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Tuesday, September 21, 2010

IMPRENSA: COMEÇANDO A CAIR A FICHA? TARDE, MUITO TARDE...

LEIA TAMBÉM: "Lula é um fenômeno religioso" por Arnaldo Jabor





































Lula e a visão autoritária da imprensa
editorial do jornal "O Globo"

É nos improvisos que o presidente Lula se deixa levar, fala o que não seria conveniente do ponto de vista político, mas transmite o que lhe vai no fundo da alma. Inebriado por índices recordes de popularidade, nunca antes alcançados neste país, Lula tem radicalizado na autoindulgência, como se o apoio popular o colocasse acima de leis e limites institucionais.

São exemplos desse desvio as sucessivas vezes em que o presidente age como chefe de partido, numa deplorável mistura de papéis, porém bem ao estilo de um governo que, na ocupação da máquina burocrática, exercita ao extremo a confusão entre interesses privados e a esfera pública.

É nessa zona cinzenta que a grande família de Erenice Guerra se aboletou, e corporações sindicais sentam praça nos cofres do Tesouro, ao lado de movimentos ditos sociais que atuam em estado de semiclandestinidade, em parte financiados pelo contribuinte.

À medida que se envolvia no projeto de eleger a sua desconhecida ministra Dilma Rousseff, enquanto mantinha e até elevava a popularidade, o presidente foi jogando às favas o equilíbrio. Principal atração dos comícios de sua candidata, Lula radicaliza na insensatez. Pode-se dar desconto pelo inevitável aumento de temperatura característico das campanhas eleitorais, mas não é possível ser condescendente quando se invade de maneira desvairada o campo vital das liberdades democráticas.

Até porque o ataque feito por Lula à imprensa, num comício em Campinas, sábado, não é um acidente de rota, um fato isolado no seu governo de quase oito anos; tampouco no seu partido, onde se destilam propostas formais para a democratização da mídia, o controle social dos meios de comunicação, eufemismos para designar a destruição da independência da imprensa profissional, assim como fazem os governos de Cristina Kirchner e Hugo Chávez, aliados preferenciais da diplomacia companheira no continente.

No sábado, Lula, como se tomado pelo espírito do Rei Sol, um Luis XIV tropicalizado, bradou: Nós somos a opinião pública. Em meio a ataques a alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem um partido político (...), Lula, na verdade, externou toda a dificuldade que ele, auxiliares diretos e líderes petistas têm de entender o papel da imprensa numa sociedade aberta. Há tempos emana do Planalto a visão de que o governo Lula acabou com os formadores de opinião, e agora se sabe que eles foram substituídos, segundo este contorcionismo intelectual, pelo presidente e seu grupo no poder. Numa reedição de um pai dos pobres de figurino getulista, o presidente teria hipnotizado as massas, alimentadas por um assistencialismo bilionário, e por isso elas só reproduzirão a opinião do seu redentor.

Mais do que uma tosca engenharia de raciocínio, porém, esta percepção lulista da imprensa deriva de um entendimento autoritário da função dos meios de comunicação: segundo a vulgata ideológica dos intelectuais orgânicos do lulopetismo, a imprensa é um instrumento de manipulação da sociedade.

E, sendo assim, precisa estar subordinada ao partido e ao Estado, os quais, no imaginário desses militantes, se confundem. É inconcebível para esses que a imprensa profissional que precisa ser rentável para se manter independente, e o mais distante possível de verbas administradas pelos poderosos do momento cumpra uma função pública, e disto têm consciência profissionais e acionistas das empresas de comunicação.

A visão maniqueísta lulopetista da imprensa leva a que se procure intrincadas conspirações por trás de reportagens de denúncia, um truque que também serve para jogar uma cortina de fumaça à frente de desvios éticos cometidos pela companheirada. Foi assim que o mensalão se tornou produto de uma imprensa golpista, bem como a ação dos aloprados.

Denunciado por um aliado desgostoso, Roberto Jefferson, do PTB, o esquema de coleta e lavagem de dinheiro sujo para alimentar uma bancada parlamentar governista gerou um processo que tramita no Supremo Tribunal Federal, depois de aceita denúncia da Procuradoria Geral da República contra essa organização criminosa. No escândalo da tentativa de compra de um dossiê falso contra o tucano José Serra, na campanha de 2006 para o governo de São Paulo, petistas proeminentes os aloprados, nas palavras do próprio Lula foram apanhados em flagrante delito.

Nada, porém abala o discurso petista contra manobras golpistas da imprensa independente.

Mas não houve qualquer crítica quando, no primeiro governo FH, reportagem do GLOBO derrubou o então presidente dos Correios, Henrique Hargreaves, ao revelar que ele tinha um contrato com o Sebrae, do qual recebia sem trabalhar.

Não se ouviu, também, qualquer reclamação petista quando a Folha de S.Paulo relatou histórias de compra de votos de deputados federais a favor da emenda constitucional que permitiria a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Ou na revelação feita pelo GLOBO de que o esquema do mensalão, antes de José Dirceu, Delúbio e Genoino, fora acionado pelo PSDB mineiro no financiamento da campanha frustrada de reeleição do governador Eduardo Azeredo, delito também a ser julgado no STF. E nenhuma admoestação à imprensa partiu do PT na divulgação de cenas pornográficas de corrupção patrocinadas pelo DEM de Brasília.

Imprensa boa é imprensa chapa-branca, deduz-se.

Outra prova cabal de como o PT se equivoca sobre o jornalismo profissional foi dada por José Dirceu, cassado no escândalo do mensalão e considerado pelo Ministério Público o chefe da tal organização criminosa.

Considerado líder importante no partido, até visto como herói por ter se imolado pela causa petista, Dirceu demonstra continuar com bom trânsito em Brasília, e continua a pontificar.

Na semana passada, ao doutrinar sindicalistas petroleiros na Bahia, o ex-ministro da Casa Civil de Lula comemorou o fato de uma provável vitória da companheira de armas Dilma Rousseff facilitar a execução do projeto político do PT, difícil de ser aplicado com Lula, pois o presidente em contagem regressiva para voltar a São Bernardo é algumas vezes maior que o partido, explicou. Do projeto, consta o de sempre: democratização dos meios de comunicação etc.

Além de considerar que a imprensa brasileira abusa do direito de informar uma pérola do pensamento da esquerda autoritária, Dirceu reclamou de uma suposta tentativa das redações de interferir na formação do futuro governo Dilma, algo digno de ficção.

Ora, isto não é função da imprensa.

A não ser que se entendam os meios de comunicação pela ótica do PT: não passam de instrumentos de manipulação política e social.

É gigantesca também a dificuldade de Lula e companheiros entenderem que veículos de comunicação podem não defender partidos e candidatos, mas princípios, e, em função deles, criticar ou elogiar partidos e candidatos.

Trata-se de outro equívoco tentar comparar a postura da imprensa brasileira diante de governos, candidatos e legendas com a de países onde práticas democráticas são seguidas há séculos e existem partidos enraizados na sociedade por gerações.

Deturpar a realidade em razão de cacoetes ideológicos não chega a preocupar.

Costuma acontecer na política e mesmo no mundo acadêmico. O perigo está quando se chega ao poder com este tipo de percepção.


