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Thursday, November 20, 2008

A História sendo repetida como farsa e certamente com o mesmo
final ruinoso para a humanidade.

Figura: Cartoon de David Low, publicado no tablóide inglês "Evening Standard" em 22 de dezembro de 1939.































English Version


O monstro no fundo do abismo
por J. R. Nyquist

Num artigo publicado em 6 de outubro pela revista "STRATFOR", intitulado "A questão alemã", George Friedman despejou um balde de lógica fria sobre os planos americanos para o futuro da OTAN. Parece que a Alemanha está determinada a bloquear o ingresso da Ucrânia e da Geórgia na OTAN. As implicações de longo prazo desta decisão são atordoantes. Friedman explica: "Uma vez que a OTAN opera na base do consenso, qualquer nação membro pode efetivamente bloquear qualquer candidato a membro da aliança". A invasão russa à Geórgia forçou a Alemanha a adotar essa posição. O conflito obrigou os alemães a deixar claro o seu pensamento geopolítico. O que vemos agora, com bastante clareza, é a Alemanha rejeitando a OTAN. Os alemães podem chamar o seu gesto como bem quiserem. Eles estão pensando como alemães. O ataque russo à Geórgia foi uma tacada de mestre, pois redirecionou a sensibilidade política da Alemanha, de uma visão centrada na OTAN, para uma visão centrada na Alemanha. Na Europa, há uma questão que se ergue acima de todas as outras, e os alemães darão a resposta. Ou a Europa enfrentará a Rússia numa nova Guerra Fria, ou se tornará parceira da Rússia. De acordo com a lógica de Friedman, a Alemanha já se decidiu pela parceria com a Rússia.

Imaginem uma parceria entre Rússia e Alemanha. Os russos fornecem a musculatura militar, os recursos naturais e a mão-de-obra barata. Os alemães fornecem a tecnologia, o dinheiro e a finesse européia. Friedman diz que a situação energética da Alemanha é "desesperadora" e que as lideranças alemãs estão meramente buscando seus interesses nacionais. É importante lembrar, porém, que os alemães vêem tanto a cenoura quanto a vara, os prós e contras. Os líderes alemães não estão apenas evitando a dor. Eles estão sendo tentados por uma parceria com a Rússia, especialmente quando as estruturas financeiras globais estão implodindo. Tal como ressalta Friedman, o "problema político" da Alemanha é a sua posição geográfica no centro da Europa. A Alemanha tem os olhos voltados para o Ocidente ou para o Oriente? Ela se alinha à Rússia ou aos anglo-americanos e franceses?

Ora, mas é claro que a Alemanha entende que seu destino repousa no Ocidente! Tal conclusão, todavia, pode ser razoável apenas para quem vê os acontecimentos à distância. Ela não é tão imediatamente razoável para as lideranças alemãs, tentadas que estão pela perspectiva de um papel "reformador" vital na Europa. A União Européia não está funcionando apropriadamente e o euro pode estar indo para lata de cinzas da história. O sistema da OTAN, por tanto tempo dominado pelos Estados Unidos, é cada vez mais inconveniente do ponto de vista alemão. Pode ser que, de fato, seja um plano um tanto estouvado aliar-se ao Kremlin – que prefere métodos asiáticos. Mas tal parceria apela tanto à vaidade alemã quanto ao seu senso prático. Os russos dão valor aos alemães; eles sussurram doces lisonjas aos ouvidos da Alemanha. O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, fala alemão fluentemente e até possui traços germânicos, além de compreender o pensamento alemão, o que lisonjeia ainda mais os alemães. É um caso complexo de sedução.

Como é que, lá no fundo, os alemães se sentem a respeito das intenções russas quanto à Geórgia e Ucrânia? Os alemães estão prontos a raciocinar em termos de seus próprios interesses nacionais. Eles estão tentados a desconsiderar a OTAN. Talvez estejam enjoados de serem prisioneiros da OTAN. Afinal, a Alemanha foi derrotada na II Guerra Mundial e se viu presa na armadilha da Guerra Fria entre Rússia e Estados Unidos. Esta não é uma situação que agüente uma repetição. Um conflito entre a Rússia e a OTAN não é do interesse nacional alemão. A amizade com a Rússia traz uma promessa – ainda que seja falsa.

