Saturday, August 11, 2007

Quando a farda vira fantasia, imagine-se o resto.
É UMA VERGONHA!

Se um "funcionário" ganha a patente de general, o "chefe" então,
deverá ganhar a de marechal. Correto?





































REFLEXÕES DE UM CORONEL ESCLEROSADO
por Cícero Novo Fornari

Sentado em minha poltrona favorita, vi pela TV que o Brasil tinha novo Ministro da Defesa. Ministro da Defesa? Não pode ser. Não estão querendo dizer Ministro da Guerra? Lembro-me então que isso é coisa de um passado remoto.

Mas o nome Defesa não está errado?

O nosso Ministério da Defesa peca inicialmente pelo nome: alguém que entra em campo com a imposição de apenas se defender, está fadado a perder ou no máximo empatar. O nome mais correto seria Ministério das Forças Armadas, ou no nosso caso atual, MINISTÉRIO DAS FRAQUEZAS DESARMADAS.

Lembrei-me então que existe uma imposição que o Ministro da Defesa seja um civil e de preferência com o Certificado de Isenção do Serviço Militar. Mas agora a coisa melhorou. Parece que foi colocado alguém do ramo. Ele está fardado! E tem um belo currículo.

Tem “notável saber jurídico”, pois foi Ministro e também Presidente do Supremo Tribunal de Federal, mas seus oficiais de gabinete se esqueceram de alertá-lo que existe uma lei chamada Estatuto dos Militares que em seu Art. 76 diz: “Os uniformes das Forças Armadas, com seus distintivos, insígnias e emblemas, são privativos dos militares e simbolizam a autoridade militar, com as prerrogativas que lhes são inerentes."

Parágrafo único: Constituem crimes previstos na legislação específica o desrespeito aos uniformes, distintivos, insígnias e emblemas militares, bem como seu uso por quem não tiver direito.

O uso do uniforme militar pelo Ministro causou preocupações aos seus assessores.

O tesoureiro do gabinete pensou: “Será que posso sacar o soldo de soldado recruta para o Ministro?"

Ele certamente não irá gostar, porque o nosso recruta recebe menos que um salário mínimo.

Por sua vez, o Ministro, preocupado com o cerimonial, indagou aos seus áulicos:

"E se me “baterem” continência, como vou proceder?"

Rapidamente o seu assistente disse:

"O senhor responde com o mesmo gesto, com a mão direita."

Um segundo, mais chegado ao esquema gramscista, adiantou:

"É melhor responder com a mão esquerda, é mais atual."

O terceiro, adepto do Foro de São Paulo, que sempre aparece nesses momentos, arrematou:

"O senhor pode responder com as duas mãos, fazendo o famoso “TOC,TOC,TOC”, já institucionalizado pelo Palácio do Planalto.

Atributos não faltam ao Ministro.

Com o seu notável saber político, foi Deputado federal e constituinte em 1988 e publicamente revelou que fraudou o texto constitucional, depois de ter sido aprovado em plenário. Agora é especialista em aviação.

Quando for visitar a Marinha vai ficar uma gracinha com sua roupinha de marinheiro.

Marcha soldado, cabeça de papel...

Luiz de Camões foi militar e suas palavras esculpidas em bronze na pérgula da Academia Militar das Agulhas Negras, ficaram gravadas indelevelmente em nossas mentes e nossos corações:

“A disciplina militar prestante, não se aprende senhor na fantasia, sonhando, imaginando ou estudando, mas sim vendo, tratando e planejando.”

Passo a palavra à Procuradoria da Justiça Militar;

Rogamos a DEUS que salve a nossa PÁTRIA.

BRASIL ACIMA DE TUDO!

SELVA! BRASIL!


Cícero Novo Fornari é Coronel do Exército Brasileiro, com muita honra...

Wednesday, August 08, 2007

As circunstâncias é que determinam a causa.

"SE QUEDEN TRANQUILES": Lula em 04/04/2007, 104 dias antes da tragédia do vôo 3054.































O culpado é o mordomo
por João Nemo

O governo Lulla é uma coletânea interminável de paradoxos. Nunca tivemos um presidente tão ignorante e nunca algum tão apoiado por pretensos intelectuais e “produtores culturais”. Quem acha que Lulla é uma criação do povão inculto tem memória curta. Foi produto típico do meio sindical tornado mito por professores universitários, artistas, escritores e outros ditos “formadores de opinião”. Ouvi, várias vezes, pessoas semi-analfabetas dizerem às vésperas de eleições: "de ignorante já basta eu". A máquina de parasitismo ainda não havia alcançado escala que lhe permitisse distribuir “argumentos” da maneira como faz hoje. Mas o fato é que com empenho de uns e conivência de muitos o artefato está aí; tem e terá lamentáveis conseqüências para esta geração de brasileiros e, sendo muito otimista, pelo menos para mais uma. Não se instala impunemente a minuciosa teia de dominação que vem sendo construída e muito menos se escapa às seqüelas dos métodos que vêm sendo utilizados. Quando sairmos do governo Lulla – vejam que continuo otimista – talvez seja possível corrigir muitos rumos equivocados, mas algumas coisas poderão estar definitivamente destruídas.