Publicado no jornal "O Globo" (Editorial Opinião).
Terça-feira, 21 de setembro de 2010.





Este governo transforma fatos em ficção (e vice-versa)

Foto: © CAMALEÃO - Óleo sobre tela, caricatura de "Arnaldo Jabor".









































Lula é um fenômeno religioso
por Arnaldo Jabor

Lula não é um político - é um fenômeno religioso. De fé. Como as igrejas que caem, matam os fiéis e os que sobram continuam acreditando. Com um povo de analfabetos manipuláveis, Lula está criando uma igreja para o PT dirigir, emparedando instituições democráticas e poderes moderadores.

Os fatos são desmontados, os escândalos, desidratados, para caber nos interesses políticos da igreja lulista e seus coroinhas. Lula nos roubou o assunto. Vejam os jornais; todos os assuntos são dele, tudo converge para a verdade oficial do poder. Lula muda os fatos em ficção. Só nos resta a humilhante esperança de que a democracia prevaleça.

Depois do derretimento do PSDB, o destino do país vai ser a maçaroca informe do PMDB agarrada aos soviéticos do PT, nossa direita contemporânea.

Os comentaristas ficam desorientados diante do nada que os petistas criaram com o apoio do povo analfabeto. Os conceitos críticos, como "razão, democracia, respeito à lei, ética", ficaram ridículos, insuficientes raciocínios diante do cinismo impune.

Como analisar com a razão essa insânia oficial? Como analisar o caso Erenice, por exemplo, com todas as provas na cara, com o Lula e seus áulicos dizendo que são mentiras inventadas pela mídia? Temos de criar novos instrumentos críticos para entender essa farsa. Novos termos. Estamos vendo o início de um "chavismo light", cordial, para que a "massa atrasada" seja comandada pela "massa adiantada" (Dilma et PT).

Os termos têm de ser mudados. Não há mais "propina"; agora o nome é "taxa de sucesso". A roubalheira se autonomeia "revolucionária" - assalto à coisa pública em nome do povo. O que se chamava "vítima" agora se chama "réu". Os escândalos agora são de governos inteiros roubando em cascata, como em Brasília, Rondônia e Amapá - são "girândolas de crimes". Os criminosos são culpados, mas sabem tramar a inocência. O "não" agora quer dizer "sim".

Antigamente, mentia se com bons álibis; hoje, as tramoias e as patranhas são deslavadas; não há mais respeito nem pela mentira. Está em andamento uma "revolução dentro da corrupção", invadindo o Estado em nossa cara, com o fito de nos acostumar ao horror. Gramsci foi transformado em chefe de quadrilha.

Nunca antes nossos vícios ficaram tão explícitos, nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo. Já sabemos que a corrupção no país não é um "desvio" da norma, não é um pecado ou crime; é a norma mesmo, entranhada nos códigos e nas almas.

Nosso único consolo: estamos aprendemos muito sobre a dura verdade nacional neste rio sem foz, onde as fezes se acumulam sem escoamento. Por exemplo: ganhamos mais cultura política com a visão da figura da Erenice, a burocrata felliniana, a "mãe coragem" com seus filhos lobistas, com o corpinho barbudo do Tuminha (lembram?), com o "make-over" da clone Dilma (que ama a ex-Erenice, seu braço- direito há 15 anos), com o silêncio eufórico dos Sarneys, do Renan, do Jucá... Que delícia, que doutorado sobre nós mesmos!

Ao menos estamos mais alertas sobre a técnica do desgoverno corrupto que faz pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, esgotos à flor da pele, tudo proclamado como plano de aceleração do crescimento popular.

Nossa crise endêmica está em cima da mesa de dissecação, aberta ao meio como uma galinha. Meu Deus, que prodigiosa fartura de novidades imundas, mas fecundas como um adubo sagrado, belas como nossas matas, cachoeiras e flores.

Os canalhas são mais didáticos que os honestos. Temos assistido a um show de verdades mentirosas no chorrilho de negaças, de cínicos sorrisos e lágrimas de crocodilo.

Como é educativo vermos as falsas ostentações de pureza para encobrir a impudicícia, as mãos grandes nas cumbucas e os sombrios desejos das almas de rapina. Que emocionante este sarapatel entre o público e o privado: os súbitos aumentos de patrimônio, filhinhos ladrões, ditadura dos suplentes, cheques podres, piscinas em forma de vaginas, despachos de galinhas mortas na encruzilhada, o uísque caindo mal no Piantela, as flatulências fétidas no Senado, as negaças diante da evidência de crime, os gemidos proclamando "honradez" e "patriotismo".

Talvez essa vergonha seja boa para nos despertar da letargia de 400 anos. Através deste escracho, pode ser que entendamos a beleza do que poderíamos ser!

Já se nos entranhou na cabeça, confusamente ainda, que, enquanto houver 20 mil cargos de confiança no país, haverá canalhas, enquanto houver estatais com caixa preta, haverá canalhas, enquanto houver subsídios a fundo perdido, haverá canalhas. Com esse Código Penal, nunca haverá progresso.

Já sabemos que mais de 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas, sem saneamento, com o Lula brilhando na TV, xingando a mídia e com todos os mensaleiros, sanguessugas e aloprados felizes em seus empregos e dentro do ex-partido dos trabalhadores.

E é espantoso que esse óbvio fenômeno político, caudilhista, subperonista, patrimonialista, aí, na cara da gente, seja ignorado por quase toda a "inteligentsia" do país, que antes vivia escrevendo manifestos abstratos e agora se cala diante desse perigo concreto que nos ronda. No Brasil, a palavra " esquerda" ainda é o ópio dos intelectuais.

A única oposição que teremos é a da imprensa livre, que será o inimigo principal dos soviéticos ascendentes.

O Brasil está evoluindo em marcha a ré! Só nos resta a praga: malditos sejais, ó mentirosos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas se transformem em cobras peçonhentas que se enrosquem em vossos pescoços e vos devorem a alma.

Os soviéticos que sobem já avisaram que revistas e jornais são o inimigo deles.

Por isso, "si vis pacem, para bellum", colegas jornalistas. Se quisermos a paz, preparemo-nos para a guerra.


Arnaldo Jabor, carioca nascido em 1940, é cineasta e jornalista, também já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e na Rádio CBN. O estilo irônico e mordaz com que comenta os fatos da atualidade brasileira foi decisivo para o seu grande sucesso junto ao público. Arnaldo Jabor também é colunista do jornal “O Estado de S. Paulo”, além de escrever regularmente para diversos outros jornais do Brasil.
E-mail: a.j.producao@uol.com.br


Publicado no jornal "O Estado de S.Paulo".
Terça-Feira, 21 de setembro de 2010.






9.11.01–9.11.10 You promised, you'd never forget. You promised. – Bootlead






Monday, January 25, 2010

De todos os perigos, o maior é subestimarmos o poder secreto da
principal cabeça da "Hidra Vermelha". Precisa ser decepada!

