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Friday, November 13, 2009

PMSP: AÇÃO PATÉTICA!




































ASSALTO EM RESIDÊNCIA MONITORADO À DISTÂNCIA... UMA EXPERIÊNCIA FRUSTRANTE E INÚTIL.

É incrível, mas qualquer pessoa dotada de pelo menos dois neurônios organizaria e comandaria essa operação, com uma probabilidade de sucesso de 100%, ou seja: No mínimo quatro vagabundos na cadeia ou mortos (preferencialmente), sem vítimas inocentes ou efeitos colaterais. No entanto, além de não impedirem a ação e fuga dos marginais, sobressaltaram uma família vizinha, que com certeza deve ter sofrido um grande abalo psicológico com a "ação" destrambelhada dos PMs. Resultado conseqüente, a vítima que investiu um bom dinheiro para dotar seu patrimônio de uma segurança com tecnologia de ponta, ficou inteiramente no prejuízo, tornando-se apenas um mero espectador da invasão de sua propriedade e do "confisco" dos frutos de seu trabalho. Também, a anedótica justificativa apresentada pela PMSP, "endereço errado", é um daqueles casos em que se costuma dizer: A emenda saiu pior que o soneto. Concluindo, o fato demonstra claramente que tecnologia e despreparo não se ajustam.
Bootlead







Advogado vê do escritório invasão a sua casa na Zona Oeste de SP
do G1, com informações do Jornal Hoje

Homem gastou R$ 30 mil para colocar câmeras em todos os cômodos. Ele chamou a polícia, mas os assaltantes conseguiram fugir.

As imagens registradas pelas câmeras de segurança de uma casa de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, assaltada na sexta-feira (6), puderam ser vistas ao vivo pelo dono do local, o advogado Carlos Ergas. Ele gastou R$ 30 mil para instalar 16 câmeras em todos os cômodos de sua casa, mas não conseguiu fazer nada quando viu de seu escritório que o imóvel foi invadido.

O advogado chegou a chamar a polícia, mas os assaltantes conseguiram fugir. "Nós monitoramos, ligamos para o Copom dando a posição dos assaltantes dentro da minha casa, fora de casa, praticamente irradiando um jogo de futebol, com todos os detalhes. Eles chegaram cinco minutos antes deles deixarem a casa, era tempo suficiente para uma operação tranquila da polícia, sem riscos", disse o advogado.

As gravações mostram que a ação começou na calçada. Primeiro, elas mostram uma empregada lavando a calçada. Ela não percebe quando o carro preto do outro lado da rua. Ela já havia terminado a limpeza e guardava o equipamento quando dois homens saem do carro.

Um deles segue pela mesma calçada, enquanto o outro atravessa e vai em direção à mulher. Ele conversa um pouco, enquanto o outro dá a volta e surge pelo lado oposto. Juntos, eles anunciam o assalto.
Por outra câmera, é possível ver quando os criminosos entram com a empregada na casa. O equipamento usado para lavar a calçada fica do lado de fora e não chama a atenção de ninguém.

Os ladrões vasculham todos os cômodos até achar o cofre. As imagens mostram quando eles voltam para a garagem. Um tira o carro da família e o coloca na rua, enquanto outro veículo com outros criminosos dentro entra na garagem.

Uma terceira câmera mostra quando quatro homens guardam um cofre no porta-malas do veículo. Eles também levaram joias e equipamentos eletrônicos.

Os criminosos ainda estavam dentro da casa quando três carros da Polícia Militar chegaram. As imagens mostram que os PMs foram até a casa do vizinho. Nesse momento, os assaltantes abrem o portão eletrônico e saem com o carro. Os policiais ainda correram, mas ninguém foi preso.

O porta voz da PM, capitão Macera, reconheceu que houve uma falha de comunicação da corporação. Segundo ele, a primeira ligação recebida pelo comando foi de uma testemunha que viu a empregada ser rendida. Entretanto, ela informou o número da casa errado.

Para o capitão, isso desencadeou a série de problemas. O capitão disse que a PM vai fazer uma reunião para apurar as responsabilidades e corrigir os procedimentos.


Publicado no portal "G1".
Quinta-feira, 12 de novembro de 2009,14h19.








URGENTE: ÚLTIMA CHAMADA! A SITUAÇÃO JÁ ESTÁ QUASE IRREFREÁVEL!






Tuesday, July 31, 2007

PARADOXAL!








































Os aviões andaram bebendo
por Arnaldo Jabor

As coisas é que têm a culpa de tudo, o piano andou bebendo, 'the piano has been drinking!' cantou Tom Waits, 'my necktie is asleep', minha gravata está dormindo, 'the jukebox is taking a leak', a vitrola foi mijar, o tapete precisa de um corte de cabelo, o afinador de pianos é surdo e eu, cá comigo, continuo: os Boeings e legacies e airbuses andaram enchendo a cara também, enquanto os jornais teimam em nos propagar catástrofes que, no dizer das autoridades, se produziram sozinhas como cogumelos autóctones, enquanto o presidente some sob as vaias do Pan e, magoado, se esconde sob os terçóis do palácio, iluminado pela aura do botox que resplende da primeira-dama muda e as pistas dos aeroportos rolam de porre debaixo de chuva, as turbinas se revoltam, as asas tatalam e se partem, os motores se recusam a rodar e destroncam a língua em palavrões, as medalhas vêm pousar como gafanhotos nos peitos dos canalhas, os pepinos se enfiam no rabo dos brigadeiros, os mortos berram com orgulho que são cadáveres verde-e-amarelo, cem por cento nacionais e os 'groovings' não são 'groovy', as ranhuras viram regos arrombados, os pneus rebolam como gelatina, os trens-de-aterrisagem são aleijados, os radares são morcegos drogados e os controladores são cegos de um olho e não enxergam com o outro.

