear russo (arma de destruição em massa), logo eles estarão trazendo alguns destes para o nosso continente, quiçá para o Brasil (é da sua natureza), para poderem provocar e ameaçar de perto os EUA. Guerra fria? Não, guerra quente, muito quente.

Se os "brasileirinhos" acham que os irmãos do norte irão aceitar isso mansamente, preparem-se para "torrar"! Merecemos, por nada fazermos para retirar na marra a raça maldita de comunistas instalada no poder.




























Click AQUI se desejar ver a foto no tamanho original.


Senhores Generais, Almirantes e Brigadeiros, os senhores tanto "procuraram" que "acharam", agora sim vão conhecer a mão-de-ferro do "Império" norte-americano, o país passará a ser considerado inimigo da "Águia" e amigo do "Urso", ou melhor, do "amigo-urso". Preocupem-se mesmo com a 4a., com a 5a. e com a 6a. Frotas, preocupem-se também em não acabarem seus dias em Guatamano Bay ou à moda Saddam Hussein. Cada dia estamos mais mais próximos da Venezuela, da Bolívia, do Equador, da Nicarágua, do Paraguai, Cuba e agora a Rússia (ou a sempre União Soviética?). Logo virão China, Coréia do Norte e Irã. Que boas companhias os senhores estão. Quem diria?

Uma pergunta: O que será que pensam e pensariam (os que aqui não mais estão) de tudo isso, aqueles verdadeiros Homens que nos livraram desse pesadelo em 1964/1978, como será que eles julgam ou julgariam os senhores? MELANCIAS PODRES, COVARDES E CAPACHOS LAMBE-ESPORAS DO SEU GINETE, O FALSIFICADOR DA MAGNA-CARTA O "MARECHAL-DE-CAMPO LERO-LERO JOBIM"!

Atenção, cambada de pulhas antiamericanista convicta, quem está de olho na Amazônia não são os norte-americanos, são os sempre comunistas russos (U.R.S.S), agora U.R.S.A.L., seremos o campo de batalhas nuclear das grandes potências, só não enxerga quem é cego ou traidor.


Rusia pide incorporarse como observadora al Consejo de Defensa de la UNASUR.
via Agence France-Presse

El gobierno ruso solicitó la incorporación, en carácter de observador, al Consejo de Defensa Sudamericano (CDS) de la Unión de Naciones Sudamericanas (Unasur), informó este martes el ministerio de Defensa de Argentina en un comunicado de prensa.

La solicitud fue hecha por el secretario del Consejo de Seguridad ruso, Nikolay Patruscev, durante una reunión en Buenos Aires con la ministra de Defensa, Nilda Garré.

“La delegación rusa se mostró interesada en el desarrollo del Consejo de Defensa de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) y de la Asociación Latinoamericana de Centros de entrenamiento para Operaciones de Paz (Alcopaz) y pidió la incorporación rusa a ambos organismos como observadores”, señaló la nota de prensa.

La Unasur se institucionalizó en mayo pasado en Brasilia y quedó conformada por Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Ecuador, Guyana, Paraguay, Perú, Surinam, Uruguay y Venezuela.

En dicho encuentro, los países dieron su apoyo a la creación de un Consejo de Defensa Sudamericano, cuyos objetivos serán intercambiar experiencias en defensa, realizar ejercicios militares en conjunto con los países miembros y reforzar las misiones de paz entre las Fuerzas Armadas de la región.

El Consejo — que se encuentra en formación — no sería una alianza militar convencional, como la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN), sino una instancia de diálogo entre los ministros de Defensa y los gobiernos para formar una política regional de defensa, según los organizadores.

En la reunión, Garré y Patruscev analizaron la posibilidad de incrementar la colaboración con Rusia en materia de Defensa y consideraron que el tema puede ser “un componente importantísimo” de la reunión entre los presidentes de ambos países, durante la visita de Cristina Kirchner a Moscú a fin de año.