Foto: Quem nasceu para obedecer, obedecerá mesmo no trono.
















































A Crise
por Luís Mauro Ferreira Gomes

Normalmente, quando nos sentamos para escrever um artigo, ele já está quase mentalmente pronto, restando apenas o trabalho de digitá-lo, penoso, aliás. Por mais que se leiam e releiam os textos, sempre sobram aqueles erros de digitação tão desconcertantes quanto difíceis de encontrar.

Desta vez, porém, ao tentarmos expressar-nos sobre o a crise desencadeada pelo decreto que instituiu o "III Plano Nacional de Direitos Humanos" encontramos uma dificuldade incomum, nem tanto pela grande extensão do documento ou pela enorme quantidade de absurdos, de ilegalidades, de inconstitucionalidades, de mentiras e de bobagens que ele contém, senão por serem contraditórias as notícias divulgadas sobre o assunto, o que nos levou a esperar por mais fatos, em vez de versões.

Como o tempo se encarregou de tornar irrelevantes todas as interpretações e todos os boatos que poderiam alterar o quadro vamos produzir este texto somente com o que já temos, que é mais do que suficiente.

A crise.

Antes de mostrarmos o que essa crise verdadeiramente é, começaremos por dizer o que ela não foi. Quase todos os que se manifestaram antes de nós tem-na chamado de crise militar. Os aspectos que afetam os militares – como a deturpação da Lei da Anistia para garantir impunidade a assaltantes, seqüestradores e assassinos, e condenar os agentes do Estado que os combateram no estrito cumprimento do dever; a interferência no ensino das Escolas Militares, para contaminá-las com ideologia de esquerda; a substituição dos nomes de logradouros públicos que reverenciam os heróis que lutaram contra a guerrilha comunista e a venceram, enquanto preservam os que homenageiam terroristas, como Luís Carlos Prestes, Carlos Lamarca, entre tantos outros – são gravíssimos, mas se diluem no contexto muito maior da preparação do golpe de Estado que consolidará a ditadura já instalada no Brasil.

Ditadura, sim, ainda que os seus mentores procurem vestir-lhe a máscara de normalidade democrática. Como se poderia falar em democracia, em um país onde o governo não respeita as Leis nem a Constituição, atropelando-as, sempre que lhe convém, diante da omissão conivente, ou mesmo do apoio direto daqueles que têm o dever institucional de impedi-lo? Omissão e apoio criminosos, conseguidos mediante as práticas também criminosas da coação, da chantagem, da corrupção e do suborno.

Os militares entraram nesse decreto para satisfazer a necessidade sádica de vingança dos guerrilheiros de ontem, hoje no governo, que não perdoaram a derrota do passado, mas essa não foi ainda a principal motivação. O que, verdadeiramente, querem é desmoralizar as Forças Armadas, colocando-as na defensiva, para impedir qualquer possibilidade de reação contra mais essa tentativa de implantar o comunismo no Brasil. Além da neutralizá-las, a inevitável resposta enérgica das Forças Armadas será usada como camuflagem das intenções ditatoriais dos governantes terroristas, que procurarão ocultar o golpe de Estado que planejam empreender, atribuindo-o aos militares e a todos os patriotas que os apóiem, a quem acusarão de golpista e de saudosistas da Revolução de 1964, a que têm o desplante de chamar de ditadura militar.

Esses pseudo-salvadores da pátria e falsos defensores dos pobres e das minorias sempre atribuem aos outros a culpa pelo mal que fizeram ou pretendem fazer.

Não é nossa intenção repetir aqui todas as inconstitucionalidades e violências contra a democracia brasileira e os direitos fundamentais dos nossos cidadãos contidas no decreto, que já foram muito bem expostas nos excelentes artigos daqueles que nos antecederam.

Apenas, para que os nossos leitores recordem a gravidade desse documento que pretende manter, jungidas ao governo, instituições de Estado e entidades privadas – como a Justiça; as Forças Armadas; os meios de comunicação; as religiões; o ensino; as empresas – selecionamos duas cartas publicadas no jornal O Globo de 12 de janeiro:

"O Programa Nacional de Direitos Humanos me parece um pesadelo bem real. Se ele já estivesse em vigor, ao manifestar aqui meu desagrado sobre alguns itens, poderia ser perseguida, tendo em vista que minha mensagem será censurada. Se eu sair com minha cruz no pescoço, que uso desde criança, vou ostentar símbolos religiosos. Ao condenar a prostituição, estarei sendo preconceituosa com uma profissão legalizada. Se possuir algumas terras e, por alguma dificuldade financeira, não puder plantar nada, minha propriedade será invadida e não vou ter direito à reintegração de posse. Concluo que o melhor mesmo é ser ignorante, não manifestar nada, não ter religião, ser prostituta e pertencer a grupos que invadem terras alheias. Só assim vou ter meus direitos garantidos." CÉLIA PAULA BORGES, Rio.

"O Programa dos Direitos Humanos é mais uma tentativa de consolidar aqui uma ditadura civil nos moldes da Venezuela bolivariana. Com a clara intenção de rever a Lei da Anistia, acabar com o agronegócio, amordaçar a imprensa, extinguir o direito de propriedade, dentre outras barbaridades inconstitucionais, Paulo Vannuchi preparou com os demais ex-parceíros da subversão armada uma aloprada miniconstituição que se propõe a substituir nossa Carta Magna. Tanto a tortura quanto o terrorismo são crimes inafiançáveis e imprescritíveis, conseqüentemente não serão penalizados apenas os torturadores, como imaginam os comitês populares que pretendem substituir a Justiça." SERGIO VILLAÇA, Recife, PE.


"Vox populi, vox Dei!"

Por tudo isso, confirmamos que as nossas dificuldades não são militares. Estamos diante de uma crise política e institucional sem precedentes, que envolve todos os poderes, setores e atividades da Nação, que ficarão, se depender do governo federal, a ele submetidos, sob o pretexto de defesa dos direitos humanos, direitos esses que são as maiores vítimas desse maldito decreto inconstitucional.

As versões:

Os militares foram os primeiros a reagir contra mais essa investida. Inicialmente, noticiou-se que, os Comandantes Militares e o ministro da defesa haviam pedido exoneração de seus cargos, em conseqüência do que, o presidente teria prometido rever o decreto (que assinara sem ler!). Segundo Jobim o presidente garantira que não haveria revanchismo.

Em seguida, novas versões afirmavam ora que seria suprimido do texto a referência ao exame das violações dos direitos humanos, ora que também seria incluída a investigação das violações praticadas pelos guerrilheiros.

Mais tarde, dizia-se que Jobim estava "negociando", uma solução que atendesse as duas partes, que fosse boa para as esquerdas e para os militares, como se isso fosse possível.

Com o passar do tempo, outros segmentos da sociedade foram tomando conhecimento dos graves riscos que o decreto impunha à nossa cambaleante democracia, e começou a aparecer uma avalanche de contestações.

Algumas agências de notícias passaram a divulgar que, diante desse fato novo, o presidente teria decidido suprimir várias partes do decreto, entre as quais, aquelas que tratavam da eliminação das restrições ao aborto, do casamento entre homossexuais com a possibilidade de adoção de crianças e da restrição ao uso de símbolos religiosos em lugares públicos. Outras chegaram a noticiar a revogação total do decreto.

As esquerdas se assanharam e grupos radicais manifestaram apoio ao plano.