A França e a Grã-Bretanha desejam desafiar a nova postura agressiva da Rússia. A Alemanha não quer isso de jeito nenhum. Os Estados Unidos buscam trazer a Ucrânia e a Geórgia para a OTAN. A Alemanha não quer isso de jeito nenhum. Há uma rachadura séria na OTAN. Os alemães encontrarão um caminho de saída da OTAN? O senso comum supõe que isso é impensável. Todos sabem que a Rússia é perigosa. Fazer parceria com a Rússia é brincar com fogo. Cedo ou tarde a Alemanha irá se queimar. Ao mesmo tempo, porém, os eventos recentes na Geórgia ensinaram algo aos alemães. De repente, a Alemanha se viu diante de uma escolha desagradável.

"A OTAN, como instituição criada para resistir aos russos, está num avançado estado de decadência. Para ressuscitá-la, os alemães teriam de pagar um altíssimo preço econômico", ressalta Friedman. Está muito claro que os alemães já decidiram abandonar a missão da OTAN e partir em busca de seus próprios interesses econômicos de curto prazo. Aonde isto os levará no longo prazo é óbvio. Chegará o dia em que Rússia e Alemanha entrarão em conflito e os Estados Unidos não estarão por perto para ajudar a Alemanha. E talvez a crise em Wall Street tenha ressaltado a futura irrelevância dos Estados Unidos para a Alemanha. Afinal, os EUA estão entrando em colapso.

Portanto, a OTAN está encrencada. Ela não pode existir por muito mais tempo. Os russos são astutos ao jogar suas cartas diplomáticas, econômicas e militares. Ao seduzir os alemães para uma parceria, abrem o caminho para a destruição da OTAN por vias diplomáticas. "A OTAN não tem poder militar real para projetar-se ao leste e nenhum poder será criado sem um grande esforço alemão e, neste sentido, nada está por vir", escreveu Friedman. A lógica da análise de Friedman não pode ser contestada. O Kremlin olha para o colapso em Wall Street e enxerga uma oportunidade. Em 2 de outubro, durante a coletiva de imprensa conjunta que reuniu a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente russo Dmitri Medvedev, este último disse: "Um dos temas complicados que discutimos foi o da crise financeira. Chegamos à conclusão de que, mais uma vez, o atual sistema de segurança financeira global, assim como o sistema de segurança internacional, não satisfaz as necessidades presentes. As falhas no modelo econômico adotado pelos Estados Unidos da América são sérias, e hoje nós estamos pagando por elas". Num discurso ao Fórum Público Russo-Alemão, o presidente Medvedev traduziu a atual crise financeira em linguagem geopolítica: "O que demonstraram os eventos recentes? Demonstraram que o tempo em que uma economia e uma moeda dominavam o globo se foi, irremediavelmente. E nós precisamos de soluções coletivas para resolver a crise financeira causada pelo egoísmo financeiro…". Em outras palavras: deixem os americanos sofrer o seu destino. Agora, a Europa está face a face com a Rússia. A Europa desejaria opor-se à Rússia por conta própria? Os russos estão forçando a Alemanha a tomar uma decisão. "É possível que hoje ainda haja alguém desejoso de voltar à primitiva divisão do mundo em termos de 'nossos' e 'deles', de 'o certo' e 'o errado', mas na Rússia estamos convencidos de que essa época acabou definitivamente. É impossível reviver o Muro de Berlim, tanto quanto é impossível retornar à Guerra Fria – não há razão para isso".

O presidente Medvedev está dando uma piscadela para os alemães e a mensagem implícita é: Vocês sabem o que fazer… Vocês não querem nos confrontar. Vocês precisam de nós. A perversidade das intrigas da KGB em Moscou não é a questão. É preciso olhar "além do bem e do mal", para as duras realidades da situação. A Alemanha quer sentir o deprimente frio do inverno, sem os benefícios do petróleo e gás russos? Esta não é uma posição sensata e a Alemanha sabe para onde ir. A OTAN está acabada e os Estados Unidos entrarão em colapso. Conseqüentemente, a Europa precisa de uma nova "arquitetura de segurança". Trocando em miúdos, a Europa agora pertence à Rússia e os alemães deveriam fechar um acordo enquanto os russos estão de bom humor. Se o primeiro-ministro francês diz que o mundo está "à beira do abismo", o monstro que o aguarda no fundo é a Rússia.

Tradução MSM.

Jeffrey R. Nyquist, é colunista, editor e um renomado expert em geopolítica e relações internacionais. Jeffery Nyquist é formado em sociologia política pela Universidade da Califórnia, é também o autor do livro "Origins of the Fourth World War". Tem também vários artigos de sua autoria publicados em web sites tais como: sierratimes.com, worldnetdaily.com, financialsense.com, e newsmax.com. Nyquist defende o ponto de vista que a queda da União Soviética foi uma ação premeditada para incentivar o ocidente a se desarmar, e que os comunistas estão no controle até hoje. Este ponto de vista foi primeiramente exposto pelo desertor soviético, Anatoly Golitsyn, em seu livro "New Lies For Old: The Communist Strategy of Deception and Disinformation". J.R. Nyquist mantém também o site "JRNyquist.com".