Argentina y Rusia acordaron reunir a especialistas de defensa el 4 de noviembre en Buenos Aires, como preparación de la reunión de la Comisión Mixta de Cooperación Técnico-Militar que se realizará el 17 y 18 del mismo mes.

Otro de los temas examinados en la reunión fue la posibilidad de comprar helicópteros pesados rusos, especialmente valiosos para misiones antárticas, así como la eventual formación de aviadores argentinos como astronautas, según el comunicado.

N.R. Vocês devem ter notado que a raça de vagabundos comunistas da América Latrina, têm andado muito arrogantes e desafiadores, expulsando embaixadores dos EUA, interrogando os mesmos sobre a tal 4a. Frota, entre outras coisas, além dos xingamentos feitos pelo macaco Chávez, o cocaleiro Evo Morales, o pederasta Correa do Equador e até o pedófilo estuprador de filhas e sobrinhas, Daniel Ortega tem tido arroubos de valentia para com os norte-americanos. Por outro lado o nosso canalha de nove dedos, a prostituta C. K. (nome de guerra), o tal bispo-vermelho Lugo andam aparentemente mais moderados, porque ainda estão na fase de imporem uma "constituinte" socialista e ditatorial goela abaixo dos seus "cidadãos" (podemos ser chamados assim?).

Pois bem, julgo que as cortinas estão se abrindo, os canalhas parecem contar com garantias de amparo militar por parte dos seus sempre amigos russos, provavelmente dos chinas e com certeza da múmia da ilha (apesar de que as garantias deste último, operacionalmente não fazem diferença nenhuma). Notem os últimos eventos: Bombardeiros russos de grande autonomia baseados na Venezuela e fazendo vôos de reconhecimento por toda a costal sul-americana, brevemente estará atracando naquele mesmo país uma frota capitaneada por um grande cruzador movido a energia nuclear e com certeza portando tais armas também, tal frota virá acompanhada por um número desconhecido de caças-bombardeiros, etc. A bola da vez agora é a Argentina. Estranho? Não meus caros, essa jogada foi ensaiada já há muito tempo, tais demonstrações de força já estavam nos planos do Foro de São Paulo e, é só o começo de uma escalada insana e destruidora. Quem viver verá!


Publicado no site " Noticias 24".
Terça-feira, 14 de outubro de 2008.



A Sangre Fría – Rafael Poleo

São Paulo se conduz – Mauro Chaves



Monday, September 22, 2008

Plano de Defesa do Brasil: Lero-leros e "goiabeiras".
Os problemas das FFAA não estão nos "planos" e sim na DOUTRINA!

Foto: É por aqui que deve ser iniciada uma nova DOUTRINA.
























Click AQUI para ver esta foto no tamanho original (1280 x 700).


E o Plano de Defesa, ministro?
por Alexandre Barros

Depois do acidente da TAM em Congonhas, o ministro Nelson Jobim anunciou o novo Plano de Defesa do Brasil para setembro de 2008. Por que setembro? Por que não julho ou outubro? Suspeito, seriamente, que seria para coincidir com o 7 de Setembro, que já passou e, até agora, nada de plano.

O anúncio foi feito na cerimônia de apresentação dos novos generais ao presidente, ainda em 2007. Comparados comigo, eles são todos muito jovens. Em relação à velocidade de mudança do mundo, receio que estejam muito velhos.

Afinal, por que a idade é tão importante? É simples: Forças Armadas são burocracias que operam fora do mercado. Nelas existe apenas uma maneira de subir: fazer só o que os chefes mandam. E, como todas as burocracias não sujeitas às punições do mercado, elas não são capazes de aprender com seus próprios erros.

Só progridem nas burocracias os muito obedientes e os pouco criativos. Qualquer burocracia pública é assim. Inovação e atrevimento são punidos. O conformismo é premiado.