Ao mesmo tempo em que tudo isso acontecia, Lula se escondia da crise, enquanto poluía uma unidade militar da Bahia com a sua presença inútil.

De volta ao palácio, nada fez do que supostamente prometera. Como era de se esperar, a única alteração que introduziu no decreto foi aquela tal solução "que seria boa para as esquerdas e para os militares": a supressão inócua da expressão, "no contexto da repressão política", da parte que trata do exame das violações dos direitos humanos. Supressão inócua, sim, porquanto, embora possa parecer aos ingênuos que se ampliou o espectro das investigações com a inclusão dos terroristas de esquerda, isso jamais ocorreria, pois quem vai administrar a execução do decreto são eles mesmos, para os quais nem as proibições explícitas das Leis e da Constituição constituem óbices para as arbitrariedades que praticam, quanto mais um decreto de sua própria lavra.

Além disso, desde quando comunistas cumprem acordos? Acordos, contratos, ética, valores, princípios, leis, constituições somente obrigam as pessoas honestas e normais. Os bandidos e os psicopatas são imunes a tudo isso.

Os erros.

Infelizmente, muitas das vozes de protesto que se têm insurgido apenas se preocupam com os ataques que ameaçam os seus próprios setores, fingindo ignorar o perigo iminente que paira sobre todos.

Aceitar essa alteração insignificante é mais um erro gravíssimo que cometemos, principalmente, porque nos isolamos, deixando a impressão de que resolvido o nosso problema (que, como sabemos, não foi), as ameaças à sociedade como um todo nada significariam para nós. Devemos ter em mente, ainda, que foi justamente o somatório desses erros que nos levou a esta situação insustentável, da qual jamais sairemos enquanto persistirmos nessa mesmice de leniência e falta de firmeza. Ninguém respeita o fraco, e o forte que descrê do seu poder ou se deixa intimidar somente colherá desprezo.

Mais uma vez, fomos vítimas da mesma técnica. Sempre que os abusos socialistas ultrapassam de muito os limites do suportável e provocam alguma resposta, eles fingem que vão ceder ou simplesmente ignoram a reação, à espera de que o tempo desgaste os seus opositores.

Nós, por outro lado, em vez de potencializarmos as pequenas crises que raramente criamos, gerando fatos políticos novos a cada dia, aguardamos, passivamente, o fortalecimento do inimigo, enquanto nós mesmos nos desmilingüimos cada vez mais, para, por fim, aceitarmos, como se fora uma grande vitória, a primeira concessão cosmética que nos façam. E tudo continuará como antes, ou seja, muito pior do que estava.

O que virá?

O problema está resolvido, disse Jobim, como dissera quando capitulara diante da reação do Alto-Comando do Exército às suas bravatas iniciais. Mais uma vez capitulou.

A questão está longe de ser resolvida, e nos imporão esse decreto goela abaixo a não ser que o impeçamos, opondo-lhes força muito maior do que a deles.

O presidente teria dito não entender a celeuma que se criou em torno do seu decreto, uma vez que quase todos os pontos polêmicos dependem de aprovação do congresso, o que dificilmente aconteceria. Ora, todos sabemos que o governo faz aprovar tudo o que quer, já que tem um poder coator e corruptor sem limites. E se não pretende aprovar essas medidas, por que não revoga pura e simplesmente essa porcaria?

Enganam-se, redondamente, os pobres e as minorias que neles acreditam.

Quando esses socialistas bolivarianos do século XXI tiverem o poder absoluto, a primeira coisa que farão é cercear toda e qualquer liberdade que ainda exista.

Os pobres passarão a miseráveis escravos, cujo único direito será trabalhar de sol a sol, para sustentar a nomenclatura petista balofa, ociosa e esbanjadora.

As minorias perderão todos os "direitos" concedidos pelas esquerdas, assim como todos aqueles conquistados anteriormente. É impossível ser livre pela metade. Como se poderia imaginar uma pessoa sexualmente livre, sem ter quaisquer direitos políticos, econômicos, sociais ou religiosos? A liberdade sexual pressupõe, ainda, a liberdade de ir e vir, mas tal direito se resumirá a ir, no início da manhã, do barraco coletivo miserável (se o tiver), para o trabalho, e vir, deste, de volta ao barraco, no fim do dia.

Os empresários terão as suas empresas expropriadas e, com sorte, poderão receber um salário único – que será muito pior do que o mínimo de hoje – por um emprego aviltante qualquer.

Os militares mais antigos e os que não se sujeitarem a funcionar como milicianos, sob a chefia do comissário militar do partido, serão presos, sob a acusação de tentativa de golpe, de inimigos do Estado ou do povo, enfim, de qualquer coisa assim, e terminarão por ser eliminados. Se "os tempos mudaram" e não tiverem a força suficiente para matá-los por outros meios, deixarão que morram de fome, depois de viverem dias de humilhação, tortura e terror.

Os políticos adesistas, como todos os outros já citados, perderão as suas mordomias, já que estas estarão todas reservadas para os integrantes do partido único. Como os empresários, terão sorte se conseguirem um dos tais empregos aviltantes remunerados com o já referido salário único.

Nós estamos exagerando? Não, estamos, simplesmente, expondo o que aconteceu em todos os países onde comunismo foi imposto.

Isso jamais aconteceria no aqui! É o que diziam, enquanto nada faziam, quase todos os cidadãos das nações que sucumbiram a essa praga, quando estava sendo implantada.

O que fazer?

O lançamento desastrado e insistente desse plano só pode indicar que os nossos governantes estão desesperados diante da perspectiva de que mudanças políticas lhes comprometa a finalização do projeto de suas vidas, mas têm a certeza absoluta de que o povo brasileiro já está de tal forma alienado, que o processo de implantação da ditadura comunista pode ser acelerado por meio de fatos consumados, sem que haja qualquer reação significativa.

É inacreditável que a maioria dos brasileiros não tenha percebido ainda o desastre que está para abater-se sobre eles, mesmo que aquilo que os algozes pretendiam e estão realizando tenha sempre sido anunciado em documentos diversos e páginas da Internet do próprio governo e de partidos e outras instituições que o apóiam e são por ele financiados, obviamente, com dinheiro público.

Desta vez a divulgação foi muito mais explícita e a repercussão tão grande que provocou um clamor generalizado contra o referido plano que põe em risco a liberdade de todos e ameaça definitivamente o que ainda existe de democracia no Brasil.

Se eles partiram para o tudo ou nada, que fiquem com o nada!

Seria outro grande erro desperdiçarmos mais esta oportunidade.

Há poucos dias, lemos um excelente artigo sobre o tema, intitulado "Lula e as Cobras Criadas", no qual o autor, o Dr. Emílio Nina Ribeiro, indaga ao final:

"Até quando, abusarão da paciência deste povo sofrido?"

Responderemos sem hesitar: até quando e tão somente até quando nós o permitirmos.

Espontaneamente, eles jamais desistirão desse projeto criminoso no qual vêm trabalhando intensamente, no Brasil, pelo menos, desde 1935.

Faz-se, portanto, imperioso abandonarmos os papéis passivos de vítimas e de espectadores, para recobrarmos a condição de agentes determinantes no curso da História.