No momento, como nunca antes neste país, estamos nos transformando em especialistas em tráfego aéreo. Já somos todos técnicos de futebol; tornamo-nos mestres em economia a partir da hiperinflação; e agora nos dedicaremos, durante um bom tempo, ao novo assunto falando em “grooving”, malha aérea, manete, “spoilers”, reverso etc. As razões, desta vez, são as mais tristes possíveis, mas desde o primeiro momento, a grande preocupação da troupe que nos domina se resumiu em “tirar o seu da reta” para usar a linguagem que eles tanto apreciam e praticam, inclusive no gestual. Não digo isso agora. No artigo publicado em 19 de julho, logo após o acidente de Congonhas, comentei: a primeira medida do "planalto” foi uma reunião de emergência com três ministros de confiança, particularmente o da Comunicação Social, entenda-se “propaganda e contra-informação". Naturalmente eu não imaginava que essa coisa chegaria ao ponto de assistirmos dois aspones comemorando a nota esperada por eles no Jornal Nacional e que falava do tal reverso.

Pouco a pouco, uma fatia por vez, irão surgindo dados que nos levarão, ao fim e ao cabo, às evidências de que o verdadeiro culpado pelo acidente de Congonhas é o mordomo, ou seja, o piloto. Desta feita não dispomos de mordomos estrangeiros para acusar, então, teremos que nos contentar com o produto nacional mesmo. Pouco importa se tinha um milhão de horas de vôo e se era o principal interessado em não se espatifar. Nos últimos segundos terá sido ele que errou.

Quem conhece alguma coisa a respeito de grandes catástrofes, ou mesmo de acidentes comuns, sabe que dificilmente um único fator leva ao desfecho. Há sempre uma porção de “se” que poderiam ter evitado a tragédia. Mesmo que no momento final alguém tenha errado por ação ou omissão isso, isoladamente, não explica o ocorrido. Sabe-se também que desordem, confusão, disfunções nos processos de trabalho, concessões em procedimentos sob pressão, tolerâncias indevidas, referências decisórias confusas, negação parcial de limites etc. compõem, entre outras coisas, o ambiente ideal para ocorrências indesejáveis, incidentes e acidentes. Não é preciso ser um especialista: uma boa professora primária sabe que bagunça na sala ou no pátio facilita acidentes com as crianças.

Quando ocorreu o famoso desastre da nave espacial Challenger nos Estados Unidos, o relatório final do inquérito apontava as falhas técnicas e de projeto identificadas, mas demonstrava que a base fundamental do ocorrido estava num sistema de gestão equivocado e nos defeitos do processo decisório. Nós, ninguém mais se lembra, já cometemos a façanha inédita de matar mais de vinte pessoas com um foguete no chão e desligado. Na ocasião, o nosso presidente agradeceu as condolências da comitiva ucraniana com uma das suas pérolas: "há males que vêm para bem". Um contraste considerável com o pronunciamento* do então Presidente Reagan que se tornaria um clássico.

Diversas ocorrências desnudam a natureza das prioridades e o perfil de caráter dessa gente em cujas mãos, infortunadamente, a nossa deplorável maneira de fazer política colocou os destinos do país e de nós mesmos. A primeira foi a já comentada preocupação imediata de defesa da imagem, patrimônio que consideram o bem mais valioso dos seus ativos e que a reunião de primeira hora revelava; segunda, aquela cena flagrada dos gestos obscenos, cuja verdadeira imoralidade está menos nos gestos do que na mentalidade que os motivou. Terceira,... bem... a terceira ocorrência talvez o futuro nos revele: quem será que "vazou" dados parciais de gravação da caixa-preta para a imprensa ferindo, pela antecipação, inclusive tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário? Que Deus me perdoe os maus pensamentos.

Assim como na novela do mensalão, um razoável número de membros do formigueiro poderão ser sacrificados, desde que se preserve a saúva rainha. Esse sacrifício é sempre bem recompensado, pois deixar ressentidos pelo caminho é perigoso. A imprensa costuma comentar as supostas dificuldades do apedeuta em demitir “companheiros” mas creio que o problema é outro. É preciso prudência e garantias de que o bom cabrito não berre.