Oficiais jovens norte-americanos combatentes no Iraque estão começando a se insurgir contra essas características burocráticas das Forças Armadas dos EUA, que nisso são iguais a todas as outras. Os generais não vão ao campo de batalha nem costumam ter agilidade mental para acompanhar as mudanças do mundo, da tecnologia e, conseqüentemente, da estratégia. O resultado é que uma das coisas mais caras aos militares, a doutrina (que, trocando em miúdos, quer dizer: como se empregam as Forças Armadas em batalhas), acaba ficando desatualizada. Isso é muito grave num mundo que se move cada vez mais rapidamente.

No caso brasileiro é mais sério ainda, porque nossas Forças Armadas não se envolvem em guerras há muito tempo. Disse-me um oficial: "As Forças Armadas brasileiras medem a capacidade dos oficiais pelas notas que tiram nas escolas militares. Seus méritos são testados em batalhas simuladas entre azuis e vermelhos, e não em combates reais, com munição de verdade."

Em exércitos guerreiros, mesmo com a inércia burocrática, ainda há espaço para a inovação nas guerras. Heróis são os indisciplinados que dão certo. Militarmente, isso é simples: o indisciplinado que fez alguma coisa diferente das ordens que recebeu, e morreu, deu errado. O que sobreviveu e ajudou a ganhar a batalha virou herói e contribuiu para a mudança da doutrina.

Sem guerra e com promoções dos mais conformistas, nossa rota para a inovação militar está cheia de obstáculos.

Militares não são pagos para olhar o que militares de outros países fazem. Eles são pagos para adivinhar o que potenciais inimigos externos ou elementos desestabilizadores podem ou vão fazer. Daí a importância dos serviços de espionagem.

Os orçamentos militares, no Brasil, sempre foram definidos pelos militares, sem ouvirem ninguém. Eles definem quem acham que são os inimigos (ou acreditam em histórias que lhes contam), determinam do que precisam para combater quem eles acham que são os inimigos e o Congresso vota sem ter idéia do que está aprovando.

Numa democracia com controle civil, como se presume que seja a nossa, espera-se que os militares digam à sociedade ou aos representantes por ela eleitos, primeiro, contra o que e contra quem eles pretendem nos defender; segundo, como pretendem fazer isso; terceiro, com que meios e recursos eles precisam contar; quarto, quanto isso vai custar. E, finalmente: será que não dá para fazer isso por um preço mais barato?

Nenhuma dessas condições tem sido atendida pelos militares brasileiros.

Agora vamos ao que comprar. Como não temos tecnologia militar de ponta - se deveríamos ter ou não é outra questão -, estamos limitados a comprar o que está disponível no mercado.

Essas coisas se dividem em três categorias: material não-letal, letal de baixa tecnologia e letal de alta tecnologia.

No primeiro quesito estamos bem: fardas, botinas, marmitas, cozinhas de campanha, caminhões e coisas que tais. Destas a indústria local dá conta. Quanto ao material letal de baixa tecnologia, ainda damos conta de boa parte. Afinal, a indústria nacional de armas, bem como as de metalurgia, podem, em curto espaço de tempo, adaptar-se para suprir boa parte das necessidades.

A porca torce o rabo é nos materiais letais de alta tecnologia. Estes os países fornecedores cedem ou vendem sem transferir tecnologia (e as Forças Armadas brasileiras só gostam de adquirir material com transferência de tecnologia, o que limita significativamente o número de supridores). Temos de aceitar o que nos for oferecido, na quantidade e nos prazos que os vendedores fixarem. Negociações nessa área são longas e complicadas.

Desde o ano passado as coisas se complicam na Bolívia. O país está dividido e o grau de violência aumenta.

A Rússia manda bombardeiros para manobras conjuntas com as forças militares da Venezuela.

Os anúncios da Petrobrás informam que as reservas presumidas de petróleo brasileiro no Atlântico são bem maiores do que se pensava.

Os EUA reativaram a IV Frota, responsável pelo patrulhamento e segurança no Atlântico Sul.

E o Plano de Defesa, anunciado pelo ministro Jobim para setembro, que fim levou?