Devemos isso ao nosso povo.


Luís Mauro Ferreira Gomes, é Coronel Aviador da Força Aérea Brasileira.









Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais".
Terça-feira, 19 de janeiro de 2010.






UM TEMA, DUAS VISÕES.





Monday, December 08, 2008

Qualquer semelhança N Ã O terá sido mera coincidência!

Fotos: Cérebros e "modus faciendi" semelhantes.

































Lula é "difu"
por Carlos Reis

Lula é bagagem. Lula sempre foi assim. Em uma palavra: Lula é difu! (de alguma arquibancada do futebol)

"O presidente de vocês - daqueles que o elegeram, daqueles que compartilham a sujeira com ele, daqueles que o acobertam na mídia, daqueles que batem palmas, que se ajoelham, que se vergam em busca de recursos e desinformação, daqueles que lhe dão 70% de aprovação, chegou ao seu nível moral mais baixo, abaixo até do ponto de ebulição do álcool!

Nada está abaixo do Lula. O Lula do "sifu", do "porra", do "cacete", "sabe", se colocou em uma posição inferior, não como presidente da República, mas como gente mesmo. Se o álcool não lhe trava a língua nem o faz escolher palavras do seu enorme minidicionário, o que sabemos que o álcool não faz com ninguém, ainda assim existem os assessores, "aspones", e toda a sorte de lacaios pagos a peso de ouro para vigiar e reparar o rei nudista, descuidado, impregnado de falsa santidade, que se acha um profeta sábio a dar lições de moral aprendidas no PCC a presidentes eleitos, como Barack Obama. Lula tem carreira, tem trajetória, tem currículo e folha corrida de safadezas verbais e não-verbais. A linguagem chula é a sua primeira natureza. Lula, o pele vermelha e calórica, é isso há muitos anos.

Mas não é de sua incontinência verbal (verborréia) que estou a tratar, e sim da sua vulgaridade ímpar, desmedida, tantas vezes por nós denunciada. Lula é um homem sem caráter; traidor dos amigos da quadrilha, porque não se faz o que ele fez com o José Dirceu, com o Gushiken, com o Genoíno. Nem na prisão deixam de valer os códigos de ética e de moral - uma moral suja, um ética suja, mas ainda assim uma moral e uma ética de "petralhas". Lula, o vermelho, não tem nada disso. Pior do que imoral, Lula é ilegal. Lula é um vício de origem. Os que dele se acercam devem saber disso. Se sabem, são viciadores também.

Tampouco se diga que ele fala a linguagem do povo para se fazer querido por ele. Conversa mole, conversa de institutos de pesquisa, conversa de "datalulas "cuja ética ainda está para ser revelada. Lula está deixando o povo brasileiro com a sua cara, a sua fuça, a sua carantonha vulgar e baixa. A nossa tão propalada "macunaimidade" era regional, pontual. Com Lula ela virou instituição nacional permanente. Não é para isso que trabalha incansavelmente a Saúde/Educação do imoral Temporão e seu pênis pedagógico?

O povo pode parecer com o Lula, mas ainda não é o Lula. É diferente, o povo ainda pode lavar a cara todas as manhãs, que a sujeira sai. Mas Lula não, no máximo pode ser maquiado pela e-nésima vez pelos puxa-sacos de sua laia, engolir uns "engovs" e seguir a sua rotina de laxista irresponsável.

O "inaudível" "sifu" pronunciado publicamente entrou para história do Brasil, a história da infâmia do Brasil. Mais uma da enorme série de Lula, o "serial killer" da vergonha, o personagem central dessa quadra de desonra, de baixeza da vida nacional. Lula e seus lacaios deixaram as instituições assim: o Parlamento, a Justiça, a Democracia, a Soberania Nacional, a Imprensa. A marca venal é desse tamanho e contamina a sociedade inteira comprometendo o seu futuro. E ainda essa gente assemelhada a ele quer apagar o passado brasileiro, e destruir os registros da nossa moral e os documentos da nossa boa fé, da nossa honestidade como povo. Tudo isso para quê? Para elevar um sujeito vulgar e desprezível à condição de líder máximo do socialismo no Brasil.

É exatamente esse sentimento que me faz voltar a todo o momento não a ele, Lula, o infame, mas para a mídia e os intelectuais de miolo mole que o protegem, que fingem que nada vêem, que nada ouvem. A legião dos infames que o cercam e o embelezam não pára de crescer.

Esse artigo é para vocês, jornalistas, que o acham "pop" e "extravagante".

Carlos Alberto Reis Lima é médico e escritor.

Comentário de Lígia L. R., redatora do blog "Dois em Cena": "O Lula nunca abandonou os amigos, nunca deixou o Zé e o Zé nunca o deixou. Ele foi apenas recolhido. O Lula mudou de estratégia com alguns de seus comparsas, assim como o Foro de São Paulo mudou de roupa e virou Unasur".


Publicado no blog "Dois em Cena".
Segunda-feira, 08 de dezembro de 2008, 08h23.










Otimismo na tempestade – Lula acha que doente em estado grave não deve ouvir más notícias – Augusto Nunes



Monday, December 01, 2008

UMA FIGURA ABJETA DE MUITAS CARAS E NOMES.










































As três faces de um canalha
por Paulo Carvalho Espíndola

A primeira delas é o seu nome de batismo, José Dirceu de Oliveira e Silva, nome pomposo que bem poderia nomear um herói. Muito menos que isso, nomeia um nefando terrorista e um dos maiores criminosos da História recente do Brasil.

A segunda é a do "companheiro" Daniel, desde cedo traidor da pátria e fiel seguidor do facínora Carlos Marighela, aquele mesmo que Lula, muito recentemente, rotulou de herói. Daniel logo descambou para a subversão, até ser preso em um congresso estudantil ilegal. Recuperou a liberdade ao ser banido do território nacional na troca por um embaixador norte-americano, seqüestrado por terroristas. O terror era a sua causa e o crime a sua vocação. Por eles fez cursos de guerrilha em Cuba, onde estabeleceu fortes laços de cumplicidade com o assassino Fidel Castro e formou nova quadrilha de malfeitores políticos, o Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), de curta duração e de triste destino.

A terceira é de Carlos Henrique Gouveia de Melo - o mesmo "companheiro" Daniel - na sua volta clandestina ao Brasil. Sob essa face, estabeleceu-se em Cruzeiro do Oeste/PR, iludiu uma pobre-rica mulher e com ela se casou, assim aumentando um pouco mais a sua extensa folha-corrida criminal.

A tão falada anistia, que a esquerda hoje tanto tenta invalidar para o lado que a venceu na luta armada, libertou Carlos Henrique da sua máscara e do seu casamento ilegal, com o quê ressurgiu das cinzas a pior face de um canalha.






















Voltou à cena José Dirceu.

Curiosamente livre de um passado sujo, José Dirceu enveredou pela política legal e tornou-se expoente do Partido dos Trabalhadores e, muito mais, eminência parda daquele que acabou por eleger-se presidente do Brasil.

O circo tornou-se seu. Fazia e desfazia com o beneplácito de Lula, que tinha e ainda tem muito medo dele, por razões que a própria razão desconhece. Acredito que seja porque ele saiba de muita sujeira.