Quando nada de mais lamentável parecia possível, o presidente Callamares não resistiu e voltou à sua justificativa predileta: "não sabia" que o problema aéreo brasileiro era tão sério. Incrível! Quando é que essa figura vai saber de alguma coisa? E ainda culpou, de certa forma, os adversários porque nas cinco eleições que disputou a questão não teria sido comentada. Eu também acho que a oposição é um bocado omissa, mas essa agora é de cabo de esquadra. Como é que na cabeça de um petralha ou filopetralha cabe, concomitantemente, a idéia de que Callamares é minimamente capaz para ser presidente, mas consegue ignorar a seriedade e complexidade de algo que vem assolando o país há, pelo menos, um ano? Tudo bem: ele dispõe do Aerolulla onde só viaja rodeado de puxa-sacos. Deve ser isso.

Os dois acidentes ocorridos representam o traço mais dramático e dolorido dessa confusão geral em que o país está metido, visível com mais clareza em áreas e aspectos cuja natureza crítica não permite camuflagem. A praga de gafanhotos está, com certeza, presente em muitas outras áreas menos visíveis e menos críticas. O imbróglio representa, também, uma demonstração didática do que acontece quando grandes empresas passam a viver de lobby. Há um preço pesado a pagar, inclusive para elas próprias, quando algo dá errado. Não adianta querer, depois, dizer que a culpa é do mordomo.



João de Oliveira Nemo é sociólogo e consultor de empresas em desenvolvimento gerencial.








Publicado no site MídiaSemMáscara.
Terça-feira, 07 de agosto de 2007


* Refere-se ao discurso do Presidente dos EUA, Ronald Reagan proferido em 28 de janeiro de 1986, devido a tragédia ocorrida com a explosão do ônibus espacial "Challenger", na qual morreram sete astronautas. (P.N.)

Para ler o discurso acima citado (original em inglês), click aqui.


Tuesday, August 07, 2007

Quem sonhar com um "Granma" no Brasil, vai acabar comendo grama pela raiz.


































A grande imprensa
por Ali Kamel

Agrande imprensa está sob ataque. Não do público, que continua considerando o jornalismo que aqui se produz como algo de extrema confiabilidade, conforme atestam pesquisas de opinião recentes. Os ataques vêm de setores autoritários e antidemocráticos, que, diante do noticiário, sentem-se ameaçados.

Esses setores consideram que só é notícia aquilo que, em nenhuma hipótese, atrapalha os seus planos de poder. Não importa que alguns acontecimentos lhes sejam embaraçosos; importa que ou não sejam noticiados ou sejam levados ao público de tal forma que o efeito, para eles, seja positivo ou neutro. Já disse uma vez: isso não seria jornalismo, mas propaganda.

Evidentemente, em seus ataques eles não deixam transparecer essa verdade. Tão logo surge um evento que eles consideram desvantajoso, começam a gritar, dizendo que não é o evento que lhes faz mal, mas a cobertura da grande imprensa. Costumam seguir o seguinte padrão: mentem, atribuem à grande imprensa coisas que ela não fez e denunciam conspirações que não existem. Sempre num tom indignado, dourando a grita com defesas “apaixonadas” da liberdade de expressão e do que chamam de democratização da mídia.

Um disfarce. Às vezes, publicam livros, financiados por partidos, com estudos pseudocientíficos como os que tentam demonstrar que, em 2006, os jornais penderam pesadamente a favor de Alckmin e contra Lula, no noticiário eleitoral. Tais estudos se esquecem apenas de contar que todo o noticiário sobre o mensalão e outros escândalos foi considerado prova de desequilíbrio contra Lula. Ora, se é assim, qual seria a alternativa para que o estudo apontasse equilíbrio? Não noticiar os escândalos? Mas isso sim seria perder o equilíbrio e a isenção.

É uma tautologia, mas, na atual conjuntura, vale dizer: o jornalismo só é livre e independente quando não depende de nenhuma fonte exclusiva de financiamento. Quanto mais variadas forem as fontes de recursos que sustentam um jornal, uma revista, um portal de internet ou uma emissora de rádio e televisão, mais livres e independentes serão esses veículos. O leitor pode fazer o teste. Veja os anunciantes da grande imprensa e verifique: a variedade é tanta que o veículo não depende, nem de longe, de ninguém isoladamente para sobreviver. E por isso é livre. E por isso é independente.

O leitor poderá fazer outro teste. Procure algum veículo que se diga livre e independente e ao mesmo tempo se dedique costumeiramente a atacar a grande imprensa e a defender este ou qualquer governo. Veja os anunciantes. Eles serão poucos e a concentração, grande. Quase sempre, será propaganda governamental. Se o veículo for um portal de internet, verifique quem são os controladores: fundos de pensão de órgãos do governo.