As petistas eróticas gozam fumando charutos, os puteiros erupem como vulcões de esperma na beira das pistas, no caminho dos 'airbuses', as gargalhadas roncam nas gargantas dos ministros, a palma da mão de Deus bate contra seu sagrado punho fechado e um imenso 'top top' atroa os espaços e dedos imensos se esticam do céu e nos mandam enfiá-los, deus sabe aonde, e os mortos teimam em morrer e os traficantes de órgãos ficam desolados com o desperdício de corpos. Os vivos não cooperam e as pistas continuam em coma e os aviões fumam maconha e os pilotos aterram aterrados e os taxistas vigiam preocupados os negros céus de São Paulo, os pássaros vivem em pânico e resolvem andar a pé nas estradas esburacadas, com as verbas de recuperação roubadas no Ministério dos Transportes, os cachorros cagam nas pistas, o ministro da Defesa se derrete e escorre para o ralo, duzentos milhões de dólares fogem às gargalhadas dos cofres da Infraero e ninguém faz nada, ninguém investiga e a grana toda voa como chuva de confete sobre a Anac que gruda o rabo do diretor na cadeira para impedir sua demissão, pois ele diz que a competência é irrelevante e que seria covardia sair agora.

Entrementes: o presidente do Senado sob suspeita (lembram como é o nome dele?) exulta com as catástrofes pois, talvez, o olvidem para sempre, esqueçam os envelopes que voavam sozinhos para os bolsos, vindo das empreiteiras, dos açougues onde as carcaças de bois se esquartejavam em notas frias, a Gautama também comemora (como é o nome ?), o Zuleidão mergulha eufórico nos canais de esgoto a céu aberto, enquanto os viadutos interrompidos choram de solidão, as barragens morrem de sede, as lâmpadas do 'luz para todos' mergulham nas trevas, o Roriz roreja sua lama na falta de memória do povo, os intelectuais continuam calados, a USP dorme o sono dos injustos.

Em meio a isso tudo, o Rio São Francisco fervilha de piranhas e se recusa a ser desviado, o bispo exibicionista se empapuça de hóstias consagradas e se prepara para nova greve de fome, a opinião pública abraça lagoas e usa camisetas com a palavra paz, o Pan acaba, os traficantes comemoram o ouro que já vem vindo de novo por aí, nas linhas vermelhas e amarelas, enquanto os narizes de celebridades celebram e fazem surubas, felizes com o pó que vai voltar a chover em Ipanema e nos Jardins, as comissões de inquérito continuam a dizer que a culpa de tudo é do amigo do Homem Aranha, que tudo foi mais uma missão do 'Capitão Falha Humana', com sua caceta sobre o planeta, que tudo é erro dos pilotos, provavelmente pilotos mansos, com dor-de-corno, largados pela mulher, enchendo as caixas-pretas de lamúrias, lágrimas e sambas-canção, o que os fez deslocar manetes e manchos num desatino de ciúmes, empapuçados de Lexotans ou senão dores-de-corno de urubus traído por papagaios sem-vergonha, que cometeram suicídio, enfiando-se loucamente dentro das turbinas invertidas sobre os lixões.

Concomitantemente, os papéis onde o Executivo escreveu o PAC serão usados como papel higiênico no Planalto para poupar dinheiro, de modo a haver verba para contratar mais 600 imbecis para o Professor Pardal Mangabeira erguer o queixinho fascista com sotaque americano, em vez de contratar controladores de vôo novos, tudo isso rolando enquanto Renan não agüenta mais o tal recesso parlamentar, porque a esposa agora está se vingando no recesso do lar, emanando rancor e acusações mudas pelos cantos das fazendas imaginárias, enquanto continua a dúvida se veremos ou não as partes intimas de Mônica (dobrem a oferta, Playboy...), enquanto a dama do charuto da Anac diz que o acidente não foi no ar, ninguém bateu no ar, logo não tem nada a ver com ela.

Finalmente, como não temos mais palavras para exprimir nossa indignação, ou melhor, como não temos mais indignação para exprimir em palavras, ou melhor ou pior ainda, como não há mais nada para exprimir ou espremer, precisamos saber urgentemente se o Olavo vai f... a vida de Fabio Assunção, se Taís vai estrangular a irmã Paula e principalmente questões fundamentais como saber se 'em trilha de paca, tatu caminha dentro, se jacaré no seco anda, se cavalo que galopa na bunda sua...', em suma, as coisas importantes da vida como, por exemplo, se o passaralho vai continuar voando ou se 'passarinho que come pedra sabe o c... que tem'? Será que já sabe?

E fica a certeza de que a única lei que é respeitada no País é a Lei de Murphy e que a única coisa profunda que ouvi ultimamente foi daquele americano expulso: 'Welcome to Congo!' O Congo é aqui mesmo.



Arnaldo Jabor, carioca nascido em 1940, é cineasta e jornalista, também já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e na Rádio CBN. O estilo irônico e mordaz com que comenta os fatos da atualidade brasileira foi decisivo para o seu grande sucesso junto ao público. Arnaldo Jabor também é colunista do jornal “O Estado de S. Paulo”, além de escrever regularmente para diversos outros jornais do Brasil.



Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Terça-feira, 31 julho de 2007.


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