Numa de suas primeiras declarações o ministro Jobim disse muito energicamente, sobre a crise aérea, que não importava a cor do gato, desde que ele matasse o rato.

A ausência de um Plano de Defesa claro, para uma politéia que tem crises pipocando em volta, parece levar a crer que o ministro se atrapalhou na sua declaração e disse o contrário do que talvez quisesse dizer: que ele achava que, na realidade, a cor do gato é muito mais importante do que a morte do rato.


Alexandre de Souza Costa Barros é Ph.D. em Ciência Política (University of Chicago), é Pró-Reitor do Centro Universitário Unieuro (Brasília). Sócio-Diretor da Early Warning e Presidente do Fórum Empresarial Brasil, membro do Advisory Board do Institute of Brazilian Business and Public Management Issues da George Washington University, de onde é professor visitante. Alexandre também escreve regularmente para o Jornal da Tarde, O Estado de S. Paulo e Gazeta Mercantil, já atuou como comentarista das TVs Globo e Manchete.
E-mail: alexandrebarros@unieuro.edu.br



Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo" - (Opinião – Espaço Aberto).
Segunda-feira, 22 de setembro de 2008.



Estão pensando que eu sou bobo – João Ubaldo Ribeiro



Sunday, September 14, 2008

Sunday, June 01, 2008

Este palhaço não tem nenhum senso de ridículo!


Click no botão PLAY (4) para ativar o vídeo.
Obs: Caso o download esteja lento ou intermitente, click no botão PAUSE (;), aguarde completar o carregamento e então pulse play.

Chatarra militar estaría vendiendo Rusia a Venezuela.

Analistas de temas militares sugieren que Rusia no habría vendido tecnología de punta a Venezuela, como parte de acuerdos tácitos (o no tan tácitos…) con EEUU.
"El Nuevo País"


O REI DOS IDIOTAS LATRINO-AMERICANOS
por Bootlead

O mentecapto que está levando a Venezuela à bancarrota, mesmo com suas imensas reservas de petróleo, caiu no conto-do-vigário dos russos, que lhe venderam duas dúzias do caça Sukhoi Su-30 MK (uma versão melhorada do Su-27), aeronaves estas que já vinham sendo substituídas na Força Aérea Russa pelos Sukhoi Su-35 de última geração, ou seja: Venderam ao pateta do Caribe aeronaves usadas, meramente repintadas, que na realidade não passam de sucatas. Mas, o estúpido vive se vangloriando destas verdadeiras insignificâncias e fazendo ameaças aos EUA, como se aquele país temesse seu "grande poderio aéreo". Seria cômico, se não fosse trágico!

Será que não passa pela doida cachola daquele "macaco vermelho", que o seu análogo, Saddam Hussein, possuía uma força aérea vinte ou trinta vezes superior a sua, e nenhuma aeronave chegou sequer a sair do chão, foram todas destruídas ainda em terra pelo fantástico poderio aéreo das forças norte-americanas e que somente um porta-aviões da frota da U.S. Navy carrega três vezes mais a quantidade de aeronaves com que conta o bufão, além de muito mais bem equipadas e muito melhores pilotadas.

Com Saddam, que também proferia ameaças risíveis aos EUA, sabemos como terminou sua história: "Pendurada" a uma corda. Será que esse que atende por Hugo Chávez Frias, seguirá o mesmo caminho? Esperemos que sim!


ANTES: Logo abaixo uma foto do caça Sukhoi Su-27, antes de receber a nova pintura com as cores da Força Aerea Bolivariana e de ser rebatizado ("potencializado") como Su-30MK, para ser entregue ao déspota venezuelano como "novo em folha". Uma bela sucata!































DEPOIS: Abaixo uma foto da "sucata" russa depois de devidamente "garibada". Só a tinta é nova.