Foi o mandatário de fato e, assim, tinha toda a liberdade de ação. Ágil, voltou ao crime, aliando-se ao colarinho branco e a uma nova quadrilha. Daí vieram os mensalões e uma incontável série de malfeitos, capazes, em um país sério, de implodir toda a estrutura governamental. Não foi o caso do Brasil.

José Dirceu foi defenestrado do governo e teve cassado o seu mandato parlamentar. Agora é lobista e prossegue nas suas articulações de bastidores, com Lula e seus parceiros como as suas marionetes.

A memória nacional é cada vez mais curta e disso ele se vale.

Anteontem mesmo, um grande jornal brasileiro abriu espaço para José Dirceu para ele vomitar o seu canto de sereia e afrontar a Marinha do Brasil.

Críticas são sempre bem-vindas na democracia - tenho por hábito grafar essa palavra com inicial maiúscula. Ler a matéria de José Dirceu, entretanto me causou asco e, sobretudo, a certeza de que ele continua o mesmo, ao exaltar o assassino João Cândido, o "almirante negro". Misturou alhos com bugalhos, perversa e maldosamente, à guisa de defender um anti-racismo muito mais presente nas mal encobertas intenções de "movimentos sociais" do que na realidade de um país miscigenado como o Brasil.

É emblemática a parcialidade do articulista José Dirceu no seu agravo à Marinha do Brasil: A Marinha não condena a chibata, os castigos físicos e nem os métodos de alistamento militar utilizados então, quando os conscritos negros eram caçados a laço – contra os quais Cândido liderou o movimento – mas condena a revolta por causa das vítimas entre os oficiais (quatro) e a população civil (duas crianças) do Rio de Janeiro, bombardeado. Pior, a Marinha não condena a prisão de João Cândido, sua expulsão da Marinha, sua vida na miséria e nem o assassinato de seus 16 companheiros.

É subliminar a diferença que faz entre "vítimas" (as da Marinha) e o "assassinato" dos companheiros de José Cândido.

Não sou psicólogo e, muito menos, psiquiatra para interpretar o que diz esse homem, mas me parece desigual a relação entre os mortos de cada lado. Para mim é bem nítida a tendência para deturpar a História: danem-se as vítimas da Marinha e glória aos companheiros de um assassino frio que urinou no cadáver de seu comandante. Nessa redação comprometida, duas crianças e quatro oficiais não significam nada; os rebeldes, sim.

José Dirceu continua o mesmo, fiel à traição e ao derramamento de sangue, desde que assim seja para os seus desígnios.

Vários dos seus vinte e oito companheiros da MOLIPO tombaram em confronto com os órgãos de segurança. Com certeza, foram delatados e "deletados" por um companheiro em Cuba. Isso pode ter sido obra de Fidel Castro ou de algum amigo "revolucionário" brasileiro. Não me atrevo a apontar culpados, no entanto, tenho convicção de que Daniel conhece muito bem essa estória macabra.

Antes de redescobrir e de reinterpretar os arquivos da História da Marinha, "companheiro" Daniel, abra os seus. Os companheiros da MOLIPO descansarão em paz ou não.

Interessante em tudo isso é que um órgão da grande imprensa ainda abre espaço para essa gente.

E o contraditório?

Ah! Ele virá, certamente, em outro bostejo de José Dirceu...

































Paulo Carvalho Espíndola é Coronel do Exército Brasileiro.









Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais"(Regional Brasília).
Segunda-feira, 01 de dezembro de 2008.





Queda-de-braço – Olavo de Carvalho


Anestesia obâmica – Heitor De Paola



Friday, October 17, 2008

Coroado o "imperador do pocilgão". Viva Dom Pedro LI!































Sou monarquista
por Paulo Carvalho Espíndola

Em 21 de abril de 1993, dei meu voto para a Monarquia, aderindo à campanha "Vote no Rei". Minha participação no plebiscito fez-me parte dos 7,5% dos votantes pelo 3º Império do Brasil. Perdi a parada e fui obrigado a votar, por mais três pleitos, em candidatos a mandatários desta República viciada e falida. Votei errado nos três.

Creio firmemente, entretanto, que nunca na história deste país a necessidade de um imperador impôs-se de maneira tão premente. Temo-lo de fato; falta-nos efetivá-lo de direito, sem nenhuma convulsão e na harmônica composição das forças políticas. O Imperador está diante de todos nós. Só nos falta entregar-lhe o cetro imperial para o regozijo de 80% dos brasileiros, segundo o que dizem os insuspeitos institutos de pesquisa.

Luiz Inácio Lula da Silva será Dom Pedro III e reinará absoluto!

Os arautos da dúvida e amantes do "deixa como está", certamente argumentarão com o berço pobre desse homem e pela falta de sangue azul em suas veias. Berço pobre? Isso é piada, em vista dos berços e das alcovas dos reis absolutistas; faltavam neles até as mínimas condições de higiene, embora sobrassem filigranas de ouro nos penicos. E o sangue azul? Isso é balela, pois todo sangue é vermelho e o do nosso candidato a monarca é vermelhíssimo, como sói acontecer com seus parceiros latino-americanos das potências Cuba, Bolívia, Equador, Paraguai e Venezuela. Malgrado o berço pobre, o virtual monarca do Brasil fez o que quis fazer em penicos aceitos da nobreza do sindicalismo e de financiadores do grande baile da Ilha Fiscal ainda vindouro.

Notícias alvissareiras li por estes dias. Na primeira delas, soube da pretensão dos bastidores do governo petista de prorrogar o mandato de Lula por mais dois anos, transferindo as próximas eleições presidenciais para 2012. Na segunda, a êxtase: a convocação de uma Constituinte não sei para quê. Suponho que seja para a divinação de um soberano absoluto.

Para isso, todavia, em primeiríssimo lugar precisamos escoimar os vícios da nossa práxis política. Reformas constitucionais não são necessárias. Tudo pode continuar como aí está na estrutura legal; apenas algumas poucas adaptações, talvez – e digo isso sem grande convicção -, sejam oportunas.

Visualizo essas mudanças, fundamentalmente e antes de tudo, com a purificação das "zelites". Imagino isso numa extrema unção a corruptos, comunistas, mensaleiros, "regenerados" criminosos políticos e outras figuras de rapina. Dez maracanãs, quinze morumbis, dezessetes mineirões e setecentos e vinte estádios de menor porte receberiam essa gente e todos nós assistiríamos, via satélite e pela internet, à grande remissão dos pecados. Incontáveis clones do Sumo Pontífice desceriam de helicópteros e ungiriam a todos. Xô satanases! Será o nascedouro de uma grande nobreza. De viscondes a barões nascerá a nova corte, sob a direção do maior dos nobres: o Duque José Dirceu.

Ao imperador Dom Pedro III, cortesãos renascidos. Dª Domitila de Castro, a revigorada Marquesa de Santos, substituirá com mais viço sessentonas guerrilheiras e psicoterapeutas sexuais tão em moda e candidatas a mandar em todos nós.

O nosso maior arquiteto, se ainda vivo estiver, modificará a sua obra e projetará na concha do Congresso um monumento ao monarca libertador.