Publicado no site "FINANCIAL SENSE".
Sexta-feira, 10 de outubro de 2008.




Perdão seletivo – Vannuchi e Genro acham que a anistia ampla e irrestrita não vale para inimigos – Augusto Nunes




Wednesday, October 15, 2008

O APOCALIPSE ESTÁ CADA VEZ MAIS PRÓXIMO!
SÓ NOS FALTAVA ISSO, SERÁ A PÁ DE CAL!

Foto abaixo: PC-12M/SS-25 Topol, míssil balístico intercontinental nuclear russo (arma de destruição em massa), logo eles estarão trazendo alguns destes para o nosso continente, quiçá para o Brasil (é da sua natureza), para poderem provocar e ameaçar de perto os EUA. Guerra fria? Não, guerra quente, muito quente.

Se os "brasileirinhos" acham que os irmãos do norte irão aceitar isso mansamente, preparem-se para "torrar"! Merecemos, por nada fazermos para retirar na marra a raça maldita de comunistas instalada no poder.




























Click AQUI se desejar ver a foto no tamanho original.


Senhores Generais, Almirantes e Brigadeiros, os senhores tanto "procuraram" que "acharam", agora sim vão conhecer a mão-de-ferro do "Império" norte-americano, o país passará a ser considerado inimigo da "Águia" e amigo do "Urso", ou melhor, do "amigo-urso". Preocupem-se mesmo com a 4a., com a 5a. e com a 6a. Frotas, preocupem-se também em não acabarem seus dias em Guatamano Bay ou à moda Saddam Hussein. Cada dia estamos mais mais próximos da Venezuela, da Bolívia, do Equador, da Nicarágua, do Paraguai, Cuba e agora a Rússia (ou a sempre União Soviética?). Logo virão China, Coréia do Norte e Irã. Que boas companhias os senhores estão. Quem diria?

Uma pergunta: O que será que pensam e pensariam (os que aqui não mais estão) de tudo isso, aqueles verdadeiros Homens que nos livraram desse pesadelo em 1964/1978, como será que eles julgam ou julgariam os senhores? MELANCIAS PODRES, COVARDES E CAPACHOS LAMBE-ESPORAS DO SEU GINETE, O FALSIFICADOR DA MAGNA-CARTA O "MARECHAL-DE-CAMPO LERO-LERO JOBIM"!

Atenção, cambada de pulhas antiamericanista convicta, quem está de olho na Amazônia não são os norte-americanos, são os sempre comunistas russos (U.R.S.S), agora U.R.S.A.L., seremos o campo de batalhas nuclear das grandes potências, só não enxerga quem é cego ou traidor.


Rusia pide incorporarse como observadora al Consejo de Defensa de la UNASUR.
via Agence France-Presse

El gobierno ruso solicitó la incorporación, en carácter de observador, al Consejo de Defensa Sudamericano (CDS) de la Unión de Naciones Sudamericanas (Unasur), informó este martes el ministerio de Defensa de Argentina en un comunicado de prensa.

La solicitud fue hecha por el secretario del Consejo de Seguridad ruso, Nikolay Patruscev, durante una reunión en Buenos Aires con la ministra de Defensa, Nilda Garré.

“La delegación rusa se mostró interesada en el desarrollo del Consejo de Defensa de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) y de la Asociación Latinoamericana de Centros de entrenamiento para Operaciones de Paz (Alcopaz) y pidió la incorporación rusa a ambos organismos como observadores”, señaló la nota de prensa.

La Unasur se institucionalizó en mayo pasado en Brasilia y quedó conformada por Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Ecuador, Guyana, Paraguay, Perú, Surinam, Uruguay y Venezuela.

En dicho encuentro, los países dieron su apoyo a la creación de un Consejo de Defensa Sudamericano, cuyos objetivos serán intercambiar experiencias en defensa, realizar ejercicios militares en conjunto con los países miembros y reforzar las misiones de paz entre las Fuerzas Armadas de la región.

El Consejo — que se encuentra en formación — no sería una alianza militar convencional, como la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN), sino una instancia de diálogo entre los ministros de Defensa y los gobiernos para formar una política regional de defensa, según los organizadores.