Consta ainda que o "maricon de Miraflores", adquiriu da mesma Rússia para reequipar sua "temível" Fuerza Aérea Bolivariana, a extraordinária quantidade de 10 (dez) aeronaves de transporte tipo Ilyushin Il-76, em substituição aos C-130 Hércules, que serão doados à "poderosa" Fuerza Aérea da Bolívia, sob o comando do índio fornecedor de cocaína Evo Morales, agora sim o transporte da "droga" estará garantido. A seguir uma foto das novas aquisições, a caminho de uma "garibada" geral antes da entrega aos otários venezuelanos. Haja tinta!
































A NATIMORTA UNASUL – Maria Lucia Victor Barbosa

Wednesday, May 28, 2008

Em terra de cegos, o "sapo" é rei !









































A IDIOTIA DE LULA
por José Nivaldo Cordeiro
"A voz, quanto mais clara fica, mais dissonante soa"
Joseph Brodsky

Meus leitores têm acompanhado o que tenho comentado sobre a percepção pessoal de Lula sobre o problema do retorno acelerado da inflação no Brasil. Saberá também, se me acompanha a mais tempo, que em nada esse fenômeno é surpreendente, visto que as medidas governamentais que têm sido postas em prática, à exceção da política monetária executada pelo Banco Central, deslocada que está do corpo central da ideologia desenvolvimentista defendida pelos intelectuais do PT, levariam inevitavelmente a um quadro de crise como esse. Quero sublinhar aqui que a idiotia presidencial de forma alguma se deve à carência de formação especificamente econômica, embora não devamos esquecer que a ignorância lulista não se restringe a esse campo econômico, mas é generalizada: essa ignorância é uma sólida aquisição de sua intensa biografia, dedicada às palavras de ordem, às platitudes insossas e à propaganda política mentirosa, pura e simples. Lula nunca quis aprender coisa alguma e orgulha-se dessa ignorância militante.

Sua idiotia resulta de outra fonte, além da recusa a aprender. Fundamentalmente da construção de um mundo de sonhos paralelo à realidade, sobre o qual o presidente constrói as suas decisões e também o seu discurso político. Carência de formação não redunda necessariamente em idiotia; esta vem pela desconexão do real, posto em seu lugar um substituto onírico, uma realidade de faz de conta, um "como se assim fosse". Loucura!

E quando digo Lula digo também sobre todos aqueles que lhe cercam, que constituem a nova corte do poder: os burocratas do partido, os apoiadores de primeira e última hora, os empresários chapa-branca, a comunalha instalada nas universidades, nos jornais diários, nas emissoras de TV, no mundo artístico e editorial. A idiotia de Lula é espelho – se quisermos, é a ponta mais saliente e pública desse enorme monumento à ignorância que é o governo Lula – do abaixamento do nível civilizacional do Brasil. Que é acompanhado pelo abaixamento do nível moral também. O que me surpreende, sabedor que sou dessa estranha e perigosa supra-realidade que baliza a tomada de decisões vitais no plano coletivo, é que nossa sociedade ainda não mergulhou no abismo inevitável da desintegração. Certamente o descontrole inflacionário será a porta triunfal pela qual a crise colossal que eu espero vai se instalar.

Essa percepção pessoal do presidente é tanto mais mágica e trágica porque genuína. Lula acredita piamente no que diz e essa sinceridade está na raiz da empatia com que a população aceita sua percepção falsificada dos fatos. Essa falsificação é substituta da verdadeira realidade, à vista daqueles capazes de elaborar análises profundas. Lula encarna essa distorção da consciência coletiva e de fato tem a representação existencial dos brasileiros, pelo menos daqueles que caíram no canto de sereia dos revolucionários. Só um idiota poderia representar a multidão de idiotas. Contra todas as evidências em contrário os idiotas passaram a acreditar na abolição da lei da escassez, na eliminação do risco existencial, na mentira de que o Estado pode garantir vida boa e abundancia para todos que lhe fizerem genuflexão.