Do pré-sal emergirão as nossas riquezas, que trarão meios e recursos para construção das Forças Armadas Imperiais. O Exército, inspirado pelo novo patrono, Marechal-de-Campo Carlos Lamarca, estará pronto a intervir, com presteza e extrema eficiência, na guarda do patrimônio da nobreza, no apartamento de brigas de cachorros bravos e em outras missões "constitucionais", sem descurar-se de missões subsidiárias, como a "improvável" defesa da integridade territorial do Brasil.

Infelizmente, o Império terá gente que, nos subterrâneos, conspirará.

Ratos do esgoto que imaginavam lutar pela democracia, no máximo conseguirão pensões e indenizações do Estado por terem defendido, de armas nas mãos, uma República cruel. Quão nobre será a nobreza, nessa comiseração...

Dom Pedro III, antes de "noço" guia, será o condutor do III Reich que vai dar certo. As marolas da economia global levá-lo-ão ao grande destino.

Palavras da salvação...


Paulo Carvalho Espíndola é Coronel do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" (Regional Brasília).
Sexta-feira, 17 de outubro de 2008.



PRESIDENTE URIBE: AGORA É A VEZ DA COLÔMBIA. NÃO VACILE, ELIMINE-OS SEM A MÍNIMA PIEDADE!



Coroado o "imperador do pocilgão". Viva Dom Pedro LI!

Wednesday, February 20, 2008

O ovo da serpente!




































Reflexão III
por Aluisio Madruga

Partido dos Trabalhadores
Seu desgoverno e as Forças Armadas - a Revolução Petista em marcha

Na atualidade, escrever na internet sobre o desgoverno do PT, após tudo o que tem sido publicado na imprensa escrita, falada e televisada pode parecer a muitos como um “disparate”. Mas estou convicto que não o é.

Por total incapacidade ou omissão dos verdadeiros democratas, os comunistas, no final do século passado, após terem sido derrotados em 1964, voltaram a dominar vários setores da política nacional. Veio o novo século e com eles os tempos mudaram.

Depois de uma campanha milionária e mal explicada, liderados pelo senhor Luís Inácio Lula da Silva, os comunistas mais cruéis e violentos chegaram ao governo, multiplicaram-se, avolumaram-se e viraram “estrelas”.

Com eles veio o comunismo disfarçado e o terrorismo institucionalizado, marcado por “saques” dissimulados ao erário público, em prol deles mesmos e a tentativa de continuarem no governo. Visam à busca do poder, ou seja, o domínio total, não só do Executivo, como também do Legislativo e do Judiciário. Para isso necessitam do controle das mentes das massas, o que estão conseguindo com os “vales alimentação, escola e tantos outros” que redundam na compra da barriga do pobre. Por intermédio da corrupção compram várias consciências, desde membros dos três poderes e até alguns industrias. Está tudo dominado!

Surgem as perguntas e todas sem resposta.

Por que o prefeito do PT Celso Daniel foi seqüestrado, assassinado ou justiçado? Foi porque não quis mais participar de esquemas de obtenção de dinheiro que estariam em curso no PT? Foi porque sabia demais? Foi porque poderia vir a ocupar, no governo federal, o lugar de José Dirceu? Foi por que iria acabar, ou atrapalhar, a escalada dos justos?

E o prefeito de Campinas, o Toninho do PT? Quais as razões pelas quais foi assassinado?

O José Dirceu e o Genoino eram companheiros de luta armada, sendo que o primeiro na guerrilha urbana e o segundo na guerrilha rural. Foram guerrilheiros escolhidos por Lula para ocupar cargos no topo do governo.

Governaram o país. Deu no que deu. Surgiu o “mensalão”.

No lugar do José Dirceu, o Presidente colocou, como Ministra Chefe da Casa Civil, outra guerrilheira urbana, a senhora Dilma Rousseff.

Não fosse o deputado Roberto Jefferson, com o dedo indicador bastante sujo, como a maioria dos políticos e de outras autoridades nacionais, apontar toda a falcatrua coordenada pela cúpula do PT, visando sua manutenção no governo e a busca da implantação de um partido único no Brasil, até hoje, e quem sabe para sempre, estaríamos sem nada saber.

Quanto ao Presidente Lula, este é um homem “inocente”, atrapalhado, que profere discursos lamentáveis, óbvios, fala dos pais que “nasceram analfabetos”, mas não dos problemas nacionais que necessitam urgentemente de solução como saúde pública, educação e segurança, além de muitos outros. Pisoteia a escola e aqueles que fazem esforços para estudar, quando estufa o peito e se vangloria de ter chegado à Presidência da República sem ter curso superior, formação esta desnecessária e inútil (nas entrelinhas).

É um homem tão virtuoso e tão heróico que conseguiu chegar à Presidência da República com o cérebro do Dirceu, com o trabalho de um marqueteiro como Duda Mendonça, com a generosidade financeira inesgotável de Marcos Valério, com a militância cega, com a ganância infinita e irresponsável de alguns industriais e com o desvario popular.

Mas quem governaria seria o José. O Dirceu, que é bem mais astuto, inteligente, frio. Ele que, ainda hoje, permanece nos bastidores, à distancia, como um grande diretor teatral da chamada corrente majoritária do PT, que acaba de ser reestruturada dentro do partido.

No palco, o ator principal interpreta tão magnificamente, que consegue temperar as suas falas com piadas e expressões inadequadas para um Presidente. Boas piadas e analogias engraçadas. Quase convence de que tudo é real, verossímil. Tudo pelo povo, pelo Brasil. Além de presidente amador é também artista amador. Aliás, hoje no Brasil do Partido dos Trabalhadores amadorismo é moda.

O Presidente é uma estrela. Vermelha! Bem Vermelha. Como também é amigo do ditador Fidel Castro, dos Presidentes Hugo Chávez, Evo Morales e fundador do Foro de São Paulo, com Fidel Castro e outros, organização internacional da qual fazem parte várias organizações terroristas.

Tem boas intenções... Não sabia e continua não sabendo de nada. Do esquema do mensalão, das malas de dinheiro e muito menos do recente escândalo dos cartões corporativos. Como também não sabiam o Dirceu, Genoino, João Paulo e tantos outros. Que traição! Também, quem mandou confiar no Delúbio e no Silvinho. É, Silvinho, este mesmo que acabou de ser condenado pelo STF a prestar serviço comunitário, sem que nem mesmo constasse da sentença aonde e para quem. Este é o Brasil no qual ninguém consegue mais se indignar.

Roberto Jefferson não diz, mas sugere uma grande questão: para que tanto dinheiro? Seria para saldar dívidas de campanha? Sendo o PT um partido de trabalhadores, popular, por que e para que tanto luxo, tanta pompa, tanta ostentação?

O dinheiro (muito dinheiro), além da simples corrupção pessoal, deve estar servindo para financiar o Governo e o PT e tudo que ainda não sabemos ou só imaginamos saber.

O MST e o MLST, por exemplo, quem os financia, dirige, manobra, desloca? Hoje, depois da invasão da Câmara dos Deputados já sabemos que o MLST é dirigido por Bruno Maranhão, ex-militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), amigo particular de Lula e militante de projeção no PT. Essa organização recebe verba do governo, como o MST e tantas outras. Elas, assim como a CUT, são o braço armado do PT.