En la reunión, Garré y Patruscev analizaron la posibilidad de incrementar la colaboración con Rusia en materia de Defensa y consideraron que el tema puede ser “un componente importantísimo” de la reunión entre los presidentes de ambos países, durante la visita de Cristina Kirchner a Moscú a fin de año.

Argentina y Rusia acordaron reunir a especialistas de defensa el 4 de noviembre en Buenos Aires, como preparación de la reunión de la Comisión Mixta de Cooperación Técnico-Militar que se realizará el 17 y 18 del mismo mes.

Otro de los temas examinados en la reunión fue la posibilidad de comprar helicópteros pesados rusos, especialmente valiosos para misiones antárticas, así como la eventual formación de aviadores argentinos como astronautas, según el comunicado.

N.R. Vocês devem ter notado que a raça de vagabundos comunistas da América Latrina, têm andado muito arrogantes e desafiadores, expulsando embaixadores dos EUA, interrogando os mesmos sobre a tal 4a. Frota, entre outras coisas, além dos xingamentos feitos pelo macaco Chávez, o cocaleiro Evo Morales, o pederasta Correa do Equador e até o pedófilo estuprador de filhas e sobrinhas, Daniel Ortega tem tido arroubos de valentia para com os norte-americanos. Por outro lado o nosso canalha de nove dedos, a prostituta C. K. (nome de guerra), o tal bispo-vermelho Lugo andam aparentemente mais moderados, porque ainda estão na fase de imporem uma "constituinte" socialista e ditatorial goela abaixo dos seus "cidadãos" (podemos ser chamados assim?).

Pois bem, julgo que as cortinas estão se abrindo, os canalhas parecem contar com garantias de amparo militar por parte dos seus sempre amigos russos, provavelmente dos chinas e com certeza da múmia da ilha (apesar de que as garantias deste último, operacionalmente não fazem diferença nenhuma). Notem os últimos eventos: Bombardeiros russos de grande autonomia baseados na Venezuela e fazendo vôos de reconhecimento por toda a costal sul-americana, brevemente estará atracando naquele mesmo país uma frota capitaneada por um grande cruzador movido a energia nuclear e com certeza portando tais armas também, tal frota virá acompanhada por um número desconhecido de caças-bombardeiros, etc. A bola da vez agora é a Argentina. Estranho? Não meus caros, essa jogada foi ensaiada já há muito tempo, tais demonstrações de força já estavam nos planos do Foro de São Paulo e, é só o começo de uma escalada insana e destruidora. Quem viver verá!


Publicado no site " Noticias 24".
Terça-feira, 14 de outubro de 2008.



A Sangre Fría – Rafael Poleo

São Paulo se conduz – Mauro Chaves



Thursday, November 02, 2006

A OTAN será a ONU dos países liberais democratas.



























O Brasil não será convidado para este jogo!
English version.


A OTAN contra os jihadistas
por Daniel Pipes

Quando era secretário de Estado, Colin Powell certa vez definiu a Organização do Tratado do Atlântico Norte como “a maior e mais bem-sucedida aliança da história”. É difícil contestar essa definição, pois foi tal o sucesso da OTAN em conduzir e vencer a Guerra Fria, que sequer precisou lutar.

Mas hoje essa aliança tão importante vive o ápice do que José María Aznar, primeiro-ministro da Espanha entre 1996 e 2004, chama de “possivelmente a maior e mais séria crise de toda a sua história”. Um “clima de crise perpétua”, diz ele, cuja origem é a perda evidente de sua “raison d’être como organização, a falta de uma missão específica”.

Os motivos dessa crise são simples de explicar. De sua fundação em 1949 até o colapso da União Soviética em 1991, a OTAN foi o principal instrumento para a contenção do expansionismo soviético. Após derrotar a ameaça soviética, reformulou sua missão. Na década de 90, a OTAN tornou-se um veículo para o envio de forças voluntárias encarregadas de promover a segurança regional em lugares como a Bósnia e o Kosovo. E agora, depois do 11 de Setembro?

NATO: An Alliance for Freedom, um estudo curto, brilhante e de fácil aplicação publicado pelo instituto de Aznar, a Fundação de Análise e Estudos Sociais – FAES, revela que conter a União Soviética não era o objetivo fundamental da organização. A OTAN imbuíra-se, antes, do propósito mais positivo de “salvaguardar a liberdade, a herança e a civilização comuns aos povos [dos Estados membros], com base nos princípios da democracia, da liberdade individual e do Estado de Direito”.