Portanto, livre mesmo, só a grande imprensa. Só ela tem os meios para investir em recursos humanos e tecnológicos capazes de torná-la apta a noticiar os fatos com rapidez, correção, isenção e pluralismo, sem jamais se preocupar se o que é noticiado vai ser bom ou ruim para este ou aquele cliente, para este ou aquele governo. A grande imprensa sabe que o seu compromisso é com o público, que lhe dá a audiência que lhe traz publicidade. A grande imprensa sabe que o público exige informação de qualidade e que não pode ser enganado. O grande público é o que faz as suas escolhas cotidianas de acordo com o que é melhor para si, é o mesmo que tem discernimento para votar, para eleger seus governantes.

Consumidores exigentes, grande público e cidadãos conscientes não são três entidades distintas, mas uma única realidade. Na cobertura da tragédia da TAM, a grande imprensa se portou como devia. Como não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim. A nação viveu um descalabro aéreo nos últimos dez meses? Então é necessário testar qual o impacto dessa desordem no acidente (e, hoje, ouve-se o ministro da Defesa dizer que a prioridade não é mais o conforto ou a ausência de filas, mas a segurança, uma admissão cabal de que, antes, não era assim). A pista de Congonhas estava escorregadia (a ponto de, no dia anterior ao desastre, uma aeronave deslizar até um canteiro e outra quase se espatifar no fim da pista)? Então é preciso verificar se a pista foi fundamental no desastre. Chegam informações de que a manutenção da TAM é falha? Então é preciso saber como estava o avião acidentado (e descobrir que ele voava com o reverso pinado).

A análise da caixa-preta ficou pronta? Então é preciso tentar revelar o seu conteúdo e mostrar que uma falha do piloto pode ter sido a causa do acidente. É a grande imprensa que noticia tudo isso, passo a passo, tendo apenas em mente informar o grande público, sem pensar no impacto negativo ou positivo que isso terá para o governo ou para a companhia aérea.

É assim aqui, é assim em todas as democracias. Quando do furacão Katrina, a imprensa americana, num continuum, testou muitas hipóteses: noticiou que aquela era uma tragédia anunciada, mostrou que houve cortes federais para obras urgentes nos diques que se romperam, denunciou a inépcia do governo no socorro imediato às vítimas.

E a única coisa que o governo fez foi se defender, com dados e argumentos.

O público pôde julgar quem estava com a razão. Ninguém ouviu de aliados de Bush que a mídia queria derrubá-lo, provocar o seu impeachment, desestabilizar o seu governo.

Já aqui, temos de conviver com essas bazófias. Porque aqui, ao contrário de lá, há quem queira que a informação esteja a reboque de projetos de poder.


Ali Kamel, nasceu no Rio de Janeiro em 1962, formou-se em Sociologia e Jornalismo. Em 1982, estagiou no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e na “Rádio Jornal do Brasil”. Quando o contrato com o IBGE acabou, continuou a trabalhar na rádio. Com menos de três anos de profissão, assumiu o cargo de chefe da sucursal e repórter no Rio da revista “Afinal”. Já em 1986, Kamel tornou-se subchefe da sucursal da revista “Veja” no Rio. Em 1991, tornou-se chefe da sucursal de “O Globo”, onde permaneceu por 11 anos e em junho de 2001, transferiu-se para a TV Globo. Atualmente, é Diretor-executivo da Central Globo de Jornalismo e colunista do jornal “O Globo”.




Publicado no jornal "
O Globo".
Terça-feira, 07 de agosto de 2007.


Sunday, August 05, 2007

Transcript of Cockpit Voice Recorder from Flight 3054-TAM Airlines which crashed in Congonhas Airport, Brazil.

Foto: © Juliano Damásio




























Above a photo of the Airbus A320-233 (TAM PR-MBK) taking off in the Congonhas airport, in the same runway of
the disaster on July 17, 2007 (died around 200 persons).


Transcript of Cockpit Voice Recorder

Cockpit Voice Recorder – Legend.























































Cockpit Voice Recorder – Transcript of the Page 1 of 10.




































Cockpit Voice Recorder – Transcript of the Page 2 of 10.




































Cockpit Voice Recorder – Transcript of the Page 3 of 10.




































Cockpit Voice Recorder – Transcript of the Page 4 of 10.




































Cockpit Voice Recorder – Transcript of the Page 5 of 10.




































Cockpit Voice Recorder – Transcript of the Page 6 of 10.




































Cockpit Voice Recorder – Transcript of the Page 7 of 10.




































Cockpit Voice Recorder – Transcript of the Page 8 of 10.




































Cockpit Voice Recorder – Transcript of the Page 9 of 10.




































Cockpit Voice Recorder – Transcript of the Page 10 of 10.





































Links for other photos of the TAM PR-MBK. (Click on the thumbnail to see the original photo)


 
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