Mas os que atuam nestas organizações ainda não pararam para pensar que muitos militantes que ajudaram a fazer a revolução russa, chinesa, cubana etc, por serem considerados mão-de-obra, não tiveram benefícios especiais. E outros, por serem considerados ideologicamente fracos e saberem demais, entraram no mesmo rol dos “traidores”. Tiveram milhares de parceiros e companheiros assassinados, familiares torturados e mortos e tratamento desumano como todo o povo.

Chega de desgoverno em busca do caos, para em seguida, das cinzas, estabelecer um governo ditatorial, de partido único, como ocorre há mais de 48 anos, em Cuba.

Em prosseguimento, estaremos difundindo o artigo Reflexão IV.


Aluisio Madruga de Moura e Souza é Coronel do Exército Brasileiro e autor dos livros: "Movimento Comunista Brasileiro: Guerrilha do Araguaia - Revanchismo: A Grande Verdade" e "Documentário - Desfazendo Mitos da Luta Armada"

N.R. A leitura destes dois livros é imprescindível para aqueles que se interessam pela verdade dos fatos e não pelas versões mentirosas difundidas pelos comunas. Ambos estão à venda na Livraria Brasil.Net.

Publicado no site "Ternuma – Terrorismo Nunca Mais" - (Regional Brasília).
Quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008.



Tirem suas próprias conclusões quanto ao que venho afirmando sobre quem é Dna. Dilma "Stella" Rousseff:

Estilo capataz na Casa Civil

Ex-figurão do governo coleciona histórias da "delicadeza" da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Eis uma delas:

Participavam de reunião coletiva em seu gabinete, certa vez, dois diretores da BR Distribuidora. Ela não gostou das intervenções da dupla, ligou para o presidente da estatal e, diante de todos, ordenou aos gritos: "Na próxima vez, mande gente competente". Desligou, olhou para os dois e despachou: "Vocês aí, rua!".

Publicado no site "claudiohumberto.com.br"
Quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008, 0h00.


N.R. Alguém tem alguma dúvida de que esta "gfdp" agiria da mesma maneira com os Gal Felix, Gal Enzo, Brig Saito ou com o Alm Moura Neto. O que fazer com essa delinqüente após sua captura? Se possível deixem este "serviço" por minha conta. Me sentiria honrado pela confiança depositada.
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Dessa vez Lula não foi bobo. Foi leviano – Ricardo Noblat

Um Governo Surrealista – Cel Av Luís Mauro

Sunday, January 13, 2008

ZECA "DIABO" DIRCEU: "IL CONDOTTIERE SCHUMPETERIANO".

Foto: É do$ careca$ que ela$ go$tam mai$.









































Espantosa metamorfose
editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Tem toda razão o ex-ministro José Dirceu quando critica a imprensa por ter dado exagerada importância - nos comentários sobre sua entrevista à revista mensal Piauí - à sua informação sobre o uso de caixa 2 pelo Partido dos Trabalhadores (PT) - coisa que até os tijolos da sede do PT em Porto Alegre já estavam “carecas” de saber. Tem toda razão porque a imprensa cabocla parece não ter se dado conta do que era de fato relevante - e, mais do que isso, impressionante e até escandaloso - naquela reportagem: o poder imenso de “influência” junto a governos, entidades públicas e privadas, grandes corporações empresariais, do País, do Continente e do mundo, que um político cassado e com os direitos políticos suspensos, conseguiu operacionalizar em pouco tempo, desde a sua saída do Ministério e a cassação de seu mandato de deputado federal.

Entre as metamorfoses que marcam a vida de tantos petistas, nenhuma é tão impressionante como essa que transformou o líder revolucionário dos anos de chumbo nesse supermagnata-consultor que se sente frustrado pelo fato de a imprensa cabocla ter deixado de mencionar e repercutir aquilo que foi introduzido na matéria da revista como promoção da sua portentosa atividade de marketing político-empresarial (nacional e internacional). De fato, a política ocupa espaço insignificante na matéria, feita para divulgar melhor sua capacidade de penetração, quase ilimitada, nas altas esferas do mando político e econômico de vários países, a fim de gerar ou intermediar grandes negócios e estabelecer parcerias de grandes projetos governamentais com conglomerados mundiais, razão pela qual tem sido recebido onde chega com a honra devida a estadistas ou reconhecidas celebridades. Se falha uma conexão aérea ei-lo cogitando de fretar um jato - enquanto não compra o seu Citation, como pretende - para não atrasar a algum de seus importantes compromissos, desloca-se por helicópteros na rotina de seus traslados entre hotéis de alto luxo e o ponto de encontro com o freguês do dia e tudo o mais que não se imaginava em alguém destituído oficialmente do Poder, por mais que nele (isto é, no governo Lula) já tenha exercido papel de todo-poderoso.

Por outro lado, ao referir-se, na entrevista, à sua trajetória “revolucionária”, de ex-participante de movimento clandestino armado, treinado em Cuba com aulas de guerrilha, de militante vivendo na clandestinidade com nome falso e feições alteradas por cirurgia plástica (também realizada em Cuba), e ao mencionar todos os apoios que recebeu nessa trajetória - de todas as ex-mulheres e namoradas, inclusive daquela com que viveu, e que, por motivos de “segurança”, desconhecia sua verdadeira identidade -, o magnata-consultor exibe um padrão de vida invejável, como se fosse um novo Onassis, com a vantagem sobre o autêntico de ser irresistível nas conquistas amorosas, não apenas pelo seu dinheiro, mas, como mostrou a reportagem, por seus dotes físicos. E a imprensa cabocla também não detectou isso!

“Eu faço o que dá. Eu tenho que trabalhar. Não roubei, não tenho dinheiro guardado. Depois do que aconteceu comigo, não tenho muita escolha” - nos diz ele. Estas palavras, que até denotam um certo fatalismo pessimista, foram pronunciadas em meio às evidências materiais de sucesso financeiro, mostrando que nestes trópicos, homens públicos apeados do Poder oficial nem precisam ter “dinheiro guardado” para viverem como nababos, desde que detentores da mais valorizada - e rentável - qualidade nesse tipo de pessoa pública, vale dizer, a alta sedução de seu poder de “influência”.

Numa região do mundo onde mais importante que tudo são as intermediações de negociatas com governos ou de grandes negociações e fusões entre empresas privadas, onde o tráfico de influência (como todos os tráficos) conta sobremaneira, seja na construção de grandes fortunas ou de ambiciosas carreiras políticas (ou ambas as coisas), pode-se dizer que esse tipo de atividade se constitui numa espécie de “mais valia” a explorar o capital, assim como, segundo a primitiva visão marxista, havia a “mais valia” do capital a explorar o trabalho assalariado.

À esta altura, o ex-revolucionário José Dirceu, que se confessa pessimista quanto ao seu futuro político, deve estar agradecendo à ditadura militar a oportunidade que lhe deu de chegar ao Poder pela via democrática.


Publicado no jornal "O Estado de S.Paulo".
Domingo, 13 de janeiro de 2008.







 
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