Irresistível recordar aqui a bela reflexão de Joseph Brodsky, em seu ensaio "O filho da civilização", no qual comenta a vida e a obra daquele que ele considera o maior dos poetas russos do século XX, Ossip Mandelstam (inserido no livro MENOS QUE UM, publicado em 1986 pela Companhia das Letras): "Quando um homem cria um mundo próprio, transforma-se num corpo estranho contra o qual se voltam todas as leis: a gravidade , a compressão, a rejeição, o aniquilamento".

Obviamente que quando as leis naturais se voltam contra um governante e seu povo insensato estamos diante de fatos trágicos da maior gravidade histórica. A bomba-relógio está ativada e não vejo mais como desativa-la. Haveremos de ter um encontro macabro com o destino.

Em outro ensaio, publicado no mesmo livro, este dedicado à heróica figura de Nadezhda Mandelstan, esposa e viúva (sublinho este fato porque importante, viuvez foi a característica das mulheres dos grandes homens russos naquela geração, pelo menos daquelas que tiveram a sorte – ou azar – de não perecerem junto com o marido assassinado) do grande poeta objeto do ensaio anterior, podemos ler:

"Por si mesma, a realidade não vale nada. E existe uma hierarquia entre as percepções (e, correspondentemente, entre os sentidos); as adquiridas através dos prismas mais refinados e sensíveis figuram no topo. O refinamento e a sensibilidade desses prismas vêm da única fonte possível: a cultura, a civilização, cujo instrumento principal é a linguagem. A avaliação da realidade feita através de um prisma como esse – cuja aquisição é uma das finalidades da espécie – é portanto a mais precisa, e provavelmente a mais justa. (Os clamores de 'Injustiça!' e 'elitismo!' que podem saudar a frase vindo logo das universidades devem ficar sem resposta, porque a cultura é ‘elitista’ por definição, e a aplicação de princípios democráticos na esfera do conhecimento nos levaria a considerarmos equivalentes a idiotia e a sabedoria.)"

Bem sabemos que nosso ilustre presidente não consegue falar direito a língua pátria e nenhuma outra, embora fale com loquacidade e eficiência à alma do povo idiotizado. Lula é o apedeuta por antonomásia. Aqui que mora o perigo: um cego guiando a multidão de cegos. Não me cabe fazer outra coisa que não rezar pelos enormes sofrimentos que nos esperam, na melhor das hipóteses. Na Rússia, terra de Brodsky e dos Mandelstam, já temos o balanço consolidado das tragédias que aconteceram, fruto desse descolamento da realidade. Eles são felizes, os russos, pois seus mortos já morreram, contados às dezenas de milhões, enterrados no altar elevado à estupidez. A matança ainda não começou por aqui, e nem a morte por inanição, e nem pelo frio, e nem pela miséria artificialmente fabricada pelos construtores de utopias. Não sei se é algo a comemorar ou a lastimar. Sei que os vivos, como registram as Escrituras, poderão ficar com inveja dos mortos de tempos em tempos. Como na Rússia. Como em toda parte onde esses alucinados descolados do real chegaram ao poder.

A idiotia de Lula é a idiotia de toda a gente brasileira.


José Nivaldo Cordeiro: "Quem sou eu? Sou cristão, liberal e democrata. Abomino todas as formas de tiranias e de coletivismos. Acredito que a Verdade veio com a Revelação e que a vida é uma totalidade, não podendo ser cindida em departamentos estanques. Abomino qualquer intervenção do Estado na vida das pessoas e na economia, além do imprescindível para manter a ordem pública. Acredito que a liberdade é um bem que se conquista cotidianamente, pelo esforço individual, e que os seus inimigos estão sempre a postos para destruí-la. Preservá-la é manter-se vigilante e sempre disposto a lutar, a combater o bom combate. Acredito que riqueza e prosperidade só podem vir mediante o esforço individual de trabalhar. Fora disso, é sair do bom caminho, é mergulhar na escuridão da mentira e das falsas promessas".



José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP e editor do site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado". E-mail: nivaldocordeiro@yahoo.com.br


Publicado no site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado".
Sábado, 24 de maio de 2008.





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