A prova de que a missão da OTAN esteve sempre além de defender a democracia contra o comunismo tão-somente reside no fato de a organização ter abdicado do valor estratégico do território espanhol e sua força militar enquanto o país permaneceu sob o jugo do governo fascista de Francisco Franco. Apenas com a morte dele em 1975 e a democratização do governo, a Espanha é convidada a integrar a aliança em 1981.

Uma indicação de qual deveria ser o novo foco da OTAN surgiu no dia seguinte ao 11 de Setembro, quando a organização, pela primeira vez em seus cinqüenta e dois anos de história, invocou o artigo 5º. de seus estatutos, onde prevê que um ataque a um dos países membros é um ataque a todos eles. Assim, depois de uma década fazendo “guerras como assistência social”, a OTAN despertou abruptamente para a ameaça do radicalismo islâmico.

Aznar e a equipe da FAES analisam essa decisão crítica, afirmando que “o terrorismo islâmico é uma nova ameaça, cuja natureza global põe em risco a existência mesma dos signatários da OTAN”. Lembrando as ideologias totalitárias dos anos 30, eles advertem, com razão, que “deveríamos levar as ambições [islamistas] muito seriamente, por ridículas ou delirantes que pareçam”. Demonstrando verdadeira sagacidade, eles ressaltam que o terrorismo “é apenas a porção bélica de uma ofensiva muito mais ampla contra o mundo liberal e democrático”.

Logo, o objetivo da OTAN deve ser o de “combater o jihadismo islâmico e a proliferação de armas de destruição em massa especialmente, embora não exclusivamente, entre os grupos e os governos islâmicos”. Isso significa “colocar a guerra contra o jihadismo islâmico no centro da estratégia aliada” e que derrotá-lo será a “missão principal” da OTAN por longos anos.

Uma segunda recomendação essencial da OTAN: Uma Aliança para a Liberdade: que a OTAN convide à adesão plena países que sejam democracias liberais e também tenham capacidade e disposição para contribuir na guerra contra o jihadismo islâmico. O estudo enfatiza o ingresso de Israel na Aliança como “um passo extremamente importante”, e apóia a participação do Japão e da Austrália com status pleno. Além destes, eu proporia Taiwan, Coréia do Sul e Chile. Para encorajar outros Estados em situação difícil, o estudo sugere a condição de membro associado para países como a Colômbia e a Índia. Eu sugiro a inclusão do México e do Sri Lanka nessa lista.

Um tópico que a FAES não explicita, mas aborda indiretamente: a possibilidade de a OTAN substituir as Nações Unidas como o principal organismo internacional. À medida que a ONU desce de um ponto já baixo a profundidades ainda maiores, torna-se cada vez mais óbvio que, para se comportar de modo adulto, uma instituição mundial só deve reunir países democráticos. Uma nova organização pode ser criada do zero, claro, mas é mais simples, mais econômico e mais rápido construí-la sobre uma estrutura existente, sobretudo se de eficiência comprovada. A OTAN surge como a candidata natural, especialmente nos termos em que foi redefinida pela FAES.

Aznar e sua equipe desenvolveram o melhor plano já oferecido para combater o Islã radical. Os políticos estarão prontos para executá-lo?


Daniel Pipes é um dos maiores especialistas em Oriente Médio, Islã e terrorismo islamista da atualidade. Historiador (Harvard), arabista, ex-professor (universidades de Chicago e Harvard; U.S. Naval War College), Pipes mantém seu próprio site e dirige o Middle East Forum, que concebeu junto com Al Wood e Amy Shargel — enquanto conversavam à mesa da cozinha de sua casa, na Filadélfia — e que hoje, dez anos mais tarde, tem escritórios em Boston, Cleveland e Nova York. Depois do MEF, vieram o Middle East Quartely, o Middle East Intelligence Bulletin e o Campus Watch, dos quais ele participa ativamente. Juntos, esses websites recebem mais de 300 mil visitantes por mês. Por fazer a distinção sistemática entre muçulmanos não-islamistas e extremistas islâmicos, Daniel Pipes tem sido alvo de ataques contundentes. A polêmica gerada por sua nomeação, em 2003, para o Institute of Peace pelo presidente George Bush apenas confirmou o quanto as idéias de Pipes incomodam as organizações islamistas e outros interessados em misturar muçulmanos e terrorismo. Daniel Pipes é autor de 12 livros, entre eles, Militant Islam Reaches America, Conspiracy, The Hidden Hand e Miniatures, coletânea lançada em 2003.


Publicado no The New York Sun.
Terça-feira, 03 de outubro de 2006.


 
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